terça-feira, 19 de novembro de 2013
Venceremos?..
Hoje, o país está vidrado no futebol.
Segundo A Bola, “o dia amanheceu nublado em Estocolmo, com a
Seleção Nacional remetida à tranquilidade da unidade hoteleira onde se encontra
instalada para o decisivo encontro desta noite frente à Suécia (19.45 horas).”
Pronto, podemos estar sossegados e descansados.
Eu, aliás, já estava.
Na minha relação com o futebol, em 2013,
domina a apatia de quem, nesta altura da
vida, se sente – e se sabe - a salvo de
emoções extremas.
Esta selecção de
Paulo Bento ainda não me cativou.
Se for ao Brasil, óptimo.
Se não for, a vida
continua.
Não vejo em Paulo Bento uma qualquer ideia futebolística e, muito
menos, discursiva, que me empolgue.
Não vejo nesta selecção de futebol, algo que me possa elevar às alturas de uma
entrega passional, nenhuma adesão a uma "sensibilidade
estético-futebolística", como
aconteceu com os “Magriços”, em 1966.
Agradeço a Paulo
Bento e a esta selecção, neste meu tempo
que passa, a serenidade de uma vida destituída de pressões e de paixões futebolísticas.
Não que os possa culpar por tudo. Mas têm ajudado.
O mar português
A Sociedade de Geografia de Lisboa, a Câmara Municipal de Mira, o Instituto Hidrográfico, o Centro de Estudos do Mar e a Confraria Marítima de Portugal promoveram uma jornada comemorativa do Dia Nacional do Mar de 2013, sob o tema “O Oceano: Literacia e Cidadania”, cujo programa se repartiu por dois locais: em 16 de novembro, sábado passado, os trabalhos decorreram na Praia de Mira (Museu Etnográfico e Posto de Turismo e Centro Cultural e Recreativo); hoje, têm lugar na sede da Sociedade de Geografia de Lisboa (Rua das Portas de S. Antão, 100).
Posso estar enganado, mas pareceu-me que o acontecimento
passou ao lado da maioria dos portugueses.
O mar português, para
quem os portugueses tanto olham no verão, é uma enorme riqueza potencial, que quem tem mandado em Portugal nas últimas
décadas tem desconhecido.
A economia do mar, essa descoberta recente dos políticos –
até o presidente da câmara da Figueira, quando apareceu na política, veio falar
numa coisa – a famosa Aldeia do Mar, lembram-se, que nunca ninguém verdadeiramente soube o que era - deveria ser há muito uma prioridade nacional.
Todavia, infelizmente, isso, como vimos recentemente por cá, não tem passado de retórica política para entreter e caçar o
voto à plebe em época de eleições.
E, no entanto, o sector merecia outro olhar e outra atenção dos governantes.
Lembre-se: o valor económico das actividades ligadas ao
mar consideradas na economia portuguesa ronda os 2% do PIB e emprega directa e
indirectamente cerca de 100 mil pessoas.
O que muitos agora chamam - até o nosso presidente da Câmara - de
hypercluster da Economia do Mar, tem de deixar
de ser apenas uma frase pomposa, para
passar a ser uma força catalisadora, capaz de organizar e dinamizar um conjunto
de sectores com elevado potencial de crescimento e inovação e capacidade para
atraírem recursos e investimentos de qualidade, nomeadamente externos.
A Figueira tem potencial neste sector. Mas, neste momento, o
sector da pesca está asfixiado e vive dias difíceis na nossa
cidade.
Basta passar pelo porto de pesca e ver o número
irrisório de unidades de pesca que utilizam o nosso porto, comparativamente com
anos atrás. E a causa é bem fácil de explicar, basta falar com os homens do
mar: a barra está a afastar os pescadores, pois está cada vez mais insegura e
perigosa. Se alguém duvida disto é fácil de o tirar a limpo – basta falar
com os homens do mar. “A barra nunca
esteve tão má para nós” – é o que de certeza vão ouvir da boca dos pescadores,
que são aqueles que a conhecem melhor do que ninguém.
Seria necessário e justo, que quem anda a pensar na estratégia portuária,
aqui pela Figueira, tivesse sempre a pesca em grande conta, pois o potencial está cá - e continua bem vivo e presente, no seio das
comunidades piscatórias locais.
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Estacionamento pago no Hospital da Figueira da Foz: a procissão ainda vai no adro...
No decorrer da reunião camarária realizada hoje, compreendi melhor a trama em torno do
caso do estacionamento pago no parque do Hospital da Figueira.
Pelo que tive oportunidade de ouvir até o presidente já está farto deste caso. E a
procissão ainda vai no adro.
"Não me agrada nada taxar ali o estacionamento",
admitiu o presidente da autarquia. O projecto resultou da "pressão" da
administração do Hospital para a regulação do estacionamento, num investimento
que rondou os 50 a 70 mil euros, custeados
pela Figueira Parques.
Logo a seguir, porém, Hugo Rocha, da empresa municipal Figueira Parques, convocado
pelo presidente para prestar explicações,
informa que os custos já vão em 80 mil euros, havendo um acordo com a
administração do Hospital com a duração de cinco anos, para a Câmara tentar ser
ressarcida do investimento (o que neste momento é uma completa incógnita...) prazo findo o qual o equipamento reverte para
o HDFF. A ideia é a de, no final do ano, em função da receita que entretanto
conseguir arrecadar, ver se os cinco anos são suficientes para garantir o
retorno.
Tudo isto, ao que tive oportunidade de ver em directo na
internet, me pareceu infeliz e confrangedor, por diversos motivos.
1. Uma Câmara que não tem dinheiro para nada, investe 80 mil
euros numa obra que deveria ser realizada pela Administração do Hospital da
Figueira da Foz.
2. Ainda por cima, cria polémica - o que era de todo dispensável.
Ao situar, com as obras realizadas, um
hospital dentro de um parque de estacionamento, colocou na ordem do dia pertinentes questões de operacionalidade da unidade hospitalar, pois, como as
coisas ficaram, não está "salvaguardada a entrada de quem se dirige ao hospital em
emergência, mesmo que não numa ambulância", como muito bem referiu Miguel
Almeida.
3. Também, desde o início, tal como Miguel Almeida hoje acentuou
“tenho dificuldade em perceber qual é o
argumento para ter o parque a pagar todo o ano", uma vez que a praia
adjacente, de setembro a junho, está praticamente deserta.
O parque exterior, frente ao mar, e as ruas em torno do
hospital têm agora muitas viaturas, porque os utentes do hospital passaram a estacionar por
lá para fugir ao pagamento no interior do parque do hospital.
4. Será que nos meses de praia, a Câmara vai colocar
estacionamento pago nestas zonas, pois vai haver outro problema: onde vão os
veraneantes (e sabemos como o turismo é importante para o pequeno comércio da Cova-Gala...) colocar os veículos, se os lugares que existem para o efeito estão
ocupados pelos utentes do hospital?..
Ataíde e esta maioria absoluta do PS recentemente eleita, têm um lindo problema para resolver com esta
história do estacionamento pago no Hospital Distrital da Figueira da Foz.
Como é que uma Câmara, que não tem dinheiro para fazer
cantar um cego, avança com 80 mil euros para resolver um problema que não é seu,
que na melhor das hipóteses prevê recuperar em cinco anos, metendo-se num
enorme imbróglio, isso, confesso, faz-me uma enorme confusão!..
Vamos esperar pelos próximos capítulos, pois pelo que
presumo a procissão, neste caso, ainda vai no adro.
Um partido, dois jotas, uma carreira...

Política: Socialistas Tiago Castelo Branco e João Portugal querem a liderança da Concelhia
No próximo dia 14 de dezembro, realizam-se as eleições para a Comissão Política Concelhia da Figueira da Foz do Partido Socialista que, desta vez e fruto das alterações estatutárias, elegerá os órgãos locais para um mandato de 4 anos.
No próximo dia 14 de dezembro, realizam-se as eleições para a Comissão Política Concelhia da Figueira da Foz do Partido Socialista que, desta vez e fruto das alterações estatutárias, elegerá os órgãos locais para um mandato de 4 anos.
Tiago Castelo Branco (actual chefe de gabinete do presidente
da Câmara) e João Portugal (vereador e deputado à Assembleia da República) são, para já, os dois candidatos conhecidos.
Hoje a reunião de Câmara é aberta ao público e aos jornalistas
Para que conste aos passantes por este espaço.
Existirão muitas formas de actuar na blogosfera.
Esta, é a minha: trata-se de uma forma de poder espernear e não
mais do que isso.
Esperneio sem agenda, apenas mais ou
menos ao sabor do dia a dia.
Espernear cada vez
mais é o que nos resta, tamanhas são as dificuldades pelas quais vamos passando
e, seguramente, tanto
individual, como colectivamente, ainda iremos passar.
Como diria Baptista
Bastos, “deixámos cair
a cultura da revolta. Não falamos de nós. Enredamo-nos na futilidade das coisas
inúteis, como se fossem o atordoamento ou o sedativo das nossas dores. E as
nossas dores não são, apenas, d’alma: são, também, dores físicas.”
Mas, deixemo-nos de paleio e vamos ao que, hoje, interessa na Figueira.
Não esqueçam: a segunda reunião camarária do mês de novembro,
a tal que o senhor presidente e a maioria que o apoia permite que seja aberta
ao público e à comunicação social no nosso concelho, é mais logo, pelas 16H00.
Relembrar Manuel António Pina
“Coisas sólidas e verdadeiras”
O leitor que, à semelhança do de O'Neill, me pede a crónica que já traz engatilhada perdoar-me-á que, por uma vez, me deite no divã: estou farto de política! Eu sei que tudo é política, que, como diz Szymborska, "mesmo caminhando contra o vento/ dás passos políticos/ sobre solo político". Mas estou farto de Passos Coelho, de Seguro, de Portas, de todos eles, da 'troika', do défice, da crise, de editoriais, de analistas!
O leitor que, à semelhança do de O'Neill, me pede a crónica que já traz engatilhada perdoar-me-á que, por uma vez, me deite no divã: estou farto de política! Eu sei que tudo é política, que, como diz Szymborska, "mesmo caminhando contra o vento/ dás passos políticos/ sobre solo político". Mas estou farto de Passos Coelho, de Seguro, de Portas, de todos eles, da 'troika', do défice, da crise, de editoriais, de analistas!
Por isso, decidi hoje falar de algo realmente importante:
nasceram três melros na trepadeira do muro do meu quintal. Já suspeitávamos que
alguma coisa estivesse para acontecer pois os gatos ficavam horas na marquise
olhando lá para fora, atentos à inusitada actividade junto do muro e fugindo em
correria para o interior da casa sempre que o melro macho, sentindo as crias
ameaçadas, descia sobre eles em voo picado.
Agora os nossos novos vizinhos já voam. Fico a vê-los ir e
vir, procurando laboriosamente comida, os olhos negros e brilhantes pesquisando
o vasto mundo do quintal ou, se calha de sentirem que os observamos,
fitando-nos com curiosidade, a cabeça ligeiramente de lado, como se se
perguntassem: "E estes, quem serão?"
Em breve nos abandonarão e procurarão outro território para
a sua jovem e vibrante existência. E eu tenho uma certeza: não, nem tudo é
política; a política é só uma ínfima parte, a menos sólida e menos veemente,
daquilo a que chamamos impropriamente vida.
domingo, 17 de novembro de 2013
Futuro do Livre, vai ser o quê?..
O “livre” Rui Tavares, como de resto qualquer cidadão, tem
todo o direito e toda a liberdade de formar um novo partido.
Gostava é que explicasse coisas simples, como por exemplo, onde
fica o lugar “no meio da esquerda”!..
Nomeações...
“Vasco Rato será o próximo presidente da FLAD”, uma das
melhores manjedouras que por cá existem para distribuir pelos aficionados.
Tudo normal, tudo no seu devido lugar – que o mesmo é dizer,
“uma história de ratos”...
As melhores comédias são as que nos fazem infelizes e tristes...
Pedro Passos Coelho ontem, em Cantanhede, onde foi recebido com vaias e assobiadelas, apelou a todos os portugueses para que se aliem no esforço que o país está a fazer para concluir o programa de assistência financeira, independentemente do seu partido político.
O PM continua a achar que o Governo não está a exigir de mais. Mas, até há quem considere que "subir salário mínimo é estragar a vida aos pobres" e que "a maior dos pensionistas não são pobres e estão a fingir"!..
O PM continua a achar que o Governo não está a exigir de mais. Mas, até há quem considere que "subir salário mínimo é estragar a vida aos pobres" e que "a maior dos pensionistas não são pobres e estão a fingir"!..
sábado, 16 de novembro de 2013
Figueira Parques
Em muitas cidades do nosso País, o estacionamento tem motivado algumas das mais abjetas novelas do caciquismo autárquico.
Recordemos o que se passou recentemente
com a concessão do parqueamento pago no Hospital da Figueira da Foz.
O processo, tanto quanto julgo saber, foi
desencadeado à revelia dos órgãos autárquicos locais democraticamente eleitos.
Quando tal acontece, batemos no fundo, pois
atingimos o grau zero da transparência.
Alguém tem memória de o assunto ter sido
alguma vez abordado nalguma reunião camarária ou nalguma sessão da Assembleia
Municipal da Figueira, “o município melhor classificado num 'ranking' de transparência municipal”.
Começamos a ter razões para o optimismo...
No fim-de-semana passado o Benfica eliminou o Sporting da
taça de Portugal.
No decorrer da semana que hoje termina, verificámos que apareceu sol no inverno e disseram-nos que o país saiu da recessão.
Ontem, o golo de Cristiano Ronaldo deu triunfo sobre a Suécia
por 1-0.
Portugal está em vantagem no play-off do Mundial e o optimismo está a fazer o seu caminho no nosso País.
Pedro Passos Coelho já admite a possibilidade de uma
diminuição do IRS em 2015, caso haja excedente orçamental.
Em 2015 realizam-se legislativas...
No entanto, o primeiro-ministro rejeita que essa seja uma
medida eleitoralista.
Continuemos, contudo, confiantes, pelo menos até à próxima terça-feira:
ontem, a Suécia até fez um bom jogo na primeira parte, mas Portugal tem melhores jogadores.
Há sempre margem para o crescimento.
Muita malta já quase não consegue comer...
Portanto, quando conseguir comprar todos os dias uma carcaça, o crescimento
começa a notar-se...
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
Nada de novo, portanto...
Fortes com os fracos...
Fracos com os fortes...
Governo trava proposta do PSD para taxar PPP, telecomunicações e distribuição.
Continua, em grande, A Grande Farsa.
Já descobriram, ou será preciso fazer um desenho para ficarem a saber ao serviço de quem está este simulacro de governo?
Fracos com os fortes...
Governo trava proposta do PSD para taxar PPP, telecomunicações e distribuição.
Continua, em grande, A Grande Farsa.
Já descobriram, ou será preciso fazer um desenho para ficarem a saber ao serviço de quem está este simulacro de governo?
Empreendedorismo...
Comprou e recuperou uma bateira tradicional da Figueira (utilizada antigamente tanto na pesca fluvial como na costeira) e vai agora lançar-se numa nova aventura. Jorge Gomes, da D`Evento em Popa, realiza segunda-feira a primeira das muitas «viagens regulares». «Esta é a inaugural, daquilo que vai começar a acontecer normalmente», disse ao Diário de Coimbra, convicto que vai contribuir para «a dinamização do turismo náutico e de natureza na Região Centro».
Manuel Silva, Padre, 85 anos de idade, 60 dos quais dedicados ao sacerdócio
"Gostava de ter tido uma mulher e filhos. De facto, notamos
(os padres) a falta da mulher, que é o aconchego, a casa. Senti a falta de ter
uma família. (…) Muitas vezes senti a tentação da carne (risos), mas, quando chegava
aquele momento forte, pensava: “eh pá, tem calma (risos)!”.
Padre Manel da Silva, numa entrevista que pode ser ouvida na
íntegra na Foz do Mondego Rádio (99.1FM), hoje, às 21H00, e em www.asbeiras.pt.
As redes sociais e a política...
Mais do que uma entrevista polémica dada por Fernando Moreira de Sá, um especialista, à Visão, é "um retrato nojento do país, do PSD, da escumalha que governa o país e dos jornalistas e/ou bloguistas que por aí andam e que se prestam a isso."
Há quem não tenha estômago para tanta "franqueza"...
Há quem não tenha estômago para tanta "franqueza"...
A ARTE DOS PESCADORES PORTUGUESES
No dia 1 de Dezembro de 2012, na Praia de Mira (no decorrer das IX Jornadas Culturais da Gândara, organizadas de parceria pela Câmara Municipal de Mira e pelo CEMAR), foi apresentada pelo Centro de Estudos do Mar-CEMAR a proposta, formulada em nome do cineasta Paulo Rocha e do historiador Alfredo Pinheiro Marques, de em Portugal todas as entidades adequadas e pertinentes (todas as entidades culturais, públicas e privadas, ligadas a estas matérias) juntarem os seus esforços com vista a que a Arte dos Pescadores Portugueses (dita "Arte-Xávega") venha a ser classificada como Património Cultural da Humanidade.
Celebração do Dia Nacional do Mar vai realizar-se na Praia de Mira (16 de novembro) e em Lisboa ( 19 de Novembro).
PROGRAMA: ver aqui.
PROGRAMA: ver aqui.
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Acesso ao HDFF...
Brilhante!..
Meteram um Hospital dentro de um parque de estacionamento e
depois acontecem coisas destas!
Mas, ninguém tem culpa...
O vandalismo tem as costas largas...Alfredo Paredes
"O Funeral do nosso grande guitarrista Alfredo Paredes irá realizar-se no próximo dia 15 de Novembro, Sexta-Feira, na Igreja da Misericórdia em Buarcos, pelas 15 horas."
Mar e fados
A eterna demagogia de Santana Lopes
«Não tenho a vocação de
Marcelo para fabricar candidatos», escreve Pedro Santana Lopes em artigo de opinião hoje publicado no jornal Negócios.
Mas, o que vale a coerência de Pedro Santana Lopes?..
Como já estamos carecas de
saber, nada...
No mesmo artigo, o antigo
presidente da câmara da Figueira da Foz, indica Manuel Braga da Cruz como a pessoa
indicada para correr a Belém...
A ironia da questão em torno da transparência figueirense
No passado dia 24 de Outubro de 2013, na reunião de Câmara
realizada nessa manhã, os figueirenses ficaram a saber que “foi aprovada a proposta para realização de
reuniões de Câmara às primeira e terceira segunda-feiras de cada mês. Como novidade, a primeira reunião de Câmara
ficará vedada à presença de público e imprensa.
Nesse
dia, ficámos também a saber
que a primeira reunião não terá transmissão via internet, só a segunda."
Há coisas que acontecem
na Figueira que, pelo menos para mim, são estupidamente irónicas.
Pelo menos, é assim que eu apenas as quero ver.
Passados seis dias, no dia 30 do mesmo mês de Outubro de 2013, aparece na imprensa o seguinte: “O município da Figueira
da Foz é o melhor classificado num 'ranking' de transparência municipal onde a
média das 308 câmaras é de apenas 33 pontos num máximo de 100, revelou hoje a
Transparência e Integridade Associação Cívica (TIAC).”
Não acham isto, no mínimo, estupidamente irónico?..
Eu, confesso que achei...
Ontem, ao fim da tarde, em conversa com um figueirense, meu
Amigo de há longos anos - e dos mais informados e atentos que conheço, disse-me ele, a propósito das reuniões à porta fechada: “isto é
engraçado, no momento em que a Figueira apareceu como a cidade mais
transparente, o presidente da câmara quis a primeira reunião à porta fechada!..”
E, logo de seguida, surge a dúvida: “já não me recordo bem, primeiro foi a decisão
da reunião da câmara, ou primeiro foi a notícia da transparência?..”
Como vimos acima - e pode ser comprovado através dos links: a reunião da câmara foi a 24 de outubro e
a notícia surgiu a 30 do mesmo mês.
Confusão desfeita, hoje ao ler As Beiras – outra coincidência
irónica –, deparo-me com uma oportuna crónica assinada pelo Rui Curado da
Silva.
Dado o seu manifesto interesse e oportunidade, não resisto a citá-la.
Dado o seu manifesto interesse e oportunidade, não resisto a citá-la.
![]() |
| Rui Curado da Silva |
Justamente por ler essas atas, reforcei a convicção que
durante a última década deveria ter havido muito mais transparência na política
do município. E essa forma de transparência é bem mais importante do que a
transparência da página internet.
Em nome da verdadeira transparência porque não criamos uma
comissão de inquérito interpartidária para analisar ao detalhe quem ganhou e
quem perdeu nos negócios do Vale do Galante ou do Foz Village? Vamos ouvir
pessoas, analisar documentos, identificar para onde fluiu o dinheiro (no caso
do Galante um milhão de euros não se esconde debaixo de um tapete). As
personagens envolvidas estão mais ricas ou mais pobres? Fugiram ou continuam
por cá? Isto é que seria transparência a sério.
Como é que o cantor Mico da Câmara Pereira passa pela
Figueira deixando um rasto de dívidas atrás de si? Houve algum responsável
político a dar-lhe cobertura? E as campanhas partidárias milionárias que se
praticam na Figueira são financiadas por quem e com que intenções?
Há negócios brilhantes na Figueira que dão muito mais lucro
do que o esperado ou trata-se apenas de enriquecimento ilícito?”Ora confessem lá: depois de terem lido este texto do Rui Curado da Silva, não acham a transparência, na Figueira, uma "coisa" muito irónica?..
O "May be man"
Existe o "Yes man". Todos sabem quem é e o mal que causa. Mas existe o May be man. E poucos sabem quem é. Menos ainda sabem o impacto desta espécie na vida nacional. Apresento aqui essa criatura que todos, no final, reconhecerão como familiar.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Pronto, não se amofinem comigo, preferem que fale da Bárbara e do Carrilho? Eu falo...
Um gajo esfalfa-se para tentar centrar a atenção dos
figueirenses na sua cidade e de repente recebe destas: “OH CAMARADA E SE
FALASSES DA BÁRBARA E DO CARRILHO?...”
Pronto, este blogue não é propriamente uma publicação de
textos a pedido, mas como até estou bem disposto e o problema está resolvido, uma vez sem exemplo, para demonstrar também as minhas putativas potencialidades como
cronista mundano, lá vai...
Carrilho tem há 12 anos uma mulher que qualquer um gostaria
de ter.
Há 12 anos que olhamos para o Manuel Maria e para a Bárbara
e interrogamo-nos: como foi possível?...O que viu ela nele?
Há 12 anos que estas
interrogações de 99% dos portugueses, Homens com dor de cotovelo e roídos de inveja, têm contribuído para uma coisa difícil, diria
mesmo, praticamente impossível: inflacionar ainda mais o enorme ego de Manuel Maria Carrilho.
Este pormenor, que em princípio deveria pertencer à esfera
da sua vida privada, mas que, por opção
dos dois, sempre foi pública, marcou as sua vidas: Manuel Maria Carrilho, que até poderia ter chegado a primeiro-ministro deste país, era o marido da Bárbara Guimarães.
Daí, penso eu, que a rejeição de que, pelos vistos foi alvo, tornou-se, para
ele, penosa, insuportável e inaceitável.
Foi uma parte de si –
talvez a melhor, mas, certamente, a mais bonita - que se evaporou.
Porventura, está aí a explicação para a aparente loucura em que o professor Carrilho,
eminente pensador e filósofo, pareceu
viver nos últimos tempos.
Amor, ódio, frustração, ou incapacidade para lidar com a
realidade?...
Tudo isso e, porventura, um
Carrilho tomado pela ira do coitadinho, do rejeitado, do homem que perdeu
a sua “mais que tudo”.
Entretanto, passou tempo...
Carrilho já deve estar, neste momento, arrependido de muita
coisa que fez e disse no último mês.
Porventura, já deve estar a ter mais raiva de si próprio, do
que a raiva que tem da Bárbara.
Entretanto, a Bárbara, uma deslumbrante mulher de quarenta e poucos anos, vai ultrapassar tudo isto, recompor-se e vai continuar e ser uma Mulher desejada...
O folhetim segue
dentro de momentos...
Portanto, a culpa foi da Nossa Senhora...
Paulo Portas, já em 27/02/2013, tinha
previsto: a culpa do naufrágio do Prestige não foi dos homens.
Alguma dúvida sobre a competência de Portas como advinho?..
“Situação perigosa em qualquer circunstância e em qualquer lugar...”
“Os
resultados eleitorais na Figueira conduziram a uma solução de governo em que a
maioria absoluta, isto é, o poder de tudo decidir, se encontra concentrado num
partido que representa pouco mais de 20 por cento dos eleitores inscritos!”
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Figueira: uma cidade extraordinária e única!..
Esta manhã, coisa muito rara na minha pessoa, deu-me para a
cusquice. Comprei a edição impressa do jornal As Beiras e li a crónica de opinião de Mafalda Azenha, advogada.
O título era sugestivo: “A mais, a melhor, acima”.
Depois, veio o melhor, a crónica propriamente dita, que convido a ler...
Há uns meses a Figueira recebeu o prémio de município com a
melhor programação cultural. Recentemente, ouvimos que a câmara foi distinguida
como a mais transparente pela sua página da internet.
Esta semana ficámos a saber que a Figueira está entre os
seis destinos portugueses na lista dos 100 mais valiosos do mundo. A isto ainda
temos que aliar o que ficámos a saber a propósito das comemorações do 47.º
aniversário do Porto da Figueira da Foz, ou seja, que este tem tido um desempenho num movimento
em contraciclo, com um crescimento acima das previsões e do próprio crescimento
da economia.
Mas ainda há mais. É que a esta informação junta-se uma
outra em que ficamos a saber: o Porto tem capacidade para receber navios de
cruzeiro, de 500 a 600 pessoas, e que estão a ser envidados esforços com demais
entidades para que essa vertente turística possa vir a ser uma realidade na Figueira.
O que quer isto tudo dizer?
Que apesar do muito que pode e deve ser diferente e que
ainda está por fazer, há sinais que nos devem deixar otimstas. A questão é
saber trabalhar estes factos para os transformar em marcas da Figueira,
conjugando os que tem sentido conjugar, como a distinção de destino valioso com
a capacidade para receber cruzeiros, por exemplo. É bom perceber que temos
potencialidades.”
Não sei o que pensam depois de ler esta prosa.
Eu, logo que terminei esta leitura, não sei porquê, a Figueira
lembrou-me uma anã: comeu, comeu, comeu,
mas não cresceu!..
Pensei: que cidade tão sacana...
Uma coisa aprendi hoje, que espero não esquecer tão cedo.
Ter mais cuidado com as leituras matinais.
Por este andar não é preciso morrer para saber se a alma
sobrevive ou não. Um dia destes vomito-a sanita abaixo...
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