sábado, 9 de junho de 2018
Mais uma trapalhada a acabar num choradinho?...
"A Feira Internacional do Mar (FIMAR) da Figueira da Foz tinha marcado o seu regresso, após várias décadas da última edição, para o próximo dia 14, na praça do Forte, partilhando o espaço e quatros dias do calendário com a Feira das Freguesias. Entretanto, depois de ter sido anunciada no programa das Festa da Cidade, a organização decidiu adiá-la, para aduzir elementos que dignificassem a “marca” e para não redundar numa tentativa falhada de fazer jus ao prestígio e à história que o certame conquistou na década de 1980.
Os organizadores, o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) e a autarquia, decidiram que o melhor seria dar mais tempo, para poderem organizar um evento digno do seu nome e da sua história.
“A escola constatou que o tempo não era suficiente para organizar uma feira com a dimensão e o prestígio da FIMAR, e optou-se por uma pausa de espera, para, com tempo, se organizar algo compatível com esse prestígio e essa dimensão”, justificou ao DIÁRIO AS BEIRAS Manuel Castelo Branco, presidente daquele instituto.
O ISCAC e a Câmara da Figueira da Foz mantêm, no entanto, o interesse em retomar a FIMAR. Ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, a feira poderá voltar a mostrar as actividades ligadas à economia do mar em setembro deste ano, de 27 a 30, podendo coincidir com a Feira Sabores Terra e Mar, organizada pela Associação Figueira com Sabor a Mar, ou em abril de 2019.
Entretanto, na próxima semana, Manuel Castelo Branco vai passar o testemunho da presidência do instituto de Coimbra a Pedro Costa, recentemente eleito para o cargo, o que significa que será o novo presidente do ISCAC a liderar o processo.
Como é que o ISCAC entrou na organização da FIMAR? O instituto, recorde-se, criou a Escola do Mar da Figueira da Foz, na antiga Casa dos Pescadores de Buarcos. Por isso, era o parceiro ideal para o evento, que também terá no programa conferências e debates sobre a economia do mar. Inicialmente, ao que foi possível apurar, terá sido convidado por um empresário local que teve a iniciativa de retomar o certame, convite, esse, que foi reiterado, e reforçado, pela autarquia, quando esta tomou o leme da organização, após a saída do privado da organização."
Via jornal AS BEIRAS
Os organizadores, o Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC) e a autarquia, decidiram que o melhor seria dar mais tempo, para poderem organizar um evento digno do seu nome e da sua história.
“A escola constatou que o tempo não era suficiente para organizar uma feira com a dimensão e o prestígio da FIMAR, e optou-se por uma pausa de espera, para, com tempo, se organizar algo compatível com esse prestígio e essa dimensão”, justificou ao DIÁRIO AS BEIRAS Manuel Castelo Branco, presidente daquele instituto.
O ISCAC e a Câmara da Figueira da Foz mantêm, no entanto, o interesse em retomar a FIMAR. Ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, a feira poderá voltar a mostrar as actividades ligadas à economia do mar em setembro deste ano, de 27 a 30, podendo coincidir com a Feira Sabores Terra e Mar, organizada pela Associação Figueira com Sabor a Mar, ou em abril de 2019.
Entretanto, na próxima semana, Manuel Castelo Branco vai passar o testemunho da presidência do instituto de Coimbra a Pedro Costa, recentemente eleito para o cargo, o que significa que será o novo presidente do ISCAC a liderar o processo.
Como é que o ISCAC entrou na organização da FIMAR? O instituto, recorde-se, criou a Escola do Mar da Figueira da Foz, na antiga Casa dos Pescadores de Buarcos. Por isso, era o parceiro ideal para o evento, que também terá no programa conferências e debates sobre a economia do mar. Inicialmente, ao que foi possível apurar, terá sido convidado por um empresário local que teve a iniciativa de retomar o certame, convite, esse, que foi reiterado, e reforçado, pela autarquia, quando esta tomou o leme da organização, após a saída do privado da organização."
Via jornal AS BEIRAS
Nesta nossa Figueira da Foz, há sempre algo que nos desconcerta....
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| Imagem sacada daqui |
"Exmos Senhores
Cheguei agora a casa, e um pouco mais calmo, volto ao apoio de praia em Buarcos e pensando duma maneira geral naquela infra-estrutural chego à conclusão que vocês na APA são, efectivamente INCOMPETENTES!!!!!!
Então vocês que deviam defender o ambiente aprovam um projecto que:
1. A rua de acesso não tem colector de esgotos então aprova-se, presumo eu, a implantação dum poço que terá uma bomba que bombeará os efluentes numa extensão de mais de 100 m até a caixa onde liga a Plataforma! E tudo isto na praia....
2. A rua de acesso não tem rede de gaz, então há que fazer um ramal de mais 100m enterrado na areia! É tudo isto na praia...
Lembro que naquela zona passam, no Verão, milhares de pessoas entre as quais muitas crianças!
Então vocês que deviam defender o ambiente aprovam um projecto que:
1. A rua de acesso não tem colector de esgotos então aprova-se, presumo eu, a implantação dum poço que terá uma bomba que bombeará os efluentes numa extensão de mais de 100 m até a caixa onde liga a Plataforma! E tudo isto na praia....
2. A rua de acesso não tem rede de gaz, então há que fazer um ramal de mais 100m enterrado na areia! É tudo isto na praia...
Lembro que naquela zona passam, no Verão, milhares de pessoas entre as quais muitas crianças!
Concluindo: Tenham juízo, um pouco de bom senso, e Concessionem o que reúne condições para isso! O que não tem condições não Concessionam."
Carlucci
"Há dias, uma televisão convidou-me a dar um testemunho, por ocasião da morte de Frank Carlucci, o embaixador que os americanos enviaram para Portugal, alguns meses depois do 25 de abril. Agradeci, mas não aceitei.
Faço parte de uma geração que, por algum tempo, viveu com a imagem regular de Carlucci na nossa (à época única) televisão. Aquela figura de rictus estranho, com umas patilhas de forcado, foi então uma espécie de vedeta nacional. Eu já era diplomata e tenho bem presente a sua importância na sociedade política portuguesa.
Segundo alguns historiadores, Carlucci terá convencido o chefe da diplomacia do presidente Nixon, Henry Kissinger, de que a deriva revolucionária portuguesa, subsequente ao 25 de abril, não condenava necessariamente o país a converter-se numa república socialista radical, que este via como uma espécie inevitável de "vacina" para a Europa ocidental. Para o embaixador, havia a opção de apoiar os líderes dos partidos moderados, tentando, com a ajuda de regimes pluralistas europeus, promover a instauração da democracia no país. O facto de isso ter assim sucedido é tido por muitos a crédito de Carlucci.
Por este facto, Carlucci transformou-se, aos olhos de alguns, num "herói" da democracia portuguesa, uma espécie de "santo padroeiro" do 25 de novembro. E os descendentes políticos dessa gratidão apresentaram, na Assembleia da República, votos (diferenciados) de pesar pelo passamento do político americano. Esse voto tem de ser respeitado. Quero, porém, deixar aqui claro que, se acaso fosse deputado, não me teria associado a ele, abstendo-me ou saindo da sala. Porquê? Porque não aplaudo cínicos.
Frank Carlucci apoiou os democratas portugueses, não pelo sentido humanista decorrente de uma opção a favor da vida política em liberdade no nosso país, mas exclusivamente porque esse era o interesse geoestratégico americano de ocasião. Mas não será isto um preconceito? Não creio. Em outras ocasiões, a História prova que o mesmo Frank Carlucci deu apoio, claro e deliberado, a golpes políticos conducentes à instauração de ditaduras e regimes opressivos noutras partes do Mundo. Com orgulho declarado e sem o menor remorso.
Aliás, não é necessário ir muito longe para constatar essa duplicidade: a mesma administração americana que enviou Carlucci, para substituir um diplomata que não tinha "visto chegar" a Revolução cujas consequências pretendia combater, era precisamente o mesmo que até então se mostrara plenamente confortável com o regime ditatorial de Marcelo Caetano. Desejo assim que Carlucci descanse em paz. Nada mais."
Francisco Seixas da Costa
* EMBAIXADOR
Faço parte de uma geração que, por algum tempo, viveu com a imagem regular de Carlucci na nossa (à época única) televisão. Aquela figura de rictus estranho, com umas patilhas de forcado, foi então uma espécie de vedeta nacional. Eu já era diplomata e tenho bem presente a sua importância na sociedade política portuguesa.
Segundo alguns historiadores, Carlucci terá convencido o chefe da diplomacia do presidente Nixon, Henry Kissinger, de que a deriva revolucionária portuguesa, subsequente ao 25 de abril, não condenava necessariamente o país a converter-se numa república socialista radical, que este via como uma espécie inevitável de "vacina" para a Europa ocidental. Para o embaixador, havia a opção de apoiar os líderes dos partidos moderados, tentando, com a ajuda de regimes pluralistas europeus, promover a instauração da democracia no país. O facto de isso ter assim sucedido é tido por muitos a crédito de Carlucci.
Por este facto, Carlucci transformou-se, aos olhos de alguns, num "herói" da democracia portuguesa, uma espécie de "santo padroeiro" do 25 de novembro. E os descendentes políticos dessa gratidão apresentaram, na Assembleia da República, votos (diferenciados) de pesar pelo passamento do político americano. Esse voto tem de ser respeitado. Quero, porém, deixar aqui claro que, se acaso fosse deputado, não me teria associado a ele, abstendo-me ou saindo da sala. Porquê? Porque não aplaudo cínicos.
Frank Carlucci apoiou os democratas portugueses, não pelo sentido humanista decorrente de uma opção a favor da vida política em liberdade no nosso país, mas exclusivamente porque esse era o interesse geoestratégico americano de ocasião. Mas não será isto um preconceito? Não creio. Em outras ocasiões, a História prova que o mesmo Frank Carlucci deu apoio, claro e deliberado, a golpes políticos conducentes à instauração de ditaduras e regimes opressivos noutras partes do Mundo. Com orgulho declarado e sem o menor remorso.
Aliás, não é necessário ir muito longe para constatar essa duplicidade: a mesma administração americana que enviou Carlucci, para substituir um diplomata que não tinha "visto chegar" a Revolução cujas consequências pretendia combater, era precisamente o mesmo que até então se mostrara plenamente confortável com o regime ditatorial de Marcelo Caetano. Desejo assim que Carlucci descanse em paz. Nada mais."
Francisco Seixas da Costa
* EMBAIXADOR
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