quarta-feira, 20 de agosto de 2014
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Dia Mundial da Fotografia
![]() |
| foto de Pedro Agostinho Cruz |
"Se pudesse contar a história com palavras, não precisava de arrastar comigo uma máquina fotográfica." - Lewis Hine
Devo declarar que a crónica de hoje do vereador Tavares está bonita e jeitosa...
… e,
de entre as várias pérolas e tiradas sublimes, a meu ver, merece
destaque o seguinte, com o que aliás concordo e passo a resumir (se
quiserem ler a crónica, comprem o jornal...): “os tempos no poder
autárquico são outros. Já não estão para construção de
rotundas, para implantação de oásis que se transformam em lixo,
muito menos para reparar o repuxo do jardim municipal...”
E
se não percebermos isto, temos todas as condições para voltar ao
passado despesista...
Contudo, definitivamente, esta é uma terra onde é sempre carnaval. Até no verão!.. E na passagem de ano!.. Tristezas não pagam dívidas!..
Nos
tempos do Estado Novo, dizia-se que quem não estava com o poder
estava inevitavelmente contra o país.
Nos
tempos que passam, na Figueira quem não está sempre com o poder está
inevitavelmente contra o executivo.
É
obra!... Nesta terra é sempre carnaval: até no verão!..
Por
mim falo.
Vivo aqui e observo o governo da urbe. E, decorridos mais de 5 anos, também, já vai faltando
a paciência para conceder o benefício da dúvida a estas políticas...
Na Aldeia... (XII)
Presumo
que acontece com todos: por vezes, temos a sensação de que estamos
sozinhos.
Não,
exactamente, em termos do que pensamos, porque sabemos que há muitas
pessoas a pensar como nós.
Só
que a Aldeia é, porventura, já tão grande e tão dispersa que
deve ser muito difícil às pessoas que pensam como nós, juntarem-se.
Estamos
dispersos e separados e não sabemos uns dos outros.
Essa
é a solidão.
"O sistema" figueirense...
Quem
acompanhou a política figueirense nos últimos 30 anos, sabe que
grande parte da ficção e da teatralidade a que chegámos na vida politica indígena, foi
baseada numa hierarquia da deslealdade.
No
decorrer destes anos todos, no interior dos partidos figueirenses
houve sempre um esforço de acomodação da discordância, claro,
enquanto não era possível passar para o capítulo seguinte – o
domínio da traição.
Para
isso acontecer, recorda quem tem memória, além de deserções e
facadas nas costas, houve mesmo momentos de alta tensão com troca de
insultos e mudanças de partido.
Apesar
do triste espectáculo, dado em momentos mais quentes por alguns
protagonistas famosos por cá, do que mais gostei de ter assistido
foi ao espalhafato – deu para ver que, apesar de tudo, quando estão
em causa lugares e mordomias, mesmo na Figueira, o âmbito de
aplicação do dever de obediência é bastante restrito na política.
Por
cá, como vimos ainda recentemente e vamos ver num futuro
relativamente próximo, tudo continua como dantes: para a divergência poder passar a traição,
tem
que se fazer tudo o que for possível para diminuir as hipóteses dos
outros chegarem ou de se manterem no poder...
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Não se prendam com pormenores...
Com o objectivo de minimizar as inundações que acontecem ciclicamente na rua da República e zonas adjacentes, a Câmara Municipal da Figueira da Foz terminou recentemente uma primeira fase de intervenções pontuais.
A operação incidiu sobretudo na rua 10 de Agosto e na rua da República, onde, segundo fonte da autarquia figueirense, está o “cerne do problema das inundações”.
“Foi feito o reforço das sarjetas nessa zona da cidade”, explicou a mesma fonte, ao DIÁRIO AS BEIRAS.
Entretanto, no final deste mês, deverá ter início a segunda fase, com a abertura de um colector que irá ligar a rua 10 de Agosto, atravessando as ruas da República, Saraiva de Carvalho e Fernandes Tomás, a um troço que existe no rio Mondego, junto à praça da Europa.
Não se prendam com pormenores...
Pensar no assunto pode prejudicar o normal desenvolvimento do cérebro.
E é desnecessário: com a seriedade do costume, sabe-se, desde já, o importante - que o "colector vai minimizar inundações na Figueira da Foz".
A operação incidiu sobretudo na rua 10 de Agosto e na rua da República, onde, segundo fonte da autarquia figueirense, está o “cerne do problema das inundações”.
“Foi feito o reforço das sarjetas nessa zona da cidade”, explicou a mesma fonte, ao DIÁRIO AS BEIRAS.
Entretanto, no final deste mês, deverá ter início a segunda fase, com a abertura de um colector que irá ligar a rua 10 de Agosto, atravessando as ruas da República, Saraiva de Carvalho e Fernandes Tomás, a um troço que existe no rio Mondego, junto à praça da Europa.
Não se prendam com pormenores...
Pensar no assunto pode prejudicar o normal desenvolvimento do cérebro.
E é desnecessário: com a seriedade do costume, sabe-se, desde já, o importante - que o "colector vai minimizar inundações na Figueira da Foz".
A mulher e a informação na Figueira...
A
Figueira sempre apanhou as modas ocidentais com atraso.
Nos anos sessenta, o nosso Portugal feminino chorava ao ritmo lento e valsa atenta, do folhear das páginas de fotonovelas. Corin Tellado era nome de Espanha, mas do Brasil vinha o recheio do Capricho e outros romances em fotos quadriculadas, de princesas escondidas como costureirinhas, à espera dos príncipes de poupa e popó a condizer .
Por cá, a Crónica Feminina , publicada em frenético ritmo semanal a partir de 1956, moldava subtilmente a mente feminina, com sentires estranhos a um povo ainda rural e sem acesso a outros meios de informação mais sofisticados e massificados, apesar da rádio e de um Simplesmente Maria que futuramente se ficou pela simplicidade do nome Maria, numa versão sucedânea da Crónica e que eventualmente a suplantou no coração das leitoras.
Nos anos sessenta, o nosso Portugal feminino chorava ao ritmo lento e valsa atenta, do folhear das páginas de fotonovelas. Corin Tellado era nome de Espanha, mas do Brasil vinha o recheio do Capricho e outros romances em fotos quadriculadas, de princesas escondidas como costureirinhas, à espera dos príncipes de poupa e popó a condizer .
Por cá, a Crónica Feminina , publicada em frenético ritmo semanal a partir de 1956, moldava subtilmente a mente feminina, com sentires estranhos a um povo ainda rural e sem acesso a outros meios de informação mais sofisticados e massificados, apesar da rádio e de um Simplesmente Maria que futuramente se ficou pela simplicidade do nome Maria, numa versão sucedânea da Crónica e que eventualmente a suplantou no coração das leitoras.
A
sofistificadíssima revista Maria,
pelos idos de 2000, vendia-se a uma multidão de cerca de 300 mil
leitoras!..
Nenhum
outro órgão de comunicação social, talvez com a excepção da televisão,
se aproximou sequer desse nível de penetração num público alvo tão específico.
Na
Figueira, só há pouco as mulheres começaram a abrir algumas brechas no muro da comunicação social masculinizada.
E logo - o que é chic! - na televisão!..
As misérias do futebol...
Acabei
por não ir a Coimbra e nem sequer ver qualquer partida da jornada inaugural
na televisão.
Estou
cada vez mais afastado do futebol mercenário de hoje.
Todavia,
o futebol romântico de outrora, no tempo em que se jogava “por
vício” ou “amor à camisola”, também tinha as suas misérias
e escravidões.
Veja-se esta carta que António Faustino, craque do
Sporting entre 1931 e 1937, escreveu, já velhote, ao jornal do clube
em 1970, que saquei daqui.
Ignoro se o jornal a publicou.
domingo, 17 de agosto de 2014
Chiça, é só “Preguiça”!.. Continuem a discussão sobre a Praia do Cagalhão”!.
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| foto sacada daqui |
"O FUSING é daquelas iniciativas que acontecendo fora da Figueira, e - mais importante - longe de certos figueirenses, teria tudo para ser enorme.
Sim... porque é mais importante uma "praia do cagalhão" aberta durante mais uns dias do que o impacto económico e a projecção que este evento trouxe "à marca" Figueira da Foz!"
Em tempo:
Assim de repente, lembro que logo em frente, há uma estátua deitada, a
desejar ser respeitada...
Chiça!
Deitada, uma
mão sobre a cabeça, outra
no chão do lago, tem
muito quem a aborreça e
até se deite a seu lado...
Que
mal fez a “Preguiça”?
Ela
gosta é de estar sossegada, a
fazer jus ao nome, a descansar.
Parem
de a chatear...
Chiça!
Deixem
a “Preguiça”...
Actualização: a foto que havia sacada daqui, foi retirada por solicitação da Dona Ana Mesquita, que eu não conheço de lado nenhum.
Informação figueirense...
Liberdade é uma palavra muito bonita.
Mas, há muito, que foi substituída por auto vigilância...
Mas, há muito, que foi substituída por auto vigilância...
sábado, 16 de agosto de 2014
Fazer história em cima do joelho...
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| Uma foto que fala por si... |
Segundo
o DN, num discurso em que associou o PS à existência de
"privilégios e falta de ética" de quem "vivia entre
a política e os negócios" e vice-versa, numa alusão clara ao
recente escândalo do BES, Passos Coelho garantiu ser "melhor
enfrentar as más notícias do que usar o dinheiro dos
contribuintes".
"Havia
muitos privilégios, para não falar da falta de ética, de muita
gente que vivia entre a política e os negócios", declarou o
líder social-democrata, adiantando: "Não têm de ser os
contribuintes a pagar a falta de ética, de escrúpulos de quem não
tinha a ambição de combater os poderes fáticos que existiram no
passado."
Afirmando
que no PS há quem acredite que "o regresso ao poder"
permitirá voltar atrás no tempo, Passos Coelho admitiu existir no
PSD quem pense nos mesmos termos e deixou um alerta: "Seja na
oposição, seja no meu próprio partido, deixarei muito claro que
continuarei a bater-me sempre para não pagar" os privilégios
do sector público nem "os prejuízos privados" (noutra
alusão ao BES).
"Há
muita gente na oposição que continua ligada a esse passado e que
acredita que umas próximas eleições lhe permitem regressar ao
poder, para que tudo volte ao que era dantes. Desiludam-se. Não
acontecerá porque os portugueses não vão deixar", insistiu
Passos Coelho.
Quanto a mim, a história documentada dos últimos 38 anos ainda está por fazer... Quando ela for feita, veremos realmente como e
porquê foram desperdiçadas as oportunidades para nos
modernizarmos...
Entretanto, como sabemos, vivemos num País onde quem não tem vergonha todo o mundo pode ser seu...
Os 42 anos de Malta do Viso foram comemorados ontem
Cumpriu-se a tradição. A Associação Recreativa Malta do Viso voltou a comemorar o 15 de Agosto. Cerca de 100 elementos, de todas as idades, participaram num dia marcado por jogos tradicionais, almoço-convívio, homenagem a sócios falecidos e ofertas e lembranças aos que continuam a manter vivo o espírito da Malta do Viso: Amizade, Fraternidade, Solidariedade e Companheirismo.
Via Foz do Mondego Rádio
Via Foz do Mondego Rádio
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
E agora algo novo...
No Hospital de Aveiro, antes de irem para a morgue, os cadáveres passam pela Urgência, são sujeitos a triagem e depois de admitidos "têm alta"!..
Via Correio da Manhã
Via Correio da Manhã
recordando o 10 de junho...
Ordem de Mérito Civil
Eng.º Zeinal Abedin Mohamed Bava – Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Comercial (Grã-Cruz)
Condecoração atribuída pelo Presidente da República na Sessão Solene comemorativa do 10 de junho de 2014, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, na Guarda.
Daqui. Só para recordar...
Eng.º Zeinal Abedin Mohamed Bava – Ordem do Mérito Empresarial – Classe do Mérito Comercial (Grã-Cruz)
Condecoração atribuída pelo Presidente da República na Sessão Solene comemorativa do 10 de junho de 2014, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, na Guarda.
Daqui. Só para recordar...
Um espaço deslumbrante ganho pela Figueira recentemente e onde se provou que para fazer obra não é preciso muito dinheiro...
foto da António Agostinho. Mais fotos aqui.
A Figueira já perdeu demasiadas primeiras linhas nos últimos anos. Não estamos em condições de perder mais...
É professor de engenharia civil em Coimbra e escuteiro desde os anos 70.
João Armando Gonçalves, 51 anos, foi eleito esta semana presidente do Comité Mundial do Escutismo.
É o primeiro português a liderar aquele órgão executivo da Organização Mundial do Movimento Escutista (OMME), que tem cerca de 40 milhões de membros em 216 países.
Em nota à comunicação social, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, deu «expressão pública à mais profunda satisfação pessoal e institucional que sentiu ao ter conhecimento da eleição do figueirense e vereador João Armando Gonçalves como Presidente do Comité Mundial do Escutismo, a organização de cúpula do movimento escutista no plano mundial. Trata-se de uma eleição que enche de orgulho todos os figueirenses e que vem ao encontro do envolvimento do Engenheiro João Armando Gonçalves na causa do escutismo bem como do aprumo ético que lhe é, unanimemente, reconhecido. A Figueira da Foz engrandece-se com a projecção internacional dos seus naturais e agradece penhoradamente ao Engenheiro João Armando Gonçalves este contributo para a afirmação da Figueira da Foz como território cosmopolita e aberto ao mundo».
Actualizazação às 15 horas e 39 minutos:
Podem acusar o autor deste blogue de muita coisa: menos de não ser democrata.
Ao contrário dos partidos gosto de sociedades politizadas.
A Figueira ainda não é... Depois da revolução, a táctica foi "fechar" o círculo, antes que fosse tarde... - O acesso ao poder ia começar!...
Como é evidente a descolagem da sociedade começou aí..
Como não quero ser acusado de contribuir para esse peditório, agora que tomei conhecimento do facto, apresso-me a publicar a tomada de posição da coligação Somos Figueira:
"A coligação Somos Figueira congratula-se com a eleição do figueirense João Armando Gonçalves como presidente do Comité Mundial do Escutismo, cargo de maior destaque da Organização Mundial do Movimento Escutista. A coligação recebeu a notícia com enorme alegria e orgulha-se pelo facto de um dos seus vereadores ocupar uma posição de tanto destaque na liderança de um movimento que conta com cerca de 40 milhões de elementos, em mais de 200 países e territórios."
João Armando Gonçalves, 51 anos, foi eleito esta semana presidente do Comité Mundial do Escutismo.
É o primeiro português a liderar aquele órgão executivo da Organização Mundial do Movimento Escutista (OMME), que tem cerca de 40 milhões de membros em 216 países.
Em nota à comunicação social, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, deu «expressão pública à mais profunda satisfação pessoal e institucional que sentiu ao ter conhecimento da eleição do figueirense e vereador João Armando Gonçalves como Presidente do Comité Mundial do Escutismo, a organização de cúpula do movimento escutista no plano mundial. Trata-se de uma eleição que enche de orgulho todos os figueirenses e que vem ao encontro do envolvimento do Engenheiro João Armando Gonçalves na causa do escutismo bem como do aprumo ético que lhe é, unanimemente, reconhecido. A Figueira da Foz engrandece-se com a projecção internacional dos seus naturais e agradece penhoradamente ao Engenheiro João Armando Gonçalves este contributo para a afirmação da Figueira da Foz como território cosmopolita e aberto ao mundo».
Actualizazação às 15 horas e 39 minutos:
Podem acusar o autor deste blogue de muita coisa: menos de não ser democrata.
Ao contrário dos partidos gosto de sociedades politizadas.
A Figueira ainda não é... Depois da revolução, a táctica foi "fechar" o círculo, antes que fosse tarde... - O acesso ao poder ia começar!...
Como é evidente a descolagem da sociedade começou aí..
Como não quero ser acusado de contribuir para esse peditório, agora que tomei conhecimento do facto, apresso-me a publicar a tomada de posição da coligação Somos Figueira:
"A coligação Somos Figueira congratula-se com a eleição do figueirense João Armando Gonçalves como presidente do Comité Mundial do Escutismo, cargo de maior destaque da Organização Mundial do Movimento Escutista. A coligação recebeu a notícia com enorme alegria e orgulha-se pelo facto de um dos seus vereadores ocupar uma posição de tanto destaque na liderança de um movimento que conta com cerca de 40 milhões de elementos, em mais de 200 países e territórios."
Podem limpar as mãos à parede...
"Ao fim de quarenta anos de democracia o país está à beira de uma imensa diarreia pois está empazinado com tanta corrupção, incompetência e oportunismo, está farto de fedelhos especialistas em truques de propaganda política e na destruição de adversários, está enojado com uma justiça que só condena nas primeiras páginas dos jornais.
Pediram-nos sacrifícios e enchem os ricos, falam num melhor Estado e mais justo e o BdP trata da vidinha do filho do Durão Barroso enquanto os nossos jovens são convidados a emigrar, o pais aproxima-se de uma profunda crise mas ninguém para pensar, é o ver se te avias, o país afunda-se e o poder desenrasca os seus como pode. Isto vai acabar numa imensa diarreia."
Via Jumento
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Na Aldeia... (XI)
Matutei sobre o que estaria lá escrito, pois a placa tem muitas
letras...
Pensei: será algum alerta de perigo?..
Como
não consegui ler, tive de alterar o percurso da caminhada e desci ao
areal e aproximei-me para ler...
Diz
apenas “Atenção! Praia não vigiada”. Em
várias línguas!
Carlos Costa escuta, Ricardo Salgado está em luta...
Os tempos que passam não são (nem estão...) fáceis para ninguém.
São apelativos ao desencanto, ao desânimo e à resignação. Convidam, no mínimo, ao realismo e ao pragmatismo - no fundo à desistência.
E no entanto nunca foi tão importante estar atento, gritar e resistir como agora. Estar atento aos factos consumados, gritar contra as verdades absolutas (que o são hoje, não o eram ontem e já não o serão amanhã).
Ricardo Salgado, por exemplo, não se considera responsável pela queda do BES.
Numa conversa com o “Diário Económico”, um mês após ter deixado a presidência do Banco Espírito Santo (BES), que vai “lutar pela honra e dignidade, minha e da minha família”. Disse Salgado.
Porém, não quis fazer declarações sobre o caso BES...
Mas, sabe-se, Salgado vai continuar a fazer aquilo que sempre fez...
Quando interrogado “como se sente depois de passar de um dos homens mais poderosos do país a uma situação em que é estigmatizado como um bandido”, o ex-administrador do BES e do GES cita uma frase do Papa Francisco, uma das várias que utiliza durante o encontro relatado nas páginas do jornal: “Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade”.
No seu escritório improvisado, Ricardo Salgado, que durante anos foi bajulado e que estava sempre acompanhado de um séquito, tem agora como companhia a secretária de toda a vida e mais duas ou três pessoas.
Não se mostra, todavia, preocupado e volta a citar o Papa Francisco: “Não chores pelos que te abandonaram e luta pelos que estão contigo”.
São apelativos ao desencanto, ao desânimo e à resignação. Convidam, no mínimo, ao realismo e ao pragmatismo - no fundo à desistência.
E no entanto nunca foi tão importante estar atento, gritar e resistir como agora. Estar atento aos factos consumados, gritar contra as verdades absolutas (que o são hoje, não o eram ontem e já não o serão amanhã). Ricardo Salgado, por exemplo, não se considera responsável pela queda do BES.
Numa conversa com o “Diário Económico”, um mês após ter deixado a presidência do Banco Espírito Santo (BES), que vai “lutar pela honra e dignidade, minha e da minha família”. Disse Salgado.
Porém, não quis fazer declarações sobre o caso BES...
Mas, sabe-se, Salgado vai continuar a fazer aquilo que sempre fez...
Quando interrogado “como se sente depois de passar de um dos homens mais poderosos do país a uma situação em que é estigmatizado como um bandido”, o ex-administrador do BES e do GES cita uma frase do Papa Francisco, uma das várias que utiliza durante o encontro relatado nas páginas do jornal: “Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade”.
No seu escritório improvisado, Ricardo Salgado, que durante anos foi bajulado e que estava sempre acompanhado de um séquito, tem agora como companhia a secretária de toda a vida e mais duas ou três pessoas.
Não se mostra, todavia, preocupado e volta a citar o Papa Francisco: “Não chores pelos que te abandonaram e luta pelos que estão contigo”.
"O sistema"
"Entre hoje e amanhã, o país conhecerá as decisões do Tribunal Constitucional sobre as duas últimas medidas que o Governo procuraem desespero continuar. Não sabemos qual a decisão, mas qualquer que seja, significa que a actual política está esgotada",
declarou António Costa que falava durante um encontro com
militantes e simpatizantes do PS, que decorreu em Portimão, perante
uma plateia de meia centena de pessoas, entre as quais o antigo
Presidente da República Mário Soares.
O
velho doutor Soares, que vi na televisão a abraçar Costa, continua a perceber, como sempre percebeu, o que
está em causa.
O político mais experimentado sempre percebeu que o
que está em causa é “o sistema”.
O importante é tentar salvar a ideia e os interesses do Bloco Central.
O importante é tentar salvar a ideia e os interesses do Bloco Central.
Não
o ideológico, ou melhor, não só o ideológico, mas sobretudo o
táctico, o que vive da supremacia do político sobre todos os outros
poderes.
E,
neste momento, é esse “sistema”, como Soares sempre o
entendeu, que está em causa.
“O
sistema”, o mesmo "sistema" de que o doutor Soares se
acha legítimo pai e defensor.
Portanto, nestes dias que
correm até ao fim de setembro, há poucas perguntas essenciais que
possam ter resposta no interior do PS.
“26 mil milhões é uma pipa de massa”...
Toda a gente conhece esta história sacada daqui.
“Há uns anos um comerciante da minha terra achou que estava na altura da reforma e vendeu o negócio por uma boa maquia.
Com esse dinheiro andou de banco em banco e dizia: “Deposito aqui o meu dinheiro se derem emprego ao meu filho”.
Ao fim de algum tempo lá conseguiu o seu objectivo. O filho que era um estroina só lá durou dois meses (ou menos).
Ora, anda tudo indignado com a cunha do filho do Durão Barroso para o Banco de Portugal.
Mas então o cherne não disse que vinha aí uma pipa de massa?
Logo, pode escolher para que banco vai o filho da famiglia.”
O “mérito, competência e transparência”, alguma vez serviram para alguma coisa em Portugal e na Figueira?...
“Há uns anos um comerciante da minha terra achou que estava na altura da reforma e vendeu o negócio por uma boa maquia.
Com esse dinheiro andou de banco em banco e dizia: “Deposito aqui o meu dinheiro se derem emprego ao meu filho”.
Ao fim de algum tempo lá conseguiu o seu objectivo. O filho que era um estroina só lá durou dois meses (ou menos).
Ora, anda tudo indignado com a cunha do filho do Durão Barroso para o Banco de Portugal.
Mas então o cherne não disse que vinha aí uma pipa de massa?
Logo, pode escolher para que banco vai o filho da famiglia.”
O “mérito, competência e transparência”, alguma vez serviram para alguma coisa em Portugal e na Figueira?...
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Morreu o Homem que recusou o Big Brother
Sou um gajo que, aos sessenta, está de bem com a vida.
Porém, houve coisas coisas das quais tive de desistir durante o percurso...
Entre elas, uma profissão - jornalista...
Bonitinho nunca rimou com Agostinho...
Hoje, almocei com um Amigo de muitos anos: o Zé Quaresma. Foi através dele que tive conhecimento que Emídio Rangel, jornalista, fundador da TSF e antigo director-geral da SIC e da RTP, morreu nesta quarta-feira. Estava internado há várias semanas, devido a complicações provocadas por um cancro.
Rangel começou a sua vida profissional na rádio, em Angola na década de 60. Veio para Portugal já depois do 25 de Abril, formou-se em História. Esteve 12 anos na Radiodifusão e em 1988 fez parte da equipa fundadora da TSF.
Com o lançamento da televisão privada, Francisco Pinto Balsemão convida-o para director de Informação da SIC.
Ali, acumulou depois também as funções de director de programas e assumiu o cargo de director-geral. Levou o canal à liderança das audiências num caminho fulgurante, chegando mesmo a mais de 50%. Mas acabou por sair numa altura em que a estação começou num caminho descendente de perda de audiências para a TVI, quando esta começou a emitir sucessivas edições do reality show Big Brother - cuja compra Rangel recusara.
Para mim, Emídio Rangel foi o Homem que recusou o Big Brother.
E não foi certamente por ter sido burro...
Ele sabia, melhor do que ninguém, que a guerra das audiências existia - e vai existir sempre...
Em tempo.
Porém, houve coisas coisas das quais tive de desistir durante o percurso...
Entre elas, uma profissão - jornalista...
Bonitinho nunca rimou com Agostinho...
Hoje, almocei com um Amigo de muitos anos: o Zé Quaresma. Foi através dele que tive conhecimento que Emídio Rangel, jornalista, fundador da TSF e antigo director-geral da SIC e da RTP, morreu nesta quarta-feira. Estava internado há várias semanas, devido a complicações provocadas por um cancro.
Rangel começou a sua vida profissional na rádio, em Angola na década de 60. Veio para Portugal já depois do 25 de Abril, formou-se em História. Esteve 12 anos na Radiodifusão e em 1988 fez parte da equipa fundadora da TSF.
Com o lançamento da televisão privada, Francisco Pinto Balsemão convida-o para director de Informação da SIC.
Ali, acumulou depois também as funções de director de programas e assumiu o cargo de director-geral. Levou o canal à liderança das audiências num caminho fulgurante, chegando mesmo a mais de 50%. Mas acabou por sair numa altura em que a estação começou num caminho descendente de perda de audiências para a TVI, quando esta começou a emitir sucessivas edições do reality show Big Brother - cuja compra Rangel recusara.
Para mim, Emídio Rangel foi o Homem que recusou o Big Brother.
E não foi certamente por ter sido burro...
Ele sabia, melhor do que ninguém, que a guerra das audiências existia - e vai existir sempre...
Em tempo.
"Goste-se ou não, é indesmentível que contribuiu de forma decisiva para uma nova forma de fazer jornalismo e de “ver” as notícias e o mundo através da rádio. Incómodo, irrequieto, irreverente, inovador, polémico e competente, via o jornalismo como um processo dinâmico em busca da notícia e da verdade. Desgostava-o a intrusão do Portugal Sentado na vida dos jornalistas. Nunca se conformou com o jornalismo reduzido ao exíguo espaço das redacções.
A reportagem era a sua paixão e com uma delas venceu um prémio Gazeta: a vida na vila de Ereira, isolada durante o Inverno. A viagem ao país profundo é uma marca que perdura na TSF.
Trocou a TSF ( rádio) pela SIC (TV) em 1992 e lá deixou igualmente a sua marca. Consciente do poder da comunicação social, disse um dia que seria capaz de “vender um PR como se vende um sabonete”. Muitos o criticaram, mas Emídio Rangel - que também foi vendedor de enciclopédias quando veio para Portugal- sabia do que estava a falar. O futuro viria a dar-lhe razão."
Nunca é tarde para filho de cherne aprender a nadar!
Não
deve estar na lei, mas, a meu ver, mesmo na corrupção moral, há
os activos e os passivos.
Os activos, são os interessados que prometem ou dão vantagens a indivíduos colocados em lugares de poder público, para que se contornem ou facilitem obstáculos legais e deveres de função.
Os passivos são esses indivíduos de poder público que solicitam ou aceitam vantagens ou até a promessa das mesmas, lesando esses deveres.
Os activos, são os interessados que prometem ou dão vantagens a indivíduos colocados em lugares de poder público, para que se contornem ou facilitem obstáculos legais e deveres de função.
Os passivos são esses indivíduos de poder público que solicitam ou aceitam vantagens ou até a promessa das mesmas, lesando esses deveres.
Posto isto e sem mais comentários, faço minhas as palavras de O Jumento.
"Se o Luís fosse meu filho não gostaria de o ver acusado de ter sido levado ao colo pelo pai, de saber que os colegas só o respeitavam em função do pai e que em privado manifestavam desprezo pela forma como conseguiu o cargo. Não gostaria de ter um filho que sentisse vergonha ao ver outros serem obrigados a emigrar por não terem pais como o dele, por não terem ou não querem usar cunhas.
Se fosse o Luís faria tudo para conseguir subir por mérito, nunca aceitaria esquemas e exigiria que as minhas promoções ou colocações fossem alcançadas por concursos transparentes e justos.
Como português sinto vergonha ao ver certas coisas, este caso não merece um protesto mas antes vergonha por ter um político como Durão Barroso e pena do seu filho. Este país está ficando um nojo."
Memórias de outros Verões figueirenses
O Paulino, o Visconde e o Braga. Esta imagem do José Santos, fez-me recordar três figuras que já atingiram a dimensão mítica conferida pela raridade e a lembrança de quem, aqui pela Figueira, os viu, ouviu e apreciou no seu tempo.
Ai que que saudades, ai, ai!..
Ai que que saudades, ai, ai!..
terça-feira, 12 de agosto de 2014
"Banco de Portugal contratou por convite filho de Durão Barroso"...
Luís Durão Barroso foi contratado sem concurso para o Departamento de Supervisão Prudencial.
A regra no banco é contratar por concurso salvo situações de "comprovada e reconhecida competência profissional".
Portugal, no seu melhor.
Terra de justiça e oportunidades para (alguns) jovens.
Já basta o o que aconteceu ao coitado do pai que, desde Novembro de 2004, anda pela emigração...
A regra no banco é contratar por concurso salvo situações de "comprovada e reconhecida competência profissional".
Portugal, no seu melhor.
Terra de justiça e oportunidades para (alguns) jovens.
Já basta o o que aconteceu ao coitado do pai que, desde Novembro de 2004, anda pela emigração...
Na Aldeia... (X)
| foto António Agostinho |
Este, é um retrato de um poder local que deveria ser varrido do concelho e do
país.
Mas, será que todo este imbróglio era necessário?..
Não.
Mas, será que todo este imbróglio era necessário?..
Não.
Quem o diz são os números: mesmo no verão (a foto é de ontem, cerca do meio dia, a praia adjacente estava repleta...), o parque pago do Hospital está quase sempre vazio.
Recorde-se: o processo foi desencadeado à socapa dos órgãos eleitos, mas essa não é a única questão...
Na
Aldeia – e já dois executivos lidaram com o problema – ninguém
democraticamente eleito tomou - que se conheça - uma posição
institucional.Recorde-se: o processo foi desencadeado à socapa dos órgãos eleitos, mas essa não é a única questão...
Entretanto,
esta medida, que excluiu
a democracia e o povo da decisão, criou mais uma factura que foi
endossada ao povo.
E tem estado a ser paga...
E tem estado a ser paga...
A falta que faz um especialista
"Com o Ministério das Finanças e o Banco de Portugal em silêncio, sabe-se lá porquê, com o Presidente da República ainda a pensar como vai justificar a actuação do supervisor depois das infelizes declarações que fez, e perante a catadupa de notícias sobre a actuação do Banco de Portugal, o empréstimo (a fundo perdido?) ao cair do pano que a SIC confirmou, a acta dada a conhecer por um escritório de advogados e os accionistas que se livraram do mau papel mesmo em cima do acontecimento, estou admirado com a ausência de Nuno Melo. Só com Marques Mendes a explicar as coisas os portugueses ficam sem o contraditório. Logo agora é que nos havia de acontecer uma coisa destas."
Via Delito de Opinião
Via Delito de Opinião
Para manter o prestígio... (II)
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Foto
Rui Albano Santos
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Porque
este blogue não pode ser só larachas políticas, patos mortos,
futebol e fotos de mulheres nuas, fica mais uma notícia cultural...
Após
10 anos de interrupção, no cumprimento de uma promessa eleitoral, a Câmara Municipal da Figueira da Foz
relançou, no ano transacto, a Gala Internacional dos Pequenos
Cantores que decorreu no Grande Auditório
do Centro de Artes e Espectáculos.
Santana Lopes em Belém? Tudo tem limites!
"É com algum temor e grande perplexidade que vejo que se fala, aparentemente a sério, da hipótese de Santana Lopes se candidatar à Presidência da República, que nem está muito mal colocado em algumas sondagens que vão sendo publicadas e que corre o boato de que é a opção preferida por Passos Coelho.
Temor porque creio que os eleitores portugueses são capazes de quase tudo quando postos diante de uma urna, perplexidade porque começo a acreditar que 10 anos sejam o suficiente para apagar da memória dos portugueses a coboiada que foi o período de quatro ou cinco meses, na segunda metade de 2004, em que tivemos Santana Lopes como primeiro-ministro. Repito: coboiada – não há outro termo mais adequado para qualificar aquele período!
Nós resistimos aos mouros, aos espanhóis, aos franceses, ao escorbuto nas naus, a 1755, a décadas de ditadura, aos últimos anos de um (des)governo inacreditável, mas não aguentaríamos Santana em Belém, nem que Chopin ressuscitasse e compusesse os tais concertos para violino. Esperemos – esperemos mesmo – não vir a ter saudades dos dois mandatos de Cavaco Silva.
Deixemos o menino guerreiro em paz, please..."
Via Entre as brumas da memória
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