terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Os Carlos do PS

Carlos Monteiro, acaba de ser eleito como presidente do PS da Figueira e Carlos Cidade foi eleito para presidir à concelhia do PS Coimbra. 
Ambos os Carlos são autarcas. 
E os dois são vice-presidentes de Câmara. 
O Monteiro é autarca na Câmara da Figueira e Cidade na Câmara de Coimbra.
 
Estes dois socialistas, porém, têm várias coisas em comum. 
Ambos são muito ambiciosos:  aspiram os dois chegar, a todo custo, ao lugar de presidente de Câmara.
Para já, as coisas estão aparentemente bem encaminhadas para eles. Sem esquecer, no entanto, que Cidade é de outro campeanato da politica. 
Monteiro, não passa de um aprendiz de feiticeiro, que já subiu ao topo da sua incompetência...
Nem o próprio pensou um dia chegar onde está. Já Cidade (que conheço desde finais da década de setenta do século passsado, era ele funcionário do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, membro do Conselho Nacional da CGTP-IN e dos corpos sociais do Sindicato do Comércio e Escritórios de Coimbra, além de militante do PCP...) é um carrega pianos e um negociador por excelência, sob a orientação de cardeais nas sombras chinesas.

Machado, o presidente da força aérea de Coimbra, quer, em 2019, voar para o parlamento europeu, e deixa a câmara de Coimbra para Cidade (ANC apurou que o negócio já está fechado com António Costa).

Monteiro, também pretende o mesmo que Cidade, mas, como já se disse, Cidade é de outro campeonato. 
Aliás, a queda do professor de biologia, já está escrita nas estrelas. Daqui a dois anos (próximas eleições para a concelhia) haverá a noite das facas longas, e aqueles que aparentemente estiveram e estão com Monteiro, nesta lista de saco de gatos (muitos deles que se deixaram comprar por um prato de lentilhas) vão colocar as garras de fora e apeá-lo. 

Ataíde fará o mandato até ao fim a pavonear-se pela CIM, e o candidato do PS à Câmara da Figueira, tal como em 2009, será escolhido em conjunto com um certo PSD.
Por enquanto, temos a união nacional, neste PS municipal, lembrando a primavera marcelista - a evolução na continuidade.

Apesar das semelhanças entre os Carlos do PS, a diferença entre ambos é enorme: um é cidade e o outro é um lobo solitário perdido na aldeia.
É a vida...

A pequenez da Figueira

Neste mês de Janeiro tivemos duas demonstrações do que significa a democracia na Figueira: o poder nas mãos de uma minoria incompetente.

No PSD, registaram-se os seguintes resultados na recente corrida para liderança do partido.
No entanto, houve mais de 50% de abstenção. 
Dos  406 militantes em condições de votar, apenas 193 exerceram esse direito.

No passado sábado, concluiu-se o processo eleitoral para a Concelhia e para as Secções do Partido Socialista da Figueira da Foz. 
A lista A, "Accão e Compromisso", foi eleita com 301 votos a favor (92.91%), 20 votos brancos e 4 votos nulos, com 78,12% de votantes (325 em 416).
Num universo de 1800 militantes, 416 pagaram as quotas e foram votar 325. 
Como facilmente se conclui, o PS da Figueira está mais vivo do que nunca e, sobretudo, motivado. 
Nem no tempo do Santana, na Figueira!..

A Figueira é pequena. 
O que significa que os seus bens e males, as suas gentes, elites ou massas, os politicos e a democracia, tudo é proporcional a essa pequenez.
Portanto, continuem a fingir.
A máscara por vezes é precisa...