quinta-feira, 14 de março de 2013

Só pode ser um dia de imenso regozijo...

imagem sacada daqui
Porque a Figueira se divide  entre os que conhecem a história da candidatura de Miguel Almeida  e os que não conhecem a história da candidatura da candidatura de Miguel Almeida  à Câmara da Figueira,  depois de ter sido anunciado oficialmente no “Preço Certo”,   pelo cómico e seu Amigo Fernando Mendes, como candidato à Câmara Municipal da Figueira,  no próximo dia 22 do corrente a Comissão Política Concelhia do PSD deverá dar a necessária e protocolar confirmação para a candidatura de Miguel Almeida à Câmara Municipal da Figueira...

Francisco I



Uma boa semana para os autarcas figueirenses


A Câmara de Seia anunciou hoje que vai interpor uma providência cautelar no Supremo Tribunal Administrativo para impugnar juridicamente a aplicação da lei da reorganização administrativa, que prevê a eliminação de sete das atuais 29 freguesias do concelho.
O presidente da autarquia, Carlos Filipe Camelo, disse à agência Lusa que a decisão foi tomada na terça-feira, numa reunião realizada com todas as juntas de freguesia do município.
“Ontem, tomámos a decisão definitiva de avançar [com a providência cautelar], sendo as despesas repartidas, de forma solidária, entre o município e as 29 freguesias”, embora a reforma administrativa apenas incida sobre 15 freguesias, indicou.
Carlos Filipe Camelo referiu que a providência cautelar irá ser entregue até ao dia 28 de abril e mostra-se “confiante” no sucesso da ação jurídica.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Desgraçadamente…

Vivemos dias trágicos em Portugal.
Não me estou a referir  à política que tem  sido executada por  Passos/Relvas/Gaspar/Portas & Cª., porque  no actual contexto europeu a política está confinada à economia e finanças  e, assim sendo, não há alternativa – a meu ver, se Sócrates tivesse vencido as últimas legislativas, não haveria grandes diferenças e quando, lá para 2015, Seguro  (ou  Costa…)  for primeiro-ministro irão ter a confirmação… O que os partidos do arco do poder querem é salvar este sistema. Ora, como foi este sistema que nos conduziu aqui, estamos conversados…
Refiro-me, às personagens, cinzentas, obscuras  e pragmáticas  de Passos/Relvas/Gaspar/Portas & Cª., e da sua apetência  para a banalidade.
Neste momento, tínhamos necessidade era de quem  gostasse de falar para as pessoas e tivesse coisas para dizer, mas,  sobretudo, tínhamos necessidade de  quem  gostasse genuinamente das pessoas.
Em vez disso, desgraçadamente para a maioria de nós, Passos/Relvas/Gaspar/Portas & Cª., reconhecem-se no papel de alguém que está  a cumprir uma “missão”.
A de, à maioria de nós,  nos esfolar vivos…

Há sem duvida quem ame o infinito

foto: Pedro Agostinho Cruz
Há sem dúvida quem ame o infinito 
Há sem dúvida quem deseje o impossível 
Há sem dúvida quem não queira nada 
Três tipos de idealistas e eu nenhum deles: 
Porque eu amo o infinitamente finito 
Porque desejo impossivelmente o possível 
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser 
Ou até se não puder ser. 
Álvaro de Campos

Minhas senhoras e meus senhores: não, claro que não, os deputados e os partidos não são todos iguais

Impostos de rico, impostos de pobre

“Uma empregada de limpeza, viúva há mais de 20 anos e com dois filhos a seu cargo, foi a vencedora do concurso do euromilhões de sexta-feira. Aos 51 milhões de euros que ganharia se tivesse registado a sua aposta noutro país onde aquele concurso está isento de imposto de selo, como esteve em Portugal até ao início deste ano, ao prémio há que subtrair os 10,2 milhões de euros correspondentes à nova tributação. Não sei se será o caso, também não interessa, uma vez que todos eles têm muitas empregadas de limpeza que trabalham nas suas empresas. Qualquer delas, caso ganhe um prémio superior a 5 mil euros, pagará mais de imposto do que qualquer dos três homens mais ricos de Portugal, Américo Amorim, Alexandre Soares dos Santos e Belmiro de Azevedo,  que puseram as suas empresas a registar lucros em países com um regime fiscal mais favorável. Por exemplo, o patrão do Pingo Doce, Alexandre Soares dos Santos, anunciou recentemente um lucro de 360 milhões de euros, 7 vezes o prémio da vencedora de Sexta-feira passada,  pelos quais pagará zero. PSD, PS e CDS usaram toda a sua responsabilidade e todo o seu sentido de Estado para se oporem à criação de mecanismos fiscais propostos pela esquerda dita "radical"  no sentido de não ser permitido aos mais ricos de Portugal que lhes saiba bem pagar tão pouco pelos euromilhões que ganham todos os dias explorando empregadas de limpeza e outros trabalhadores por  si condenados a passar uma vida inteira a empobrecer a trabalhar, ao mesmo tempo que sonham um dia poder pagar um imposto de pobre muito maior do que o imposto de rico que noutro dia o seu patrão decidiu deixar de pagar. Impostos de rico e impostos à rico. Não são bem a mesma coisa.”

Pois...

No País, estamos na falência…
Na Figueira, estamos na falência…
No País e na Figueira, não há dinheiro para nada..
Entretanto, no País e na Figueira, apesar de toda a austeridade e planos que visavam esse desiderato, não conseguem corrigir os desequilíbrios financeiros e continua a não haver dinheiro para nada
No País e na Figueira, estamos a pagar o preço da maioria dos que votam em Portugal e os que não votam, terem entregue o País e a Figueira a políticos da treta…

terça-feira, 12 de março de 2013

Uma placa com estória, para a história da freguesia de São Pedro…


Hoje de manhã, ao passar por esta placa, localizada no topo norte da Rua 9 de Outubro, na Cova-Gala, recordei o meu passado e comparei o presente da reforma administrativa, ou melhor,  como aconteceu no caso da Figueira, do conjunto de alterações avulsas, coerciva e apressadamente gizadas, feito à medida do chamado plano de reajustamento, ou Memorando de Entendimento, celebrado pelo estado português sob a batuta do governo socialista de Sócrates com a Troika (FMI, CE e BCE), com o acordo do PSD e CDS-PP...
Mas, como estava a escrever, ao passar hoje por esta placa,  a minha memória recuou a 1986 do século passado, no tempo em que não havia dinheiro para obras nas autarquias e havia que inventar...
Corria o ano de 1986 e a 5 de Janeiro desse ano havia tomado posse o primeiro executivo da Junta de Freguesia de S. Pedro.
Havia uma Rua para dar nome, mas não havia dinheiro para mandar fazer a placa. E foi aí que surgiu o espírito inventor, o engenho e arte de Domingos São Marcos Laureano, o primeiro Presidente da freguesia de S. Pedro, e apareceu a obra de arte que, felizmente, ainda está no local e a foto documenta e vai perpetuar para sempre.

A Figueira da Foz...

O filósofo e vereador local António Tavares, na sua obra “Arquétipos e Mitos da psicologia social figueirense",  publicada em Novembro de 2011, escreveu que  “a Figueira da Foz está sempre à espera de algo que vem de fora”.
Criar riqueza é uma coisa que não os assiste. Preferem servir os que têm alguma.
Alugar-lhes quartos, por exemplo. 
O desenho reproduzido à esquerda  - de Cândido Costa Pinto, um figueirense - publicado no “Sempre Fixe” a 5/8/1937 (em plena guerra civil espanhola), de um humor negro talvez demasiado politicamente incorrecto para que hoje fosse sequer publicável, é um retrato impiedoso mas ainda fiel da mais perene mentalidade figueirinhas.

Via o sítio dos desenhos

"Agora, a minha vida faz sentido. Eu nasci para isto"...

Novas formas de fazer política, ainda nos vão  proporcionar surpresas de arrromba…

segunda-feira, 11 de março de 2013

“Vítor Gaspar ganha mais poder para limitar despesa…” *


Mesmo em tempo difícil, há sempre mais que um caminho. Começa é a ficar tarde para encontrá-lo…
* Título daqui

Já não há respeito pela privacidade de cada um?..


Segundo o SOL, devido a  um processo movido pelo senhorio de uma empresa da qual o ex-deputado é um dos sócios e que não cumpriu o contrato de arrendamento, “Duarte Lima foi  alvo de um arresto preventivo de bens, em sua casa, em Lisboa, entre os quais o órgão que costuma tocar…”
A dívida em causa será de montante pouco elevado
Recorde-se,  “que o ex-líder parlamentar do PSD está em prisão domiciliária, aguardando com outros arguidos o julgamento, marcado para 28 de Maio, de uma burla ao BPN no valor de 50 milhões de euros, num negócio de terrenos em Oeiras.
É pá, qualquer dia ainda é bem possível que apareça uma notícia no SOL a dizer que o homem anda a comer fruta espanhola em casa!..

aF208


Com vento é que se iça a vela…



Em tempo…
Se a inauguração do "babilónico edifício da Ponte Galante", desta vez, acontecer, confesso  que continuo  curioso para saber quem vai estar presente...

domingo, 10 de março de 2013

ALERTAS

"Quase todos os distritos do litoral em alerta laranja devido à ondulação"? 
Todos os distritos do país em alerta laranja por causa da destruição.

Via facebook

OIÇAM A CLARA

FAÇAM FORÇA


O grande problema chama-se PSD, um depósito de gente moralmente atrasada que confunde estratégia com motivação. Há naquele partido, como de resto na boa parte do país que o inchou, a convicção parola de que “se fizermos muita força”, “vamos conseguir”. Os equilíbrios complexos de que depende o futuro de Portugal são assim enfrentados como se o mal do país fosse uma prisão de ventre.

“Se fizermos muita força”, vamos “trabalhar mais”. “Se fizerem muita força”, os meninos “vencerão o facilitismo” e educar-se-ão sozinhos. Se os desempregados “fizerem muita força” irão encontrar “lá fora” o posto que “merecem”. “Se fizermos muita força” esqueceremos as canalhices do Relvas, a imbecilidade quase tocante do primeiro-ministro, os assessores de vinte e dois anos da “jota” pagos a quatro mil euros por cabeça, os sonsos que são contratados para vigiar e comentar na blogosfera tipos como eu, os impropérios das cilinhas da “caridade” e os redondismos dos doutores do Porto que pregam a “contenção” enquanto “apoiam” o Luís Filipe Menezes.

Se fizermos “muita força” pagaremos mais impostos com alacridade para que um bando de filhos da puta nos aponte o dedo no final do dia e “denuncie” os nossos hábitos de consumo, o nosso sarcasmo, as nossas viagens e os pequenos prazeres que ainda nos restam para tentarmos esquecer que esses filhos da puta existem.

Sim, façam força. Porque nunca uma gosma tão refinadamente nojenta, uma merda tão difícil de extrair mandou em Portugal.

Bom domingo

sábado, 9 de março de 2013

OIÇAM A JOANA

Paulo Pedroso ontem, na TVI24...

Rumo ao "centrão"!..
... «se à esquerda não há desbloqueamento, se eu acho que um governo minoritário é trágico para o país, e também para o Partido Socialista, evidentemente que a alternativa que sobra é uma alternativa com o PSD ou com o PSD e com o CDS, em função da conjuntura»
(Ver e ouvir aqui)

"Há muito advogado a beneficiar da política"…

Foi um indivíduo, advogado, de idade adulta, que passou quase toda a vida adulta na política activa e passiva - foi deputado do PSD na Assembleia da República durante 10 anos (entre 1999 e 2009) - que disse isto!..

A cidade das banhadas…


A Figueira  gosta é de  levar banhadas...
Em minha opinião, em 1997 levou uma banhada e continua a adorar!..
Em 2012 (foi o que julguei perceber da leitura desta  crónica de Rui Curado da Silva…)  levou  outra banhada…
A ver vamos se lá para outubro de  2013 não vai levar outra banhada…
A ver vamos, se de tão tão anestesiados e estupidificados,  daqui  a vinte anos alguém  irá ainda interrogar-se como é  possível  a maioria dos figueirenses continuarem a embarcar em banhadas…

Autárquicas 2013 na Figueira... (da série, o que já lá vai e o que ainda aí vem…)


Clicando aqui,  eis a notícia que, na Figueira,  ninguém esperava!..

Hoje


sexta-feira, 8 de março de 2013

Dia da Mulher

A minha homenagem à Dona Dora.

Autárquicas 2013 na Figueira... (da série, o que já lá vai e o que ainda aí vem…)


João Portugal, hoje numa entrevista ao diário AS Beiras
“Da mesma forma que não é correcto impor listas ao candidato, também não é correto impor listas ao partido”…
E, mais à frente, a uma pergunta do jornalista ("Como é que vai ser a sua coabitação política com João Ataíde, no executivo ou na oposição, depois deste extremar de posições?"), responde...
“Será pacífica, porque os interesses do munícipio estão em primeiro lugar”…

Em tempo.
Portugal, na entrevista  deixa implícito (ou, pelo menos, é assim que eu entendo…) que a actual guerra no interior do PS figueirense  foi apenas uma reacção à invasão dos independentes nas listas autárquicas em detrimento dos militantes…
Pelo que estou a verificar, cá pela Figueira, a malta do PS leva mesmo a militância partidária a peito e a fundo!..

Ora cá está um claríssimo indicador da real dimensão que o factor emigração voltou a ter no Portugal contemporâneo…


A mulher

Sinto que as mulheres são, em regra, melhores do que os homens. É como se o homem tivesse renunciado ao ponto de vista viril, marialva, e depois não soubesse muito bem como é que havia de ser. A mulher, ao mesmo tempo que já está a ser, está sempre para ser.

José Saramago

Um abraço de parabéns para um Homem tolerante e um verdadeiro democrata

foto sacada daqui

Tempo


De outubro passado para cá, consegui aquilo que ambicionei toda a vida: tempo - um tempo só para mim...
Tenho-o gasto a fazer aquilo de que gosto e me apetece: grandes caminhadas à beira mar,  a conviver com pessoas, a ler muito e a tentar escrever alguma coisa…
E a fazer umas fotos, só para minha diversão,  como a que acompanha esta postagem.
Mas, ontem, o dia esteve coberto de nuvens que mais pareciam  um enorme telhado sujo.
E, depois, a chuva  copiosa e irritante, acompanhada de um vento que está a tirar às árvores o pudor das últimas folhas neste inverno,  trocou-me as voltas e o programa do dia.
Poderia ter nascido rico ou com talento. Ou noutro país, ou noutra cidade, ou noutra aldeia.
Mas, não, além de ter nascido pobre e sem talento , nasci em Portugal, no concelho da Figueira e, ainda, por cima, na ex- aldeia da Cova-Gala, actual vila de S. Pedro.
Depois de uma vida,  que já leva mais de 40 anos de trabalho,  tudo o que agora tenho é tempo.
Tempo e manhãs  de vento e chuva...
E o mesmo tempo é para continuar…

quinta-feira, 7 de março de 2013

Ainda as “Conversas na Bijou”…



Uma frase do Dr. Jorge Tocha Coelho na tertúlia realizada ontem à noite: “a Figueira cometeu suicídio cultural ao acabar com o Festival Internacional de Cinema.”

Calma aí, oh vizinho...


Vasco Lourenço diz que se houvesse condições já estaria a preparar outra Revolução...

Passos Coelho disse que medida mais "sensata" contra desemprego seria baixar salário mínimo…


As pessoas  viveriam  de quê?..

Em tempo.
“Há uns anos, já demasiados, quando o salário mínimo subiu pela última vez, depois de me bombardear com uma série de “não pode ser” e “onde é que este país vai parar”, um pequeno empresário perguntou-me qual era a minha opinião ao respeito. Pensei: se te respondo com é bom ou com é mau e se te explicar por quê, passado cinco minutos hás-de esquecer-te de tudo o que te disser e será uma perda de tempo.
Optei, portanto, por começar por perguntar-lhe quantos empregados tinha. Respondeu-me três ou quatro, já não recordo, mas também não faz grande diferença para esta narrativa, como se verá já a seguir.
Disse-lhe então que seria ele mesmo a responder à sua própria pergunta e perguntei-lhe o que é que seria melhor para o seu negócio, se ter mais 40 ou 50 euros na folha de salários de todos os meses e ficar à espera do aumento na facturação provocado pelo acréscimo de rendimento dos seus muito mais que 3 ou 4 clientes, se manter inalterada a folha de salários e ficar à espera da diminuição da facturação resultante dos efeitos da inflação sobre o rendimento desses mesmos prezados clientes.
Bem me lixou. Respondeu-me que a segunda, porque os 40 ou 50 euros a menos na folha de salário estariam garantidos à partida caso o salário mínimo não fosse actualizado e nada lhe garantia que os seus clientes comprariam menos, até porque a sua distinta clientela não era desses que recebem o salário mínimo.
Bem se lixou. Há um par de meses, passei à porta do seu estabelecimento. Estava fechado. Parece que os empregadores dos seus clientes, os fornecedores desses empregadores e os fornecedores desses fornecedores tiveram todos a mesma ideia. É realmente uma pouca-vergonha que os Sócrates, os Passos Coelhos e respectivos Teixeiras dos Santos e Gaspares não se tenham empenhado na invenção de um consumo que se faça sem salários, próprio para empreendedores alérgicos ao risco. Resumindo: “o que eles querem é tacho”, como dizia o meu empresário montado em toda a sua razão.”

Pedro Saboga… (II)

foto sacada daqui
Não é um problema da Figueira, é um problema dum  país que faz parte do clube das chamadas “modernas democracias ocidentais”.
A opinião publicada está formatada. 
No país, isso gira em torno do prof. Marcelo, do Marques Mendes, do António Costa, do  Jaime Nogueira Pinto, do Nuno Rogeiro, do Luís Delgado, do Santana Lopes e outros que tais. Isto, há anos e anos…
Na Figueira, um meio mais pequeno  o tédio ainda é maior: seja nos jornais, na rádio, ou na Tv local, a coisa, em termos de opinião publicada, gira em torno de meia dúzia de figuras que dizem sempre o mesmo todas as semanas.
Resumindo: no país ou na minha cidade, para emitir e firmar a mesma opinião,  não basta um comentador, nem dois, a dizer o mesmo. Exige-se que sejam vários, muitos, a dizer o mesmo, de preferência em locais diferentes, ficando assim garantida a pluralidade de vozes e a unicidade da mensagem…
Mas, mesmo na Figueira, de vez em quando, surgem iniciativas “marginais” às doutas,   abrangentes, democráticas e pluralistas análises que os habituais painéis esmiúçam  todas as semanas  nos locais do costume, a que convém  estar atento.
Foi o caso de ontem  nas  «Conversas da Bijou». Pedro Saboga, que tem obra feita em prol da Cultura na Figueira - OTubo d’Ensaio,  um laboratório de experimentação artística e um centro de trabalho multifacetado, um espaço de criação e partilha, potencializando a criação e o desenvolvimento de novos projectos culturais, de forma independente e ao serviço da comunidade,  aí está, desde 2006, para o provar – durante cerca de 3 horas falou da Figueira, falou da Cultura, falou da vida, mas, a meu ver, demonstrou  que, mesmo "em contraciclo"é possível  realizar sonhos que à partida parecem utópicos, mesmo numa cidade como a Figueira, como se as dificuldades, próprias e colocadas pelos outros, fossem o combustível necessário para se chegar ao máximo que sabemos e  podemos.
Como vemos, mesmo na Figueira, há mais vida para além da publicada nos jornais, na rádio e na televisão pelos habituais “paineleiros” de serviço…