quarta-feira, 28 de maio de 2014

Foi hoje inaugurada...

António Costa (III)

O país suspenso...


Histórico: trabalhadores da Soporcel em luta

Ontem, terça-feira, dia 27 de maio de 2014, às 20 horas, os trabalhadores da Soporcel, em Lavos (Figueira da Foz) iniciaram uma greve de quatro dias, contra a retirada de direitos que tem caracterizado a actuação da administração. Estão em causa, além de um caderno reivindicativo, a alteração do plano do Fundo de Pensões que prejudica gravemente os trabalhadores; a redução do pagamento do trabalho suplementar e eliminação do descanso compensatório após trabalho suplementar. 
As empresas privadas estão a seguir o caminho do Governo no corte de pensões da administração pública.
«Afinal, não eram só os trabalhadores da administração pública que eram privilegiados, foram usados primeiro para cortar nas pensões da administração pública e, agora, também já os privados querem cortar nos fundos de pensões dos trabalhadores do sector privado», disse Arménio Carlos aos jornalistas à margem de um plenário, na Figueira da Foz, dos trabalhadores do grupo Portucel Soporcel. Para o líder da central sindical, a situação impõe um «alerta geral»: «Ao fim e ao cabo, estamos todos a ser vítimas de uma política que tem, necessariamente, de terminar»
Sobre o facto de cerca de 300 funcionários da Soporcel se terem sindicalizado, a primeira vez desde que a empresa iniciou, há cerca de 30 anos, a laboração nas instalações de Lavos, Figueira da Foz, Arménio Carlos referiu que «nunca é tarde para começar». «Está aqui o exemplo de que o sindicalismo de hoje continua a ser fundamental porque ele é indissociável do funcionamento da própria democracia».
Para a história fica que os trabalhadores da papeleira Soporcel, da Figueira da Foz, iniciaram ontem às 20h00 um período de greve, pela primeira vez na história da empresa, que pode durar oito dias. A unidade industrial da Soporcel em Lavos, que integra o grupo Portucel Soporcel, segundo maior exportador nacional em 2013, entrou em funcionamento em 1984 e desde essa data não havia registo da convocação de nenhuma greve dos trabalhadores.

António Costa (II)

Contra a anomia *

As dinâmicas habitacionais ultrapassaram a evolução do número de famílias. De uma situação equilibrada no recenseamento de 1981, passámos a uma claramente excedentária em 2011. A situação deve-se aos interesses dos representantes dos lobbies em obediência às decisões do clube  Bildeberg e outros bem conhecidos grupos a que os verdadeiros defensores do estado social não conseguem fazer frente.
As consequências, de que hoje apenas temos uma pequena noção, irão repercutir-se seriamente na vida daqueles a quem hoje temos o dever de induzir esperança no futuro: os nossos filhos e netos.
Em atitude egoísta e inclassificável, os políticos no poder já demonstraram incapacidade e desinteresse em conduzir a administração, prejudicando os seus próprios descendentes que também serão vítimas do seu sistema.
Seja na Figueira, seja em qualquer outro concelho ou no país, é urgente que os responsáveis deixem de lado as promessas eleitorais sem base estratégica e se concentrem no futuro e o planeiem em ordem à resolução dos problemas que se avizinham se não forem atalhados.
Os nossos filhos e netos exigem-no. Afirmar que se pretende resolver o problema da reabilitação é importante.
Mas é preciso mais para resolver os problemas das pessoas.
Que se lixem os lobbies e as promessas eleitorais”. Planeiem, que têm gente e instrumentos. Cuidem do futuro. Agora. É urgente. O futuro agradecerá."

* O título desta postagem é do responsável por este blogue e o texto acima é de Daniel Santos, engenheiro civi, e foi publicado hoje no jornal AS BEIRAS. 
Na minha opinião, que vale o que vale, o ponto em que estamos na Figueira, neste sector, resulta da mediocridade dos políticos e das políticas habitacionais implementadas ao longo dos anos, que permitiram aberrações urbanísticas como esta. Por aqui, a exemplo do que se passou a nível nacional, este é o resultado de 38 anos de poder PS, PSD, PS...
Quando se analisa a sua evolução e os seus resultados, torna-se inequívoco o declínio da Figueira e do País.
Quando se imagina o futuro da Figueira e de Portugal, ele é cinzento.
Isto não é pessimismo. É, apenas, realismo.
A agravar a situação, nota-se que o debate na Figueira e no País está cada vez mais difícil.
E a vitimização sucedânea, é recorrente.
O problema do combate político na Figueira e em Portugal  é, simplesmente, de verdadeira convicção e feito com verdadeira ética!

"Que prédio tão feio", lembram-se?..

Prédio J. Pimenta, em Buarcos. 
Uma das muitas histórias por contar desta nossa cidade, que premiou alguns dos contentinhos deste regime deletério em que vivemos, que contribuíram para o actual momento da Figueira da Foz... 
A solução, caros leitores, deverá estar no vento!.. 
Será que, soprará, alguma vez, a favor da verdadeira mudança?..