sexta-feira, 23 de novembro de 2018

É esta a riqueza da Figueira: estamos absorvidos e deslumbrados por alguma coisa (neste caso a "mercearia") e só termos olhos para ela. O demais não interessa...

A cadeia de supermercados alemã Aldi vai construir uma média superfície nas Abadias, em terrenos que pertenciam ao antigo presidente da Câmara da Figueira da Foz Duarte Silva, já falecido, próximos da esquadra da PSP e da escola do 1.º ciclo.
O Pedido de Informação Prévia já deu entrada na câmara e a loja poderá abrir em 2019, criando 25 postos de trabalho directos.
Entretanto, a espanhola Mercadona continua em negociações com proprietários de potenciais espaços para a instalação de um supermercado na cidade, segundo  a vereadora Ana Carvalho.
Nos últimos anos, várias cadeias de distribuição, nacionais e internacionais, abriram superfícies comerciais na Figueira da Foz. Só em 2017 foram inauguradas três, duas delas em dezembro.
A criação dos postos de trabalho é uma questão sensível para a autarquia, mas há quem duvide que o saldo seja positivo, colocando na equação os empregos que se perdem no comércio tradicional.
“Não acredito que o saldo seja negativo. Estas superfícies estão a concorrer entre si e não com o comércio tradicional”, diz na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRA, Ana Carvalho. 


Absolutamente notável, a meu ver, esta visão da vereadora.  O pessimismo atávico, não nos leva a lado nenhum. Sermos pragmáticos é bem diferente...

Entretanto, a "mercearia" figueirense continua a crescer!.. 
Algumas das maiores fortunas de Portugal, foram conseguidas através do negócio de mercearia, que gera alguns milhares de empregos, mas não cria riqueza.
Embora possam ter outros negócios, a maior parte da fortuna veio do negócio de mercearia, que esmaga margens dos industriais, dos agricultores, dos pescadores, etc., que para eles trabalham.
Acham que é assim, que vamos a algum lado na Figueira?..

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Gostava de viver um Estado de direito democrático

A CGTP queixa-se de "intromissão policial em conflito laboral", depois da PSP ter retirado da via os estivadores que impediam a chegada de um autocarro com trabalhadores externos.
O reforço policial no Porto de Setúbal vai continuar nos próximos dias para manter a ordem pública, mas a União de Sindicatos de Setúbal (USS) da CGTP classifica a presença da PSP "injustificável".
Luís Leitão, dirigente sindical da USS, refere ao JN que "o que está aqui em causa é um conflito laboral entre os trabalhadores e a empresa, sendo injustificável a presença de elementos da PSP para travar o piquete".
  

Em tempo.
Código do Trabalho
Lei n.º 7/2009
Diário da República n.º 30/2009, Série I de 2009-02-12
Secção I
Greve
Artigo 530.º
Direito à greve

1 - A greve constitui, nos termos da Constituição, um direito dos trabalhadores.
2 - Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve.
3 - O direito à greve é irrenunciável.
Artigo 535.º
Proibição de substituição de grevistas
1 - O empregador não pode, durante a greve, substituir os grevistas por pessoas que, à data do aviso prévio, não trabalhavam no respectivo estabelecimento ou serviço nem pode, desde essa data, admitir trabalhadores para aquele fim.
2 - A tarefa a cargo de trabalhador em greve não pode, durante esta, ser realizada por empresa contratada para esse fim, salvo em caso de incumprimento dos serviços mínimos necessários à satisfação das necessidades sociais impreteríveis ou à segurança e manutenção de equipamento e instalações e na estrita medida necessária à prestação desses serviços.
3 - Constitui contra-ordenação muito grave a violação do disposto nos números anteriores.

Coisas realmente importantes para os figueirenses: "o tarifário da água no concelho da Figueira da Foz"

Três quadras de um poema "engraçado", escrito pelo Sr. Quim Romão.
Ricardo Silva, ontem numa conferência de imprensa, foi explícito: “a Águas da Figueira não está a cumprir o serviço público”. 
Registe-se: "Foi o Partido Socialista quem privatizou os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento." Todavia, recorde-se, é também "verdade que o contrato de concessão foi assinado em 29 Março de 1999, já na gestão do PSD", já no consulado de Santana Lopes.
A desculpa foi a seguinte: "porque se entendeu que se devia dar preferência aos investimentos no saneamento, em prejuízo da renovação da rede de abastecimento de água, para mais rapidamente poder levar, nomeadamente às freguesias rurais, o saneamento básico que estas não tinham!"

Segundo o PSD/Figueira, "no período compreendido entre 1999 e 2004 foram investidos cerca de 30 milhões de euros!
No mesmo período, foram construídas 9 Etar´s, 70 estações elevatórias, cerca de 200 km de redes de emissários e colectores!"

Ou seja, "o dobro do que existia até 1999!".

Recorde-se, em abono da verdade. A revisão do contrato de 2012 teve o voto favorável dos vereadores do PSD, do PS e dos 100%. Mais uma vez, o centrão funcionou no seu pior... 

Será que na Figueira só é bem-quista a oposição "colaboracionista", ou com "rabos de palha"?
Ricardo Silva, que está há um ano na vereação e há seis meses como presidente da concelhia da concelhia, não tem papas na língua.
"...se hoje pagamos o tarifário de água dos mais caros do País, isso deve-se unicamente à falta de investimento em água e saneamento durante muitos anos, fruto da governação Socialista que comandou a Figueira da Foz durante 25 Anos, a mesma que, tal como agora, gasta o dinheiro dos contribuintes em obras de fachada sem saber bem se tem/qual é a sua utilidade."

"... porque não há investimentos na rede de água e de saneamento, estão ETAR´S e redes de água em rotura constante.
Para além de que ainda há muitas zonas no concelho sem rede de saneamento."

" - Foi criada uma nova tarifa de disponibilidade de saneamento. (na revisão 2012, aprovada por todos os vereadores: até por Carlos Monteiro, uma voz, antes de 2009 que se fazia ouvir quando o assunto era água e o seu preço)
- A tarifa de disponibilidade água é de €5,15
- A tarifa de disponibilidade de saneamento é de €4,64 ….
Ou seja: um total de €9,79!!!
Com esta nova tarifa de disponibilidade no saneamento, em cada contador figueirense houve um aumento de €5,59 na factura!
Na revisão de 2012, a tarifa variável no saneamento passou a representar 85% do valor da tarifa da água (na revisão de 2004 representava... 50%!!!)."

"No período compreendido entre 1999 e 2004 foram investidos cerca de 30 milhões de euros!!!
No mesmo período, foram construídas 9 Etar´s, 70 estações elevatórias, cerca de 200 km de redes de emissários e coletores!
Ou seja, o dobro do que existia até 1999! (resultado da herança da gestão Socialista que governou a Figueira da Foz durante 25 Anos, a qual não soube aproveitar os fundos comunitários, nos anos 90! Porque era obra que ficava debaixo da terra e não dava votos?!... Não valia a pena Investir em saneamento básico.... tal como Hoje!
Vale a pena recordar que, até 2003, os esgotos da zona urbana iam diretamente para o rio!..).
Contactadas pelo DIÁRIO AS BEIRAS, a concessionária e a autarquia decidiram não reagir ontem às afirmações da Concelhia do PSD.

O preço da água é um assunto na ordem do dia na Figueira, de há muitos anos a esta parte.
Os figueirenses são dos que mais pagam pelo líquido precioso e indispensável à vida.
Quando é que o município efectua  um estudo de viabilidade económico-financeira e jurídica sobre a concessão?
Só assim, depois de analisados os prós e contras, o município estaria em condições de decidir, ou não, pela rescisão da concessão, por justificado interesse público.
No nosso concelho, os figueirenses pagam o produto  fornecido pela Águas da Figueira "ao preço do Champanhe"...
Mas, onde está a vontade e a coragem política para defender os cidadãos figueirenses, contra outros interesses?..

Se gostas de te divertir, se te divertes com isso, não percas esta entrevista da "sedutora" e vereadora Ana Carvalho!..



Querem divertir-se mesmo?.. Não se esqueçam de ligar o som...

Vamos ajudar a ABFM!

Para ver melhor clicar na imagem. Via Pedro Agostinho Cruz

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

O transporte a pedido, serve quem?..

"Autarquia da Figueira da Foz renova contrato do serviço de transporte a pedido da Figbus", titula o DIÁRIO AS BEIRAS.
O primeiro semestre experimental termina em finais de dezembro.
A renovação avança apesar de, decorridos quatro meses, a taxa média de utilização ser de um passageiro por cada dia útil, ou seja, 20 por mês  –  não circula ao fim de semana.
“O transporte não tem tido um número significativo de utilizadores. Desde o início que tínhamos a noção de que o arranque seria difícil. Por isso, fizemos um contrato inicial de seis meses. Ao fim de um ano, se acharmos que este modelo não é aquele de que as pessoas necessitam, [encontraremos outras soluções]”, disse Carlos Monteiro...

Pedro Silva, o novel cronista das quartas nas Beiras...

Gosto da escrita do Pedro Silva.

Agora, às quartas, vou ter o gosto de o poder ler na coluna de opinião que hoje inicia no DIÁRIO AS BEIRAS.
A sua opinião crítica, além de bem humorada e quase sempre acerada, vai perpassar pelo jornal, de modo elíptico, mas deixando perceber a direcção ao fulcro da questão glosada. 

Como, aliás, está perfeitamente perceptível na crónica inaugural.

É neste caldo escorregadio que os cronistas do exercício opinativo, podem sentir o chão a fugir debaixo dos pés, o que é um desafio interessante, para mais para quem dispõe apenas de 1400 caracteres, incluindo o título. 

AS BEIRAS ainda não tem um Ferreira Fernandes, mas já tem um Pedro Silva, um cronista que pela amostra hoje publicada, veio trazer  beleza estilística na forma de fazer opinião na Figueira.


Sem desprimor para todos os que têm a coragem de emitir opinião numa cidade pequenina como a Figueira, permitam-me esta saudação ao Pedro Silva.

Futuro PSD/FIGUEIRA: Tenreiro + Babo - Ricardo Silva?.. Ou, Ricardo Silva - Tenreiro + Babo?..

Imagem sacada daqui
As oposições são para as ocasiões. Será esta a ocasião para Carlos Tenreiro e Miguel Babo?
As relações entre o militante Carlos Tenreiro e o independente Miguel Babo, de um lado, e a estrutura local do PSD/Figueira, do outro lado, são tensas desde a campanha eleitoral para as autárquicas de 2017.
O processo de candidatura de Tenreiro foi uma comédia.
Aliás, na véspera da apresentação pública da candidatura, Carlos Tenreiro esteve para não ser o candidato do PSD à autarquia. Na altura, presidia à Concelhia Manuel Domingues.
Carlos Tenreiro, na edição de hoje do jornal DIÁRIO AS BEIRAS,  acusa Ricardo Silva de ter “tiques de tiranete”.

Carlos Tenreiro não aceita que seja a Concelhia a mandar na vereação. “Os vereadores são seres pensantes”, defendeu. E acrescentou: “Ao afirmar publicamente que quem manda na vereação é a Concelhia, trata-se duma declaração infeliz, com tiques de tiranete, que descredibiliza o autor da mesma e de quem o acompanhar, assim como afecta o bom nome e a matriz do PSD”.
Carlos Tenreiro lembra que Ricardo Silva, que foi seu director de campanha, “foi a mesma pessoa que apoiou publicamente João Ataíde (PS), nas eleições autárquicas de 2009, contra a recandidatura de Duarte Silva (PSD), contribuindo para uma das piores derrotas que o PSD sofreu localmente”.
A pior, foi mesmo a que Carlos Tenreiro sofreu em 2017.
Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, Ricardo Silva limitou-se a dizer que se trata de “um assunto interno do partido”. Por outro lado, rematou: “O combate objectivo do PSD visa a câmara e não atacar os militantes do PSD”


Embora não me reveja nas opções e opiniões políticas de Ricardo Silva, não posso deixar de manifestar a minha admiração por um politico que se move por ideias, defende convicções e assume corajosamente a luta por aquilo que julga estar certo. Sendo um caso raro nos tempos que correm, na Figueira e no País, fica o registo.
Por aquilo que já deu para perceber, Ricardo Silva veio baralhar os habituais  esquemas dos figueirinhas, que detestam ser confrontados e, muito menos,  ser incomodados.
O normal, é fazerem panelinha uns com os outros. 

Veja-se, o post de Carlos Tenreiro sobre o caso dos 32 000 pinheiros.

Ricardo Silva já mostrou que com ele é diferente: vai direito ao cerne dos problemas.
Porreirismo não é a sua praia.
Basta assistir às reuniões de câmara, que decorrem à porta aberta, para dar conta dos incómodos que já deu ao presidente da câmara e aos vereadores da "situação".
Vê-se que, da oposição, é o único que estuda os problemas e tem opinião consistente e fundamentada.

Presumo que não deve ser fácil para Ricardo Silva confrontar-se com os "reis do charme mediático figueirense", Babo e Tenreiro.
É possível que no cenário político figueirense actual, Ricardo Silva pouco poderá fazer contra as máscaras mediáticas, que servem perfeitamente num cenário de administração camarária ordinária.
Para ultrapassar o cenário de crise, a Figueira terá de ficar nas mãos de políticos de carne e osso e com conteúdo político conhecido.
Por isso, será natural que, na Figueira, muitos políticos  passem e Ricardo Silva fique.

2º Seminário Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas

Palavras do vice-presidente da APA, Pimenta Machado “... a Figueira da Foz tem pela frente grandes desafios”. Além de ser uma zona costeira, o concelho é atravessado pelo Mondego, “um rio muito difícil”

João Ataíde, defendeu  que “as alterações climáticas são um dos principais desafios que o município tem de enfrentar no século XXI”. O primeiro alerta chegou em janeiro de 2013, através de um temporal, com “um impacto brutal” para a natureza, tendo afectado severamente a Serra da Boa Viagem. Um ano depois, deu à costa uma tempestade chamada “Hércules”, mostrando toda a sua força destruidora. Em 2017, foi a vez do furacão “Ofélia” e dos incêndios. Há cerca de um mês, a tempestade “Leslie” provocou “um impacto significativo e transversal”. “Esta realidade mostra-nos que é urgente adaptarmo-nos à nova realidade”, defendeu o edil e anfitrião do segundo seminário da rede de autarquias para a adaptação local às alterações climáticas, que se realizou no Centro de Artes e Espectáculos (CAE) da Figueira da Foz e reuniu autarcas portugueses e especialistas nacionais
e estrangeiros. “Já vamos a correr atrás do prejuízo e já vamos tarde”, alertou João Ataíde. No entanto, defendeu que “impõe-se” não deixar de correr.


A demagogia e o populismo  estiveram na Figueira, na passada sexta-feira, de forma refinada e com apoios mediáticos.
Discussão sobre os temas concretos e que são importantes, não houve, a não ser meia dúzia de bocas sem sentido...
Os velhos processos ainda contam...

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Tragédias anunciadas...

O estado a que isto chegou!..
Em 11 de Dezembro de 2006, já lá vão quase 12 anos, OUTRA MARGEM publicou uma postagem que, infelizmente, está mais actual do que nunca.


O desastre ocorrido ontem na pedreira de Borba, tal como outros acidentes de má memória, revelam um Estado de incúria criminosa e um cinismo político que ultrapassam todos os limites.
Está aqui bem representado ao que chegámos em Portugal...
UM ESTADO SEM PRIORIDADES...

Industriais do mármore dizem que "tragédia" de Borba poderia ter "sido evitada"...

No Portugal de hoje, os cidadãos têm de ter  medo do futuro...
Eu que o diga, que vivo na freguesia de S. Pedro...

Com este "embaraço" perdemos todos...

"Decorreu no CAE um seminário dedicado às alterações climáticas. Mais uma vez quem ganhou foi o movimento de cidadania SOS Cabedelo e quem perdeu a Câmara Municipal. Num protesto bem representado e silencioso, lembraram aquilo que a cidade há muito adia e não faz. Aquilo que empurra para outros, o estudo da solução bypass que afinal dizem que é da APA… e em falta!…
Mas pergunto: quantas diligências já fez a Câmara Municipal junto do Governo para se estudar a solução, quantas audiências a Ministros pediu, quantas vezes foi à AR, quantos convites às entidades que estudam estas questões fizeram para virem ver do que se fala, quantas acções de sensibilização promoveram? Nada! Não lhes interessa.
A simples constatação de que tal era viável seria “politicamente” um desastre. Afinal de contas só em épocas eleitorais todos fingem simpatizar com a ideia e querem ouvir nas suas acções de campanha a preconizada solução… depois nada mais acontece… Foi em Setembro de 2011 que Cidadesurf ganhou o prémio, 7 anos depois continua-se a adiar o estudo para podermos retirar as conclusões e quem sabe, estarmos certos.
A proposta da reposição artificial da deriva litoral através de um bypass, a solução defendida e que neste adverso tempo de alterações climáticas, de erosão costeira e de deriva litoral pode vir a ser uma solução para a cidade. Cidade que está perdida… numa deriva teimosa que insiste em ignorar o que, com a urgência, já deveria ter sido ponderado."


"O embaraço". Crónica publicada no DIÁRIO AS BEIRAS, por Isabel Maranha Cardoso.

Qual é o problema da CMFF para decidir sobre a localização do centro de reciclagem e valorização de produtos orgânicos naquele local? Basta o estrito, restrito, rigoroso e exacto cumprimento da lei e deixa de haver problema. Cumpra-se a lei.

Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Coimbra – Cristina Jesus, Pedro Coimbra, João Gouveia e Elza Pais –, visitaram ontem Maiorca, São Pedro e Marinha das Ondas.
Na  visita ao local para onde está projectado um centro de reciclagem e valorização de produtos orgânicos, última etapa da deslocação dos deputados do PS ao concelho, os representantes do movimento que se opõe à instalação do equipamento deixaram claro que são contra a localização, perto de habitações e restaurantes.
O processo de licenciamento encontra-se em análise na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
Se for deferido, caberá à Câmara da Figueira da Foz passar a licença de construção. No entanto, o presidente da autarquia, João Ataíde, tem frisado que, caso o processo chegue àquela fase, tentará encontrar uma localização alternativa, distante das habitações.
O vice-presidente da câmara, Carlos Monteiro, que acompanhou as visitas dos deputados do PS, segundo O DIÁRIO AS BEIRAS reiterou aquele compromisso de João Ataíde. E garantiu que “o Plano Director Municipal (PDM) não foi feito à medida” daquele projecto, respondendo a insinuações feitas pelos interlocutores do movimento, no local.
Sinceramente, há muito que não percebo a posição da Câmara.
O PDM que entrou em vigor no dia 18 de setembro de 2017, é explicito e não deixa lugar a dúvidas, nos seus artigos 62 (j - unidades de recolha, tratamento, eliminação, desmantelamento e valorização de resíduos) e 63.
Fica a pergunta:  porque é que a Câmara da Figueira da Foz, no estrito, restrito, rigoroso e exacto cumprimento da lei, não disse ainda que é contra o projectado centro de reciclagem e valorização de produtos orgânicos naquele local?..

Carlos Barbosa de Oliveira, uma Alma Inquieta

Não o conhecia pessoalmente, mas fui leitor do seu blogue durante muitos anos.
A despedida no Rochedo, já tinha acontecido. Como sempre, um testamento de coragem:

"a Magana, afinal foi condescendente e pretendeu dar-me oportunidade para me despedir dos leitores do CR (Crónicas do Rochedo) que ontem completou 11 anos e lhes agradecer toda a simpatia, generosidade e compreensão que tiveram comigo durante o tempo em que o CR durou. Creio ser uma data bonita para me despedir, dar por terminada a minha aventura na blogosfera e vos dar a garantia de que, seja qual for o sítio para onde a Magana me leve, tudo farei para continuar a ser a alma irrequieta e inconformada que fui neste planeta. O qual - diga-se - não me deixa saudades, pois está cada vez mais mal frequentado, por pessoas obnubiladas pelo consumismo, sem qualquer sentido de decoro, que desconhecem os princípios básicos da educação e não se importam de ser governadas por crápulas do tempo da Idade da Pedra, que pretendem pôr os ponteiros do Relógio do Tempo a andar para trás."

 
Via a Barbearia do Senhor Luís, soube que partiu um dia destes, um ser "irrequieto, inconformado, indomável e sem medos."
"Um rochedo duro de moer – como o mexilhão - , com muito Mundo feito saber, com muita onda, boa onda."
Um rochedo que produzia “palavras que chegam em ondas, envoltas no cheiro da maresia”.

Isto por aqui, tem cada vez menos para dar...
"Este país não é para gente. É para selvagens covardes!"

Quebra mares, mais um apoio para combater a erosão costeira


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A visita dos deputados e outros políticos ao quinto molhe...

"Deputado do PS quer estudo sobre transposição de areias na Figueira da Foz".
Imagem Pedro Agostinho Cruz
Quatro deputados do PS, eleitos pelo círculo de Coimbra, puderam ver hoje, com os próprios olhos, as consequências da erosão costeira naquele local a sul do estuário do Mondego.
Sobre a visita de hoje e as consequências da erosão costeira a sul do Mondego, nomeadamente junto ao chamado «quinto molhe», na praia da Cova, onde a duna de protecção praticamente desapareceu e o mar entra pela floresta anexa a habitações, Pedro Coimbra considerou o cenário "preocupante".
"Temos aqui populações, temos casas bem próximas deste foco de erosão", frisou o deputado, lembrando, no entanto, que a APA tem em curso uma intervenção no local orçada em cerca de 500 mil euros.
Os trabalhos de recuperação já se iniciaram - no mesmo local onde há uns anos foi efectuada uma duna de protecção que o mar veio a destruir.

Contudo, hoje estavam parados, alegadamente devido ao agravamento das condições climatéricas e do estado do mar nos últimos dias.
Registe-se que as obras tiveram início na passada quinta-feira, com a chegada de algumas máquinas. Tudo o que foi feito na sexta e sábado foi levado pela mar.
Alguma coisa não está a correr bem. Por exemplo, a época do ano em que a obra se está a iniciar não parece a mais acertada e conveniente para o bom e eficaz andamento das obras...
Mas a notícia foi a visita de 4 deputados do PS, acompanhados de uma prole imensa, ao "quinto molhe".

Depois da duna destruída vieram ver o vestígio dos escombros.
A destruição é também isto: ficarmos reduzidos a uma vereda estreita. 

Já que ninguém ouviu, em devido tempo, quem previu o que era previsível, ao menos que a visita tenha servido para alertar a consciência de quem de direito para a solução, neste momento nada fácil, de um problema que traz o coração ao pé da boca dos habitantes da Cova e Gala.

Crónicas na Rádio Beira Litoral - O rio da minha Aldeia

Programa elaborado pela junta de freguesiade S. Pedro ...


Para ver melhor, clicar na imagem

Neste momento, estão almoçar no Palheiro do Avô, passe a publicidade.
Convenhamos: têm de arranjar estrutura para visitar todas as rotundas de S. Pedro!..

A ARBORIZAÇÃO DA FIGUEIRA DA FOZ INICIOU-SE NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX

Mais um belíssimo trabalho de Fernando Curado, ao mesmo tempo uma lição de cultura cidadã e cívica, ao serviço da cidade e do concelho da Figueira da Foz e à história do seu património cultural, que merece ser divulgado.

Colégio Nossa Senhora do Rosário da Figueira da Foz encerra em 2019

"O Colégio Nossa Senhora do Rosário da Figueira da Foz está a leccionar o último ano lectivo."

Via DIÁRIO AS BEIRAS

As obras a sul do quinto molhe: 3 dias para nada...



Os deputados do PS, eleitos pelo círculo eleitoral de Coimbra, estão hoje de visita ao concelho da Figueira da Foz. 
O périplo começou na extensão de saúde de Maiorca (10H30) e dentro de pouco, a ser cumprido o programa, estarão em São Pedro (por volta das 12H00)
Ao que julgo saber irão até ao quinto molhe, presumo que para  verem as obras que tiveram início na passada quinta-feira...
Do que foi feito quinta, sexta e sábado nada resta...
Presumo que todos sabiam o temporal que estava previsto para o fim de semana...

Dez anos depois continuo o mesmo e francamente o confesso: não tenho queda para herói e lido mal com pressões e ameaças.

Para quem não conhece a «estória» e  diz que só ataco o Ataíde e o Carlos Monteiro, fica uma postagem de 13 de novembro de 2008.
Para quem, como eu, tinha já uma larga e longa experiência em órgãos de informação, nacionais e regionais, navegar nestas águas livres, desde 25 de Abril de 2006, foi algo de diferente, pois navegar contra ventos, marés e correntes, sem motor auxiliar, não é tarefa fácil e, muito menos, simples.

Escrever num blogue, com a divulgação que este alcançou junto da população local, numa Terra pequena, abordando temas locais, passou a ser um risco enorme, até físico, pois há gente muito sensível à discussão pública dos temas que deveriam interessar a todos, mas, ao que parece interessa, o mais possível, preservar da opinião dos verdadeiramente interessados.
Como, possivelmente, encontraram dificuldades em conotar o blogue politicamente, tentaram descobrir aqui a teia de uma conspiração protagonizada por perigosos agitadores.
Com os diabos, o 25 de Abril de 1974 já foi há 44 anos!...

Eu, francamente o confesso, não tenho queda para herói e lido mal com pressões e ameaças.
Por isso, tenho ignorado e desvalorizado os episódios que já aconteceram.
Francamente: desconhecia, em absoluto, esta capacidade de, mesmo sem o querer, fazer ferver a água, onde se banham, há muito, algumas pessoas de quem me fui afastando nestes últimos anos... 
Mas, por favor, repito mais uma vez, não se enervem, não ameacem, tenham calma.
Confesso: continuo a não ter mesmo queda para herói.

Centro Integrado de Valorização de Resíduos...

Via AS BEIRAS


"Hoje, dia 19 de Novembro de 2018, deputados de Coimbra eleitos pelo Partido Socialista, irão fazer visita de trabalho no local onde pretendem instalar o Centro Integrado de Valorização de Resíduos.
O encontro no referido local está aprazado para as 15,30 horas.
Será pertinente, muito importante, mobilização de pessoas para o local como demonstração do nosso desagrado quanto à localização.
Os marinhenses poderão evidenciar, informar e esclarecer os senhores deputados da Assembleia da República sobre efeitos nefastos e incómodos que causam à população o aumento de poluição em relação à que já existe, bem como cheiros nauseabundos e produção de pragas de mosquitos."

Via Manuel Cintrão

sábado, 17 de novembro de 2018

Em registo Dez & 10...


Prioridade para hoje...
Tenho mesmo de acelerar, senão não vou conseguir ver a selecção portuguesa contra a Itália.
António Agostinho, aka Ronaldo da blogoesfera figueirense...

A 3ª. Conferência Diálogos ComSentidos, abordou a Morte, tema nada fácil e teve casa cheia...



"Não andei pela vida sozinho. Gostei das pessoas, detestei algumas ainda hoje detesto, as que se nutrem de suor e morte de criaturas que para elas são apenas números."
Urbano Tavares Rodrigues

João Ataíde, a voz do protesto silencioso!..

Protesto silencioso 
Um grupo de activistas locais, com elementos do movimento SOS Cabedelo, exibiu uma mensagem na indumentária perguntando pelo bypass (sistema de transposição de areias, de norte para sul da cidade). O protesto, durante o referido seminário, foi silencioso, mas teve voz: João Ataíde indagou Pimenta Machado sobre o assunto e aquele lembrou que o estudo do bypass “está no orçamento” da APA, mas não disse quando será feito. | 

Texto: DIÁRIO AS BEIRAS
Foto: Sos Cabedelo

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Prometo não criar mais Cristos, pois "sem dar por ela", estaria a sacrificar árvores que seriam precisas para construir mais cruzes...

"...tal como é exigido pela comunidade junto do politico (tradicional), também o activista deve ser firme e coerente no seu discurso e acompanhá-lo até ao fim, sofrendo as consequências caso se mostre necessário!
Seja na política tradicional, seja no movimento activista, o descrédito resulta, precisamente, na contradição do discurso ou na falsa promessa.
Assim como é reprovável que um político eleito não assuma aquilo que defendeu no programa eleitoral, também não se afigura aceitável que um activista anuncie uma greve de fome e depois não a cumpra, ou prometa amarrar-se a uma árvore para evitar o seu abate e depois a deixe morrer sozinha, ou identifique-se como autor dum blog dito independente quando o mesmo serve de caixa-de-ressonância duma estrutura político-partidária.
Nada me move contra os movimentos activistas, bem pelo contrário, sempre me mostrei sensível a causas e, se já no longínquo ano de 1997 não pensei duas vezes em subscrever o abaixo-assinado do movimento que defendia a manutenção do Horto e a permanência do corredor verde da cidade, continuo até hoje solidário com muitos outros, entre eles, o mais recente movimento activista do nosso concelho, contrário à instalação duma estação de tratamento de resíduos a sul do Município, o qual, pela garra e empenho que vem sendo evidenciado pelos seus membros, acredito que não se fiquem por falsas promessas e não hesitarão em despejar uns camiões cheios de “esterco” à porta dos Paços do Concelho, conforme anunciaram publicamente, caso não sejam atendidas as suas reivindicações."
Carlos Tenreiro

Liberdade!.. Fraternidade!.. Na Figueira e em S. Pedro tem dias...



16 de novembro 2018... As obras no quinto no molhe estão no ponto que o vídeo mostra...
No entanto, DIZEM, a 31 de dezembro de 2018 estarão prontas!..

Na Figueira, tal como em S. Pedro, há muito que não se cultiva o diálogo.
Quem manda, só sabe lidar com o silêncio dos outros.
Velhos hábitos são difíceis de cortar.
A liberdade tem dias e a fraternidade é o seguidismo e o porreirissmo. 
A Figueira está longe de ser uma cidade liberal e civilizada, em que as diferentes ideologias coexistem num saudável conflito, franco e aberto, sem preconceitos, sem amputações provocadas por velhos ódios recalcados, escondidos, latentes, perversos. 
Temos, nomeadamente, no poder autárquico, a mediocridade que merecemos.
A superficialidade raramente é reconfortante, excepto para a mediocridade. 
A realidade é bem mais ampla do que aquilo que nos apresentam... 
E a verdade também!..

Finalmente, temos política na Figueira?..

Pela leitura da edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS, verifico que Ricardo Silva, presidente da concelhia do PSD/FIGUEIRA, está a assumir uma posição de liderança "ao defender que a falta de sintonia na vereação pode pôr em causa a estratégia política para 2021".
Quem anda atento, há muito que deu conta que "Carlos Tenreiro e Miguel Babo poderão estar por um fio na vereação do PSD. Se persistirem em navegar numa rota autónoma, correm o risco de terem de abandonar o barco, isto é, a Concelhia poderá retirar-lhes a confiança política."
Para, Ricardo Silva, presidente da concelhia do PSD e também vereador, “quem define a estratégia do partido é a direcção local”. 
Segundo Ricardo Silva, os vereadores participam na preparação das reuniões de câmara. 
A próxima poderá ser decisiva, uma vez que a Concelhia não estará disposta a continuar a assistir à falta de sintonia política no seio da vereação, que se tem evidenciado nas votações e apresentação de propostas do partido da oposição.
“O PSD vai ter de explicar, uma vez mais, aos vereadores [Carlos Tenreiro e Miguel Babo] que é o PSD que define a estratégia política para conseguir alcançar a vitória em 2021”.
Para Ricardo Silva, as coisas são claras como a água cristalina: “Quando alguém se candidata por um partido, sabe que existem regras e estatutos que têm de ser respeitados”
Portanto, mais claro que isto não se pode ser: “quem manda na vereação é a Concelhia” e, portanto, “não há líder da vereação”
Contactados pelo DIÁRIO AS BEIRAS, Miguel Babo e Carlos Tenreiro optaram, por enquanto, por não prestar declarações. 

Ricardo Silva está a assumir-se como um político fora do normal na Figueira.
Ao renegar a proverbial prática política figueirinhas de contornar os problemas sem os tentar resolver, encarando-os de frente, e ao colocar política na política local, acabará inevitavelmente por ter de solucionar esses problemas.
Ricardo Silva, ao tentar trilhar caminho a direito, está a mostrar coragem e audácia pessoal e política, encarando de frente os aborrecimentos partidários, para tentar arrumar a casa, o mais breve possível, para as autárquicas de 2021. 
Ricardo Silva tem dois grandes desafios pessoais e políticos pela frente nos próximos 3 anos: primeiro, arrumar o apartamento do rés-do-chão (PSD/FIGUEIRA), para depois tentar chegar ao cimo do prédio (a câmara da Figueira).
Mas, enfim, como sabemos que estamos na Figueira, onde o povo do PSD também é sereno, veremos, até lá, se isto não será só fumaça... 

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A ministra da Cultura que engula elefantes...

João Ataíde o autarca genial ao Dez & 10: já...

Nove anos depois de ter iniciado funções, na Figueira, ninguém sabe bem - presumo que nem o presidente da câmara - o que João Ataíde pensa sobre o concelho que dirige.
Contudo, não é por isso que João Ataíde deixa de ser um político e autarca genial.
Aliás, a genialidade  de João Ataíde é fácil de explicar: tem um percurso político de 9 anos como presidente da edilidade figueirense apostando tudo na imagem e nada no conteúdo.
Porém, para quem estiver minimamente atento, verifica que João Ataíde, por detrás do cativante e bonacheiro sorriso, que é a sua imagem de marca, deixa passar uma imagem que não diz o essencial sobre ele e só lhe tem trazido vantagens.

João Ataíde, o autarca, foi escrutinado três vezes. Melhorou sempre os resultados eleitorais: da maioria relativa de 2009, passou à maior ia absoluta em 2013 e chegou à maioria absolutíssima em 2017.
João Ataide, como presidente de câmara, tem feito o que lhe apetece, não fazendo nada.
E isto é o sonho de qualquer político.
Ataíde  só tem de sorrir e de aguentar a pressão. Ataíde, o autarca, sabe que pode deitar tudo a perder se abrir muito a boca.
Daí, a genial gestão dos silêncios que tem feito nas decisões mais polémicas.

Depois, Ataíde tem a sorte de ser autarca na Figueira onde ninguém chateia ninguém.
É tudo malta porreira: os mais velhos, os mais novos, os jornalistas, os comentadores, os políticos e, sobretudo, o povo.
A imagem de Ataíde chega. E, por outro lado, o tempo cá pela Figueira é escasso para gastá-lo a falar de política, de economia e de coisas chatas. 


Ataíde é um político genial: cedo percebeu que tinha de apostar muito no embrulho e pouco no conteúdo.
Por isso, a falta de informação e o segredo com que têm sido divulgados os projectos que tem lavado a cabo.
E as coisas - os resultados eleitorais falam por si- têm corrido bem.

Contudo,  uma coisa, é as coisas correrem bem. Outra coisa, é poder mostrar que a gestão autárquica tem sido boa.

Neste momento tenho uma curiosidade: gostava de saber quando é que João Ataíde vai ao Dez & 10.
É que este formato do programa das quartas-feiras do jornalista do DIÁRIO AS BEIRAS Jot´Alves, pode levar a que os convidados cometam o erro de dizer o que pensam.
No caso de João Ataíde penso que isso seria fatal, pois correria o risco de desbaratar o único activo que tem: a imagem.

Os blogues são feitos por pessoas...

... e, tal como os blogues, o  Dez & 10 também vive das pessoas.
Na edição desta semana o convidado "foram dois em um".
O formal e o politicamente correcto António José Pedrosa nas respostas foi o menos interessante. O Dez & 10 ganhou dimensão e esteve ao seu nível, quando  o irreverente e politicamente ambicioso "Tó Jó" admitiu que pensa muito na política, mas ainda tem umas  largas voltas de moto para dar...
Mas, o melhor mesmo é ver o Dez & 10 com muito de António Jorge Pedrosa e algo de "Tó Jó...