"Transportai um punhado de terra todos os dias e fareis uma montanha." - Confúcio

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Da série aeroporto na Região Centro: vamos continuar a "brincar aos aeroportos dos pequeninos"? (3)

Com empenho, o sonho concretiza-se!


"Há muito que a questão se vem levantando, ora com entusiasmo e fervor, ora timidamente, como se dotar o Centro do país de uma estrutura aero-portuária fosse algo de “atrevido” e demasiado ambicioso!
Optam os “velhos do Restelo” por não lembrar sequer que há no país exemplos de “aeroportos” bem mais pequenos do que os gigantes de Lisboa e Porto e que muito bem têm servido as populações que deles carecem. Lembro Bragança, com voos regulares entre Vila Real e Lisboa. Só para começar pelo “pequenino”.
Há calendas que deveria ter sido estudada a sério esta lacuna da região, que a tem constrangido seriamente no seu desenvolvimento. E a solução está mesmo ali ao lado: proceder ao aproveitamento da Base Aérea 5 (BA5 ), sedeada em Monte Real.
Levantam-se logo vozes de  grande estupor: “Aqui d’el Rei que é uma base militar e aí estão alojados os F-16!”, corporizando as valências estratégicas de primeira linha de defesa aérea. Naturalmente! E daí? Cria-se o mito do problema insolúvel, que o não o é, como não são problema as diferentes esquadras alojadas na BA11 de Beja e que continua a servir a aviação civil. E As Lajes? Apesar do tráfego sobre o Atlântico em termos militares, seguem tendo uma enorme relevância no tráfego civil.
Tenho a plena convicção, partilhada por outros, que a adaptação da BA5 à aviação civil configurará uma infraestrutura de relevantíssima importância ao nível local e de toda a região Oeste, Médio Tejo e restante parte central do País. Do ponto de vista geográfico e económico, esta é uma mais-valia de grande impacto e futuro. Necessária será, obviamente, uma compatibilização rigorosa, técnica e tática, já que se trata de equipamento pertença da Força Aérea, mas tal será um elemento facilitador e não o contrário, pois irá garantir uma lógica de serviço público, articulado e complementar, tutelado pelo poder central.
Propositadamente utilizo o futuro e não o condicional, porque há muito expiraram os prazos dos “ses”. Provadíssimo está que a Região Centro é nesta, como noutras matérias, um parente nem sempre olhado com a mesma acuidade, mas olhem que o vai merecendo e exigindo, sem tardança."

Via Diário as Beiras

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