Hoje, celebra-se o 19º aniversário do CEMAR -
Centro de Estudos do Mar e das Navegações Luís de Albuquerque.
Esta associação científica privada sem fins lucrativos, foi fundada na Figueira da Foz, em 27.01.1995,
por iniciativa do historiador Alfredo Pinheiro Marques e da Câmara Municipal da
Figueira da Foz, com sede no Forte de
Santa Catarina (Foz do Mondego) e dedicada a "o Mar e aquilo que através
dele fizeram [e fazem] os Portugueses".segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
A praxe mata, às vezes o corpo, mas sempre a cabeça
«Ao institucionalizar a obediência aos mais absurdos
comandos, a humilhação dos caloiros perante os veteranos, a promessa era a do
exercício futuro do mesmo poder de vexame, mostrando como o único conteúdo da
praxe é o da ordem e do respeito pela ordem, assente na hierarquia do ano do
curso.
Mas quem respeita uma hierarquia ao ponto da abjecção está a fazer o tirocínio para respeitar todas as hierarquias. Se fores obediente e lamberes o chão, podes vir a mandar, quando for a tua vez, e, nessa altura, podes escolher um chão ainda mais sujo, do alto da tua colher de pau. És humilhado, mas depois vingas-te.»
A abjecção das praxes, por José Pacheco Pereira.Mas quem respeita uma hierarquia ao ponto da abjecção está a fazer o tirocínio para respeitar todas as hierarquias. Se fores obediente e lamberes o chão, podes vir a mandar, quando for a tua vez, e, nessa altura, podes escolher um chão ainda mais sujo, do alto da tua colher de pau. És humilhado, mas depois vingas-te.»
«Não basta acharmos que o estudante comum, que aceita a
praxe ou a põe em prática, é um simples e acéfalo maria-vai-com-as-outras,
controlado quase sempre pelos medíocres «veteranos», que veem nestes momentos
uma ocasião única para fruírem da autoridade e do reconhecimento que jamais
terão no resto das suas vidas. E também não podermos forçá-lo a ler Wilhelm
Reich para compreender a psicologia de massas do fascismo e reconhecer o modo
como o caminho da submissão cega à hierarquia e ao império do mesmo é um passo
curto para o reino uno da escravidão. Mas podemos impedir por regulamento –
podem-no o Estado, as universidades, as associações de estudantes, os partidos
políticos, as famílias (que por vezes têm também responsabilidades nesta
matéria), até as juventudes partidárias (para algo de socialmente positivo
podem elas servir) – que o pequeno totalitarismo praxista se instale e governe
as escolas superiores e o universo estudantil a seu bel-prazer.
Mesmo sem proibir as praxes, o que não me parece de todo
possível ou sequer saudável, até porque poderia provocar como efeito oposto a
sua proliferação não-controlada, é possível conter formalmente os excessos e a
loucura das suas práticas mais violentas e obsessivas. Depois competirá aos
próprios estudantes perceberem que existem atividades bem melhores, mais
emocionantes e integradoras, mais divertidas até. E procurarem-nas, fazendo
delas alimento da melhor parte das suas vidas.»
Cinco mitos em torno das praxes, por RUI BEBIANOdomingo, 26 de janeiro de 2014
Uma estátua que continua a intrigar os figueirenses...
... mas, o previsto contra-ataque dos guerrilheiros está aí:
![]() |
| Álvaro Dias foto daqui |
Pois mas está visto que não há!”
Joaquim Gil, advogado, ontem, sábado, nas BEIRAS.
Recordando o Luís Elvira
O rio Mondego, agora considerado uma barreira entre a sede do
concelho e a freguesia de São Pedro, “difícil de transpor”, já foi em tempos ainda não muito recuados, um factor de aproximação e uma via utilizada para
ligar as duas margens do Mondego.
Alguns de nós ainda se recordam dos dois barcos – o Gala e o
Luís Elvira - que efectuavam a ligação entre a Gala (no verão com passagem pelo
Cabedelo) e a Figueira.
Outros tempos, outras cabeças pensantes, em que o Mondego
era visto como um factor de aproximação.
Agora, apesar das modernas e espaçosas pontes, “o rio
Mondego é uma barreira difícil de transpor!...” “Outros tempos, outros pensamentos”!...
Uma carta aberta ao senhor ministro que termina assim:
"Que a vida de investigador, o bolseiro em particular, nunca foi fácil em Portugal isso é um dado adquirido - quer-se rir um bocadinho sr. ministro? Sabia que existe código de actividade profissional para astrólogo (CAE 1316) mas não existe um para investigador? LOL sr. ministro, LOL - mas já se perguntou porque é que apesar de não termos subsidio de férias nem de natal (imagine a nossa confusão em sentir a revolta dos portugueses quando o seu colega sr. primeiro-ministro cortou nos subsídios), de não sermos cobertos pela segurança social, de não fazermos descontos, de termos valores de bolsas que não são revistos há mais de uma década, e outros tantos desajustes com que, com certeza, está familiarizado, continuamos na ciência? já alguma vez pensou nisso? porque, acima de tudo, somos uns sonhadores. Temos que ser sonhadores, temos que ser loucos, acreditar no que não existe, no que não vemos, no que não podemos tocar nem ouvir, temos que ir atrás para perceber porquê, perceber como, temos que questionar, dizer que não, temos que amarrar uma chave a um papagaio e largá-lo no meio de uma trovoada, que deixar as nossas culturas ganhar bolor e ousar pensar que a terra não é plana.
Se o sr. ministro acha que o sonho não tem lugar na “vida real” então tenho pena de si - tal como as crianças acreditam que os ovos vêm do super mercado também o sr. ministro deve acreditar que o seu rato sem fios veio da fnac. Se assim é sr. ministro, está no seu direito, mas então não se envergonhe e, mais importante, não nos insulte.
Sem mais."
Para ler na íntegra - e vale bem a pena, clicar aqui.
Será que esta noite tivemos mais um caso "Calabote"?.. *
«Quando acabou o nosso jogo estávamos apurados e cinco
minutos depois o FC Porto marcou. É de lamentar este tipo de jogos não
começarem e acabarem ao mesmo tempo. Pode levantar suspeitas. Não é bom para o
futebol. Era importante a Liga corrigir esta situação. Mas isso agora é
passado», afirmou o técnico leonino em declarações à TVI.
sábado, 25 de janeiro de 2014
"Eucaliptos dominam pedidos ao abrigo da nova lei de arborização"...
Querem saber o que isto quer significar?.. Continuem a ler...
“As chamas vão continuar a consumir hectares de floresta; o
combate às chamas vai continuar a sair do bolso dos contribuintes, para gáudio
dos combatentes privados e luto dos combatentes públicos; o combate à
desertificação do território, num futuro próximo, também vai sair do bolso do
suspeito do costume – o contribuinte; as vidas humanas e a miséria do dia
seguinte ficam a cargo dos mesmos de sempre – os que já pagam o combate às
chamas e vão pagar a guerra contra a desertificação do território; a biodiversidade
fica por conta dos contribuintes das gerações futuras [onde é que eu já ouvi
isto?]; as televisões vão ganhar shares de audiência, assim que mudarmos para a
hora de Verão, com directos do local do crime e bate-papos da treta com
especialistas da tanga; o lucro, esse, já se sabe para quem fica, porque o
crime compensa e está consagrado em papel de Lei e tudo. É toda uma indústria à
roda do património natural, comum a milhões para benefício de algumas dezenas.”
Uma coisa é certa: é um texto com muita piada...
“As estradas e a Serra”,
uma crónica de João Vaz, consultor de ambiente e sustentabilidade, publicada hoje nas Beiras:
“Há ainda ruas e
estradas municipais esburacadas e em mau estado de conservação, algumas mal
sinalizadas e perigosas.
Os prejuízos são
evidentes, a mecânica do carro sofre, o bolso do contribuinte também, aumenta a
insegurança rodoviária.
A Câmara é responsável
por tapar buracos, mas não o consegue fazer a tempo e horas. Faltará mais
organização (tapar o buraco antes que surja a cratera, fechar fissuras para que
não entre água) e, acima de tudo, não há dinheiro. O serviço da dívida é um
garrote: 8 milhões de euros por ano, fruto de vários anos de “buracos” e má
gestão (1997-2009).
Uma parte dos 28
quilómetros das estradas da Serra Boa Viagem também estão em mau estado, há
mais de 20 anos, apesar do reduzido tráfego e uso. A Autoridade Nacional da
Floresta (o Estado central) deveria reparar uma parte destas vias, tornando-as
transitáveis, mas não o faz, por falta de recursos, imagino eu.
Quem poderá fazer algo
para melhorar as estradas da Serra são os deputados na AR, influenciando o
Governo (PSD/CDS) para que haja verba.
A oposição (PSD)
insiste desde a campanha eleitoral que as estradas da Serra não são reparadas porque
alguém (quem será?), na estrutura dirigente da Câmara, bloqueia esta pretensão.
Hipoteticamente
teríamos um ”ecologista profundo” descolonizando-a da presença humana! Contudo,
tal pessoa não existe na Figueira. Todos queremos passear pelas estradas da
Serra, sem buracos, entre as folhas no chão e as giestas selvagens.”
Depois de ler esta
crónica, o que aconteceu há segundos, confesso:
1. Fiquei espantado
por haver “estradas municipais
esburacadas”;
2. Fiquei espantado “por
a Câmara ser responsável por tapar buracos”;
3. Fiquei espantado por haver “a necessidade de mais organização – tem-se de tapar o buraco, antes que
surja a cratera”;
4. Fiquei espantado
por “uma parte dos 28 quilómetros das estradas da Serra Boa Viagem também
estarem em mau estado, há mais de 20 anos, apesar do reduzido tráfego e uso”;
5. Fiquei espantado “com
a falta de empenho dos deputados da AR”;
6. Fiquei espantado
com “a insistência da oposição (PSD)”;
7. Fiquei espantado
por “todos querermos passear pelas estradas da Serra, sem buracos, entre as
folhas no chão e as giestas selvagens.”
8. Fiquei espantado, sobretudo, com a inexistência de um ”ecologista profundo”.
Resumindo e
concluindo.
Alguma vez sentiram,
ao ler um romance traduzido para português, que simplesmente não o conseguem compreender?
Por mais vezes que o releiam, ele é
incompreensível, ilógico ou não se enquadra no contexto em que está inserido.
Tratando-se de uma
obra literária de qualidade, o mais provável culpado será o tradutor.
No caso da crónica acima, porém, o mais provável culpado pela incompreensão, só posso ser eu – leitor impreparado e limitado.
No caso da crónica acima, porém, o mais provável culpado pela incompreensão, só posso ser eu – leitor impreparado e limitado.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Como evitar um anexo...
"Luiz Goes vai ser a primeira figura de relevo de Coimbra a ser trasladada para o jazigo n.º 33, na Conchada."
Cá está a alternativa que faltava para a falta de "camas", prevista para o Panteão Nacional...
Coimbra, sempre uma lição...
Cá está a alternativa que faltava para a falta de "camas", prevista para o Panteão Nacional...
Coimbra, sempre uma lição...
Doutor Nobre...
Fernando
Nobre andou meses a fazer campanha eleitoral para a presidência da república,
jurando aos portugueses que estava acima dos partidos.
Depois, como se lembram, foi o cabeça de lista do PSD por Lisboa e candidato a presidente da
AR se o PSD vencesse as eleições, como aliás aconteceu.
Não precisávamos de Fernando Nobre para nos confirmar que a política em Portugal, hoje em dia, é uma obscenidade, um jogo de interesses obscuros, onde está aberto o campo a todo o tipo de oportunismos.
Não precisávamos de Fernando Nobre para nos confirmar que a política em Portugal, hoje em dia, é uma obscenidade, um jogo de interesses obscuros, onde está aberto o campo a todo o tipo de oportunismos.
Depois, todos nos recordamos do que aconteceu:
o chumbo de Fernando Nobre para presidente da AR, do meu ponto de vista um
favor que o PS fez ao PSD (mais um): se tivesse seguido a tradição e eleito o candidato do partido maioritário
na AR, cumpria um preceito estabelecido, forçava uma fricção entre o CDS e o
PSD e ainda nos estaríamos a divertir com o mais inábil presidente da AR da história
parlamentar.
Fernando Nobre seria sempre um embaraço para o PSD.
Eis, senão quando, agora, Fernando Nobre, ameaça de novo com a possibilidade de se recandidatar à Presidência da República.
“Estou em período de
reflexão, mas acho que é extemporâneo e precipitado”, disse Nobre em relação a
uma possível corrida a Belém nas próximas eleições presidenciais, que acontecem
em 2016.
“Com toda a
humildade, até hoje, eu fui o único candidato presidencial verdadeiramente
independente neste país. E fico-me por aqui”, rematou ele.
E eu deixo ao senhor doutor Nobre, apenas, e mais uma vez, esta pergunta: o que leva Fernando Nobre a expor-se a estas tristes figuras?..
À medida e à descarada...
Na avalanche de concursos abertos para a administração
pública, nas últimas semanas - que estão sob avaliação da Comissão de
Recrutamento e Selecção da Administração Pública (CRESAP) - há critérios
apontados e preferências definidas que apontam para cargos à medida. Dá-se
preferência, por exemplo, a quem tenha desempenhado "cargos de dependência
directa de membro do governo" e noutro "a prestação de apoio técnico
especializado aos membros dos gabinetes do Ministério das Finanças".
Os critérios estão lá todos, mas o requisito principal resume-se a isto: boy com experiência de boy!..
Hoje o DN noticia mais um concurso à medida...
"Subdirector-geral do Tesouro tem curso de Engenharia e Gestão Industrial e experiência em imobiliário como era exigido para o cargo".
Isto é menos que terceiro mundo?..
Os critérios estão lá todos, mas o requisito principal resume-se a isto: boy com experiência de boy!..
Hoje o DN noticia mais um concurso à medida...
"Subdirector-geral do Tesouro tem curso de Engenharia e Gestão Industrial e experiência em imobiliário como era exigido para o cargo".
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
"A Voz da Figueira", a segurança marítima, o Com. Baldaque da Silva e a erosão costeira ao longo dos anos...
O semanário "A Voz da Figueira", dedicou na edição mais recente, desenvolvidas reportagens sobre segurança marítima, porto comercial e Homenagem ao Engenheiro Hidrógrafo
figueirense Com. Antonio Arthur Baldaque da Silva - autor do malogrado
"Porto Oceânico-Comercial do Cabo Mondego (Buarcos)" que nunca chegou
a ser construído...
Todavia, isso não
constitui novidade, pois como podemos confirmar pelas imagens, este jornal sempre prestou uma especial atenção e
interesse a estas matérias, como é o caso desta edição, em que dedicou a estes assuntos algumas páginas.
Obrigado presidente....
Graças a V. Exa., ficamos a recordar uma assessora presidencial portuguesa que é um
caso à parte no contexto da União Europeia...
“Se esta presidência ficar lembrada pela saia da menina então deixará marca no tempo e na história.”
Bom esforço...
“A democracia não é a lei da maioria, mas a protecção da minoria”... *
Saída de pessoas qualificadas para o estrangeiro "é positiva", disse o secretário de Estado da Inovação, Investimento e
Competitividade, Pedro Pereira Gonçalves...
* O título é de Albert Camus, falecido a 4 de janeiro de 1960, mas bastante mais actual e interessante do que muitos espertalhões, pretensamente vivaços, que por aí circulam...
Como bem sabemos, tem sido um pesadelo para todos nós ...
Tem sido um pesadelo para todos nós, cidadãos e consumidores domésticos, mas, igualmente, para as empresas, pois estes preços da energia também afectam a competitividade das empresas
portuguesas.
Contudo, as confederações patronais, que me recorde, nunca
fizeram campanha a sério contra os preços da energia...
Pelos vistos é mais fácil e mais cómodo ir na
onda da campanha sobre os custos salariais, em Portugal que, certamente, apenas por mero acaso, até já são dos mais baixos da Europa...
Recordando um texto de João Pereira Mano a propósito de Baldaque da Silva
O projecto do Engenheiro Hidrógrafo Com. Antonio Arthur
Baldaque da Silva para a construção do "Porto Oceânico-Comercial do Cabo
Mondego" (1913), o porto de águas profundas, no Centro de Portugal
(Buarcos - Figueira da Foz), destinado a servir todas as regiões do
Centro-Norte de Portugal e até mesmo Castilla-León, projecto esse aprovado no tempo da I República
Portuguesa, mas que, depois, nunca foi construído e que, com o tempo, veio a
ser substituído pelos projectos de outros portos principais (Leixões, e Sines)
e de outros portos regionais (Aveiro, Viana) que, ao longo do século XX, vieram
a ser construídos no litoral ocidental de Portugal, foi recordado no passado
dia 17 do corrente, no decorrer da Conferência “Apoio
Oceanográfico à Segurança Marítima na Figueira da Foz”, que se realizou no Centro de Artes e
Espectáculos da Figueira da Foz.
A propósito, recorde-se um texto do Capitão João PereiraMano, (autor de
"Terras do Mar Salgado: São Julião da Figueira da Foz…" [1997], Associado Honorário do CEMAR-Centro de Estudos do Mar [2008], e Medalha de Ouro de Mérito, a título póstumo [2012], da cidade da Figueira da Foz), acerca do Com. Antonio Arthur Baldaque da Silva e acerca do seu projecto de porto oceânico de águas profundas a construir no Cabo Mondego (Buarcos):
"Terras do Mar Salgado: São Julião da Figueira da Foz…" [1997], Associado Honorário do CEMAR-Centro de Estudos do Mar [2008], e Medalha de Ouro de Mérito, a título póstumo [2012], da cidade da Figueira da Foz), acerca do Com. Antonio Arthur Baldaque da Silva e acerca do seu projecto de porto oceânico de águas profundas a construir no Cabo Mondego (Buarcos):
(…) Autor de diversos projectos de portos portugueses, e
mesmo estrangeiros, o engenheiro Baldaque da Silva — filho do engenheiro Silva
que em 1859 conseguiu restabelecer a barra da Figueira ao Norte, depois de ter
construído o dique ou paredão do Cabedelo —
foi o autor do projecto do “Porto oceânico-comercial do Cabo Mondego”
que, além do molhe de abrigo — agora muito bem lembrado na imprensa pelo
figueirense Bruno de Sousa — delineava uma doca comercial de 52 hectares
de área, só aberta nos 150 metros da sua entrada, limitada a Oeste pela parte
do molhe que termina nos Formigais, e concluía por uma portentosa rede de
canais a
ligar o novo porto a Aveiro, Leiria e Coimbra — já não falando em estruturas diversas, como sejam
diques, doca de pesca e o respectivo cais. Na altura, e ainda anos depois, os
jornais da Figueira bateram-se pela execução deste, ou de parte deste projecto,
tendo mesmo “A Voz da Justiça” começado a publicar o trabalho deste denodado
engenheiro hidrógrafo, a partir do nº
1136, de 21 de Out. de 1913. Mas, como é óbvio, nada conseguiram. Porém, se a
Figueira quiser ter um PORTO só ali o terá. Como a Cidade Invicta teve o seu em Leixões. E, no Cabo Mondego, há
ou havia, para tal, condições muito mais propícias do que aquelas que a foz do
rio Leça ofereceu. (…)
ligar o novo porto a Aveiro, Leiria e Coimbra — já não falando em estruturas diversas, como sejam
diques, doca de pesca e o respectivo cais. Na altura, e ainda anos depois, os
jornais da Figueira bateram-se pela execução deste, ou de parte deste projecto,
tendo mesmo “A Voz da Justiça” começado a publicar o trabalho deste denodado
engenheiro hidrógrafo, a partir do nº
1136, de 21 de Out. de 1913. Mas, como é óbvio, nada conseguiram. Porém, se a
Figueira quiser ter um PORTO só ali o terá. Como a Cidade Invicta teve o seu em Leixões. E, no Cabo Mondego, há
ou havia, para tal, condições muito mais propícias do que aquelas que a foz do
rio Leça ofereceu. (…)
(in MANO, João Pereira, Terras do Mar Salgado: São Julião da
Figueira da Foz, São Pedro da Cova-Gala, Buarcos, Costa de Lavos e Leirosa,
Figueira da Foz: Centro de Estudos do Mar, 1997, pp. 321-322.
João Pereira Mano, nasceu na Gala, então freguesia de Lavos, concelho da Figueira da Foz, em 2 de Setembro de 1914. Faleceu em Lisboa, em 8 de Agosto de 2012.)
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Dom Bosco nos proteja
É sabido que, em épocas de crise, o fervor religioso aumenta.
E é inegável que, cá pela Figueira, a sátira e o humor rasteiro vivem uma das suas
mais profundas crises. Desta forma, resolvemos apelar a Dom Bosco que, esperamos,
venha a ser o padroeiro das bacoradas e
do futebol, para nos proteger da desgraça e da falta de assunto...
Uma obra, datada de 1913, da maior importância para compreendermos a decadente Figueira de 2014...
São textos introdutórios acerca dum "projecto" notável não realizado de novo trazido aos olhos do público.
O livro "Portos e Canaes" (1913), contém o célebre projecto da construção do malogrado "Porto Oceânico-Comercial do Cabo Mondego [Buarcos]" da autoria do Engenheiro Hidrógrafo figueirense Com. Antonio Arthur Baldaque da Silva, o porto que em 1913 chegou a ser aprovado, mas que, na verdade, nunca veio a ser construído.
Devido à sua não-construção, e ao "erro histórico" da construção, em vez dele, do pequeno porto fluvial e de marés no estuário do Mondego, a Figueira da Foz perdeu a sua grande oportunidade histórica de desenvolvimento, e avolumou a situação que levou à sua decadência futura.
O livro "Portos e Canaes" (1913), contém o célebre projecto da construção do malogrado "Porto Oceânico-Comercial do Cabo Mondego [Buarcos]" da autoria do Engenheiro Hidrógrafo figueirense Com. Antonio Arthur Baldaque da Silva, o porto que em 1913 chegou a ser aprovado, mas que, na verdade, nunca veio a ser construído.
Devido à sua não-construção, e ao "erro histórico" da construção, em vez dele, do pequeno porto fluvial e de marés no estuário do Mondego, a Figueira da Foz perdeu a sua grande oportunidade histórica de desenvolvimento, e avolumou a situação que levou à sua decadência futura.
Fernando Campos regista o retorno do vereador Tavares aos jornais
“Napoleão Bonaparte dizia que nunca se deve interromper um
inimigo quando ele está a cometer um erro. A verdade porém é que não considero
o vice-presidente um inimigo; nem me considero aliás visado pela artilharia
vaga deste colunista das beiras (tenho quase a certeza que ele, na sua douta
ignorância, nem sequer sabe que este blogue existe, nunca cá veio, nem conhece
ninguém que o tenha feito) e enfim, não
sou nenhum napoleão; não cultivo aquilo a que o imperador dos franceses chamava
“inimigos” - não que não os tenha, mas a mim (não sei porquê, embora imagine)
eles não se me declaram.
Posto isto, permito-me considerar que António Tavares comete
um erro e, já agora, que também ele não é nenhum Bonaparte – quero dizer, ele
já é pro-cônsul da Figueira e pode ser que chegue a cônsul e até, depois, a
imperador, mas nunca será um grande estratega – essa é que é essa”, escreve o
Fernando Campos...
Que mais adiante, e a terminar, remata:
“O que me parece que ele teme (e é natural, tal como em
Napoleão) é o que não controla. E isso agora está nos novos suportes das
tecnologias da informação: a expressão livre da opinião.”
GPS
Que belo nome!..
Eles sabem orientar-se tão bem...
Curiosamente, há transporte escolar feito no nosso concelho
por esse Grupo GPS liderado por um senhor chamado António Calvete...
Com tantos apoios estaduais até o maior dos cegos é rei!
Esse Grupo bem pode agradecer aos sucessivos governos PS e
PSD (o chamado bloco central dos arranjinhos...) que, numa lógica de privatização da educação, preferem entregar dinheiro a uns
tantos privados (para de forma indecorosa exteriorizarem riqueza por todos os
lados) do que ajudar as escolas públicas que, por vezes, não têm condições
mínimas de funcionamento.
Foi preciso uma investigação da TVI o ano passado, liderada
pela jornalista Ana Leal, para pôr a nu
os podres que muitos de nós já conhecíamos e falávamos nos cafés.
Estacionamento do Hospital Distrital da Figueira da Foz: a trapalhada continua!..
![]() |
Miguel Almeida não acredita em “falha de comunicação” na
câmara
|
Lembre-se,
que o vereador tinha feito o requerimento no início do mês, na reunião de
câmara.
“No mínimo,
não deixa de ser estranho que, mais de 15 dias depois, ainda não me tenham dado
o contrato para o poder ler”, declara Miguel
Almeida ao jornal. “Agora, já não
basta o contrato, porque tem de haver uma explicação por ainda não o terem
enviado. Espero que não estejam a fazer o que já deviam ter sido feito, ou seja,
o próprio contrato”!..
Contactado
pelo jornal, o administrador da Figueira
Parques, Hugo Rocha, disse que “houve uma falha de comunicação” entre ele e o
chefe de gabinete da presidência. Pensava o administrador, que a cópia do contrato era para ser entregue
ao requerente na próxima reunião de câmara, daí ainda não a ter enviado para
Tiago Castelo Branco.
Face a isto, Miguel
Almeida foi claro na resposta : “ou o
chefe de gabinete ou o administrador da empresa municipal estão a faltar à
verdade, porque questionei, em duas ocasiões, Tiago Castelo Branco sobre o
assunto e ele respondeu que estava à espera que a FP lhe enviasse a cópia do contrato”.
“O pedido foi
solicitado à FP na mesma reunião de câmara. Dois ou três dias depois, voltei a
solicitar o envio da cópia”, esclareceu, por seu lado, Tiago Castelo Branco. “Por
falha de comunicação, o administrador da FP não a entregou, presumindo que
fosse para a próxima reunião de câmara”, disse ainda o chefe de gabinete de
João Ataíde, garantindo que “a cópia será enviada de imediato” ao vereador Miguel Almeida.
O DIÁRIO AS
BEIRAS não falou com o presidente da Câmara da Figueira da Foz e da Figueira Parques, pois João Ataíde encontrava-se nos Estados Unidos.
Segundo o jornal, regressa hoje à Figueira.
Calma
Calma camarada...
Há que ter em conta a lista de espera.
Prioritariamente, deverão estar os PIDES de Cavaco Silva...terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Esta manhã, no porto comercial da Figueira da Foz....
Um incêndio inutilizou completamente uma grua.
Da marca
Liebherr, um dos maiores fabricantes de máquinas para construção do mundo, de
nacionalidade austríaca.
(Foto alex Campos, by telélé)
"... E as notícias ainda eram lidas em jornais!"
"Lembrei-me que o 25 de Abril de 1974 vai fazer 40 anos e de como Portugal era diferente: guerra nas colónias, bairros de lata, analfabetismo, pessoas descalças nas ruas, censura prévia na imprensa, presos políticos, tribunais plenários, direito de voto limitado, licença para poder usar isqueiro...
Penso nos dias de hoje, no quanto, apesar de tudo, avançámos."
Pedro Tadeu
Penso nos dias de hoje, no quanto, apesar de tudo, avançámos."
Pedro Tadeu
As desigualdades no mundo
Relatório da Oxfam em espanhol, inglês e francês. Para descarregar clicar AQUI.
Notícia no Negócios online, AQUI.
«Os 1% mais ricos da China, Portugal e Estados-Unidos mais do que duplicaram os seus rendimentos nacionais desde 1980, e a situação tende a agravar-se.»
«Portugal e a Grã-Bretanha estão entre os países menos igualitários da OCDE.»
Notícia no Negócios online, AQUI.
«Os 1% mais ricos da China, Portugal e Estados-Unidos mais do que duplicaram os seus rendimentos nacionais desde 1980, e a situação tende a agravar-se.»
«Portugal e a Grã-Bretanha estão entre os países menos igualitários da OCDE.»
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