sábado, 1 de julho de 2017

Como um blogue não é um monólogo, fica o registo do meu gosto pela aprendizagem

"O arquitecto telefona-me em jeito de desabafo: “tu já viste o que fizeram ali na marginal de Buarcos em frente à Muralha? Mais um muro de betão que nos corta a vista e não serve para nada?”
Tem razão. 
A Agência Portuguesa do Ambiente e a Câmara Municipal da Figueira da Foz decidiram que precisamos de reforçar a “muralha de pedra e betão dos anos 80” para proteger a rodovia. 
Contrariando qualquer Manual de (bom) Urbanismo, mantêm-se as infraestruturas viárias construídas literalmente em cima da praia. Nada se fez para as substituir por usos pedonais ou recreativos. 
Resumo, em 2017, o Estado português insiste em gastar dinheiro em obras áridas, repetindo erros do passado e desprezando o património natural e construído. 
Lamentável ainda a falta de ambição do actual executivo na transformação da cidade. O peão, a bicicleta, o lazer saudável continuam a ficar com as nesgas e o que sobra do espaço ocupado pelo sacrossanto automóvel. 
Estacionamento, postes de iluminação e um relvado vazio é tudo que existe em frente à “Muralha de Buarcos”
O modelo espacial de intervenção na frente de Buarcos continua a subestimar a “Fortaleza de Buarcos” que resiste desde 1751, ano em que terminou a sua construção. 
Porque não retirar a rodovia e defender a costa com “praia e areia”? Porquê privilegiar a “preguiça automóvel”
A resposta é simples, há ausência de visão e um enorme comodismo, próprio de quem não anda a pé nem vivencia os espaços. 
A oposição política também não existe nem quer andar a pé."

“Betão em força”, uma crónica de João Vaz, consultor de ambiente.

10 comentários:

Laura Sobreira disse...

Quis dizerMONÓLOGO...??...☺

Laura Sobreira disse...

Quis dizer MONÓLOGO...??...☺

Laura Sobreira disse...

Quis dizer MONÓLOGO...??...☺

Anónimo disse...

Só podem estar a brincar!!!
Tirar a estrada?
Os carros por onde circulavam?
A estrada não foi alargada, mantém-se no mesmo sitio e largura que tinha.
Com a obra ganhamos segurança e espaço para os peões e ciclovia.

Anónimo disse...

Este Sr agora fala. mas ele em muito contribuiu para a visão curta deste executivo... Quando a sua consultora para o ambiente defendeu a renaturalização, da praia da Figueira, contribuindo assim para o estado calamitoso em que a praia se encontra.

Perdeu uma oportunidade de enquanto homen de confiança e menino bonito para o ambiente do regime de contribuir de uma forma decisiva para uma redução radical do areal da praia da Figueira.

Este Sr defende uma coisa e o seu contrário, talvez tiques de quem já passou pela vereação.

Disse

António Barreto disse...

Parabéns a João Vaz e ao Outra Margem pela visão que têm da cosra figueirense, que partilho, em especial das barbaridades cometidas nas imediações das canhoeiras. Uma insanidade que destrói o maior bem da Vila, a sua Praia e os, outrora, fantásticos Penedos. Pasme-se; tudo em nome do ambiente!!! Retirar a rodovia, sim senhor; da rotunda do pescador ao Tamargueira, e a partir daí retirar uma via até ao Cabo Mondego. Recuperar a praia, a enseada e os Penedos tal com eram, lindos e únicos. Construir silos verticais em locais estratégicos e restringir o trânsito na Vila aos moradores e com disciplina, incentivar, e não punir, os moradores a cuidar das suas casas e a florir as respetivas fachadas; portas, janelas, varandas. Substituir o asfalto por blocos e calçada portuguesa, onde fosse apropriado. Restituir a condição de Porto de pesca à Praia de Buarcos e incentivar os pescadores ou seus descendentes a restaurarem os míticos doris, identidade da epopeia dos pescadores de Buarcos da pesca do bacalhau. Um povo que destroi a sua memória, não tem futuro e Buarcos, já está morto, às mãos da Câmara da Figueira da Foz e da respetiva Capitania.

Anónimo disse...

Pelas observações que tenho ouvido, supunha que era o único que não concordava com o muro, que em minha opinião, anulou a visibilidade única de todo o horizonte visual que se via no sentido sul-norte. Além disso, penso que o lancil está demasiado alto.
Voltando ao muro. À semelhança do que se passou no passado, em que construiram exactamente no enfiamento da Rua da Liberdade e da Rua Bernardo Lopes os dois edifícios que estão na Avª de Espanha, teimam em cortar, betonizando, a relação das povoações com o rio ou com o mar.

Anónimo disse...

Antes desta obra, ninguém era contra a estrada.
Agora que a obra melhorou toda aquela zona, toda a gente está contra a estrada...
Sinceramente não percebo.
Queriam que ficasse como estava?

Antonio Agostinho disse...

Tiro-lhe o chapéu: tem razão caro anónimo...
Se te manifestas contra o Governo em Caracas, estás a lutar pela liberdade e contra o absolutismo.
Se te manifestas contar o Ataíde, na Figueira, és um irresponsável incapaz de perceber que as tuas atitudes provocam consequências desastrosas....
Aqui o trabalho está feito: temos gente perfeitinha e imaculada na governação...

Anónimo disse...

Ninguém está a defender ou a atacar Ataíde.
Aqui estamos a falar em tirar a estrada para repor a praia, tal como existia antigamente.