domingo, 29 de julho de 2018
Os melhores são os que conseguem colocar uma lança no campo do "adversário"?.. (2)
"Robles ao fundo e Bloco a esbracejar"
"Ainda não se sabe tudo sobre o negócio da aquisição e renovação do imóvel de Alfama por Ricardo Robles e a irmã. Mas, do que se sabe, tenho a dizer o seguinte:
Ricardo Robles, a não haver qualquer favorecimento na aquisição do prédio, fez tudo bem, de um ponto de vista suprapartidário, até se ter apercebido de que a sua militância no Bloco de Esquerda era incompatível com um lucro de milhões proveniente da prática da especulação imobiliária, que o Bloco tanto critica. A partir do momento em que suspendeu a venda com receio das críticas, fez tudo mal. Por outro lado, “fazendo tudo bem” e mantendo a intenção de venda, ainda por cima com promoção da Christie’s, só lhe restaria abandonar o Bloco e, livre, continuar a renovar a cidade e perder o preconceito contra o lucro.
Vejamos: lê-se hoje que, segundo a descrição da agência promotora, o edifício renovado é composto por 11 apartamentos pequenos, tão pequenos que a sua maioria tem a área de quartos, o que não tem nada de mal em si, mas indica que o destino do imóvel era mesmo o aluguer para alojamento local (outra prática que o Bloco considera já ter ido longe demais). Dizer que a irmã tinha planeado vir morar para o edifício não é, por isso, muito credível. Vinha habitar um T0 com 41 m2, o maior dos 11 anunciados? Sei não. Enfim, e o empréstimo pedido à Caixa, como será pago tendo em conta a nova intenção declarada de alugar os apartamentos para habitação? Que contrato ou acordo haverá com a Caixa? Evidentemente, eu não tenho nada com isso. A família pode ser rica e seguramente Robles não vai andar a roubar para cumprir os seus compromissos. Mas pagar cerca de 300 ou 400 mil euros à Caixa não vai ser fácil sem a venda lucrativa do imóvel. Digo eu.
A dor de consciência ficou, pois, aqui muito mal (porque “o mal já estava feito”, ou seja, já nada apaga a tranquilidade com que Robles se dispunha a ganhar 2 milhões, como tantos investidores imobiliários fazem hoje em dia, para bem da recuperação do casario antigo e contra os “princípios” do Bloco) e cria certamente sarilhos vários. Agora resta-lhe descalçar esta bota, mas terá que ser mais criativo nessa tarefa, porque as explicações dadas ontem foram algo risíveis. Não foi ele, foi a irmã? Não era uma venda directa, era por uma agência? Não foi ele que fixou o preço de venda, foi a agência? Que balelas são estas? A Mariana Mortágua, ontem, na SIC N, foi arrasada, e bem, pelo Adolfo Mesquita Nunes."
Nota de rodapé.
Há 2 dias, aqui neste OUTRA MARGEM, tinha escrito mais ou menos o mesmo, mas por muito menos palavras e por outras palavras.
Bem vistas as coisas, a acompanhante de luxo podia ser psicóloga.
E o especulador imobiliário podia ser um político do PSD...
Portanto, continua tudo em Lisboa, como em Abrantes ou na Figueira.
Os lisboetas continuam "a precisar de uma Câmara amiga das pessoas e não dos especuladores".
Continua a "não ser possível repovoar o centro de Lisboa (ou de Abrantes ou da Figueira...) quando a esmagadora maioria das intervenções de reabilitação urbana é para hotéis de luxo ou premeia a especulação imobiliária, o que agrava o valor das rendas".
E, pelos vistos, não "é na vereação que a presença do Bloco pode desequilibrar a relação de forças no executivo a favor dos lisboetas (ou dos abrantinos, ou dos figueirenses...) em vez dos especuladores. Vamos lutar por isso".
Isto, porque não suporto a "hipocrisia e o cinismo", quer seja de direita (...é muita hipocrisia a direita querer acusar a esquerda de ser anti-democrática. Se dependesse da direita, ainda viveríamos num mundo onde a maioria esmagadora da população estaria excluída da política, e os direitos sociais seriam esmola aos pobres na forma de "caridade cristã"...), da esquerda moderada (... não basta afirmar que se tem as preocupações sociais da esquerda...), da esquerda ortodoxa (... a mesma globalização que assegurou que as economias crescessem juntas, nos bons tempos, assegurou que se afundassem juntas, com uma velocidade sem paralelo, na borrasca, cujo fim não está à vista...) ou da esquerda caviar (...não basta reconhecer que a decisão da venda do prédio de Ricardo Robles e da irmã por um valor muito superior ao da compra não se encaixa nos princípios defendidos pelo BE e continuar a defender o vereador bloquista de Lisboa...)...
"Ainda não se sabe tudo sobre o negócio da aquisição e renovação do imóvel de Alfama por Ricardo Robles e a irmã. Mas, do que se sabe, tenho a dizer o seguinte:
Ricardo Robles, a não haver qualquer favorecimento na aquisição do prédio, fez tudo bem, de um ponto de vista suprapartidário, até se ter apercebido de que a sua militância no Bloco de Esquerda era incompatível com um lucro de milhões proveniente da prática da especulação imobiliária, que o Bloco tanto critica. A partir do momento em que suspendeu a venda com receio das críticas, fez tudo mal. Por outro lado, “fazendo tudo bem” e mantendo a intenção de venda, ainda por cima com promoção da Christie’s, só lhe restaria abandonar o Bloco e, livre, continuar a renovar a cidade e perder o preconceito contra o lucro.
Vejamos: lê-se hoje que, segundo a descrição da agência promotora, o edifício renovado é composto por 11 apartamentos pequenos, tão pequenos que a sua maioria tem a área de quartos, o que não tem nada de mal em si, mas indica que o destino do imóvel era mesmo o aluguer para alojamento local (outra prática que o Bloco considera já ter ido longe demais). Dizer que a irmã tinha planeado vir morar para o edifício não é, por isso, muito credível. Vinha habitar um T0 com 41 m2, o maior dos 11 anunciados? Sei não. Enfim, e o empréstimo pedido à Caixa, como será pago tendo em conta a nova intenção declarada de alugar os apartamentos para habitação? Que contrato ou acordo haverá com a Caixa? Evidentemente, eu não tenho nada com isso. A família pode ser rica e seguramente Robles não vai andar a roubar para cumprir os seus compromissos. Mas pagar cerca de 300 ou 400 mil euros à Caixa não vai ser fácil sem a venda lucrativa do imóvel. Digo eu.
A dor de consciência ficou, pois, aqui muito mal (porque “o mal já estava feito”, ou seja, já nada apaga a tranquilidade com que Robles se dispunha a ganhar 2 milhões, como tantos investidores imobiliários fazem hoje em dia, para bem da recuperação do casario antigo e contra os “princípios” do Bloco) e cria certamente sarilhos vários. Agora resta-lhe descalçar esta bota, mas terá que ser mais criativo nessa tarefa, porque as explicações dadas ontem foram algo risíveis. Não foi ele, foi a irmã? Não era uma venda directa, era por uma agência? Não foi ele que fixou o preço de venda, foi a agência? Que balelas são estas? A Mariana Mortágua, ontem, na SIC N, foi arrasada, e bem, pelo Adolfo Mesquita Nunes."
Nota de rodapé.
Há 2 dias, aqui neste OUTRA MARGEM, tinha escrito mais ou menos o mesmo, mas por muito menos palavras e por outras palavras.
Bem vistas as coisas, a acompanhante de luxo podia ser psicóloga.
E o especulador imobiliário podia ser um político do PSD...
Portanto, continua tudo em Lisboa, como em Abrantes ou na Figueira.
Os lisboetas continuam "a precisar de uma Câmara amiga das pessoas e não dos especuladores".
Continua a "não ser possível repovoar o centro de Lisboa (ou de Abrantes ou da Figueira...) quando a esmagadora maioria das intervenções de reabilitação urbana é para hotéis de luxo ou premeia a especulação imobiliária, o que agrava o valor das rendas".
E, pelos vistos, não "é na vereação que a presença do Bloco pode desequilibrar a relação de forças no executivo a favor dos lisboetas (ou dos abrantinos, ou dos figueirenses...) em vez dos especuladores. Vamos lutar por isso".
Isto, porque não suporto a "hipocrisia e o cinismo", quer seja de direita (...é muita hipocrisia a direita querer acusar a esquerda de ser anti-democrática. Se dependesse da direita, ainda viveríamos num mundo onde a maioria esmagadora da população estaria excluída da política, e os direitos sociais seriam esmola aos pobres na forma de "caridade cristã"...), da esquerda moderada (... não basta afirmar que se tem as preocupações sociais da esquerda...), da esquerda ortodoxa (... a mesma globalização que assegurou que as economias crescessem juntas, nos bons tempos, assegurou que se afundassem juntas, com uma velocidade sem paralelo, na borrasca, cujo fim não está à vista...) ou da esquerda caviar (...não basta reconhecer que a decisão da venda do prédio de Ricardo Robles e da irmã por um valor muito superior ao da compra não se encaixa nos princípios defendidos pelo BE e continuar a defender o vereador bloquista de Lisboa...)...
Hoje, pelas 22 horas...
A
Orquestra de Jazz da Escola de Artes do CAE sobe ao palco da Preguiça
com a conhecida cantora de Jazz portuguesa, Jacinta. A autora de
«Convexo», um disco de homenagem a Zeca Afonso, e de «Songs of Freedom»,
com célebres temas dos anos 60, 70 e 80, partilha as luzes da ribalta,
no Espelho de Água, com as mais de duas dezenas de jovens músicos
figueirenses.
Via Município da Figueira da Foz
Via Município da Figueira da Foz
Memória, apenas memória...
![]() |
| "Quando se sabia publicitar a Figueira da Foz...Nos anos 60" |
Esta é já uma imagem de marca da Figueira da década de 60 do século passado.
É impossível não lhe prestarmos a atenção devida.
Esta é uma memória que vai continuar a ser memória.
Não há qualquer possibilidade de retorno.
Não há nostalgia que nos valha.
Foi um tempo que passou em definitivo para a Figueira.
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