Por cá, são os polícias a aprender para melhor informar os turistas...
No Brasil, são as putas...
Quem acham que os turistas vão preferir?..
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Plano de Pormenor do Bairro Novo encontra-se suspenso
Na passada segunda-feira, no decorrer da reunião realizada à porta
fechada, foi aprovada a suspensão do Plano de Pormenor do Bairro Novo da Câmara
Municipal da Figueira da Foz, publicado pela Deliberação n.º 441/2008, DR N.º35, 2.ª Série, de 19/02/2008, com cinco votos a favor da maioria socialista e
quatro votos contra da oposição Somos Figueira.
Este Plano de Pormenor
encontrava-se em vigor desde 2008 e “visava definir as orientações necessárias
à preservação e valorização do património edificado”.
Segundo a autarquia, em nota de imprensa tornada pública,
foram detectadas “situações de falta de adequação das normas do plano à realidade”, bem como a
“incapacidade” do mesmo em “responder às
novas intenções de uso e ocupação decorrentes de um novo contexto sócio-económico”.
Desta forma, com a suspensão “pretende-se agilizar as
intervenções urbanísticas no Bairro Novo, aproximando-as das novas realidades
salvaguardando a preservação cultural e patrimonial daquela área”, refere a
câmara.
O vereador da oposição João Armando Gonçalves, contactado
pelo DIÁRIO AS BEIRAS, afirmou: “parece-nos que a identidade do Bairro Novo é uma
das grandes mais-valias que a cidade tem. Importa preservar essa identidade e
o plano que existia assegurava essa missão, apesar de sabermos que tem alguns
erros. A suspensão do plano aumenta o risco de se desvincular essa identidade
do Bairro Novo”, disse ainda o vereador da oposição.
O equívoco
“Com a frequência com que se comemoram eventos relacionados com as freguesias do
concelho, agitam-se as bandeiras da reorganização administrativa que o actual
governo incompetentemente levou por diante, “para satisfação das imposições da
troika”.
Populisticamente, brande-se na direcção da oposição local,
“esses canalhas”, responsáveis pelas alterações a que a mesma deu origem, como
se da total inacção, nada acontecesse!
Qualquer reforma administrativa, local ou regional, deverá
obrigatoriamente ser precedida de estudos técnicos profundos que proporcionem
aos decisores políticos as bases que fundamentem as melhores soluções.
A lei que lhe serviu de base não o permitiu. Tão só, era
preciso fazer qualquer coisa!
E como a lei, não tendo sido revogada, teria que ser cumprida,
restou procurar o caminho menos prejudicial.
“De nada serve ao homem conquistar a Lua se acaba por perder
a Terra”, disse François Mauriac em 1952.
Convém recordar que no início do mandato anterior, aquando
da criação das célebres, improdutivas e caras equipas de planeamento, foi recomendado ao executivo que iniciasse tal
trabalho, antes mesmo de o governo decidir sobre a matéria. Lisboa e a Covilhã,
por exemplo, fizeram-no.
Se o governo foi incompetente, o executivo local não o foi
menos!
O alarido vai porém ter fim!
Quando o Dr. Seguro chegar a 1º ministro, ao mesmo tempo que
acaba com os sem-abrigo, revogará a reforma administrativa.
Helás! Está o problema resolvido! Não será melhor a
autarquia começar já a trabalhar, ocupando os seus inúmeros quadros técnicos na
preparação de uma reforma condigna?”
Daniel Santos, engenheiro civil, hoje no jornal AS BEIRAS
Em tempo.
O eng. Daniel dos Santos, enquanto vereador e presidente dos
100% deixou-se, por razões que só ele saberá, enredar num vespeiro, onde havia, como certamente terá
conhecimento muito melhor do que eu, muita hipocrisia...
Sobre a lei que serviu de base e é a sua desculpa para se ter deixado enredar...
Os tribunais é que têm de obedecer cegamente à lei.
Mas, procuram fixar-lhe os contornos, porque a Lei
escreve-se em artigos indefinidos, plurais, numa abstração que obriga os
tribunais a moldá-la aos casos concretos.
Esta operação deve ser feita por especialistas.
O que se exigia então, a quem tomou decisões sem estudos técnicos profundos
que tivessem proporcionados aos políticos
as bases que fundamentam-se as melhores soluções?
Imparcialidade, claro. Isenção nas opiniões e fundamentações, também,
particularmente nas que conduziam directamente às decisões. Sabedoria técnica,
de preferência elevada. E sabedoria da
vida, conhecida como experiência.
E já agora, a integridade de carácter, a honestidade e
ainda a sensatez em estado sólido.
A administração da lei não é o mesmo que democracia, nem uma
coisa garante necessariamente a outra. A administração da lei é a aceitação de
que são as leis regulamentadas, não por uma autoridade suprema, mas pelos
cidadãos, que governam todos – os que estão no poder, os que e estão na
oposição e os que estão fora do jogo do poder...
terça-feira, 8 de abril de 2014
"O meu país não é deste Presidente, nem deste Governo"
Alexandra Lucas Coelho recebeu ontem o prémio literário da APE, pelo romance "E a Noite
Roda".
Tal como acontecera aquando da entrega dos prémios Gazeta de
Jornalismo 2013, Cavaco Silva não esteve presente. Foi a primeira vez, desde
1987, que um PR se escusou a estar
presente na entrega dos prémios gazeta, os mais prestigiados atribuídos em
Portugal.
Toda a gente percebeu que a recusa se deveu ao facto de o premiado
ser António José Cerejo, um dos ódios de estimação de Cavaco.
Ontem, para a entrega do prémio APE a Alexandra Lucas
Coelho, o presidente Aníbal mandou um amanuense qualquer representá-lo.
No momento de discursar, Alexandra Lucas Coelho foi frontal.
"Eu gostava de dizer ao actual Presidente da República,
aqui representado hoje, que este país não é seu, nem do governo do seu partido.
É do arquitecto Álvaro Siza, do cientista Sobrinho Simões, do ensaísta Eugénio
Lisboa, de todas as vozes que me foram chegando, ao longo destes anos no
Brasil, dando conta do pesadelo que o governo de Portugal se tornou: Siza
dizendo que há a sensação de viver de novo em ditadura, Sobrinho Simões dizendo
que este governo rebentou com tudo o que fora construído na investigação,
Eugénio Lisboa, aos 82 anos, falando da “total anestesia das antenas sociais ou
simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas
que a História não confina a míseras notas de pé de página.”
O discurso, na íntegra, pode ser lido aqui.
Fixe, meus!..
“Há, em toda esta história, outra coisa que não se percebe.
Como é possível que Durão e Constâncio possam contar estas histórias de forma
tão imprecisa, baseando-se na sua memória? A Presidência do Conselho de
Ministros não guarda registos? O Banco de Portugal não guarda registos? As
reuniões não dão origem a actas? Nos Estados Unidos, uma história destas teria
trinta memos escritos a sustentá-la, sete actas de reuniões, as agendas de
todos os participantes, entradas nos diários dos intervenientes, dias e horas
das reuniões e respectivas ordens de trabalhos, registos do que se disse e do
que foi pedido e do que foi garantido e por quem.
Mas em Portugal, no meio político, a regra é a informalidade
e isso é apresentado como um sinal dos nossos brandos costumes. O problema é
que a informalidade é a arma de eleição dos corruptos e dos aldrabões. Os
políticos não têm agendas, as reuniões não tem actas, as declarações não têm
testemunhas. E, nos raros casos em que esses documentos existem, os
protagonistas levam-nos para casa no fim da legislatura como se fossem
propriedade sua e não património público e um elemento essencial da
responsabilização dos agentes políticos.”
- José Vítor Malheiros, colunista do jornal Público
- José Vítor Malheiros, colunista do jornal Público
Jornalismo e "poesia rigorosa"
Li este título, hoje, no jornal As Beiras.
Perante o facto interroguei-me: o jornalismo é uma aldrabice?
Confesso que não sou mestre suficiente na matéria, para
sustentar tal afirmação.
Gosto do jornalismo porque me parece uma profissão útil.
Modéstia à parte, porém, considero-me possuidor de alguma capacidade analítica - aliás, reconheço, um dos meus grandes defeitos.
Por outro lado, encaro o jornalismo como uma actividade com rigor. Defendo, aliás, que é preciso
acabar com a ideia de que o jornalismo é uma aldrabice.
Porém, no tempo que passa, constato que o povo até tem alguma razão - em grande parte, por diversas razões, que não vou aqui e agora esmiuçar, é mesmo aldrabice.
O jornalismo, tal como eu o entendo, obriga a
um enorme rigor e isso traduz-se, também, na busca de uma “poesia rigorosa”.
Maria Filomena Mónica
... "não é possível substituir o papel do professor de carne e osso (...). A escola é para ensinar a pensar. É um crime o que se fez com o alargamento de 20 para 30 alunos": - Maria Filomena Mónica, no Casino, via Figueira na Hora.
Em tempo.
Parece que foi muita gente...
Em tempo.
Parece que foi muita gente...
A Praça Velha
Durante anos, tal
como no País, aqui pela Figueira, vivemos uma ilusão: governos de várias cores políticas e
executivos camarários locais laranja,
fizeram-nos crer que vivíamos num país rico e numa cidade «na moda».
A Figueira, tal como
o país, vivia para o consumo, para o despesismo para a ostentação.
A construção de
imóveis disparou. Agimos como ricos. Convencidos, de facto, que éramos ricos, havia
piscinas, oásis, CAE, para construir, só por construir, Olaias, Palácio de
Maiorca e Mosteiro de Seiça, para comprar, só por comprar, complexo desportivo de Buarcos e campo de golf
para implementar, só por implementar, carnaval e festival de bikini para promover e financiar, só por financiar...
E havia novas habitações prontas a erguer numa cidade com
milhares de fogos vazios, indiferente à necessidade da reabilitação urbana.
Tudo isto, numa cidade em que se fechavam fábricas e
estaleiros, o comércio tradicional definhava, se desmantelava a frota pesqueira
e a agricultura era abandonada...
Deixámos, como é óbvio, de produzir. Fomos, aliás, incentivados para isso, na Figueira e no País. Importávamos 80% do
que comíamos, com recurso a dinheiro
emprestado, vivíamos na ilusão de que éramos ricos.
E assim fomos vivendo, na Figueira e no País!
Até um dia...
Um dia, primeiro na Figueira, depois no País, lá tivemos de abrir os
olhos para a realidade.
O rei ia nu: somos uma
cidade e um país pobre e a era das ilusões tinha chegado ao fim.
Gostei imenso, por isso, de ler a crónica realista e assertiva do
vereador e militante PS, António Tavares, publicada no jornal AS BEIRAS, de que
destaco esta parte:
“Foi com satisfação que verifiquei a abertura de um novo
estabelecimento de restauração situado na Praça Velha e instalado num edifício
recentemente reabilitado. A praça afirmou-se durante muito tempo como um espaço
público de excelência.
Relatos de há 100 anos descrevem-na como um ponto de
encontro dos figueirenses, de atracção do comércio e de vivências várias – foi
terminal de autocarros e ali funcionou, por exemplo, a biblioteca municipal.
Depois, a praça, no seguimento do abate quase completo da
baixa histórica, viu encerrarem-se os estabelecimentos e desaparecerem os residentes.
Hoje, com a recuperação dos edifícios e a sua subsequente ocupação, a praça
poderá ser, de novo, encarada como um interessante conjunto patrimonial.”
Declaração de interesses.
A Praça Velha é o local de que mais gosto na Figueira.
Sempre que lá vou, praticamente todos os dias, não dispenso uma visita ao local onde se toma a melhor
bica na nossa cidade – o café Brasil.
Figueira na Hora: um ano de vida. Parabéns
“7 de abril de 2013. Há precisamente um ano atrás nascia o
«Figueira Na Hora». Um projeto pensado para a Figueira da Foz, feito com e para
os figueirenses.
Ao longo destes 12 meses foram, e são cada vez mais, os que
diariamente nos acompanham, interagindo das mais variadas formas.
Em dia de aniversário, em nome deste projeto, a todos o
nosso muito OBRIGADO!
Hoje, em dia de aniversário, apresentamos a nossa nova
imagem. O «Figueira Na Hora» é uma marca registada no INPI (Instituto Nacional
de Propriedade Industrial) e, também hoje, passou a estar oficialmente
registado na ERC como órgão de comunicação social.
Queremos fazer muito mais e contamos consigo desse lado para
nos acompanhar neste caminho.”
segunda-feira, 7 de abril de 2014
A Câmara da Figueira já equaciona formas de «homenagear Joaquim Namorado e a sua ligação à Figueira da Foz» que não passem por prémio literário!..
Está a
decorrer uma petição pública on line que pretende sensibilizar a Câmara Municipal
da Figueira da Foz para a importância de voltar a instituir o Prémio Literário Joaquim Namorado.
Na petição, os subscritores pedem que o Prémio Joaquim Namorado seja reinstituído já este ano.
À Foz do Mondego Rádio, António Tavares, vereador da Cultura do Município, avançou que a reinstauração do referido prémio não está nos planos do executivo. A Figueira da Foz já tem o Prémio Literário João Gaspar Simões, que homenageia um distinto figueirense a quem muito devemos a «descoberta» da Fernando Pessoa», sublinhou, acrescentando que "outro prémio literário não faria grande sentido". Ainda assim, o vereador admite que a autarquia possa "encontrar outras formas de homenagear Joaquim Namorado e a sua ligação à Figueira da Foz".
Na petição, os subscritores pedem que o Prémio Joaquim Namorado seja reinstituído já este ano.
À Foz do Mondego Rádio, António Tavares, vereador da Cultura do Município, avançou que a reinstauração do referido prémio não está nos planos do executivo. A Figueira da Foz já tem o Prémio Literário João Gaspar Simões, que homenageia um distinto figueirense a quem muito devemos a «descoberta» da Fernando Pessoa», sublinhou, acrescentando que "outro prémio literário não faria grande sentido". Ainda assim, o vereador admite que a autarquia possa "encontrar outras formas de homenagear Joaquim Namorado e a sua ligação à Figueira da Foz".
Recorde-se que nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1983, por
iniciativa do jornal Barca Nova, a Figueira
prestou-lhe uma significativa Homenagem, que constituiu um acontecimento
nacional de relevante envergadura, onde participaram vultos eminentes da
cultura e da democracia portuguesa.
Na sequência dessa homenagem, a Câmara
Municipal da Figueira, durante anos, teve um prémio literário, que alcançou
grande prestígio a nível nacional.
Santana Lopes, quando passou pela
Figueira, como Presidente de Câmara, decidiu acabar com o “Prémio do Conto
Joaquim Namorado”.
Os pedidos que Manuel Forjaz fez para o velório e funeral...
O empresário pediu 10 minutos para falarem de si e que se lembrem que viveu sempre a vida como quis... Este vídeo tem mais 27 segundos.
Os empreendedores do "bate punho", em vida, depois de mortos, devem ir todos para o céu!..
Paz à sua alma.
Concelho perfeito. Concelho sem culpados. Concelho sensível, de plástico, cheio de merda pelos cantos...
O largo Alves Barbosa, na Fontela, vai ser o palco da
primeira feira da freguesia de Vila Verde, a partir de maio, no segundo e
quarto sábados do mês. O espaço tem capacidade para cerca de meia centena de
feirantes e a antiga escola do 1.º ciclo abre as portas das suas casas de
banho.
Vítor Alemão, presidente da junta, adiantou ao DIÁRIO ASBEIRAS que a feira tem por finalidade gerar receitas. O autarca ainda não
quantificou quanto vai aduzir aos cofres da autarquia que lidera, mas todo o dinheiro,
ainda que seja pouco, é bem-vindo, para fazer face ao corte de 12 por cento nas
transferências da Administração Central.
“Somos a única
freguesia do país que, no âmbito da reforma administrativa, não agregou nem foi
agregada e perdeu cerca de metade do seu território e sofreu um corte destes.
Não conseguimos compreender como é que isto foi feito”.
De negociatas políticas pouco percebo, mas lembro-me de em novembro de 2012, a proposta dos "sábios" autárquicos figueirenses ter lixado Vila Verde.
E se tivesse sido com Lavos?..
Conceição Matos e Domingos Abrantes : Resistir, lutar, talvez sonhar
![]() |
ANABELA MOTA RIBEIRO (Texto) e NUNO FERREIRA SANTOS (Fotografia)
|
"Casaram em 1969. Mas antes disso tiveram uma vida. E depois
de 74 tiveram outra. E antes dessas tiveram vidas paupérrimas, onde crescia a
revolta e, estranhamente, havia espaço para a felicidade. Conceição Matos e
Domingos Abrantes usam nomes ternos para chamar o outro. Nomes que
surpreenderiam quem os conheceu, de aço, na luta antifascista
Domingos Abrantes foi preso pela primeira vez em 1959.
Participou na famosa fuga de Caxias em Dezembro de 61. Ligou-se a Conceição
Matos em 1963, viveram uma vida clandestina. Funcionários do Partido Comunista
(ele desde 54, ela desde 63), eram considerados subversivos pelo regime
salazarista. Foram presos em 65. Domingos ficou preso até 73, Conceição ficou um
ano e meio. Voltaria a ser presa em 68, por uns meses.
Foi na cadeia que Conceição comeu chocolates pela primeira
vez. Conta isso enquanto oferece chocolates. Comeu-se uma caixa ao longo de
três horas de entrevista. Falou-se de uma vida antiga que é importante que seja
presente. Porquê? Porque há o dever de contar. O dever. O dever de não falar
(na cadeia), o dever de falar (agora). O dever de estudar (evoluir). O dever de
lutar (sempre) por um mundo melhor. A conversa diz respeito ao tempo em que
foram revolucionários e termina em 1974. Nasceram em 1936. Nenhum deles chorou.
Riram várias vezes. Parecem felizes."
Uma entrevista de Anabela Mota Ribeiro publicada no jornal Público, a não perder. Aqui.
Estes dias...
Irritam-me estes dias das mentiras.
Não consigo ler ou ouvir as notícias sem me questionar: será
que isto está mesmo a acontecer?
Há algumas notícias que lemos e pensamos: isto não pode ser
verdade!
E pensamos: amanhã saberemos que foram inventadas...
O problema é que algumas são mesmo reais.
Pensando bem, estes dias das mentiras não são muito
diferentes do outro dia...
domingo, 6 de abril de 2014
«O primeiro-ministro diz-se disponível para negociar o Salário Mínimo Nacional»
Leram bem, não para aumentar mas "para negociar".
O homem tem consciência de classe e preocupações sociais.
“Passos Coelho sabe que pode continuar a contar com a UGT para a sua dupla vitória: trocar o trunfo eleitoral de 10 ou 15 euros desactualização do salário mínimo, o contrário de "que se lixem as eleições", pela machadada final na contratação colectiva de mais um "que se lixem os trabalhadores".Como todos os anteriores, voltará a não ser nada de tão grave assim, como denotam os mais de 60% de abstenção e os mais de 80% de intenções de voto nas europeias que todas as sondagens projectam para os três partidos do arco deste empobrecimento. O arco tem folga para continuar.”
Com, ou sem troika, a recompensa nunca falha...
Em tempo.
Relembre-se o que o 1º ministro Passos Coelho disse em campanha eleitoral:
O seu a seu dono...
BPN, o banco do PSD: "o maior escândalo financeiro do Portugal moderno, que custou (até agora) cinco mil milhões de euros aos contribuintes portugueses, nasceu no seio do PSD e só foi possível devido à cumplicidade dos mais importantes dirigentes deste partido, Cavaco Silva à cabeça."
sábado, 5 de abril de 2014
Associação Bodyboard Foz do Mondego: 20 anos a promover o desporto
![]() |
| A Associação Bodyboard Foz do Mondego, que hoje comemora o seu 20 aniversário, começou o dia com uma "surfada de gerações". A imagem é de Pedro Agostinho Cruz. |
O Grande Auditório do Centro de Artes e Espectáculos da
Figueira da Foz recebe hoje, sábado dia 5 de abril, pelas 21h30, a gala
comemorativa do 20º aniversário da Associação de Bodyboard Foz do Mondego
(ABFM).
Neste evento, de entrada livre, vão ser homenageados atletas
e individualidades que contribuíram para o crescimento e desenvolvimento da Associação.
Paralelamente, serão inauguradas duas exposições, uma na Sala Afonso Cruz (CAE)
e outra na Casa Havenesa, alusivas às duas décadas da ABFM.
A música também vai estar em destaque nesta Gala, com a
participação de Duarte Morgado, Rubi, The Flame, Lulas Belhas, Miura e Ana
Ferreira.Via Figueira na Hora
A realidade (II)...
A propósito desta postagem, fui alvo da ira de um anónimo...
Recordo, apenas, que Oliveira Salazar foi considerado “o melhor português de sempre” !..
Esta é a realidade...
Recordo, apenas, que Oliveira Salazar foi considerado “o melhor português de sempre” !..
Esta é a realidade...
A realidade...
“Quando se navega sem
destino, nenhum vento é favorável.” - Séneca
Uma das coisas que indicia claramente que não devemos ter
grandes expectativas em relação à Figueira, é o facto de Santana Lopes ter chegado onde chegou.
Uma das coisas que indicia claramente que não devemos ter
grandes expectativas em relação a Portugal, é o facto de Passos Coelho e Paulo
Portas terem chegado onde chegaram.
Uma das coisas que indicia claramente que não devemos ter
grandes expectativas em relação à Europa, é o facto de Durão Barroso e Vitor
Constâncio terem chegado onde chegaram.
E a causa é sempre a
mesma: o triunfo da mediocridade...
Daqui a pouco temos eleições!
Desta vez, para escolher quem nos representará no Parlamento
Europeu.
Há muito que se discute a qualidade dos nossos políticos e
políticas e se critica a falta delas. É até um lugar comum, dizer que os políticos são maus - como se a excelência
fosse regra e essa guarda avançada da sociedade, a excepção triste!..
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Há "estórias" que merecem ser lidas
Esta, contada pela Andreia Gouveia, é uma delas: "Luis Carlos: sempre a subir".
Era assim que vivíamos ...
Martin Luther King foi assassinado em Memphis, em 4 de Abril de 1968.
Um mês depois, em 4 de Maio, devia ter tido lugar, no salão de uma igreja de Lisboa, uma sessão em sua homenagem. Estava planeada a projecção do filme «Marcha em Washington», seguida de um debate orientado, entre outros, por Luís Lindley Cintra e José Carlos Megre.
Na véspera, a PIDE proibiu a sessão. Mas à hora marcada concentraram-se centenas de pessoas em frente da igreja de portas fechadas. Como em muitas outras ocasiões, tudo acabou com dispersão, à força, desta vez por agentes da polícia à paisana.
Via Entre as brumas da memória
Via Entre as brumas da memória
O mau cheiro já se nota assim tanto?..
"Cheiro tóxico" afectou debate quinzenal na Assembleia da República!..
É isto que significa a União Europeia. Muito afastamento da realidade....
José Traqueia Bracourt, 100 anos de vida e de dedicação à cultura
Nascido em Buarcos, dedicou toda a sua vida à música, ao
Caras Direitas e ao Rancho das Cantarinhas, “paixões” que ainda hoje lhe fazem
brilhar o olhar
Olhar vivo, penetrante, ar de “menino traquina”, José
Traqueia Bracourt comemorou ontem o seu centenário, rodeado de amigos e muito
carinho. À festa não faltou a música (a sua aliada de toda a vida), a
Associação Viver em Alegria, o Rancho das Cantarinhas de Buarcos e elementos do
Caras Direitas, também um amor de sempre. Na “Colina do Sol”, um lar
residencial onde José Traqueia Bracourt tem passado os últimos 23 anos, está
rodeado de “miminhos” e de memórias, muitas, que lhe brotam com facilidade,
particularmente as da música.
Foto Foz do Mondego Rádio
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Lembrando Joaquim Namorado
“Eleito um grupo razoável da CDU para a Assembleia
Municipal, o Joaquim sempre se disponibilizou e participou nas reuniões
preparatórias das Assembleias, o que além do mais obrigou a que fossem melhor
preparadas e mais exigentes.
Com frequência o Joaquim achava que se as propostas não
venciam era porque não as sabiam explicar e convencer, rematando:
- Qualquer burro come palha, o que é preciso é saber
dar-lha!
Numa das Assembleias coube ao Joaquim fazer a intervenção em
nome do grupo dos eleitos da CDU, o que naturalmente fazia com brilhantismo.
Chega atrasado um dos eleitos do PS e como não tinha lugar
junto do seu grupo, ou para não atravessar a sala toda, sentou-se ao lado do
Joaquim.
Seguindo atentamente a intervenção, o homem abanava com a
cabeça concordando com o que o Joaquim explicava e propunha. O Joaquim estava
satisfeito, um já estava convencido. Na hora de votar levantou a cabeça e
espreitou para ver como o seu grupo votava e assim o fez, votando contra a
proposta da CDU apresentada pelo Joaquim.
Reboliço na Assembleia! O Joaquim berra, virado para o
suposto troca-tintas:
- Mas isto é uma aula de ginástica? Está para aí a concordar
e depois vota contra!... Você é algum palhaço ou não sabe o que é que faz aqui?
O eleito do PS indigna-se mas está embaraçado, encolhe-se
com medo do Joaquim. Que quando abanava a cabeça não era por concordar era para
seguir atentamente a intervenção.
- Se não concorda e abana a cabeça a dizer que sim, então é
burro! Se não tem opinião própria, não tem nada que estar aqui, põe-se um
cinzeiro em seu lugar que o deve representar melhor!
Na Assembleia falam todos ao mesmo tempo estupefactos com a
situação, mas com respeitinho que o Joaquim Namorado ainda podia pregar umas
chapadas a algum. O Joaquim não se cala e pede a intervenção do Presidente da
Assembleia Municipal, que aquilo era um ultraje à democracia, o Presidente e a
Mesa não sabem o que fazer, completamente desorientados, também não queriam
afrontar o Joaquim Namorado.
O homem das votações contraditórias acabou por pedir
desculpa por desrespeito à democracia e ter dado sinais errados,
comprometendo-se a, de futuro, não voltar a abanar a cabeça!
Apesar de tudo, o Joaquim ficou satisfeito.”
Este episódio de uma Assembleia Municipal da Figueira da Foz, realizada nos anos 80 do século passado, contado pelo Vasco Paiva, trouxe-me outras recordações...
Vou relembrar ao Vasco Paiva, na altura um alto quadro do PCP,
portanto, profundo conhecedor do que vou
relatar, um episódio que revela bem o
carácter de Joaquim Namorado.
Estávamos em Outubro de 1982. A Comissão Política da Figueira da Aliança
Povo Unido tinha acabado de aprontar as listas para as eleições autárquicas que
se realizaram no final desse mesmo ano.
Para a Câmara Municipal, apresentou: António Augusto Menano,
como cabeça de lista, logo seguido de João Paulo, operário e sindicalista.
Para a Assembleia Municipal, apresentou em primeiro Rui
Frutuoso Alves, como cabeça de lista, Carlos Baptista, traçador naval, em
segundo; e, em terceiro, uma figura
prestigiosa do firmamento intelectual: o consagrado poeta e professor de
Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra,
Joaquim Namorado.
Joaquim Namorado, na altura, era já um cidadão com uma vida
inteira de entrega total à defesa dos interesses do nosso Povo, com um passado
de resistência, que continua a ser um exemplo para todos nós.
Por essa altura, as gerações que passaram por Coimbra, e também as que na Figueira se preocuparam
com o combate ao regime tenebroso de Salazar, tiveram sempre em Joaquim
Namorado, não apenas o Amigo dedicado, esclarecido e compreensivo, mas também o
conselheiro perspicaz.
Joaquim Namorado era um intelectual, mas não era nessa qualidade
que as gentes das Alhadas e de Vila Verde o conheciam, estimavam e admiravam.
Conheciam-no e admiravam-no das sessões comemorativas dos
aniversários das suas colectividades, conheciam-no das conversas que com ele
mantiveram nas suas aldeias, e do ânimo, do entusiasmo e da coragem que as suas
palavras lhes transmitiam.
Na Figueira, com o prof. Orlando de Carvalho, nunca deixou
de comparecer a uma manifestação
antifascista, das que por aqui se realizaram antes de Abril de 1974.
Nem de comparecer, nem de subscrever, na maioria dos casos, a
petição que era obrigatório fazer ao Governador Civil do regime opressor
derrubado pela Revolução do Cravos.
Lado a lado com gente de diferentes quadrantes políticos,
mas todos irmanados por um sentimento de unidade antifascista pelo qual Joaquim
Namorado sempre se bateu.
Na altura, era um profundo conhecedor e interessado pelos
problemas da nossa cidade, do nosso concelho e dos figueirenses. Figueirense
não apenas pelo coração mas também pela acção, em reuniões promovidas para
debate dos assuntos locais, Joaquim Namorado era o figueirense que comparecia,
fazendo ouvir a sua voz, como a voz da esquerda figueirense.
Foi este cidadão, na altura já um intelectual com prestígio a nivel internacional, que aceitou, em Outubro de 1982, ir em nº. 3, numa lista do
seu Partido, na cidade da Figueira da Foz.
Lembras-te Vasco Paiva?..
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