sábado, 14 de maio de 2016
Brasil, Brasil, Brasil... Humorista da "Porta dos Fundos" diz que Michel Temer "é um golpista"
Gregório Dudivier em Portugal entrevistado pela SIC Notícias...
Com uma esquerda assim no poder local, quem precisa da direita na Figueira?..
O paradoxo do desemprego, um crónica de Rui Curado da Silva.
"Na entrevista de fundo que deu à Foz do Mondego Rádio e ao diário As Beiras, o Presidente da Câmara é interpelado sobre a taxa de desemprego no concelho, cerca de 11 a 12%, a mais alta do distrito.
Sabendo que a Figueira é também o concelho mais industrializado do distrito, não podemos fugir ao paradoxo que estes dois indicadores levantam.
Não podemos deixar de questionar que emprego é que a indústria figueirense oferece, sobretudo quando entre estas empresas temos uma das maiores exportadoras do país.
A explicação não se esgota na progressiva automatização do trabalho. Nestas empresas, o recurso à subcontratação é generalizado. Muitos dos subcontratados passam por situações de precarizado prolongado, com passagens frequentes pelo desemprego.
Obviamente que este tipo de emprego não atrai os jovens, repele jovens. A diferença crescente entre o salário de directores e dos trabalhadores das empresas ainda piora o quadro. Os directores apanhados recentemente nos Documentos do Panamá ilustram bem a natureza do problema.
A iniciativa do executivo para a caracterização do desempregado do concelho é positiva, mas é insuficiente.
E que tal caracterizar a oferta de emprego e se o tipo de oferta potencia ou não o desemprego crónico?
Ou ainda, que tal caracterizar os interesses dos accionistas e o cadastro fiscal dos directores?
Por aí andarão algumas respostas ao problema."
"Na entrevista de fundo que deu à Foz do Mondego Rádio e ao diário As Beiras, o Presidente da Câmara é interpelado sobre a taxa de desemprego no concelho, cerca de 11 a 12%, a mais alta do distrito.
Sabendo que a Figueira é também o concelho mais industrializado do distrito, não podemos fugir ao paradoxo que estes dois indicadores levantam.
Não podemos deixar de questionar que emprego é que a indústria figueirense oferece, sobretudo quando entre estas empresas temos uma das maiores exportadoras do país.
A explicação não se esgota na progressiva automatização do trabalho. Nestas empresas, o recurso à subcontratação é generalizado. Muitos dos subcontratados passam por situações de precarizado prolongado, com passagens frequentes pelo desemprego.
Obviamente que este tipo de emprego não atrai os jovens, repele jovens. A diferença crescente entre o salário de directores e dos trabalhadores das empresas ainda piora o quadro. Os directores apanhados recentemente nos Documentos do Panamá ilustram bem a natureza do problema.
A iniciativa do executivo para a caracterização do desempregado do concelho é positiva, mas é insuficiente.
E que tal caracterizar a oferta de emprego e se o tipo de oferta potencia ou não o desemprego crónico?
Ou ainda, que tal caracterizar os interesses dos accionistas e o cadastro fiscal dos directores?
Por aí andarão algumas respostas ao problema."
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