É sempre o mesmo, passam a vida a dar-nos música.
Quando se telefona para qualquer sítio, metem uma musiquinha, só para queimar tempo. Um gajo apanha sempre música clássica ou os últimos êxitos da música portuguesa.
Não haverá resposta para esta chaga que afecta a nossa democracia?..
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Cá está um anúncio que pode aumentar a venda de chapéus na Figueira: «João Ataíde abre as portas à sua recandidatura»...
Todas
as carreiras, incluindo a carreira do pénis, têm semelhanças com
a carreira de um ascensorista: têm um percurso de altos e baixos...
João
Ataíde, ao referir-se «às preocupações recentes» das populações
da Marinha das Ondas e de S. Pedro, perante a iminência do
encerramento previsto para 2 do corrente mês de Maio dos seus Postos
Médicos, disse que «não quer o afastamento dos médicos da
população», nem «o encerramento de postos de saúde. Temos uma
população idosa e a quebra de rotina é factor de stress e
desmobilização», sublinhando ainda «que manter estes postos não
tem custos acrescidos».
Ontem,
ficaram aqui registadas, para memória futura, as palavras do dr.
João Ataíde.
Outubro de 2017, altura em que se deverá recandidatar a um terceiro
e último mandato autárquico à Câmara da Figueira da Foz, não
está assim tão longínquo.
Vivemos
em democracia. E a democracia tem regras. São as regras
democráticas.
Como
escreveu Mia Couto: «há quem tenha medo que o medo acabe»...
Esta,
era, ontem a minha leitura política do que esteve na base do recuo que aconteceu no estranho caso do encerramento dos Postos Médicos da Marinha e da Cova e Gala.
Não podemos, como é o meu caso, perceber nada de política, mas todos
temos algo de adivinho e de cusco...
O que não é necessariamente mau. Se o formos numa dose q.b., não é daí que virá mal, neste caso,
ao nosso concelho e, muito menos, à Marinha e à Cova e Gala. É sempre através do gosto pelo conhecimento que
nos vamos munindo de meios de defesa para o porvir...
O povo
costuma dizer que a vida dá muita volta.
Numas
alturas desejamos isso... Noutras nem por isso!..
O
importante, é estar no lugar certo à hora certa!
Uma
coisa é certa: sem visibilidade não há notoriedade.
E não é que hoje, no jornal As Beiras, com chamada de primeira página e tudo, o presidente da Câmara da Figueira da Foz admite candidatar-se ao terceiro mandato consecutivo, “se for útil”. A “utilidade” da recandidatura obedece a “um conjunto de interesses” e “um conjunto de projectos que possam estar pendentes”.
Indagado acerca da vontade de entrar na corrida, nas eleições autárquicas de 2017, João Ataíde respondeu assim: “Isto é um trabalho muito exigente mas tem algumas gratificações: ver as pessoas satisfeitas ou ver que concluímos projectos e atingimos objectivos e metas, é razão suficientemente para estimular querer continuar”.
E não é que hoje, no jornal As Beiras, com chamada de primeira página e tudo, o presidente da Câmara da Figueira da Foz admite candidatar-se ao terceiro mandato consecutivo, “se for útil”. A “utilidade” da recandidatura obedece a “um conjunto de interesses” e “um conjunto de projectos que possam estar pendentes”.
Indagado acerca da vontade de entrar na corrida, nas eleições autárquicas de 2017, João Ataíde respondeu assim: “Isto é um trabalho muito exigente mas tem algumas gratificações: ver as pessoas satisfeitas ou ver que concluímos projectos e atingimos objectivos e metas, é razão suficientemente para estimular querer continuar”.
O espectáculo alegra o povo.
E certos senhores jornalistas, como é o caso do Jot´Alves, só se preocupam com a alegria do povo.
Já um gajo como eu, são estas coisas que tem para contar, com aquele ar triste de quem falhou na vida.
"Erra aquele que não principia a aprender por supor que já é tarde" (Séneca)
"Equipamentos públicos", uma crónica do Engº. Daniel Santos
"Um dos dramas do urbanismo é o facto da decisão de edificar afectar o território e os habitantes de forma irreversível durante gerações, razão pela qual deve ser tomada de forma ponderada.
Esta conclusão é válida para a construção privada e, por maioria de razão, quando se trata de construir novos equipamentos públicos, levando em conta as projecções demográficas, as necessidades das populações ou, como como diz a lei de bases da política pública de solos, ordenamento e do urbanismo, assegurando a igualdade de oportunidades dos cidadãos.
A falta de visão estratégica, no que à distribuição territorial dos equipamentos de saúde concelhios respeita, foi a responsável pelos recentes episódios ocorridos com os postos de saúde de São Pedro e Marinha das Ondas, cujo desenvolvimento deixa vários problemas por resolver.
O Plano Estratégico de 2014 refere: “… o aumento da população idosa, apresentado pelo concelho em 2011, reflecte a necessidade de definir políticas activas, nomeadamente na área social, com principal enfoque para o grupo da população idosa.
A perda de mobilidade e a diminuição aos espaços do quotidiano tornam esta população mais vulnerável, na medida em que o isolamento promove a diminuição do contacto social, para além da perda de acesso a um conjunto de serviços fundamentais (com particular atenção para os serviços de saúde)”.
Identificado o problema, qual o caminho a seguir?"
Nota de rodapé.
É sempre tempo para pormos em causa o que até aqui fizemos.
É sempre tempo para fazer o balanço.
É sempre tempo de ponderar, para perceber como chegámos aqui.
É sempre tempo de arrependimentos.
É sempre tempo de olhar a vida de frente...
"Um dos dramas do urbanismo é o facto da decisão de edificar afectar o território e os habitantes de forma irreversível durante gerações, razão pela qual deve ser tomada de forma ponderada.
Esta conclusão é válida para a construção privada e, por maioria de razão, quando se trata de construir novos equipamentos públicos, levando em conta as projecções demográficas, as necessidades das populações ou, como como diz a lei de bases da política pública de solos, ordenamento e do urbanismo, assegurando a igualdade de oportunidades dos cidadãos.
A falta de visão estratégica, no que à distribuição territorial dos equipamentos de saúde concelhios respeita, foi a responsável pelos recentes episódios ocorridos com os postos de saúde de São Pedro e Marinha das Ondas, cujo desenvolvimento deixa vários problemas por resolver.
O Plano Estratégico de 2014 refere: “… o aumento da população idosa, apresentado pelo concelho em 2011, reflecte a necessidade de definir políticas activas, nomeadamente na área social, com principal enfoque para o grupo da população idosa.
A perda de mobilidade e a diminuição aos espaços do quotidiano tornam esta população mais vulnerável, na medida em que o isolamento promove a diminuição do contacto social, para além da perda de acesso a um conjunto de serviços fundamentais (com particular atenção para os serviços de saúde)”.
Identificado o problema, qual o caminho a seguir?"
Nota de rodapé.
É sempre tempo para pormos em causa o que até aqui fizemos.
É sempre tempo para fazer o balanço.
É sempre tempo de ponderar, para perceber como chegámos aqui.
É sempre tempo de arrependimentos.
É sempre tempo de olhar a vida de frente...
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