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“O que impede de saber não são nem o tempo nem a inteligência, mas somente a falta de curiosidade.”
- Agostinho da Silva

sábado, 16 de janeiro de 2016

Mortes no porto da Figueira preocupam a Ministra do Mar, que "admitiu que das conclusões do grupo de trabalho poderão levar a uma intervenção de fundo na barra"

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Segundo o jornal AS BEIRAS a ministra do Mar, "Ana Paula Vitorino, anunciou ontem que vai criar um grupo de trabalho para avaliar as condições de segurança da barra do porto da Figueira da Foz, onde em outubro morreram cinco pescadores. Em declarações aos jornalistas, à margem de uma visita a uma empresa conserveira no porto de pesca local, Ana Paula Vitorino disse que o grupo de trabalho vai envolver os serviços do Ministério que tutela e a autarquia da Figueira da Foz, “precisamente para identificar todas as questões que têm de ser acauteladas, principalmente na área da segurança”. No naufrágio do arrastão “Olívia Ribau”, a 6 de outubro, morreram cinco pescadores e dois foram salvos por uma moto de água da Polícia Marítima, mas a resposta das autoridades foi alvo de diversas críticas. “Esse tipo de casos não pode acontecer sem ter resposta. Acidentes e fatalidades acontecem sempre, e ninguém consegue controlar isso, agora o Estado português tem de ter os meios de resposta adequados para responder a essas situações e é isso que trataremos de ter muito rapidamente”, frisou a ministra. Ana Paula Vitorino admitiu que das conclusões do grupo de trabalho poderão levar a uma intervenção de fundo na barra.

Recorde-se Alfredo Pinheiro Marques: "a obra do aumento de quatrocentos (400) metros do molhe norte do porto da Figueira da Foz (e com a alteração da sua orientação, de oés-sudoeste [WSW, c.247º] para sudoeste [SW, c.225º]), criou um novo e muito diferente enfiamento da linha de entrada e saída das embarcações, que deixou de ser de oeste [W, 270º], ou oés-sudoeste [WSW, c.247º], e passou a ser de su-sudoeste [SSW, c.202º], e muito mais longa do que era antes… Assim obrigando, portanto, a que as embarcações pequenas fiquem expostas, lateralmente, às vagas da ondulação marítima dominante (que, aqui, na enseada de Buarcos, é de noroeste [NW, c. 315º]… Expostas, de través, numa extensão longuíssima… a sul de uma costa arenosa (areia acumulada…) e com fundos baixos… Expostas, obliquamente, enquanto demandam a barra, não aprofundável, que se situa em cima das lajes de pedra em cujo extremo norte está o Forte de Santa Catarina, na Foz do Mondego.
Uma situação impossível para os barcos pequenos, os de pesca e recreio.
Essa obra foi exigida, anunciada, e aprovada, em 2006, 2007 e 2008; teve início neste último ano; realizou-se ao longo de 2009; e ficou pronta em 2010 — e, por isso, logo a partir desse ano começou a alterar as condições da deriva sedimentar, e com o tempo acumulou as areias, ao longo dos anos (até começarem mesmo a contornar a cabeça do molhe norte…), e esse acrescido assoreamento das areias levou, concomitantemente, ao consequente alteamento das vagas nessa zona.
Um assoreamento que, como era previsível, se avolumou mais e mais, ao longo dos anos. Os resultados não se fizeram esperar." 

A impressionante lista dos acidentes e dos mortos pode ser de novo conferida clicando aqui.

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