Artº 72º. - O Chefe do Estado é o Presidente da República eleito pela Nação, por intermédio de um colégio eleitoral constituído pelos membros da Assembleia Nacional e da Câmara Corporativa em efectividade de funções e pelos representantes municipais de cada distrito ou de cada província ultramarina não dividida em distritos e ainda pelos representantes dos conselhos legislativos e dos conselhos de governo das províncias do governo-geral e de governo simples, respectivamente.
Lei nº. 2100, 29 de Agosto.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Portugal, 1942
"Por felicidade o país, ao desempenhar-se do encargo constitucional da eleição, não tem que escolher: felizes as nações que nos momentos cruciais da sua vida não são obrigadas a escolher, e às quais a Providência com desvelado carinho dispõe os acontecimentos e suscita as pessoas de modo tão natural e a-propósito que só uma solução é boa e essa a vêem com nitidez no íntimo da sua consciência todos os homens de boa vontade! Felizes porque não se debatem em dúvidas angustiosas, porque não se arriscam em desmedidas contingências, felizes sobretudo porque não se dividem!"
Salazar, em 7 de Fevereiro, aquando da reeleição do Presidente da República Óscar Carmona, candidato único, com 90,7% dos votos.
Salazar, em 7 de Fevereiro, aquando da reeleição do Presidente da República Óscar Carmona, candidato único, com 90,7% dos votos.
Profetas da Figueira... (9)
"O próprio Salazar redigiu o seu retrato psicológico difundido pela propaganda: humilde, honesto e um
homem sem ambições políticas.
Ainda hoje há quem o repita..."
Rui Curado da Silva, investigador, hoje no jornal AS BEIRAS.
Rui Curado da Silva, investigador, hoje no jornal AS BEIRAS.
LIBERDADE!
Neste dia, há 40 anos ainda não era assim.
Agora, o Povo é livre. Não tem que ter medo de falar.
Agora, o Povo é livre. Não tem que ter medo de falar.
Antes do 25 de Abril de 1974 falava-se baixinho. Agora,
pode dizer-se alto o que se pensa.
25 de Abril de 1974, recordo-te como a vontade
de um Povo que quis ser livre e numa manhã veio para a rua gritar:
LIBERDADE! LIBERDADE!
O 25 de Abril de 1974 foi o maior acontecimento, de que tenho memória, que houve em Portugal.
Foi com ele que a LIBERDADE veio para
as ruas de braços abertos.
Havia um sonho na véspera do tempo, um grito na boca cerrada por inúmeras
outras palavras.
Neste dia, há 40 anos, ainda havia o medo e o desejo de uma palavra virgem: LIBERDADE.
LIBERDADE que é que tu ainda podes fazer?
Eu espero que tu combatas os homens
maus, e que ajudes o mundo e Portugal.
LIBERDADE não é só para vós. Todos queremos. Também tem de ser para todos nós!
LIBERDADE é vossa, mas nós também a queremos. E, assim, a LIBERDADE será vossa
e nossa.
LIBERDADE é uma criança. Criança que voa ao vento. Vento que é livre. Livre como o tempo.
Ó Portugal, Portugal! Porque choras de saudade, o que passou, passou. Hoje existe a LIBERDADE.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Austeridade – sinais exteriores (3)...
Como diria Durão Barroso, no tempo da outra senhora havia uma preocupação sincera pelos pobrezinhos.
Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal comemorativa do 40.º aniversário do 25 de abril
Sexta, 25 Abril, 10:00
- Sessão solene
Inicia-se com a concentração junto ao Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, seguida da cerimónia do hastear da bandeira.
Será orador convidado o cidadão António Augusto Menano, e intervindo para além do Representante da Associação 25 de Abril, Representantes de todos os partidos e Coligação de Cidadãos com assento na Assembleia Municipal.
Estas cerimónias serão abrilhantadas pelas actuações da Filarmónica da Sociedade Filarmónica Quiaense e do Coral David de Sousa.
- Sessão solene
Inicia-se com a concentração junto ao Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, seguida da cerimónia do hastear da bandeira.
Será orador convidado o cidadão António Augusto Menano, e intervindo para além do Representante da Associação 25 de Abril, Representantes de todos os partidos e Coligação de Cidadãos com assento na Assembleia Municipal.
Estas cerimónias serão abrilhantadas pelas actuações da Filarmónica da Sociedade Filarmónica Quiaense e do Coral David de Sousa.
Mistério!..
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| daqui |
"A apresentação da obra “Antologia de Poesia País de Abril”, de Manuel Alegre, ontem ao fim da tarde em Coimbra, foi motivo para fazer crítica à política actual, com o poeta a mostrar preocupação por “um país em que os mercados estão acima do Estado”. Todavia, na Casa da Escrita, estando entre amigos – alguns deles anteriores ao 25 de Abril de 1974 – Manuel Alegre não deixou de revelar um olhar mais descontraído sobre os fenómenos sociais, constatando que, nos últimos tempos, “nunca se viu um mar de gente na rua como na celebração do Benfica, de que gostei, mas que também me deixou preocupado”. Para o antigo candidato à Presidência da República, “isto também revela a necessidade das pessoas se libertarem de um vazio que existe”."
Ora cá está um mistério!..
Os portugueses, por norma, pelam-se por estar ao lado dos vencedores.
É assim na política e no futebol.
A recente vitória do Benfica trouxe à tona um mistério...
Mais do que um mistério, penso mesmo que é um fenómeno em Portugal: o benfiquismo.
Vejamos: nos últimos 30 anos, se a memória não me atraiçoa o Benfica venceu 7 campeonatos. O Porto ganhou quase o triplo – 20.
A diferença é substancial.
Seria de esperar que os adeptos do Porto tivessem aumentado de forma clara...
Todavia, como se viu no domingo, este país é de benfiquistas!..
Lembram-se de "um campo chamado Tarrafal?"
23 de Abril de 1936: abertura do campo de concentração português do Tarrafal, na ilha de Santiago, em Cabo Verde. Três anos depois chegavam os primeiros 152 detidos, entre os quais se contavam participantes do 18 de Janeiro de 1934 na Marinha Grande.
daqui
daqui
terça-feira, 22 de abril de 2014
A decomposição do açúcar e do sal
"Vá lá, isto já não é um governo. É um ajuntamento de pessoas unidas para cumprir o fecho do programa da troika, porque se isso não acontecesse - a manutenção do governo em funções mesmo em estado de colapso - a senhora Merkel ficaria muito aborrecida...
É este ajuntamento que governa o país e vai a votos no dia 25 de Maio em coligação."
Profetas da Figueira... (8)
"É curioso atentar na postura dos que se colocaram como críticos do que se fez; os que se esgadanham na crítica ronceira
de dizerem mal de tudo tapam os ouvidos aos resultados e, se os apresentamos, acusam-nos de auto elogio.
A oposição, mais inteligente, cola-se a toda a acção inegavelmente positiva e reclama a sua parte; o impulso é tão
forte que chega a reclamar para si os méritos do Plano de Saneamento Financeiro, embora não assuma o seu reverso - o sacrifício."
António Tavares, vereador PS no jornal AS BEIRAS.
António Tavares, vereador PS no jornal AS BEIRAS.
Para ler na calma da noite
«Há qualquer coisa em Passos Coelho que faz com que as pessoas lhe tolerem com alguma bonomia todas as suas mentiras. Ou que pelo menos não se indignem como se indignavam com Sócrates ou com Durão Barroso ou como se continuam a indignar com Portas. (...) Querem o melhor exemplo? O espaço de opinião de José Sócrates, transformado numa "entrevista confrontacional", foi aplaudido pela maioria dos jornalistas. A entrevista de José Gomes Ferreira a Pedro Passos Coelho, transformada num espaço de opinião partilhada (à semelhança do encontro amigável de Passos Coelho com uns cidadãos, na RTP), não provocou grande incómodo nos intrépidos defensores do jornalismo corajoso e independente. Na realidade, a entrevista foi tão fácil que Passos Coelho acreditou que os país era composto por milhões de gomes ferreiras. E desembestou num chorrilho de mentiras sem pensar que havia um dia seguinte.»
Daniel Oliveira, As contradições de Passos Coelho em entrevistas não "confrontacionais"
«No diálogo televisivo de terça-feira, o primeiro-ministro falou dum alargamentozinho no corte de salários face ao do anterior Governo. Segundo o primeiro-ministro, fazer cortes de 3,5% nos salários a partir de 1500 euros não é muito diferente de cortar 2,5% a partir dos 675. Também, segundo ele, não existirá grande diferença entre o tal corte de 3,5% nos salários de 1500 euros e o atual de 8,5%. Mais do dobro. (...) Infelicidade verbal, pois então. Mas existiram mais aspectos que houve quem achasse claros. Houve tempo para libertar (...) uma não verdade, quando disse que os cortes nas despesas de funcionamento do Estado tinham sido de 1600 milhões de euros: não foram, foram de metade desse valor como provou o Jornal de Negócios dois dias depois. Infelicidade verbal, sem dúvida. Também não faltaram, no alegre convívio, momentos de puro entretenimento: o desonerar (...) das pensões e salários em 2016. Se der, eventualmente, às tantas. Tão certo como "termos cumprido as metas". Não houve tempo para explicar como é que não se tendo cumprido uma única meta original se diz exatamente o contrário. Infelicidade verbal, claro.»
Pedro Marques Lopes, "Infelicidades verbais várias"
«"Nós temos um sistema de pensões que não é sustentável". (...) Como incentivo à fuga contributiva, dificilmente se conceberia melhor declaração. Depois, os vários estudos de instituições internacionais mostram que, depois de 2006, o sistema de pensões português é dos que apresentam menores riscos. (...) O problema da segurança social hoje é a combinação entre quebra contributiva (por força da quebra do emprego) e aumento de despesa (efeito do desemprego). Entre 2010 e 2012, a diminuição das contribuições foi de 400 milhões de euros, enquanto a despesa com subsídio de desemprego aumentou 480 milhões. (...) "Os portugueses escolheram um governo para governar nas circunstâncias mais difíceis de que há memória nos 40 anos sobre a revolução". (...) As frases citadas foram proferidas por Passos Coelho na conversa televisiva desta semana. Esta última distingue-se por ser verdadeira e merece um comentário adicional: foi uma tragédia, num momento como o que vivemos, termos alguém tão impreparado a chefiar o governo.»
Pedro Adão e Silva, Um primeiro-ministro
«Nunca saberemos ao certo se o primeiro-ministro cedeu a tentações eleitorais em 2011 ou se pura e simplesmente desconhecia o plano de ajustamento da troika e as limitações da poupança com as "gorduras no Estado". Vê-lo voltar a essa história de fadas de grandes reduções de défice com base em ganhos de "eficiência", menos "consultoria" e muitas "fusões" causa inevitavelmente calafrios - especialmente se considerarmos que três anos depois parece ainda não dominar o assunto em que depositou tanta esperança. Se desta vez, o primeiro-ministro errar, já não terá desculpa. Pois como disse, e bem, "às vezes criam-se ideias que não são correctas".»
Rui Peres Jorge, Números errados, ideias erradas
«Debaixo deste discurso muito pouco transparente, há no entanto uma ideia clara e um objectivo definido. A ideia clara é que a austeridade é para continuar. (...) O objectuvo definido é que, para conseguir aqueles equilíbrios, o governo aposta tudo no esmagamento da procura interna. E isso exige que salários e pensões não só nunca mais voltem aos patamares de antes da crise como se mantenha a brutal carga fiscal sobre os rendimentos. Em síntese, este ajustamento exige e assenta no esmagamento da classe média. E é isso que a troika e o governo têm prosseguido com afinco, enquanto nos fazem sentir a culpa de "termos vivido acima das nossas possibilidades", seja isso o que for, uma viagem às Maldivas ou jantar fora demasiadas vezes...»
Nicolau Santos, Quantos pobres fazem o ajustamento?
Via Ladrões de Bicicleta
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Profetas da Figueira... (7)
"Compreendo bem a frustração dos que genuinamente queriam um país mais solidário, coeso e livre, quando olham para a situação a que chegamos, mas não tenho dúvidas que, apesar de tudo, valeu a pena. Hoje, todos temos de ser “capitães” e ajudar Portugal a erguer-se, como sempre se ergueu. Abril ainda não se cumpriu totalmente, mas depende de todos a melhoria da democracia, através da persistência, da esperança e da sabedoria. O 25 de abril não deve ser comemorado como rotina, ou por obrigação. O 25 de abril tem de ser um tempo de reflexão, de cerrar fileiras para o futuro e de perce ber a história contemporânea de Portugal. Tenhamos memória."
Miguel Almeida, vereador Somos Figueira hoje no jornal AS BEIRAS.
Miguel Almeida, vereador Somos Figueira hoje no jornal AS BEIRAS.
domingo, 20 de abril de 2014
sábado, 19 de abril de 2014
"QUEM É IGUAL A QUEM? ou A RESISTÊNCIA HERÓICA DAS MULHERES DA COVA / GALA", estreou ontem à noite com casa cheia
| foto Olímpio Fernandes |
O texto foi escrito
nos anos setenta do século passado pelo Adelino Tavares da Silva (foi meu Amigo
e um grande jornalista deste País, tendo chegado a ser Director do extinto «O
Século», a seguir ao 25 de Abril de 1974. Adelino Tavares da Silva tinha raízes
familiares no nosso concelho, pois o seu Pai – o Comandante Rainho – era da
Gala). A solução cénica encontrada para levar pela primeira vez ao
palco este inédito, de que gostei sobremaneira, foi do Francisco Sanchez. A meu ver, houve apenas dois pormenores que podem ser
melhorados: a Tasca do Zé Gandarês, onde o narrador, o Tzé Maia, ao estar fora
do palco, ao nível da sala, não fica visível para grande parte dos espectadores; por outro lado,
numa sala cheia como felizmente aconteceu ontem, a riqueza satírica e acutilante
do texto provocou, por diversas vezes, reacções de agrado e boa disposição do
público, o que foi positivo, mas prejudicou a compreensão da peça, pois tornou difícil a audição de certas passagens
do magnífico texto do Adelino Tavares da Silva. De registar a boa prestação dos amadores em cena, o que certamente terá muito a ver com a
exigência e o rigor do director cénico. Sem desprimor para ninguém, gostei
especialmente da interpretação que a Manuela Ramos deu a uma personagem forte e
cheia de força, uma autêntica Mulher da Cova Gala, como é, indiscutivelmente, a Ana Racha.
Muita gente pensa que o teatro é uma arte inacessível ao nosso depauperado bolso, ainda para mais neste difícil tempo de crise que atravessamos. Só que nem sempre é verdade. Para alegria de quem não possui bolso recheado e gosta de teatro, existem bons espectáculos, como o que foi levado à cena ontem à noite no Clube Mocidade Covense, que por dois ou três euros podem ser vistos.
"QUEM É IGUAL A QUEM? ou A RESISTÊNCIA HERÓICA DAS MULHERES DA COVA / GALA", é um espectáculo interessante e arrebatador, que fala de nós e dos
nossos antepassados covagalenses, que nos
surpreende e prende pela simplicidade de
um texto escrito com a qualidade só ao alcance de um talento literário como o de Adelino Tavares da Silva, que consegue alcançar, como ontem aconteceu, os corações e a alma da
plateia. Faz-nos pensar e reflectir, mas também nos faz rir e divertir. Numa
palavra provoca-nos emoções. A não perder.
Ficha Técnica.
Actores: Ana Margarida, Beatriz Duarte, Dina Pimentel, Francisco Sanchez, João Pita, Lurdes Sardo, Manuela Ramos, Maria Luísa, Rosa Estrela , Leonor, Alexandra, Ana Sofia e Mariana.
Actores: Ana Margarida, Beatriz Duarte, Dina Pimentel, Francisco Sanchez, João Pita, Lurdes Sardo, Manuela Ramos, Maria Luísa, Rosa Estrela , Leonor, Alexandra, Ana Sofia e Mariana.
Sonoplastia: José Vidal, João Pita e Adelaide Sofia.
Cenário: João Pita e Susana Brás.
Música: José Castro. Letra da Canção: João Pita.
Encenador: Francisco Sanchez.
sexta-feira, 18 de abril de 2014
25 de Abril - 40 anos
A Direcção da Associação 25 de Abril informa que decidiu
levar a efeito uma evocação a Salgueiro Maia, nela personificando a homenagem a
todos os militares de Abril, no Largo do Carmo, no dia 25 de Abril às 11.00,
evento para o qual desafia toda a população.
Mais informa que, nessa circunstância, o Presidente da
Direcção da A25A proferirá uma intervenção de fundo na linha da que seria feita
na sessão solene na Assembleia da República.
Após esse tributo, será organizada uma romagem ao edifício
onde funcionava a PIDE/DGS, na Rua António Maria Cardoso, para evocação da
memória dos cidadãos ali assassinados no fim da tarde de 25 de Abril.
Todos ao largo do Carmo às 11h00 de dia 25 de Abril!
Austeridade – sinais exteriores (2)...
40 anos depois do 25
de Abril, alguém conhece por estes lados
algum órgão de informação de referência?
Eu não quero ser injusto. Mas, mesmo reconhecendo a competência, o profissionalismo, a dedicação e a entrega de alguns jornalistas locais, na Figueira, só conheço
órgãos de informação de reverência...
Profetas da Figueira... (6)
“O 25 de Abril eclodiu as organizações, políticas,
sindicais, populares.
Algumas novas, outras saídas da clandestinidade, onde se
tinha desenvolvida a sua luta contra o Estado Novo.
A sua divulgação assumiu modos diversos, dos comícios aos
cartazes e aos murais, colados , por militantes, pelas cidades, pintados nos
muros e nas paredes. A Figueira não ficou de fora desta forma de luta. Brigadas
de alguns partidos disputaram, renhidamente, os espaços.
Recordo pichagens a azul, no percurso de minha casa, até às
paredes do Hospital da Misericórdia, onde trabalhava, palavras onde o meu nome era
escrito exortando à minha morte. Que acabaram após uma conversa entre mim e o líder
de um partido de direita, no café O Caçador.”
António Augusto Menano, escritor, hoje no jornal AS BEIRAS.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Gabriel García Márquez morreu aos 87 anos
Austeridade – sinais exteriores...
Descobri que se acende uma luzinha quando o nível do gasóleo no depósito do combustível do meu carro desceu de tal maneira que entrou na reserva...
Troca-tintas
Dou-me cada vez pior com coisas destas.
Deve ser falta de paciência, uma forma educada de me referir
à minha própria idade.
Casos destes, entre os chamados partidos do arco do poder,
são frequentes. Penso que todos nos lembramos, por exemplo, de João Gouveia em Soure.
“Posso dar um contributo para o concelho”, afirma hoje ao jornal AS BEIRAS a vereadora Alexandra Ferreira, sobre a mudança de “equipa”, que gerou uma onda de choque nos bastidores políticos e autárquicos locais, com o PSD e a CDU a
manifestarem estranheza.
Recorde-se, que Alexandra Ferreira foi eleita pela coligação “Mais por Montemor”, nas últimas autárquicas e que fez parte do executivo liderado por Luís Leal.
Agora, aceitou assumir um lugar a meio tempo na Câmara de Montemor-o-Velho, depois de um longo “namoro político” de Emílio Torrão .
manifestarem estranheza.
Recorde-se, que Alexandra Ferreira foi eleita pela coligação “Mais por Montemor”, nas últimas autárquicas e que fez parte do executivo liderado por Luís Leal.
Agora, aceitou assumir um lugar a meio tempo na Câmara de Montemor-o-Velho, depois de um longo “namoro político” de Emílio Torrão .
Nunca tive o menor respeito por essa treta de que aos
jovens, é suposto ser permitido (e aconselhado), o arroubo ideológico...
Se se é novo, é suposto ser-se tolerante, aberto, curioso, e
não fanático. Mas, também, penso, ter princípios e coerência política...
O que esta senhora fez, em gíria figurada e popular, é definido com um nome: troca-tintas.
Capitães de Abril não discursam no Parlamento
"Em reunião, que ontem se realizou ao fim da tarde
entre a presidente do Parlamento e os representantes dos grupos parlamentares,
não ocorreu o consenso necessário para a intervenção de um representante da
Associação 25 de Abril na sessão solene comemorativa [dos 40 anos do 25 de
Abril]", informa a nota do gabinete de Assunção Esteves.
Na reunião, a presidente da AR e os deputados
"expressaram, unanimemente, o seu respeito e gratidão pela coragem doscapitães de Abril, com o seu legado da democracia, e reafirmaram o seu desejosincero de os ter presentes nestas cerimónias".
A inteligência pode ser inimiga da acção, pois pode conduzir ao paradoxo.
Nos momentos de ruptura, ensina-nos que somos muitos
pequenos, mas também nos diz que se nos vemos como pequenos nos apequenamos, o
que é contrário ao bom uso da inteligência.
Como disse no passado domingo Marcelo Rebelo de Sousa - Capitães de abril: «Goste-se ou não, estamos aqui devido a eles».
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Só para verem que ando atento...
“Areal da Figueira cresce cerca de 40 metros por ano”, é uma
notícia hoje em grande destaque no Diário de Coimbra.
Há mais de dois anos –
em 5 de Março de 2012 – já este blogue, citando um trabalho da Lusa – dava conta
deste problema numa postagem intitulada “cada vez mais areia a norte, erosão galopante a sul”.
Recordo uma passagem.
“José Nunes André,
geógrafo e investigador universitário, tem vindo a monitorizar a acumulação de
sedimentos através de três perfis transversais, elaborados numa faixa de dois
quilómetros de comprimento no areal entre a Figueira da Foz e Buarcos. "Tem dado uma média de 40 metros ao ano de crescimento da
praia. E a sul [dos molhes do porto] temos o reverso da medalha, as praias
estão a recuar assustadoramente. As praias da Cova Gala e da Leirosa recuaram
15 metros num ano",
disse à agência Lusa José André.
De
acordo com o investigador, o ritmo de crescimento do areal da Figueira da Foz
é, actualmente, superior ao verificado aquando da construção original do
molhe norte, nos anos 60 do século passado. A praia, explicou, cresceu cerca de 440 metros até à década
de 1980 e, a partir daí, nos últimos 30 anos, a acumulação de sedimentos
reduziu de intensidade e praticamente estabilizou. No entanto, com a obra de
prolongamento do molhe - concluída no verão de 2010 -, o areal voltou a crescer
e, actualmente, apresenta 580 metros de largura máxima entre a marginal e
a orla marítima, segundo as medições feitas por José André.
Este geógrafo recordou que, por ocasião da obra, o período estimado de crescimento do areal foi estabelecido em 12 anos. Segundo os dados de que dispõe, e a manterem-se os valores observados, o prolongamento da praia vai ocorrer "apenas em seis, sete anos, até que as areias contornem o molhe"
Este geógrafo recordou que, por ocasião da obra, o período estimado de crescimento do areal foi estabelecido em 12 anos. Segundo os dados de que dispõe, e a manterem-se os valores observados, o prolongamento da praia vai ocorrer "apenas em seis, sete anos, até que as areias contornem o molhe"
E com toda a razão...
| fot daqui |
O ex-líder parlamentar do PSD já não está em prisão domiciliária e o juiz mandou retirar a pulseira eletrónica por considerar que o perigo de fuga está diminuído."
Nada mais justo!
Para o Brasil, asseguro eu, não existe mesmo nenhum perigo de fuga...
Profetas da Figueira... (5)
“Não
é entendível, por exemplo, que o Paião disponha de um plano de urbanização e a
gestão urbanística das Alhadas se faça
pelo PDM quando ambas, por definição, se encontram ao mesmo
nível na hierarquia urbana.
A
montante deste processo, evidencia-se a necessidade da aprovação do plano
estratégico que clarifique
os objectivos e os caminhos que o concelho há-de tomar.
É
portanto bem-vinda a recente decisão de suspender os planos de urbanização da Praia
de Quiaios-Murtinheira, por obsoleto, e o plano de pormenor do Bairro Novo, assente
em cadastro errado, ambos a exigir grande esforço na gestão urbanística.
Queremos
acreditar estar na presença de vontade de alterar aqueles que têm sido os comportamentos
nos últimos anos. É muito o trabalho que nesta área a Câmara tem que
desenvolver, a começar pela concretização do plano estratégico e das revisões
do PDM e do PU
da zona urbana.
Deseja-se
que a recente deliberação seja apenas o início dos ciclópicos trabalhos que
sobre o assunto haverá que desenvolver.
Para já, os sinais são positivos”.
Obedecer!.. Não foi assim que tudo isto começou?..
“A homenagem que os pais dos seis jovens estudantes da
Lusófona, que morreram na praia do Meco a 15 de dezembro, promoveram ontem para
assinalar os quatro meses sobre a tragédia, ficou marcada pela identificação de
Anabela Pereira, mãe de Tiago Campos, e de dois surfistas, por terem lançado
flores ao mar, contrariando as ordens da Polícia Marítima. Os outros pais
optaram por obedecer e não chegaram a entrar no areal.”
Via DN
Quando um jornalista pede desculpa por fazer jornalismo...
“Deu-se ontem, na entrevista de José Gomes Ferreira a Pedro
Passos Coelho, um momento de verdade suprema. Durante toda a tarde, em
antecipação de uma conversa entre um enamorado pela austeridade e um apaixonado
pela austeridade, tinham chovido propostas de perguntas de um a outro: “Porque
não foi mais longe?”, era a mais fácil de prever. E claro que apareceu.
A realidade, porém, não só ultrapassou a imaginação como a
atropelou e fugiu. No único momento em que José Gomes Ferreira se lembrou de
insistir numa pergunta, Pedro Passos Coelho franziu o sobrolho e levou o
jornalista a escusar-se:
“Desculpe, foi um impulso jornalístico”.
Quando um jornalista pede desculpa por fazer jornalismo, está tudo dito.”
Quando um jornalista pede desculpa por fazer jornalismo, está tudo dito.”
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