terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A questão da jurisdição da Ilha da Morraceira

A questão da jurisdição da Ilha da Morraceira passou ontem pela reunião de câmara.
Esta, é uma questão antiga e sobre a qual já foi dita tanta coisa...
Por exemplo, em 29 de Setembro 2004, na Assembleia Municipal realizada nesse dia, JOSÉ FIGUEIRAS, então PRESIDENTE DA JUNTA DE LAVOS (PSD-PPD), a dado passo, disse: “Devem recordar-se com certeza, que a Freguesia de Lavos, antes da formação da Freguesia de São Pedro, porque as povoações da Cova e Gala, pertenciam á freguesia de Lavos, cujo limite da freguesia era no esteiro designado, “esteiro dos ossos”, a seguir á fábrica de vidros da Morraceira. A partir daí, entrava a freguesia de São Julião, tanto assim que, na formação da freguesia de São Pedro, só estiveram incluídas a freguesia de São Julião e a Freguesia de Lavos, porque para a formação de uma freguesia nova, tem que haver reuniões de executivos de junta, nos locais onde eram retirados terrenos, para a nova freguesia e a Freguesia de Vila Verde não esteve presente, ou seja, estamos neste momento a dizer que está ilegal a formação da freguesia de São Pedro.
Isto, foi dito no órgão político mais representativo do concelho da Figueira da Foz e não teve consequências.

A polémica em redor desta questão já vem até de muito mais detrás, com jogadas habilidosas pelo meio (observem com alguma atenção a delimitação dos limites geográficos da freguesia de S. Pedro na zona da Morraceira!...), pelo que já é mais do que hora de lhe colocar um ponto final.
Recorde-se, que “da controvérsia levantada por diversas juntas de freguesia, que reivindicavam o espaço como seu, particularmente Lavos e Vila Verde, foi encomendando um estudo ao investigador Rui Cascão , que concluiu «de forma muito clara e sem margem para quaisquer dúvidas, a jurisdição sobre a ilha compete à Junta de Freguesia de S. Julião».
Segundo António Tavares, o presidente da câmara já recebeu esse estudo em Abril de 2006.
Ainda segundo o mesmo vereador, o professor universitário apresenta os seus argumentos, justificando com «razões jurídicas, históricas e circunstanciais», e afirmando claramente que a ilha «deverá ser adstrita à junta de S. Julião, evitando-se partilha tipo salomónica». Por isso, sustentou, este será um assunto «que deve ser dado por encerrado, não fazendo sentido que se continue com a controvérsia, quando as fontes que o professor estudou se conjugam», adiantando que, «se dúvidas houvesse deveriam ser extintas quando o estudo lhe foi entregue».
Ainda segundo o Diário de Coimbra de hoje, o vereador António Tavares manifestou também a sua estranheza sobre o facto de Duarte Silva ter recebido o estudo «em Abril de 2006 e tenha deixado que a especulação pairasse no ar, sem nunca nos ter facultado o documento, que é pago com dinheiros públicos», questionando o presidente sobre «se haverá alguma razão para o engavetar, ou se esperava melhor momento», perguntando ainda se «subsiste ainda alguma dúvida, ou o estudo não foi exaustivo?».
Duarte Silva limitou-se a dizer: «o estudo foi feito, mas não era uma preocupação muito urgente e sobre ele não nos debruçamos».
Já o vereador José Elísio não foi de modas: para ele, o documento «está errado e conclui mal».
Convidado a justificar as suas palavras por António Tavares, que entende que «se está mal, há que dizer porquê», (seria o mínmo!.., pois José Elísio estava “a rebater o estudo de um investigador credenciado”), em resposta, o vereador do PSD apenas referiu que «os doutos investigadores também se enganam».
E pronto, a questão da jurisdição da Ilha da Morraceira é uma polémica que continua com “pernas para andar”...

7 comentários:

LP disse...

Em meu entender, o Prof. Rui Cascão está carregado de razão!
É triste que se queira passar por cima da verdade histórica...

Anónimo disse...

Não vale a pena estar a perder tempo com estas coisas.
Como disse alguém aí atrás, se vier um maramoto ou um tsunami, desaparece tudo. Principalmente a Morraceira.
Portanto o melhor é deixar isso e começar a fazer as malas para as Alhadas.

castelo de areia disse...

No meio desta polémica o que é verdadeiramente anedótico é o Pernas querer contradizer o Professor Universitário que tem o estudo mais completo sobre a Figueira (1861-1910), editado pelo Cemar e Cãmara Municipal em 1998. Só por graça!

murralha de feno disse...

A Figueira, no seu melhor, é isto: ao leme, do concelho e das freguesias, tem uma cambada de vendedores de banha da cobra.
Paus mandados, em vez de gente com cultura política democrática, que representam um determinado papel...
O populismo é confrangedor. Tem muito de opinião (ou seja, de particular) e pouco de científico (ou seja, de geral). Isto para não falarmos do abuso de senso comum. E chega a ser hilariante.
Não temos políticos. Temos oportunistas. Mas, a Figueira merece, oh se merece...
E esperem pelo que aí vem...
Ainda vão abrir muiiiiiiiiito a boca.....Oh se vão.....Esperem pela pancada.

Capitão Merda disse...

Sabia que o Elísio é ignorante.
Mas tanto que faça alarde dessa situação é que nunca pensei...

A Ilha da Murraceira disse...

Acho imensa piada a estes politicos que nos aterrorizam na Camara da Fig.
Será que não há mais nada par se tratar de importante?
O que nos vale a nós andarmos com estas quezilhas se quando forem as próximas eleições nós vamos todos baixar as cuecas e deixar fazer a mesma trampa que têm feito nestes anos todos.

O que nos importa de quem é a porra da Ilha, será que querem lá fazer um Bordel, Discoteca já lá esteve (ou está?), nós queremos é viver em paz e não apaziguar guerras, porque quem sai vitorioso é sempre a trampa destes politicos cá da terra, tanto faz qual a cor da capa para tourear os touros eles vão votar outra vez neles.
Deixem todos a Ilha em paz e façam alguma coisa pelo progresso da Figueira, que bem precisa.

(:-:)

Nuno Ricardo Marques disse...

Ainda vai dar que falar, muito que qualquer cidadão da Figueira possa imaginar o que se passa na realidade e os interesses no salgado onde desprezam os proprietário...

os quais só são vistos para pagar suas contribuições dos imóveis, taxas e impostos, fazer suas reparações, arranjo de estradas e até taxas de acessibilidade as propriedades...

Ninguem se preocupa com a realidade, o estado actual o qual indicia o abandono, enganam-se...

é vergonhoso o que se passa em conjunto com estas posições indefinidas da dominância do salgado... criando as condições ideias para o controlo das actividades e direitos de superfície...
Uma falta de coragem e aproveitamento de cultura sobre idades que querem é descanso...
Bem haja