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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Os condicionalismos da pesca da lampreia, os problemas da marina, os jacintos-de-água e as lições do senhor presidente Monteiro... (3)

Via Notícias de Coimbra, a 13 de Janeiro de 2020, ficou para a posteridade a promessa  que esta pode ter sido, assim o espera o presidente Monteiro,  “a última situação de crise por acção dos jacintos-de-água”. Passaram 11 dias e nada, conforme esta imagem obtida via Diário as Beiras comprova...

“A Câmara da Figueira da Foz divulgou ontem um conjunto de medidas para viabilizar a actividade dos pescadores de lampreia no Mondego, face aos detritos, como restos de plantas invasoras, que correm rio abaixo.
Em declarações aos jornalistas, o presidente daquela autarquia do litoral do distrito de Coimbra, Carlos Monteiro, frisou que as medidas agora implementadas prevêem “escoar [pelo rio] o maior número possível de jacintos-de-água entre Montemor-o-Velho e a Figueira da Foz”.
Esta intervenção, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), irá decorrer até quarta-feira, aproveitando as marés vazantes, e incidirá concretamente na abertura de comportas da estação de bombagem do Foja – localizada no limite com o concelho de Montemor-o-Velho – para canalizar as plantas que estão no chamado leito abandonado para o rio Mondego e daí até à barra da Figueira da Foz.
Carlos Monteiro disse ter reunido no sábado com pescadores de lampreia, que se manifestaram preocupados com os efeitos da presença dos jacintos-de-água na sua actividade, tendo ficado decidido que, “em vez [das plantas] estarem constantemente a correr [rio abaixo], era necessário libertar o mais possível [de jacintos a montante, presos no leito abandonado junto à povoação da Ereira] para depois a pesca ser feita com mais normalidade”.
“Temos marés de lua e eles vão chegar em grande abundância ao concelho da Figueira da Foz”, enfatizou o autarca.

"Os jacintos acumulados no Mondego, na zona de Montemor-o-Velho, estão a ser libertados, para serem arrastados, pela água, até à foz. Por sua vez, a administração portuária colocou uma manga de retenção, para minimizar a quantidade da erva aquática na marina. A primeira invasão de jacintos-de-água deste ano, que bloqueou o porto de recreio, era proveniente do Foja. A operação, que está a ser realizada em articulação com a Câmara da Figueira da Foz, Agência Portuguesa do Ambiente, pescadores de lampreia e administração portuária, prolonga-se até amanhã. O “maior número possível de jacintos” que está a ser retirado chegará “em grande abundância” à foz do Mondego, adiantou ontem aos jornalistas o presidente da autarquia, Carlos Monteiro. Com aquela operação, Carlos Monteiro espera que os pescadores “possam continuar com a apanha da lampreia”. Os jacintos, defendeu, “em vez de estarem constantemente a descer o rio, foram libertados, o máximo possível, para a pesca ser feita com mais normalidade”. Ao certo, ninguém sabe a quantidade daquele tipo de erva aquática acumulada no Mondego e seus afluentes, entre Montemor-o-Velho e a Figueira da Foz. 
CIM prepara resposta à praga 
Os jacintos são uma praga que está a afectar as actividades económicas no rio e no estuário. O autarca figueirense, contudo, espera que “este ano seja a última situação de crise como está a acontecer”. Isto porque, indicou, a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra lançou um concurso para reduzir o impacto das espécies infestantes. A candidatura a fundos europeus, no valor de cerca de 600 mil euros, destina-se a reduzir e controlar os jacintos e as acácias, e inclui a compra de uma ceifeira anfíbia. O processo está a ser acompanhado pela Universidade de Coimbra. “Depois, vamos perceber o destino a dar aos jacintos”, concluiu Carlos Monteiro."

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