quinta-feira, 19 de junho de 2014
"Um homem é um génio ao ser ele próprio"
Pelos vistos, os blogues na Figueira continuam a ser uma vergonha...
Diga-se em abono da verdade, que nem todos, porém....
Suspeita-se, contudo, que os mais vergonhosos possam também ser os mais lidos por quem sente a vergonha na pele.
E quais serão os blogues vergonhosos?
Obviamente, aqueles que incomodam os sem-vergonha!..
A Figueira, em 2014, é a mesma cidade que era há 14 anos atrás, no ano 2000, início do século XXI!..
Quando se diz “a mesma cidade”, quer dizer-se a cidade com o mesmo grau de evolução cívica e democrática, o mesmo desenvolvimento económico e a mesma perspectiva geral quanto ao futuro.
Diga-se em abono da verdade, que nem todos, porém....
Suspeita-se, contudo, que os mais vergonhosos possam também ser os mais lidos por quem sente a vergonha na pele.
E quais serão os blogues vergonhosos?
Obviamente, aqueles que incomodam os sem-vergonha!..
A Figueira, em 2014, é a mesma cidade que era há 14 anos atrás, no ano 2000, início do século XXI!..
Quando se diz “a mesma cidade”, quer dizer-se a cidade com o mesmo grau de evolução cívica e democrática, o mesmo desenvolvimento económico e a mesma perspectiva geral quanto ao futuro.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
No concelho do nacional porreirismo...
Mais palavras para quê?..
Na Figueira, o que interessa é o Carnaval e o S. João. Uma rapaziada fixe que se junte para desfilar no Carnaval ou nas marchas de S. João em quanto é que é subsidiada?
2 250, 3 000 euros?
E uma colectividade que trabalha todos os dias em prol da formação social, cultural e desportiva da juventude em quanto é subsidiada?
930 euros e 60 cêntimos, repartidos por 4 tranches no valor de 232,65!..
Temos enormes despesas correntes – gasóleo, luz, água, manutenção das instalações, inscrições dos atletas, despesas com a organização dos jogos, etc., etc., etc, etc., etc., e temos o apoio autárquico que viram acima!..
Como é compreensível, mais do que tristes e desolados, sentimo-nos injustiçados.
Que critérios são estes?
Os do nacional porreirismo?..
Via GRUPO DESPORTIVO COVA-GALA
Na Figueira, o que interessa é o Carnaval e o S. João. Uma rapaziada fixe que se junte para desfilar no Carnaval ou nas marchas de S. João em quanto é que é subsidiada?
2 250, 3 000 euros?
E uma colectividade que trabalha todos os dias em prol da formação social, cultural e desportiva da juventude em quanto é subsidiada?
930 euros e 60 cêntimos, repartidos por 4 tranches no valor de 232,65!..
Temos enormes despesas correntes – gasóleo, luz, água, manutenção das instalações, inscrições dos atletas, despesas com a organização dos jogos, etc., etc., etc, etc., etc., e temos o apoio autárquico que viram acima!..
Como é compreensível, mais do que tristes e desolados, sentimo-nos injustiçados.
Que critérios são estes?
Os do nacional porreirismo?..
Via GRUPO DESPORTIVO COVA-GALA
A Bernardino Machado...
Ontem,
o eng. Daniel Santos, entregou uma carta aberta ao presidente da
câmara, vereadores e comunicação social, no decorrer da reunião
da autarquia figueirense.
Fê-lo
na qualidade de cidadão figueirense e ex-aluno da Escola Bernardino
Machado.
Manifesta
solidariedade com a “indignação” do presidente do agrupamento
de Escolas Figueira Mar, Pedro Mota Curto, na sequência das
declarações proferidas pelo director da Escola Secundária Joaquim
de Carvalho, Carlos Santos, numa entrevista dada ao jornal AS
BEIRAS.
Recorde-se,
que nessa entrevista Carlos Santos considerou a sua escola e a
congénere Cristina Torres melhor posicionadas para receber alunos.
“Sei
que não compete à câmara resolver este problema, mas compete-lhe
resolver os problemas dos figueirenses. Estamos a falar da mais
antiga escola da Figueira da Foz”, disse Daniel Santos.
“Registo
com agrado a evolução que a escola teve nos últimos anos”,
ripostou o presidente
da
câmara. “Aguardamos a evolução das opções políticas sobre o
ensino. Há um forte incentivo à formação permanente e em retomar
um pouco o velho ensino da Bernardino Machado”, disse ainda João
Ataíde.
Por
sua vez, o vereador da educação António Tavares afirmou: “neste
momento, em termos de valorização da própria escola, estamos a
tratar todo o processo burocrático no sentido de aprovar novos
cursos de Especialização Tecnológica”. “Já fizemos visitas à
escola com o conselho
directivo do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra e estão a
ser feitos contactos com empresas”.
O
vereador da coligação Somos Figueira, Miguel Almeida, foi mais conclusivo: “não se olhou para Bernardino Machado como se devia
ter olhado”. “Durante anos tem sido o patinho feio do concelho”.
E a prosseguir salientou: “não se percebe como a Bernardino
Machado está nas condições que está e a Joaquim de Carvalho tenha
conseguido fazer o que se fez (referia-se às instalações)”.
Miguel
Almeida concluiu com um apelo à câmara para uma “acção forte
para ajudar a escola a aprovar os cursos que são necessários”.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Esta, ia passar incógnita...
Hoje
na Figueira, à falta de melhor, o assunto do dia foi o Verão Total.
Lamentavelmente,
passou despercebida a crónica que era o texto
adaptado pelo intelectual de renome nacional e vereador PS,
António Tavares, “Dez anos
de Cinema em Festival”, de Lauro António, publicada no jornal AS
BEIRAS.
O
texto, confesso, interessou-me pouco ou nada.
Interessa-me,
isso sim, é que um intelectual, seja ele de direita ou de esquerda,
pense.
Quem
se limita a publicar um texto articulado e assente num monte de
chavões e frases já feitas, articulação essa efectuada de modo
incompetente, duvido que seja um intelectual...
E
por falar em pensar...
Eu
penso que o que falta a muita boa gente é vergar a mola.
Talvez,
depois, passassem a pensar e a agir melhor.
Desperdício...
VerãoTotal -
ainda estamos mais ou menos a meio, mas já deu para perceber que foi um
programa que poderia ser interessante e que
se perdeu nas habituais compulsivas
obsessões...
Triste!
Não
bastou à Figueira ter tido Santana, o político português com mais experts de comunicação e propaganda ao
seu serviço?..Tudo à pala do contribuinte...
Com vento é que se iça a vela… (II)
Em tempo…
Medalhas e diplomas do 24 de junho e a homenagem que falta fazer ao Capitão João Pereira Mano
De harmonia com uma notícia do jornal AS Beiras, a Câmara
Municipal da Figueira
da Foz vai distinguir,
no Dia da Cidade, os casos de sucesso
empresarial (PME
Excelência e PME Líder) no ano 2013, atribuindo um total de
57 diplomas de
reconhecimento. A autarquia irá atribuir, ainda, medalhas a personalidades e
aos funcionários
municipais aposentados.
Desta forma, Luís Pinto, Heitor Chichorro e Conceição Ruivo
receberão a medalha de mérito cultural.
A
cerimónia de entrega das distinções honoríficas realiza-se, pelas
11H30, no Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz.
A título póstumo, serão também distinguidos com a medalha de mérito cultural Alfredo Paredes e João Pereira Mano.
A título póstumo, serão também distinguidos com a medalha de mérito cultural Alfredo Paredes e João Pereira Mano.
João Pereira Mano, nasceu na Gala, então freguesia de Lavos,
concelho da Figueira da Foz, em 2 de Setembro de 1914.
Faleceu
em Lisboa. Os
restos mortais do Capitão João Pereira Mano, repousam desde a tarde
do dia 10 de agosto de 2012, uma sexta feira, no cemitério de Lavos.
Os
velhos morrem. Os novos (ainda) não sabem de nada.
Essa
ignorância é sabiamente organizada, e semeada, nas entidades
oficiais para isso próprias: "as escolas", as
"instituições de cultura" e "a comunidade
científica".
Os
livros do Capitão João Pereira Mano (1914-2012) — "Terras do
Mar Salgado: São Julião da Figueira da Foz - São Pedro da
Cova-Gala - Buarcos - Costa de Lavos e Leirosa..." (1997) e
"Lavos: Nove Séculos de História" (2000) — são as
melhores obras que, desde sempre, foram escritas e publicadas sobre a
História Marítima e Local da Figueira da Foz (Portugal).
Por
isso, a mais digna, a mais útil e mais adequada de todas as
Homenagens que poderiam ser prestadas a este autor falecido em 07.08.2012 — um autor que nos dias da sua vida foi não
somente o maior e o mais prestigiado de todos os capitães da Marinha
Mercante da Figueira da Foz (condecorado em 1973 com a Medalha Naval
de Vasco da Gama da Marinha Portuguesa) mas também o maior e o mais
importante de todos os especialistas da História Marítima
Figueirense (sem que, para isso, tenha precisado de ter sido
licenciado ou doutorado em qualquer espécie de universidade) — é
a rápida reedição facsimilada dos seus livros, os quais, desde há
muitos anos, estão totalmente esgotados, e por isso há muito
deixaram de ser acessíveis ao grande público.
Essa
reedição será agora muito fácil e muito barata, pois, pela parte do
editor, sem fins lucrativos, CEMAR-Centro de Estudos do Mar, tal como
sempre, não pretende receber nem
um só cêntimo de dinheiro público.
Pela
parte da impressora original, a Tipografia Cruz & Cardoso, casa
de tão grandes tradições na História Cultural da cidade da
Figueira da Foz, tanto quanto sabemos, existem ainda hoje em dia lá
conservados os materiais originais da impressão, e portanto poderá
ser feita uma reimpressão a qualquer momento, com toda a facilidade,
para
que, assim, possam voltar aos olhos do público os melhores, os mais
importantes e rigorosos, os mais bem fundamentados e documentados, e
os mais bem escritos, de todos os textos alguma vez publicados sobre
a História Marítima e Local da Figueira da Foz e das regiões
vizinhas do sul da Foz do Mondego.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
keep calm!!!!!
![]() |
| Alemanha 4-0 Portugal |
Uma
boa estratégia futebolística não pode mostrar os trunfos todos logo no
primeiro jogo.
A
procissão ainda vai no adro.
Alta tensão política na minha Aldeia...
António
Salgueiro, dá hoje uma entrevista
ao jornalista Jot´Alves de AS BEIRAS, onde faz gravíssimas acusações
ao actual presidente da junta de freguesia de S. Pedro.
Fica a entrevista na íntegra...
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Oposição acusa Junta de S. Pedro de cometer ilegalidades
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Oposição acusa Junta de S. Pedro de cometer ilegalidades
António
Salgueiro, da Lista Independente de S. Pedro, principal força da
oposição na freguesia governada pelo socialista António
Samuel desde setembro de 2013, afirma que a junta cometeu
ilegalidades.
O
secretário do anterior executivo denuncia que foi concessionado um
espaço sem concurso público e reduzidas as rendas a outros
concessionários sem o aval da assembleia de freguesia.
Este
elemento da oposição afirma, por outro lado, que o executivo em
funções contratou a filha do presidente, também sem concurso
público.
“Desde
o início, tem havido um processo pouco transparente. Temos pedido
documentação, para tentar esclarecer a situação da entrada de uma
funcionária para os quadros da junta, que nós consideramos que
entrou ilegalmente”, acusa António Salgueiro, em declarações ao
DIÁRIO AS BEIRAS.
Por
outro lado, afiança, “não está previsto o lugar que esta
funcionária está ocupar, com a agravante de ser filha do
presidente, o
que, eticamente, é pouco aconselhável”. Esta contratação data
de janeiro deste ano.
Em
declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, António Samuel explica que a
filha fazia trabalho voluntário no Mercado Municipal de S. Pedro e
na escola local.
“Houve
necessidade de substituir uma pessoa doente na escola e ela assumiu o
lugar. Entretanto, uma colaboradora do mercado demitiu-se e o
secretário e o tesoureiro da junta acharam que ela estava a fazer um
excelente trabalho e que era a pessoa indicada para ocupar o lugar”,
conta António Samuel, garantindo que não participou na reunião em
que foi tomada esta
decisão.
“Ganhou
a melhor proposta”
“Não
vejo nenhuma incompatibilidade. Se ela é boa funcionária, não tem
de ser penalizada por ser filha do presidente”, defende António
Samuel. O autarca afiança que a contratação obteve o aval do
gabinete jurídico da Câmara Municipal da
Figueira da Foz.
Acerca
do lote concessionado, rejeita a acusação de António Salgueiro,
sustentando que “ganhou a melhor proposta para o aluguer do
terreno”.
Já
em relação à redução das rendas, “só durante o inverno, que
foi muito prejudicial para os concessionários”, admite que cometeu, involuntariamente, uma ilegalidade, que está a corrigir. “Falei
com os concessionários e eles compreenderam a situação e vão
pagar a diferença das rendas em causa”, adianta António Samuel.
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Em tempo.
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Em tempo.
Tudo indica que o verão de 2014 vai ser quente na Aldeia.
As
bases estão a ser preparadas.
E
para quem julgava que, por aqui, não se luta pelo poder, teve uma grande surpresa!
Por aqui, é como em todo o lado.
Até
aqui, mesmo cá dentro, nem tudo se dizia... E, para fora, nada se dizia...
Mas,
como nos outros lados, tudo
se fazia...
Afinal, é como em todo o lado: o poder conta sempre e quem não o tem, neste momento, quer voltar a tê-lo.
Perigosos,
por esta margem, só mesmo os ingénuos que julgam que podia ser
diferente.
Miguel Almeida pode lavar as mãos deste estendal de descrédito?..
"Apesar
de só podermos comparar o que é comparável, não deixa de ser
interessante verificar que nestas eleições europeias, PSD e CDS
tiveram o pior resultado de sempre na Figueira, isto é, pior do que
nas autárquicas. Ou seja, será que o resultado das autárquicas foi
fundamentalmente culpa do candidato à câmara e da sua equipa, ou do
desgaste dos partidos da coligação, como se verificou agora nas
europeias?"
domingo, 15 de junho de 2014
Carlos Silva, a evolução na continuidade da UGT: continuar a cumprir a função para que foi criada pelo PS e PSD...
![]() |
| imagem sacada daqui |
Em tempo.
Não nascemos todos ontem.
Por isso, nem todos precisamos de explicações sobre o que foi e é a CGTP.
Não nascemos todos ontem.
Por isso, sabemos o que foi e é a UGT...
Uma coisa fundada por Sá Carneiro e Mário Soares!
Salvo erro, a última...
sábado, 14 de junho de 2014
Porque é que o Américo Tomaz não o deixou falar em 1969?..
Assim de repente, é difícil não simpatizar com este membro do PS...
Todos nos lembramos do seu papel na crise académica de 1969 e pelo descaramento de interromper Américo Tomás e José Hermano Saraiva para pedir a palavra em nome dos estudantes de Coimbra.
Se o tivessem deixado falar, possivelmente teria ficado por aí...
Como isso não aconteceu, virou lenda...
E, à pala disso, andamos a aturá-lo há 40 anos...
Para dizer o quê?
Coisa destas!...
"O PS deve excluir o bloco central e coligar-se à esquerda se não tiver maioria"...
Todos nos lembramos do seu papel na crise académica de 1969 e pelo descaramento de interromper Américo Tomás e José Hermano Saraiva para pedir a palavra em nome dos estudantes de Coimbra.
Se o tivessem deixado falar, possivelmente teria ficado por aí...
Como isso não aconteceu, virou lenda...
E, à pala disso, andamos a aturá-lo há 40 anos...
Para dizer o quê?
Coisa destas!...
"O PS deve excluir o bloco central e coligar-se à esquerda se não tiver maioria"...
Qual esquerda?
Assim de repente, a esquerda que assinou o pacto orçamental?...
Assim de repente, a esquerda que votou favoravelmente o aumento dos lucros aos patrões a "Reforma do IRC"?...
Assim de repente, a esquerda que na assistência, e em directo para todo o país aplaude, os discursos do camarada conivente do Governo, Cavaco Silva?...
PROPAGANDA – um pretexto para falar “das fotografias no jornal!”
“Há dias, numa mesa próxima, discutia-se a momentosa questão política figueirense do número de fotografias de um edil local num periódico regional. Porque parece ser esta a momentosa questão política local, vou colocá-la a nível superior – quantas vezes deve um político local aparecer fotografado na imprensa local
e regional?
Os “grandes políticos locais” – como se por cá os houvera! – logo responderão pelo maior número de vezes.
Não sendo da área, nem tenho pretensão a sê-lo, arrisco porém dizer em primeiro lugar que não desvalorizo o peso da imagem na sociedade mediática de hoje para um aspirante político.
Em segundo lugar, arrisco defender a tese de que o político deve aparecer o número de vezes suficiente para ser visto (quem não aparece esquece!) e adequado a que dele se não fartem, se não cansem e afastem e adequado ainda a que os que o não conhecem tenham curiosidade de ler o nome e fixar o rosto.
Em terceiro lugar, arrisco ainda lembrar “aos grandes políticos locais” – como se por cá os houvera! – de que uma coisa é a visibilidade, a fotografia repetida nos periódicos, outra bem diferente e mais importante é a notoriedade, é o granjear do respeito e consideração.”
Joaquim Gil, advogado, hoje no jornal AS BEIRAS.
Em tempo.
Ao longo da minha existência, que já vai longa, cruzei-me com gente que me parece o exacto oposto da sua imagem pública: por exemplo, intelectuais analfabetos, queques grosseiras, devotos venais, esquerdistas e direitistas impiedosos, optimistas deprimidos, voluntaristas débeis e sisudos de opereta...
Mas tinham um jeito inato para uma coisa: a propaganda!..
Muitos, porém, verificaram com amargura, que a aposta era elevada e o risco enorme, numa Terra com um mar tão sabedor, mas com tantos jornalistas de opereta...
Até apetece citar o O´Neill ...
“País dos gigantones que passeiama importância e o papelão,
inaugurando esguichos no engonçodo gesto e do chavão.
E ainda há quem os ouça, quem os leia,
lhes agradeça a fontanária ideia"
Os “grandes políticos locais” – como se por cá os houvera! – logo responderão pelo maior número de vezes.
Não sendo da área, nem tenho pretensão a sê-lo, arrisco porém dizer em primeiro lugar que não desvalorizo o peso da imagem na sociedade mediática de hoje para um aspirante político.
Em segundo lugar, arrisco defender a tese de que o político deve aparecer o número de vezes suficiente para ser visto (quem não aparece esquece!) e adequado a que dele se não fartem, se não cansem e afastem e adequado ainda a que os que o não conhecem tenham curiosidade de ler o nome e fixar o rosto.
Em terceiro lugar, arrisco ainda lembrar “aos grandes políticos locais” – como se por cá os houvera! – de que uma coisa é a visibilidade, a fotografia repetida nos periódicos, outra bem diferente e mais importante é a notoriedade, é o granjear do respeito e consideração.”
Joaquim Gil, advogado, hoje no jornal AS BEIRAS.
Em tempo.
Ao longo da minha existência, que já vai longa, cruzei-me com gente que me parece o exacto oposto da sua imagem pública: por exemplo, intelectuais analfabetos, queques grosseiras, devotos venais, esquerdistas e direitistas impiedosos, optimistas deprimidos, voluntaristas débeis e sisudos de opereta...
Mas tinham um jeito inato para uma coisa: a propaganda!..
Muitos, porém, verificaram com amargura, que a aposta era elevada e o risco enorme, numa Terra com um mar tão sabedor, mas com tantos jornalistas de opereta...
Até apetece citar o O´Neill ...
“País dos gigantones que passeiama importância e o papelão,
inaugurando esguichos no engonçodo gesto e do chavão.
E ainda há quem os ouça, quem os leia,
lhes agradeça a fontanária ideia"
“Verão Total” da RTP1
O formato, que nos últimos anos tem sido a aposta da estação para os meses de verão, vai voltar á antena no próximo dia 17 de junho, terça-feira, em directo do Forte de Santa Catarina, na Figueira da Foz.
O programa será transmitido das 10h00 às 13hoo e das 15h00 às 18h00.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Abriu hoje a época balnear
Nesta
fase da minha vida, não me dou bem com banhos de água gelada em mar frio.
Não
é por causa das ondas. Aprendi
a nadar sozinho no rio e nas praias da Cova Gala.
Os despedimentos de ontem. E de amanhã.
"Todos temos empregos a defender, bocas para alimentar.
Mas quando é que a engrenagem nos levou a língua, o sobressalto, a indignação?
Quando é que começámos a fazer do cinismo um instinto de sobrevivência?
Quando é que nos fizeram cúmplices da inércia e do desencanto e ajudámos a propagá-los?
Quantos dos nossos, referências de carácter, talento e memória, ficaram sozinhos, lá atrás, a serem despedidos em 30 segundos?"
daqui
Mas quando é que a engrenagem nos levou a língua, o sobressalto, a indignação?
Quando é que começámos a fazer do cinismo um instinto de sobrevivência?
Quando é que nos fizeram cúmplices da inércia e do desencanto e ajudámos a propagá-los?
Quantos dos nossos, referências de carácter, talento e memória, ficaram sozinhos, lá atrás, a serem despedidos em 30 segundos?"
daqui
Os árbitros japoneses gostam da "fruta" brasileira?...
Dois golos de Neymar, o segundo na sequência de uma grande penalidade polémica, e um de Óscar permitiram, esta quinta-feira, ao Brasil vencer a Croácia por 3-1, no jogo de abertura do Mundial2014 de futebol, em São Paulo.
O seleccionador da Croácia, Nico Kovac, qualificou de "uma vergonha" a arbitragem do japonês Yuichi Nishimura no jogo inaugural do Mundial2014 de futebol, que o Brasil venceu por 3-1, pedindo respeito para evitar "um circo".
O seleccionador da Croácia, Nico Kovac, qualificou de "uma vergonha" a arbitragem do japonês Yuichi Nishimura no jogo inaugural do Mundial2014 de futebol, que o Brasil venceu por 3-1, pedindo respeito para evitar "um circo".
quinta-feira, 12 de junho de 2014
“aquela coisa”...
"Algo falhou na concepção do espelho de água que de há um ano para cá se instalou junto ao forte de Santa Catarina. Não sei se a culpa foi do director, do arquitecto ou do engenheiro. Para o comum dos mortais, para o simples cidadão, para o turista que visita, pouco importa, neste momento, procurar responsáveis. A responsabilidade que seja discutida entre as pessoas responsáveis. O importante é que o problema que a imagem retrata, que dispensa qualquer tipo de descrição ou comentários (vamos apenas apelidá-la de “aquela coisa”), seja resolvido o quanto antes, de preferência para ontem, dia em que a foto foi tirada."
Para continuar a ler a opinião de PEDRO SILVA, clicar aqui.
Para continuar a ler a opinião de PEDRO SILVA, clicar aqui.
O mundial de futebol....
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| A fachada de um edifício em São Paulo é utilizada para diivulgar a mensagem dos brasileiros que contestam os gastos excessivos com o Mundial de futebol - NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images |
A esperança, é que o "gigante", com o início da copa, adormeça...
Mas...
E se o "gigante" se mantiver "acordado"?...
Despedimentos no JN, DN, TSF e O Jogo (II)
A notícia sobre o despedimento colectivo de 160 pessoas na Controlinveste, com a excepção do jornal I, não mereceu chamada de primeira página em qualquer outro jornal generalista.
É uma nuance interessante.
É assim como que uma cortesia entre rivais iguais: hoje por ti, amanhã por mim. E mostra, também, quem manda nas redacções...
Época balnear na Figueira
| foto António Agostinho |
Em Quiaios, Costa de Lavos e Leirosa, começa no dia 1 de julho.
Segundo o jornal AS BEIRAS, "os acessos de madeira destruídos pelo mar, no último inverno, na Leirosa, Costa de Lavos e Quiaios, ainda não foram reparados, originando críticas das populações locais." Acrescento que em S. Pedro a situação é a mesma.
“A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) comprometeu-se a fazer a reposição das areias [projetadas para a via pública pelo mar e pelo vento] e reparar os passadiços, mas ainda não o fez e a câmara decidiu fazer uma intervenção minimalista, cuja empreitada, de rápida execução, já foi adjudicada e terá início nesta ou na próxima semana”, disse ao jornal AS BEIRAS o vereador Carlos Monteiro.
Mais fotos aqui.
Despedimentos no JN, DN, TSF e O Jogo
| O presidente do conselho de administração do grupo Controlinveste Conteúdos, Daniel Proença de Carvalho, afirmou que "as medidas agora anunciadas, embora dolorosas, são indispensáveis para que o grupo possa crescer sustentadamente no futuro próximo". |
Segundo disse à Lusa Sofia Lorena, do Público, a iniciativa surgiu de conversas entre jornalistas de vários órgãos de comunicação social, após ter sido conhecido, esta quarta-feira, que o grupo Controlinveste - detentor do Jornal de Notícias, Diário de Notícias, TSF e Jogo, entre outros - vai despedir 140 trabalhadores e negociar a saída de mais 20.
quarta-feira, 11 de junho de 2014
No país do fanico já passou o 10 de junho...
Nem
só de desmaios, manifestações e cães
polícia se
fez este polémico 10 de Junho. Como vem acontecendo de há uns anos
para cá, a presidência da República condecorou uns quantos
portugueses. E se há lá nomes que não levantam grandes discussões
como Eduardo Lourenço, Rodrigo Leão ou Mário Carvalho, a ocasião
também serviu, como vem sendo habitual, para condecorar alguns
amigos. Entre banqueiros, financiadores de campanha e altas patentes
militares, não pude deixar de notar que Miguel Horta e Costa foi
agraciado com uma das mais elevadas condecorações, a Grã-Cruz da
Ordem do Infante do Henrique, que segundo
o site da presidência se
destina a “distinguir
quem houver prestado serviços relevantes a Portugal, no País e no
estrangeiro, assim como serviços na expansão da cultura portuguesa
ou para conhecimento de Portugal, da sua História e dos seus
valores”.
Critérios
à parte, é bom não esquecer que este exemplo de cidadania esteve
envolvido no caso
do submarinos e
no caso
Mensalão,
que envolveu duas das suas mais destacadas entidades empregadoras, o
BES e a PT, durante o período em que lá exerceu funções. No
segundo caso, Horta e Costa foi implicado
por uma das testemunhas chave do processo, Marcos Valério.
Mas nada disto nos deve surpreender. Quantos piores do que ele não
foram já condecorados? Se calhar está é na hora de introduzir uma
pequena alteração na premissa e acrescentar que se distingue também
“quem houver prestado serviços relevantes aos bancos e partidos
políticos portugueses e amigos em geral”. O processo ganha
transparência e a malta fica a saber ao que vai.
No país do fanico, as
condecorações são o que são: “condecorações para amigos”...
Resumindo e concluindo...
O que daqui interessa retirar, independentemente da humanidade que manda respeitar os mais débeis, é se o Prof. Cavaco Silva está doente, ou se a sua personalidade não aguenta a adversidade.
Resumindo e concluindo...
O que daqui interessa retirar, independentemente da humanidade que manda respeitar os mais débeis, é se o Prof. Cavaco Silva está doente, ou se a sua personalidade não aguenta a adversidade.
Engenheiro Baldaque da Silva, João Pereira Mano e Manuel Luís Pata
“Em
1913 o engenheiro Baldaque da Silva apresentou o seu projecto de
construção de um porto oceânico e comercial ao sul do Cabo
Mondego. Fê-lo sob a curiosa designação de “Representação
dirigida ao Congresso Nacional da República Portuguesa sobre o
engrandecimento da Beira e a construção do porto oceânico comercial do
Cabo Mondego”, apoiado no tratamento estatístico da actividade
económica de toda a região.
Não
é o do conhecimento do autor
destas linhas as razões da sua não materialização e se a mesma
teria viabilidade técnica e económica, sendo embora um apetecível
exercício de imaginação reflectir sobre essa possibilidade. O
facto é que o projecto foi apresentado, devidamente fundamentado,
com um cunho eminentemente regionalista apoiado na evidente
preocupação de juntar sinergias.”
Aproveitando
a boleia da crónica desta semana do eng. Daniel Santos no jornal As
Beiras, recordo um texto do CapitãoJoão Pereira Mano,
(autor de "Terras
do Mar Salgado: São Julião da Figueira da Foz…" [1997],
Associado Honorário
do CEMAR-Centro de Estudos do Mar [2008], e Medalha de Ouro de
Mérito, a título póstumo [2012], da cidade da Figueira da Foz),
acerca do Com. Antonio Arthur Baldaque da Silva e acerca do seu
projecto de porto oceânico de águas profundas a construir no Cabo
Mondego (Buarcos):
(…) Autor
de diversos projectos de portos portugueses, e mesmo estrangeiros, o
engenheiro Baldaque da Silva — filho do engenheiro Silva que em
1859 conseguiu restabelecer a barra da Figueira ao Norte, depois de
ter construído o dique ou paredão do Cabedelo — foi o autor
do projecto do “Porto oceânico-comercial do Cabo Mondego” que,
além do molhe de abrigo — agora muito bem lembrado na
imprensa pelo figueirense Bruno de Sousa — delineava
uma doca comercial de 52 hectares de área, só aberta nos 150 metros
da sua entrada, limitada a Oeste pela parte do molhe que termina nos
Formigais, e concluía por uma portentosa rede de canais a ligar
o novo porto a Aveiro, Leiria e Coimbra — já não falando em
estruturas diversas, como sejam diques, doca de pesca e o respectivo
cais. Na altura, e ainda anos depois, os jornais da Figueira
bateram-se pela execução deste, ou de parte deste projecto, tendo
mesmo “A Voz da Justiça” começado a publicar o trabalho deste
denodado engenheiro hidrógrafo, a partir do nº 1136, de 21 de
Out. de 1913. Mas, como é óbvio, nada conseguiram. Porém, se a
Figueira quiser ter um PORTO só ali o terá. Como a Cidade Invicta
teve o seu em Leixões. E, no Cabo Mondego, há ou havia, para tal,
condições muito mais propícias do que aquelas que a foz do rio
Leça ofereceu.
(in
MANO, João Pereira, Terras do Mar Salgado: São Julião da Figueira
da Foz, São Pedro da Cova-Gala, Buarcos, Costa de Lavos e Leirosa,
Figueira da Foz: Centro de Estudos do Mar, 1997, pp. 321-322.)
E, já agora, aproveito para recordar ainda o que me tem dito ao longo dos anos o
velho e experiente Manuel Luís Pata, nas inúmeras e enriquecedoras
conversas que ao longo da minha vida com ele tenho tido: “a
Figueira nasceu numa paisagem ímpar. Porém, ao longo dos tempos,
não soubemos tirar partido das belezas da Natureza, mas sim
destruí-las com obras aberrantes. Na sua opinião, a única obra do
homem de que deveríamos ter orgulho e preservá-la, foi a
reflorestação da Serra da Boa Viagem por Manuel Rei. Fez o que
parecia impossível, essa obra foi reconhecida por grandes técnicos
de renome mundial. E, hoje, o que dela resta? – Cinzas!..”
terça-feira, 10 de junho de 2014
De convencidos a tolos
Durante os séculos XV e XVI, fomos reis do mundo.
A seguir a este período mágico, começou o período da decadência.
Os portugueses esbanjaram toda a riqueza.
A partir daí passámos de ricos a pobres e de convencidos a tolos... Até aos dias de hoje...
“Teresa Leal Coelho defende “sanções jurídicas” aos juízes do Tribunal Constitucional”...
A seguir a este período mágico, começou o período da decadência.
Os portugueses esbanjaram toda a riqueza.
A partir daí passámos de ricos a pobres e de convencidos a tolos... Até aos dias de hoje...
“Teresa Leal Coelho defende “sanções jurídicas” aos juízes do Tribunal Constitucional”...
A classe política que temos na Figueira: um grupo social profissionalizado, não ao serviço do concelho e do povo, mas das máquinas partidárias...
“Vista no seu conjunto, acredito que temos a geração jovem melhor formada de sempre...
….
Constato com satisfação a enorme quantidade de jovens que compõem as nossas orquestras filarmónicas e os muitos que integram elencos de grupos de teatro. O mesmo acontece com o seu interesse pelo concurso de leitura que todos os anos se desenrola em várias fases. Nesta altura, a nossa preocupação deve ir para o facto de o país não estar à altura desta geração e não ser capaz de a aproveitar para seu proveito. Isto, sim, pode ser grave.”
António Tavares, vereador do PS, hoje no jornal AS BEIRAS
Em tempo.
Não estou a ver como é que o PS e o PSD, num futuro que perspectivo próximo, vão mudar o ambiente político, expurgando-o dos espectros que lhe empestam o ar...
Por isso, vamos continuar a ler cronistas, vereadores do arco da tragédia deste poder, professores e comentadores a lamentarem o ar que respiram.
Não seria já mais do que tempo de fazer entrar ar puro?...
Constato com satisfação a enorme quantidade de jovens que compõem as nossas orquestras filarmónicas e os muitos que integram elencos de grupos de teatro. O mesmo acontece com o seu interesse pelo concurso de leitura que todos os anos se desenrola em várias fases. Nesta altura, a nossa preocupação deve ir para o facto de o país não estar à altura desta geração e não ser capaz de a aproveitar para seu proveito. Isto, sim, pode ser grave.”
António Tavares, vereador do PS, hoje no jornal AS BEIRAS
Em tempo.
Não estou a ver como é que o PS e o PSD, num futuro que perspectivo próximo, vão mudar o ambiente político, expurgando-o dos espectros que lhe empestam o ar...
Por isso, vamos continuar a ler cronistas, vereadores do arco da tragédia deste poder, professores e comentadores a lamentarem o ar que respiram.
Não seria já mais do que tempo de fazer entrar ar puro?...
Mais uma: a fotografia da 8ª Meia Maratona Figueira da Foz
O Atletas.net elegeu esta foto de Pedro Agostinho Cruz como a Foto da Prova da 8ª Meia Maratona Figueira da Foz.
"O Miúdo da Meia Maratona" é um instantâneo raro, diferente do habitual, genuíno e motivador de emoções várias.
Ao Pedro, os parabéns mais que merecidos.
Há que continuar.
Subir a corda a pulso é isto, meu caro...
"O Miúdo da Meia Maratona" é um instantâneo raro, diferente do habitual, genuíno e motivador de emoções várias.
Ao Pedro, os parabéns mais que merecidos.
Há que continuar.
Subir a corda a pulso é isto, meu caro...
Ciclismo na Figueira... (II)
| fotos António Agostinho |
A
Figueira tem tradições no ciclismo.
Em 1930, na primeira edição
da Volta dos Campeões, na Figueira da Foz, criada por iniciativa de
Arnaldo Sobral, registou-se a vitória de António Augusto de
Carvalho, o vencedor da primeira volta a Portugal.
Ainda me recordo de ter assistido a algumas edições desta famosa prova que se realizava num circuito que passava na Avenida Saraiva de Carvalho e Rua Fernandes Tomás.
Foi
com expectativa, gosto e alguma emoção, que fui assistir ao
prólogo do 35.º Grande Prémio ABIMOTA, disputado ontem na Figueira
da Foz: um Contra Relógio por equipas, com um total de 4 km,
divididos em 5 voltas de 800 mts cada, que decorreu na Avenida de
Espanha, (junto ao Forte), a partir das 17 horas e 30 minutos.
O
ciclismo, quanto a mim, depois do futebol, é o desporto que tem mais
impacto na sociedade portuguesa.
A tendência reprovável para pôr o desporto ao serviço do poder, do político ou de certas ideologias não surge apenas nas ditaduras (não é o caso do Estado Novo - Salazar desconfiava do desporto profissional e preferia a modesta "ginástica de formação"), mas também nas democracias.
A tendência reprovável para pôr o desporto ao serviço do poder, do político ou de certas ideologias não surge apenas nas ditaduras (não é o caso do Estado Novo - Salazar desconfiava do desporto profissional e preferia a modesta "ginástica de formação"), mas também nas democracias.
Todos
nos recordamos da corrida às medalhas olímpicas durante a guerra
fria e das tentativas dos EUA e das defuntas URSS e RDA para
demonstrar, por esse meio, a superioridade dos seus sistemas
económicos e políticos.
Sabemos,
hoje, que os líderes soviéticos procuraram associar as glórias
desportivas ao espírito de camaradagem e ao colectivismo, embora os
atletas (muitas vezes forçados) e a população, em geral, as vissem
como símbolos da coerção e exploração estatais. Sabemos, por
exemplo, que, em 1984, Ronald Reagan aproveitou o sucesso dos EUA nas
olimpíadas de Los Angeles para, na sua campanha de reeleição,
reafirmar a restauração do orgulho americano. Bill Clinton voltou a
fazer o mesmo nas olimpíadas de Atlanta, em 1996.
Durão
Barroso teve azar no Euro 2004, pois a Grécia trocou-nos as
voltas...
Vai toda a distância entre o poder que fomenta e promove o desporto e o poder que põe o desporto ao seu serviço.
Vai toda a distância entre o poder que fomenta e promove o desporto e o poder que põe o desporto ao seu serviço.
Foi
isso que senti ao ver o triste espectáculo da prova de ontem,
disputada nas condições que as fotos documentam, que prejudicaram a
prova e colocaram em risco a integridade física dos corredores.
Ainda assisti a uma queda e mais não houve porque os atletas optaram
por abordar as curvas à defesa.
A
zona requalificada junto ao Forte está bonita, mas a Figueira tem outros espaços onde a prova poderia desenrolar-se com outro
esplendor e outras condições, o que contribuiria para aquilo que, do meu ponto de vista,
seria o fundamental: uma belíssima jornada de propaganda para a
magnífica e espectacular modalidade desportiva que é o ciclismo.
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