sexta-feira, 12 de maio de 2006

"Sal do Mondego": navegar é preciso


Entre os finais dos anos 80 do século passado e o ano 1 do nosso século, o barco do sal esteve ausente das águas do nosso rio.
Há cerca de 5 anos , mais precisamente a 5 de Agosto de 2001, um batel de sal voltou a navegar no Mondego.
Tal acontecimento, porém, ficou a dever-se à parceria “Sal do Mondego”, que foi a entidade responsável pela construção duma réplica de um barco de sal.
Faziam parte desta parceria as seguintes Instituições: Assembleia Figueirense, Associação Comercial e Industrial, Ginásio Clube Figueirense, Misericórdia da Figueira e as Juntas de Freguesia de São Julião, Alqueidão, Vila Verde, São Pedro, Lavos e Maiorca.
A viagem inaugural deste barco, foi uma iniciativa da Empresa Vidreira do Mondego, que organizou um passeio fluvial à Festa da Nossa Senhora da Saúde, em Reveles, uma festa, aliás, que diz muito a diversas gerações de homens do mar da Freguesia de S. Pedro.
Nesse já longínquo primeiro domingo de Agosto de 2001, a parceria gestora e proprietária do batel viu mais uma entidade aderir à iniciativa: a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários.
Nestes cerca de 5 anos de vida, nem a parceria gestora do projecto, nem o “Sal do Mondego” têm tido vida fácil.
Segundo “as beiras” de hoje, “as contas da associação estão... “salgadas”. A manutenção da embarcação já tem dividas acumuladas no valor de seis mil euros”.
Como solucionar, então, o problema?
A esperança, para tentar salvar este projecto, onde já estão gastos cerca de trinta e seis mil euros, parece passar por conseguir que a Câmara passe a ser a ser um “sócio activo”. Isto é, contribuinte.
Entretanto, o “Sal do Mondego”, construído para fazer viagens turísticas pela antiga rota do sal do nosso rio, continua sem licença e imobilizado no portinho da Gala, depois de ter estado amarrado anos frente a Vila Verde.
“Têm sido feitas exigências desajustadas para este tipo de embarcação, que, aliás, nem sequer tem fins comerciais”, critica João Carronda, presidente da Associação Sal do Mondego, em declarações hoje publicadas igualmente no diário “as beiras”.
O que se passa afinal? O que está a encalhar o projecto?
Vai deixar-se apodrecer, ingloriamente, na lama de um qualquer esteiro do nosso rio, 36 e seis mil euros e a derradeira possibilidade de ver sulcar nas águas do Mondego o último exemplar do “barco do sal”.?
Será que teremos de recorrer às fotografias antigas para poder ter a emoção de ver um batel?
Todos os rios do nosso País têm barcos tradicionais a navegar.
O Mondego e a Figueira da Foz virão a ser a excepção?
Está mais que na hora de ver a vela latina do "Sal do Mondego" desfraldada ao vento..
Navegar é preciso.

3 comentários:

Zé dos percebos disse...

Queixam-se de que caros amigos?
Mais vale deixar o batelzinho sossegado do que entregar ao meu amigo e mestre Possinha...claro que estou a dize-lo no bom sentido amigo....

Anónimo disse...

não sei que dizer...
bom blog sem duvida...

Anónimo disse...

Hé Zé dos Percebos, será que foi por causa disso que o nosso amigo pocinhas foi outra vez para a pesca da sardinha? na quela estrondosa embarcação que dá por nome de FARILHÃO? Proprietária do irmão do nosso bem conhecido Eng. Vitor Cunha, ilustre representante das (aguardentes viniculas) da nossa região? Abr ZÈ TAMBORIL