Isto, nunca deveria ser possível acontecer num País que teve
"a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio"...
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
O homem que foi espancado por um agente da PSP em frente aos dois filhos – crianças que ainda tiveram de ver o avô a ser também agredido –, após o jogo Benfica-Vitória de Guimarães, foi interrogado esta segunda-feira de manhã pelo Ministério Público. À saída do Tribunal de Guimarães, José Magalhães negou ter insultado os agentes da PSP. "Algum dia eu imaginei que ia ser agredido? Algum dia eu ia faltar ao respeito a um agente da autoridade?", questionou. "O meu pânico foi pelos meus miúdos estarem a ver o que se estava a passar."
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Antes que o vácuo tome conta de todos e nos imobilize...
Nem um gesto, nem uma palavra e nem a mínima sugestão de violência, se pressente nas palavras do jovem que foi um dos alvos desta gente.
A calma e as palavras deste jovem, para mim, só é comparável ao peso da multidão portuguesa, de braços para baixo, encurralada nas portadas institucionais.
Nem uma palavra mais dura sequer na entrevista dada à SIC "por este jovem agredido que diz que publicação do vídeo foi acto de vingança"!...
A calma e as palavras deste jovem, para mim, só é comparável ao peso da multidão portuguesa, de braços para baixo, encurralada nas portadas institucionais.
Nem uma palavra mais dura sequer na entrevista dada à SIC "por este jovem agredido que diz que publicação do vídeo foi acto de vingança"!...
A Figueira continua a esconder as verdadeiras feridas com a mentira astuta...
“No mandato anterior deste executivo camarário, foi lançado
um concurso de ideias para o areal da praia. No início dos anos 90, Aguiar de
Carvalho já tinha encomendado um estudo para o areal que veio a servir de
suporte ao plano de pormenor que no mandato de Santana Lopes se iniciou.
Entendeu o actual executivo fazer tábua rasa de todo esse trabalho e na senda
do que já havia feito com o logótipo que se tornou marca do concelho, resolveu
que tinha que ter o seu próprio projecto. Desse concurso de ideias resultou um projecto
vencedor que foi dado à estampa em plena campanha eleitoral em outdoors
colocados na avenida marginal. Um investimento de 110 Milhões de euros era o
necessário para o cumprimento dos sonhos do executivo camarário. Após os 60 mil
euros gastos no prémio do concurso de ideias, seguiu-se uma adjudicação à
equipe vencedora, de mais 50 mil euros, para que desenvolvesse o projecto que
justificaria a intenção da câmara de municipalizar parte do areal. Recorde-se
que foi com base nesta ideia que se deixou de limpar a praia para justificar
junto da tutela que aquela enorme extensão de areal, não deveria ser
considerada como praia. Afinal, sabemos agora, que o projecto que se vai
desenvolver é um projecto minimalista que nada tem haver com o que foi
apregoado. O executivo camarário sabia bem da impossibilidade de desenvolver
este plano, mas enfim, funcionou bem na campanha eleitoral e é mais uma
promessa a juntar a tantas outras, que de reais só mesmo os outdoors que as
anunciaram.”
Em tempo.
Em tempo.
Na nossa cidade, como aconteceu desde que tenho memória, os responsáveis políticos optaram sempre por esconder as verdadeiras feridas com a mentira astuta ("o embuste", como escreve hoje na sua habitual crónica no jornal AS BEIRAS, Miguel Almeida).
Dois exemplos, apenas, da mania das grandezas da elite local, para não nos alongarmos muito.
Todos nos lembramos certamente ainda do projecto megalómano da ligação entre a Figueira e Fátima, em TGV monocarril, no tempo do falecido Aguiar de Carvalho ou do Estádio de Lavos, do tempo do mediático Santana Lopes.
João Ataíde, também aqui, não quereria fazer diferente e lá anunciou a "bagatela" de 110 Milhões de euros para o projecto para transformar, uma vez por todas, a outrora Praia da Claridade na futura Praia da Calamidade.
Até agora, porém, a vegetação na Praia da Calamidade, é a única testemunha viva e pujante do megalómano projecto...
Como sabemos, estas coisas, agora (apesar do actual executivo camarário ter no seu seio um competente vereador e, ao mesmo tempo, também um talentoso especialista em Teatro, tanto na escrita de peças como na encenação...) são mais difíceis de credibilizar...
As curvas do destino amedrontam os bichos e também deviam servir para colocar juízo na cabecinha dos homens.
As garras da mentira podem ser apenas a face do desespero que se tornou visível...
E aquilo que podia ser, simplesmente, uma jogada política pode transformar-se num aterro para cadáveres políticos.
Areia e lixo não faltam na Praia da Calamidade.
Dois exemplos, apenas, da mania das grandezas da elite local, para não nos alongarmos muito.
Todos nos lembramos certamente ainda do projecto megalómano da ligação entre a Figueira e Fátima, em TGV monocarril, no tempo do falecido Aguiar de Carvalho ou do Estádio de Lavos, do tempo do mediático Santana Lopes.
João Ataíde, também aqui, não quereria fazer diferente e lá anunciou a "bagatela" de 110 Milhões de euros para o projecto para transformar, uma vez por todas, a outrora Praia da Claridade na futura Praia da Calamidade.
Até agora, porém, a vegetação na Praia da Calamidade, é a única testemunha viva e pujante do megalómano projecto...
Como sabemos, estas coisas, agora (apesar do actual executivo camarário ter no seu seio um competente vereador e, ao mesmo tempo, também um talentoso especialista em Teatro, tanto na escrita de peças como na encenação...) são mais difíceis de credibilizar...
As curvas do destino amedrontam os bichos e também deviam servir para colocar juízo na cabecinha dos homens.
As garras da mentira podem ser apenas a face do desespero que se tornou visível...
E aquilo que podia ser, simplesmente, uma jogada política pode transformar-se num aterro para cadáveres políticos.
Areia e lixo não faltam na Praia da Calamidade.
domingo, 17 de maio de 2015
Estão à vontade para escolher qual será o nosso caso...
"Nós temos provas dadas", afirmou Passos Coelho.
Claro que estas provas só estão acessíveis a dois tipos: ou aos ricos; ou aos estúpidos.
Claro que estas provas só estão acessíveis a dois tipos: ou aos ricos; ou aos estúpidos.
Não havia necessidade...
A pinça da paciência com que costumo escrever, conseguiu retirar as impurezas do texto que pensava publicar, depois de ter visto a primeira página do Jornal de Notícias de hoje, um jornal que se considera a si mesmo "um título incontornável no panorama da imprensa portuguesa".
Felizmente, dentro de mim, moram as armas dos obstinados - a paciência e a persistência - e burilei o texto.
Mas, sinceramente, a meu ver era escusada esta utilização de mau gosto do maior ícone vimaranense e um dos maiores do nosso País.
Eu sei no sitio em que vivo.
Eu sei que o jornal - tal como a televisão e a rádio - tem de dar o entretimento predilecto do povo - o futebol.
Eu sei que o futebol não ajuda a sair da crise.
No entanto, para a maioria, os pontapés no couro servem para desopilar, esquecer os problemas e, sobretudo, para insultar uns senhores que antigamente vestiam de preto.
É de pensar renovar o voto
"Começa-se mesmo a perceber no país que o resultado das eleições não está fechado. Desenganem-se aqueles que acham que têm um direito natural a governar" - Pedro Passos Coelho, ontem à noite em Guimarães.
Os portugueses sabem com o que podem contar com Passos Coelho e Paulo Portas.
4 anos deram para ver e sentir.
Mas, eles ainda não completaram a obra. Falta algo: ainda não foram capazes de tornar a mão-de-obra ainda mais barata para as empresas.
Não é uma incerteza este desígnio de Passos e Portas se ganharem as próximas legislativas. Foi o próprio Passos que o afirmou um dia destes no Parlamento.
Por conseguinte, as coisas estão claras e límpidas: o capital é quem mais ordena.
O "aguenta aguenta" como Ulrich sabe, não foi uma distracção, foi uma afirmação segura de um modelo de pensamento e de gestão que pauta Portugal e o mundo.
A nós, cabe o dever e a obrigação de carregar, às costas e de bolsos vazios, os bancos e as grandes empresas, financiadores das campanhas laranja e azul, tudo pseudo-católico e bons chefes de família abençoados pela Santa Madre Igreja.
Há lugares à espera para alguns dos "bons meninos" que fizerem, sem discutir, o que lhes mandam fazer.
O emprego, segundo o senhor Primeiro-ministro, tem custos elevados para as empresas.
Sublinhemos a clareza de raciocínio deste governo.
Coitadas das empresas que para terem trabalhadores ainda têm a obrigação de lhes pagar um salário. Bons e gratificantes tempos, eram os do trabalho servil, de sol-a-sol, supervisionados de chibata na mão.
Há pessoas e governos que vivem fora de tempo - que saudades da escravatura...
O trabalho, em Portugal, ainda é pago, em média, a 581€ mensais.
Uma completa e desnecessária exorbitância, portanto!..
A terminar: no entanto, se acham que este governo tem direito a governar mais 4 anos - votem!
Depois vão queixar-se ao Camões...
Quando estamos a poucos meses de renovar o voto, convém não esquecer que "o rating da República que estava no lixo antes da chegada do "Messias", no lixo ficou. A dívida pública, nuns lastimáveis 93,4% do PIB em 2010, está hoje, depois da terapêutica, nos 128,9% do produto. E o défice, alfa e ómega de toda a narrativa, não é líquido, de acordo com todas as instituições internacionais, que cumpra o objectivo de ficar abaixo dos 3%. Mas há as taxas de juro em mínimos históricos, dizem-nos em jeito de medalha no currículo. Pois, mas convém explicar que, mesmo aí, o mérito não é do médico mas do "canhão Draghi" e da intervenção do Banco Central Europeu."
Os portugueses sabem com o que podem contar com Passos Coelho e Paulo Portas.
4 anos deram para ver e sentir.
Mas, eles ainda não completaram a obra. Falta algo: ainda não foram capazes de tornar a mão-de-obra ainda mais barata para as empresas.
Não é uma incerteza este desígnio de Passos e Portas se ganharem as próximas legislativas. Foi o próprio Passos que o afirmou um dia destes no Parlamento.
Por conseguinte, as coisas estão claras e límpidas: o capital é quem mais ordena.
O "aguenta aguenta" como Ulrich sabe, não foi uma distracção, foi uma afirmação segura de um modelo de pensamento e de gestão que pauta Portugal e o mundo.
A nós, cabe o dever e a obrigação de carregar, às costas e de bolsos vazios, os bancos e as grandes empresas, financiadores das campanhas laranja e azul, tudo pseudo-católico e bons chefes de família abençoados pela Santa Madre Igreja.
Há lugares à espera para alguns dos "bons meninos" que fizerem, sem discutir, o que lhes mandam fazer.
O emprego, segundo o senhor Primeiro-ministro, tem custos elevados para as empresas.
Sublinhemos a clareza de raciocínio deste governo.
Coitadas das empresas que para terem trabalhadores ainda têm a obrigação de lhes pagar um salário. Bons e gratificantes tempos, eram os do trabalho servil, de sol-a-sol, supervisionados de chibata na mão.
Há pessoas e governos que vivem fora de tempo - que saudades da escravatura...
O trabalho, em Portugal, ainda é pago, em média, a 581€ mensais.
Uma completa e desnecessária exorbitância, portanto!..
A terminar: no entanto, se acham que este governo tem direito a governar mais 4 anos - votem!
Depois vão queixar-se ao Camões...
Quando estamos a poucos meses de renovar o voto, convém não esquecer que "o rating da República que estava no lixo antes da chegada do "Messias", no lixo ficou. A dívida pública, nuns lastimáveis 93,4% do PIB em 2010, está hoje, depois da terapêutica, nos 128,9% do produto. E o défice, alfa e ómega de toda a narrativa, não é líquido, de acordo com todas as instituições internacionais, que cumpra o objectivo de ficar abaixo dos 3%. Mas há as taxas de juro em mínimos históricos, dizem-nos em jeito de medalha no currículo. Pois, mas convém explicar que, mesmo aí, o mérito não é do médico mas do "canhão Draghi" e da intervenção do Banco Central Europeu."
sábado, 16 de maio de 2015
Disponibilizem a praia da Figueira para a expansão das hortas...
O texto acima, que a meu ver é interessante e merece ser divulgado e lido, é a crónica publicada hoje no jornal AS BEIRAS, assinada pelo eng. João Vaz.
Como escrevi há tempos aqui, «não sou adivinho. Não tenho grandes fontes privilegiadas. Portanto, resta-me andar o mais atento possível e tentar ler os sinais.
A Ana já explicou alguma coisa. A ideia é "perder características de praia", para "se poder fazer lá alguma coisa". O António explicou muita coisa. "Esta é a única praia que conheço que era lavrada", disse o vereador, que considerou "positivo o surgimento de condições naturais no solo que possam vir a permitir à autarquia reclamá-lo para equipamentos, já que está a «deixar de ser praia".
Complementado o que escreve o eng. João Vaz, hoje, no jornal AS BEIRAS, apesar de saber que estamos num momento delicado, porque a Figueira está em plena travessia do deserto, no que a ideias políticas diz respeito, e eu como figueirense estou a suportar um calor quase insuportável, mesmo assim, vencendo o medo, fica o meu desinteressado contributo: e porque não disponibilizar os espaços verdes da praia outrora da Claridade, agora da "Calamidade", para a desejada expansão das hortas urbanas?..
Os tomates já lã estão... Plantem alfaces para complementar a salada...
Essa proactividade não há meio de chegar?...
Estamos quase na época alta, mas a cidade continua suja e triste.
No Bairro Novo, cheira a mofo, os ácaros por lá continuam, apesar das palavras escritas que nos hão-de guiar um dia: "... não conseguimos perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."
E continuamos no desalento, sem nunca chegarmos a "proactivos".
Os anos vão passando, eles pelo poder lá vão estando e, com eles lá, o desânimo, a infelicidade, a amargura acumulam-se.
E qualquer dia já não somos os mesmos - estamos a envelhecer.
Quem vai continuar é o rio, imponente, a correr para o mar, a correr sabe-se lá para onde!..
A Figueira cá continua, no seu ramerrão, governada por politicozinhos, que é o que merece uma "cidade imoral".
No Bairro Novo, cheira a mofo, os ácaros por lá continuam, apesar das palavras escritas que nos hão-de guiar um dia: "... não conseguimos perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."
E continuamos no desalento, sem nunca chegarmos a "proactivos".
Os anos vão passando, eles pelo poder lá vão estando e, com eles lá, o desânimo, a infelicidade, a amargura acumulam-se.
E qualquer dia já não somos os mesmos - estamos a envelhecer.
Quem vai continuar é o rio, imponente, a correr para o mar, a correr sabe-se lá para onde!..
A Figueira cá continua, no seu ramerrão, governada por politicozinhos, que é o que merece uma "cidade imoral".
Balanço de uma semana com a Figueira na montra mediática: estamos no bom caminho...
Balanço da notícia da semana em Portugal:
"As miúdas mereciam um enxerto de porrada, as miúdas já tiveram a sua dose e estão arrependidas, os pais das miúdas é que são os culpados porque não lhes deram educação, os pais das miúdas é que são os culpados porque não lhes deram porrada, os pais das miúdas não têm culpa nenhuma e são gente de bem e estão de rastos, as miúdas deviam ir para um internato, as miúdas deviam ter uma nova oportunidade, se o miúdo fosse meu filho eu ia à Polícia, se o miúdo fosse meu filho eu ia atrás das miúdas para lhes dar uma coça, o miúdo fez bem em não se defender, o miúdo nem se tentou defender, o miúdo alguma coisa deve ter feito, as miúdas não tinham noção da gravidade do que faziam, as miúdas sabiam bem como era grave e até paravam a porrada quando pressentiam alguém, a escola é que tem a culpa, os pais é que têm a culpa, a sociedade é que tem a culpa, as redes sociais é que têm a culpa, eu nem consegui ver mais que dez segundos que quase tive um afrontamento, eu não vi mas contaram-me."
Tudo isto, apenas, porque os telemóveis têm câmara de filmar!..
Em nosso redor a degradação humana avança e o travão não funciona.
Hoje, o que interessa a dignidade de uma vida, que valor têm os princípios ou as ideias?
Hoje, o que conta é o telemóvel que usas e as filmagens que consegues fazer com ele...
"As miúdas mereciam um enxerto de porrada, as miúdas já tiveram a sua dose e estão arrependidas, os pais das miúdas é que são os culpados porque não lhes deram educação, os pais das miúdas é que são os culpados porque não lhes deram porrada, os pais das miúdas não têm culpa nenhuma e são gente de bem e estão de rastos, as miúdas deviam ir para um internato, as miúdas deviam ter uma nova oportunidade, se o miúdo fosse meu filho eu ia à Polícia, se o miúdo fosse meu filho eu ia atrás das miúdas para lhes dar uma coça, o miúdo fez bem em não se defender, o miúdo nem se tentou defender, o miúdo alguma coisa deve ter feito, as miúdas não tinham noção da gravidade do que faziam, as miúdas sabiam bem como era grave e até paravam a porrada quando pressentiam alguém, a escola é que tem a culpa, os pais é que têm a culpa, a sociedade é que tem a culpa, as redes sociais é que têm a culpa, eu nem consegui ver mais que dez segundos que quase tive um afrontamento, eu não vi mas contaram-me."
Tudo isto, apenas, porque os telemóveis têm câmara de filmar!..
Em nosso redor a degradação humana avança e o travão não funciona.
Hoje, o que interessa a dignidade de uma vida, que valor têm os princípios ou as ideias?
Hoje, o que conta é o telemóvel que usas e as filmagens que consegues fazer com ele...
sexta-feira, 15 de maio de 2015
"A minha política é o trabalho" (... os portugueses merecem mesmo um Salazar em cada século...)
"70% dos jovens entre os 15 e os 24 anos admitem ir trabalhar para o estrangeiro"...
Na mesma faixa etária, 57% dizem não se interessarem “nada” por política.
Via jornal Público
Na mesma faixa etária, 57% dizem não se interessarem “nada” por política.
Via jornal Público
Uma foto desta manhã...
Cuidado com a anarquia (já todos associámos a anarquia à falta de tomates...), pois um pouco mais abaixo há tomates a crescer na praia...
Recordemos, a propósito, as palavras do vereador António Tavares.
«Esta é a única praia que conheço que era lavrada», disse então o vereador, que considera positivo o surgimento de condições naturais no solo que possam vir a permitir à autarquia reclamá-lo para equipamentos, já que está a «deixar de ser praia»".
O vereador, como sabemos, é um intelectual conceituado... E há uma poesia, um cinema, uma pintura que são um itinerário místico...
Todavia, fica o alerta, os maiores disparates, as maiores tragédias, começaram quase sempre com as melhores das intenções!..
Portanto, cuidado com a anarquia patente pelas ruas, pelas praças, pelas Aldeias e, sobretudo, pelas praias...
Quem sai de casa, logo pela manhã, não tem necessidade de tropeçar em trabalhos inesperados...
Recordemos, a propósito, as palavras do vereador António Tavares.
«Esta é a única praia que conheço que era lavrada», disse então o vereador, que considera positivo o surgimento de condições naturais no solo que possam vir a permitir à autarquia reclamá-lo para equipamentos, já que está a «deixar de ser praia»".
O vereador, como sabemos, é um intelectual conceituado... E há uma poesia, um cinema, uma pintura que são um itinerário místico...
Todavia, fica o alerta, os maiores disparates, as maiores tragédias, começaram quase sempre com as melhores das intenções!..
Portanto, cuidado com a anarquia patente pelas ruas, pelas praças, pelas Aldeias e, sobretudo, pelas praias...
Quem sai de casa, logo pela manhã, não tem necessidade de tropeçar em trabalhos inesperados...
ALERTA COSTEIRO 14/15, em breve num espaço perto de si...
Depois de na primeira tentativa a exposição ter sido censurada, ALERTA COSTEIRO14/15, em novo formato, vai estar em breve aberta ao público, num espaço perto de si.
Nada vai mudar se o português não quiser mudar o óbvio: ele próprio...
O português é assim: só sabe chorar sobre o leite derramado.
Fazer aquilo que deve, em tempo útil, não é com ele...
Está sempre à espera que outros o façam.
Já agora: atenção às eleições que aí vêm. E atenção às alternativas políticas...
A palavra democracia, apesar do acordo ortográfico, ainda quer dizer o mesmo: "o dia inicial inteiro e limpo", que chegou num dia de Abril, numa primavera de 1974, onde os pássaros cantaram cantigas sorridentes.
Neste momento, a democracia anda escondida num sítio medonho, por um governo vestido com a cor da democracia, que leva mais de 3 anos a legislar tristezas que a Constituição tem rejeitado...
Fazer aquilo que deve, em tempo útil, não é com ele...
Está sempre à espera que outros o façam.
Já agora: atenção às eleições que aí vêm. E atenção às alternativas políticas...
A palavra democracia, apesar do acordo ortográfico, ainda quer dizer o mesmo: "o dia inicial inteiro e limpo", que chegou num dia de Abril, numa primavera de 1974, onde os pássaros cantaram cantigas sorridentes.
Neste momento, a democracia anda escondida num sítio medonho, por um governo vestido com a cor da democracia, que leva mais de 3 anos a legislar tristezas que a Constituição tem rejeitado...
Portas vai ter de engolir a verdade imaculada do livro...
A maioria das pessoas não diz o que pensa.
Talvez, por se sentirem retraídas, com medos que nem sequer consigo imaginar.
Ou, quiçá, por saberem que o mundo em que vivem não está preparado para conviver com a verdade. Ou, simplesmente, porque gostam de viver na mentira.
Pelos vistos, as verdades imaculadas apenas se encontram nos livros…
quinta-feira, 14 de maio de 2015
31...
O 31 que vai pelo 31 da Armada!..
Tudo porque José Maria Barcia escreveu: “uma alucinação de meninos com fome e frio que se tornou num dos maiores produtos de marketing da Igreja Católica“.
A caixa de comentários está de gritos...
Tudo porque José Maria Barcia escreveu: “uma alucinação de meninos com fome e frio que se tornou num dos maiores produtos de marketing da Igreja Católica“.
A caixa de comentários está de gritos...
Soluções dentro da Câmara?...Oh Rui, desculpa lá, mas dentro da câmara, fecha-se a porta. E que ninguém os chateie...
Crónica de Rui Curado da Silva, hoje no jornal AS BEIRAS.
"Governo preparado para vender a TAP em duas semanas"!..
É um erro, mas perante a actuação continuada deste governo, triste e miserável, um gajo até fica um bocado em baixo...
Mas eles aí estão: não têm princípios, maneiras, vergonha na cara.
Até ao último dia vão certamente tentar privatizar tudo e mais alguma coisa - nem que se a trote e às três pancadas.
Aumentaram a dívida, os níveis de desemprego, arrasaram com o investimento, correram do país uma parte importante da população e tiraram a esperança e comprometeram a sanidade dos que não conseguiram ou não quiseram sair.
Vivemos num clima de miséria moral, onde vale tudo, começando pela falta de vergonha na cara e pela ignorância descarada.
A política tornou-se uma coisa rasteira.
A palavra de nada vale, a honra é o que as agências de comunicação quiserem que seja, as estatísticas e os números são manipulados e dão para tudo...
Confesso que já não os posso ver em lado nenhum!
Mas, isso sou eu...
Alguns - iremos daqui a poucos meses ver quantos milhares - só irão acordar quando estivermos no défice zero, conduzidos por Passos Coelho.
Mas eles aí estão: não têm princípios, maneiras, vergonha na cara.
Até ao último dia vão certamente tentar privatizar tudo e mais alguma coisa - nem que se a trote e às três pancadas.
Aumentaram a dívida, os níveis de desemprego, arrasaram com o investimento, correram do país uma parte importante da população e tiraram a esperança e comprometeram a sanidade dos que não conseguiram ou não quiseram sair.
Vivemos num clima de miséria moral, onde vale tudo, começando pela falta de vergonha na cara e pela ignorância descarada.
A política tornou-se uma coisa rasteira.
A palavra de nada vale, a honra é o que as agências de comunicação quiserem que seja, as estatísticas e os números são manipulados e dão para tudo...
Confesso que já não os posso ver em lado nenhum!
Mas, isso sou eu...
Alguns - iremos daqui a poucos meses ver quantos milhares - só irão acordar quando estivermos no défice zero, conduzidos por Passos Coelho.
AO- oh, oh!..
Sobre um acordo, mesmo que seja ortográfico, é meu entendimento, que a sua aceitação passa por uma convergência de, pelo menos, duas vontades.
Neste caso concreto a minha é diferente - diverge.
Li, ouvi e vi que o AO passou a ser obrigatório.
Li, ouvi e vi, que quem não escrever segundo os ditames do novo AO, desde ontem, passou a escrever com erros.
Vou continuar a errar até ao fim dos meus dias.
Entre escrever com erros oficiais e escrever com erros pessoais, vou continuar a preferir a segunda opção.
Neste caso concreto a minha é diferente - diverge.
Li, ouvi e vi que o AO passou a ser obrigatório.
Li, ouvi e vi, que quem não escrever segundo os ditames do novo AO, desde ontem, passou a escrever com erros.
Vou continuar a errar até ao fim dos meus dias.
Entre escrever com erros oficiais e escrever com erros pessoais, vou continuar a preferir a segunda opção.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
"Com menos habitantes e muitos visitantes (por terra, ar e mar), que prepara a região e a Figueira aos turistas prometidos?"
Crónica publicada hoje no jornal AS BEIRAS, pelo eng. Daniel Santos.
Em tempo.
Desde a década de 90 do século passado, comparável ao sucesso da passagem de grandes navios de cruzeiros pelo porto da Figueira da Foz, só a passagem de aviões pelo aeroporto de Beja!
Em tempo.
Desde a década de 90 do século passado, comparável ao sucesso da passagem de grandes navios de cruzeiros pelo porto da Figueira da Foz, só a passagem de aviões pelo aeroporto de Beja!
terça-feira, 12 de maio de 2015
Os cruzeiros, o pelado do Cabedelo e Camões...
Desde 1990, que os cruzeiros vêm à
nossa cidade, sem que os figueirenses tenham recolhido disso qualquer
benefício.
Uma ou duas excursões vindas de Fátima, que passem por
cá, com a venda de umas minis e uns copos de tinto, apesar das despesas com as mijadelas nos mictórios do Jardim Municipal, sempre dão mais lucro
aos comerciantes da nossa cidade que a vinda dos endinheirados
passageiros dos cruzeiros.
Esses, que se saiba, comeram, beberam e dançaram - tudo à borla - e foram para Coimbra.
Houve polémica antes da chegada do "Corinthian". Ao que disseram, inclusivamente ouvi
isso na Assembleia Municipal, a Figueira, neste momento, não tem
nada de especial para mostrar aos que nos visitam por mar.
Nada de mais errado: ironia das ironias,
a Figueira tem uma relíquia, uma coisa que deve ser praticamente
única em Portugal e na Europa – o campo de futebol do Grupo
Desportivo Cova-Gala.
Para o próximo cruzeiro que arribar ao
nosso porto – é em outubro, ao que veio nos jornais – é só coordenar as coisas, e trazer os endinheirados turistas a esta outra margem a ver algo da
pré-história, peculiar e impossível de ver no seu país. Qual Serra da Boa Viagem, quais Lagoas,
qual Casino, quais Museus, qual CAE, qual Salgado, qual Praia, qual
gastronomia?..
Nada disso.
Os figueirenses podem surpreender os
ilustres visitantes com um jogo de futebol, a contar para a prova
rainha da Associação de Futebol de Coimbra, disputado num pelado
pré-histórico que já não existe em lado nenhum...
Aquilo sim é futebol autêntico e genuíno, só
comparável a Camões, que escreveu os seus poemas conforme viveu: com dificuldades.
Tal como nós, covagalenses, foi um poeta marcado por múltiplas
experiências e vicissitudes. Mas, da dureza que a realidade lhe
apresentava, brotou uma obra singular que nos define enquanto cultura
e enquanto parte da Humanidade...
É o que vai acontecer ao futebol na nossa Aldeia!
Perante a hipocrisia, valha-nos a
ironia com os dentes afiados...
Não alinho em merdas
"O acordo ortográfico passa a ser obrigatório em Portugal, já amanhã"!
Ainda não adoptei, nem vou adoptar, este acordo ortográfico. Prefiro escrever com erros pessoais a fazê-lo com erros oficiais.
Além do mais, este "acordo ortográfico é uma merda".
E vai passar a ser oficial!..
Ainda não adoptei, nem vou adoptar, este acordo ortográfico. Prefiro escrever com erros pessoais a fazê-lo com erros oficiais.
Além do mais, este "acordo ortográfico é uma merda".
E vai passar a ser oficial!..
Não sei que escrever mais! Talvez falte apenas deixar um obrigado...
Como na Figueira os incautos não buscam a sapiência no museu nem no CAE - coisas que faltam noutras cidades - e preferem o Ruizinho de Penacova, antes que apareça alguém a dançar ao ritmo pimba do Emanuel, o que continua a fazer falta é agitar a malta...
Dentro da minha modéstia e pequenez, limito-me a citar algumas palavras de um homem, que ainda há poucos anos alguns julgavam um fantasma sem rosto, invisível e sem sentimentos, aparentemente frio e objectivo, mas que agora sabemos sensível, também escritor e vereador, que sabe pensar, que é mestre em lisonjear e ser servil ao poder, acima de tudo com o seu silêncio, em especial ao emanado do presidente, que passou a vestir-se como deve ser, que nunca levanta a voz, e que um dia apareceu num cargo de decisão política, onde serve zelosamente...
Dentro da minha modéstia e pequenez, limito-me a citar algumas palavras de um homem, que ainda há poucos anos alguns julgavam um fantasma sem rosto, invisível e sem sentimentos, aparentemente frio e objectivo, mas que agora sabemos sensível, também escritor e vereador, que sabe pensar, que é mestre em lisonjear e ser servil ao poder, acima de tudo com o seu silêncio, em especial ao emanado do presidente, que passou a vestir-se como deve ser, que nunca levanta a voz, e que um dia apareceu num cargo de decisão política, onde serve zelosamente...
“É evidente, para quem
acompanha os múltiplos
eventos do concelho, que
os figueirenses vivem de
costas uns para os outros.
Cada qual preocupa-se com
a sua “quintinha” e pressupõe
que não acontece mais nada.
Quantos figueirenses visitaram
a magnífica exposição
de Alberto de Lacerda que o
museu promoveu? Quantos
assistiram ao extraordinário
concerto de Fábio Falsetta
e Sandro Meo, no CAE, com
entrada gratuita?
Quantos irão agora visitar a
exposição de arte australiana
inaugurada pela embaixadora
deste país no passado sábado?
Como pode a atracão
principal da feira de sabores
ser o Ruizinho de Penacova,
quando temos grupos
musicais, corais, folclóricos e
outros de excelente qualidade?
Se, como diz Mário
Esteves, da associação, “é
preciso acordar, unir esforços
e sinergias”, pois que se faça,
mas o exemplo deve começar
lá por casa.”
Grandes primeiras páginas figueirenses...
Olhem bem para esta primeira página do jornal "A Voz da Figueira", datada de 11 de julho de 1996! Para verem melhor, cliquem na imagem.
Desde a década de 90 do século passado, comparável ao sucesso da passagem de grandes navios de cruzeiros pelo
porto da Figueira da Foz, só a passagem de aviões pelo aeroporto
de Beja!
Se leram com atenção, deram conta que, passados quase 19 anos, a Figueira continua o deserto que já então era na maior parte do ano!..
Pouco mudou, para melhor, e, nalguns aspectos, como na possibilidade do exercício da cidadania numa sociedade democrática, recuámos.
E o que é que o figueirense terá que fazer para tentar acabar com o deserto em que transformaram a cidade e o concelho?
Talvez começar por sacudir a areia da cabeça...
Os mais de 9 anos que o meu blogue tem de existência, provam que há muitas maneiras de os cidadãos tentarem intervir na sociedade em que se inserem, para além dos partidos.
Pouco mudou, para melhor, e, nalguns aspectos, como na possibilidade do exercício da cidadania numa sociedade democrática, recuámos.
E o que é que o figueirense terá que fazer para tentar acabar com o deserto em que transformaram a cidade e o concelho?
Talvez começar por sacudir a areia da cabeça...
Os mais de 9 anos que o meu blogue tem de existência, provam que há muitas maneiras de os cidadãos tentarem intervir na sociedade em que se inserem, para além dos partidos.
Dizer que só através dos partidos se
pode fazer intervenção cívica é redutor.
Podemos fazê-lo através de diversos
meios. E aqueles que, como eu, para o
peditório dos partidos já deram há muitos anos, mas gostam da sua
Aldeia, do seu Concelho e do seu País – pelo menos, tanto como os
políticos partidários - e acreditam que têm coisas para dizer, há a obrigação de falar e
recordar promessas enganadoras e mentirosas e registar e sublinhar o que entendam mereça ser
elogiado. Sem colocar em causa a importância dos
partidos em democracia, acredito que há democracia para além dos
partidos.
Portanto, porque o conhecimento se constrói com pedaços de saber, fica uma primeira página do jornal "A Voz da Figueira" de 11 de julho de 1996, para os contentinhos que se masturbaram
com a vinda do "Corinthian", porque não conhecem o passado dos
políticos figueirenses, que sempre se limitaram, ao longo de
décadas, a bufar palavras incultas e promessas ocas e vãs.
Raios partam a minha memória!.. Quase me sinto a sufocar. Quem não conhecer os políticos figueirenses, que os compre...
segunda-feira, 11 de maio de 2015
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