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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

quinta-feira, 25 de abril de 2019

O agricultor, bancário, sindicalista e político Gandarez

Imagem via Diário as Beiras
A política na Figueira, dependendo da forma como é exercida (tal como qualquer outra actividade), pode ser uma actividade nobre e respeitável. No entanto, pelo que temos vindo  a assistir há décadas, é um dado objectivo a classe política estar mal vista pela maioria da população.
No momento em que a Figueira política vive a ressaca da ida de João Ataíde para Lisboa, Miguel Pereira, agricultor, bancário, sindicalista e político foi ao Dez & 10.


A minha perspectiva sobre a sua prestação no programa, é a de um vulgar e anónimo cidadão, que tem a sorte de ser lido por alguns leitores de blogues. Isto significa que não sou bem relacionado nem influencio ninguém. Sou, portanto, parente do "Zé Povo". Só não sou um verdadeiro "Zé", porque esse não escreve nem lê blogues.
Contudo, é ele o "Zé"que decide as eleições.


Miguel Pereira, sabe por saber de experiência feita, que se quiser fazer carreira tem de colaborar com o status que manda no partido. Isto acontece porque o cidadão Miguel Pereira sabe que é o partido que promove uma carreira.
Um cidadão que já tenha iniciado uma carreira não está interessado noutra. A carreira, no PS Figueira (no caso do Miguel Pereira, também poderia ter acontecido no PSD...) vê-se todos os dias. Desde os microcéfalos, que porque colaram muitos cartazes, hoje, uns,  têm cargos políticos e, outros, os denominados "tachos". Há ainda os "penduras" que procuram, com tenacidade e dedicação, uns gramas de poder e notoriedade.
A contribuição desinteressada é olhada de lado e vista assim como uma espécie de doença rara.  É alienígena ao ambiente reticular de compromissos, facções, serventias, bajulações e traições.


Miguel Pereira assume-se como trabalhador incansável e convicto do contributo positivo que pode dar "a fazer mais e melhor". E não "fez um mau negócio", é o "negócio que quis".
Nisto tudo onde ficou a  ideologia? Na Figueira, ninguém espera que a miscelânea política que governa a Figueira no tempo que passa produza ideias, pensamentos ou visões do desenvolvimento concelhio.
Também, para quê? O verdadeiro "Zé", aquele que não escreve nem lê blogues, é que decide as eleições...

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