sábado, 15 de julho de 2017

OUTRA MARGEM = MARGEM SUL: “no man’s land”

Margem sul, estrada nacional 109: a antiga, que saindo da Gala em direcção a sul atravessa vários locais povoados; por onde apraz a vários ciclistas passear e fazer algumas “acrobacias” nos fins de semana e não só; por onde se podem encontrar diariamente e em várias horas, muitas pessoas que se deslocam a pé; com uma elevada densidade de tráfego automóvel. É esta: sem bermas, ou a existirem, cobertas por densa vegetação, nomeadamente canas, espécie reconhecidamente autóctone (lol ), algumas belas e ferozes silvas estrategicamente espalhadas, e muitas acácias que ocasionalmente até riscam os carros….. Questiono-me sobre o que estará à espera a autarquia para arranjar condignamente umas, pequenas que sejam, bermas decentes, por onde os peões possam andar com um mínimo de segurança e onde os ciclistas se possam “refugiar” em caso de aperto….. Acredito que alguns frenesins como, por exemplo, o que anda aí à volta de um Cabo, sejam muito mais apetecíveis porque darão maior projecção ou outras benesses, sei lá, do que a segurança e o bem estar de uns míseros habitantes. Míseros, mas que pagam impostos, como todos os outros. Talvez se espere que uns acidentes matem uns quantos para que o tema seja digno de debate e atenção. Ou não, porque mais uma vez me esqueci: A Figueira não tem margem sul. Para quem por aqui passa, isto apenas aparenta ser uma “no man’s land”.

Com a devida vénia, via Ana Maria Maia

Um colóquio que deve ser interessante

Parou-lhes o cérebro?..

Numa cidade e num concelho, onde nos dizem que o futuro passa pelo turismo, vamos oferecer aos turistas apenas betão armado e muros?..
Não podemos permitir, não vamos deixar...

Que interesssa viver até aos cem anos se pelo caminho abandonámos as coisas que nos faziam ter vontade de viver até aos cem anos?..

Isto, começou por ser um pequeno espaço com algumas (poucas) dezenas de leitores.
Já lá vão mais de 11 anos, mas lembro-me que surgiu como reacção à forma como os media, que falam da Figueira, definiam (e continuam a definir...)  a agenda social, política e mediática do nosso concelho.
Não tinha, como continuo a não ter, um plano estratégico. 
Muito menos, objectivos.

Como em qualquer iniciativa, a coisa nasce com o tamanho do seu empreendedor. 
Assim foi com este blogue:  não é nada mais do que eu, um cidadão anónimo sob qualquer perspectiva, a escrever para um pequeno grupo de pessoas, como qualquer pessoa que me lê o pode fazer. 

Entretanto, a coisa foi andando e evoluindo. Com o decorrer dos anos, isto ganhou dimensão e  tornou-se muito maior do que eu.
Tenho leitores diários. 
OUTRA MARGEM, neste momento, tem impacto e um alcance que não pode ser ignorado.

Sobretudo, incomoda.
Com esse processo de evolução, fui pensando e expondo na página os princípios que sempre assumi.
O que OUTRA MARGEM será, no futuro, é incerto. 

Claro e objectivo, nos dias que correm, é este espaço ser o maior agregador de crítica do espaço figueirense. 
Como acontece com toda a crítica, há quem concorde. E há quem discorde. 
Não andamos por aqui a vender nada. Construo e disponibilizo pontos de vista, que são os meus, necessariamente enquadrados pela realidade. 
Contudo, necessariamente subjectivos: que podem ser aceites ou rejeitados por quem os lê.

O sucesso (digamos assim...), do OUTRA MARGEM confirma a  intuição de que há uma lacuna e um desconforto muito grande, na sociedade figueirense, com a maneira como os meios de comunicação locais abordam os temas importantes para o desenvolvimento do concelho. 

Neste meio, há  condicionalismos, truques, erros, jogos, malabarismos e interesses que se servem.
Mesmo quando fomos jornalistas, nunca fomos por aí. 
O reconhecimento deste OUTRA MARGEM, para o bem e para o mal, tem a grande virtude de tornar possível, na sociedade figueirense, o debate sobre várias coisas, desde a legitimidade do anonimato, ao papel da imprensa e dos jornalistas,  neste jogo em que vivemos e a que chamamos democracia.

Quem tem certezas absolutas - eu nunca as tive -  pouca utilidade tem. 
Não me considero uma  figura pública. Também não me considero um homem das cavernas. Limito-me, simplesmente, a aparecer como quero e quando quero.
OUTRA MARGEM, ficará como o meu  contributo para a melhoria da democracia numa cidade castradora e provinciana como é a Figueira da Foz.

Não há democracia sem informação LIVRE. 
Não ganho um cêntimo com o blogue OUTRA MARGEM
Gasto é horas e horas com a feitura deste espaço.
Dispenso os louros. Mas, não dispenso, nem temo, as chatices...
Gosto de viver.