Depois das "boas notícias", a realidade mostra-se bem mais difícil de "domesticar"...
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
O nosso hospital...
Uma crónica publicada no jornal DIÁRIO AS BEIRAS
"O Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) é muito mais do que uma conquista de Abril. É uma mais-valia do concelho. O HDFF, apesar de ter perdido valências, cobre uma área geográfica grande e tem uma Urgência Médico-Cirúrgica. Em 2017, mesmo com problemas de sub-financiamento, fechou com um saldo positivo de 200 mil euros. Foi o único do país, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde.
Sendo o mais importante empregador do concelho, em termos de quadros especializados, foi, ao longo dos anos, alvo de ataques. O mais conhecido, acabou por privar o HDFF da sua maternidade, colocando a gravidez, na Figueira, num índice de risco terceiro mundista, com os casos conhecidos de crianças a nascer na A14.
A última bebé a nascer no bloco de partos do HDFF foi uma menina de mãe russa, às 00H30 do dia 1.11.2006. Nessa noite, foi fechado um ciclo que durava há 59 anos, criado para responder a uma necessidade de um concelho que se acreditava estar em desenvolvimento…
Desde que a Maternidade do HDFF encerrou, nasceram 26 crianças figueirenses na A14. Acabaram de privatizar o estacionamento no HDFF. Temos de estar atentos ao nosso Hospital: não vá alguém querer transformá-lo num centro de saúde com diversas especialidades clínicas e um Bloco Operatório a funcionar algumas horas durante o dia. Um concelho com a saúde doente, seria prejudicial, não só à nossa saúde, como também ao desenvolvimento do concelho!"
"O Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) é muito mais do que uma conquista de Abril. É uma mais-valia do concelho. O HDFF, apesar de ter perdido valências, cobre uma área geográfica grande e tem uma Urgência Médico-Cirúrgica. Em 2017, mesmo com problemas de sub-financiamento, fechou com um saldo positivo de 200 mil euros. Foi o único do país, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde.
Sendo o mais importante empregador do concelho, em termos de quadros especializados, foi, ao longo dos anos, alvo de ataques. O mais conhecido, acabou por privar o HDFF da sua maternidade, colocando a gravidez, na Figueira, num índice de risco terceiro mundista, com os casos conhecidos de crianças a nascer na A14.
A última bebé a nascer no bloco de partos do HDFF foi uma menina de mãe russa, às 00H30 do dia 1.11.2006. Nessa noite, foi fechado um ciclo que durava há 59 anos, criado para responder a uma necessidade de um concelho que se acreditava estar em desenvolvimento…
Desde que a Maternidade do HDFF encerrou, nasceram 26 crianças figueirenses na A14. Acabaram de privatizar o estacionamento no HDFF. Temos de estar atentos ao nosso Hospital: não vá alguém querer transformá-lo num centro de saúde com diversas especialidades clínicas e um Bloco Operatório a funcionar algumas horas durante o dia. Um concelho com a saúde doente, seria prejudicial, não só à nossa saúde, como também ao desenvolvimento do concelho!"
À atenção dos carreiristas políticos que gostam de dar graxa ao cágado
Caros políticos figueirenses (vereadores, deputados municipais e presidentes de junta de freguesia) com ambições a um lugar de maior realce e, se possível, mais brilhante na vossa sociedade: a graxa está out, a lisonja está in.
Dir-me-ão que as duas são mais ao menos a mesma coisa.
Embora substancialmente sejam iguais, a lisonja é mais eficaz porque joga com as inseguranças do artista a que ambicionam dar lustro.
Elogiem pois o raciocínio arguto do chefe e o seu brilhantismo face aos, "por excelência, críticos!"
Detectar a graxa é relativamente simples. A maioria das vezes óbvio.
Já a lisonja pode ser direccionada ao elevado estatuto ético, ao desempenho político ou a resiliência à adversidade do visado.
É mais subtil e mais abrangente.
Tenho notado gente consideravelmente inteligente, a cair na esparrela cá pela Figueira.
O tempo em que a competência, a ética e o carácter eram determinantes num percurso político, ficou lá atrás: algures pelos idos de 90 do século passado.
Dir-me-ão que as duas são mais ao menos a mesma coisa.
Embora substancialmente sejam iguais, a lisonja é mais eficaz porque joga com as inseguranças do artista a que ambicionam dar lustro.
Elogiem pois o raciocínio arguto do chefe e o seu brilhantismo face aos, "por excelência, críticos!"
Detectar a graxa é relativamente simples. A maioria das vezes óbvio.
Já a lisonja pode ser direccionada ao elevado estatuto ético, ao desempenho político ou a resiliência à adversidade do visado.
É mais subtil e mais abrangente.
Tenho notado gente consideravelmente inteligente, a cair na esparrela cá pela Figueira.
O tempo em que a competência, a ética e o carácter eram determinantes num percurso político, ficou lá atrás: algures pelos idos de 90 do século passado.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
A lavagem ao cérebro em Liberdade...
Liberdade, é um tema com que muitos enchem a boca.
Contudo, poucas vezes param para pensar e reflectir sobre o que é a Liberdade.
Tal como acontece quando se fala de Democracia, valoriza-se sobretudo os aspectos formais. Não o efectivo acesso à Liberdade e à Democracia .
Quem fala de Liberdade e Democracia, pode falar de Justiça.
A desigualdade de meios é visível a olho nu. Por exemplo, num exercício meramente teórico, já imaginaram algum figueirense experimentar tentar processar o presidente da câmara!
Quando algum jornalista é colocado em causa, responde imediatamente: "ninguém me pressiona, escrevo o que quero".
É verdade. Só que, se ele tomasse posições contrárias ao status dominante, corria o risco de deixar de escrever...
Claro que esta regra não é absoluta: eu próprio, neste momento, tenho um coluna de opinião semanal num jornal.
Os Estados Unidos não são considerados um país totalitário. Contudo, cidadão que não satisfaça determinadas exigências não tem possibilidade de aceder aos media de referência...
Essa, é uma das grandes diferenças entre o sistema de propaganda dum Estado totalitário e a forma de proceder em sociedades democráticas. Exagerando um pouco, nos países totalitários o Estado decide sobre a linha a seguir, devendo toda a gente conformar-se com essa linha. As sociedades ditas democráticas fazem de outra maneira. A "linha" nunca é enunciada como tal: é algo que é tácito, que se entende, apesar de não estar expresso ou exposto. É algo que está na mente, mas não foi expresso de forma explícita...
De certa forma, procede-se, digamos assim, a uma "lavagem ao cérebro em liberdade".
O sistema de controlo nas sociedades democráticas é muito eficaz. Porém, raramente nos apercebemos disso.
No fundo, este sistema é infinitamente mais eficaz do que os sistemas totalitários.
Contudo, poucas vezes param para pensar e reflectir sobre o que é a Liberdade.
Tal como acontece quando se fala de Democracia, valoriza-se sobretudo os aspectos formais. Não o efectivo acesso à Liberdade e à Democracia .
Quem fala de Liberdade e Democracia, pode falar de Justiça.
A desigualdade de meios é visível a olho nu. Por exemplo, num exercício meramente teórico, já imaginaram algum figueirense experimentar tentar processar o presidente da câmara!
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| imagem sacada daqui |
É verdade. Só que, se ele tomasse posições contrárias ao status dominante, corria o risco de deixar de escrever...
Claro que esta regra não é absoluta: eu próprio, neste momento, tenho um coluna de opinião semanal num jornal.
Os Estados Unidos não são considerados um país totalitário. Contudo, cidadão que não satisfaça determinadas exigências não tem possibilidade de aceder aos media de referência...
Essa, é uma das grandes diferenças entre o sistema de propaganda dum Estado totalitário e a forma de proceder em sociedades democráticas. Exagerando um pouco, nos países totalitários o Estado decide sobre a linha a seguir, devendo toda a gente conformar-se com essa linha. As sociedades ditas democráticas fazem de outra maneira. A "linha" nunca é enunciada como tal: é algo que é tácito, que se entende, apesar de não estar expresso ou exposto. É algo que está na mente, mas não foi expresso de forma explícita...
De certa forma, procede-se, digamos assim, a uma "lavagem ao cérebro em liberdade".
O sistema de controlo nas sociedades democráticas é muito eficaz. Porém, raramente nos apercebemos disso.
No fundo, este sistema é infinitamente mais eficaz do que os sistemas totalitários.
A crise da Figueira
A maioria dos figueirenses vivem em crise económica?
Na minha opinião, vivem.
Existe uma crise climatérica na Figueira?
Na minha opinião, existe.
Na Figueira existe uma crise de ética?
Na minha opinião, existe.
Muitos figueirenses vivem uma crise existencial?
Na minha opinião, vivem.
Muitos figueirenses vivem em crise de ansiedade?
Na minha opinião, vivem.
Muitos figueirenses vivem em crise de identidade?
Na minha opinião, vivem.
Muitos figueirenses vivem em crise de honestidade?
Na minha opinião, vivem.
Na Figueira existe uma crise de carácter?
Na minha opinião, existe. A Figueira é um belo exemplo do que é o mau carácter. Conheço alguns que, para subir, desceram...
A falência da Figueira é fácil de explicar e de entender: chegámos aqui por falta de carácter...
Na minha opinião, vivem.
Existe uma crise climatérica na Figueira?
Na minha opinião, existe.
Na Figueira existe uma crise de ética?
Na minha opinião, existe.
Muitos figueirenses vivem uma crise existencial?
Na minha opinião, vivem.
Muitos figueirenses vivem em crise de ansiedade?
Na minha opinião, vivem.
Muitos figueirenses vivem em crise de identidade?
Na minha opinião, vivem.
Muitos figueirenses vivem em crise de honestidade?
Na minha opinião, vivem.
Na Figueira existe uma crise de carácter?
Na minha opinião, existe. A Figueira é um belo exemplo do que é o mau carácter. Conheço alguns que, para subir, desceram...
A falência da Figueira é fácil de explicar e de entender: chegámos aqui por falta de carácter...
O Pai Natal existe mesmo...
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| Foto sacada daqui |
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| IMAGEM SACADA DAQUI. Mais pormenores aqui, aqui, aqui, aqui, aqui. |
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
Barbearia São Pedro by Luigi Amaro
Em setembro de 2014, o «meu» barbeiro foi entrevistado!..
Rui Pelejão, fez uma peça para o Drive in da Grande Turismo, de que recordo a seguinte passagem.
"Junto à estrada, a barbearia São Pedro excita a curiosidade – gosto de barbeiros, bons conversadores de ofício e normalmente bons “pisteiros” para a história e as histórias de cada terra.
Lá dentro, Olímpio Fernandes, homem de viçosos e pouco cansados 74 anos, recebe-nos com bonominia: “Ah, jornalistas, eu sempre fui jornalista amador, coitadinho de mim.”
Coitadinhos de nós todos, caro Olímpio, amadores do jornalismo, mais valia a navalha e o pincel de barbear que é ofício mais certo no soldo e nas boas histórias que passam na cadeira onde se dão as melhores entrevistas – a cadeira do barbeiro.
Foi exactamente isso que fiz, sentei-me ali, na mesma almofada coçada onde os pescadores e os pecadores de São Pedro desfiam as suas glórias e misérias e recordam a bravura de um mar que também é morte: “Aqui ouvi grandes histórias de homens que enfrentaram a morte no seu quotidiano. Isto é terra de pescadores e de gente rija, mas que aqui na cadeira do barbeiro faz o seu desabafo.” Mas desta vez, a história honra o barbeiro e não o cliente aventureiro. O barbeiro Olímpio Fernandes, antigo cabeleireiro de senhoras, jornalista amador, blogger, homem inquieto e por isso cidadão activo e figura das terras de São Pedro e além-mar."
Durante muitos anos Olímpio Fernandes, além de barbeiro, foi - e continua a ser - uma personagem relevante da minha Aldeia.
Foi meu barbeiro, creio que cerca de 30 anos. Dia em que não passasse pelo seu estabelecimento comercial para lhe moer o juízo com o Benfica ou com a política, esse dia, para mim, não era a mesma coisa.
Entretanto, os anos foram passando. Como escreveu o Pedro Cruz: "hoje, a Barbearia São Pedro é a Barbearia São Pedro by Luigi Amaro. O Olímpio Fernandes, finalmente, «ganhou juízo», decidiu «descansar» um pouco, pensar na família e dedicar tempo a si e aos seus. Dada a paixão, respeito e dedicação que que nutre pela profissão percebeu tardiamente que esta "droga" da paixão pelo trabalho já lhe estava a roubar coisas das quais o STOP é inquestionável - a saúde, o tempo de retribuir a ausência aos seus."
Olímpio, meu rapaz, já tens 78: dedica-te à rádio, agora o tempo dos cabelos é do Luigi Amaro.
Rui Pelejão, fez uma peça para o Drive in da Grande Turismo, de que recordo a seguinte passagem.
"Junto à estrada, a barbearia São Pedro excita a curiosidade – gosto de barbeiros, bons conversadores de ofício e normalmente bons “pisteiros” para a história e as histórias de cada terra.
Lá dentro, Olímpio Fernandes, homem de viçosos e pouco cansados 74 anos, recebe-nos com bonominia: “Ah, jornalistas, eu sempre fui jornalista amador, coitadinho de mim.”
Coitadinhos de nós todos, caro Olímpio, amadores do jornalismo, mais valia a navalha e o pincel de barbear que é ofício mais certo no soldo e nas boas histórias que passam na cadeira onde se dão as melhores entrevistas – a cadeira do barbeiro.
Foi exactamente isso que fiz, sentei-me ali, na mesma almofada coçada onde os pescadores e os pecadores de São Pedro desfiam as suas glórias e misérias e recordam a bravura de um mar que também é morte: “Aqui ouvi grandes histórias de homens que enfrentaram a morte no seu quotidiano. Isto é terra de pescadores e de gente rija, mas que aqui na cadeira do barbeiro faz o seu desabafo.” Mas desta vez, a história honra o barbeiro e não o cliente aventureiro. O barbeiro Olímpio Fernandes, antigo cabeleireiro de senhoras, jornalista amador, blogger, homem inquieto e por isso cidadão activo e figura das terras de São Pedro e além-mar."
| Foto Pedro Agostinho Cruz |
Durante muitos anos Olímpio Fernandes, além de barbeiro, foi - e continua a ser - uma personagem relevante da minha Aldeia.
Foi meu barbeiro, creio que cerca de 30 anos. Dia em que não passasse pelo seu estabelecimento comercial para lhe moer o juízo com o Benfica ou com a política, esse dia, para mim, não era a mesma coisa.
Entretanto, os anos foram passando. Como escreveu o Pedro Cruz: "hoje, a Barbearia São Pedro é a Barbearia São Pedro by Luigi Amaro. O Olímpio Fernandes, finalmente, «ganhou juízo», decidiu «descansar» um pouco, pensar na família e dedicar tempo a si e aos seus. Dada a paixão, respeito e dedicação que que nutre pela profissão percebeu tardiamente que esta "droga" da paixão pelo trabalho já lhe estava a roubar coisas das quais o STOP é inquestionável - a saúde, o tempo de retribuir a ausência aos seus."
Olímpio, meu rapaz, já tens 78: dedica-te à rádio, agora o tempo dos cabelos é do Luigi Amaro.
2019... E mais do mesmo...
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| Para ver melhor, clicar na imagem sacada daqui |
Não concordar com as opções do executivo camarário é ser anti Figueira.
A culpa da coisa não ser como a pintam é dos críticos. Dizê-lo publicamente é arranjar "problemas".
O "sistema" precisa de estabilidade e coisa tal. Porque só o executivo camarário defende o interesse público.
Portanto, executivo é bom. Todos os outros - os críticos - são maus.
Onde é que já ouvimos isto?
A questão para mim é clara: não se deve limitar ao objectivo, mas à forma como ele é conseguido.
Eu sei que é pregar no deserto... Calma: apenas estou a pensar alto.
Até porque não tenho interesse em criticar o que quer que seja em concreto. Interessa-me apenas sentir-me satisfeito.
Rescaldo da passagem...
Depois de tudo o que hoje se passou em 2018. Depois de tudo o que se disse. Depois de tudo... Sinto-me muito bem!
Foi uma passagem de ano magnífica. Não houve surpresa: a noite esteve agradável. A hotelaria tinha a lotação esgotada. E o cartaz de espectáculos, era a cereja em cima do bolo.
Havia Coimbra e Mira. Pois havia, mas, nem isso atrapalhou a Figueira...
Até o presidente Ataíde andou na rua que eu vi.
Em declarações prestadas aos jornalistas na noite da passagem de 2018 para 2019, falou do passado recente e projectou o futuro próximo.
O ano de 2018 ficará para sempre marcado pela tempestade “Leslie”, acontecimento que o autarca destacou. 2019 será o ano da conclusão de obras e lançamento de novos projectos. 2019 será marcado pela execução de obras como a requalificação do Cabedelo, a baixa da cidade e frente marítima de Buarcos e pela apresentação de novas candidaturas a fundos europeus, para acções materiais e imateriais, afirmou João Ataíde.
O presidente da autarquia adiantou também duas promessas importante: "em 2019, o abandonado Edifício O Trabalho poderá, enfim, ter um projecto de recuperação, segundo a vontade manifestada pelo fundo de investimentos que adquiriu recentemente aquele imóvel do Bairro Novo." E, finalmente, "será dado um novo impulso ao moroso processo de candidatura do concelho a geoparque da UNESCO, tendo o Cabo Mondego como âncora."
2019 é um ano de promessas...
Voltando à noite da passagem de ano: eu, que estive na Figueira e no centro da avalanche de visitantes - Avenida 25 de Abril e Praça do Forte - vi gente, muita gente mesmo, mas não consegui ver que a Figueira tenha registado uma das maiores enchentes de sempre.
Foi uma passagem de ano magnífica. Não houve surpresa: a noite esteve agradável. A hotelaria tinha a lotação esgotada. E o cartaz de espectáculos, era a cereja em cima do bolo.
Havia Coimbra e Mira. Pois havia, mas, nem isso atrapalhou a Figueira...
Até o presidente Ataíde andou na rua que eu vi.
Em declarações prestadas aos jornalistas na noite da passagem de 2018 para 2019, falou do passado recente e projectou o futuro próximo.
O ano de 2018 ficará para sempre marcado pela tempestade “Leslie”, acontecimento que o autarca destacou. 2019 será o ano da conclusão de obras e lançamento de novos projectos. 2019 será marcado pela execução de obras como a requalificação do Cabedelo, a baixa da cidade e frente marítima de Buarcos e pela apresentação de novas candidaturas a fundos europeus, para acções materiais e imateriais, afirmou João Ataíde.
O presidente da autarquia adiantou também duas promessas importante: "em 2019, o abandonado Edifício O Trabalho poderá, enfim, ter um projecto de recuperação, segundo a vontade manifestada pelo fundo de investimentos que adquiriu recentemente aquele imóvel do Bairro Novo." E, finalmente, "será dado um novo impulso ao moroso processo de candidatura do concelho a geoparque da UNESCO, tendo o Cabo Mondego como âncora."
2019 é um ano de promessas...
Voltando à noite da passagem de ano: eu, que estive na Figueira e no centro da avalanche de visitantes - Avenida 25 de Abril e Praça do Forte - vi gente, muita gente mesmo, mas não consegui ver que a Figueira tenha registado uma das maiores enchentes de sempre.
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
Mesmo não sendo fotógrafo, não posso deixar de ver a beleza de todo todo este conjunto
Pedro Agostinho Cruz
"A PRIMEIRA PUBLICAÇÃO DO ANO NÃO TEM FOTO.
SÃO AS PALAVRAS DA PESSOA QUE COMPROU A FOTOGRAFIA DA MAIOR ONDA DO MUNDO/LEILÃO SOLIDÁRIO.
É UM TEXTO QUE ME COMOVEU.
É UM TEXTO PARA TODOS OS PEDROS DA NOSSA CIDADE.
OBRIGADO"
Para ler o texto, clicar aqui.
2019
Pela tradicional magia das datas, acabámos de entrar num novo ano!
Porém, o ontem, que acabou há segundos atrás, continua a condicionar-nos.
O ontem não deixou de existir. O amanhã acontece sempre a cada novo acordar.
O ano novo é apenas uma construção dos homens.
Pelo menos que eu tenha conhecimento, não existe nada que o suporte de uma forma efectiva.
A partir do dia que acabou de nascer, os dias deste 2019 vão continuar a suceder-se indiferentes a estas construções humanas.
Entretanto, moderem-se...
365 dias bons para todos nós.
Deixo-vos com música. Desfrutem.
Porém, o ontem, que acabou há segundos atrás, continua a condicionar-nos.
O ontem não deixou de existir. O amanhã acontece sempre a cada novo acordar.
O ano novo é apenas uma construção dos homens.
Pelo menos que eu tenha conhecimento, não existe nada que o suporte de uma forma efectiva.
A partir do dia que acabou de nascer, os dias deste 2019 vão continuar a suceder-se indiferentes a estas construções humanas.
Entretanto, moderem-se...
365 dias bons para todos nós.
Deixo-vos com música. Desfrutem.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
No país em que se tornou normal o triunfo dos porcos, será que temos de assistir também ao triunfo da vara?..
"A associação Frente Cívica quer saber se a ordem de prisão de Armando Vara já foi pedida, tendo por isso pedido esse esclarecimento à Procuradoria-Geral da República. Numa carta enviada sexta-feira, dia 28, o presidente da associação, Paulo Morais - ex-vereador do PSD no Porto e ex-candidato à Presidência da República -, recorda que a sentença que condena Vara ao cumprimento de cinco anos de prisão transitou em julgado a 11 de Dezembro e que "se encontra já ultrapassado o prazo de cinco dias previsto" na lei.
A associação justifica ainda o pedido com a necessidade que diz existir de "serenar os ânimos de uma opinião pública indignada e também transmitir um sinal da forma como o Ministério Público actua nestes novos tempos".
Vara foi condenado em 2014 a cinco anos de prisão efectiva, no âmbito do processo 'Face Oculta', por três crimes de tráfico de influência. Desde então, foi tentando sucessivos recursos em tribunal, tendo o último possível sido negado em definitivo pelo Tribunal Constitucional em Novembro.
Neste processo, estava em causa a existência de uma rede de corrupção cuja finalidade seria o favorecimento do grupo do sucateiro Manuel Godinho em negócios com empresas privadas ou do Estado. Face à decisão do Tribunal Constitucional, Vara disse depois, em declarações à Lusa, estar a mentalizar-se para cumprir a pena."
Via Expresso
A associação justifica ainda o pedido com a necessidade que diz existir de "serenar os ânimos de uma opinião pública indignada e também transmitir um sinal da forma como o Ministério Público actua nestes novos tempos".
Vara foi condenado em 2014 a cinco anos de prisão efectiva, no âmbito do processo 'Face Oculta', por três crimes de tráfico de influência. Desde então, foi tentando sucessivos recursos em tribunal, tendo o último possível sido negado em definitivo pelo Tribunal Constitucional em Novembro.
Neste processo, estava em causa a existência de uma rede de corrupção cuja finalidade seria o favorecimento do grupo do sucateiro Manuel Godinho em negócios com empresas privadas ou do Estado. Face à decisão do Tribunal Constitucional, Vara disse depois, em declarações à Lusa, estar a mentalizar-se para cumprir a pena."
Via Expresso
Da FINDAGRIM farta e generosa à FINDAGRIM dos pobrezinhos...
Na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS pode ler-se o seguinte:
"A continuidade da feira de actividades económicas de Maiorca, FINDAGRIM, foi aprovada pela assembleia de freguesia com os votos a favor do PS e da CDU e com a abstenção do PSD e da autarca socialista Luísa Verdete. O executivo liderado por Rui Ferreira propôs acabar com o evento, ser criada uma comissão organizadora independente ou dar continuidade ao certame com custos reduzidos, tendo prevalecido a última proposta. Assim, a FINDAGRIM continuará a ser organizada pela Junta de Maiorca, mas numa versão mais barata. A edição de 2018 da feira registou o maior saldo negativo de sempre, ao somar um prejuízo de cerca de 39 mil euros, que aquela autarquia está pagar, tendo contabilizado 12 mil bilhetes pagos.
“Queremos uma feira sustentável. Vamos fazer uma feira com um volume de contratação de artistas mais contido”, disse Rui Ferreira ao DIÁRIO AS BEIRAS.
A deliberação da assembleia de freguesia vai ser debatida com a Câmara da Figueira da Foz, fornecedores a quem a junta deve dinheiro da edição deste ano e empresas que costumam marcar presença na feira. “Vamos dizer-lhes que não podemos ter um evento com custos tão elevados. Vamos tentar reduzir em tudo o que for possível”, afirmou também ao mesmo jornal o presidente da junta de Maiorca, garantindo que a organização da FINDAGRIM vai continuar a pautar-se pela “transparência”.
A edição de 2018 foi a primeira desde que Rui Ferreira tomou posse.
“Contas foram sempre apresentadas”
A propósito de transparência, Rui Ferreira (PS) tem reiterado que a anterior organização (a cargo de uma comissão liderada pela Junta de Maiorca que envolvia elementos das forças políticas com assento na assembleia de freguesia e representantes das colectividades locais) nunca apresentou contas.
O antigo presidente da junta Filipe Dias (PSD), que liderou a FINDAGRIM durante os primeiros oito anos, porém, afirma o contrário. “As contas da FINDAGRIM foram sempre apresentadas ao presidente da câmara [João Ataíde] e à assembleia de freguesia”. O visado pelas declarações recentes de Rui Ferreira ao DIÁRIO AS BEIRAS acrescentou que o actual presidente da mesa da assembleia, José Carvão (PS), “votou sempre a favor das contas”.
Processo arquivado
O antigo autarca garantiu que “até houve um ano que o evento deu lucro”. E acrescentou: “Dos oitos anos que fiz a FINDAGRIM, todas as edições juntas não somaram uma dívida tão grande como a que ele [Rui Ferreira] fez em apenas um ano”.
Entretanto, recentemente, a PJ investigou a contratação de artistas para o cartaz da feira de edições anteriores, mas arquivou o processo."
Nota.
Ao tempo que sabemos que, na Figueira, os números não mentem...
Contudo, também sabemos que, na Figueira, os mentirosos inventam números...
Desde o primeiro ano que o número de entradas da Feira Industrial, Comercial e Agrícola de Maiorca (FINDAGRIM) superava a edição anterior, tendo chegado a cerca de 50 mil. Pelo menos, era essa a informação veiculada pela organização, porque, segundo sustentou o actual presidente da Junta de Maiorca, Rui Ferreira, ao DIÁRIO AS BEIRAS, “as entradas eram inflacionadas”. “Se essas entradas existiram, nós não temos suporte documental desse registo. Pode existir, mas não está na posse da junta”, afirmou o autarca. Questionado sobre se estava a insinuar que os números foram inflacionados, Rui Ferreira afirmou: “Seguramente que foram. Há testemunhos de várias pessoas que desde sempre estiveram ligadas à organização que sustentam que os números foram sucessivamente inflacionados”. Qual era objectivo? “Foi uma tentativa de sobrevalorizar o evento para, provavelmente, irem buscar mais empresas e mais apoios institucionais”, respondeu o presidente da Junta de Maiorca.
| Imagem DIÁRIO AS BEIRAS |
"A continuidade da feira de actividades económicas de Maiorca, FINDAGRIM, foi aprovada pela assembleia de freguesia com os votos a favor do PS e da CDU e com a abstenção do PSD e da autarca socialista Luísa Verdete. O executivo liderado por Rui Ferreira propôs acabar com o evento, ser criada uma comissão organizadora independente ou dar continuidade ao certame com custos reduzidos, tendo prevalecido a última proposta. Assim, a FINDAGRIM continuará a ser organizada pela Junta de Maiorca, mas numa versão mais barata. A edição de 2018 da feira registou o maior saldo negativo de sempre, ao somar um prejuízo de cerca de 39 mil euros, que aquela autarquia está pagar, tendo contabilizado 12 mil bilhetes pagos.
“Queremos uma feira sustentável. Vamos fazer uma feira com um volume de contratação de artistas mais contido”, disse Rui Ferreira ao DIÁRIO AS BEIRAS.
A deliberação da assembleia de freguesia vai ser debatida com a Câmara da Figueira da Foz, fornecedores a quem a junta deve dinheiro da edição deste ano e empresas que costumam marcar presença na feira. “Vamos dizer-lhes que não podemos ter um evento com custos tão elevados. Vamos tentar reduzir em tudo o que for possível”, afirmou também ao mesmo jornal o presidente da junta de Maiorca, garantindo que a organização da FINDAGRIM vai continuar a pautar-se pela “transparência”.
A edição de 2018 foi a primeira desde que Rui Ferreira tomou posse.
“Contas foram sempre apresentadas”
A propósito de transparência, Rui Ferreira (PS) tem reiterado que a anterior organização (a cargo de uma comissão liderada pela Junta de Maiorca que envolvia elementos das forças políticas com assento na assembleia de freguesia e representantes das colectividades locais) nunca apresentou contas.
O antigo presidente da junta Filipe Dias (PSD), que liderou a FINDAGRIM durante os primeiros oito anos, porém, afirma o contrário. “As contas da FINDAGRIM foram sempre apresentadas ao presidente da câmara [João Ataíde] e à assembleia de freguesia”. O visado pelas declarações recentes de Rui Ferreira ao DIÁRIO AS BEIRAS acrescentou que o actual presidente da mesa da assembleia, José Carvão (PS), “votou sempre a favor das contas”.
Processo arquivado
O antigo autarca garantiu que “até houve um ano que o evento deu lucro”. E acrescentou: “Dos oitos anos que fiz a FINDAGRIM, todas as edições juntas não somaram uma dívida tão grande como a que ele [Rui Ferreira] fez em apenas um ano”.
Entretanto, recentemente, a PJ investigou a contratação de artistas para o cartaz da feira de edições anteriores, mas arquivou o processo."
Nota.
Ao tempo que sabemos que, na Figueira, os números não mentem...
Contudo, também sabemos que, na Figueira, os mentirosos inventam números...
Desde o primeiro ano que o número de entradas da Feira Industrial, Comercial e Agrícola de Maiorca (FINDAGRIM) superava a edição anterior, tendo chegado a cerca de 50 mil. Pelo menos, era essa a informação veiculada pela organização, porque, segundo sustentou o actual presidente da Junta de Maiorca, Rui Ferreira, ao DIÁRIO AS BEIRAS, “as entradas eram inflacionadas”. “Se essas entradas existiram, nós não temos suporte documental desse registo. Pode existir, mas não está na posse da junta”, afirmou o autarca. Questionado sobre se estava a insinuar que os números foram inflacionados, Rui Ferreira afirmou: “Seguramente que foram. Há testemunhos de várias pessoas que desde sempre estiveram ligadas à organização que sustentam que os números foram sucessivamente inflacionados”. Qual era objectivo? “Foi uma tentativa de sobrevalorizar o evento para, provavelmente, irem buscar mais empresas e mais apoios institucionais”, respondeu o presidente da Junta de Maiorca.
A anedota distrital de 2018
NOTA
- O jornal é de 30 de Junho de 2018. Há meio ano, portanto.
Via Mário Martins
Nota de rodapé.
"O Senhor Ministro do Planeamento e Infraestruturas veio referir aquilo que já todos sabíamos. Se houver aeroporto civil internacional na Região Centro será em Monte Real e ponto final. A questão que desde logo se pode pôr é: porque é que, sendo isto tão evidente para toda a gente, o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Coimbra decidiu fugir para a frente e “empenhar-se a fundo” numa solução perdedora, com um estudo que, à partida, não reunia nenhuma condição de credibilidade política, económica e mediática? Não interessa falar nisso, pelo menos por agora, deixemos a resposta a essa pergunta para uma maior distância histórica. O que interessa agora é aquilo que, em meu entender, deveria ter interessado há um ano e meio atrás, ou seja, que contrapartidas deverá a Região de Coimbra — a CIMRC, já que a Câmara demonstrou, uma vez mais, a sua total incapacidade para a negociar o que quer que seja neste âmbito — debater com o Governo, de modo a que uma infraestrutura com tamanho potencial de capitalidade não se afaste defiitivamente. Quais as condições que podem transformar Monte Real num verdadeiro aeroporto internacional para a região e, simultaneamente, elevar todo o seu potencial de atractividade económica, nacional e internacional? A meu ver, essas condições são de duas ordens, simbólica e infraestrutural, e não são muitas, nem muito irrealistas. 1. Comecemos pela primeira, de ordem simbólica — o nome. Coimbra ainda é, a par com Fátima mas num universo mais amplo, a marca mais significativa da região no plano internacional, pese embora tal não ser reconhecido pelo status quo nacional e apesar dos organismos regionais — CCDRC, Região de Turismo, etc. — quase nunca o admitirem. Mas o nome civil do futuro aeroporto não deverá nunca ignorar essa circunstância, sob pena de esbanjar à cabeça algum do seu potencial de branding internacional. E a Região de Coimbra deverá obviamente pugnar pela sua imagem além-fronteiras. A referência a Coimbra no nome do novo aeroporto deverá ser clara, embora possa eventualmente não ser exclusiva, como em tantos aeroportos por essa Europa fora. De ordem infraestrutural há muitas, a começar por aquelas que são inerentes à própria cidade de Coimbra e que deveriam estar a ser cuidadas a nível municipal, mas adiante. Referirei apenas três, todas à escala regional e todas referentes a acessibilidades. 2. Desde logo, a acessibilidade ferroviária. A linha do Oeste deveria ser remodelada e actualizada, bem como o seu obsoleto material circulante, de modo a servir a ligação entre o futuro aeroporto e as cidades de Coimbra e Figueira com fi abilidade, conforto, frequência e rapidez, por esta ordem. É claro que a nova Estação de Coimbra —se alguma vez existir — deveria ter um balcão de check-in e recolha de bagagens, tal como em algumas cidades europeias, Lausanne para o Aeroporto de Genebra por exemplo, mas isso já seria pedir demais. 3. Depois, as acessibilidades rodoviárias. Deste ponto de vista, a Figueira está muito bem servida, mas a cidade de Coimbra não. Deveria ser continuada a via rápida de Taveiro, de modo a poder ligar à A17 a sul da Figueira. A “história” da impossibilidade por causa do Paul da Arzila não passa de um embuste, de uma enorme hipocrisia. É muito mais poluente e danosa para a Reserva Natural a actual estrada municipal, altamente sobrecarregada de tráfego rodoviário, a verter quantidades imensas de óleo queimado sobre o Paul, do que um atravessamento superior em viaduto, com sistema de recolha e tratamento desses mesmos óleos. 4. Por fim, mas não menos importante, o famoso IP3. Deixemo-nos de veleidades e exijamos ao mesmo governo, ao mesmo ministro que propõe com tanta certeza o aeroporto em Leiria, uma verdadeira ligação entre as duas maiores cidades de Região Centro, Viseu e Coimbra, que não os ridículos “85% de perfi l de auto-estrada” que outra coisa não significam senão deixar de fora a parte mais perigosa do IP3 — a estrada da morte — o qual, com essa “solução”, mais perigoso ainda se tornará. Claro que assim, com uma verdadeira auto-estrada, o tal aeroporto da região fi caria também acessível a mais algumas centenas de milhar de potenciais passageiros. São estas as condições que deveriam já estar a ser negociadas. Não são irrealistas nem danosas para nenhuma das “partes”, bem pelo contrário, são proveitosas para ambas e o negócio é bom quando é assim. É claro que a esperança que alguma delas se concretize é inversamente proporcional à convicção com que escrevo estas linhas. Mas, assim sendo e se tudo se mantiver na mesma, também começa a ser muito claro aquilo que eu, por diversas vezes ao longo dos anos, tenho vindo a referir. É de uma enorme irresponsabilidade histórica, da parte das individualidades político-institucionais da cidade e da região, assobiar para o lado, escamotear a perda total de influência de Coimbra na esfera decisória nacional. Mais, já não é só da perda de influência que se trata, é quase um caso de chacota generalizada, preconceituosa, contida e disfarçada, da qual nós, os que dela nos apercebemos, não podemos deixar de nos envergonhar. O que é verdade é que, a despeito de alguns sinais corajosos de heroica resistência — a Critical Software na Baixa e outros — a decadência e a depressão colectiva começam a tomar conta do nosso quotidiano. Nada dá certo. Mas será que, deste modo, há alguma coisa que possa dar certo?"
- O jornal é de 30 de Junho de 2018. Há meio ano, portanto.
Via Mário Martins
Nota de rodapé.
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| Via DIÁRIO AS BEIRAS |
domingo, 30 de dezembro de 2018
A vida é isto: um show de humor... (IV)
O caso do presidente da junta que só pode ser representado pelo presidente da câmara!..
Ontem, fiz uma coisa que já não fazia há muito tempo: desloquei-me ao edifício sede da junta de Freguesia de S. Pedro para a assistir a parte de uma sessão da AF.
Quantas vezes não somos traídos pelas nossas memórias quando fazemos uma revisitação!
O edifício sede da junta da minha Aldeia é exactamente um ícone que a minha memória guarda como uma preciosidade! Modéstia à parte, foi no mandato em que fiz parte da equipa do executivo (1986/1990) que foi planeado, projectado e construído. Para mim é sempre agradável ir lá.
Ainda bem que ontem estive cerca de uma hora num local onde fui muito feliz.
Fiquei a saber coisas interessantíssimas.
Por exemplo, que Sua Excelência o presidente da junta, quando não pode estar presente numa reunião, que tenha a ver com assuntos fulcrais para a Cova e Gala, se estiver Sua Excelência, o senhor presidente da câmara, "faz-se" representar pelo dr. Ataíde. Como estamos em "espírito natalício" fica o registo para a posteridade, para que conste e por ter sido dito em público: por impossibilidade pessoal, o presidente Salgueiro delega a representação de S. Pedro no dr. Ataíde!
Sem colocar em dúvida a categoria, a dignidade e a competência do dr. Ataíde para representar o senhor Salgueiro, será que nos órgãos autárquicos da minha Aldeia não existe ninguém com categoria, dignidade e competência para representar o presidente da junta de S. Pedro?
Isto não é ficção, aconteceu mesmo: numa reunião sobre a erosão costeira a sul do quinto molhe, onde esteve o presidente da APA e o senhor presidente da câmara. Da autarquia da minha Aldeia ninguém esteve presente, pois o senhor presidente Salgueiro não podia.
Pergunto: será que a junta de S. Pedro não tem secretário e tesoureiro e não existe um presidente da Assembleia de Freguesia?
Tal como a internet não nos deixa idiotas, ser presidente de junta também não.
A internet e a presidência de uma junta só deixa a idiotice mais acessível aos outros.
C'est la vie...
Verdadeiramente importante é que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) garanta que o estudo sobre o sistema de transposição de areias (bypass) de norte para sul da foz do Mondego seja realizado em 2019.
Já é mais do que tempo de realizar o concurso para se aferir “a melhor solução técnica” para a erosão costeira a sul da barra da Figueira da Foz.
Ontem, fiz uma coisa que já não fazia há muito tempo: desloquei-me ao edifício sede da junta de Freguesia de S. Pedro para a assistir a parte de uma sessão da AF.
Quantas vezes não somos traídos pelas nossas memórias quando fazemos uma revisitação!
O edifício sede da junta da minha Aldeia é exactamente um ícone que a minha memória guarda como uma preciosidade! Modéstia à parte, foi no mandato em que fiz parte da equipa do executivo (1986/1990) que foi planeado, projectado e construído. Para mim é sempre agradável ir lá.
Ainda bem que ontem estive cerca de uma hora num local onde fui muito feliz.
Fiquei a saber coisas interessantíssimas.
Por exemplo, que Sua Excelência o presidente da junta, quando não pode estar presente numa reunião, que tenha a ver com assuntos fulcrais para a Cova e Gala, se estiver Sua Excelência, o senhor presidente da câmara, "faz-se" representar pelo dr. Ataíde. Como estamos em "espírito natalício" fica o registo para a posteridade, para que conste e por ter sido dito em público: por impossibilidade pessoal, o presidente Salgueiro delega a representação de S. Pedro no dr. Ataíde!
Sem colocar em dúvida a categoria, a dignidade e a competência do dr. Ataíde para representar o senhor Salgueiro, será que nos órgãos autárquicos da minha Aldeia não existe ninguém com categoria, dignidade e competência para representar o presidente da junta de S. Pedro?
Isto não é ficção, aconteceu mesmo: numa reunião sobre a erosão costeira a sul do quinto molhe, onde esteve o presidente da APA e o senhor presidente da câmara. Da autarquia da minha Aldeia ninguém esteve presente, pois o senhor presidente Salgueiro não podia.
Pergunto: será que a junta de S. Pedro não tem secretário e tesoureiro e não existe um presidente da Assembleia de Freguesia?
Tal como a internet não nos deixa idiotas, ser presidente de junta também não.
A internet e a presidência de uma junta só deixa a idiotice mais acessível aos outros.
C'est la vie...
Verdadeiramente importante é que a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) garanta que o estudo sobre o sistema de transposição de areias (bypass) de norte para sul da foz do Mondego seja realizado em 2019.
Já é mais do que tempo de realizar o concurso para se aferir “a melhor solução técnica” para a erosão costeira a sul da barra da Figueira da Foz.
A mesma anedota de sempre....
É o que se impõe com um dia destes... Raios... E não me ocorre nada...
Bom, vendo melhor...
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| Crónica publicada no jornal AS BEIRAS |
sábado, 29 de dezembro de 2018
Fiquem com mais uma anedota...
"Ministro Siza Vieira ganhou um milhão em ajustes directos em Lisboa"...
Nota de rodapé.
Tenho de aproveitar enquanto há tempo.
Senão aprender a rir das dificuldades, não terei nada para rir quando estiver velho.
Nota de rodapé.
Tenho de aproveitar enquanto há tempo.
Senão aprender a rir das dificuldades, não terei nada para rir quando estiver velho.
A vida é isto: um show de humor... (II) (Recordação de algumas anedotas políticas vividas na Figueira...)
Um dos factos que anima o meu dia a dia, é a ingenuidade dessa mole imensa de gentios, como eu, chamada povo figueirense.
No "nosso" julgamento, todos os executivos são maus e expectamos esperançados, tal como acontece com os anos, que o próximo seja melhor.
Nunca é!..
Mas a ilusão, estupidamente persiste, concedendo hipótese ao actual jogo da perfídia, da adulação e do engano, que se joga permanentemente nos bastidores da baixa política figueirense.
Os desejos, em política, como aliás em tudo, são horizontes de definição estranha. Tão estranha, que cada um tem os seus desejos.
Com 2018 praticamente a acabar, como não há nada como a boa disposição para ajudar a acabar um ano e a começar outro, decidi, a título absolutamente excepcional, contar anedotas neste espaço.
Servi-me do jornal DIÁRIO AS BEIRAS, do sítio da CÂMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ e, claro da Bíblia da política figueirense nos últimos 13 anos - OUTRA MARGEM.
1. "A autarquia vendeu em hasta pública, na quinta-feira, um terreno na Várzea de Tavarede por 459 mil euros, mais nove mil euros do que a base de licitação, ao único concorrente. O lote, situado junto ao Pingo Doce, deverá ser utilizado por um posto de abastecimento de combustíveis."
2. "O concelho da Figueira da Foz está a «crescer a um ritmo mais acelerado do que a média registada pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC)», segundo nota de imprensa enviada pelo gabinete da presidência da câmara. Aquela fonte frisa que o crescimento comprova a «eficácia de uma estratégia de promoção turística que assenta na valorização da qualidade de vida local e na aposta numa oferta cultural, desportiva e de entretenimento diversificada e programada ao longo de todo o ano».
3. "As alterações climáticas são um dos principais desafios que o município da Figueira da Foz terá de enfrentar durante o século XXI, nomeadamente por causa do aumento da temperatura média, a precipitação excessiva em períodos curtos e a subida do nível médio do mar. No processo de adaptação a estas alterações destaca-se a importância do envolvimento e participação do município, juntas de freguesia, comunidade e instituições locais para minimizar os efeitos que as alterações climáticas terão na vida de todos nós.
De forma a enfrentar as alterações climáticas o município da Figueira da Foz propôs-se a realizar um longo e participado processo de identificação, implementação e monitorização das opções de adaptação às alterações climáticas mais relevantes para o Concelho, que se concretizam nesta Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC)."
4. "Algumas alterações de base ao regulamento municipal do Desporto foram aprovadas na última Assembleia Municipal. Segundo adianta o Gabinete da Presidência, «essas alterações, decorrentes de um processo de proximidade e consulta aos clubes do concelho, influenciam de forma imediata a vida financeira dos clubes, a inclusão de atletas portadores de deficiência, a igualdade de género na prática desportiva e, por último, as habilitações académicas dos treinadores desportivos».
Em termos gerais, o regulamento de apoio ao Desporto, no ano de 2019, apresenta um orçamento de 200 mil €, dos quais 150 mil € a distribuir em função da pontuação dos clubes, tal como já vinha acontecendo anteriormente, com um acréscimo de 50 mil €, aplicável às três novas formas de apoio, anteriormente citadas.
A par do apoio à actividade regular dos clubes e associações desportivas patente na redacção actualizada do regulamento municipal do Desporto, «o município continuará a prosseguir a sua estratégia política de apoio, aplicável a todos os eventos desportivos que se evidenciem desportiva, económica e turisticamente relevantes para o concelho da Figueira da Foz»."
5. Figueira da Foz, 13 de setembro de 2015.
"O vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz anunciou, que vai ser apresentada uma proposta à autarquia para que o nome de Manoel de Oliveira passe a figurar, «de forma digna», na toponímia da cidade. António Tavares falava na cerimónia de atribuição da medalha da cidade, a título póstumo, pelo município, ao realizador português, que morreu este ano, aos 106 anos."
6. "A partir de 4 de novembro de 2013, com um investimento feito pela Empresa Municipal Figueira Parques, cujo accionista maioritário é a Câmara Municipal da Figueira da Foz, o Hospital Distrital da Figueira da Foz foi metido dentro de um parque de estacionamento (sublinhe-se: o Hospital Distrital da Figueira da Foz foi metido dentro de um parque de estacionamento , não foi criado um parque de estacionamento para servir os utentes do Hospital...).
Resultado: A PARTIR DE 4 DE NOVEMBRO DE 2013, OS UTENTES PASSARAM A PAGAR ESTACIONAMENTO NO HOSPITAL DA FIGUEIRA DA FOZ...
Consequentemente, o acesso à saúde, na nossa cidade, com a colaboração do executivo camarário de maioria absoluta do Partido Socialista, ficou de mais difícil acesso e mais caro.
Em dezembro de 2018 a Figueira Parques foi privatizada."
7. "Câmara Municipal tem inscrito em Plano e Orçamento para 2019 para «Requalificação das Lagoas e Serra Boa Viagem apenas 100 €.»"
8. "A Câmara Municipal da Figueira da Foz, liderada há 9 anos pelo Dr. João Ataíde, e com Dr. Carlos Monteiro responsável pelo pelouro do Desporto, desde 2013, já gastou em ajustes diretos 193.530,00 €. No âmbito do Projeto Sport Beach City, sem contabilizar os equipamentos que foram adquiridos e toda a logística relacionada com os eventos.
A empresa de Coimbra, DoctorSport, Lda foi contratada pela Câmara Municipal, sem concurso público, sendo o objetivo dessa contratação a, “ Concessão, Organização, desenvolvimento e realização de eventos desportivos de praia, no âmbito do projeto “ Figueira Beach Summer Games.”; os contratos já totalizaram os 141 mil euros.
Além disso, Câmara tem vindo a efetuar, contratação de prestações de serviços em regime de avença com 4 técnicos, para o “Secretariado técnico das diversas áreas de desenvolvimento e implementação do projeto Figueira Beach Sports City” ( 2 técnicos com contratação anual, 2 técnicos em tempo sazonal); desde 2016 o valor gasto em avenças, foi de 52,5 mil euros.
A Câmara Municipal da Figueira da Foz, está recrutar recursos humanos para fazer o trabalho que contratualizou com a empresa DoctorSport, Lda."
9. Imagem sacada do DIÁRIO AS Beiras. Edição de 21.11.2017.
10. 12 de dezembro de 2018
"A infraestruturação do Cabedelo começa dentro de dias.
Os estaleiros começam a ser instalados em breve, dando-se assim início à empreitada que vai mudar a paisagem naquela zona de mar e rio da margem sul da cidade da Figueira da Foz.
A intervenção custa 2,6 milhões de euros, cofinanciados em 85 por cento por fundos europeus ao abrigo do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), no âmbito de uma candidatura apresentada pela autarquia. Esta é a primeira fase do “novo” Cabedelo.
A empreitada destina-se a criar infraestruturas para os privados poderem ali desenvolver atividades económicas ligadas ao turismo e ao surf dentro do que é permitido pelo plano de ordenamento da orla costeira.
Entretanto, serão construídos uma nova via rodoviária, uma praça e espaços de estacionamento. A área ocupada pela actual estrada será destinada a zona dunar.
O parque de campismo deverá sobreviver a esta empreitada..."
11. 17 de janeiro de 2017: "João Ataíde, presidente , e a «sua» vereadora Ana Carvalho afiançaram, na reunião de câmara, que não faltam investidores interessados na concessão da piscina-praia".
No "nosso" julgamento, todos os executivos são maus e expectamos esperançados, tal como acontece com os anos, que o próximo seja melhor.
Nunca é!..
Mas a ilusão, estupidamente persiste, concedendo hipótese ao actual jogo da perfídia, da adulação e do engano, que se joga permanentemente nos bastidores da baixa política figueirense.
Os desejos, em política, como aliás em tudo, são horizontes de definição estranha. Tão estranha, que cada um tem os seus desejos.
Com 2018 praticamente a acabar, como não há nada como a boa disposição para ajudar a acabar um ano e a começar outro, decidi, a título absolutamente excepcional, contar anedotas neste espaço.
Servi-me do jornal DIÁRIO AS BEIRAS, do sítio da CÂMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ e, claro da Bíblia da política figueirense nos últimos 13 anos - OUTRA MARGEM.
1. "A autarquia vendeu em hasta pública, na quinta-feira, um terreno na Várzea de Tavarede por 459 mil euros, mais nove mil euros do que a base de licitação, ao único concorrente. O lote, situado junto ao Pingo Doce, deverá ser utilizado por um posto de abastecimento de combustíveis."
2. "O concelho da Figueira da Foz está a «crescer a um ritmo mais acelerado do que a média registada pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC)», segundo nota de imprensa enviada pelo gabinete da presidência da câmara. Aquela fonte frisa que o crescimento comprova a «eficácia de uma estratégia de promoção turística que assenta na valorização da qualidade de vida local e na aposta numa oferta cultural, desportiva e de entretenimento diversificada e programada ao longo de todo o ano».
3. "As alterações climáticas são um dos principais desafios que o município da Figueira da Foz terá de enfrentar durante o século XXI, nomeadamente por causa do aumento da temperatura média, a precipitação excessiva em períodos curtos e a subida do nível médio do mar. No processo de adaptação a estas alterações destaca-se a importância do envolvimento e participação do município, juntas de freguesia, comunidade e instituições locais para minimizar os efeitos que as alterações climáticas terão na vida de todos nós.
De forma a enfrentar as alterações climáticas o município da Figueira da Foz propôs-se a realizar um longo e participado processo de identificação, implementação e monitorização das opções de adaptação às alterações climáticas mais relevantes para o Concelho, que se concretizam nesta Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC)."
4. "Algumas alterações de base ao regulamento municipal do Desporto foram aprovadas na última Assembleia Municipal. Segundo adianta o Gabinete da Presidência, «essas alterações, decorrentes de um processo de proximidade e consulta aos clubes do concelho, influenciam de forma imediata a vida financeira dos clubes, a inclusão de atletas portadores de deficiência, a igualdade de género na prática desportiva e, por último, as habilitações académicas dos treinadores desportivos».
Em termos gerais, o regulamento de apoio ao Desporto, no ano de 2019, apresenta um orçamento de 200 mil €, dos quais 150 mil € a distribuir em função da pontuação dos clubes, tal como já vinha acontecendo anteriormente, com um acréscimo de 50 mil €, aplicável às três novas formas de apoio, anteriormente citadas.
A par do apoio à actividade regular dos clubes e associações desportivas patente na redacção actualizada do regulamento municipal do Desporto, «o município continuará a prosseguir a sua estratégia política de apoio, aplicável a todos os eventos desportivos que se evidenciem desportiva, económica e turisticamente relevantes para o concelho da Figueira da Foz»."
5. Figueira da Foz, 13 de setembro de 2015.
"O vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz anunciou, que vai ser apresentada uma proposta à autarquia para que o nome de Manoel de Oliveira passe a figurar, «de forma digna», na toponímia da cidade. António Tavares falava na cerimónia de atribuição da medalha da cidade, a título póstumo, pelo município, ao realizador português, que morreu este ano, aos 106 anos."
6. "A partir de 4 de novembro de 2013, com um investimento feito pela Empresa Municipal Figueira Parques, cujo accionista maioritário é a Câmara Municipal da Figueira da Foz, o Hospital Distrital da Figueira da Foz foi metido dentro de um parque de estacionamento (sublinhe-se: o Hospital Distrital da Figueira da Foz foi metido dentro de um parque de estacionamento , não foi criado um parque de estacionamento para servir os utentes do Hospital...).
Resultado: A PARTIR DE 4 DE NOVEMBRO DE 2013, OS UTENTES PASSARAM A PAGAR ESTACIONAMENTO NO HOSPITAL DA FIGUEIRA DA FOZ...
Consequentemente, o acesso à saúde, na nossa cidade, com a colaboração do executivo camarário de maioria absoluta do Partido Socialista, ficou de mais difícil acesso e mais caro.
Em dezembro de 2018 a Figueira Parques foi privatizada."
7. "Câmara Municipal tem inscrito em Plano e Orçamento para 2019 para «Requalificação das Lagoas e Serra Boa Viagem apenas 100 €.»"
8. "A Câmara Municipal da Figueira da Foz, liderada há 9 anos pelo Dr. João Ataíde, e com Dr. Carlos Monteiro responsável pelo pelouro do Desporto, desde 2013, já gastou em ajustes diretos 193.530,00 €. No âmbito do Projeto Sport Beach City, sem contabilizar os equipamentos que foram adquiridos e toda a logística relacionada com os eventos.
A empresa de Coimbra, DoctorSport, Lda foi contratada pela Câmara Municipal, sem concurso público, sendo o objetivo dessa contratação a, “ Concessão, Organização, desenvolvimento e realização de eventos desportivos de praia, no âmbito do projeto “ Figueira Beach Summer Games.”; os contratos já totalizaram os 141 mil euros.
Além disso, Câmara tem vindo a efetuar, contratação de prestações de serviços em regime de avença com 4 técnicos, para o “Secretariado técnico das diversas áreas de desenvolvimento e implementação do projeto Figueira Beach Sports City” ( 2 técnicos com contratação anual, 2 técnicos em tempo sazonal); desde 2016 o valor gasto em avenças, foi de 52,5 mil euros.
A Câmara Municipal da Figueira da Foz, está recrutar recursos humanos para fazer o trabalho que contratualizou com a empresa DoctorSport, Lda."
9. Imagem sacada do DIÁRIO AS Beiras. Edição de 21.11.2017.
10. 12 de dezembro de 2018
"A infraestruturação do Cabedelo começa dentro de dias.
Os estaleiros começam a ser instalados em breve, dando-se assim início à empreitada que vai mudar a paisagem naquela zona de mar e rio da margem sul da cidade da Figueira da Foz.
A intervenção custa 2,6 milhões de euros, cofinanciados em 85 por cento por fundos europeus ao abrigo do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU), no âmbito de uma candidatura apresentada pela autarquia. Esta é a primeira fase do “novo” Cabedelo.
A empreitada destina-se a criar infraestruturas para os privados poderem ali desenvolver atividades económicas ligadas ao turismo e ao surf dentro do que é permitido pelo plano de ordenamento da orla costeira.
Entretanto, serão construídos uma nova via rodoviária, uma praça e espaços de estacionamento. A área ocupada pela actual estrada será destinada a zona dunar.
O parque de campismo deverá sobreviver a esta empreitada..."
11. 17 de janeiro de 2017: "João Ataíde, presidente , e a «sua» vereadora Ana Carvalho afiançaram, na reunião de câmara, que não faltam investidores interessados na concessão da piscina-praia".
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Uma anedota na última sexta-feira de 2018
Não há nada como a boa disposição para ajudar a acabar um ano e a
começar outro. Por isso decidi, a título absolutamente excepcional, sem
exemplo, contar aqui uma pequena anedota:
Um dos advogados da equipa jurídica que acabou de salvar o Benfica de ir a julgamento no processo “e-toupeira”, é membro do Conselho de Prevenção da Corrupção, uma entidade administrativa independente que funciona junto do Tribunal de Contas e tem como fim desenvolver, nos termos da lei, uma actividade de âmbito nacional no domínio da prevenção da corrupção e infracções conexas (artigo 1º da Lei nº 54/2008).
Bom Ano!
Bruno Santos
Um dos advogados da equipa jurídica que acabou de salvar o Benfica de ir a julgamento no processo “e-toupeira”, é membro do Conselho de Prevenção da Corrupção, uma entidade administrativa independente que funciona junto do Tribunal de Contas e tem como fim desenvolver, nos termos da lei, uma actividade de âmbito nacional no domínio da prevenção da corrupção e infracções conexas (artigo 1º da Lei nº 54/2008).
Bom Ano!
Bruno Santos
A quatro mãos...
Esta crónica começou a ser escrita por Eça de Queirós, acabava de entrar o ano de 1872. No início desta semana, 146 depois, consegui termina-la eu. Hoje, conheceu, finalmente, a luz do dia. Foi publicada no jornal DIÁRIO AS BEIRAS.
("fanático de popós, filha")...
| Imagem Fernando Campos, via o sítio dos desenhos |
"Sem dar por ela, sem dar por ela", são apenas 28.450,00 € + IVA, à taxa legal em vigor.
Resumindo e concluindo: deve ficar pelos 40 e tal mil dele...
Na Figueira é assim: de "êxito" em "êxito" até à derrota final...
Hoje à noite, pelas 21 horas e 30 minutos reune-se a Assembleia de Freguesia de Maiorca.
A edição de 2019 da feira de actividades económicas FINDAGRIM é um dos pontos da agenda de trabalhos. O evento, organizado pela junta, registou este ano um prejuízo de cerca de 39 mil euros, montante que a autarquia maiorquense está a pagar com dificuldade.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente da Junta de Maiorca, Rui Ferreira, defendeu que “a FINDAGRIM, seguramente, terá futuro se a assembleia de freguesia assim o entender”. Assim sendo, o futuro deverá ficar decidido hoje. Entretanto, o autarca, que cumpre o primeiro mandato, garantiu que a junta calculou os limites financeiros, tendo constado que “não se pode organizar um evento com um prejuízo daqueles”. “Vamos tentar arranjar um plano com artistas mais baratos, porque já vimos que a bilheteira não cobre os custos. Este ano, tivemos custos de 86 mil euros com os espectáculos e as receitas rondaram os 50 mil euros”, acrescentou o autarca. O que é que se passou este ano, porque nos anos anteriores não houve um prejuízo tão grande? “Nos outros anos, não houve apresentação de contas escritas e a junta ia suportando as despesas. Há uma imensidão de despesas e receitas que não aparecem nas contas da junta”, respondeu Rui Ferreira a J.A.
Isto é a Figueira do faz de conta. Em 14 de agosto passado, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, Rui Ferreira, presidente da Junta de Freguesia, referiu que o balanço final é “muito positivo” e que os objectivos para esta edição foram “cumpridos”. “O balanço final é muito positivo. Atingimos o número que tínhamos definido antes. Registámos, no total, cerca de 25 mil entradas. Desse registo, 20 mil foram com entradas pagas, portanto, no geral, o objectivo foi cumprido”, confessou.
Na altura, para o próximo ano, Rui Ferreira quer que a FINDAGRIM “continue a ser uma festa do povo” mas que, ao mesmo tempo, viesse a ter uma preocupação maior com o público mais jovem. “Em primeiro lugar vou ouvir todos os expositores, que nos têm vindo a apoiar, de forma a podermos melhorar. Mas posso adiantar que vamos continuar a ser uma festa do povo com associações envolvidas e com uma aposta no cartaz de cariz popular, com cantores «pimba». Vamos tentar também agradar à população mais jovem, como é óbvio”.
A edição de 2019 da feira de actividades económicas FINDAGRIM é um dos pontos da agenda de trabalhos. O evento, organizado pela junta, registou este ano um prejuízo de cerca de 39 mil euros, montante que a autarquia maiorquense está a pagar com dificuldade.
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente da Junta de Maiorca, Rui Ferreira, defendeu que “a FINDAGRIM, seguramente, terá futuro se a assembleia de freguesia assim o entender”. Assim sendo, o futuro deverá ficar decidido hoje. Entretanto, o autarca, que cumpre o primeiro mandato, garantiu que a junta calculou os limites financeiros, tendo constado que “não se pode organizar um evento com um prejuízo daqueles”. “Vamos tentar arranjar um plano com artistas mais baratos, porque já vimos que a bilheteira não cobre os custos. Este ano, tivemos custos de 86 mil euros com os espectáculos e as receitas rondaram os 50 mil euros”, acrescentou o autarca. O que é que se passou este ano, porque nos anos anteriores não houve um prejuízo tão grande? “Nos outros anos, não houve apresentação de contas escritas e a junta ia suportando as despesas. Há uma imensidão de despesas e receitas que não aparecem nas contas da junta”, respondeu Rui Ferreira a J.A.
Isto é a Figueira do faz de conta. Em 14 de agosto passado, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, Rui Ferreira, presidente da Junta de Freguesia, referiu que o balanço final é “muito positivo” e que os objectivos para esta edição foram “cumpridos”. “O balanço final é muito positivo. Atingimos o número que tínhamos definido antes. Registámos, no total, cerca de 25 mil entradas. Desse registo, 20 mil foram com entradas pagas, portanto, no geral, o objectivo foi cumprido”, confessou.
Na altura, para o próximo ano, Rui Ferreira quer que a FINDAGRIM “continue a ser uma festa do povo” mas que, ao mesmo tempo, viesse a ter uma preocupação maior com o público mais jovem. “Em primeiro lugar vou ouvir todos os expositores, que nos têm vindo a apoiar, de forma a podermos melhorar. Mas posso adiantar que vamos continuar a ser uma festa do povo com associações envolvidas e com uma aposta no cartaz de cariz popular, com cantores «pimba». Vamos tentar também agradar à população mais jovem, como é óbvio”.
Carlos Tenreiro e Miguel Babo no fio da navalha: ou renunciam ao mandato ou ser-lhes-á retirada a confiança política.
Os mais atentos ao desenrolar da vida política na Figueira, devem ter dado conta que, OUTRA MARGEM, já em 24 de Abril passado chamava a atenção para o assunto: "os vereadores da oposição (leia-se PSD) raramente têm posições consonantes sobre os assuntos que vão a votação nas reuniões camarárias.
Carlos Tenreiro e Miguel Babo votam a favor. Ricardo Silva vota contra. Se Ricardo vota a favor, Carlos Tenreiro e Miguel Babo votam contra."
Tal como escrevi na altura: "ou estou muito enganado ou irá acontecer crispação e choque entre os vereadores Tenreiro e Babo com a actual estrutura partidária do PSD local."
Na edição de hoje do jornal DIÁRIO AS BEIRAS, aquilo que OUTRA MARGEM vinha adivinhando que, mais dia menos dia, iria acontecer, está escarrapachado em letra de imprensa: a situação interna do PSD/FIGUEIRA está ao rubro.
"Os vereadores do PSD Carlos Tenreiro e Miguel Babo foram confrontados, por carta registada enviada pela Comissão Política Concelhia do partido, com duas opções: ou renunciam ao mandato ou ser-lhes-á retirada a confiança política. Mas não foi estipulado um prazo para a tomada da decisão. A oferta do “presente” de Natal, ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, é partilhada pela direcção distrital social-democrata, que se reuniu este mês, na Figueira da Foz, com a estrutura local. Miguel Babo recebeu a carta no dia 24. A missiva só chegou ontem à caixa de correio de Carlos Tenreiro. Na carta, a Concelhia aguarda a renúncia ao mandato. Caso contrário, será “obrigada a retirar a confiança política” aos dois autarcas. Contactados pelo DIÁRIO AS BEIRAS, Miguel Babo e Carlos Tenreiro não prestaram declarações. Ricardo Silva, por seu lado, optou por declarar que não fala sobre assuntos internos do partido na comunicação social.
A falta de sintonia nas reuniões de câmara, resultando, não raras vezes, em diferentes sentidos de voto, já que o líder da direcção local do partido também integra a vereação, tem sido uma constante. A Concelhia do PSD acusa os dois vereadores de comportamentos políticos desviantes, colocando-os, agora, entre a espada e a parede. Se a opção for a retirada de confiança política, Carlos Tenreiro e Miguel Babo passam a vereadores independentes, reduzindo a vereação do PSD a um elemento. O PS, saliente-se, detém a maioria absoluta, com seis vereadores, no executivo camarário da Figueira da Foz."
Para o presidente da concelhia do PSD e também vereador, “quem define a estratégia do partido é a direcção local”.
Para Ricardo Silva, as coisas são claras como a água cristalina: “Quando alguém se candidata por um partido, sabe que existem regras e estatutos que têm de ser respeitados”.
Portanto, mais claro que isto não se pode ser: “quem manda na vereação é a Concelhia” e, portanto, “não há líder da vereação”.
Carlos Tenreiro e Miguel Babo chegaram ao fim da linha no PSD/FIGUEIRA?
Carlos Tenreiro e Miguel Babo votam a favor. Ricardo Silva vota contra. Se Ricardo vota a favor, Carlos Tenreiro e Miguel Babo votam contra."
Tal como escrevi na altura: "ou estou muito enganado ou irá acontecer crispação e choque entre os vereadores Tenreiro e Babo com a actual estrutura partidária do PSD local."
Na edição de hoje do jornal DIÁRIO AS BEIRAS, aquilo que OUTRA MARGEM vinha adivinhando que, mais dia menos dia, iria acontecer, está escarrapachado em letra de imprensa: a situação interna do PSD/FIGUEIRA está ao rubro.
"Os vereadores do PSD Carlos Tenreiro e Miguel Babo foram confrontados, por carta registada enviada pela Comissão Política Concelhia do partido, com duas opções: ou renunciam ao mandato ou ser-lhes-á retirada a confiança política. Mas não foi estipulado um prazo para a tomada da decisão. A oferta do “presente” de Natal, ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, é partilhada pela direcção distrital social-democrata, que se reuniu este mês, na Figueira da Foz, com a estrutura local. Miguel Babo recebeu a carta no dia 24. A missiva só chegou ontem à caixa de correio de Carlos Tenreiro. Na carta, a Concelhia aguarda a renúncia ao mandato. Caso contrário, será “obrigada a retirar a confiança política” aos dois autarcas. Contactados pelo DIÁRIO AS BEIRAS, Miguel Babo e Carlos Tenreiro não prestaram declarações. Ricardo Silva, por seu lado, optou por declarar que não fala sobre assuntos internos do partido na comunicação social.
A falta de sintonia nas reuniões de câmara, resultando, não raras vezes, em diferentes sentidos de voto, já que o líder da direcção local do partido também integra a vereação, tem sido uma constante. A Concelhia do PSD acusa os dois vereadores de comportamentos políticos desviantes, colocando-os, agora, entre a espada e a parede. Se a opção for a retirada de confiança política, Carlos Tenreiro e Miguel Babo passam a vereadores independentes, reduzindo a vereação do PSD a um elemento. O PS, saliente-se, detém a maioria absoluta, com seis vereadores, no executivo camarário da Figueira da Foz."
Para o presidente da concelhia do PSD e também vereador, “quem define a estratégia do partido é a direcção local”.
Para Ricardo Silva, as coisas são claras como a água cristalina: “Quando alguém se candidata por um partido, sabe que existem regras e estatutos que têm de ser respeitados”.
Portanto, mais claro que isto não se pode ser: “quem manda na vereação é a Concelhia” e, portanto, “não há líder da vereação”.
Carlos Tenreiro e Miguel Babo chegaram ao fim da linha no PSD/FIGUEIRA?
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
O Pai Natal foi generoso: hoje à tarde já estava à porta da câmara...
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| É um igual a este... |
Assim, as viagens para a CIM sempre ficam mais confortáveis...
Os figueirenses são generosos: são apenas 28.450,00 € + IVA, à taxa legal em vigor.
O que é feito do plano estratégico municipal onde está definida a eficiência energética!..
É de Séneca, o famoso intelectual romano, a afirmação de que “para quem navega sem rumo, todos os ventos são desfavoráveis”.
AINDA SE RECORDAM QUE A FIGUEIRA TEVE MATERNIDADE DURANTE 59 ANOS?...
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| Imagem via Marcha do Vapor |
O rosto politico do fecho da Maternidade da Figueira da Foz tem nome: CORREIA de CAMPOS.
Fim de Ano. Para onde se vai? A nenhures...
Hotelaria da Figueira da Foz com lotação esgotada no Fim de Ano!..
De 22 de dezembro passado até ao próximo dia 05 de janeiro, o Município da Figueira da Foz apresenta um programa diversificado, no âmbito da Passagem de Ano 2019...
De 22 de dezembro passado até ao próximo dia 05 de janeiro, o Município da Figueira da Foz apresenta um programa diversificado, no âmbito da Passagem de Ano 2019...
Estado e a Navigator Pulp Figueira assinam contrato fiscal
O Estado e a Navigator Pulp Figueira assinaram um contrato fiscal, ontem publicado em Diário da República (DR) para a concessão de um benefício de até 17,2 milhões de euros.
O investimento foi aprovado no Conselho de Ministros de 20 de dezembro, altura em que ficou estabelecida “a concessão de um benefício até 17.278.657 euros através de crédito fiscal em sede de IRC” – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.
Na resolução publicada hoje, o Governo refere que o projecto de investimento “visa a adopção de algumas das melhores práticas conhecidas do estado da arte do sector de pasta de papel, as quais se traduzem em alterações ao processo global desta unidade industrial e, em paralelo, um aumento da sua capacidade de produção”.
No diploma lê-se ainda que “o investimento produtivo em Portugal, nos mais variados sectores, nomeadamente na indústria transformadora, é essencial ao relançamento da economia”, considerando o Estado, por tudo isso, que reúne as condições necessárias para a concessão de incentivos fiscais.
Em outubro, a Navigator anunciou que iria aumentar a capacidade de produção e a eficiência energética da fábrica na Figueira da Foz, na sequência de um empréstimo de 40 milhões de euros, concedido pelo Banco Europeu de Investimento (BEI).
Em comunicado, o grupo industrial português adiantou, na altura, que este investimento permitirá aumentar a capacidade de produção em 12% (70.000 toneladas por ano), reduzir as emissões de poluentes e aumentar a eficiência na utilização da energia e dos recursos, “com vista a alinhar plenamente a fábrica com as especificações estabelecidas nas ‘Melhores Técnicas Disponíveis’ para a indústria da pasta e do papel”.
“A modernização da fábrica na Figueira da Foz reduzirá em 17% o consumo de energia necessário para produzir uma tonelada de pasta de papel”, referiu, explicando que “o recurso a tecnologias de produção mais modernas também contribuirá para a redução da quantidade específica de água necessária, bem como dos produtos químicos utilizados”.
Segundo a empresa, as emissões de gases com efeito de estufa “também irão baixar, graças à implementação de tecnologias mais eficientes em termos energéticos e à substituição de combustíveis fósseis por uma maior utilização de energia renovável produzida a partir de biomassa”.
Via Jornal Económico
Nota de rodapé.
Quantos postos de trabalho vão ser criados?
O investimento foi aprovado no Conselho de Ministros de 20 de dezembro, altura em que ficou estabelecida “a concessão de um benefício até 17.278.657 euros através de crédito fiscal em sede de IRC” – Imposto Sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas.
Na resolução publicada hoje, o Governo refere que o projecto de investimento “visa a adopção de algumas das melhores práticas conhecidas do estado da arte do sector de pasta de papel, as quais se traduzem em alterações ao processo global desta unidade industrial e, em paralelo, um aumento da sua capacidade de produção”.
No diploma lê-se ainda que “o investimento produtivo em Portugal, nos mais variados sectores, nomeadamente na indústria transformadora, é essencial ao relançamento da economia”, considerando o Estado, por tudo isso, que reúne as condições necessárias para a concessão de incentivos fiscais.
Em outubro, a Navigator anunciou que iria aumentar a capacidade de produção e a eficiência energética da fábrica na Figueira da Foz, na sequência de um empréstimo de 40 milhões de euros, concedido pelo Banco Europeu de Investimento (BEI).
Em comunicado, o grupo industrial português adiantou, na altura, que este investimento permitirá aumentar a capacidade de produção em 12% (70.000 toneladas por ano), reduzir as emissões de poluentes e aumentar a eficiência na utilização da energia e dos recursos, “com vista a alinhar plenamente a fábrica com as especificações estabelecidas nas ‘Melhores Técnicas Disponíveis’ para a indústria da pasta e do papel”.
“A modernização da fábrica na Figueira da Foz reduzirá em 17% o consumo de energia necessário para produzir uma tonelada de pasta de papel”, referiu, explicando que “o recurso a tecnologias de produção mais modernas também contribuirá para a redução da quantidade específica de água necessária, bem como dos produtos químicos utilizados”.
Segundo a empresa, as emissões de gases com efeito de estufa “também irão baixar, graças à implementação de tecnologias mais eficientes em termos energéticos e à substituição de combustíveis fósseis por uma maior utilização de energia renovável produzida a partir de biomassa”.
Via Jornal Económico
Nota de rodapé.
Quantos postos de trabalho vão ser criados?
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