domingo, 19 de fevereiro de 2017

A Figueira é uma cidade de faz-de-conta. Endividada...

Foto Figueira na Hora
Hoje à tarde o rei trampas  e a rainha liberdade  chegaram à Estação da CP, abrindo as hostilidades do Carnaval de Buarcos / Figueira da Foz.
A dupla real foi recebida junto à estação pela Escola de Samba Unidos do Mato Grosso e em frente à Câmara Municipal pela Escola de Samba Novo Império. 
Chegados à câmara foram recebidos pelo presidente.
“Está aberta a reinação!”,  disse sua alteza a rainha...
O rei trampas e a rainha liberdade, apareceram na varanda nos paços do concelho acompanhados pelo presidente joão da horta!...

No ridículo somos os maiores!
Há coisas que, pura e simplesmente, para mim não acontecem.
Por isso, não me vale muito a pena esperar que aconteçam. 
Não há fé que me salve. 
Na realidade, só acontece o que simplesmente pode acontecer... 
Nada mais. O resto é do domínio da especulação.

O rei trampas, apareceu hoje aos súbditos do concelho governado pelo presidente joão da horta!...

Foto Pedro Agostinho Cruz
Sua Excelência o Rei Trampas (Carlos Queiroz) e a Rainha Liberdade (Romana), foram hoje recebidos pelo presidente de Câmara João Ataíde e pelas escolas de Samba figueirenses.
A saber: Unidos Do Mato Grosso, Novo Império e Gres A Rainha. 
O Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz vai continuar  nos dias 26, 27 ( desfile nocturno) e 28 de Fevereiro.
E não é brincadeira de carnaval...

Snobismo

“Figueira da Foz - erros do passado, soluções para o futuro", é um livro dos antigos Vereadores do PS António Tavares e João Vaz.
Nas 177 páginas, os leitores deparam-se com muita informação e dados indicadores pertinentes, relativamente ao estado do concelho.
Assim, António Tavares e João Vaz, abordam temas como as Finanças Municipais, alertam para o agravamento da situação financeira, Desenvolvimento Económico, Ordenamento do Território e Urbanismo, Funções Sociais, Obras e Acessibilidades, Ambiente e Qualidade de Vida, Sector Empresarial Municipal, sem esquecer a Ética, Transparência e Democraticidade.
Para quem se interessa pela politica autárquica , encontrou neste livro abundante informação, que lhe permitiu pensar e reflectir sobre o estado do concelho da Figueira da Foz.

A liberdade política trazida pela Revolução de Abril, não bastou para diluir a estratificação social. 
Em cidades como a Figueira, em certo sentido, até a acentuou. 
A sociedade figueirense tornou-se ainda mais mais compartimentada e mesquinha como se se tivesse instalado um sistema de novas castas. 
Ainda sou do tempo, em que na nossa cidade a exibição do snobismo era envergonhada.
Hoje em dia, porém, a exibição do snobismo alcançou  estatatuto: é a cretinice endeusada que se pode ver por aí...
Alguns foram mudando de ramo.
Quando passaram da oposição para a situação continuaram a ser o que sempre foram: snobes.
Snobismo é exigir, quando não se tem poder para tal, café sempre a ferver e, depois, quando se tem poder, deixar esfriar o tal café a ferver ...

Sublinhe-se e registe-se a coerência do senhor vereador da cultura dr. António Tavares...

A foto de cima, foi obtida na passada sexta-feira, no decorrer da inauguração da exposição mais recente do fotojornalista covagalense Pedro Agostinho Cruz.
A foto mais abaixo, foi obtida na inauguração de uma mostra  que decorreu no Núcleo Museológico do Mar de 8 de Junho a 23 de Agosto de 2013, que englobou cerca de 70 peças das áreas do artesanato, pintura, fotografia e desenho, e resultou da tese de mestrado de Filipe Couto, apresentada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 

"Recantos da Aldeia", "Gentes do Mar", "Alerta Costeiro 14/15", "Mário de Belém, visto por Pedro Cruz",  e "Olívia Ribau - o naufrágio não é o pior", são  5 exposições de fotografia de um jovem fotógrafo figueirense que viram a luz do dia na cidade da Figueira da Foz, entre os anos de 2010 a 2017. 

Nesta segunda Exposição do Pedro Cruz no Núcleo Museológico do Mar, sito na Rua Governador Soares Nogueira, n.º 32 - Buarcos, Figueira da Foz, que vai estar patente ao público até 31 de Maio próximo, como muito bem escreve a jornalista Bela Coutinho no Diário de Coimbra de hoje, "o ambiente era diferente de qualquer um outro na inauguração de uma exposição. No ar, e no rosto das pessoas, sentia-se tristeza e a própria sala, semi-iluminada propositadamente, também parecia de “luto”, tal como as 19 fotografias que Pedro Agostinho Cruz tem expostas. Dor, desespero, sentimento de impotência, mágoa, e muitos outros sentimentos apanhados pela objectiva do fotojornalista no dia da tragédia do naufrágio do “Olivia Ribau”. A exposição termina (como uma lufada de esperança), com o rosto do agente Carlos Santos, que, num acto de heroísmo (que lhe valeu uma medalha), conseguiu salvar duas pessoas."

Gostava de viver numa cidade onde os jovens que se preocupam com a Cultura fossem estimulados, incentivados e apoiados por quem tem o dever de o fazer.

Mas, assim não acontece. A Figueira transformou-se num clube de amigos... 
Não só por isso, mas também por isso, que a Figueira está às portas da morte. Pouco a pouco,  os burocratas do regime foram afastando os valores que a Figueira tinha. 
O maior pecado que poderia ter acontecido para com estes jovens, foi cometido: os responsáveis pela condução da política figueirense trataram-nos com indiferença. E a indiferença,  como muito bem sabe um vereador da cultura do gabarito intelectual do senhor doutor António Tavares, é a essência da desumanidade

João Traveira, um dia destes, a propósito disto, deu uma entrevista transparente e esclarecedora.

Por muito maçadora que seja a vida, hoje, numa cidade como a Figueira, ela teria que ter algum conteúdo, ideias e valores. 
E isso é algo que a Figueira deixou de ter: vivemos no vazio de ideias e competências.
A Figueira, hoje, é uma cidade  irrelevante.

A meu ver, seria uma  uma atitude que só enobreceria quem está à frente desses cargos políticos, independentemente de benefícios pessoais, dar uma palavra de incentivo e estímulo aos jovens talentos que, felizmente, ainda existem na Figueira da Foz!
Há uns dias, fui assistir ao lançamento de um livro de um jovem e talentoso escritor figueirense, de seu nome Pedro Rodrigues
Sala cheia, mas ninguém do departamento cultural da Câmara da Figueira da Foz estava presente.
O Pedro Cruz nas 5 exposições de fotografia que já levou a público na Figueira da Foz, em nenhuma delas mereceu ter a presença do senhor vereador da cultura, prémio Leya e tudo, dr. António Tavares.

Há pessoas que ufanamente gostam de apregoar a sua coerência por sempre terem pensado e agido do mesmo modo. 

A esses, eu contraponho que, coerentemente, já mudei de opinião várias vezes e que não me arrependo nada de o ter feito, nem me envergonho de o confessar publicamente. 
É tudo uma questão de se ser coerente.

À especial atenção dos que, depois dos inúmeros eventos culturais que por cá se realizam, achem que já estamos todos muito cultos, e decidam festejar isto....

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Exposição Olìvia Ribau: "o naufrágio não é o pior"... (3)


Via Figueira na Hora
Ontem, na inauguração, na presença de muitos familiares e amigos das vítimas, o autor da mostra deixou um desejo: “espero ter apresentado hoje as últimas fotografias de um naufrágio na barra da Figueira da Foz”.
“Esta exposição não é um acto invasivo na vida das pessoas mas sim uma reflexão sobre um assunto sério”, considerou Pedro Cruz que tinha a seu lado Carlos Santos, o agente da Polícia Marítima que resgatou dois tripulantes com recurso a uma mota de água.
José Esteves, presidente da Junta de Freguesia de Buarcos e São Julião, também ele um homem do mar, considerou que “o maior inimigo da Figueira é o homem”, numa alusão às condições de navegabilidade na barra.
Margarida Perrolas, chefe de Divisão de Cultura da Câmara Municipal, explicou que esta mostra resulta dos desafios lançados aos jovens criadores da Figueira da Foz para mostrarem os seus trabalhos no âmbito do Criativa – Encontro de Criadores da Figueira da Foz.
“No caso do Pedro, optámos por um espaço diferenciado e distinto, um outro local e tempo para ser vivido de outra forma”, atendendo à temática das imagens.
«Olívia Ribau: "o naufrágio não é o pior"» pode ser apreciada até 31 de maio, de segunda a sexta feira das 9 às 13 e das 14 às 17h00.

É a baralhar é que a gente se entende?

Para ver melhor, clicar na imagem.

O poder de observação agudo é vulgarmente chamado de cinismo por aqueles que não o têm. Cinismo, é uma maneira desagradável de dizer uma verdade... Niilismo, é um modo de pensar que não aceita nenhuma coação sobre o indivíduo...

João Vaz, consultor de ambiente, hoje no jornal AS BEIRAS, pretende dar um contributo sobre o "debate político" na Figueira.
 "São conhecidas as declarações de um político local do PS (já que João na sua crónica não diz o nome do político local, eu esclareço que foi o também "caralhete" João Paredes...) sobre a incompetência do executivo que tinha sido eleito pelo seu próprio partido. E aqui surge um paradoxo interessante: muitas vezes os maiores inimigos dos candidatos estão dentro do seu próprio partido. No entanto, os partidos políticos na Figueira da Foz parecem nem sequer existir de facto. A atividade é reduzida, o número de militantes ativos quase nulo e o debate político sério e consistente não existe. Aliás, quase nunca existiu e é conhecido o afastamento entre os presidentes eleitos e o partido, desde Aguiar de Carvalho que é assim. Conclusão, não há a expetativa de assistirmos a debate promovido pelos partidos. Nas redes sociais o debate político surge com algum interesse em determinados fóruns. Há propostas interessantes. Contudo, verifica-se uma tendência para a superficialidade e para o “romantismo” de querer reverter a Figueira da Foz para um passado distante. A eleição de Donald Trump mostra que o discurso político mudou. Insultar, ofender e achincalhar os adversários políticos é aceite por uma boa parte do eleitorado. “Mandar bocas” é a forma de alguns candidatos se promoverem. Assim, é natural que localmente surjam réplicas. Este discurso político cínico e niilista (“está tudo mal”) e “trumpista – “Lets make Figueira great again”, sem explicar como nem com que dinheiro, pessoalmente não me seduz."

Nota de rodapé.
Nada é tão útil para os políticos como a memória curta dos eleitores! 
João Vaz, em parte do mandato autárquico de 2005/2009, foi vereador PS, na oposição, ao executivo presidido pelo falecido eng.  Duarte Silva.
Neste momento, depois de ler a sua crónica, confesso que fiquei sem perceber se, actualmente, João Vaz se inclui nos 88% da população que não acredita nos políticos, ou nos outros 12%, que são os políticos. 
Sobre esse tema, acredito, desde há muito, que os políticos figueirenses, que conheço e conheci, se  dividem em dois grupos.
Um, constituído por gente totalmente incapaz. Outro, por gente capaz de tudo.

Tenho várias inquietações sobre a capacidade de se resolverem os problemas da Figueira.
Vejam lá no que chego a pensar!..
Que temos, como primeiro problema, no topo da piramide do poder alguém narcisista (que só pensa em si, com falta de capacidade de trabalhar em grupo, afastando tudo e todos válidos que tentam influenciar, pensando que o mundo gira à sua volta), a comandar isto, desde 2009!..
Que quem está à frente das instituições, não são “apenas” pessoas válidas: “têm” de ser do “regime”... 
Que há clientelismo e que são criados empregos à medida: ou, apenas, trabalho precário...
Que se anda a brincar à caridadezinha, distribuindo cabazes, a quem infelizmente necessita mas não se reabilita, transformando um pobre honrado, num irreversível pedinte... 
Que se patrocinam e promovem festas e festinhas, para dar circo ao  Povo e mante-lo feliz...
Que se continuam a  fazer obras de “fachada”, as chamadas obras de “regime”, que consomem recursos e cujos resultados são duvidosos...
Que temos os nossos Goebells, os bufos, que tudo e todos vigiam e transmitem superiormente... 
Contudo, ainda que poucos, há quem não preste vassalagem aos detentores do poder - deste, ou outros...

Entretanto, "de ano para ano, a praia da Figueira aumenta de volume. A areia já quase esconde o mar no horizonte!"
Será que toda esta areia a mais na praia está a encravar, cada vez mais, a máquina do regime figueirense?
Cito um extracto de uma notícia publicada, também hoje no mesmo jornal AS Beiras, assinada por J.A.
"João Ataíde foi indicado pela Concelhia do PS como candidato do partido à presidência da Câmara da Figueira da Foz, com 36 votos a favor e quatro contra
A votação realizou-se quinta-feira, à noite. “Fico satisfeito pela confiança que me foi depositada”, reagiu o recandidato independente em declarações ao Diário As Beiras. “Trata-se de uma missão de caráter político onde o conforto e o apoio do partido e dos militantes são fundamentais”, concluiu.
“João Ataíde é o candidato que nos dá melhores condições para dar continuidade ao trabalho que está a ser feito no município. Vai ser mais uma grande vitória para o partido”, declarou, por seu lado, João Portugal, presidente da Concelhia da Figueira da Foz do PS. 

Exposição Olìvia Ribau: "o naufrágio não é o pior"... (2)


Via Figueira Tv

Com a abstenção dos vereadores do PSD, foi aprovado concurso público para a reconversão e exploração da piscina-mar

Pedra sobre pedra, decisão a decisão, lentamente, assim se vai cimentando o espólio que este executivo vai deixar à posteridade figueirense. 
Neste caso, para os próximos 50 anos. Uma vida. 
Se  a proposta é sólida ou não, teremos  50 anos para ver. 
Entretanto, a opção da oposição, é a abstenção. 
Assim estão os vereadores PSD/Figueira: não tomam posição, vão-se abstendo, que o mesmo é escrever, vão empurrando com a barriga. 
E  já lá vão uns anitos.  Quatro anitos. Quatro
É assim que tudo se deixa construir ou destruir: não tomando posições claras. 
Continuemos a sorrir...

O concurso público de reabilitação, reconversão e exploração do complexo da piscina-mar foi aprovado ontem, na reunião de câmara, com os votos a favor da maioria PS e a abstenção do PSD, que através de João Armando, fez saber que concorda «que haja uma solução para o complexo», mas manifestou dúvidas de que a proposta em causa seja «suficientemente sólida».
A parte da proposta que tem a ver com a arquitetura foi apresentada por Carlos Figueiredo, autor do projeto e último concessionário deste equipamento municipal.  
A obrigatoriedade da manutenção da estalagem e da cobertura (transparente) da piscina, para poder ser utilizada durante todo o ano, mantém-se, assim como a possibilidade da utilização do antigo solário para outros fins – nomeadamente, aumentar a capacidade hoteleira, de 13 para 19 quartos. Confirma-se  a esplanada na Avenida 25 de Abril, com o necessário alargamento do passeio, e as lojas. Poderão ainda ser instalados um ginásio, uma talassoterapia, entre outros serviços. Por outro lado, vai ser colocado um elevador, com acesso à piscina e à zona hoteleira. O actual espaço de restauração também se mantém. 

Entretanto, em vez de 30 anos com possibilidade de renovação por dois períodos de 10 anos, a concessão passou para 50 anos seguidos. 
O concessionário, que vai ter de realizar as obras, cujo valor estimado são dois milhões de euros, e assegurar a exploração, não terá de pagar pela adjudicação da concessão
Para além disso, terá um período de carência de três anos para o pagamento das rendas, destinado às obras – se forem concluídas antes, começam a ser pagas após a emissão da licença de utilização. 
Durante os primeiros três anos de exploração, o valor das rendas será de 5.550 euros por ano. No quarto, quinto e sexto anos, sobe para 8.650 euros. A partir dali, estabiliza nos 14.400 euros.

Se os anteriores concessionários se queixavam da curta validade da concessão, agora, no mínimo, é questionável ter a duração de 50 anos. 
A esta questão, o executivo camarário PS contrapõe que os diversos setores de negócios podem ser explorados por terceiros, desde que o vencedor do concurso público se mantenha. 
E até existe a possibilidade de trespasse, desde que seja aprovado pela câmara
Por outro lado, do ponto de vista do actual executivo, a longevidade da concessão tem a ver com o elevado investimento do restauro e reabilitação do imóvel classificado, construído no início dos anos 50, cujo projeto é do arquitecto figueirense Isaías Cardoso, falecido há poucos dias. 
Além do investimento inicial, o concessionário tem também de garantir a conservação dos imóveis e as condições para o bom funcionamento de todos os espaços concessionados. 
Segundo as estimativas da autarquia, o investimento inicial poderá ser amortizado em 10 anos e os investimentos a efectuar ao longo da concessão (conservação, mobiliário e outros) poderão chegar aos dois milhões de euros. 
A estes, somam-se,  os outros dois milhões previstos para as obras e mobiliário iniciais. 
O concessionário pode recorrer a fundos europeus reembolsáveis com juros baixos ou nulos, por tratar-se de reabilitação urbana

Manuel Costa Cintrão: "O futuro não se aceita passivamente. Constrói-se."

CONTINUO À ESPERA QUE TODOS OS MEMBROS COM ASSENTO NA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA SE MEXAM PARA PROMOVER A CONSTITUIÇÃO E APROVAÇÃO DE UMA «COMISSÃO PERMANENTE» COM VISTA À DEFESA DO NOSSO POSTO MÉDICO QUE, MAIS QUE NUNCA, ESTÁ NA IMINÊNCIA DE FECHAR!...
Deixei passar algum tempo e, parece-me, que a inércia continua!... Por isso, continua actual o meu comentário,  publicado a 27 de Janeiro pretérito passado, bem como outros anteriores.
Neste momento apenas existe um médico de família e existem imensos utentes sem médico de família, que não são atendidos por não terem médico. Nem podem ter receitas médicas porque não há médico! Isto ultrapassou os limites e é o desespero de muitos utentes de saúde que não sabem que fazer!...
Desde sempre esses mesmos utentes de saúde tiveram médico de família e agora não têm, desde a saída do Dr. Carlos Chieira.
Nesse sentido a luta tem que coninuar sob pena de os utentes de Saúde do Posto Médico de Marinhas das Ondas não terem acesso aos cuidados de saúde primários.
Há que alertar as consciências para a luta, com maiores responsabilidades por parte dos nossos políticos da freguesia!...

Manuel Costa Cintrão

Na vida nunca se deveria cometer duas vezes o mesmo erro... Quanto mais três!.. Não há muito, mas há algo por onde escolher!

A natureza não perdoa o desleixo...

A natureza tem horror ao vácuo.
Eu sei que é uma frase feita. 
Contudo, na paisagem que a foto mostra, fica a demonstração que  sempre que o homem se desleixa, a natureza vai paulatinamente retomando o seu lugar, apagando as construções humanas que entraram em conflito com ela... 
Eis um bom exemplo do desleixo dos poderes públicos... 
E era uma vez um lindo passadiço!..

Exposição Olìvia Ribau: "o naufrágio não é o pior"...

"Nunca vi o Núcleo Museológico do Mar como hoje. 
Aliás, não me recordo de estar numa apresentação de exposição de fotografia e olhar para uma sala cheia de gente e perceber que as respostas estavam a ser dadas no silêncio. 
Que silêncio tão perturbador!..
Foi pesado! 

Quem esteve presente sabe do que falo. 
Foi mesmo pesado! 
Sei que parte das pessoas que entraram naquela sala saírem de forma diferente (...)
Vou dormir descansado, e com esperança de ter apresentado hoje as últimas fotografias de um naufrágio na barra da Figueira da Foz. 

É esse o meu desejo!"

Pedro Cruz

Cavaco faz jus à tradição: os mortos estão vivos...

daqui

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Desculpem lá, mas hoje, este espaço é ocupado com o Pedro...

Neste dia, que adivinho importante para ti, vou sublinhar-te um ponto, que eu sei que tu não precisavas para nada que eu o fizesse.
Vou falar-te do valor da dignidade.
A dignidade de um homem está no seu âmago - é o teu caso. 
Pode-se tentar humilhar, ofender, maltratar, ignorar uma pessoa, mas ninguém te consegue retirar a dignidade, já que ela te é intrínseca. 
Só tu próprio é que te poderias tornar indigno - é um poder que só tu próprio tens. 
Mais uma vez, com o processo algo conturbado, na parte final, que envolveu esta exposição, mostraste dignidade.
Nestes últimos dias tive muito orgulho em ti.
Fixa isto: a tua dignidade, nada nem ninguém, ta pode destruir.
Só tu próprio.

OLÍVIA RIBAU: "O NAUFRÁGIO NÃO É O PIOR" - HOJE, PELAS 17 HORAS, NO NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO MAR, EM BUARCOS.

JOANA COELHO
"...vamos fazer com que este caso não caia no esquecimento! Infelizmente não vou poder estar presente para apoiar o meu amigo e fotógrafo Pedro Cruz, mas vocês estão todos convidados!"
A Joana perdeu o Pai e o Tio no Naufrágio do "Olívia Ribau"
O Pedro recebeu esta mensagem da Joana Coelho: 
"Olá Pedro, tenho pena de não poder estar presente na inauguração da exposição e nem a conseguir ver depois (só devo ir a Portugal em Junho), mas tenho a certeza que fizeste um bom trabalho e que vai espelhar exactamente o outro lado do naufrágio... de facto o naufrágio não foi o pior... o pior vem depois com a perda física das pessoas que foram, com o sentimento de injustiça e a com certeza que muita coisa falhou naquele dia e é exactamente por uma mudança e por uma "justiça" que continuamos a lutar depois de 1 ano e 4 meses. 
Como tu me disseste um dia parece que as pessoas se esqueceram... mas, nunca me vou esquecer daquele mar que muitas vezes foi o meu refúgio e me transmitia tranquilidade, foi também aquele que um dia me roubou uma das pessoas mais importante da minha vida, perante o olhar de todos aqueles que tiveram a infelicidade de assistir. Desculpa o desabafo, mas passado todo este tempo ainda choro a morte do meu pai"
VAMOS FAZER COM ESTE CASO NÃO CAIA NO ESQUECIMENTO.
A mensagem da Joana, na minha opinião, transmite o sentir e a dor, autêntica e profunda, de uma filha.
Comoveu-me. 
Quem me conhece bem, sabe que por detrás desta aparência de durão (não podemos ser todos), existe um fulano que se comove com alguma facilidade. 
Quando as situações me tocam, como continua a acontecer com este infausto e infeliz acontecimento, as lágrimas chegam a humedecer-me os olhos. Não quero com isto dizer que sou um choramingas, mas fico perturbado por me sentir impotente perante o infortúnio, a dor, o desespero! 
A IMPORTÂNCIA DA EXPOSIÇÃO DO PEDRO
Esta exposição do Pedro, apesar de não poder fazer muito para alterar a situação que se continua a viver nesta nossa barra, pois apesar das tragédias que por cá aconteceram nos anos a seguir ao prolongamento dos 400 metros do molhe norte, de então para cá nada de substancial se alterou, vejo-a como a maneira de um jovem e voluntarioso foto-jornalista se oferecer inteiro - isto é, de corpo e alma, com honestidade e autenticidade ao serviço de uma causa nobre: alertar para os perigos que quem tem de arriscar a vida todos os dias para continuar a viver, tem de enfrentar nesta barra da Figueira
Esta tragédia continua a perturbar-me e não posso deixar de tomar partido. 
OS AVISOS ATEMPADOS
Cito Alfredo Pinheiro Marques, em 2006 e em 2008 (...)
"Quem vai conseguir evitar que os barcos pequenos, as embarcações de pesca e os iates de recreio, quando passarem a ter que entrar e sair nessa nova barra criada devido à nova orientação do molhe norte, se exponham ao mar de través...? Esta será uma situação que poderá vir a ser desastrosa para os pescadores e os iatistas, e ruinosa para o futuro das pescas e da marina de recreio." (...) [01.03.2006] (...) 
"Quem vai ter a culpa dessa catástrofe...?" (...) [01.10.2008]
9 MORTOS EM POUCOS ANOS
Em poucos anos, perderam-se 9 vidas na barra da Figueira, depois da obra que foi exigida, anunciada e aprovada, em 2006, 2007 e 2008.
Iniciada neste último ano, continuaram os trabalhos ao longo de 2009 e ficou pronta em 2010. 
Logo a partir desse ano começaram a alterar-se as condições da deriva sedimentar. Com o tempo acumularam-se as areias, (com a passagem dos anos as areias acumuladas começarem mesmo a contornar a cabeça do molhe norte…) e esse acrescido assoreamento  levou ao consequente alteamento das vagas nessa zona. 
Um assoreamento que, como era previsível, se avolumou mais e mais, ao longo dos anos. Os resultados não se fizeram esperar.
A LISTA DOS ACIDENTES E DOS MORTOS 
A impressionante lista dos acidentes e dos mortos pode ser de novo conferida. 
A saber.
Logo em 26.10.2010, deu-se o naufrágio da traineira "Vila de Buarcos",  na entrada da barra do porto fluvial da Figueira da Foz, com dezassete tripulantes. Felizmente, todos se salvaram.
Em 06.05.2011, a Marinha Portuguesa, meritoriamente —  antecipando a possibilidade de problemas que pudessem vir a ser causados pela nova orientação para sudoeste do molhe norte do porto fluvial da Figueira da Foz… —, fez localmente exercícios de treino (realizou um simulacro de combate à poluição marítima supostamente causada por um hipotético navio "Mondego" que haveria embatido nesse molhe norte acrescentado e alterado na sua orientação).
Mais tarde, em 17.01.2014, após os desastres seguintes (os do ano de 2013, que adiante iremos listar), a Marinha ainda viria, uma vez mais, a chamar a atenção, na Figueira da Foz, para as condições de segurança (e para a cultura da segurança…) nas actividades marítimas, quando entregou na capitania local mais uma moderna lancha rápida de socorro a náufragos. 
Contudo, infelizmente, no ano seguinte (2015), continuou sem obter do governo os meios para a disponibilidade contínua, 24 horas por dia, de pessoal para os serviços locais do ISN.
Em 10.04.2013, deu-se o duplo naufrágio, na barra do porto fluvial da Figueira da Foz, do veleiro alemão de recreio "Meri Tuuli" e da lancha da Capitania figueirense que o havia ido socorrer. Morreram dois (2) homens: um dos tripulantes, velejador alemão, e um dos agentes da Polícia Marítima, militar português, que o estava a tentar salvar. 
O iate alemão estava a tentar entrar a barra, falhou a entrada, e foi arrojado à praia do lado de fora do molhe sul.
Em 25.06.2013, deu-se o naufrágio da motora poveira "Cambola" (depois de falhar a entrada da barra), junto ao molhe sul do porto fluvial da Figueira da Foz. Nenhum tripulante se perdeu, pois foram salvos pela Marinha. Mas essa pequena embarcação de pesca costeira era a mesma que, já antes disso, em Janeiro do ano anterior (2012), havia falhado a entrada da barra e, por isso, havia encalhado no areal junto ao molhe norte desse mesmo porto fluvial (!)… E, depois disso, em Agosto desse mesmo ano de 2012, em mau estado, havia-se afundado quando estava atracada no interior deste mesmo porto…(!). 
Em 25.10.2013, deu-se a tragédia do naufrágio da motora "Jesus dos Navegantes", na saída da barra do porto fluvial da Figueira da Foz. Morreram quatro (4) dos oito pescadores, poveiros (das Caxinas), que vinham a bordo. No seguimento desse naufrágio, e da afirmação logo então feita pelo Secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, na Assembleia da República (que negou qualquer relação com o assoreamento da barra, e "salientou que é necessário que os pescadores promovam a sua própria segurança"), e após o relatório produzido pelo então capitão do porto, o mestre dessa pequena embarcação de pesca poveira, Francisco Fortunato, veio a ser perseguido, pelo Ministério Público português, criminalmente (!), com quatro acusações de "homicídio por negligência" [sic].
Em 19.08.2015, deu-se o naufrágio da motora "Ruben e Bruna", ao largo da Figueira da Foz, com um (1) morto, numa tripulação de cinco pescadores poveiros. Este naufrágio foi ao largo, e não na barra.
Em 06.10.2015, deu-se a tragédia do naufrágio do arrastão "Olívia Ribau", na entrada da barra do porto fluvial da Figueira da Foz. Morreram cinco (5) dos sete pescadores (seis figueirenses, e um da Praia de Mira).
Pouco depois (menos de uma semana depois…!) em 12.11.2015 esteve iminente um novo naufrágio (que, felizmente, não chegou a acontecer, pois foi impedido por outros barcos de pesca que se encontravam nas imediações), de um arrastão espanhol "Catrua", com pescadores galegos de Vigo, nessa mesma barra do porto fluvial da Figueira da Foz.
Por tudo isto e por muito mais, a meu ver, é importante esta exposição de um jovem figueirense (ele prefere covagalense), que tem feito do profissionalismo, da honestidade, da competência e da coerência a maneira de estar numa profissão de risco, como é ser um profissional da fotografia numa cidade "pequena" como a Figueira da Foz.
Somos memória. 
É a partir dela que tudo pode ser refeito. 
A nossa memória é o nosso sustentáculo. 
Preservá-la não é sinónimo de saudosismo, mas uma atitude de sobrevivência. 
Até as más memórias nos são úteis... 

A memória que estas fotos nos trazem, é a memória  de um futuro que terá que ser muitíssimo diferente do presente.
Também por isso: obrigado Pedro Agostinho Cruz.

A Figueira, cidade onde é sempre carnaval, é uma grande paródia...

A paródia prossegue, conforme a imagem acima, sacada da edição de hoje do jornal AS BEIRAS, comprova.
Entretanto, retomamos a normalidade do carnaval quotidiano da cidade...
Aliás, nada que não ameace estender-se a outras cidades e vilas, porque os actores que temos por cá, são muito parecidos com os demais que tomaram conta do rectângulo... 
A malta vai animar-se. O carnaval não pára.
Os reis chegam no domingo, pelas 15H0, à estação de comboios, seguindo viagem para o Grupo Caras Direitas, com paragem nos paços do concelho. 
Durante o percurso, a cantora Romana e o empresário figueirense Carlos Queirós serão acompanhados pelas três escolas de samba locais.

Lagoas...

A propaganda da câmara.
"Situadas um pouco a norte da Figueira da Foz, nas Matas Nacionais, as lagoas de Quiaios são três lagoas endorreicas, todas elas facilmente acessíveis. Rodeadas por abundante vegetação emergente, albergam geralmente um bom número de aves aquáticas, fáceis de observar.
Destaca-se em particular a presença regular de diversas espécies de patos invernantes.
A Lagoa das Braças (também conhecida por Lagoa das Três Braças) é a que se situa mais a sul, encontrando-se envolvida por vegetação densa. O melhor local de observação situa-se do lado ocidental, onde existe um abrigo que permite ver a lagoa. O nível de água na lagoa e muito variável, podendo chegar a secar completamente quando a precipitação escasseia. Havendo água, observa-se o maçarico-bique-bique. Durante o inverno, este é um local de ocorrência regular da garça-branca-grande. A vegetação que envolve a lagoa é geralmente frequentada por toutinegras-de-barrete-preto e pequenos bandos de chapins-rabilongos. Nos pinhais circundantes aparecem o pica-pau-malhado-grande, o chapim-azul e o chapim-real.
A lagoa da Vela é a maior e a mais interessante das três lagoas. Um dos melhores pontos de observação situa-se na extremidade sul, onde é possível observar as aves aquáticas, mantendo o sol pela retaguarda.
O galeirão e o pato-coelheiro, são comuns durante o inverno. Já no outono chega o maçarico-das-rochas, a Chilreta Sterna, entre outros. 
No período estival pode ser observada a garça-vermelha e a garça-real."
A realidade.

Mais fotos, aqui.