quarta-feira, 2 de julho de 2014

A homenagem do vereador Tavares ao Dr. Joaquim Namorado, na Figueira...

Diário de Coimbra de 2 de Julho de 2014, quarta-feira, página 12. Para ler melhor clicar em cima da imagem abaixo.
CULTURA Cerca de 600 livros, entre obras de Joaquim Namorado e primeiras edições, devem deixar a Figueira em breve, com o aval do vereador da cultura
O dia, que era de homenagem, acabou por ficar marcado pelo anúncio da intenção da família de Joaquim Namorado em retirar da Biblioteca Municipal da Figueira da Foz o seu espólio, levando-o para o Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, onde Joaquim Namorado é um dos nomes grandes.
As vitrinas com material de e sobre Joaquim Namorado - na mostra bibliográfica com que a Divisão de Cultura assinalou, esta segunda-feira, o centenário do nascimento do poeta e escritor - não chegaram para convencer os seus descendentes do interesse em manter na Figueira o espólio em depósito. O fim aparentemente irreversível do Prémio de Conto Joaquim Namorado, instituído quando o poeta ainda era vivo e dado por findo no mandato de Santana Lopes na autarquia figueirense, está na origem da decisão, difícil, que umas das filhas, Teresa, já trazia na bagagem.
«Também havia homenagens ao meu pai, em Coimbra, a que gostaria de ter ido, mas optei por vir à Figueira, para perceber se havia intenção de reeditar o prémio», explicou ao Diário de Coimbra. «O meu pai era um apaixonado pela Serra da Boa Viagem e pela Figueira da Foz, ficou muito emocionado com a homenagem que a Barca Nova lhe fez em 1983 e com a instituição do prémio com o seu nome. Foi por isso que destinou parte do do seu espólio a depósito na biblioteca municipal», recordou. «Na altura os livros ficaram expostos, numa estante com o nome dele e da minha mãe, como ele tinha pedido. Agora estão guardados, são consultáveis mas estão, literalmente, em depósito», lamentou. «Julgo que o meu pai merecia mais e, sem o prémio e sem as obras expostas, não vejo grande interesse em mantê-las cá», disse, reconhecendo, no entanto, que da parte das  pessoas «há ainda um grande carinho na Figueira pelo poeta. Mas, em termos públicos está esquecido», concluiu.
«Está esquecido e  não devia», disse Pedrosa Russo, amigo do poeta falecido em 1986, na conversa que se seguiu à apresentação de Joaquim Namorado por António Augusto Menano.
«Chegou a ser aprovada a atribuição do seu nome a uma praceta, mas hoje o nome que lá está é outro», lamentaram algumas dos presentes, recordando «a figura» que era Joaquim Namorado, «homem são, frontal e generoso», para além de prolixo autor. A concretizar-se a intenção da família, em breve o espólio de Joaquim Namorado poderá ser visto e consultado, de forma integrada, no Museu Neo-Realista, em Vila Franca de Xira.
«Faz sentido», admitiu no final da homenagem, o vereador da Cultura, António Tavares, reafirmando que a opção da autarquia, no que a prémios literários respeita, se esgota «no figueirense João Gaspar Simões».
 

Em tempo.
Não sei se vocês se lembram, mas nos tempos da minha juventude, havia uma secção nalguns jornais, como por exemplo no «Diário Popular», que despertava particularmente a minha curiosidade.
Intitulava-se «Acredite se quiser...» e era um misto de retratos do insólito e de jornal do incrível, onde se relatavam factos extravagantes e acontecimentos inacreditáveis.
Desde então, tenho visto atitudes de responsáveis políticos que, pela sua inverosimilhança ou hipocrisia, me fazem lembrar, inevitavelmente, essa fantástica secção.
Foi o que senti na passada segunda-feira no Museu da Figueira da Foz no pouco que consegui aguentar: foi duro ver um resistente à ditadura de Salazar, ser assim (mal) tratado por esta profunda tristeza democrática em que a Figueira mergulhou...

terça-feira, 1 de julho de 2014

Será que os socialistas são crianças* a vida inteira?..

António Samuel fez três levantamentos com o cartão de crédito de Junta de Freguesia de São Pedro para uso pessoal.
O caso foi revelado na assembleia de freguesia, no final da semana passada, e admitido ontem pelo próprio presidente, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS. 
“Foi uma grande emergência pessoal. Foi uma situação aflitiva e a inexperiência fez-me fazer isso. Podia ter solicitado dinheiro vivo e não utilizar o cartão”, declarou o autarca ao jornal.
Foi a urgência da situação que o levou a não ponderar a alternativa do “dinheiro vivo”, revelou ainda António Samuel. 
Os levantamentos, num total de cerca de 500 euros, foram feitos no início de novembro, dois num dia e o outro no dia seguinte, apurou o DIÁRIO AS BEIRAS. O dinheiro foi levantado para pagar uma multa pessoal, disse o presidente da junta de São Pedro na assembleia de freguesia. Cerca de três meses depois dos levantamentos, António Samuel repôs o dinheiro.”


* Em tempo. 
Foi escrito em 1964. Sophia de Mello Breyner Andresen, umas das maiores escritoras portuguesas, terá conseguido, nesta obra, a sua melhor história para crianças. 
E tantas outras elas escreveu, igualmente a não perder - «A Fada Oriana»«O Rapaz de Bronze»«A Menina do Mar»«A Floresta», contos que Sophia escreveu nas décadas de 50 e 60 e que ficaram marcados como obras incontornáveis no seu riquíssimo percurso literário. 
«O Cavaleiro da Dinamarca» é um livro escrito para as crianças, que todos os adultos deviam ler. Fala de um percurso pessoal, fala de honra, fala de História e cruza, de uma forma magistral, a verdade histórica com a imaginação. Apela à memória, mostra a importância de cumprirmos as nossas promessas e faz-nos ver que, por muitas voltas que a vida dê, precisamos muito, precisaremos sempre, de voltar a estar perto de quem nos quer bem.
Leiam. 
É um livrinho, muito barato, muito acessível, que se lê num fôlego. 
E é muito bonito.

Carlos do Carmo


Lançamento do livro "Joaquim Namorado - No centenário do seu nascimento" de Jaime Ferreira


A editora Lápis de Memórias e o autor Jaime Ferreira, convidam V. Exa(s) para a apresentação pública do livro, “Joaquim Namorado – No centenário do seu nascimento”, a realizar, hoje, dia 1 de Julho, às 18h00, na sala polivalente da Casa Municipal da Cultura (Rua Pedro Monteiro – Coimbra).

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O MELHOR PRÉMIO

Como todos os que passam por este espaço sabem, Joaquim Namorado, hoje, pelas 18h30, vai ser recordado na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, na passagem do centenário do seu nascimento.
Em janeiro de 1983 o jornal barca nova prestou-lhe uma merecida homenagem, na sequência da qual a edilidade figueirense criou um prémio literário com o seu nome.
Na sua passagem pela Figueira, Santana Lopes resolveu acabar com essa homenagem a Joaquim Namorado.
Na minha opinião, se a homenagem que a Câmara da Figueira da Foz vai promover na passagem do centenário do Dr. Joaquim Namorado não incluir a reposição do Prémio Literário que a Direita extinguiu considero isso uma traição à sua memória. Há princípios que não são provisórios.
Só quem esteve na homenagem que a Figueira e o País prestou a Joaquim Namorado, em janeiro de 1983, sabe o que representou, na altura, para o Poeta da Incomodidade o Prémio Literário que a Câmara da Figueira criou com o seu nome.
Foi, apenas e só, nas palavras do prórprio Dr. Joaquim Namorado, “o melhor Prémio...”.

FERNANDES TOMÁS, PATRIARCA DA LIBERDADE

Na Figueira,  sempre foi proibido questionar convenções.
Quem o faz é imediatamente alvo de campanhas de ostracização.
Se algo ameaça a postura convencional, então é porque é extremista, ou marginal, ou pior.
Assim, não é de surpreender que – talvez na Figueira mais do que em qualquer outra cidade - os génios sejam todos póstumos.
É biografia recorrente aquela que acaba por concluir que, em vida, a excelsa pessoa nunca foi compreendida ou admirada.
Foi preciso morrer na miséria e na amargura para postumamente lhe reconhecerem o devido valor.
FERNANDES TOMÁS, PATRIARCA DA LIBERDADE, nasceu há 234 anos.

H, de “hipocrisia”...

foto Figueira na Hora
Santana Lopes fez um enorme esforço na promoção do concelho, captando mais turistas e tornando a Figueira numa referência no turismo nacional, para que se tornasse menos difícil convencer os grandes grupos hoteleiros a investir. Ainda assim, Duarte Silva, não teve tarefa fácil na captação desses investimentos.
Chegou a ser anunciado um hotel do Grupo Monte Belo, junto das Abadias, mas o investidor acabou por desistir. A única tentativa que deu frutos foi a do agora estreado Hotel da Ponte do Galante.
Duarte Silva, para alcançar este investimento, teve de permitir ao investidor a construção de cerca de trezentos apartamentos, o que causou um coro de críticas de vários sectores da sociedade civil e em especial dos vizinhos do empreendimento. O que é certo é que foi a única forma que o autarca encontrou para viabilizar uma grande unidade hoteleira. Discutível? Certamente, mas foi uma opção e a história o julgará por isso.
Na semana em que abriu portas, a comunicação social e a câmara foram convidadas a conhecer o Hotel. Não é que num enorme exercício de hipocrisia, à excepção de António Tavares, os membros do executivo camarário que no passado fizeram uma guerra sem quartel contra o empreendimento turístico, lá estavam todos?!
Quando foi para abrir o “champanhe”, lá foram deslumbrados cantar hossanas.”
Miguel Almeida, hoje no jornal AS BEIRAS.

Nota de rodapé.
Ao tempo que eu andava curioso por saber quem iria estar presente na inauguração do "babilónico edifício da Ponte Galante", como podem confirmar aqui, aqui e aqui...

Joaquim Namorado: 100 anos...


Joaquim Namorado viveu entre 1914 e 1986. Nasceu em Alter do Chão, Alentejo, em 30 de Junho. Se fosse vivo, faria hoje 100 anos. Por tal motivo, Alter do Chão, Coimbra e a Figueira da Foz, as terras por onde repartiu a sua vida, assinalam a data.
Mas Joaquim Namorado, em vida teve uma Homenagem. Tal aconteceu nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1983. Por iniciativa do jornal barca nova, a Figueira prestou-lhe uma significativa Homenagem, que constituiu um acontecimento nacional de relevante envergadura, onde participaram vultos eminentes da cultura e da democracia portuguesa.
O vídeo acima, contém a gravação do discurso que Joaquim Namorado fez na oportunidade – já lá vão mais de 31 anos.

Há pessoas que nos estimulam. São as pessoas  que nunca se renderam ao percurso da manada.
Joaquim Namorado foi desses raros Homens e Mulheres que conheci.
Considerava-se um figueirense de coração e de acção – chegou a ser membro da Assembleia Municipal, eleito pela APU.
Teve uma modesta residência na vertente sul da Serra da Boa Viagem. Essa casa, aliás, serviu de local para reuniões preparatórias da fundação do jornal barca nova.
Joaquim Namorado, foi um Cidadão que teve uma vida integra, de sacrifício e de luta, sempre dedicada à total defesa dos interesses do Povo.
Nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1983, por iniciativa do jornal barca nova, a Figueira prestou-lhe uma significativa Homenagem.
Na altura, lembro-me como se fosse hoje, nos bastidores do Casino Peninsular, escutei-o com deslumbramento.
Ao reviver o seu discurso, o que consegui a partir de uma gravação que obtive por um feliz acaso do destinofiquei com a certeza de que era necessário trazê-lo até aqui (fica o meu agradecimento ao Pedro Agostinho Cruz), pois o que escutei fala mais de quem foi e continua a ser Joaquim Namorado, no panorama cultural português, do que tudo o que alguém, por mais talentoso que seja, conseguiria alguma vez transmitir sobre uma personalidade tão especial e genuína. Neste documento, para mim com uma carga emocional enorme, está o Joaquim Namorado com quem convivi nas mesas do velho café Nau e na redacção do barca nova, que permanece vivo na minha memória. Ainda por cima, ouve-se também, ainda que de forma breve, a voz do Zé Martins.  
Na sequência dessa homenagem, a Câmara Municipal da Figueira, durante anos, teve um prémio literário, que alcançou grande prestígio a nível nacional.
Santana Lopes, quando passou pela Figueira, como Presidente de Câmara, decidiu acabar com o “Prémio do Conto Joaquim Namorado”.

Joaquim Namorado l
icenciou-se em Ciências Matemáticas pela Universidade de Coimbra, dedicando-se ao ensino. Exerceu durante dezenas de anos o professorado no ensino particular, já que o ensino oficial, durante o fascismo, lhe esteve vedado.
Depois do 25 de Abril, ingressou no quadro de professores da secção de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Notabilizou-se como poeta neo-realista, tendo colaborado nas revistas Seara Nova, Sol Nascente, Vértice, etc. Obras poéticas: Aviso à Navegação (1941), Incomodidade (1945), A Poesia Necessária (1966). Ensaio: Uma Poética da Cultura (1994).)
Dizem que foi o Joaquim Namorado quem, para iludir a PIDE e a Censura, camuflou de “neo-realismo” o tão falado “realismo socialista” apregoado pelo Jdanov...
Entre muitas outras actividades relevantes, foi redactor e director da Revista de cultura e arte Vértice, onde ficou célebre o episódio da publicação de pensamentos do Karl Marx, mas assinados com o pseudónimo Carlos Marques. Um dia, apareceu na redacção um agente da PIDE a intimidar: “ó Senhor Doutor Joaquim Namorado, avise o Carlos Marques para ter cuidadinho, que nós já estamos de olho nele”...

Aquilo que se passou - o passado realmente acontecido - é o que resta na nossa memória. 
Joaquim Namorado continua presente na minha memóriaE é uma memória de que tenho orgulho.
Doutor (foi assim que sempre o tratei) - também sou um Homem coberto de dívidas. 
Consigo e com o  Zé, aprendi mais do que na escola: ensinamentos esses que deram sentido à minha vida, onde cabem a honra, a honestidade, a coragem, a justiça, o amor, a ternura, a fidelidade, o humor
Mas, para  Companheiros do barca nova nada há agradecer...
“É assim que as coisas se têm de continuar a fazer, pois a sarna reaccionária continua a andar por aí...”
A luta por uma outra maré continua!..
Até sempre e parabéns pelos cem anos, meu caro Doutor Joaquim Namorado

domingo, 29 de junho de 2014

S. Pedro da Cova e Gala 2014

Foto Pedro Agostinho Cruz

ALTA TENSÃO NA MINHA ALDEIA... (FESTAS DE SÃO PEDRO DA COVA-GALA – 2014) - V

As Festas de São Pedro na Cova-Gala terminam hoje.
Todavia, pelos vistos a polémica em torno do Mega Arraial no Cabedelo, cuja organização acabou por ver revogada a licença especial de ruído para o evento, vai continuar. Pedro Adérito, da comissão de festas, e Ana Carvalho, vereadora responsável pela emissão da licença, expõem aqui os seus argumentos.
A Dona Ana Carvalho, promovida a vereadora do presidente Ataíde, continua a desperdiçar óptimas oportunidades para se manter calma e quietinha depois de ter acordado mal disposta aí pelas 4 da manhã de uma noite destas... 
Numa cidade normal, já não era vereadora...

Já há muito tempo que não conseguia ver um jogo de futebol inteiro, mas ontem valeu a pena...

“Dos árbitros e da sorte não é lícito esperar uma coisa: que se virem ao mesmo tempo contra o Brasil.
De uma equipa de Scolari pode-se esperar todo o tipo de qualidades – entrega, crença, coração, empenho, devoção – entre o bélico e o religioso, só não se deve esperar bom futebol.
Isto é o fato à medida de uma competição a eliminar, com o tumulto emocional contínuo, o discernimento substituído pela fé cega que vai de tropeço em tropeço até ao paraíso.
Só o Brasil de Scolari sobreviveria ao remate do intruso Pinilla ao minuto 119...”

Recordando Joaquim Namorado e a necessidade de promover a unidade dos democratas

Vila Verde, 29 de Janeiro de 1982.  
Nessa data, realizou-se o jantar comemorativo do 4º. aniversário do barca nova.
Nessa noite, vivi uma das jornadas mais inesquecíveis da minha vida: foi uma jornada onde esteve presente o apelo à unidade das forças democráticas.
Posso viver muito mais anos ainda, mas jamais vou esquecer. Jamais se apagará da minha memória a recordação dessa jornada de 29 de janeiro de 1982 em Vila Verde.
Essa noite de 29 de janeiro de 1982, para quem a viveu – e alguns ainda estão vivos: Martelo de Oliveira (ex-deputado da ASDI), dr. Luis Melo Biscaia (nas palavras proferidas, na altura, por Joaquim Namorado: “em todas as manifestações da resistência, na longa noite fascista, Melo Biscaia não foi nunca um Companheiro que estava ao lado, mas sempre um Companheiro que estava do nosso lado”), Joaquim Jerónimo (em representação do PS), António Augusto Menano (em representação do PCP), dr. Joaquim de Sousa (presidente da câmara da Figueira da Foz na altura) – foi uma jornada inesquecível: não apenas por ter sido uma reunião de amigos; não apenas por ter sido uma reunião de pessoas  que mutuamente se respeitavam; mas, sobretudo, porque um modesto jornal como o barca nova, provou que era possível a congregação de esforços de pessoas de várias tendências na defesa intransigente de um ideal comum: a DEMOCRACIA.
Era assim em 1982, deveria continuar a ser assim em 2014.
Como disse na oportunidade o dr. Joaquim Namorado, “o barca nova tinha de ser o jornal dos operários, dos camponeses, dos intelectuais, de todos os trabalhadores. Temos de fazer do barca nova o jornal não de uma facção, mas de todas as forças democráticas. Definitivamente unidas”.
Estas palavras nunca mais me saíram da memória.
Tal como ouvi na altura ao dr. Orlando de Carvalho: temos de congregar esforços em torno do que nos une, afinal de contas muito mais do aquilo que nos divide.
29 de de janeiro de 1982, uma data importante na minha vida...

Joaquim Namorado


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Bom domingo

sábado, 28 de junho de 2014

Uma bofetada de luva negra...Ou apenas a ironia das ironias!

O governo da Madeira vai gastar mais de 550 mil euros com um estudo, encomendado por Alberto João Jardim em 2002 e que é apresentado, com o objectivo de contrariar “a ideia de despesismo que se associa a esta Região Autónoma”.

Via  Público

Continuar a lutar por uma outra maré

Penso que acontece com todos. 
Ao longo da vida, todos temos momentos em que nos apetece desistir. 
As injustiças que nos rodeiam são de tal monta que, por vezes, o que o mais apetece é ceder ao impulso humano de “sopas e descanso”
Todavia, pelo conhecimento que tenho de mim, sei que não posso nem consigo. 
Por mim e por aqueles de quem gosto - e que gostam de mim. 
Neste momento e desde há anos a esta parte, estamos mergulhados em ideologias que deixam os fracos ficar par trás. 
Essas ideologias sempre me causaram nojo e repulsa. 
Foi - e é por isso - que entendo que devemos tentar lutar até ao limite. 
É por isso que não “chupo politicamente” aqueles que dizendo-se de esquerda, se vão acoitar despudoradamente  no PS, partido que se reclama de Esquerda. 
Essa, a meu ver, é a caução para aquela que considero a maior traição- desistir de continuar a luta pela utopia. 
Depois, dado o primeiro passo, tentam ir por aí adiante, não evitando as canalhices que são necessárias para fazer o que todos sabemos - sobreviver no lamaçal... 
É por isso - e nessa lógica - que depois os vemos a caucionar o que criticavam antes e, na prática, a sustentar políticas que a Esquerda excomungaria por ser da mais retinta Direita que pode haver.
No nosso concelho tivemos dois exemplos recentes: as reuniões de câmara à porta fechada e o estacionamento pago no Hospital da Figueira da Foz. 
Por isso pergunto: o partido que os passou a acoitar, que é o partido Socialista português, pode ser considerado um partido de esquerda? 
Cada um que responda por si... 
Por mim, desde o berço que não fui educado para ser fraco. E não o serei.
Tal como aprendi com Joaquim Namorado, na vida temos de estar preparados para tudo, "até para comer merda com colheres de chá".
Por isso, desde já o afirmo, para que fique claro: na minha opinião, se a homenagem que a Câmara da Figueira da Foz vai promover na passagem do centenário do Dr. Joaquim Namorado não incluir a reposição do Prémio Literário que a Direita extinguiu considero isso uma traição à sua memória.
Há princípios que não são provisórios. 
Na minha opinião, a verdadeira homenagem que deveria ser prestada ao Dr. Joaquim Namorado, neste momento, por este executivo da Câmara da Figueira da Foz e por este vereador da Cultura, era essa.

Joaquim Namorado


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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Chamada geral... Atenção, atenção...

António José Seguro, atrai multidões e desperta a atenção das luzes mediáticas. Não é, apenas, um produto do marketing, tem ideias e consistência, mostra-se muito forte no duelo com Costa, mas ainda não conseguiu provar que tem dimensão suficiente para continuar  na liderança do PS. E isso, neste jogo, é o mais importante...
Portanto, atenção, atenção: "António José Seguro já está no restaurante La Traviata, em Buarcos, a almoçar com cerca de 80 apoiantes. O discurso do secretário-geral do Partido Socialista deverá acontecer no final da refeição."

Via Foz Do Mondego Rádio

Uma prosa mordaz e bem escrita...

Figueira Parques e Civismo”, uma história deliciosa onde se aprende que os prédios antigos transpiram!..

Em tempo.
Via DASS ABREVIATURA DE «HÁ DIAS ASSIM».

Joaquim Namorado

"Completam-se 100 anos no próximo dia 30 que Joaquim Namorado nasceu em Alter do Chão.
O autor de Aviso à Navegação, Poesia Necessária, Incomodidade e Zoo, faleceu em 29 de Dezembro de 1986.
É sempre difícil falar de um amigo. Mais difícil se já não está connosco. Mas, falar de Joaquim Namorado, é ser-se fiel ao que ele acreditava, à Democracia e à Liberdade.
Recordar o poeta é colocar uma pedra na muralha contra o obscurantismo e a falsidade.
Será dizer com ele que “O mabeco ladra longe...”, disparando, bem directo, um pontapé no rabo do bicho. Joaquim Namorado, o criador do termo neo-realismo, foi, acima de tudo, um anti-fascista, que transpunha, por inteiro, para a poesia, a sua concepção de vida, um eterno movimento, uma segura ironia, um apesar de tudo optimismo responsável.
Quem o conheceu, com o seu velho casaco de “tweed”, o boné aos quadradinhos, saberia ter sido impossível que assim não fosse. 
Ao inaugurar na data do centenário do seu nascimento uma mostra bio-bibliográfica, na Biblioteca Municipal a Figueira homenageia e recorda um ex membro da sua Assembleia Municipal.
Recorde-se que por deliberação da Câmara da Figueira da Foz foi criado o Prémio Joaquim Namorado, na modalidade contos inéditos, posteriormente silenciado. Mas o poeta bem sabia «As coisas são provisórias»”.
Crónica de António Augusto Menano, hoje no jornal AS BEIRAS

Em tempo.

Nesta fotografia de 29 de janeiro de 1983, sacada daqui, da esquerda para direita, estou eu, 
o Dr. Joaquim Namorado,  o Dr. Pedro Biscaia, o Alexandre Campos e a minha filha Joana.

Nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1983, por iniciativa do jornal Barca Nova, a Figueira prestou uma significativa Homenagem ao Dr. Joaquim Namorado, que constituiu um acontecimento nacional de relevante envergadura, onde participaram vultos eminentes da cultura e da democracia portuguesa.
Na sequência dessa homenagem, a Câmara Municipal da Figueira, durante anos, teve um prémio literário, que alcançou grande prestígio a nível nacional.
Santana Lopes, quando passou pela Figueira, como Presidente de Câmara, decidiu acabar com o “Prémio do Conto Joaquim Namorado”.
A memória individual é desejável e necessária.
Aquilo que se passou - o passado realmente acontecido - é o que resta na nossa memória.
Poder-se-á então definir a nossa história, como uma busca pelo auto conhecimento, tanto a nível individual como colectivo.
A fotografia acima, que eu tinha perdido e recuperei, graças ao meu Amigo Pedro Biscaia, foi tirada antes do Almoço de Confraternização ao Poeta da Incomodidade, que decorreu no dia 29 de Janeiro de 1983 nas instalações do Cais Comercial da Figueira da Foz.
Este almoço, fez parte de um programa vasto de uma Homenagem promovida pelo extinto semanário Barca NovaJoaquim Namorado e ao Neo-Realismo.
Esse evento, que trouxe à Figueira, na altura, vultos eminentes da Democracia e da Cultura do nosso País, penso que ainda estará na memória de muitos figueirenses – e não só.
É uma memória de que tenho orgulho.
O Barca Nova, um modesto semanário de província, onde na altura eu era chefe de redacção, cumpriu um dever de cidadania, pois ao homenagear o Dr. JOAQUIM NAMORADO e o Neo-realismo, marcou à época a vida cultural, na Figueira e no País.
Tal, no entanto, só foi possível, diga-se em abono da verdade, graças ao talento, à genialidade, à utopia e à capacidade de ver sempre mais além e de sonhar de um grande figueirense e grande jornalista, entretanto já falecido, que quem manda na Figueira esqueceu: JOSÉ FERNANDES MARTINS

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Centenário de JOAQUIM NAMORADO na Figueira da Foz



Finalmente, um pouco de tino?

"PSD demarca-se da iniciativa dos deputados da Madeira para rever Constituição"...
Por este andar, qualquer dia, aparecia por aí algum maluco a exigir a abolição do código da estrada e a extinção da BT...
A Lei, por vezes, é uma grande chatice...

Galante – a Farsa – Retrato de incultura urbanística

foto Figueira na Hora
Na Figueira, há gente que continua a não se deslumbrar com as luzes do Paquete encalhado no GALANTE, apesar de a versão oficial do regime o considerar um "projecto sustentável"...

Luís Ramos Pena, na Voz da Figueira:
"Corria o ano de 2004 quando o edil local, coadjuvado por alguns vereadores, defendia “com unhas e dentes” a implantação de um “hotel de referência” para o terreno sito na Ponte do Galante.
O terreno em causa era municipal e tinha sido vendido através de hasta pública nos finais de 2001 com uma finalidade bem precisa: a construção de um hotel com 4 andares e com a classificação mínima de 4 estrelas.
A escritura propriamente dita só viria a concretizar-se em 26 de Junho de 2003, altura em que a empresa Imofoz, única concorrente à hasta pública, comprou de manhã o terreno por 1.850.540,20€ para, algumas horas depois, no mesmo dia, o ir vender à Fozbeach por 2.992.787,38€.
Entre a data da hasta pública, realizada no Município em 18/12/2001, e Junho de 2003 foi preparado, nas costas dos cidadãos, um plano de pormenor para permitir o edificado que hoje pode ser constatado no local e arrepia qualquer ser humano que tenha o mínimo de gosto e sensibilidade.
A confecção desse “prato” foi digna de um verdadeiro “chef”, com avental a rigor, e secretamente cozinhado com os melhores conselhos e pareceres encomendados aos vários patamares da administração pública. Com efeito, a elaboração do Plano de Pormenor da Ponte do Galante processou-se no maior sigilo, à revelia dos princípios de participação democrática das populações na elaboração dos planos, e portanto sem dar oportunidade aos munícipes de nele intervirem com as suas sugestões. Na proposta do Plano, a unidade hoteleira do pré-anunciado hotel – fundamento da suspensão – transita para hotel de apartamentos e, mantendo a mesma área de implantação, dos iniciais 4 passa para 16 pisos, aumentando exponencialmente a densidade prevista para o local.
Entretanto, a Câmara Municipal procedeu à desafectação de terrenos que continuam no uso público (passeios) para os poder vender directamente à Fozbeach, SA já na vigência da suspensão do Plano de Urbanização. Os cidadãos, na altura, mostraram a sua indignação, não tanto pela torre, agora acabada de inaugurar com pompa e circunstância, mas sobretudo pela vergonhosa envolvente pouco condizente e apropriada para acompanhar o denominado “hotel de referência”.
Os figueirenses foram insultados com a plantação dessa selva de betão composta por sete blocos de apartamentos e 298 fogos – alheia ao interesse público – e visando apenas o enriquecimento de um promotor.
Já na altura, estávamos em 2004, muitas vozes afirmavam que a Figueira tinha milhares de apartamentos devolutos. Custa muito ter razão antes do tempo, sobretudo vários anos antes do rebentar da crise em 2008…
Mas o poderio económico foi mais forte do que a razão dos cidadãos e o fenómeno da Ponte Galante ficará na história como um exemplo de escola do bom funcionamento do bloco central de interesses (elementos do PSD e elementos do PS, de nível superior, colaboraram intimamente para que o projecto florescesse).  
Infelizmente, os enormes erros urbanísticos cometidos nesta cidade, durante os anos 80 e 90, não serviram de emenda…
O Galante é um mero caso particular de uma síndrome nacional que arrasou a economia e o território para beneficiar um grupo ínfimo de “promotores”. Constituiu um oásis para o “pato bravismo” – há quem lhe chame “chico espertismo” – que, ao não conseguir na íntegra os seus objectivos, não se coibiu de emparedar algumas habitações contíguas ao empreendimento imobiliário.
Agora, em 2014, façamos votos para que venham centenas de charters com turistas chineses, russos ou quiçá angolanos, para fazerem a devida ocupação do hotel de apartamentos, tanto mais que, em vez de uma envolvente verde condigna, consta que há por ali uma envolvente cor-de-rosa com striptease…"

Jorge Tocha Coelho, no Diário de Coimbra

O trabalho no capitalismo moderno

“Tarefas realizadas anteriormente por efectivos das multinacionais são hoje em dia realizadas por empresas subcontratadas que pagam salários mais baixos, oferecem menor protecção social e geram uma instabilidade laboral que pode chegar ao extremo do contrato diário.
Por vezes são os próprios ex-trabalhadores da multinacional que são subcontratados realizando exactamente o mesmo trabalho que realizavam antes, mas trabalhando mais horas e ganhando consideravelmente menos que anteriormente.
Outra habilidade é a criação de “novas empresas” que fazem parte do grupo económico da empresa mãe cujo objectivo é colocar trabalhadores a realizar o mesmo trabalho que era realizado pelos efectivos da empresa, mas dado que esta é teoricamente “outra empresa”, o regime de contratação é diferente e, obviamente, os salários e as condições de trabalho são piores.
A consequência destas práticas é que a riqueza é transferida dos trabalhadores para os accionistas e do trabalho para o capital.
O salário dos trabalhadores diminui ou cresce abaixo da inflação, enquanto os salários e prémios de alguns gestores e accionistas do nosso concelho subiram 10, 20 ou 30% nos últimos anos.”

Rui Curado da Silva, investigador, hoje no jornal AS BEIRAS

À atenção de militantes e simpatizantes e futuros votantes...

O secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, reúne-se amanhã, sexta-feira, 27 de junho de 2014, com os seus apoiantes, num almoço na Tamargueira, em Buarcos...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Podem tirar o cavalinho da chuva...

Os jornalistas bem se esforçaram, mas, aconteça o que acontecer no jogo de amanhã, Paulo Bento não se demite do cargo de Seleccionador Nacional, “porque não é a sua intenção, não é a intenção da Federação Portuguesa de Futebol e não é a intenção do seu presidente"!

ALTA TENSÃO NA MINHA ALDEIA... (FESTAS DE SÃO PEDRO DA COVA-GALA – 2014) - IV


A COMISSÃO DE FESTAS DE S. PEDRO ESTEVE, DURANTE A TARDE DE HOJE REUNIDA, E APÓS ALGUNS NECESSÁRIOS AJUSTES, CONCLUIU QUE VAI AVANÇAR COM A REALIZAÇÃO DAS FESTAS DE S. PEDRO. 

A QUALIDADE E A TRADIÇÃO DAS FESTAS DE S. PEDRO - MANTÊM-SE! 
AS FESTAS DE S. PEDRO, VÃO ACONTECER COMO DE COSTUME! 
A VOSSA PRESENÇA NA FESTA, SERÁ O APOIO QUE TANTO PRECISAMOS - CONTAMOS COM TODOS VÓS!

ALTA TENSÃO NA MINHA ALDEIA... (FESTAS DE SÃO PEDRO DA COVA-GALA – 2014) - III

A Dona vereadora Ana Carvalho, até prova em contrário, é uma pessoa de bem.
Mas, a Dona Vereadora não é uma cidadã qualquer.
É uma vereadora em potência.
Assim, é a ela que compete provar inequivocamente como é que alguém, por mais poderoso e forte que seja, conseguiu incomodar uma cidade inteira.
A Dona vereadora Ana Carvalho, é certo, não é obrigada a fazê-lo.
Todavia, se não o fizer (e até poderá continuar na mesma como Dona vereadora...), estará a dar mais um contributo dispensável para incrementar o absoluto descrédito de que já goza a classe politica, e os políticos em Portugal e na Figueira.
Porque, em Política, aquilo que parece, acaba por ser, o facto, incontornável, é que a um mero mortal o que parece é. 
Talvez seja injusto, talvez a Dona vereadora seja um génio e ainda não o saibamos. Quero crer que sim, mas na vida como na politica não basta ser-se, às vezes é preciso mesmo provar-se pública e inequivocamente que se é
Que tal começar por responder a este COMUNICADO DA COMISSÃO DE FESTAS SÃO PEDRO 2014?

Crispação

“Segundo Sócrates, “a administração é uma questão de habilidades, e não depende da técnica ou experiência. Mas é preciso antes de tudo saber o que se quer.” 
O exercício de funções autárquicas não é, nem mais, nem menos, do que um acto de administração para o que são convocados órgãos colectivos cujos elementos prosseguem as mesmas finalidades (no caso, a defesa dos interesses dos cidadãos). Tal é independente da visão que cada um tenha acerca dos processos a adoptar para a sua prossecução e do grupo político de que emanam. 
Ora, as melhores decisões devem resultar de salutares trocas de argumentos, tendo sempre presente o interesse público. 
Vem isto a propósito do facto de ter tido a oportunidade de assistir a parte da última reunião da Câmara Municipal onde constatei que a diferença de opiniões entre representantes dos dois grupos eleitos, atingiu níveis de crispação que nada abonam a favor da procura das melhores soluçõesMuito mais do que acontecia no mandato anterior quando o partido maioritário não detinha o poder absoluto. 
Não há muitos anos, apesar do maior ou menor grau de maioria, os pelouros executivos eram distribuídos pelos vereadores independentemente da sua origem partidária. Ao que me recordo, sem que se tivessem atingido tais níveis de crispação. 
Pergunto-me: porquê? 
Não terá isso muito a ver com as íntimas motivações dos actuais protagonistas?

Título e texto do Eng. Daniel Santos, em crónica que hoje publica no jornal AS Beiras

Em tempo.
O Eng. Daniel Santos é um cidadão com passado na política figueirense.
Não terá, eventualmente, é muito jeito e paciência para a retórica da política figueirense dos dias que passam...
Para muitos, porém – onde eu me incluo -, nada disso tem qualquer espécie de importância. Ou antes, tem, porque serão aparentes deficiências transformadas em virtudes.
Em tempos de descaramento e de verbo excessivo, a frontalidade é uma qualidade a registar, a valorizar e a enaltecer. 
Digamos assim, como em tempos de corrupção e facilidades várias, a honestidade, que deveria ser um traço banal e corrente na nossa vida política colectiva, ser valorizada e enaltecida como um sinal de excelência.
O eng. Daniel Santos, um cidadão com um percurso político de muitos anos a nível local, neste momento, da não política, faz nas suas crónicas semanais no jornal AS BEIRAS, política de excelência.
Na crónica de hoje, isso aconteceu mais uma vez.
Com a sua passagem pela política, aprendeu a fazer política através da escrita.
Ainda bem que o seu capital de experiência está a ter tão bom aproveitamento.
Eu, como leitor, com a frontalidade que me é peculiar,  registo o facto, divulgo o mais possível os seus excelentes escritos, e agradeço.
António Agostinho

Quem se mete com São Pedro leva!

foto Pedro Agostinho Cruz
Foi uma segunda-feira com muita chuva e trovoada, mas, a noite de São João permitia que os figueirenses figueirenses e visitantes que assim o quisessem, tivessem vindo para a rua ver as marchas, o fogo-de-artifício e divertir-se nos bailaricos populares...
Todavia, o S. João da Figueira este ano teve muito menos gente...
O quadro meteorológico, bastante adverso”, ficou com as culpas...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Joaquim Namorado - 100 anos

imagem sacada daqui

Autarquia figueirense entrega Medalha de Mérito Cultural em Prata Dourada à família do Comandante João Pereira Mano

João Pereira Mano, nasceu na Gala, então freguesia de Lavos, concelho da Figueira da Foz, em 2 de Setembro de 1914.
Em 24 de junho de 2014, a Câmara entregou a distinção à família numa cerimónia que decorreu no Centro de Artes e Espectáculos, nas comemorações do Dia da Cidade.
Na qualidade de Amigo e admirador da obra do Comandante João Pereira Mano,  a convite da família, tive o maior prazer em estar presente na cerimónia.

Um verdadeiro vereador da cultura que só não deve gostar de (alguma) fotografia....

foto sacada daqui
Não há dúvidas que aquela máxima que ouvimos entre dentes, relativamente ao desempenho dos vereadores figueirenses é cada vez menos verdadeira.
A tal máxima diz que os vereadores figueirenses para fora do concelho, dão a imagem que trabalham muito e são vistos como excelentes políticos, enquanto cá dentro andam a preguiçar e dormitando umas sestas, esquecendo o trabalho, tornado-se por isso laxivos.
Não é, de todo, o caso do vereador da cultura que não perde uma inauguração de uma exposição no CAE...
Quer dizer, tirando a devida excepção que,  como sempre, confirma a regra, de algumas de fotografia...

Finalmente abriu...

«Vai ser um projecto sustentado e que se irá justificar. Estamos todos empenhados neste projecto. Na Figueira cultiva-se o prazer da hospitalidade», disse João Ataíde na oportunidade...
O hotel, que se situa junto à Ponte Galante, em frente para a marginal oceânica, abriu no sábado passado e o feedback dos clientes tem sido “bastante positivo”. Ontem, em declarações aos jornalistas, Luís Cruz, que dirige o Grupo Hotusa em Portugal referiu que no primeiro dia foram “vendidos” 40 quartos. Relativamente aos preços, realçou que serão feitas promoções específicas para os figueirenses...

E o tempo a voltar para trás...

Em 1973, no tempo da outra senhora, quando comecei a trabalhar, já era assim...
E também era assim, por exemplo...
"O calado vai longe", "a minha política é o trabalho", "estás cá é para trabalhar, para pensar está o chefe", "quem quer trabalhar arranja sempre trabalho"...