quinta-feira, 31 de maio de 2018

"Depois de forte discussão e acusações mútuas, o presidente deixou a garantia de levar o caso «aos limites da acção pública»"...


Ser bom demais tornou-se perigoso...

As boas pessoas são capazes de perdoar muitas vezes.
Todavia, quando partem, nunca mais voltam.
A base da nobreza (a verdadeira, que é a do coração) é o desprezo, a coragem e a profunda indiferença...

Saudade

A nostalgia tem o condão de suavizar a dureza dos factos e lamber a memória com o aroma da saudade. 
A nostalgia é um perigo. 

É triste... Vivemos num concelho onde quase tudo o que não seja o pão para comer é um luxo: a cultura, o desporto, a educação, a saúde, a limpeza dos espaços públicos, tudo é um luxo...

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Que família tão simpática...

... as relações estão em tal sintonia, que o governo até "cede" a Angela Merkel para se reunir amanhã com Rui Rio ...

Importante é o poder...

Na última reunião de câmara, realizada na passada segunda-feira, 28 do corrente mês de Maio, Miguel Babo, vereador do PSD, conforme a edição de ontem do Diário de Coimbra, teceu críticas ao estado "sujo" em que se encontram os "jardins públicos e a cidade", pedindo que João Ataíde desse o pelouro à oposição que poria "a cidade num brinco".
"E, paulanitamente, tomavam o poder", respondeu  o presidente da Câmara...
Para o presidente da Câmara da Figueira da Foz, importante não é a qualidade de vida dos munícipes.
Importante é o poder, essa coisa difusa e longínqua para os cidadãos. 
O cidadão raramente conhece os caminhos para a solução dos seus problemas. O poder é aquela entidade abstracta (apesar desta democracia e por causa dela), que julgamos capaz de os resolver. E, assim, ele permanece igual a si próprio, apesar das sucessivas eleições.
É preciso saber o que queremos para nós e para os outros. 
As opções são cada vez mais claras... 
E, sobretudo, necessárias! 
Não nos podemos refugiar na impotência, pois no fim de contas somos nós que temos o poder... 
Se, alguma vez, decidirmos assumir usar esse poder!

Na Figueira de hoje há quem tenha receio do futuro programado por esta maioria absoluta...

Isabel Maranha Cardoso, ontem no jornal AS BEIRAS.
"Vejo assim com muito receio (oxalá me engane) o conjunto de intervenções inscritas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU). Olho a Av. do Brasil meia entaipada… Penso no traço com que José Jordão a rasgou, dando dignidade à cidade de frente de mar. Lembro Aguiar de Carvalho, prolongou-a em 2 faixas até ao Cabo Mondego, conferiu-lhe estatuto de Av. Marginal mas manteve a coerência e a contiguidade com a Av. Brasil. Mas o muro que a ladeia, já foi trocado por betão na curva da Muralha! Desprezou-se a visibilidade para o mar e a histórica leitura das ameias dos Fortes, Santa Catarina e Muralha de Buarcos! Penso então … o que virá por aí agora?!"

terça-feira, 29 de maio de 2018

Se bebeu, não comente!..

A ironia é o perfume da inteligência...

Que merda...

Está tudo a acontecer no Cabedelo!..

A veia febril da imaginação está a jorrar abundantemente. 
Espero que ninguém venha a morrer de hemorragia...

Está a acontecer algo que não terá retorno: a transformação do Cabedelo está em movimento por acção das obras humanas...

«A cerimónia de apresentação pública do projecto de iluminação do Cabedelo terá lugar no próximo dia 1 de junho, sexta feira, pelas 15h00, no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Figueira da Foz.
O presidente da autarquia, João Ataíde, destaca a importância deste projecto “no quadro de uma estratégia de capitalização das potencialidades naturais do concelho e de diferenciação positiva nas estruturas de lazer, entre outras”.
A obra em questão está incluída na intervenção global prevista para o Cabedelo (freguesia de S. Pedro), terá início em setembro próximo e durará 12 meses, tendo o custo de 2.640.000€.
Sete torres de iluminação e 21 projectores estão contemplados “num ambicioso mas rigoroso projecto de electrificação que atendeu às condições de humidade e outras próprias do contexto de praia marítima, salvaguardando a segurança de pessoas e animais e preconizando uma iluminação nocturna confortável e apelativa, numa extensão de 50m a contar da linha do molhe”, adianta a autarquia figueirense para quem a iluminação da Praia do Cabedelo “irá permitir a prática nocturna de surf e bodyboard, capitalizando a belíssima paisagem e condições naturais favoráveis a estas modalidades”.»

Via Figueira na Hora

sábado, 26 de maio de 2018

Obras na baixa alvo de criticas do PSD/FIGUEIRA

A Câmara Municipal da Figueira da Foz vai iniciar a obra relativa à 1.ª Fase do que chamou “Requalificação do Núcleo Antigo da Figueira da Foz”, com o objectivo principal, de acordo com o que publicitou, de “proteger o ambiente e promover a eficiência dos recursos”.
Esta fase do projeto, orçada em €3.721.966,58, tem um apoio financeiro da União Europeia (PEDU) de € 2.615.000,00, sendo a contrapartida municipal de €1.106.966,58, durando no mínimo, até maio de 2019 (dois anos de obras).
Ontem de manhã, a Concelhia da Figueira da Foz do PSD, realizou uma conferência de imprensa na praça general Freire de Andrade.
O evento serviu para criticar o projecto de requalificação daquela zona do casco velho da baixa da cidade. 
Na opinião dos socialdemocratas, a intervenção urbanística que o executivo camarário socialista se prepara para iniciar naquele local, vai prejudicar o comércio tradicional e criar constrangimentos no trânsito. 
Ricardo Silva, presidente daquela estrutura partidária, Teotónio Cavaco, Rascão Marques e Antonino Oliveira, destacaram, por outro lado, que os lugares de estacionamento naquela zona da Baixa da cidade vão ser drasticamente reduzidos e que o parque de estacionamento que está a ser construído pela autarquia fica distante da praça e vai beneficiar, apenas, os moradores. 
Alertaram, também, que a alteração do sentido de trânsito na rua da República, até à rua 10 de Agosto, vai gerar “situações de conflitos”. “Algumas das alterações de trânsito, em vez de facilitarem o escoamento dos veículos, trarão mais zonas de conflito, nomeadamente com a criação de mais entroncamentos na avenida marginal”, pode ler-se num documento a que tivemos acesso. 
Os membros da oposição ontem presentes no encontro com os jornalistas, teceram também criticas por não ter havido consulta pública do projecto de requalificação das praças da Baixa figueirense e lembraram o facto da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz também não ter sido ouvida pela autarquia.
De harmonia com o que se pode ler na edição de hoje do jornal AS BEIRAS, o  vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, que detém o pelouro das Obras Municipais, ouvido por este órgão de comunicação, disse que “os sentidos de trânsito nunca são definitivos”. Acerca da falta de consulta pública, o autarca do PS sustentou: “Cumpriu-se a norma legal, porque os projetos foram debatidos e aprovados pela câmara e pela assembleia municipal”

Na opinião do o PSD da Figueira da Foz,  esta obra é exemplificativa da forma como é dirigido o concelho: "sem estratégia, sem auscultação das populações, sem a preocupação de melhorar o nível de vida das populações, sem criar atrativos para os empresários instalados ou que se queiram instalar com vista à criação de emprego, o qual tanta falta faz aos nossos jovens, não promovendo também a consequente fixação de mais população no nosso concelho."

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Querem ver que a "múmia" vai votar no Partido Comunista!..

A crise do Sporting...

Ser católica e de esquerda

"Aquilo que move tanta gente de esquerda é o anseio por um modelo social justo, em que o Bem Comum seja preocupação de todos. Pode parecer uma utopia, mas não é mais utópico do que o sonho do Reino de Deus que mobiliza tantos cristãos."

Joana Rigato

E conseguiríamos viver sem o cheiro do petróleo?

Um dia vamos conseguir...
Ele vai acabar. 
Mas, entretanto, esgotaremos, até à última, a oportunidade de poluir...
Ao que parece, temos energia mais barata.
Somos absolutamente incorrigíveis.

Arquitectos portugueses em Veneza contra a descrença no edifício público

"Mesmo ao pé da Galeria da Academia, um dos mais importantes museus de Veneza, o Palácio Giustinian Lolin recebe este ano o Pavilhão de Portugal na Bienal de Arquitectura de Veneza, com uma exposição dedicada à encomenda pública completada nos anos da crise económica e financeira. Mostram-se 12 intervenções muito diferentes, desde o Metro de Nápoles, de Álvaro Siza, Eduardo Souto de Moura e Tiago Figueiredo, até aos pavilhões efémeros feitos para o Parque Serralves, no Porto, por uma brigada de jovens arquitectos (aquela geração nascida nos anos 80 que a crise quase apagou do mapa ou que teve de emigrar), a um hangar para canoas em Montemor-o-Velho, de Miguel Figueira, construído com muito poucos meios." 
Via jornal Público

A minha "sorte"...

Tal como toda a gente, na vida também já tive aqueles momentos a que costumamos designar como de "sorte" e de "azar"...
Afirmo, desde já, que não acredito muito na "sorte" e no "azar"...
Afinal, o que é a "sorte" ou o "azar"
Normalmente, é uma justificação que encontramos à posteriori para justificar as coisas que fazemos, ou deixamos de fazer.
A minha "sorte", ao longo da vida, não foi não ter tido "azares"...
A minha "sorte", foi, até hoje, ter conseguido esquecer todos os "azares"...
A minha "sorte" foi ter conseguido agarrar a vida.
E sorrir!.. 
Sorrir muito.
Gosto de ser assim: agarrado à vida! Não conheço outra coisa. E a morte dura que se farta...

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O problema será a minha incompressão?..

"...  talvez o aspecto mais nefasto do desaparecimento de António Arnaut, é aquela sensação de que, na política, as gerações não se estão a substituir. Ou estão a substituir-se, mas os protagonistas vão perdendo “densidade”. Vão-se perdendo figuras desta envergadura e ganham-se, na melhor das hipóteses, bonitos narizes de cera que debitam umas frases previamente estudadas na televisão e, na pior, uns tipos para quem a política só parece servir (ou ter servido) para alimentar a vaidade e a conta bancária."
José Fernando Correia, hoje no jornal AS BEIRAS.

Nota de rodapé.
António Arnaut, foi um homem bom, generoso, justo, combativo e sempre solidário.
Com a sua morte, Portugal perdeu uma das mais estimadas e admiradas figuras de referência da democracia pós 25 de Abril de 1974 e, também, da resistência à ditadura.
Foi um dos fundadores do PS, na Alemanha. Actualmente, era o seu presidente honorário, após a morte de António Almeida Santos.
É pacífico e consensual o reconhecimento pela sua  profunda convicção democrática, pelo seu apego  à cultura e a solidariedade que a sua intensa experiência maçónica acentuava e fortalecia. Foi grão-mestre do Grande Oriente Lusitano entre 2002 e 2005.
Sabe-se que deixou a vida partidária activa em 1983 e regressou à advocacia. Sabe-se, também, porque o fez...
António Arnaut, um dos fundadores do PS e seu militante de referência, fez tudo isto e muito mais.
Numa altura em que "muitos socialistas se esquecem do que é ser socialista", fica uma pergunta: o que é que os socialistas figueirenses, em geral, ressalvando as devidas excepções, fizeram do 25 de Abril para cá, para homenagear e honrar a  memória de António Arnaut?

Publicidade, jornais e blogues...

Na Figueira, os blogues continuam a ser uma vergonha. 
Porém, nem todos. 
Suspeito, no entanto, que os mais vergonhosos possam também ser os mais lidos por quem sente a vergonha na pele.

Quais serão os blogues vergonhosos? 
Presumo que sejam aqueles que incomodam os sem-vergonha...
Os que escrevem sobre os poderes de facto e de direito sobre a gestão da coisa pública e política.
Este espaço, não passa de um contributo, que apenas poderá acrescentar algo à noção de vergonha pública...

A Figueira, em 1997, não era a mesma cidade que é em 2018.
Quando se diz mesma cidade, quer dizer-se  com o mesmo grau de evolução cívica e democrática, o mesmo desenvolvimento económico e a mesma perspectiva geral quanto ao futuro.

Nessa altura, não havia Internet como agora, nem telemóveis ou outros modos generalizados, de simplificar a circulação da informação. O que se podia saber publicamente sobre acontecimentos ligados às coisas públicas da governação e administração geral da pólis, restringia-se à informação provinda de media tradicionais, com destaque para os jornais locais.
Havia 2 rádios - Foz do Mondego e Maiorca - mas completamente controladas:  na Figueira, os que detinham o poder de mandar nos outros, definiam as regras do jogo democrático, executando-as e controlando a sua execução.

As únicas vergonhas públicas expostas, nesse tempo, apareciam nos jornais. 
Melhor, num deles: no Linha do Oeste
Esta publicação, que teve como director o dr. António Tavares, destacou-se pela quantidade de histórias de imoralidades e escândalos que logrou apresentar à consideração pública figueirense. 
Na Figueira, o Linha do Oeste, foi, durante anos, antes do aparecimento da Internet, o veículo de denúncia de desmandos de governação pública e ainda o meio de ajustar contas, preferido, pelas oposições ao poder do momento. 
O Linha do Oeste, na altura, fez oposição política, evidente, através da contestação aos governantes, denunciando os escândalos e os abusos do poder.
Posteriormente, o director do jornal fez parte da classe política - foi vereador da situação e foi mais um, igual aos outros...

Actualmente, na Figueira, que eu saiba, não há, nos jornais, ninguém com interesse político em apear os "reizinhos", para lhes tomar o lugar. 
Há, como sempre houve, jornalistas e jornais com interesses em sobreviver, seja com a publicidade, institucional e privada, seja com as vendas, tendencialmente diminutivas.

Nenhum blogue, incluindo este, existente na Figueira, neste momento, cumpre a mesma função que o Linha do Oeste se propôs, desde o primeiro número. Nenhum blogue, neste momento, é a vergonha que foi o Linha do Oeste, para os poderes constituídos. Nesse jornal, notoriamente, juntava-se o útil da denúncia pública dos desmandos políticos, ao agradável de constituir uma reputação susceptível de encorpar um grupo ou partido político, pronto a disputar o poder executivo - como de facto aconteceu.

Na Figueira, as “campanhas” denunciadas pelos poderes políticos,  antes da Internet, começavam então, no Linha do Oeste, na sua maior parte e na parte mais dolorosa para os executivos da época.
Numa cidade pobre, em 2018, pobre do jornalista que se meta com os poderosos da política local, de modo a assustá-los de verdade... É frito, num instantinho, se tiver por onde possa ser pegado. E a maior parte tem...
O poder figueirinhas não perdoa afrontas, porque a perda do poder, é a perda da imunidade de facto. Trata-se por isso de luta pela sobrevivência em que só os animais ferozes e sem escrúpulos de maior, se safam impunes. Até ao dia em que são devorados pela imprevidência, porque a selva figueirense guarda segredos e, um deles, é a imprevisibilidade do tempo e do clima político.

Mas, voltando ao que interessa: o que continua a ser, na Figueira, em 2018, afinal, esta essência que faltará aos jornais e se pode ler na net, nos blogues que, na opinião do poder, continuam a ser uma vergonha?
Aquilo que diferencia os blogues, de qualidade e interesse, é a  franqueza e a sinceridade, o conteúdo e a utilidade, relevante e interessante para alguma coisa.

Parece-me bem que é isso que falta aos jornais figueirenses. Hoje, como dantes. 
Se formos analisar o passado,  jornais figueirenses que conheço bem - Barca Nova, na década de 70/80 do século passado, e mais recentemente o Linha do Oeste, tinham disso, um pouco mais do que outros. 
Um blogue que se preze, tem de ter disso tudo. O que lhe faltará - e por experiência própria o constato - é  uma equipa que pensa profissionalmente, organiza com meios e produz profissionalmente. 
Um blogue, como este OUTRA MARGEM, é um exercício de artesanato do interesse pessoal de quem o anima. 
Um jornal tem de ser outra coisa: uma obra do colectivo. 
Num jornal, o colectivo vive do que produz. 
Um blogue, produz aquilo de que vive... 

Parques Tejo multaram irregularmente em Oeiras durante 10 anos

Uma investigação da TVI apurou que só em 2014 é que os fiscais tiveram formação e certificação para autuar condutores ou bloquear viaturas. Os funcionários garantem também que para angariar dinheiro são pressionados a ignorar sinais para passar multas mais elevadas.

Os "notáveis" e os"intocáveis" da direita figueirense...

Um dos grandes problemas do PSD/Figueira são os "notáveis": tem "notáveis" a mais e políticos dispostos a trabalhar, a dar o corpo ao manifesto,  e a ir à luta, a menos. 
Recordemos o que se passou nas autárquicas de outubro passado...
Recordemos o que se passou nas eleições de 21 de Abril p.p., para escolher o presidente da concelhia figueirense...
O PSD/Figueira tem ainda outra classe que é perita em confundir-se com os "notáveis": os "intocáveis"
E é por isso, precisamente por isso, que os social-democratas figueirenses tão cedo não irão a lado nenhum...

quarta-feira, 23 de maio de 2018

BASTA!

Portugal não tem a gasolina mais cara da Europa
Também não faz parte da lista dos mais baratos. 
É o oitavo – leram bem: o oitavo – mais caro da Europa. 
Existem sete países onde a gasolina é mais cara.
Também não é verdade que o aumento dos combustíveis se repercute imediatamente no preço de todos os outros produtos. A fabricação desses produtos usa essencialmente electricidade, energia em que Portugal é praticamente auto-suficiente.
Os custos de transporte também não pesam assim tanto no custo final de um produto.
O aumento do preço dos combustíveis é um problema para as transportadoras rodoviárias e para o transporte individual, vulgo automobilista particular.
No primeiro caso, dado que existe imensa concorrência entre eles, o que acontece é um esmagamento das margens de lucro dos camionistas. Problema deles.
No segundo caso, dado que o mercado de combustíveis é livre, e o governo não intervém nele, só há uma solução: gastar menos gasolina. 
Se o consumo baixar muito talvez as gasolineiras baixem o preço para recuperar as vendas.
Encharcarem-me a caixa de mensagens privadas no facebook, além de me chatear, não resolve nada.
Posso solicitar que me deixem em paz?

Porque a quantidade de vida adicional não compensa a qualidade de vida perdida...

 “Neste mundo nada é garantido, excepto a morte e os impostos”
(… in this world, nothing can be said to be certain, except death and taxes),
é uma das frases mais conhecidas e irónicas de Benjamin Franklin


Alexandre Quintanilha: num texto exclusivo para o Expresso, o investigador justifica porque é a favor da eutanásia, cuja despenalização será discutida e votada na próxima terça-feira no Parlamento, que apreciará quatro projetos de lei.
Para ler, clicar aqui.

Depois de Alcochete, nada ficou igual...

"Mário Monteiro, preparador físico do Sporting, profissional no futebol há mais de um quarto de século e um dos agredidos na tarde de terror em Alcochete, abandona o clube: «Estou de rastos, sem condições psicológicas para voltar à Academia. Sinto-me inseguro e perseguido.» Há motivos para isso: foi atacado «nos pulsos e no tronco com uma tocha a arder a 240 graus centígrados». E pelo menos dezena e meia dos participantes nesta selvajaria andam por aí, à solta, sem terem sido incomodados pelas autoridades." 

Daqui

Nota de rodapé.
Ando preocupado. Ando muito preocupado.
Ando mesmo preocupadíssimo.
Por este andar, os leitores desta OUTRA MARGEM ainda me invadem a casa para me “motivar” a ganhar o prémio da FIGUEIRA/TV... 
Portugal, está a tornar-se um lugar perigoso...

Finalmente, alguém se preocupa de verdade!..

Assis não exclui ficar no Parlamento Europeu, voltar à Assembleia ou integrar um Governo de Costa, mas alerta que se se “projectar esta solução governativa no futuro”, terá de se “afastar de tudo”.

Nota de rodapé.
(À medida que se aproximam  as eleições surgem os candidatos aos bons lugares, primeiro foi a Ana Gomes, agora é o Francisco Assis. O deputado do Parlamento Europeu, que chegou a declarar-se como o verdadeiro representante dos eleitores do PS, organizando almoços de leitão assado que acabaram por se revelar indigestos, sempre achou que a Geringonça era uma espécie de diabo, vir agora dizer que é como um iogurte e tem prazo só merece uma gargalhada. E os políticos que falham sistematicamente e que apenas aparecem para defender alianças com a direita não ficam fora do prazo?
A verdade é que este é o prazo para darem nas vistas a fim de reivindicarem mais um mandato europeu com elevados rendimentos.)

terça-feira, 22 de maio de 2018

No dia em António Arnaut foi a enterrar


"Sobre as qualidades pessoais de António Arnaut muitos têm falado, mesmo aqueles que, no fundo, no fundo, não apreciavam o político, gostando ou não do homem, se é que é possível distinguir aquilo que somos daquilo que fazemos ou que fizemos.
António Arnaut está ligado (indissoluvelmente, claro) à criação do Serviço Nacional de Saúde. Se aquele é pai deste, o avô será o 25 de Abril, esse dia aparentado com o Robin dos Bosques, não tanto contra os ricos, mas a favor dos pobres. É verdade que as democracias nem sempre acertam, mas as ditaduras nunca falham. Por isso, antes um Serviço Nacional de Saúde com deficiências a um abandono dos desfavorecidos à sua sorte, ou seja, ao seu azar.
O caminho em direcção à memória que aponto no título serve para que não nos esqueçamos de que houve, na altura, muitos deputados que votaram contra a criação do Serviço Nacional de Saúde. Desde então, esses partidos, a que o PS se foi aliando, têm prosseguido um trabalho de destruição coerente com o voto inicial, como, aliás, continuam a destruir tudo o que possa cheirar a Estado Social (Pedro Mota Soares, então ministro – sem rir, agora – da Solidariedade Social, chegou a criticar as famílias – famílias! –  que recebiam cerca de 950 € de ajudas do Estado).  Essa destruição passa, até, pela substituição de palavras, como demonstrou o Bruno Santos.
Se, neste momento, lamentamos o falecimento do pai do SNS, a verdade é que há muita gente a querer matar o filho, o que é, também, uma traição ao país, ou seja, aos cidadãos."
Via Aventar

Morreu Júlio Pomar

A “Aldeia do Mar”, uma crónica de Isabel Maranha Cardoso, publicada hoje no jornal AS BEIRAS

"O Mar, o maior recurso do País e da cidade! Este definiu parte da vocação económica da nossa cidade. Hoje já grande parte dos autarcas, felizmente, tem uma maior consciência da necessidade da dinamização económica das vilas e cidades e duma estruturação adequada do seu tecido económico. Adequada quero dizer adaptada às condições naturais e populacionais dos seus territórios, pois “ricos” não são apenas os que tem recursos naturais, mas sim os que os sabem explorar.

Digo isto pelas notícias que vieram a público sobre os Estaleiros Navais da Figueira. A sua periclitante e preocupante situação financeira e o problema de centenas de trabalhadores, que devia ter dado azo a uma afirmação mais assertiva do Município ao DB e não de “meias tintas” pela relevância que o sector tem para a Figueira…

Afinal os Autarcas eleitos afirmavam defender a economia do mar! A “Aldeia do Mar”, nome escolhido para expressar esse desígnio, nome pouco feliz até concordo…, mas, referia-se a um conceito alargado, válido, actual e pertinente.

Defendia-se um município “facilitador” da localização económica ligada ao mar, concertador entre os detentores públicos e privados dos espaços da margem sul para viabilizar as intervenções de requalificação, simultaneamente promotor dum ambiente de economia do mar em todas as suas vertentes propício a atrair estruturas científicas e tecnológica, ligadas à I&DT do mar… Era a especialização territorial que não se verificando faz com que os concelhos tendam naturalmente a definhar…" 

Via AS BEIRAS.

Nota de rodapé.
Tal como a Dona Isabel Maranha Cardoso, também não me canso de elogiar esta Aldeia, mas penso que os os figueirenses, a acreditar nas sucessivas maiorias alcançadas nos três últimos actos eleitorais autárquicos, não deixarão de estar de acordo!..
Para mim, tem sido um autêntico bálsamo deambular por aqui. Da margem
norte à margem sul: esta outra margem.

Aqui, as preocupações desaparecem e só há lugar para o encantamento que surge a cada dobrar de esquina desta Aldeia, que dá pelo nome de Figueira da Foz...
Porém, temos de entender o seguinte: a Aldeia é uma coisa. O mar é outra. Daí, ser normal, não termos ainda a certeza do que é (ou foi, ou ainda será...) a Aldeia do Mar.

O mar, porém, sabemos bem o que é...
Olhar o mar, aliás,  é uma atitude que faz parte da essência das gentes do mar!
Para nós, Aldeões,  a essência  continua a estar no mar...
Quase tudo se vê ao olhá-lo. Mesmo que esteja longe ou o tempo enevoado.
É um saber ancestral de experiências feito.
Quem percorrer a beira mar do nosso concelho, da Praia de Quiaios à Leirosa, pode verificá-lo, se estiver com atenção às conversas dos velhos "lobos do mar" que, agora, apenas o olham!..

A comer é que agente se entende...

"Até ao final do mês, a CIM Região de Coimbra tem de apresentar o dossier de candidatura ao Instituto Internacional de Gastronomia, Cultura, Artes e Turismo (IGCAT), que ontem esteve representado na sessão de assinatura do protocolo pela presidente Diane Dodd.
A aceitação da candidatura (ou não) será anunciada entre outubro e novembro, em Bruxelas, durante a Semana Europeia das Cidades e Regiões, depois de realizadas as peritagens exigidas pelo IGCAT às iniciativas que vão ser apresentadas.
“Achamos que temos condições para responder a este desafio. A região, pelas suas condições e caraterísticas, responde a vários níveis”, disse o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, João Ataíde, na sessão de assinatura, que decorreu na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra.
O autarca da Figueira da Foz reiterou que a região tem “caraterísticas muito próprias para este desafio” devido à sua diversidade, que percorre o litoral ao interior, destacando o peixe, ao cabrito, passando pela chanfana e lampantana e doces conventuais.
“Somos uma região que organiza muitos festivais à volta da gastronomia e saúde, com uma tradição e uma cultura muito arreigada aos costumes das suas terras”, frisou João Ataíde."

Via Notícias de Coimbra

Da série, num país de verdadeiros artistas...

"CASTELO BRANCO
Câmara adjudicou mais de uma dúzia de contratos a empresas da família do seu presidente
Não me apercebi”, foi um “lapso evidente e ostensivo”, diz o autarca para explicar o facto de assinar um contrato com o próprio pai. Ilegalidades podem originar perda de mandato.
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, assinou, em nome da autarquia, pelo menos dois contratos com o próprio pai, sócio de uma empresa de estruturas de alumínio. A firma, de que são igualmente sócios o pai e um tio da mulher do autarca, a deputada socialista Hortense Martins, foi contratada por aquele município pelo menos sete vezes, sempre por ajuste directo.

Para lá destas adjudicações, o município - de que Luís Correia foi vereador a tempo inteiro entre 1997 e 2013, ano em que sucedeu na presidência ao também socialista Joaquim Morão - celebrou numerosos contratos com outras empresas às quais o autarca, o pai e as irmãs se encontram directa ou indirectamente ligados.

Acontece que a lei impede os titulares de cargos políticos de intervir, seja de que forma for, em contratos em que os próprios, ou os familiares mais chegados, tenham interesse.  A violação desta norma obriga até o Ministério Público a propor aos tribunais administrativos a perda de mandato dos infractores.

Por outro lado, todas as entidades públicas estão impedidas de contratar empresas cujo capital seja detido em mais de 10% por titulares de cargos políticos ou altos cargos públicos, ou pelos seus cônjuges, ascendentes e descendentes. O incumprimento deste preceito determina a nulidade dos contratos celebrados, conforme o Tribunal de Contas confirmou recentemente."

Via jornal Publico

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Entre os Ventos e as Marés, com Pedro Agostinho Cruz...

Desafiado, na passada quinta-feira, em directo na Foz do Mondego Rádio, o Pedro embarcou na vertigem da viagem sem medo nem espanto. 
Falámos sobre o seu percurso, a fotografia, as referências, o futuro, a sua aldeia, a cidade, etc.
Falámos de nós. Da realidade. Sobretudo, da vida. 
Não teve qualquer problema em arriscar, sabendo que na vida não há um mínimo de segurança.
O Pedro foi igual a si próprio.
Olhou de frente e com liberdade o desafio. 
Rejeitou a moral óbvia. 
Não teve problema em assumir a solidão numa cidade envolta pelo nevoeiro.
Ouçam. Simplesmente, porque vale a pena.



Nota de rodapé.
Esta primeira série  de Entre os Ventos e as Marés terminou com a entrevista a Pedro Agostinho Cruz.
Fica o acesso a mais duas entrevistas, que fazem parte desta fase do programa.
A saber: as conversas com Sónia Pinto (e Aldina Matias) e a Liga dos Amigos do HDFF.

António Arnaut (1936-2018)


O antigo ministro dos Assuntos Sociais, fundador do SNS e cofundador do PS, morreu em Coimbra, aos 82 anos.

"Posto de combustíveis da BP deverá mudar-se para uma rodovia urbana"... Será desta?

FOTO DB/JOT’ALVES
"As bombas de gasolina da BP, instaladas há várias décadas na principal entrada da cidade da Figueira da Foz, deverão ser deslocalizadas, no próximo ano, para junto de uma rodovia urbana. Neste momento, ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, decorrem negociações entre a multinacional e o proprietário do terreno. Entretanto, a autarquia renovou a concessão, por mais um ano.

A área onde ainda funciona o posto de combustíveis, junto a uma rotunda com forte carga de tráfego, será adquirida pela câmara, para ser destinado, depois de um arranjo urbanístico, a usufruto público. As negociações entre a BP e a edilidade estão no bom caminho. A autarquia, de resto, já mandou fazer uma avaliação do terreno, que ainda não foi concluída."

A propósito da vida e dos sonhos...

É o sofrimento que determina a vida. 
Isto, a propósito de muito fado.


É o sofrimento que define a vida. 
Isto, a propósito da poesia.
Cito Ary dos Santos.
"É por dentro de um homem que se ouve 
o tom mais alto que tiver a vida 
a glória de cantar que tudo move 
a força de viver enraivecida." 

É o sofrimento que define a vida. 
Isto, a propósito da política. 
O lado sofrido, é o referencial que me tem ajudado a "fazer contas à vida"
Isto a propósito da vida.

Sonhos, são outra coisa.
Citando Halldór Laxness:
"O mais extraordinário acerca dos sonhos do homem é que todos se realizam; sempre assim foi, ainda que as pessoas não o queiram admitir. E uma peculiaridade do comportamento do homem é que ele não fica nada surpreendido quando os seus sonhos se realizam; é como se sempre estivesse à espera de tal coisa. A determinação e o destino são irmãos, e ambos repousam no mesmo coração."

A imagem de Portugal

Via Aventar

PAC expõe na Bernardino Machado

domingo, 20 de maio de 2018

We'll always have Cabedelo!..

foto António Agostinho
Hoje, domingo, cerca das 10 e meia chego ao Cabedelo...
Aquilo a que chamam um parque de estacionamento, frente ao mar, que não passa de um monte de terra, que nem batida está, encontra-se repleto de carros anarquicamente estacionados.
Ao contrário do habitual, hoje levei o automóvel.

Tive de dar meia volta e ir estacionar mais para norte.
Chego a pensar que se tivesse ficado pela praia da Cova, ou pela praia do Hospital, tinha lá bons parques de estacionamento, bem alcatroados e bem delimitados com tinta branca.
Durou, porém, pouco o meu desagrado...
É verdade que teria o estacionamento mais facilitado se tivesse ficado pela Cova ou pelo Hospital...
E muito bem... 

Tem de existir alguma compensação, para quem fica pela Cova ou pelo Hospital...

Bom domingo, figueirenses...


sábado, 19 de maio de 2018

Finalmente, uma boa notícia...

Portanto: o Bas Dost é que não os queria ouvir... "Se a coisa correu mal, a culpa foi do Bas Dost, que não soube dialogar. Ou não quis ouvir. Ninguém lhe mandou ser arruaceiro..."

Segundo o advogado de alguns dos delinquentes que invadiram e vandalizaram a Academia de Alcochete, processo durante o qual tiveram ainda a oportunidade de agredir uns quantos jogadores e elementos da equipa técnica, o grupo de caras tapadas “só queria conversar”. Portanto, daqui para a frente, quando quiserem fazer uma espera e partir uma cabeças, lembrem-se do argumento. Vocês só queriam conversar. Se depois alguém sacar o cinto das calças para fazer mais pontos na cabeça do Dost do que o Benfica na última edição da Champions, é porque a conversa tomou um rumo que não devia. Mas eles só queriam conversar. Daí entrarem na academia sem serem convidados, de cara tapada como qualquer pessoa bem intencionada que aparece em casa do amigo sem avisar. 

Via Aventar

Obrigado Camané


A arte, a música, o amor, o som da beira mar, podem pôr-me em contacto com dimensões do pensamento que transcendem, no imediato, as questões de um quotidiano meramente funcional. 
Por exemplo, ontem à noite, com algumas centenas de espectadores, tive oportunidade de assistir a um memorável espectáculo de Camané no Cae da Figueira da Foz.
Memorável, por razões simples: vivi momentos de autenticidade, honestidade e verdade. 
Para a maioria, isso não será nada. 
Cada um é como é. 
Para mim, que procuro sobreviver, trilhando caminhos de viabilidade evolutiva, é tudo. 
Já falhei. Tornei a erguer-me.
Continuei.
Não me sirvo das pessoas.
Mas, sei os terrenos que piso... E sei que vivemos numa sociedade em que, se não estivermos atentos, o que mais há para aí é quem pretenda servir-se de nós...
Não vivo, contudo, formatado por uma moral definida. Sei que a sociedade é uma teia complexa e contraditória de hábitos obtusos que nos envolvem, que se não estivermos atentos podem condicionar-nos o movimento. 
Eu não vou por aí.
A escalada é difícil e íngreme, pois caminho para o alto da montanha.
O objectivo, é o sentido da liberdade. 

Ontem, foi uma noite de histórias e cantigas de amor.
O espectáculo valeu a pena. Cheguei a sentir-me no ambiente intimista de uma casa de fados. 
Camané, magistralmente acompanhado por José Manuel Neto à guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola e Paulo Paz no contrabaixo, foi Camané no seu melhor. Ponto final.
A primeira metade do concerto foi exclusivamente dedicada a Alfredo  Marceneiro. “Bêbado pintor”, “Quadras soltas”, “Fado bailado”, “A Lucinda camareira”, “Mocita dos Caracóis”, “A casa da Mariquinhas” e mais alguns fados como  “Mais um fado no fado”, “Ele tinha uma amiga” e “Guerra das rosas”, foram temas aplaudidos com entusiasmo por uma plateia que encheu praticamente o Cae da Figueira da Foz na noite de ontem.
A segunda parte do concerto, com Camané a cantar Camané (onde apareceu em todo o seu esplendor a versatilidade da sua voz), de cujo reportório fazem parte  temas como “Abandono”, de David Mourão Ferreira e Alain Oulman, “Presságio” de Fernando Pessoa, “Emboscadas” de Sérgio Godinho ou “Lúbrica” de Cesário Verde,  sensibilizou o público, ao ponto de haver o silêncio que se exige para ouvir cantar o fado.
Foi uma noite que valeu a pena. “Sei de um rio”, “Fado Cravo”, “Saudades que trago comigo”, foram temas que empolgaram o público que retribuiu com diversas salvas de palmas, o espectáculo que Camané veio dar ontem à noite à Figueira da Foz.
Foi uma noite que valeu a pena...

O jeito que o futebol dá para entreter o pagode...

Governo aprova furo de petróleo em Aljezur e dispensa estudo de impacto ambiental.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A câmara da Figueira não brinca em serviço: só perde tempo com portugueses de valor...


Eu gosto...




"Camané é um dos nomes incontornáveis do fado da atualidade. Emoção. Tradição enriquecida com a dose certa de risco. Versatilidade. Tudo isto faz parte da personalidade artística de Camané. E tudo isto se conjuga num trabalho de Homenagem a Alfredo Marceneiro. A elevação da grande referência do fado na voz de Camané, num registo intemporal, numa justa homenagem a uma das suas maiores referências.
Fado Cravo, Fado Bailado, entre tantos outros, fazem parte desta homenagem, trazendo a sonoridade e a essência da raiz, tanto na música como nas próprias letras da época.
Um espetáculo que será, sem dúvida, um marco na história do fado, absolutamente a não perder!"
Até mais logo...

Não há olhares neutros nem leituras objectivas, há aproximações a realidades, complexas e esquivas...

"Em 23 de Fevereiro deste ano, publiquei nesta coluna um texto intitulado “Abaixo a leitura, diz ele”. Nele, tecia considerações a propósito de responsável do Sporting que parecia não ter miolos enriquecidos com o conhecimento. Citei Flaubert, em oposição à ignorância manifestada por quem deveria ser se não um estudioso da literatura, pelo menos, um homem elucidado. A barbárie, o “holiganismo”, a falta de cultura democrítica, de desportivismo, produziram uma horda a fazer-nos recordar as palavras do coronel Kurtz, do livro de Joseph Conrad que esteve na base de “Apocalipse Now”.

Estamos todos a pensar em “O horror, o horror”. O “Coração das trevas” tem ocupado muitas cabeças, dos membros do Daesh aos soldados que atiram balas reais sobre os manifestantes ”armados” com paus e pedras chamados de “terroristas”, à mãe que se faz explodir com duas filhas, na Indonésia, em frente de uma igreja cristã.

Estamos perante sintomas preocupantes de manifestações larvares de fascismo, de autoritarismo, de quem acredita ter toda a verdade. Qual a causa destes procedimentos, quem os semeou, quem os irrigou, quem com eles aproveita? Como sportinguista, sinto-me salpicado de lama; como português, sinto-me na obrigação de os denunciar. A questão não está nem é verde. É de todos, não é só de Alcochete."

A brutalidade, a ignorância e a falta de cultura desportiva, uma crónica de António Augusto Menano, via jornal AS BEIRAS.

18 de Maio, dia dos museus

Neste dia vários museus têm entrada gratuita, sendo possível visitar as suas exposições e obras, assim como participar nas iniciativas preparadas para comemorar o Dia Internacional dos Museus. 
Iniciativas na FIGUEIRA DA FOZ:
10H00: Inauguração das exposições temporárias “Revelações”, do artista plástico sérvio Branislav Mihajlovic, no Museu Municipal Santos Rocha; e “Aves do Baixo Mondego - Luz”, de Pedro Baptista, no Núcleo Museológico do Sal.

Tal como nas touradas, toda a Aldeia tem um "inteligente"...

"A vantagem de ser inteligente é que podemos fingir que somos imbecis, enquanto o contrario é completamente impossível" - Woody Allen

Parar, pensar, reflectir e olhar para o futuro...

Na nossa vida, há períodos para parar e pensar.
Tempos de paragem. Tempos de reflexão. 
Tempo de olhar o passado, repensar conceitos e olhar para futuro.
Inserir e integrar o passado na realidade do presente. 
Tempo de conviver pacificamente com ausências. 
Tempo para prosseguir. 
Tempo de retomar em algo do passado, actualizá-lo e vivê-lo. 
Há uma luz renovada nas águas do Cabedelo, apesar do sol já ter desaparecido no horizonte.
Abandono o Cabedelo, a pé pela praia já escura. 
Chego à Cova e recordo os palheiros que aqui existiram até meados do século passado.
Eram habitados por pescadores oriundos de Ílhavo e constituiram uma das formas mais características de povoamento do litoral português. 
Com o chegada do turismo e dos banhos de mar, a Cova começou a sofrer uma progressiva urbanização. 
As actividades piscatórias foram relegadas para segundo plano, restando, porém, uma companha em actividade.
Na praia da Cova os palheiros foram substituídos por blocos de apartamentos, sem traça e  caracter definidos, o que tornou a Aldeia um espaço ambíguo e sem memória.
Na Cova, sento-me num banco a olhar o amor. 
Continua a ser tempo de paragem e tempo de reflexão.
O momento, este momento,  é o futuro, que me é permitido viver.
A vida é breve, muito breve mesmo!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

O assalto ao Banco de portugal, na Figueira da Foz, foi à 51 anos ...

"Passa hoje mais um aniversário – o 51º – do assalto à delegação da Figueira da Foz do Banco de Portugal. Um assalto de cariz político, digamos assim."
Para continuar a ler a crónica de José Fernando Correia, basta clicar aqui.

Em 17 Maio de 1967, a meio da tarde, a agência do Banco de Portugal na Figueira da Foz foi assaltada, naquela que foi uma das acções mais mediáticas de oposição à ditadura de Salazar.
Eu, na altura, tinha 13 anos de idade e andava a estudar na Bernardino Machado. Lembro-me que estava na Praça Velha, então terminal de autocarros, para apanhar transporte para a Gala, e não dei por nada.
 

Para quem quiser  recordar o que foi o assalto à Agência do Banco de Portugal na Figueira da Foz, evento de que hoje se comemoram 51 anos, basta clicar aqui.

Há sempre alternativas!.. Só para uma certa coisa que todos sabemos o que é, é que não existe solução... (2)

"Queremos evitar dois naufrágios, o do ferry e o dos estaleiros", defendeu António Moreira, sindicalista.
"...o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, reúne-se esta semana, em Lisboa, com o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, tendo os estaleiros na agenda."
"Por sua vez, a deputada do PCP Ana Mesquita desloca-se à Figueira da Foz, na próxima segunda-feira, para uma reunião com os trabalhadores dos estaleiros e sindicalistas."
Via AS BEIRAS. Para ler melhor, clicar na imagem.

A vida

Foto Pedro Agostinho Cruz
A vida, a minha vida, tem sido  feita de pés no chão e da pobreza da realidade.
A vida, a minha vida, tem dias em que é preciso partir pedra.
A vida, a minha vida, é olhar para o dia seguinte. 
A vida, a minha vida, é um objectivo que quero maior, vivida numa Aldeia aberta ao futuro, que nunca deveria ter esquecido o passado.
A vida, a minha vida, é também a memória do passado. 
A vida, a minha vida, é também escrever um texto,  partilhar uma reflexão e construir conhecimento coletivamente.
A vida, a minha vida, é  compreender melhor o que pode ser a vida numa Aldeia concreta. 
A vida, a minha vida, é aproximar-me de uma ideia de verdade sobre o que me rodeia.
A vida, a minha vida, é movimento e inquietação...

“O que é um escritor maldito?”

"NÃO É [ESCRITOR] MALDITO QUEM QUER: precisamos não confundir a maldição com a excentricidade, gratuita, inócua, seja ela propositada ou casual. 
A Cidade a esse troça-os, mas acarinha, fazem parte do seu folclore. Não é pela barbicha, o trajo exótico, os costumes curiosos que se chega à maldição. Há entre o MALDITO e o seu meio, motivos mais fortes, vitais, de discordância, a saber: a tal razão, um desfasamento ético logo cívico, estético também (a obra espelho do criador) e isso é que conta. 
O MALDITO pode engravatar-se e vestir do Lourenço & Santos (exemplo, o Pessoa), pode comportar-se socialmente com toda a correcção, nem assim escapa à fama que actos ou obra lhe vão granjeado, vai ficando cercado. Inutilmente procurará UM EXCÊNTRICO E SÓ ISSO lançar-se como MALDITO… a Cidade tolera-o, premeia as suas gracinhas."

Luiz Pacheco, “O que é um escritor maldito?”, in “Literatura Comestível”