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segunda-feira, 15 de abril de 2019

"Radigrafia", revela o Bairro Novo em números e propostas

O Bairro Novo, construído no século XIX, continua a ser o coração turístico da cidade.
A Associação do Bairro Novo, agora liderada pelo empresário Álvaro Tomás, resolveu fazer uma “radiografia” à zona “chic” da cidade, estudo suportado por duas empresas sediadas naquela zona. 

O relatório preliminar – o definitivo deverá ficar concluído até ao final deste mês – revela o Bairro Novo em números e propostas. 
O estudo destina-se a aferir a dinâmica económica, turística, habitacional e social. “Este estudo é um raio X do Bairro Novo e servirá como linha orientadora para fazermos propostas sustentadas a quem de direito”, disse Álvaro Tomás, esperando que sirva, também, para captar fundos comunitários e da zona de jogo e novos investimentos.

O estudo para Álvaro Tomás, tem por finalidade “preparar o presente e projectar o futuro”, porque “o Bairro Novo foi, é e sempre será o coração da Figueira da Foz”. A “radiografia”, “com propostas concretas e devidamente debatidas com a população”, será apresentada a parceiros institucionais. O estudo da associação inclui, também, um logotipo para a “marca” Bairro Novo, uma sede e um cartão de sócios com descontos nos estabelecimentos aderentes. A cereja no topo do bolo é a proposta que defende que algumas das ruas comerciais devem ser cobertas, para transformar o Bairro Novo num centro comercial de rua onde os lojistas serão os que lá estão e os que poderão vir ali instalar-se. Isto, claro, se aquele e argumento da associação tiver cobertura dos comerciantes e das instâncias de decisão.
Para Álvaro Tomás  “há muito para fazer” naquela zona da cidade: desde o reordenamento do trânsito até à substituição do “obsoleto” mobiliário urbano. Na entrevista dada ao jornalista Jot’Alves do Diário as Beiras, o entrevistado aponta ainda  a necessidade de serem revistas as regras das esplanadas e acabar com os balcões exteriores dos bares. Antes de terminar a conversa, revelou que a associação pretende realizar “quatro ou cinco eventos marcantes por ano”

Imagens via Diário as Beiras

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Plano de Pormenor do Bairro Novo encontra-se suspenso

Na passada segunda-feira, no decorrer da reunião realizada à porta fechada, foi aprovada a suspensão do Plano de Pormenor do Bairro Novo da Câmara Municipal da Figueira da Foz, publicado pela Deliberação n.º 441/2008, DR N.º35, 2.ª Série, de 19/02/2008, com cinco votos a favor da maioria socialista e quatro votos contra da oposição Somos Figueira.
Este  Plano de Pormenor encontrava-se em vigor desde 2008 e “visava definir as orientações necessárias à preservação e valorização do património edificado”.
Segundo a autarquia, em nota de imprensa tornada pública, foram detectadas “situações de falta de adequação das normas  do plano à realidade”, bem como a “incapacidade” do mesmo em “responder  às novas intenções de uso e ocupação decorrentes de um novo contexto sócio-económico”.
Desta forma, com a suspensão “pretende-se agilizar as intervenções urbanísticas no Bairro Novo, aproximando-as das novas realidades salvaguardando a preservação cultural e patrimonial daquela área”, refere a câmara.
O vereador da oposição João Armando Gonçalves, contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, afirmou: “parece-nos que a identidade do Bairro Novo é uma das grandes mais-valias que a cidade tem. Importa preservar essa identidade e o plano que existia assegurava essa missão, apesar de sabermos que tem alguns erros. A suspensão do plano aumenta o risco de se desvincular essa identidade do Bairro Novo”, disse ainda o vereador da oposição. 

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A polícia tem no Bairro Novo “atitude arrogante”, afirmou Miguel Babo, escolha imprescindível de Carlos Tenreiro para a lista de vereadores PSD...

O vereador do PSD Miguel Babo disse, ontem, na reunião de câmara, que a polícia tem uma atitude arrogante, quando se referia à alegada falta de segurança no Bairro Novo, tema suscitado pelo líder da vereação social-democrata, Carlos Tenreiro. “No Bairro Novo, há zaragatas a todo o momento. A polícia está lá com a carrinha parada, no meio do passeio, onde nem pode estar, com os polícias à porta, numa atitude que parece que querem bater em alguém, com o cacete, numa atitude arrogante”, afirmou o autarca da oposição. 
João Ataíde não gostou do que ouviu. “[O vereador Miguel Babo] diz uma coisa e o seu contrário: pede mais segurança e, depois, diz que os polícias têm uma atitude arrogante!”, atirou o presidente da Câmara da Figueira da Foz. O líder do executivo acrescentou que se revê na atitude dissuasora da polícia. Por isso, enfatizou: “Não me revejo nas críticas que fez à polícia”. O presidente defendeu que “as cifras de criminalidade da cidade são baixíssimas”. Daí, sustentou, “falar disso [falta de segurança no Bairro Novo] é desprestigiante para a cidade”. Por outro lado, acrescentou que “as noites da Figueira da Foz são seguras, sem embargo de surgir um ou outro foco”
Carlos Tenreiro tentou atenuar os efeitos da intervenção de Miguel Babo. “Obviamente que a bancada do PSD não se revê em observações antagónicas à PSP, e o vereador Miguel Babo também não se revê nelas. Tem a sua maneira de se expressar… Estamos a falar de incidentes que são fatores de insegurança e afastamento”, argumentou.
Miguel Babo voltaria a falar sobre o assunto, na sequência da intervenção de Carlos Tenreiro. No entanto, começou por observar que aquilo que pretendeu dizer é que “a atitude da polícia é pouca”, defendendo que aquela força de segurança “não pode intervir apenas em pancadaria”. E afirmou: “Os exemplos de ineficiência são aos montes”, ressalvando, contudo: “Esta crítica não é para arrasar com a polícia, é construtiva”. Porém, atirou: “Vi jogadores de râguebi todos nus e não lhes aconteceu nada. Vejo jovens a partir garrafas todas as noites…”. João Ataíde frisou que “ainda bem” que a vereação do PSD não se revê em declarações contra a polícia. Não obstante, elucidou: “Quis marcar a minha posição”
Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, o comandante da Divisão da Figueira da Foz da PSP, Mário Rocha Quintal, garantiu que “nunca a presença da polícia assume uma atitude intimidatória”. Acerca da alegada insegurança no Bairro Novo, esclareceu: "Não tenho indicações de nenhuma situação grave ocorrida nas últimas semanas que ponha em causa a segurança das pessoas".
Via AS BEIRAS

Nota de rodapé.
Só apetece colocar a mão na testa e abanar a cabeça, com esta  inacreditável e incrível  prestação desta oposição PSD!..
Qualquer figueirense fica seduzido!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O Bairro Novo e a pesada herança que lhe estão a deixar ...

O Bairro Novo,  é uma zona da cidade com o futuro indefinido e cheia de problemas.
O que é de lamentar, pois é uma zona que até tem algum potencial para atrair visitantes. Por exemplo, a Arte Nova tardia do Bairro Novo e o sistema de muralhas defensivas da Figueira da Figueira da Foz.
Só que assim não vamos lá.
O vencedor do IX Festival Internacional de Xadrez da Figueira da Foz, Timur Gareyev, andava na rua na noite, a falar com pessoas, a conhecer a cidade e foi violentamente agredido no Bairro Novo, “inicialmente no meio de muita gente”, contudo, segundo apurou o DIÁRIO AS BEIRAS, o jovem norte americano voltou a ser agredido posteriormente quando já se encontrava sózinho
Tudo terá acontecido por volta das 04H00. As marcas da agressão ficaram bem visíveis no rosto do jovem atleta e vão acompanhá-lo no regresso ao seu País. 
E o mais estranho é que Timur Gareyev não acredita que tenha sido para o roubar. “Tinha dinheiro, uns 20 euros e cartões de crédito, não me parece que estivessem atrás disso. Deviam estar bêbedos e decidiram despejar violência em alguém”
Violência gratuita, apenas, justifica “muitos socos de perto de duas dezenas”, a uma pessoa que nos visita, ainda por cima, “uma pessoa simpática e bem-disposta"?
Que cidade, afinal, é a Figueira da Foz? 
Não basta, ao presidente da câmara da Figueira da Foz, há mais de 6 anos no poder, também lamentar "profundamente o que se passou”, nem “tentar saber o que falhou".
Ele tem de dar a garantia aos figueirenses que vai actuar, para que, tal como ele, também, eles possam continuar a acreditar que "a nossa cidade é pacífica, incluindo o Bairro Novo"...

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Bares abertos na Figueira a partir de sexta-feira (2)

Medidas de Mitigação COVID19 -01/07 a 14/07
Foi publicado no passado dia 26 de Junho, a Resolução do Conselho de Ministros n.º 51-A/2020 que declara a situação de calamidade, contingência e alerta, no âmbito da pandemia da doença COVID-19, a aplicar entre o dia 01 e 14 de Julho de 2020.
CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS
É proibido o consumo de bebidas alcoólicas em espaços ao ar livre de acesso ao público e vias públicas, exceptuando-se os espaços exteriores dos estabelecimentos de restauração e bebidas devidamente licenciados para o efeito.



Via Diário as Beiras

"Um grupo de empresários do Bairro Novo, liderados por Luís Casqueira, proprietário de três bares explorados por terceiros, pediu à Câmara da Figueira da Foz que assegure animação de rua, diária e itinerante, naquela zona da cidade, durante os meses de julho e agosto, das 17H30 às 22H30. Os proponentes avançaram com o pedido de apoio financeiro de 250 euros por dia, verba destinada a pagar os artistas, “todos figueirenses”.
Entretanto, após a resposta da autarquia, que, segundo Luís Casqueira, demorou 15 dias úteis a chegar, os empresários envolveram a Associação do Bairro Novo, solução que facilita a ação da edilidade. O pedido surge na sequência da instalação de uma esplanada na praça João Ataíde (antiga praça do Forte), explorada pelos 12 bares que constituíram a Associação Figueira da Noite.
Contactada pelo DIÁRIO AS BEIRAS, a vice-presidente da câmara, Ana Carvalho, aplaudiu a reformulação da proposta, ao passar a ter como interlocutora uma associação, em vez de um grupo de empresários a título particular. “Estamos dispostos a apoiar qualquer entidade ou associação que queira promover a economia local, nesta fase, respeitando as regras sanitárias atuais. Acho excelente, esta iniciativa”, afirmou a vereadora.

Suspeitas de violação da lei

O presidente da Associação do Bairro Novo, Álvaro Tomás, adiantou que a proposta com o programa de animação do Bairro Novo seria enviada à autarquia até ao final do dia de ontem. Entretanto, e acerca da esplanada da praça João Ataíde, apontou que a autarquia devia ter condicionado a autorização à reabertura dos espaços físicos originais, trabalhando como cafés, já que os bares e as discotecas continuam encerrados.
Entretanto, na Figueira da Foz suspeita-se que há bares a funcionar com a porta fechada, durante a noite, violando as normas de combate à pandemia. “Tive conhecimento disso através de terceiros, mas nunca constatei que isso esteja a acontecer. [No entanto], vou reunir-me, hoje [ontem], com as forças e segurança e vou alertá-las para essa situação”, afirmou a vereadora Ana Carvalho.
“Parece que existem algumas situações dessas. Não as posso provar, mas se as autoridades quiserem realmente certificar-se disso, penso que não será muito difícil, afirmou, por sua vez, Álvaro Tomás”. Fonte da PSP, contudo, afirmou ao DIÁRIO AS BEIRAS que não chegou nenhuma
queixa relacionada com aquele assunto. Não obstante, adiantou que a polícia vai estar mais atenta aos bares."

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Uma pesada herança que poderia ser uma janela de oportunidade... (4)

"Apoio uma solução que permita ao executivo tomar posse do espaço do Edifício O Trabalho e proceder à demolição daquele imóvel cujo projeto nunca deveria ter sido autorizado na configuração que conhecemos.
O Edifício O Trabalho não respeita a volumetria envolvente. Apesar de uma vaga chamada às cores do vizinho Centro de Diversões, não existiu um cuidado em edificar com uma proporcionalidade aceitável. O edifício em si era medíocre na componente de isolamento térmico e de gestão de humidade e infiltrações.
O licenciamento das frações habitacionais foi sempre problemático, indiciando práticas típicas dos anos 80 e 90 em que se tentavam esticar os textos da lei para obter lucros imediatos e fáceis. Demolir o Edifício O Trabalho é um serviço público que se irá prestar à comunidade e em particular ao Bairro Novo. O Edifício O Trabalho tomou o lugar do antigo Teatro Parque Cine. O Parque Cine juntamente com o Centro de Diversões, a Pensão Café Europa e as fachadas art-déco de várias moradias do Bairro Novo integravam um conjunto de belas obras da Arquitetura Modernista portuguesa.
A envolvente do edifício O Trabalho, engloba ainda o Mercado Engenheiro Silva e o Casino Peninsular. Por isso, a solução a adotar por concurso público deverá ter em conta esta envolvente com particular destaque para a concordância volumétrica e arquitetónica com o edifício do Centro de Diversões, que agora é um restaurante e se encontra registado como património de interesse municipal. Essa solução também deverá continuar a contar essa história singular da art-déco na Figueira da Foz.
Não através da cópia do que existiu, mas sim fazendo uma interpretação da nossa época daquele legado arquitetónico distintivo do Bairro Novo. Seria particularmente positivo que a nova solução pudesse servir de habitação para trazer mais pessoas e vida para o Bairro Novo. Seria uma marca de grande inteligência se um ou dois fogos fossem dedicados à habitação social e/ou a jovens, contribuindo para misturar gerações e classes sociais, contribuindo para combater a guetização de populações."
Via Diário as Beiras

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Da série "situação pontual"... (3)

Foto via facebook Isabel João Brites
Na sessão da Assembleia Municipal ontem realizada, no período destinado à intervenção do público, a figueirense Isabel João Brites falou de um problema que tem trazido para a comunicação social local, regional e nacional a Figueira da Foz: a segurança na noite figueirense.
Recorde-se: o presidente da câmara, recentemente, considerou o que se passou de  "situação pontual". Todavia, a realidade já mostrou que aquilo que  Carlos Monteiro afirma ser "PONTUAL" começa a ser, de facto, "DEMASIADO PONTUAL para ser passivamente aceitável".


 

No passado dia 27, o Diário as Beiras, ouviu algumas pessoas. Não ouviu Isabel João Brites, que conhece a noite na zona do Bairro Novo como poucos.
Vive e respira este ar, desde 1958.  "Tornei-me comerciante à força aos 19 anos (por falecimento súbito do meu pai)".

No dia em que a notícia saiu no jornal (27 do corrente mês), Isabel João Brites já estava inscrita para falar na AM do dia seguinte - 28. Nos 5 minutos que teve para usar da palavra, tentou alertar para a situação que se vive no Bairro Novo. Na sua óptica, tem a ver, com "a falta de policiamento ACTIVO aos fins de semana e datas chave e a ausência de meios (o canal directo escrito na peça não existe para resolver os casos imediatos). A saber: detectamos algo irregular, ligamos 112.
Remetem-nos para a PSP. Ligamos 233... PSP atende: dizemos o que se está a passar.
Dizem nos para ligar PSP COIMBRA. Insistimos que é mesmo aqui, ao pé do Casino.
Não pode ser assim... tem de ser a PSP COIMBRA a “ encomendar” a atuação a PSP Figueira...
Entretanto, foi passsando o tempo. Já foi tudo ou no INEM, ou para outro lado espalhar mais magia... O canal directo CMFF/ PSP tem de ter linha acesso RÁPIDO para solucionar com eficácia ..."

Por outro lado, diz-nos ainda Isabel João Brites na conversa informal que com ela tivemos a seguir à sua intervenção na Assembleia Municipal, "a ausência da tão falada videovigilância, também contribui para este desconforto pois pode ser elemento dissuasor de situações anómalas." A seu ver "a questão do regulamento sobre o RUÍDO também tem e deve ser bem aplicada. O que os não utilizadores dizem ser barulho de pessoas a falar, a gritar, a cantar,não provoca os danos que estão na origem deste regulamento
Falo especificamente de SOM DIFUNDIDO. EMISSÃO DE MÚSICA  sem qualquer medição...
Como? Não sei... O meu restaurante é verificado e não dói nada.
Os peritos importam os dados armazenados no limitador de som para o seu PC. Enviam os registos para a CMFF. E é essa parte que transcende o meu entendimento... Porque ouço e sinto o bater dos GRAVES/ BAIXOS no meu espaço e na minha habitação que tem vidros duplos há mais de 20 anos..."

 
Passemos à intervenção de Isabel João Brites, na sessão da Assembleia Municipal ontem realizada focando o tema "INSEGURANÇA VS SEGURANÇA, práticas actuais e práticas a adoptar".
A insegurança que está instalada nesta zona da cidade não será um fenómeno apenas nosso e do Bairro Novo, mas, é para nós figueirenses, o motivo da preocupação e reflexão.
De facto, uma ocorrência num mês  e outra 2 depois ... será PONTUAL?..
O problema é que estes são os casos graves e reportados.
Os restantes.... só quem aqui mora e tem o seu negócio é que os vê!
A videovigilância é um ponto de acréscimo importante, mas, até estar posta em prática, tem de ser tomada uma medida de acção rápida e essa medida chama-se REFORÇO POLICIAL.
Se é da PSP, CI, GNR? Seja donde vier... com toda a certeza vai fazer a diferença e devolver ao Bairro Novo a segurança e atractividade de outros anos tão perto.....
Podemos escrever uma cartinha ao Sr Ministro da Administração interna .... pois podemos....
Mas somos cidadãos anónimos... Se for o Presidente duma autarquia que se emoldura com TURISMO ... tem o valor que tem e tem de certeza mais...
Policiamento de carro a circular, já temos e não é frutífero.
A pé, agentes colocados estrategicamente e em grupo, a circular cruzando-se para verem e serem vistos... Penso poder ser o primeiro passo.
A questão do ruído, só não será contornada se os 5 sentidos que possuímos junto com o BOM SENSO não forem postos em prática...
O barulho de rua é o barulho de rua! Ponto! O som emitido é que tem de ser refreado.
Provoca desconforto e doenças e ao invés de atrair público, atrai apenas o que não é bom!"

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

"Este clima de insegurança na noite do Bairro Novo não pode continuar", afirma o Município figueirense

 Via Jornal de Notícias

Entretanto, o Município da Figueira da Foz emitiu o seguinte COMUNICADO:

"Na sequência dos lamentáveis e graves incidentes, com disparos e agressões que, esta madrugada, ocorreram no Bairro Novo, o Gabinete da Presidência informa que o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz já entrou em contacto com uma das vítimas, marido de outra pessoa agredida e não contactou uma eventual terceira por, até ao momento, ser desconhecida a sua identidade.
O Presidente da Câmara Municipal solicitou ainda a um vereador que se deslocasse à Polícia de Segurança Pública (PSP), onde o mesmo reuniu com o Oficial de Dia.
Este clima de insegurança na noite do Bairro Novo não pode continuar. Com o devido equilíbrio e com a devida firmeza, agiremos nesse sentido com determinação."

domingo, 10 de maio de 2020

Um contributo para a «estória» do devoluto edifício "O Trabalho", antigo centro comercial, com escritórios e habitação nos pisos superiores...

Uma Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura de autoria de Petra Simões Leitão,  com dezenas de fotos, plantas, esquemas e estudos diversos, e alicerçada com a indicação das diversas fontes e testemunhos recolhidos. Para consultar, clicar AQUI (em PDF). 

"É a partir de 1858 que a Figueira começa a receber uma grande afluência de banhistas. A partir de 1861 forma-se a “Companhia Edificadora” que começa a construir o hoje conhecido como Bairro Novo, na sua origem “Bairro Novo de Santa Catarina”, a poente do núcleo inicial.    
A partir aproximadamente da década de 60, a dinâmica de crescimento alterou-se profundamente por causa da pressão exercida pelos interesses turísticos e imobiliários, tendo como resultado o alastramento caótico da cidade ao qual nem os sucessivos planos de ordenamento têm sabido ou conseguido pôr travão eficaz. 
Hoje, a cidade continua a sofrer com iniciativas urbanas desajustadas. No entanto tem-se assistido a diversas iniciativas para que volte a ganhar maior importância enquanto destino turístico e simultaneamente se torne mais dinâmica durante os meses que não só os de Verão. É neste sentido e com esta perspetiva futura que este trabalho surge.

18 de agosto de 1987 - A Companhia de Seguros O Trabalho , solicita licença, pelo prazo de 90 dias, para a execução de enchimento de fundações e muros de suporte. 
31 de agosto de 1988 - Na consequência do indeferimento da Câmara Municipal, levado a cabo numa sessão realizada a 31 de maio de 1988, à construção de mais um piso no prédio, que já estava em obras iniciais, os proprietários contactam o exmo. Presidente da Câmara porque “Analisando as razões em que foi fundamentada a deliberação, a requerente julga dever esclarecer V. Exa. … das razões do pedido que ora renova”. A empresa justifica acreditar que não excede os limites do já aprovado anteriormente (a março de 1984 e posteriormente, com condições e contrapartidas mais concretas, em novembro de 1986).
O anteprojeto previa 16 191 m2 de área total de construção. Esta área total fora diminuída, em 739 m2, aquando da elaboração do “projeto final”, que eliminava um andar de habitação e aumentava um ao comércio. No entanto, a Seguradora, acabou por voltar atrás na decisão de eliminar um piso de habitação e apresentou à Câmara uma proposta para a criação de um “recuado” com a totalidade de 984 m2. Os proprietários consideram que “adicionada esta área temos sensivelmente a área de construção autorizada aquando da aprovação do ante-projeto. O andar cuja construção ora solicita está, assim, praticamente, dentro dos limites da construção… com um acréscimo insignificante num empreendimento de tal dimensão… A sua não execução… representa considerável prejuízo”.  
Situações desta natureza, em que a Câmara auferia certos valores em consequência da autorização de mais construção em altura, aconteceram pontualmente e sobretudo na década de 80. A titulo de exemplo: os edifícios na Avenida Brasil, voltada para o mar, a passarem de r/c+2 pisos para r/c+5+1, sob o valor de 100 contos por metro de fachada.
20 de junho de 1989 - É emitido um novo parecer, por parte da Câmara Municipal em que, questões de áreas dos últimos projetos aprovados são descriminadas para manter e justificar o indeferimento anterior: 
Um estudo prévio que apresentava 11 212 m2 de área total de construção foi aprovado em reunião, a 14 março de 1984. Este respeitava todo o Regulamento Geral das Edificações Urbanas (R+EU) porque a partir do segundo piso, o edifício desenvolvia- se em socalcos, a 45 graus. 
A 1 de setembro de 1987, foi aprovado um projeto, que apresentava 10 725 m2 de área total, embora não respeitasse um artigo do R+EU, uma vez que só apresentava um recuo, para o conjunto a partir do 4º piso. 
A 19 de fevereiro de 1988, foi apresentado pelo proprietário, um estudo que previa a inclusão de um 7º piso, que foi indeferido, por contrariar a volumetria prevista no Plano de Urbanização. A Seguradora mostrou-se insistente e renovou o pedido, chamando a este acrescento, falsamente, de “recuado”. No entanto a Câmara considerou que tal iniciativa iria agravar, o já em incumprimento, 59º artigo do RGEU. A Câmara sugere que a este piso, caso permaneça o desejo da sua construção, a sua aprovação pode ser feita mediante as alterações: subtração das quatro salas que se destacam da fachada e recuo de 3 metros da fachada em relação ao plano vertical que agora forma, não incluindo a caixa de escadas neste movimento. 
31 de outubro de 1989 - No decorrer da construção do novo edifício foi indeferida por unanimidade a proposta de reformulação do piso 7, tendo em conta o último parecer da Câmara Municipal. Também foi vetado o acrescento ao projeto, de um 8º piso, com vista à instalação de uma casa de máquinas, caixa de escadas e duas salas para reunião do condomínio. 
14 de agosto de 1990 - A Direção Regional do Ordenamento do Território do Ministério do Planeamento e da Administração do Território, em carta dirigida à Câmara Municipal, releva o facto da construção do novo edifício estar a ser feita num “local classificado no plano eficaz como zona residencial onde as construções podem ser isoladas ou em banda com o máximo de r/chão e 2 andares” alertando para o facto da construção não respeitar estas e outras condicionantes, o que “poderia eventualmente vir a ser sancionado”. Dão abertura à Câmara para qualquer tipo de deliberação."

quinta-feira, 23 de março de 2017

Este, está a ser um ano de agitação!..

DISCUSSÃO PÚBLICA DA ALTERAÇÃO DA DELIMITAÇÃO E DENOMINAÇÃO DA ARU – ZONA ANTIGA DA CIDADE DA FIGUEIRA DA FOZ INCLUINDO BAIRRO NOVO E RESPETIVA OPERAÇÃO DE REABILITAÇÃO URBANA – ORU SISTEMÁTICA ORIENTADA POR UM PROGRAMA ESTRATÉGICO DE REABILITAÇÃO URBANA – PERU

Encontra-se em Discussão Pública de 1 de março a 4 de abril  de 2017  a alteração da delimitação e denominação da ARU – Zona antiga da cidade da Figueira da Foz incluindo Bairro Novo e respetiva Operação de Reabilitação Urbana – ORU Sistemática orientada por um Programa Estratégico de Reabilitação Urbana – PERU.
Durante este período, os interessados poderão apresentar as suas reclamações,observações ou sugestões por escrito devidamente identificadas e dirigidas ao Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.

sábado, 13 de agosto de 2016

9 mil: alguém sabe se se confirmou o "factor de risco"?..

Fotos de Clara Gil. "Passei lá ontem por volta das 18h. O Bairro Novo de dia é desolador. Ninguém. Muito fraquinho, mesmo e zona morta para quem gosta de viver de dia. O cheiro e todo o aspecto degradado do bairro novo visto à luz do dia. O ex parque de diversões, ao lado destes contentores, também não destoa em desleixo!" - Isabel Maria Coimbra 
Como sabemos, ontem à noite, a Figueira teve  um concerto do artista angolano Anselmo Ralph, que, segundo os termos do acordo com o promotor, obrigava a autarquia a desembolsar 13.400 euros, mais IVA [Imposto sobre o Valor Acrescentado], num total de cerca de 16.500 euros, caso o número de bilhetes vendidos, a um custo unitário de 10 euros, não atingisse os nove mil.
Quer dizer: "de harmonia como o acordo, se a promotora Malpevent não facturou 90 mil euros, nós, via Câmara Municipal da Figueira da Foz, entrámos com 13 mil!"...

Preocupado, sobretudo, com a felicidade do presidente Ataíde (pelos vistos, o "nosso" presidente contenta-se com pouco: "trazer milhares de pessoas à cidade, por isso tenho interesse em trazer o Anselmo Ralph", disse João Ataíde, no decorrer da última reunião camarária... Daí o apoio financeiro -  "é um incentivo à produção" - , à produtora privada que conseguiu cá trazer o artista...), solicito que, quem de direito, responda rapidamente à seguinte pergunta: quantos milhares compraram bilhete para o concerto de Anselmo Ralph?

Numa coisa estou de acordo com o presidente Ataíde neste caso: é importante que saibamos quais são as nossas metas, que nos conheçamos, que tenhamos interiorizado aquilo que é verdadeiramente importante para nós. 
Contudo, a meu ver, o importante, senhor presidente Ataíde, nunca será a competitividade balofa e o exibicionismo fútil
Tudo isso é supérfluo. 
O que deveria interessar, como objectivo final de um político com enormes responsabilidades no destino da Figueira, já lá vão quase sete anos, era que, neste momento, os figueirenses já pudessem roçar a felicidade... 
Sim, dr. Ataíde, eu escrevi roçar... 
Atingi-la, é mesmo muito difícil, como V. Exa. ficou a saber ontem à noite!..

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O Bairro Novo e a pesada herança do edifício "O Trabalho”... (IV)

Ontem o jornal AS BEIRAS, citando a vereadora Ana Carvalho, dava conta que a seguradora Açoreana não tenciona reabilitar o Edifício O Trabalho. 
“Parecem-me manobras dilatórias, para não fazerem nada, que é o que têm feito estes anos todos”, disse a autarca do executivo camarário socialista da Figueira da Foz, reconhecendo a destreza da empresa na utilização das “ferramentas legais”
Este assunto, que já se arrasta há demasiados anos, volta não volta, vem à colação na discussão da política da local.
Desta vez, foi por iniciativa da vereação na oposição, que o edifício do Bairro Novo regressou à reunião de câmara. Nove meses depois de terem indagado a maioria, os vereadores do PSD, pela voz de Ana Catarina Oliveira, quiseram saber em que estado se encontra o processo. 
O estado do imóvel, esse, é o que sabemos: "está cada vez mais degradado", segundo também constatou o presidente da câmara, João Ataíde. 
Entretanto, ficou a saber-se que o dono do edifício levantou uma licença de construção, com validade de 18 meses, que se encontra no prazo de validade. Por outro lado, recorde-se, foi apresentado, nos serviços da autarquia, um projecto de reabilitação integral do imóvel, aprovado em janeiro de 2013. Porém, Ana Carvalho não se mostrou convicta que a Açoreana vá meter mãos à obra. 
Por sua vez, João Ataíde defendeu que deve aguardar-se pelos resultados da reabilitação financeira do Grupo Banif, ao qual pertence a seguradora!
O jornal AS BEIRAS tentou, sem sucesso recolher declarações da Açoreana... 

Em tempo.
Senhora vereadora: "manobras dilatórias"?
Isto não é uma questão semântica: é a continuação da  demonstração do que tem sido o poder político na Figueira: fraco com os fortes e forte com os fracos.
A questão, para os figueirenses é esta: "...  não conseguimos perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."
Acabei de citar o seu colega vereador António Tavares, numa crónica publicada no jornal AS BEIRAS, na terça-feira, 11 de março de 2014.
Como em tempos escrevi aqui, "A Figueira é mesmo uma cidade que não se leva a sério..."
Como sublinhou numa crónica no jornal AS BEIRAS, o vereador Somos Figueira, Miguel Almeida - e ele sabe muito bem o que escreve sobre este tema, pois este problema já se arrasta desde os executivos PSD -  este é "um Edifício que é um Trabalho"!
Afinal: "para que serve um vice-presidente de câmara?.."

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

CDS-PP, quer "a extinção definitiva da Figueira Parques" e "apoia o Movimento Figueira SEM Parques"

NOTA DE IMPRENSA
"Na última reunião da Câmara Municipal da Figueira da Foz, realizada no dia 03 de Dezembro p.p., foi aprovada a alienação da participação do Município na empresa Figueira Parques.
O CDS-PP da Figueira vem desta forma repudiar esta privatização! Mais do que uma questão de privatizar ou manter no domínio público, a nossa posição é a extinção definitiva da Figueira Parques e dos Parcómetros na cidade!
Este é um sistema indigno que extorque dinheiro à população, em especial aos comerciantes da Rua da República e Bairro Novo, pelo direito de estacionar na via pública. O principal argumento utilizado na defesa desta empresa é de que muitos comerciantes deixam o carro estacionado em frente à sua loja o dia inteiro, quando o lugar devia estar livre para os possíveis clientes. Assim, se comprova o princípio de espoliação dos cidadãos em que se cobra dinheiro, dizendo mentirosamente que é para a sua protecção pois, na realidade, é contra a sua vontade.
Relembramos que o CDS-PP da Figueira foi o único Partido a apresentar no seu Programa Eleitoral de 2017 a extinção desta empresa, posição que mantemos, passando assim o estacionamento no concelho a não ser pago.
A Câmara Municipal tem sim que prestar serviço aos cidadãos, construindo novos parques, subterrâneos, ou em altura (silos), tanto na zona da Rua da República, como em Buarcos e no Bairro Novo, em vez de sugar o dinheiro às pessoas não dando nada em troca.
Em nossa opinião, um Presidente de Câmara e seus Vereadores são eleitos para SERVIR os munícipes e não para se servirem deles.
Assim manifestamos publicamente o nosso total apoio ao Movimento Figueira SEM Parques, e manifestamos o nosso regozijo por ver um movimento popular de cidadania constituído maioritariamente por comerciantes da terra, a exercer o seu direito à indignação, em nome da população em geral, face à existência injustificada e indigna de haver estacionamento pago na cidade.
Continuamos sempre disponíveis para ajudar em tudo o que nos seja possível e que siga os pressupostos programáticos que apresentámos nas últimas Eleições Autárquicas.
As pessoas já estão sobrecarregadas com demasiados Impostos, Taxas, Taxinhas, Coimas, etc.! 
O que defendemos, em nome, em benefício e para bem dos Comerciantes, dos Hoteleiros e dos Cidadãos, do Concelho da Figueira da Foz, é que se acabe definitivamente com esta sociedade e com os parcómetros na cidade."
Comissão Política Concelhia do CDS-PP da Figueira da Foz

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

O Bairro Novo e a pesada herança do edifício "O Trabalho”... (VIII)

Imagem via AS BEIRAS
Na Figueira, existem prédios em ruínas, há décadas, em algumas das zonas mais valorizadas da cidade. 
Exemplo disso é o edifício "O Trabalho".
Isto é a  demonstração do que tem sido o poder político na Figueira, nas últimas 4 dezenas de anos: fraco com os fortes e forte com os fracos.
A questão, para os figueirenses é esta. Passo a citar o  ex-vereador António Tavares, numa crónica publicada no jornal AS BEIRAS, na terça-feira, 11 de março de 2014.
"...  não conseguimos perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."

Na edição de hoje do jornal AS BEIRAS, Daniel Santos, ex-vereador da Câmara da Figueira da Foz, engenheiro civil, avaliador de imóveis e especialista em urbanismo e ordenamento do território, lembra que “havia muitos interessados na compra de lojas e apartamentos”, quando o edifício foi construído, em finais da década de 80 violando o plano orientador Alberto Pessoa (não vinculativo) e o Regulamento Geral das Edifi cações Urbanas (com efiácia legal), no que à cércea diz respeito. 
Recordou ainda Daniel Santos que “as iniciativas para ser encontrada uma solução começaram a ser tomadas ainda no mandato de Santana Lopes (1997 - 2001). Já na altura estava em degradação. Entretanto, nada aconteceu”.
Nos dois mandatos seguintes, com Duarte Silva na presidência da câmara, o Edifício O Trabalho também entrou na agenda, mas, mais uma vez, sem resultados. 
Daniel Santos realçou o papel mais proativo dos executivos do actual presidente, João Ataíde, por enquanto, sem resultados visíveis. 
O autarca da Figueira da Foz quer resolver as coisas a bem, mas isso não o impediu de pedir um parecer para a eventualidade de ter de acionar o plano B. Isto é, a expropriação do edifício, tendo a seu dispor três modalidades: declaração da ruína económica, ruína física e ruína urbanística do imóvel. 
Segundo os resultados do estudo, de harmonia com o jornal AS BEIRAS, a autarquia podia acionar a primeira opção. No entanto, há, entre os jurisconsultos, quem defenda que só quando as três vias estiverem reunidas é que surtem efeito. 
Outros, porém, sustentam que basta provar a existência de uma delas.
O edifício o Trabalho, é o exemplo, mais do que acabado, do que resulta das megalomanias dos autarcas figueirenses de ontem, de hoje e, presumivelmente de amanhã.
 “Na minha opinião, aquele edifício nunca devia ter sido construído. Não se trata apenas de um problemas estético, que retirou harmonia, trata-se de uma questão funcional, porque criou problemas de insolação, por causa do ensombramento que ele projeta nos outros edifício”, sustenta hoje nas BEIRAS  Daniel Santos. O especialista apontou, por outro lado, os problemas de funcionalidade, com o aumento do tráfego automóvel e a falta de estacionamento na zona, que “não tem capacidade para suportar a carga decorrente da ocupação do edifício”. Concluindo, defendeu:  “a construção daquele imóvel contribuiu para retirar entidade ao Bairro Novo".

Entretanto, em VIANA DO CASTELO o Tribunal Constitucional abre caminho à demolição do prédio Coutinho...  O órgão considerou improcedente o recurso dos moradores, viabilizando a demolição do polémico edifício no centro histórico de Viana, prevista para o primeiro trimestre de 2018. A sociedade VianaPolis já tem quase todo o edifício na sua posse e pretende cessar actividade no final de 2018, após a conclusão deste processo.
Oxalá que os esforços que têm vindo a ser feitos pelo presidente Ataíde surtam o efeito desejado  e aquele descomunal aborto paisagístico seja apagado da vista, que não da memória, dos figueirenses.
Cansados de esperar, os figueirenses já estão como S. Tomé: ver para crer.
Isto é, só acreditam quando o problema estiver resolvido.

sábado, 13 de julho de 2019

Bairro Novo

A noite passada houve música até às 7 da matina...
 Assim, os bares podem trabalhar com portas e janelas abertas, que “é algo que os empresários dos bares sempre pediram”.
Quanto aos moradores: quem está mal muda-se...
É por estas e por outras, que continuo a  acreditar no Empreendedorismo, na Bondade, na Paz, no Amor e na Liberdade...
Isto só podia acabar bem!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O Bairro Novo e a pesada herança do edifício "O Trabalho”... (V)

De harmonia com o que li no jornal AS Beiras de ontem, "o prazo da licença para obras no Edifício O Trabalho caducou. Aliás, já caducaram todos os prazos a que o proprietário do imóvel, a seguradora Açoreana, recorreu."
Sendo assim, "o prédio vai continuar devoluto, em pleno Bairro Novo, uma das zonas mais concorridas da Figueira da Foz". 
A vereadora Ana Carvalho adiantou ao jornal As Beiras que “a câmara ainda não tomou uma decisão”, mas vai “tentar pressionar o proprietário” a realizar obras. A via da tomada de posse administrativa do edifício, para a autarquia se substituir ao proprietário, “levanta dúvidas legais, por tratar-se de um imóvel legal”, ressalvou, além de também representar custos elevados para o município. Em caso de posse administrativa, o proprietário fica com a dívida ao município, relativa às obras realizadas, que depois seria executada. 
No entanto, ressalvou Ana Carvalho, trata-se de um processo complexo e que por enquanto não se justifica. Entretanto, o dono tem feito reparações, “para não pôr em risco pessoas e bens”. Assim, elucidou a vereadora, “não há sustentabilidade técnica que afirme que o edifício é um risco público”.  
Demolição, requalificação e reparação: são estas as alternativas à actual degradação. 
João Ataíde, presidente da câmara,  na reunião da vereação da passada segunda-feira, informou que prefere a demolição e anunciou a realização uma vistoria ao edifício
O autarca respondia a um munícipe, que levou o assunto à sessão, e à oposição, que também interpelou o executivo sobre o tema. 

Nota de rodapé.
Mais do mesmo.
Estou como o António Tavares, vereador executivo há sete anos, 7, em 11 de março de 2014 no jornal AS BEIRAS:
"...  não consigo perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."
Estamos lixados.
Por um lado, este (citando Miguel Almeida) é "um Edifício que é um Trabalho"!
Por outro lado,  a Figueira é mesmo uma cidade que não se leva a sério...

domingo, 18 de dezembro de 2016

Tavares não se pode se queixar deste amigo...

João Vaz, via AS Beiras:
"Na sua coluna de opinião, Isabel Maranha Cardoso critica a forma como a cultura e as artes surgiram na cidade. Afirma que “estatuária avulsa, pintura mural nem sempre apropriada, azulejaria se calhar desnecessária” entre outros aspectos são “enfeites” de gosto duvidoso. Discordo. Azulejaria é bem-vinda na Figueira, os vários locais preenchidos por azulejos ficaram esteticamente mais interessantes, desde os acessos ao Bairro Novo (escadarias) até ao muro do cemitério de Buarcos.

A “estatuária avulsa” (bustos de figuras políticas? a famosa “Preguiça”?) nas Abadias é um conjunto de esculturas de grande qualidade estética. E nos Jardins, as figuras colocadas trouxeram vida e cultura aos espaços. Neste capítulo a Câmara mostra arrojo, e bom gosto, dinamizando novas formas de expor e promover a “Arte Pública”.

A Câmara Municipal faz um bom trabalho na divulgação cultural e artística. Os murais, presentes nas escadas do Museu, paredes devolutas do Bairro Novo, frente do CAE,.etc. deram vida às estruturas e são obras esteticamente apelativas. Correspondem àquilo que se faz em toda a Europa, de Lisboa a Varsóvia. Bansky também é artista! (e vale milhões….)

Há muito conservadorismo na forma como as pessoas encaram a arte e a sua inserção no meio urbano. António Tavares, o vereador da Cultura, soube vencer a resistência à mudança dos padrões estéticos, aproximando-nos da Europa cosmopolita e moderna. Bem haja."

Nota de rodapé.
Com todo o respeito e consideração pela opinião do João Vaz, eu tenho amigos reais, não  como eu imagino que eles são na política activa...
Mas, também entendo perfeitamente o João Vaz: milhões de  pessoas têm um mesmo amigo imaginário... 
E, a isso, chamam religião!..

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Ver para crer: "novos donos querem reabilitar Edifício "O Trabalho"...

Por fonte que me pediu sigilo, que respeitei escrupulosamente, há vários meses que sabia do empenhamento pessoal  do presidente da câmara municipal da Figueira da Foz, dr. João Ataíde, na tentativa de resolução do caso edifício "O Trabalho".
Na realidade, era difícil de perceber como podia a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais...
Este, era daqueles casos que demonstravam o que tem sido o poder local na Figueira, nas últimas 4 dezenas de anos: fraco com os fortes e forte com os fracos.
De harmonia como que li na edição de hoje de o DIÁRIO AS BEIRAS, "o Edifício "O Trabalho" mudou de dono: passou da Apollo para um fundo de pensões holandês.
Os novos proprietários, tencionam recuperar aquele imóvel devoluto do Bairro Novo.
Antes da transacção, afiançou a mesma fonte, os norte-americanos compraram as fracções que haviam sido vendidas pela companhia de seguros Açoreana, para viabilizarem a operação e a eventual recuperação do prédio.
A mesma fonte garantiu que foi o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, quem mediou o diálogo entre os cerca de 10 proprietários das lojas e o comprador. Deste modo, o autarca terá contribuído para o princípio do fim de uma situação que se havia tornado urbanisticamente insustentável, ao tratar-se de um edifício contestado, pela volumetria (11 mil metros quadrados de área de construção), aspecto arquitectónico e estado de degradação.
Desde os mandatos de Duarte Silva (2001 – 2009) que a autarquia tenta encontrar uma solução para aquele problema. A Açoreana, que pertencia ao Grupo Banif, não abria mãos do imóvel por ser valorizado como activo, na hora de apresentar as contas. Por outro lado, foi dilatando, até ao limite legal, a renovação das licenças para a recuperação que nunca fez."
Agora, continuando a citar o mesmo jornal, "a venda do edifício "O Trabalho" à Apollo, fez voltar o processo à estaca zero, onde aliás se encontra neste momento, na sequência da venda aos holandeses. Desta vez, contudo, poderá ser diferente, fazendo fé na convicção da nossa fonte, segundo a qual haverá mesmo interesse dos novos proprietários em recuperar o imóvel de oito pisos, para habitação e zona comercial. Assim sendo, a demolição está, para já, afastada, com a qual o proprietário principal nunca concordou."
Registe-se que, "até pelo custo – cerca de um milhão de euros - a autarquia não tem capacidade financeira para cortar o mal pela raiz. Só em última instância é que a autarquia irá intervir, porque a prioridade é que sejam os privados a resolver o problema. Só através de uma indemnização é que a autarquia conseguiria resolver o problema, mas seria um ónus muito grande para o município”, afirma a vereadora Ana Carvalho na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS.
A agravar o problema, "a “Leslie” também atingiu o edifício "O Trabalho", expondo o seu avançado estado de degradação. Os destroços espalhados pela rua testemunhavam a força da tempestade e a fragilidade do imóvel que o seu estado degradado lhe infligiu. No entanto, a parte estrutural está em bom estado, segundo a autarca, viabilizando a recuperação do prédio."
Recorde-se que "as várias dezenas de apartamentos não foram vendidas, o que significa que nunca foram habitados, contribuindo para acelerar a degradação."
A Câmara, a seguir ao furacão, continuando a citar o DIÁRIO AS BEIRAS, "notificou o dono para proceder ao rápido tamponamento do imóvel, o que deverá acontecer em breve." 



O Edifício o Trabalho foi construído na segunda metade da década de 1980.
Este edifício, é o exemplo, mais do que acabado, do que resulta das megalomanias dos autarcas figueirenses de ontem, de hoje e, presumivelmente de amanhã.
Em declarações prestadas ao DIÁRIO AS BEIRAS em dezembro do ano passado, Daniel Santos afirmou que o edifício “nunca devia ter sido construído. Não se trata apenas de um problemas estético, que retirou harmonia, trata-se de uma questão funcional, porque criou problemas de insolação, por causa do ensombramento que ele projecta nos outros edifício”.
Daniel Santos, por outro lado, apontou também problemas de funcionalidade, como o aumento do tráfego automóvel e a falta de estacionamento na zona, que “não tem capacidade para suportar a carga decorrente da ocupação do edifício”

Na altura, Daniel Santos defendeu:  “a construção daquele imóvel contribuiu para retirar entidade ao Bairro Novo".

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Como não divulgo apenas a malta do PSD, cá vai a prosa de Luis Castro publicada esta semana no jornal "A Voz da Figueira"

AQUI? DORMIMOS I
Ao longo da Praça Nova passeavam com um andar compassado, n’uma demorada regulada, grupos de empregados; logistas; negociantes de vinhos e proprietários paravam ouvindo, com attenção de sensatez e assentimento insuspeito, algum que fallava e mostrava  gestos commedidos, pautados, de quem expõe uma ideia ou quer convencer. Um outro banco era occupado por famílias do povo, operários, velhos comerciantes aposentados, na passividade; pelas raparigas de trabalho com os seus trajes aceiados, do domingo, de cores vistosas, e creadas de gente rica guardando as creanças que brincavam, saltavam na calçada e nos bancos. A maior parte dos estabelecimentos em torno estavam fechados. Os caixeiros das duas lojas de moda, à esquina da rua das Flores, à porta, em pé, aborreciam-se, tinham bocados de conversas, dirigiam chalaças a alguma rapariga transeunte, ou a qualquer moça de cosinha, que voltava da fonte, ajoujada, vermelha pelo pezo do caneco cheio. No Café Central entravam e sahiam de quando em quando artistas, caixeiros, negociantes novos, no gasto domingueiro da chávena de café e da genebra, ou extravagancia das partidas de bilhar. Uns poucos barqueiros, catraeiros e algarvios dos cahiques de pescaria, vinham caminhando devagar, em direcção à taberna da esquina da rua Nova, falando soturnamente com o cachimbo ao canto dos beiços e as mãos atraz das costas. Da Ladeira do Monte desciam dois marinheiros inglezes bêbedos aos zigs-zags estonteados, cantando com uma voz berrada, mostrando os punhos fechados em attitudes de dar murros, seguidos e cercados pela garotada, que às vezes dava fugidas curtas, inesperadas, e gritava em apupos de boccas escancaradas.
Em baixo, no novo caes, quasi em frente da Praça parava o carro americano, despejando a gente que vinha de Buarcos, da praia e do Bairro Novo. Na esplanada ao pé da rampa, alguns serranos das barcas da Foz do Dão estavam encostados a umas pipas vasias. Um zelador municipal, o Caras Altas, policiava passeiando vagarosamente no lagedo da casa do Tribunal, olhando para uma parte e outra com uma posição lorpa de cabeça. Algumas famílias que habitavam as casas da Praça, enfastiavam-se à janella, com os braços pousados no parapeito, ou com a cabeça pezando sobre uma das mãos. (…)
Para baixo via-se uma pequena porção do paredão novo, as partes altas do theatro Príncipe D. Carlos, o guindaste das Obras Públicas pintado de encarnado, a doka onde oscillavam diminutamente amarados os hiates do costeiro, as rascas de Peniche, os cahiques do Algarve, os bateis dos carregamentos do porto e os barcos de transporte do Mondego. Depois, mais além, alastrava-se a largura esverdeada do rio, às vezes cortada pelos botes; avistavam-se os navios de maior lote, ancorados na estacada, com a bandeira da respectiva nacionalidade içada no topo do mastro da popa; mais adiante as marinhas do sal, d’um tom negro, onde se distinguiam parte dos depósitos rectangulares da água do mar; as casas caiadas, espalhadas irregularmente, das povoações de Lavos, Carvalhaes e Regalheiras, rodeadas de pinhaes e de uma vegetação escura; as habitações acanhadas e os moinhos da Galla; alguns denegridos casebres de madeira da Cova e uma grande porção do areal do Cabedello. A uma grande distância avultavam as estaturas enormes, d’uma cor pesada e triste, dos montes que se alongavam para as bandas de Leiria, apresentando uma perspectiva esfumada, um pouco nevoenta, que se ia azulando n’uma graduação insensível para o alto, e na direcção da Vieira branquejava uma larga e comprida tira da costa do sul.

Gaspar de Lemos, do romance inédito “A Filha do Senhor Silva”, transcrito do Almanach da Praia da Figueira para 1878-1879, 1º ano, p.168-170, rep. em "Ruas e Praças da Nossa Terra II", de Isabel Simões, in Revista Litorais, nº 4, Maio 2006.


AQUI? DORMIMOS II
Não há tempo para textos estruturados.
Desse mesmo tempo que perdemos no corredor (dos) congelados!
Quando demos, quando damos conta desse enregelamento que se instalou na cidade?
Dessa estrada da cidade que a circunda e afasta?
Quando percebemos que volteamos a cidade vezes sem conta?
Quando acaba esse poço da morte que diverte a cidade em vez de gente na feira?
Quando percebemos que, nisso e na internet, quase não nos encontramos, e que nas poucas vezes, quase já não nos conhecemos, nem temos vontade de conhecer.
Quando percebemos que não temos espaço nosso?
Que as praças e o centro escureceram abandonados, num piscar de olho de coruja.
Que a Rua da República se foi de uma ponta à outra e ninguém quer falar sobre isso em público.
Quando percebemos que aqui estimamos alguns e odiamos alguns, alternadamente, mas cada vez mais ninguém se tolera?
 Que rimos uns do outro sem pensar, essa dificuldade, e depois desaparecemos todos!
Que existem coisas entre o céu e a terra que jamais se alcançarão.
Vejamos: a situação financeira do nosso Município desagravou-se, parte substancial de dívida foi reduzida.
Grandemente por isto, e é importante, assistiu-se a uma dignificação da actuação e da posição da Câmara Municipal. Facto acentuado pelos tempos, marcados por uma conjuntura nacional de grave crise económica. 
Menos visíveis, muitos esforços e tempo foram gastos, ocorrendo tentativas, fracassos e sucessos na resolução do sem fim dos muitos “dossiers” pedregosos herdados de anteriores executivos.
Posto isto, esse anterior estado das finanças municipais e o resultado das eleições autárquicas, quase se afirma existir uma comunhão silenciosa entre eleitos e muitos eleitores, a quem, num eventual respeito mútuo emergido por uma tempestade, menos importasse o lustro do convés, e até o próprio rumo do navio, mas mais o naufrágio que se tomou por evitado. Como poderia ser de outra forma e o que acresce?
Acresceria dizer que é o mar morto, do nosso sal, do sal do Estado, do sal da União Europeia. Sal por ora.
Acresceria, não fossem as intrigas partidárias, mesmo muito discordando, ressalvar que governar cidades não há-de ser fácil. Que existem muitas promessas incumpridas, erros, inércia, medo de arriscar e, acima de tudo, desconhecimento, falta de visão e engenho. Que falta um mandato. Um rei que só enverga coroa vai nu?
Acresceria, não fossem as intrigas partidárias, mesmo muito discordando, ressalvar que opor-se a quem governa cidades não há-de ser fácil. Mas, como meros exemplos, o desígnio e a identidade da cidade é ser a praia que foi e tende a debater-se, nem a muito errada e dispendiosa obra da praia, que só nos afasta da solução ideal, mas… os parafusos. A Figueira Parques, única empresa municipal rentável à venda (o que nada deve fazer supor, mas antes analisar todos os dados) e tende a debater-se o estacionamento e os autos. Desordenamento do território, taxa de desemprego superior à média nacional, população jovem e indústria a abalar, centro da cidade morto, e nada de debate. E nada de pedir ou apresentar acção. Sem existir, fica fácil.
Acresce dizer que o poder astuto é deles e interpola para os outros.
Acresce, porventura e todavia, quase afirmar que existe, paralela e igualmente, outra gente silenciosa, talvez muita, perfazendo um tipo de inconsciente colectivo, que muito trabalha e luta na cidade. Que quer cá ficar. Que quer que os filhos fiquem cá. Que a vive, mas que pensa e sente não a viver plenamente. Que a quer mais e que lhe quer mais. Todos talvez mereçam mais.
Acresce e cresce gente que nos quis e quererá trazer certezas absolutas. De uma forma tão, mas tão fácil. E todos sabemos como são sedutoras, verdades e facilidades. Mas, talvez a única para as duas… estas não existem, jamais existirão.