Sou o senhor de meu destino; Sou o capitão de minha alma.” William Ernest Henley

terça-feira, 22 de maio de 2018

A “Aldeia do Mar”, uma crónica de Isabel Maranha Cardoso, publicada hoje no jornal AS BEIRAS

"O Mar, o maior recurso do País e da cidade! Este definiu parte da vocação económica da nossa cidade. Hoje já grande parte dos autarcas, felizmente, tem uma maior consciência da necessidade da dinamização económica das vilas e cidades e duma estruturação adequada do seu tecido económico. Adequada quero dizer adaptada às condições naturais e populacionais dos seus territórios, pois “ricos” não são apenas os que tem recursos naturais, mas sim os que os sabem explorar.

Digo isto pelas notícias que vieram a público sobre os Estaleiros Navais da Figueira. A sua periclitante e preocupante situação financeira e o problema de centenas de trabalhadores, que devia ter dado azo a uma afirmação mais assertiva do Município ao DB e não de “meias tintas” pela relevância que o sector tem para a Figueira…

Afinal os Autarcas eleitos afirmavam defender a economia do mar! A “Aldeia do Mar”, nome escolhido para expressar esse desígnio, nome pouco feliz até concordo…, mas, referia-se a um conceito alargado, válido, actual e pertinente.

Defendia-se um município “facilitador” da localização económica ligada ao mar, concertador entre os detentores públicos e privados dos espaços da margem sul para viabilizar as intervenções de requalificação, simultaneamente promotor dum ambiente de economia do mar em todas as suas vertentes propício a atrair estruturas científicas e tecnológica, ligadas à I&DT do mar… Era a especialização territorial que não se verificando faz com que os concelhos tendam naturalmente a definhar…" 

Via AS BEIRAS.

Nota de rodapé.
Tal como a Dona Isabel Maranha Cardoso, também não me canso de elogiar esta Aldeia, mas penso que os os figueirenses, a acreditar nas sucessivas maiorias alcançadas nos três últimos actos eleitorais autárquicos, não deixarão de estar de acordo!..
Para mim, tem sido um autêntico bálsamo deambular por aqui. Da margem
norte à margem sul: esta outra margem.

Aqui, as preocupações desaparecem e só há lugar para o encantamento que surge a cada dobrar de esquina desta Aldeia, que dá pelo nome de Figueira da Foz...
Porém, temos de entender o seguinte: a Aldeia é uma coisa. O mar é outra. Daí, ser normal, não termos ainda a certeza do que é (ou foi, ou ainda será...) a Aldeia do Mar.

O mar, porém, sabemos bem o que é...
Olhar o mar, aliás,  é uma atitude que faz parte da essência das gentes do mar!
Para nós, Aldeões,  a essência  continua a estar no mar...
Quase tudo se vê ao olhá-lo. Mesmo que esteja longe ou o tempo enevoado.
É um saber ancestral de experiências feito.
Quem percorrer a beira mar do nosso concelho, da Praia de Quiaios à Leirosa, pode verificá-lo, se estiver com atenção às conversas dos velhos "lobos do mar" que, agora, apenas o olham!..

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