terça-feira, 4 de outubro de 2016

Assembleia Municipal lembra-se de Jorge Pires Lobo e Manuel Luís Pata

Via AS BEIRAS

A função do dinheiro, papel sujo, é mesmo esta: ser usado pelos políticos para manter a cidade limpa...

“O primeiro veículo 100% elétrico ao serviço da limpeza urbana na Figueira da Foz, de dimensões reduzidas, está apto a percorrer as mais estreitas vias, recolhendo lixo de papeleiras e efectuando lavagens na espaço urbano, sem poluição sonora ou química.
Pensado especialmente para a zona antiga da cidade, Bairro Novo e Vila de Buarcos, o novo veículo ligeiro de mercadorias, com o custo de 31.355€ (I.V.A. incluído), tem uma capacidade de 500 litros de água e uma autonomia de 80 quilómetros, características que permitem intervir no espaço público de forma discreta e eficaz.”   


Nota de rodapé.
Já entrámos em época baixa...
Que pena o veículo não ter vindo, pelo menos, 3 meses antes.
Esperamos que estejam reunidas as condições para que  no próximo verão não haja ruas nauseabundas e a tresandar a cheiro a urina!..

E se devolvessem a beleza à Figueira?..

Foto  António Agostinho. Mais fotos aqui.
Passear pelas praias, na outra margem – que é onde adoro estar, apesar de ir, quase todos os dias, à cidade... - e não ver as torres da avenida marginal, no outro lado, é impossível!
Aliás, estes imponentes marcos da paisagem figueirense, constituíram a única forma de estragar aquela paisagem magnífica. São verdadeiros marcos que pontilham este horizonte e o marcaram, espero que não para sempre...
Até parece que na Figueira, o bonito é chato.
Mas, pela amostra acima, mais chato, ainda, é ser feio.  
Venceram-nos pelo cansaço.

O espelho de água junto ao Forte de Santa Catarina...

Para ver melhor, clicar nas imagens
Uma crónica de 2014 no Figueira na Hora, constatava que "algo falhou na concepção do espelho de água que  cá se instalou junto ao Forte de Santa Catarina." Pedro Silva, o seu autor, "não sabia se a culpa foi do director, do arquitecto ou do engenheiro."
Decorria o mês de agosto de 2013, véspera de eleições autárquicas, e João Ataíde era um autarca orgulhoso com a inauguração das obras da zona envolvente do Forte de Santa Catarina.
Passados pouco mais de 5 meses, em Dezembro do mesmo ano, o presidente da Câmara da Figueira da Foz incumbiu os serviços das Obras Municipais da elaboração de um relatório sobre o lago do Forte de Santana Catarina.
O documento, explicou João Ataíde, pretendia indagar sobre as “fugas de água, se havia erro de projecto ou se havia que imputar responsabilidades ao construtor”.
Esta obra, recorde-se, teve de ser intervencionada em 2014, para rebaixar o piso, “dois ou três centímetros”, na zona mais alta, para, segundo o vereador Carlos Monteiro, “evitar o desperdício de água com a ondulação”!..
Ainda estou para saber, é se essa intervenção conseguiu resolver o problema da "evaporação, outra das razões apontadas pela edilidade para o elevado consumo de água que se regista no lago!.."
Posso estar enganado, mas pelas fotos de ontem, será que vão novamente fazer obras no espelho de água?..
Se assim acontecer, oxalá que, finalmente, consigam reparar a fuga, para “evitar o desperdício de água com a ondulação” e a "evaporação"!..
Houve tempos, também na Figueira, em que as entidades públicas, através de pequenas, mas insubstituíveis obras, mostravam que se preocupavam com os seus habitantes. 
Hoje, no tempo das obras do regime, tudo é faraónico, tudo é feito para dar no olho e vai-se perdendo a noção daquilo que é realmente necessário. 
São opções de quem foi escolhido pela maioria dos poucos figueirenses que ainda votam, mas, a meu ver, não é este o caminho para se viver melhor cá pela santa terrinha.
Mas, a maioria dos figueirenses é que sabe...
Por mim, limito-me a solicitar que, ao menos, a praga das obras mal feitas, não seja um obstáculo para “devolver à Figueira a excelência de outros tempos”, na perspectiva de João Ataíde que é quem manda e pode.
E quem pode, pode!

À atenção do (ainda) vereador Tavares...

"Houve um comboio literário que foi até Óbidos e o Oeste agradeceu"...

Nota de rodapé.
Este ano, o FOLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos fez-se também fora das muralhas da vila histórica. 
Uma parceria firmada entre a organização do evento e a CP permitiu que o festival começasse todos os dias na plataforma da Estação do Rossio, em Lisboa. 
Foi daí que partiu o Comboio Literário, às 10h25 e 17h55, com uma programação especial, que incluía exposições, workshops, livros e poesia. 
Por aqui, será que já não têm noção do que é sempre "mais do mesmo"?..