terça-feira, 8 de abril de 2014

A Praça Velha

Durante anos,  tal como no País, aqui pela Figueira, vivemos uma ilusão: governos de várias cores políticas e executivos camarários  locais laranja, fizeram-nos crer que vivíamos num país rico e numa cidade «na moda».
A Figueira, tal como o país, vivia para o consumo, para o despesismo para a ostentação.
A construção  de imóveis disparou. Agimos como ricos. Convencidos, de facto, que éramos ricos, havia piscinas, oásis, CAE, para construir, só por construir, Olaias, Palácio de Maiorca e Mosteiro de Seiça, para comprar, só por comprar, complexo desportivo de Buarcos e campo de golf para implementar, só por implementar, carnaval e festival de bikini para promover e financiar, só por financiar...
E havia novas habitações prontas a erguer numa cidade com milhares de fogos vazios, indiferente à necessidade da reabilitação urbana.
Tudo isto, numa cidade em que se fechavam fábricas e estaleiros, o comércio tradicional definhava, se desmantelava a frota pesqueira e a agricultura era abandonada...
Deixámos, como é óbvio, de produzir. Fomos, aliás, incentivados para isso, na Figueira e no País. Importávamos 80% do que comíamos, com recurso a dinheiro emprestado, vivíamos na ilusão de que éramos ricos.
E assim fomos vivendo, na Figueira e no País! 
Até um dia...
Um dia, primeiro na Figueira, depois no País, lá tivemos de abrir os olhos para a realidade.
O rei ia nu:  somos uma cidade e um país pobre e a era das ilusões tinha chegado ao fim.
Gostei imenso, por isso, de ler a crónica realista e assertiva do vereador e militante PS, António Tavares, publicada no jornal AS BEIRAS, de que destaco esta parte:
“Foi com satisfação que verifiquei a abertura de um novo estabelecimento de restauração situado na Praça Velha e instalado num edifício recentemente reabilitado. A praça afirmou-se durante muito tempo como um espaço público de excelência.
Relatos de há 100 anos descrevem-na como um ponto de encontro dos figueirenses, de atracção do comércio e de vivências várias – foi terminal de autocarros e ali funcionou, por exemplo, a biblioteca municipal.
Depois, a praça, no seguimento do abate quase completo da baixa histórica, viu encerrarem-se os estabelecimentos e desaparecerem os residentes. Hoje, com a recuperação dos edifícios e a sua subsequente ocupação, a praça poderá ser, de novo, encarada como um interessante conjunto patrimonial.”

Declaração de interesses.
A Praça Velha é o local de que mais gosto na Figueira.
Sempre que lá vou, praticamente todos  os dias, não dispenso  uma visita ao local onde se toma a melhor bica na nossa cidade – o café Brasil. 

Figueira na Hora: um ano de vida. Parabéns

“7 de abril de 2013. Há precisamente um ano atrás nascia o «Figueira Na Hora». Um projeto pensado para a Figueira da Foz, feito com e para os figueirenses.
Ao longo destes 12 meses foram, e são cada vez mais, os que diariamente nos acompanham, interagindo das mais variadas formas.
Em dia de aniversário, em nome deste projeto, a todos o nosso muito OBRIGADO!
Hoje, em dia de aniversário, apresentamos a nossa nova imagem. O «Figueira Na Hora» é uma marca registada no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) e, também hoje, passou a estar oficialmente registado na ERC como órgão de comunicação social.
Queremos fazer muito mais e contamos consigo desse lado para nos acompanhar neste caminho.”

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A Câmara da Figueira já equaciona formas de «homenagear Joaquim Namorado e a sua ligação à Figueira da Foz» que não passem por prémio literário!..

Está a decorrer uma petição pública on line que pretende sensibilizar a Câmara Municipal da Figueira da Foz para a importância de voltar a instituir o Prémio Literário Joaquim Namorado. 
Na petição, os subscritores pedem que o Prémio Joaquim Namorado seja reinstituído já este ano. 
À Foz do Mondego Rádio, António Tavares, vereador da Cultura do Município, avançou que a reinstauração do referido prémio não está nos planos do executivo. A Figueira da Foz já tem o Prémio Literário João Gaspar Simões, que homenageia um distinto figueirense a quem muito devemos a «descoberta» da Fernando Pessoa», sublinhou, acrescentando que "outro prémio literário não faria grande sentido". Ainda assim, o vereador admite que a autarquia possa "encontrar outras formas de homenagear Joaquim Namorado e a sua ligação à Figueira da Foz".
Recorde-se que nos dias 28 e 29 de Janeiro de 1983, por iniciativa do jornal Barca Nova, a Figueira prestou-lhe uma significativa Homenagem, que constituiu um acontecimento nacional de relevante envergadura, onde participaram vultos eminentes da cultura e da democracia portuguesa.
Na sequência dessa homenagem, a Câmara Municipal da Figueira, durante anos, teve um prémio literário, que alcançou grande prestígio a nível nacional.

Santana Lopes, quando passou pela Figueira, como Presidente de Câmara, decidiu acabar com o “Prémio do Conto Joaquim Namorado”.

Os pedidos que Manuel Forjaz fez para o velório e funeral...


O empresário pediu 10 minutos para falarem de si e que se lembrem que viveu sempre a vida como quis... Este vídeo tem mais 27 segundos.
Os empreendedores do "bate punho", em vida, depois de mortos, devem ir todos para o céu!..
Paz à sua alma.

Concelho perfeito. Concelho sem culpados. Concelho sensível, de plástico, cheio de merda pelos cantos...

O largo Alves Barbosa, na Fontela, vai ser o palco da primeira feira da freguesia de Vila Verde, a partir de maio, no segundo e quarto sábados do mês. O espaço tem capacidade para cerca de meia centena de feirantes e a antiga escola do 1.º ciclo abre as portas das suas casas de banho.
Vítor Alemão, presidente da junta, adiantou ao DIÁRIO ASBEIRAS que a feira tem por finalidade gerar receitas. O autarca ainda não quantificou quanto vai aduzir aos cofres da autarquia que lidera, mas todo o dinheiro, ainda que seja pouco, é bem-vindo, para fazer face ao corte de 12 por cento nas transferências da Administração Central.
 “Somos a única freguesia do país que, no âmbito da reforma administrativa, não agregou nem foi agregada e perdeu cerca de metade do seu território e sofreu um corte destes. Não conseguimos compreender como é que isto foi feito”.
De negociatas políticas pouco percebo, mas lembro-me de em novembro de 2012, a  proposta dos "sábios" autárquicos figueirenses ter lixado Vila Verde.
E se tivesse sido com Lavos?..

Conceição Matos e Domingos Abrantes : Resistir, lutar, talvez sonhar

ANABELA MOTA RIBEIRO (Texto) e NUNO FERREIRA SANTOS (Fotografia)
"Casaram em 1969. Mas antes disso tiveram uma vida. E depois de 74 tiveram outra. E antes dessas tiveram vidas paupérrimas, onde crescia a revolta e, estranhamente, havia espaço para a felicidade. Conceição Matos e Domingos Abrantes usam nomes ternos para chamar o outro. Nomes que surpreenderiam quem os conheceu, de aço, na luta antifascista
Domingos Abrantes foi preso pela primeira vez em 1959. Participou na famosa fuga de Caxias em Dezembro de 61. Ligou-se a Conceição Matos em 1963, viveram uma vida clandestina. Funcionários do Partido Comunista (ele desde 54, ela desde 63), eram considerados subversivos pelo regime salazarista. Foram presos em 65. Domingos ficou preso até 73, Conceição ficou um ano e meio. Voltaria a ser presa em 68, por uns meses.

Foi na cadeia que Conceição comeu chocolates pela primeira vez. Conta isso enquanto oferece chocolates. Comeu-se uma caixa ao longo de três horas de entrevista. Falou-se de uma vida antiga que é importante que seja presente. Porquê? Porque há o dever de contar. O dever. O dever de não falar (na cadeia), o dever de falar (agora). O dever de estudar (evoluir). O dever de lutar (sempre) por um mundo melhor. A conversa diz respeito ao tempo em que foram revolucionários e termina em 1974. Nasceram em 1936. Nenhum deles chorou. Riram várias vezes. Parecem felizes."

Uma entrevista de Anabela Mota Ribeiro publicada no jornal Público, a não perder. Aqui.

Estes dias...

Irritam-me estes dias das mentiras.
Não consigo ler ou ouvir as notícias sem me questionar: será que isto está mesmo a acontecer?
Há algumas notícias que lemos e pensamos: isto não pode ser verdade!
E pensamos: amanhã  saberemos que foram inventadas...
O problema é que algumas são mesmo reais.
Pensando bem, estes dias das mentiras não são muito diferentes do outro dia...

domingo, 6 de abril de 2014

«O primeiro-ministro diz-se disponível para negociar o Salário Mínimo Nacional»

Leram bem, não para aumentar mas "para negociar".
O homem tem consciência de classe e preocupações sociais.
“Passos Coelho sabe que pode continuar a contar com a UGT para a sua dupla vitória: trocar o trunfo eleitoral de 10 ou 15 euros desactualização do salário mínimo, o contrário de "que se lixem as eleições",  pela machadada final na contratação colectiva de mais um "que se lixem os trabalhadores".Como todos os anteriores, voltará a não ser nada de tão grave assim, como denotam os mais de 60% de abstenção e os mais de 80% de intenções de voto nas europeias que todas as sondagens projectam para os três partidos do arco deste empobrecimento. O arco tem folga para continuar.”

A noite de Gala do bodyboard figueirense ontem à noite no CAE


Todos os pormenores aqui.

Com, ou sem troika, a recompensa nunca falha...


Em tempo.
Relembre-se o que o 1º ministro Passos Coelho disse em campanha eleitoral:

"Palavras"

O seu a seu dono...

BPN, o banco do PSD: "o maior escândalo financeiro do Portugal moderno, que custou (até agora) cinco mil milhões de euros aos contribuintes portugueses, nasceu no seio do PSD e só foi possível devido à cumplicidade dos mais importantes dirigentes deste partido, Cavaco Silva à cabeça."

Bom domingo

sábado, 5 de abril de 2014

Associação Bodyboard Foz do Mondego: 20 anos a promover o desporto

A Associação Bodyboard Foz do Mondego, que hoje comemora o seu 20 aniversário, começou o dia com uma "surfada de gerações". A imagem é de Pedro Agostinho Cruz.
O Grande Auditório do Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz recebe hoje, sábado dia 5 de abril, pelas 21h30, a gala comemorativa do 20º aniversário da Associação de Bodyboard Foz do Mondego (ABFM).
Neste evento, de entrada livre, vão ser homenageados atletas e individualidades que contribuíram para o crescimento e desenvolvimento da Associação. Paralelamente, serão inauguradas duas exposições, uma na Sala Afonso Cruz (CAE) e outra na Casa Havenesa, alusivas às duas décadas da ABFM.
A música também vai estar em destaque nesta Gala, com a participação de Duarte Morgado, Rubi, The Flame, Lulas Belhas, Miura e Ana Ferreira.

Via Figueira na Hora

A realidade (II)...

A propósito desta postagem, fui alvo da ira de um anónimo... 
Recordo, apenas, que Oliveira Salazar foi considerado “o melhor português de sempre” !.. 
Esta é a realidade...

Nasceu em 1977...

O Lomba é um  malandreco... 
A realidade não é tão simples.

A realidade...

 “Quando se navega sem destino, nenhum vento é favorável.” - Séneca

Uma das coisas que indicia claramente que não devemos ter grandes expectativas em relação à Figueira,  é o facto de Santana Lopes  ter chegado onde chegou.
Uma das coisas que indicia claramente que não devemos ter grandes expectativas em relação a Portugal, é o facto de Passos Coelho e Paulo Portas terem chegado onde chegaram.
Uma das coisas que indicia claramente que não devemos ter grandes expectativas em relação à Europa, é o facto de Durão Barroso e Vitor Constâncio terem chegado onde chegaram.
E  a causa é sempre a mesma:  o triunfo da mediocridade...

Daqui a pouco  temos eleições!
Desta vez, para escolher quem nos representará no Parlamento Europeu.
Há muito que se discute a qualidade dos nossos políticos e políticas e se critica a falta delas. É até um lugar comum, dizer que  os políticos são maus - como se a excelência fosse regra e essa guarda avançada da sociedade, a excepção triste!..

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Há "estórias" que merecem ser lidas

Esta, contada pela Andreia Gouveia, é uma delas: "Luis Carlos: sempre a subir".

Força Portugal... Estou curioso para ver o resultado no dia 25/05!..

Era assim que vivíamos ...

Martin Luther King foi assassinado em Memphis, em 4 de Abril de 1968. Um mês depois, em 4 de Maio, devia ter tido lugar, no salão de uma igreja de Lisboa, uma sessão em sua homenagem. Estava planeada a projecção do filme «Marcha em Washington», seguida de um debate orientado, entre outros, por Luís Lindley Cintra e José Carlos Megre. Na véspera, a PIDE proibiu a sessão. Mas à hora marcada concentraram-se centenas de pessoas em frente da igreja de portas fechadas. Como em muitas outras ocasiões, tudo acabou com dispersão, à força, desta vez por agentes da polícia à paisana.

Via Entre as brumas da memória

O mau cheiro já se nota assim tanto?..

"Cheiro tóxico" afectou debate quinzenal na Assembleia da República!..

É isto que significa a União Europeia. Muito afastamento da realidade....


O princípio do fim da Internet como a conhecemos. 
O Parlamento Europeu (PE) aprovou hoje uma lei que podia ter sido escrita pelo Squealer, por significar o oposto do que realmente representa.

Via Aventar

José Traqueia Bracourt, 100 anos de vida e de dedicação à cultura

Nascido em Buarcos, dedicou toda a sua vida à música, ao Caras Direitas e ao Rancho das Cantarinhas, “paixões” que ainda hoje lhe fazem brilhar o olhar
Olhar vivo, penetrante, ar de “menino traquina”, José Traqueia Bracourt comemorou ontem o seu centenário, rodeado de amigos e muito carinho. À festa não faltou a música (a sua aliada de toda a vida), a Associação Viver em Alegria, o Rancho das Cantarinhas de Buarcos e elementos do Caras Direitas, também um amor de sempre. Na “Colina do Sol”, um lar residencial onde José Traqueia Bracourt tem passado os últimos 23 anos, está rodeado de “miminhos” e de memórias, muitas, que lhe brotam com facilidade, particularmente as da música.

A Serra da Boa Viagem vista da outra margem

foto António Agostinho

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Lembrando Joaquim Namorado

“Eleito um grupo razoável da CDU para a Assembleia Municipal, o Joaquim sempre se disponibilizou e participou nas reuniões preparatórias das Assembleias, o que além do mais obrigou a que fossem melhor preparadas e mais exigentes.
Com frequência o Joaquim achava que se as propostas não venciam era porque não as sabiam explicar e convencer, rematando:
- Qualquer burro come palha, o que é preciso é saber dar-lha!
Numa das Assembleias coube ao Joaquim fazer a intervenção em nome do grupo dos eleitos da CDU, o que naturalmente fazia com brilhantismo.
Chega atrasado um dos eleitos do PS e como não tinha lugar junto do seu grupo, ou para não atravessar a sala toda, sentou-se ao lado do Joaquim.
Seguindo atentamente a intervenção, o homem abanava com a cabeça concordando com o que o Joaquim explicava e propunha. O Joaquim estava satisfeito, um já estava convencido. Na hora de votar levantou a cabeça e espreitou para ver como o seu grupo votava e assim o fez, votando contra a proposta da CDU apresentada pelo Joaquim.
Reboliço na Assembleia! O Joaquim berra, virado para o suposto troca-tintas:
- Mas isto é uma aula de ginástica? Está para aí a concordar e depois vota contra!... Você é algum palhaço ou não sabe o que é que faz aqui?
O eleito do PS indigna-se mas está embaraçado, encolhe-se com medo do Joaquim. Que quando abanava a cabeça não era por concordar era para seguir atentamente a intervenção.
- Se não concorda e abana a cabeça a dizer que sim, então é burro! Se não tem opinião própria, não tem nada que estar aqui, põe-se um cinzeiro em seu lugar que o deve representar melhor!
Na Assembleia falam todos ao mesmo tempo estupefactos com a situação, mas com respeitinho que o Joaquim Namorado ainda podia pregar umas chapadas a algum. O Joaquim não se cala e pede a intervenção do Presidente da Assembleia Municipal, que aquilo era um ultraje à democracia, o Presidente e a Mesa não sabem o que fazer, completamente desorientados, também não queriam afrontar o Joaquim Namorado.
O homem das votações contraditórias acabou por pedir desculpa por desrespeito à democracia e ter dado sinais errados, comprometendo-se a, de futuro, não voltar a abanar a cabeça!
Apesar de tudo, o Joaquim ficou satisfeito.”

Este episódio de uma Assembleia Municipal da Figueira da Foz, realizada nos anos 80 do século passado, contado pelo Vasco Paiva, trouxe-me outras recordações...
Vou relembrar ao  Vasco Paiva, na altura um alto quadro do PCP, portanto, profundo conhecedor do que vou relatar, um episódio que revela bem  o carácter  de Joaquim Namorado.
Estávamos em Outubro de 1982. A Comissão Política da Figueira da Aliança Povo Unido tinha acabado de aprontar as listas para as eleições autárquicas que se realizaram no final desse mesmo ano.
Para a Câmara Municipal, apresentou: António Augusto Menano, como cabeça de lista, logo seguido de João Paulo, operário e sindicalista.
Para a Assembleia Municipal, apresentou em primeiro Rui Frutuoso Alves, como cabeça de lista, Carlos Baptista, traçador naval, em segundo;  e,  em terceiro, uma figura prestigiosa do firmamento intelectual: o consagrado poeta e professor de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, Joaquim Namorado.
Joaquim Namorado, na altura, era já um cidadão com uma vida inteira de entrega total à defesa dos interesses do nosso Povo, com um passado de resistência, que continua a ser um exemplo para todos  nós.
Por essa altura, as gerações que passaram por Coimbra,  e também as que na Figueira se preocuparam com o combate ao regime tenebroso de Salazar, tiveram sempre em Joaquim Namorado, não apenas o Amigo dedicado, esclarecido e compreensivo, mas também o conselheiro perspicaz.
Joaquim Namorado era um intelectual, mas não era nessa qualidade que as gentes das Alhadas e de Vila Verde o conheciam, estimavam e admiravam.
Conheciam-no e admiravam-no das sessões comemorativas dos aniversários das suas colectividades, conheciam-no das conversas que com ele mantiveram nas suas aldeias, e do ânimo, do entusiasmo e da coragem que as suas palavras lhes transmitiam.
Na Figueira, com o prof. Orlando de Carvalho, nunca deixou de comparecer a uma manifestação  antifascista, das que por aqui se realizaram antes de Abril de 1974.
Nem de comparecer, nem de subscrever, na maioria dos casos, a petição que era obrigatório fazer ao Governador Civil do regime opressor derrubado  pela Revolução do Cravos.
Lado a lado com gente de diferentes quadrantes políticos, mas todos irmanados por um sentimento de unidade antifascista pelo qual Joaquim Namorado sempre se bateu.
Na altura, era um profundo conhecedor e interessado pelos problemas da nossa cidade, do nosso concelho e dos figueirenses. Figueirense não apenas pelo coração mas também pela acção, em reuniões promovidas para debate dos assuntos locais, Joaquim Namorado era o figueirense que comparecia, fazendo ouvir a sua voz, como a voz da esquerda figueirense.
Foi este cidadão, na altura já um intelectual com prestígio a nivel internacional,  que aceitou,  em Outubro de 1982, ir em nº. 3, numa lista do seu Partido, na cidade da Figueira da Foz.
Lembras-te Vasco Paiva?.. 

GRUPO DE TEATRO DO Clube Mocidade Covense

AVISO

POR MOTIVO DE SAÚDE DE UM ELEMENTO DO GRUPO, JÁ NÃO SE REALIZA A ESTREIA DA PEÇA "QUEM É IGUAL A QUEM? ou A RESISTÊNCIA HERÓICA DAS MULHERES DA COVA / GALA", NO PRÓXIMO DIA 5 DE ABRIL, SÁBADO, FICANDO A ESTREIA A  AGUARDAR POR NOVA MARCAÇÃO DE DATA.

Pescadores da Cova-Gala foram roubados e ainda tiveram de gastar 200 € para recuperar o que é seu!

foto Pedro Agostinho Cruz
A “estória” conta-se em poucas palavras: os motores furtados a quatro embarcações no Portinho da Gala, na passada sexta-feira,  já se encontram na Figueira da Foz.
Os proprietários foram buscá-los, ontem, a Ciudad Rodrigo, Espanha.
Li hoje no jornal AS BEIRAS que, para além dos prejuízos acumulados durante os dias em que não puderam pescar, tiveram de suportar os custos da viagem (200 euros)!..
Entretanto, os dois suspeitos  detidos a 10 quilómetros daquela cidade espanhola que se encontra perto da fronteira com Portugal, residem em Toledo, para onde se dirigiam quando foram intercetados pela Guardia Civil,  e aguardam o julgamento em liberdade, que poderá ser realizado em Espanha ou em Portugal.

Politicamente falando...

"Estes governantes deviam ser presos", dispara Marques Mendes!..

Massada de cherne, uma refeição diferente para um peixinho, pois tem massa...

Uma entrevista exemplar, comentada por Sérgio de Almeida Correia, no Delito de Opinião. Fica uma passagem. Para ler mais, clicar aqui:

“... graças a essa entrevista, pela primeira vez, pude compreender o verdadeiro alcance do pensamento barrosista e a forma como a cartilha maoísta se entranhou no espírito do ainda presidente da Comissão Europeia. Repare-se que a clareza, tantas vezes ausente do discurso de Durão Barroso, esteve agora insofismavelmente presente.
Clareza na forma como fazendo apelo ao interesse nacional - o mesmo que o levou a negociar a sua ida para Bruxelas depois de dias antes ter desmentido com toda a convicção que estivesse de partida ou interessado no lugar, manifestando inclusivamente na ocasião a sua intenção de levar o mandato em que fora investido até ao fim -, afirma a necessidade do próximo Presidente da República ser mais um fruto da trapalhada ideológica e da vacuidade em que medram os partidos do centrão. Estão lá tudo e todos, incluindo o apelo a essa desgraça chamada consenso, espécie de mistura de águas e detritos de variadas origens que conduziu a democracia portuguesa, formalmente inquestionável, à substantiva podridão actual.

Clareza também na afirmação de que não tem qualquer intenção de ser candidato às presidenciais, o que deve merecer tanta credibilidade quanto as declarações de Passos Coelho em campanha eleitoral sobre os cortes dos subsídios de férias e de Natal, a defesa do Serviço Nacional de Saúde, a reforma do Estado ou a redução défice pelo lado da despesa. Ou, se quiserem, colocando as coisas no seu devido lugar, dou-lhe o mesmo valor que às prédicas semanais de putativos candidatos presidenciais e ex-primeiros-ministros em final de sabática.”

Enfrentar o medo

"O sofrimento que atingiu a sociedade portuguesa desde 2011 foi inútil e iníquo. Tal como na guerra colonial, em que era absurdo continuar a sacrificar vidas (dos dois lados) a pretexto de querer respeitar as que já se tinham perdido, também hoje é um erro grave persistir no caminho da austeridade invocando os sacrifícios que já foram suportados. Com um pouco de imaginação no cálculo do chamado "défice estrutural", e com a benevolência da Alemanha que precisa de um sucesso em Portugal, talvez possamos suavizar a austeridade e deixar crescer um pouco a procura interna. Espera-nos então um longo marasmo, um crescimento do produto que não evitará a depressão de muitos milhares de cidadãos que não voltam a trabalhar. Com salários baixos, diz o FMI, ainda podemos ter futuro como país exportador, assim saibamos agradar aos mercados e às multinacionais. Acontece que a crise do modelo de crescimento pela dívida, no capitalismo anglo-saxónico e na periferia da zona euro, arrastou a crise do modelo exportador que o alimentou. Os défices de uns são os excedentes de outros, e ambos são insustentáveis. A China já está a mudar. A Alemanha finge que todos podem ser exportadores, assim se esforcem.
Porém, há uma alternativa para o nosso país. "
Para continuar a ler, clicar aqui.

Geminações...

Rui Curado da Silva, investigador, no jornal AS BEIRAS.
“Desde 1988, a Figueira passou a estar geminada com Evpatória, na Crimeia.
Os recentes acontecimentos na Ucrânia e em particular na Crimeia são complexos e melindrosos.
O pior é que poderão não ter findado.
Independentemente dos desenvolvimentos futuros, não poderemos ficar indiferentes a eventuais atitudes de segregação ou de violência organizada sobre sectores da população de Evpatória.
Sobretudo num ano em que se comemora os 40 anos do 25 de Abril, não deveremos ser tolerantes com políticas totalitárias e antidemocráticas de iniciativa autárquica em Evpatória.”

Pobreza

Nada como uma pré-campanha eleitoral para se descobrir que afinal há pobreza em Portugal. 
De repente, torna-se urgente dizer qualquer coisa aos excluídos e vítimas maiores da troika e da política de terra queimada. 
Agora, até já é necessário compensar e reduzir as desigualdades e as injustiças sociais que os últimos 3 anos agravaram. 

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Gente culta é outra coisa!..

Isabel Jonet, Presidente do Banco Alimentar , em entrevista ao "Terça à Noite" da Renascença: "O pior inimigo dos desempregados são as redes sociais", disse.

Em tempo.
Marta Sípnola, uma desempregada:
“Há muitas vezes um silêncio quando alguém diz mal do facebook ou outra rede social. Se calhar por não acharmos fundamental defender, cada um está onde quer estar, quem não quer ter nenhuma não tem e vivemos bem assim.
Mas depois há estes momentos em que acho o silêncio injusto. Cada um fará o que entender com o facebook, e se for só ter jogos pois seja. Eu uso para tudo e mais um par de botas.

... Para terminar, e não quero confundir pessoa e Instituição, para a qual contribuo, muito menos o trabalho dos voluntários que nada têm que ver com isto, a verdade é que precisando mais depressa pedia um ovo no facebook que ao Banco Alimentar. E sei que o receberia.”

Caso «Corpo de Hoje»

Tribunal indeferiu recurso e Câmara acusa associação de «denegrir imagem» da autarquia.

Diplomacia económica*

"Em agosto de 2009, em entrevista a um semanário local, o actual presidente da câmara, fez questão de sublinhar a sua certeza em “desenvolver uma diplomacia económica enérgica, cativando o maior número de empresários, criando todas as condições para que optem pelo nosso concelho, como um local privilegiado de investimento”.
Encontra-se em desenvolvimento  um plano estratégico para a cidade. Sendo um plano político que prossegue uma continuidade de desenvolvimento da cidade a partir de uma visão compartilhada de futuro, estabelece uma proposta da sociedade para a sociedade numa perspetiva intergeracional.
A diplomacia económica e as ações no território situam-se portanto a jusante do planeamento. Sem que este seja claramente concebido, correm-se riscos de decisões avulsas, eventualmente inconsequentes, com prejuízo para o erário público.
Agora que a ACIFF, numa louvável iniciativa, decidiu dinamizar um programa com o intuito de permitir a modernização dos estabelecimentos e o aumento  de atratividade, através do projeto (in) Figueira, não poderemos deixar de recordar os insucessos da materialização dos projetos PROCOM e URBCOM, concebidos para revitalizar as zonas centrais da cidade, o que não ocorreu.
Esta reflexão surgiu-me após uma recente visita ao mercado municipal, ele próprio objeto de recente e significativo investimento, onde encontrei uma alarmante ausência de consumidores.
A prometida diplomacia económica decerto contribuíria para o desejado sucesso no comércio e nos serviços na Figueira."

* Uma crónica de Daniel Santos, engenheiro civil , publicada no jornal AS BEIRAS.

Em tempo.         
Sendo verdade que um produto só se vende, de forma consistente, se for realmente bom,  é também verdade que  os nossos produtos e serviços penetrariam melhor noutros mercados, caso a imagem do nosso concelho fosse substancialmente diferente da que hoje tem.
Tirando raras e honrosas excepções,  o nosso concelho tem sido  quase sempre notícia pelas piores razões e não pela nossa capacidade de executar projectos.
Para além das nossas idiossincrasias como concelho – que são apenas diferentes das de outros -  é uma realidade que não temos uma imagem por aí além, o que constitui uma menos valia em termos de disputa de  mercado.
Neste detalhe,  um bom marketing pode ajudar,  desde que seja verdadeiramente estratégico.
Mas, para isso,  são necessários estrategas lúcidos e  competentes.
Chegados aqui, fica a pergunta: resta ao presidente da câmara fazer diplomacia económica?