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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Fumo sem fogo?..

Na passada sexta-feira a Assembleia de Freguesia de Quiaios aprovou uma moção de censura ao executivo da Junta de Freguesia de Quiaios.
Em comunicado, segundo o Partido Social Democrata local, «em causa estão as deliberações do Tribunal Administrativo após análise dos contractos para manutenção das Piscinas e execução de uma esplanada panorâmica».
De harmonia com o documento, «o Tribunal arquivou um processo relativo à contratação do pai da presidente da Junta, Fernanda Lorigo, alegando que houve anulação dos contractos por iniciativa própria, sem que tenham dado origem a quaisquer pagamentos e não sem antes informar que havia lugar a perda de mandato, numa deliberação que teceu duras críticas ao executivo”Instaurou ainda duas acções administrativas para declaração de nulidade dos contractos celebrados com as empresas envolvidas na manutenção e execução da esplanada, por violação ao Código de Contractos Públicos. Segundo o PSD, «o executivo assumiu a sua culpa na elaboração destes contractos mas mesmo assim decidiu recorrer da decisão».
Perante estes factos, os elementos eleitos pelo PSD (António Marinheiro, Carlos Rabadão, Aldina Sá e Victor Cabete) apresentaram uma moção de censura à acção do executivo que consideram «ter sido incompetente, com uma gestão que tem prejudicado a freguesia».
Esta moção foi aprovada por maioria -  PSD e CDU - e teve os votos contra do PS.
Fernanda Lorigo, 
presidente da junta de Quiaios.
FOTO JOT’ALVES, sacada daqui
No comunicado que tem estado a ser citado, os social-democratas recomendam  ao executivo que «assuma as consequências políticas da moção aprovada».

Em tempo.
Será que o presidente da câmara da Figueira, neste caso, não tem nada para dizer?..
Será que o edil figueirense, neste caso, não defende que estas condutas são censuráveis, apesar de poder considerar que a Assembleia de Freguesia tem autonomia para demonstrar a sua vontade, independentemente da decisão tomada pelo presidente da junta?..
Penso que todos nos recordamos  do que aconteceu no passado recente...

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