quarta-feira, 27 de junho de 2018

Como diz o Poeta, o espinho não devia magoar a flor...

É assim...
... pelas palavras se morre.
... pelas palavras se vive.

Um poema não é a realidade.
... a realidade é a vida. 

Um poema, é só o símbolo e a tradução de uma experiência íntima.
... pode ser, também, uma aventura da nossa imaginação...

Contudo, o poema não serve para nada.
... tal como o poeta, não consegue explicação para coisa nenhuma. 

O poeta é apenas um fingidor.
... "e finge tão completamente/ que chega a fingir que é dor/ a dor que deveras sente."

Assim mesmo, como diz Pessoa e a foto demonstra:
... próximo da verdade palpável, de carne e osso, onde o coração bate. 

Geo "início de uma caminhada”, ou seja, no “ponto de partida”!..

Já perdi a conta das vezes que fui até ao Cabo Mondego. 
Há lugares, onde sem sabermos a razão, nos sentimos especialmente bem. 
Não sei se tem a ver com geo qualquer coisa... 
Neste caso e «neste momento, o dossiê encontra-se na embrionária mas importante fase de aspirante. Na apresentação das razões da candidatura, recentemente realizada no salão nobre dos paços do concelho, aliás, o presidente da câmara, João Ataíde, alertou que estamos perante “o início de uma caminhada”, ou seja, no “ponto de partida”
Mas a mim não me interessa a razão. 
Interessa-me é que lá me sinto bem e que voltarei sempre que possa e me apeteça.

Depois do pequeno Aylan Kurdi quantas crianças já não morreram afogadas no Mediterrâneo?..

Há imagens assim, com a capacidade indiscutível de nos exporem diante dos olhos a realidade na sua versão mais crua, mesmo quando pensamos já a conhecer.
"Relembro a foto do menino sírio de três anos afogado na praia turca e que tanto chocou o mundo! Nessa altura, o problema dos refugiados e das emigrações gerou uma onda de solidariedade e compreensão para com estes problemas, mas, é sempre “sol de pouca dura”, pois a emoção desvanece-se e o que conta é a política!"

ISABEL MARANHA CARDOSO

Ainda bem que o Palácio abriu as portas



"O Palácio Sotto Maior reabriu ao público a 1 de junho, com visitas guiadas e teatralizadas sobre a história do imponente imóvel que o transmontano de Valpaços Joaquim Sotto Maior construiu entre 1900 e 1920 e das vivências da família que o habitou. A uma semana de se cumprir um mês do programa A Figueira Vai ao Palácio, foram contabilizadas 1200 entradas."
Aquelas portas fechadas faziam lembrar a globalização da indiferença cultural!
Essa, que é a única globalização que, também na Figueira, é um sucesso. 
Essa, é a única globalização que interessou ser concretizada... 
E, eles, também na Figueira venceram! 
Registem-se, contudo, estes pequenos pormenores. 
Vale a pena...

Sem surpresa! Siga o baile... E vai de roda!..