Ernest Hemingway: «Um homem pode ser destruído mas não vencido.»

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O problema será a minha incompressão?..

"...  talvez o aspecto mais nefasto do desaparecimento de António Arnaut, é aquela sensação de que, na política, as gerações não se estão a substituir. Ou estão a substituir-se, mas os protagonistas vão perdendo “densidade”. Vão-se perdendo figuras desta envergadura e ganham-se, na melhor das hipóteses, bonitos narizes de cera que debitam umas frases previamente estudadas na televisão e, na pior, uns tipos para quem a política só parece servir (ou ter servido) para alimentar a vaidade e a conta bancária."
José Fernando Correia, hoje no jornal AS BEIRAS.

Nota de rodapé.
António Arnaut, foi um homem bom, generoso, justo, combativo e sempre solidário.
Com a sua morte, Portugal perdeu uma das mais estimadas e admiradas figuras de referência da democracia pós 25 de Abril de 1974 e, também, da resistência à ditadura.
Foi um dos fundadores do PS, na Alemanha. Actualmente, era o seu presidente honorário, após a morte de António Almeida Santos.
É pacífico e consensual o reconhecimento pela sua  profunda convicção democrática, pelo seu apego  à cultura e a solidariedade que a sua intensa experiência maçónica acentuava e fortalecia. Foi grão-mestre do Grande Oriente Lusitano entre 2002 e 2005.
Sabe-se que deixou a vida partidária activa em 1983 e regressou à advocacia. Sabe-se, também, porque o fez...
António Arnaut, um dos fundadores do PS e seu militante de referência, fez tudo isto e muito mais.
Numa altura em que "muitos socialistas se esquecem do que é ser socialista", fica uma pergunta: o que é que os socialistas figueirenses, em geral, ressalvando as devidas excepções, fizeram do 25 de Abril para cá, para homenagear e honrar a  memória de António Arnaut?

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