Já toda a gente percebeu que, por cá, o turismo não está a atravessar a sua melhor fase...
Na Figueira, tudo é outra coisa...
A verdadeira cor do tecido é a que se encontra no avesso.
Nos tempos que correm, os cidadãos que se deixam envolver na coisa política e aceitam cargos públicos, arriscam-se a destruir o prestígio de uma vida de trabalho construída arduamente ao longo dos anos.
Refiro-me a cidadãos comuns – incluindo os que são filiados em Partidos políticos – e não de políticos que fizerem da política o seu trabalho e que vão buscar a esses cidadãos comuns a mão-de-obra para a sua empresa.
Repare-se nas declarações acima, respigadas do jornal Voz da Figueira, prestadas pelo presidente da Junta de Freguesia da Aldeia, que neste momento anda em digressão americana à boleia do presidente da Câmara da cidade da Figueira da Foz.
Mais parecem vir da boca de um empregado do presidente do que seu parceiro de eleição nas últimas autárquicas!..
Sei que os poderes são ambicionados. Sei, também, que a projecção mediática e pública podem ser também motor para que os cidadãos se envolvam.
Mas, também, sei que muitos se envolvem nessas aventuras por motivos de serviço público dispondo-se a oferecer o que de melhor sabem fazer em favor do bem comum.
Aqui é o que se pode ver...
Este, é mais um caso de sacrifício dum cidadão comum a favor dos cabeças de cartaz, assacando para eles (para os cidadãos comuns) os efeitos e os males que umas declarações infelizes e despropositadas como estas não deixarão de ter a merecida resposta no local próprio.
Muita coisa terá de mudar na Aldeia e na cidade, se quisermos ter, no futuro, equipas de competência que zelem pelos nossos interesses e bem-estar.
Nota de rodapé.
Ainda a propósito do Cabedelo, também via Voz da Figueira, chamo a atenção para a imagem abaixo.
O amor, presumo, é determinante nas vidas de todos nós.
Para muitos de nós, diria que é a mola real que nos faz mover.
E o amor só pode ser entendido em toda a sua dimensão.
Há dias em que nos apetece uma história bonita e romântica.
Hoje, no jornal AS BEIRAS, Jot Alves assina uma prosa que conta uma bonita e comovedora história de amor.
Com a devida vénia, passo a citar.
"Maria Providência Marques está, aos 84 anos, a viver uma segunda vida. Depois de ter passado mais de meio ano entre a cadeira de rodas, o sofá e a cama, vai participar, no próximo domingo, na caminhada da Meia-Maratona da Figueira da Foz. A surpreendente recuperação da octogenária figueirense tem o contributo do marido, António Marques, de 87 anos. Esta é, pois, uma história de amor e superação, protagonizada por dois octogenários que prometeram viver juntos até que a morte os separe, na saúde e na doença.
De repente, uma enfermidade neurológica retirou a Maria Marques a mobilidade e outras funções motoras - deixou de andar e comer, ficando totalmente dependente. Seguiu-se o tratamento e a institucionalização no Lar de Santo António, da Misericórdia-Obra da Figueira. “Quando decidimos que o melhor era ela ir para o lar [problemas de saúde impedem a filha única, Rosa Marques, de 59 anos, de cuidar dos pais], disse logo que ia com ela. Tive de ir com ela, não podia deixá-la sozinha”, conta António Marques.
Teve de esperar algum tempo, até haver um quarto de casal livre na instituição.
Entretanto, passava os dias com ela, a dar-lhe de comer, a incentivá-la para não desistir de tentar recuperar a sua autonomia motora e ajudando-a a caminhar. “Com a ajuda dos funcionários do lar, que têm sido incansáveis”, ressalva.
“Amor à primeira vista”
A ginástica, a fisioterapia, a ajuda do marido e do pessoal do lar conseguiram que a antiga costureira voltasse a andar, mas, sem a sua força de vontade, o resultado não teria sido o mesmo. “Estou muito melhor, mas pensava que não ia recuperar”, afirma Maria Marques. “Ela é uma lutadora. É o resultado da nossa vida, que nos obrigou a lutar muito para conseguirmos fazer uma casa”, acrescenta o marido, antigo serralheiro mecânico. O casal trabalhou em Lisboa, tendo regressado à Figueira da Foz há 27 anos. Sempre juntos. “Foi amor à primeira vista”, afiança ele. “Pois foi”, corrobora ela.
Até na caminhada da meia-maratona participam os dois. “Tenho de acompanhá-la, porque precisa da minha ajuda”, ressalva António Marques. Maria Marques não garante que vai fazer o percurso completo, mas promete ir até onde puder, e já deu provas de que pode ir mais longe do que ela própria imaginava."
"Santos da casa", uma crónica de João Armando Gonçalves publicada no jornal AS BEIRAS.
"Inaugurou-se recentemente a 16ª Bienal de Arquitetura de Veneza. A representação portuguesa é feita por 12 projetos que procuram mostrar edifícios públicos construídos durante os anos agudos da crise económica (quando o investimento público teve de ser refreado). Álvaro Siza, Eduardo Souto Moura, Manuel e Francisco Aires Mateus estão entre os autores dos projetos escolhidos. Assim como o arquiteto figueirense Miguel Figueira, com o seu projeto do Centro Náutico de… Montemor-o-Velho.
Para além da falta de destaque deste acontecimento no contexto figueirense, esta notícia fez-me recordar outros companheiros de juventude que hoje “dão cartas” nas artes e na cultura, com reconhecimento nacional ou internacional: o arquiteto e professor Pedro Maurício Borges; o seu irmão, o ator Miguel Borges; o escritor Nuno Camarneiro (vencedor do prémio Leya e que acaba de lançar mais uma obra); o viajante-escritor Gonçalo Cadilhe; o ilustrador e artista plástico Marco Mendes (que agora podemos acompanhar diariamente no Jornal de Notícias)… Muitos outros haverá e de outras gerações. Estes singraram sobretudo pelo talento e esforço pessoais, já que não se pode dizer que estivessem estado expostos, naqueles tempos de adolescência, a um “ecosistema cultural” particularmente dinâmico. Será que as atuais jovens gerações não mereciam que fizéssemos melhor agora?
Por outro lado, será que a Figueira não podia beneficiar mais dos seus talentos e dar-lhes mais destaque? É que quando se fala de “utilização de recursos endógenos” talvez se devesse começar pelas pessoas."
A Delegação da Figueira da Foz da Ordem dos Advogados vai promover uma conferência/debate sobre o tema “Alterações climáticas e erosão costeira”.
Os oradores serão o Sr. Eng. João Vaz e o Sr. Prof. Pedro Bingre.
O evento terá lugar no próximo dia 8 de Junho, pelas 17.00h, na Assembleia Figueirense.
O evento dirige-se a todos os cidadãos em geral.
A entrada é gratuita.