Numa nota enviada ao Palhetas, o distinto, erudito, premiado e reconhecido intelectual, Sua Exa. o Dr. António Tavares, também vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, tenta justificar o que não tem justificação: o "porquê" da atribuição da designação "Cais da Sardinha", ao local que a foto mostra.
«Não encontrámos nenhum documento onde o local em apreço seja designado por “praia” e muito menos por “Praia da Sardinha”. Poderá haver, mas desconhecemos.
Numa exposição da administração do porto intitulada “Cais da Memória”, feita há muito pouco tempo no CAE, aparece uma fotografia com a designação “lota da sardinha” e assim está no site do porto. No catálogo de cartofilia editado pelo arquivo municipal, as imagens em apreço designam “Doca de pescado” (3 vezes), “Mercado de Peixe”, “Descarga de Sardinha”, “Desembarque de Sardinha” e “lota”. Nunca “Praia da Sardinha”.
Em plantas, encontramos a designação de “doca de fundeadouro e descarga” (D.O.P do Mondego) ou ainda “Doca da Figueira” (Pereira da Silva).
Da mesma forma, Salinas Calado, num artigo publicado no Álbum Figueirense, chama-lhe “Doca”, Raymundo Esteves refere “o mercado em frente ao cais” e Gaspar de Lemos no Almanach refere-se-lhe como “novo cais”.»
O que está escrito acima prova que aquele local nunca foi designado em lado nenhum por "CAIS DA SARDINHA", como Sua Exa. o Dr. António Tavares, distinto, erudito, premiado e reconhecido intelectual e actual vice-presidente da câmara da Figueira da Foz, o queria erroneamente perpetuar para todo o sempre.
Aquilo que eu sei, por ser filho e neto de peixeiras, que compraram ali toneladas de pescado, é que aquele local foi - e vai continuar a ser - a "PRAIA DA SARDINHA".
Afirmo-o, porque vivi essa verdade (e quero continuar a viver...) que é - e vai continua a ser - essa realidade.
Viver é, também, preservar os laços e memórias. A nossa teia de relações e recordações faz de nós o que somos.
A tradição é isto: a transmissão de costumes, comportamentos, memórias, rumores, crenças, lendas.
É assim que os dados transmitidos passam a fazer parte da cultura de um país, de uma região, de uma cidade, de uma vila ou de uma Aldeia.
Numa terra, em que o poder executivo autárquico (do qual faz parte há sete anos, o erudito e intelectual reconhecido e premiado, Sua Exa. o dr. António Tavares!..), subsidia generosamente uma amostra de carnaval brasileiro, é fácil de constatar que a falta de rigor, é uma das mais velhas tradições da Figueira!
Mais: depois da passagem dos intelectuais que passaram pelo poder na Figueira, está provado que a fidelidade representa para a vida afectiva o mesmo que a coerência para a vida intelectual.
Isto é, a simples constatação de um logro!
Já agora, para terminar informo Sua Exa. o dr. António Tavares, distinto, erudito, premiado e reconhecido intelectual e actual vice-presidente da câmara da Figueira da Foz, que a "DOCA" ficava um pouco a montante da "PRAIA DA SARDINHA".
Era aí que iam atracar as traineiras depois de descarregado o pescado...
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
Não podia deixar de destacar esta voz da lucidez, coisa rara na Figueira...
Por que é que acabou a filarmónica?
A banda acabou porque, infelizmente, na SFDA não tivemos capacidade para ver para além do presente. Em finais dos anos 90 e inícios de 2000, não tivemos a capacidade de perceber que, se não investíssemos na formação e na profissionalização, estávamos condenados ao fracasso.
Há possibilidades de ser reativada?
Não digo que seja impossível. Neste momento, tendo em conta o panorama concelhio, a oferta e a dificuldade para se conseguir sustentar as nove filarmónicas, colocar mais uma no mercado, seria dar tiros nos pés. Para mim, a curto e médio prazo, não faz qualquer sentido reativá-la.
- Via AS BEIRAS
Dar conta da miséria a que chegou o futebol sénior da Naval, é olhar para a "grandeza" da vaidade inútil e cretina que desgraçou este cantinho à beira mar plantado...
O encontro entre as formações da Naval e do Benfica de Castelo Branco, a contar para a 10.ª jornada da Série E do Campeonato de Portugal, agendado para as 15h00 de ontem no Municipal José Bento Pessoa na Figueira da Foz, não se realizou por decisão conjunta das três equipas. Hugo Pacheco, árbitro da Associação de Futebol do Porto nomeado para dirigir a partida, disse ao Diário de Coimbra que após ter verificado as condições do relvado considerou o mesmo «como impraticável e sem condições de defesa da integridade física dos atletas».
EXCLUSIVO OUTRA MARGEM: SE FOR À CASA DE BANHO DA SEGURANÇA SOCIAL, NA FIGUEIRA, NÃO SE ESQUEÇA DAS GALOCHAS...
Se precisar de se deslocar à Segurança Social na Figueira, sita Rua Dr. Santos Rocha, nºs. 107 a 109, e necessitar de utilizar a casa de banho, não se esqueça de levar galochas: se alguém fizer uma descarga de água no 1º. andar, quem estiver na casa de banho do rés de chão, como a foto disso dá conta, fica com uma nascente de trampa a seus pés...
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