É uma caixa do jornal AS BEIRAS.
António Tavares vai abandonar a vida autárquica no final do mandato.
A saída do vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz está agendada para o final do ano de 2017.
«Já não tenho pachorra para jogos de poder e guerras de alecrim e manjerona», disse Tavares ao jornal que, amanhã, na edição impressa, trará todos os pormenores.
Via-se que o vereador Tavares, ultimamente, andava enfastiado.
Ou ficou mais exigente, ou ficou mais desiludido...
Que grande desilusão!..
As ilusões, na política, são perigosas...
Parece que a passagem pela política profissional do intelectual Tavares não correu bem...
Pelos vistos, lá pelo PS figueirense o nível rasteiro agravou-se.
Quem se deverá safar com o abandono do intelectual figueirense da política activa deverá ser o João Portugal...
A partir de 2017, sem a sombra de Tavares, na Figueira, e afastado da bagunça parlamentar lisboeta, por cá tem tudo para ganhar novo e mais intenso brilho a sua estrela.
Se se cumprir o anunciado pelo vereador e escritor Tavares, mais um ano e picos e encerra-se um ciclo na sua vida.
A vida, tal como um livro, tem capítulos!
Um livro também tem vírgulas, pontos e pontos finais parágrafos....
A vida passa por encerramentos e recomeços!
Estava escrito...
Na política figueirense, nada é simples.
Nada é a preto e branco.
O glifosato é o herbicida que mata todas as plantas excepto as modificadas artificialmente para lhe serem resistentes.
O Bloco de Esquerda questionou por escrito todas as Câmaras Municipais sobre o uso de glifosato nos espaços públicos. Num total de 112 respostas obtidas, apenas 18 foram negativas: 94 Câmaras Municipais responderam que nos seus concelhos se recorre a este perigoso herbicida. Entre as que responderam sim, está a Figueira da Foz...
Nota de rodapé.
O Roundup foi criado em 1974 pela Monsanto, rendendo milhões de euros de lucros anuais a esta multinacional.
Enquanto no PSD/Figueira o Manel vai sendo frito em lume brando, continua a andar por aí uma malta, para quem a política é a condução dos assuntos públicos para o proveito dos particulares, a ficar cansada de esperar, mas a aguardar pelo que julga o momento certo para avançar...
Só que, por vezes, os que esperam pelo momento certo, para tentar fazer alguma coisa, acabam por nunca fazer nada.
Na Figueira, as estratégias partidárias deveriam ser políticas, não pessoais.
A política, na Figueira, principalmente nos tais partidos do arco do poder, anda próxima do grau zero.
Mas, a estabilidade está estável.
E isso é importante: o futuro, para certas almas, continua assegurado.
Política, em democracia, deveria ser conflito e compromisso. E, já agora, negociação.
Era isso que a tornaria fascinante e útil.
Também na Figueira...
Todavia, alguém consegue lobrigar, neste momento, nos partidos do arco do poder figueirense, estratégias de políticas sérias que metam as pessoas lá dentro?
Mas - e isso é importante... - a estabilidade está estável.
Ao que parece não existem problemas na política local.
Contudo, o problema é capaz de ser precisamente esse: é que aparentemente não existam problemas.
O nosso problema, se calhar, é os políticos figueirenses pensarem e agirem como os que pensam que ter problemas, é um problema.
No dia em que um tal António Agostinho foi à Assembleia Municipal, realizada no passado dia 29 de Abril, falar no período antes da ordem do dia, sobre o Posto Médico da Cova e Gala, tanto o presidente da câmara, como o vice-presidente não estiveram presentes para ouvir o munícipe.
E, ironia do destino, foi isso que acabou por ficar na lembrança de muita gente, isto é, foi isso mesmo que acabou por dar visibilidade, importância e atenção à intervenção desse tal de António Agostinho...
Resumindo e concluindo.
A visibilidade não depende de se estar em primeiro ou segundo plano para alguém. De se ser amigo, ou ignorado por alguém, mesmo que esse alguém esteja conjunturalmente no poder.
Um simples rodar no anel de focagem acaba por fazer toda a diferença.