terça-feira, 22 de maio de 2018

No dia em António Arnaut foi a enterrar


"Sobre as qualidades pessoais de António Arnaut muitos têm falado, mesmo aqueles que, no fundo, no fundo, não apreciavam o político, gostando ou não do homem, se é que é possível distinguir aquilo que somos daquilo que fazemos ou que fizemos.
António Arnaut está ligado (indissoluvelmente, claro) à criação do Serviço Nacional de Saúde. Se aquele é pai deste, o avô será o 25 de Abril, esse dia aparentado com o Robin dos Bosques, não tanto contra os ricos, mas a favor dos pobres. É verdade que as democracias nem sempre acertam, mas as ditaduras nunca falham. Por isso, antes um Serviço Nacional de Saúde com deficiências a um abandono dos desfavorecidos à sua sorte, ou seja, ao seu azar.
O caminho em direcção à memória que aponto no título serve para que não nos esqueçamos de que houve, na altura, muitos deputados que votaram contra a criação do Serviço Nacional de Saúde. Desde então, esses partidos, a que o PS se foi aliando, têm prosseguido um trabalho de destruição coerente com o voto inicial, como, aliás, continuam a destruir tudo o que possa cheirar a Estado Social (Pedro Mota Soares, então ministro – sem rir, agora – da Solidariedade Social, chegou a criticar as famílias – famílias! –  que recebiam cerca de 950 € de ajudas do Estado).  Essa destruição passa, até, pela substituição de palavras, como demonstrou o Bruno Santos.
Se, neste momento, lamentamos o falecimento do pai do SNS, a verdade é que há muita gente a querer matar o filho, o que é, também, uma traição ao país, ou seja, aos cidadãos."
Via Aventar

Morreu Júlio Pomar

A “Aldeia do Mar”, uma crónica de Isabel Maranha Cardoso, publicada hoje no jornal AS BEIRAS

"O Mar, o maior recurso do País e da cidade! Este definiu parte da vocação económica da nossa cidade. Hoje já grande parte dos autarcas, felizmente, tem uma maior consciência da necessidade da dinamização económica das vilas e cidades e duma estruturação adequada do seu tecido económico. Adequada quero dizer adaptada às condições naturais e populacionais dos seus territórios, pois “ricos” não são apenas os que tem recursos naturais, mas sim os que os sabem explorar.

Digo isto pelas notícias que vieram a público sobre os Estaleiros Navais da Figueira. A sua periclitante e preocupante situação financeira e o problema de centenas de trabalhadores, que devia ter dado azo a uma afirmação mais assertiva do Município ao DB e não de “meias tintas” pela relevância que o sector tem para a Figueira…

Afinal os Autarcas eleitos afirmavam defender a economia do mar! A “Aldeia do Mar”, nome escolhido para expressar esse desígnio, nome pouco feliz até concordo…, mas, referia-se a um conceito alargado, válido, actual e pertinente.

Defendia-se um município “facilitador” da localização económica ligada ao mar, concertador entre os detentores públicos e privados dos espaços da margem sul para viabilizar as intervenções de requalificação, simultaneamente promotor dum ambiente de economia do mar em todas as suas vertentes propício a atrair estruturas científicas e tecnológica, ligadas à I&DT do mar… Era a especialização territorial que não se verificando faz com que os concelhos tendam naturalmente a definhar…" 

Via AS BEIRAS.

Nota de rodapé.
Tal como a Dona Isabel Maranha Cardoso, também não me canso de elogiar esta Aldeia, mas penso que os os figueirenses, a acreditar nas sucessivas maiorias alcançadas nos três últimos actos eleitorais autárquicos, não deixarão de estar de acordo!..
Para mim, tem sido um autêntico bálsamo deambular por aqui. Da margem
norte à margem sul: esta outra margem.

Aqui, as preocupações desaparecem e só há lugar para o encantamento que surge a cada dobrar de esquina desta Aldeia, que dá pelo nome de Figueira da Foz...
Porém, temos de entender o seguinte: a Aldeia é uma coisa. O mar é outra. Daí, ser normal, não termos ainda a certeza do que é (ou foi, ou ainda será...) a Aldeia do Mar.

O mar, porém, sabemos bem o que é...
Olhar o mar, aliás,  é uma atitude que faz parte da essência das gentes do mar!
Para nós, Aldeões,  a essência  continua a estar no mar...
Quase tudo se vê ao olhá-lo. Mesmo que esteja longe ou o tempo enevoado.
É um saber ancestral de experiências feito.
Quem percorrer a beira mar do nosso concelho, da Praia de Quiaios à Leirosa, pode verificá-lo, se estiver com atenção às conversas dos velhos "lobos do mar" que, agora, apenas o olham!..

A comer é que agente se entende...

"Até ao final do mês, a CIM Região de Coimbra tem de apresentar o dossier de candidatura ao Instituto Internacional de Gastronomia, Cultura, Artes e Turismo (IGCAT), que ontem esteve representado na sessão de assinatura do protocolo pela presidente Diane Dodd.
A aceitação da candidatura (ou não) será anunciada entre outubro e novembro, em Bruxelas, durante a Semana Europeia das Cidades e Regiões, depois de realizadas as peritagens exigidas pelo IGCAT às iniciativas que vão ser apresentadas.
“Achamos que temos condições para responder a este desafio. A região, pelas suas condições e caraterísticas, responde a vários níveis”, disse o presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, João Ataíde, na sessão de assinatura, que decorreu na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra.
O autarca da Figueira da Foz reiterou que a região tem “caraterísticas muito próprias para este desafio” devido à sua diversidade, que percorre o litoral ao interior, destacando o peixe, ao cabrito, passando pela chanfana e lampantana e doces conventuais.
“Somos uma região que organiza muitos festivais à volta da gastronomia e saúde, com uma tradição e uma cultura muito arreigada aos costumes das suas terras”, frisou João Ataíde."

Via Notícias de Coimbra

Da série, num país de verdadeiros artistas...

"CASTELO BRANCO
Câmara adjudicou mais de uma dúzia de contratos a empresas da família do seu presidente
Não me apercebi”, foi um “lapso evidente e ostensivo”, diz o autarca para explicar o facto de assinar um contrato com o próprio pai. Ilegalidades podem originar perda de mandato.
O presidente da Câmara de Castelo Branco, Luís Correia, assinou, em nome da autarquia, pelo menos dois contratos com o próprio pai, sócio de uma empresa de estruturas de alumínio. A firma, de que são igualmente sócios o pai e um tio da mulher do autarca, a deputada socialista Hortense Martins, foi contratada por aquele município pelo menos sete vezes, sempre por ajuste directo.

Para lá destas adjudicações, o município - de que Luís Correia foi vereador a tempo inteiro entre 1997 e 2013, ano em que sucedeu na presidência ao também socialista Joaquim Morão - celebrou numerosos contratos com outras empresas às quais o autarca, o pai e as irmãs se encontram directa ou indirectamente ligados.

Acontece que a lei impede os titulares de cargos políticos de intervir, seja de que forma for, em contratos em que os próprios, ou os familiares mais chegados, tenham interesse.  A violação desta norma obriga até o Ministério Público a propor aos tribunais administrativos a perda de mandato dos infractores.

Por outro lado, todas as entidades públicas estão impedidas de contratar empresas cujo capital seja detido em mais de 10% por titulares de cargos políticos ou altos cargos públicos, ou pelos seus cônjuges, ascendentes e descendentes. O incumprimento deste preceito determina a nulidade dos contratos celebrados, conforme o Tribunal de Contas confirmou recentemente."

Via jornal Publico

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Entre os Ventos e as Marés, com Pedro Agostinho Cruz...

Desafiado, na passada quinta-feira, em directo na Foz do Mondego Rádio, o Pedro embarcou na vertigem da viagem sem medo nem espanto. 
Falámos sobre o seu percurso, a fotografia, as referências, o futuro, a sua aldeia, a cidade, etc.
Falámos de nós. Da realidade. Sobretudo, da vida. 
Não teve qualquer problema em arriscar, sabendo que na vida não há um mínimo de segurança.
O Pedro foi igual a si próprio.
Olhou de frente e com liberdade o desafio. 
Rejeitou a moral óbvia. 
Não teve problema em assumir a solidão numa cidade envolta pelo nevoeiro.
Ouçam. Simplesmente, porque vale a pena.



Nota de rodapé.
Esta primeira série  de Entre os Ventos e as Marés terminou com a entrevista a Pedro Agostinho Cruz.
Fica o acesso a mais duas entrevistas, que fazem parte desta fase do programa.
A saber: as conversas com Sónia Pinto (e Aldina Matias) e a Liga dos Amigos do HDFF.

António Arnaut (1936-2018)


O antigo ministro dos Assuntos Sociais, fundador do SNS e cofundador do PS, morreu em Coimbra, aos 82 anos.

"Posto de combustíveis da BP deverá mudar-se para uma rodovia urbana"... Será desta?

FOTO DB/JOT’ALVES
"As bombas de gasolina da BP, instaladas há várias décadas na principal entrada da cidade da Figueira da Foz, deverão ser deslocalizadas, no próximo ano, para junto de uma rodovia urbana. Neste momento, ao que o DIÁRIO AS BEIRAS apurou, decorrem negociações entre a multinacional e o proprietário do terreno. Entretanto, a autarquia renovou a concessão, por mais um ano.

A área onde ainda funciona o posto de combustíveis, junto a uma rotunda com forte carga de tráfego, será adquirida pela câmara, para ser destinado, depois de um arranjo urbanístico, a usufruto público. As negociações entre a BP e a edilidade estão no bom caminho. A autarquia, de resto, já mandou fazer uma avaliação do terreno, que ainda não foi concluída."

A propósito da vida e dos sonhos...

É o sofrimento que determina a vida. 
Isto, a propósito de muito fado.


É o sofrimento que define a vida. 
Isto, a propósito da poesia.
Cito Ary dos Santos.
"É por dentro de um homem que se ouve 
o tom mais alto que tiver a vida 
a glória de cantar que tudo move 
a força de viver enraivecida." 

É o sofrimento que define a vida. 
Isto, a propósito da política. 
O lado sofrido, é o referencial que me tem ajudado a "fazer contas à vida"
Isto a propósito da vida.

Sonhos, são outra coisa.
Citando Halldór Laxness:
"O mais extraordinário acerca dos sonhos do homem é que todos se realizam; sempre assim foi, ainda que as pessoas não o queiram admitir. E uma peculiaridade do comportamento do homem é que ele não fica nada surpreendido quando os seus sonhos se realizam; é como se sempre estivesse à espera de tal coisa. A determinação e o destino são irmãos, e ambos repousam no mesmo coração."

A imagem de Portugal

Via Aventar

PAC expõe na Bernardino Machado

domingo, 20 de maio de 2018

We'll always have Cabedelo!..

foto António Agostinho
Hoje, domingo, cerca das 10 e meia chego ao Cabedelo...
Aquilo a que chamam um parque de estacionamento, frente ao mar, que não passa de um monte de terra, que nem batida está, encontra-se repleto de carros anarquicamente estacionados.
Ao contrário do habitual, hoje levei o automóvel.

Tive de dar meia volta e ir estacionar mais para norte.
Chego a pensar que se tivesse ficado pela praia da Cova, ou pela praia do Hospital, tinha lá bons parques de estacionamento, bem alcatroados e bem delimitados com tinta branca.
Durou, porém, pouco o meu desagrado...
É verdade que teria o estacionamento mais facilitado se tivesse ficado pela Cova ou pelo Hospital...
E muito bem... 

Tem de existir alguma compensação, para quem fica pela Cova ou pelo Hospital...

Bom domingo, figueirenses...


sábado, 19 de maio de 2018

Finalmente, uma boa notícia...

Portanto: o Bas Dost é que não os queria ouvir... "Se a coisa correu mal, a culpa foi do Bas Dost, que não soube dialogar. Ou não quis ouvir. Ninguém lhe mandou ser arruaceiro..."

Segundo o advogado de alguns dos delinquentes que invadiram e vandalizaram a Academia de Alcochete, processo durante o qual tiveram ainda a oportunidade de agredir uns quantos jogadores e elementos da equipa técnica, o grupo de caras tapadas “só queria conversar”. Portanto, daqui para a frente, quando quiserem fazer uma espera e partir uma cabeças, lembrem-se do argumento. Vocês só queriam conversar. Se depois alguém sacar o cinto das calças para fazer mais pontos na cabeça do Dost do que o Benfica na última edição da Champions, é porque a conversa tomou um rumo que não devia. Mas eles só queriam conversar. Daí entrarem na academia sem serem convidados, de cara tapada como qualquer pessoa bem intencionada que aparece em casa do amigo sem avisar. 

Via Aventar

Obrigado Camané


A arte, a música, o amor, o som da beira mar, podem pôr-me em contacto com dimensões do pensamento que transcendem, no imediato, as questões de um quotidiano meramente funcional. 
Por exemplo, ontem à noite, com algumas centenas de espectadores, tive oportunidade de assistir a um memorável espectáculo de Camané no Cae da Figueira da Foz.
Memorável, por razões simples: vivi momentos de autenticidade, honestidade e verdade. 
Para a maioria, isso não será nada. 
Cada um é como é. 
Para mim, que procuro sobreviver, trilhando caminhos de viabilidade evolutiva, é tudo. 
Já falhei. Tornei a erguer-me.
Continuei.
Não me sirvo das pessoas.
Mas, sei os terrenos que piso... E sei que vivemos numa sociedade em que, se não estivermos atentos, o que mais há para aí é quem pretenda servir-se de nós...
Não vivo, contudo, formatado por uma moral definida. Sei que a sociedade é uma teia complexa e contraditória de hábitos obtusos que nos envolvem, que se não estivermos atentos podem condicionar-nos o movimento. 
Eu não vou por aí.
A escalada é difícil e íngreme, pois caminho para o alto da montanha.
O objectivo, é o sentido da liberdade. 

Ontem, foi uma noite de histórias e cantigas de amor.
O espectáculo valeu a pena. Cheguei a sentir-me no ambiente intimista de uma casa de fados. 
Camané, magistralmente acompanhado por José Manuel Neto à guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença na viola e Paulo Paz no contrabaixo, foi Camané no seu melhor. Ponto final.
A primeira metade do concerto foi exclusivamente dedicada a Alfredo  Marceneiro. “Bêbado pintor”, “Quadras soltas”, “Fado bailado”, “A Lucinda camareira”, “Mocita dos Caracóis”, “A casa da Mariquinhas” e mais alguns fados como  “Mais um fado no fado”, “Ele tinha uma amiga” e “Guerra das rosas”, foram temas aplaudidos com entusiasmo por uma plateia que encheu praticamente o Cae da Figueira da Foz na noite de ontem.
A segunda parte do concerto, com Camané a cantar Camané (onde apareceu em todo o seu esplendor a versatilidade da sua voz), de cujo reportório fazem parte  temas como “Abandono”, de David Mourão Ferreira e Alain Oulman, “Presságio” de Fernando Pessoa, “Emboscadas” de Sérgio Godinho ou “Lúbrica” de Cesário Verde,  sensibilizou o público, ao ponto de haver o silêncio que se exige para ouvir cantar o fado.
Foi uma noite que valeu a pena. “Sei de um rio”, “Fado Cravo”, “Saudades que trago comigo”, foram temas que empolgaram o público que retribuiu com diversas salvas de palmas, o espectáculo que Camané veio dar ontem à noite à Figueira da Foz.
Foi uma noite que valeu a pena...

O jeito que o futebol dá para entreter o pagode...

Governo aprova furo de petróleo em Aljezur e dispensa estudo de impacto ambiental.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A câmara da Figueira não brinca em serviço: só perde tempo com portugueses de valor...


Eu gosto...




"Camané é um dos nomes incontornáveis do fado da atualidade. Emoção. Tradição enriquecida com a dose certa de risco. Versatilidade. Tudo isto faz parte da personalidade artística de Camané. E tudo isto se conjuga num trabalho de Homenagem a Alfredo Marceneiro. A elevação da grande referência do fado na voz de Camané, num registo intemporal, numa justa homenagem a uma das suas maiores referências.
Fado Cravo, Fado Bailado, entre tantos outros, fazem parte desta homenagem, trazendo a sonoridade e a essência da raiz, tanto na música como nas próprias letras da época.
Um espetáculo que será, sem dúvida, um marco na história do fado, absolutamente a não perder!"
Até mais logo...

Não há olhares neutros nem leituras objectivas, há aproximações a realidades, complexas e esquivas...

"Em 23 de Fevereiro deste ano, publiquei nesta coluna um texto intitulado “Abaixo a leitura, diz ele”. Nele, tecia considerações a propósito de responsável do Sporting que parecia não ter miolos enriquecidos com o conhecimento. Citei Flaubert, em oposição à ignorância manifestada por quem deveria ser se não um estudioso da literatura, pelo menos, um homem elucidado. A barbárie, o “holiganismo”, a falta de cultura democrítica, de desportivismo, produziram uma horda a fazer-nos recordar as palavras do coronel Kurtz, do livro de Joseph Conrad que esteve na base de “Apocalipse Now”.

Estamos todos a pensar em “O horror, o horror”. O “Coração das trevas” tem ocupado muitas cabeças, dos membros do Daesh aos soldados que atiram balas reais sobre os manifestantes ”armados” com paus e pedras chamados de “terroristas”, à mãe que se faz explodir com duas filhas, na Indonésia, em frente de uma igreja cristã.

Estamos perante sintomas preocupantes de manifestações larvares de fascismo, de autoritarismo, de quem acredita ter toda a verdade. Qual a causa destes procedimentos, quem os semeou, quem os irrigou, quem com eles aproveita? Como sportinguista, sinto-me salpicado de lama; como português, sinto-me na obrigação de os denunciar. A questão não está nem é verde. É de todos, não é só de Alcochete."

A brutalidade, a ignorância e a falta de cultura desportiva, uma crónica de António Augusto Menano, via jornal AS BEIRAS.

18 de Maio, dia dos museus

Neste dia vários museus têm entrada gratuita, sendo possível visitar as suas exposições e obras, assim como participar nas iniciativas preparadas para comemorar o Dia Internacional dos Museus. 
Iniciativas na FIGUEIRA DA FOZ:
10H00: Inauguração das exposições temporárias “Revelações”, do artista plástico sérvio Branislav Mihajlovic, no Museu Municipal Santos Rocha; e “Aves do Baixo Mondego - Luz”, de Pedro Baptista, no Núcleo Museológico do Sal.

Tal como nas touradas, toda a Aldeia tem um "inteligente"...

"A vantagem de ser inteligente é que podemos fingir que somos imbecis, enquanto o contrario é completamente impossível" - Woody Allen

Parar, pensar, reflectir e olhar para o futuro...

Na nossa vida, há períodos para parar e pensar.
Tempos de paragem. Tempos de reflexão. 
Tempo de olhar o passado, repensar conceitos e olhar para futuro.
Inserir e integrar o passado na realidade do presente. 
Tempo de conviver pacificamente com ausências. 
Tempo para prosseguir. 
Tempo de retomar em algo do passado, actualizá-lo e vivê-lo. 
Há uma luz renovada nas águas do Cabedelo, apesar do sol já ter desaparecido no horizonte.
Abandono o Cabedelo, a pé pela praia já escura. 
Chego à Cova e recordo os palheiros que aqui existiram até meados do século passado.
Eram habitados por pescadores oriundos de Ílhavo e constituiram uma das formas mais características de povoamento do litoral português. 
Com o chegada do turismo e dos banhos de mar, a Cova começou a sofrer uma progressiva urbanização. 
As actividades piscatórias foram relegadas para segundo plano, restando, porém, uma companha em actividade.
Na praia da Cova os palheiros foram substituídos por blocos de apartamentos, sem traça e  caracter definidos, o que tornou a Aldeia um espaço ambíguo e sem memória.
Na Cova, sento-me num banco a olhar o amor. 
Continua a ser tempo de paragem e tempo de reflexão.
O momento, este momento,  é o futuro, que me é permitido viver.
A vida é breve, muito breve mesmo!

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Há sempre alternativas!.. Só para uma certa coisa que todos sabemos o que é, é que não existe solução... (2)

"Queremos evitar dois naufrágios, o do ferry e o dos estaleiros", defendeu António Moreira, sindicalista.
"...o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, reúne-se esta semana, em Lisboa, com o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, tendo os estaleiros na agenda."
"Por sua vez, a deputada do PCP Ana Mesquita desloca-se à Figueira da Foz, na próxima segunda-feira, para uma reunião com os trabalhadores dos estaleiros e sindicalistas."
Via AS BEIRAS. Para ler melhor, clicar na imagem.

A vida

Foto Pedro Agostinho Cruz
A vida, a minha vida, tem sido  feita de pés no chão e da pobreza da realidade.
A vida, a minha vida, tem dias em que é preciso partir pedra.
A vida, a minha vida, é olhar para o dia seguinte. 
A vida, a minha vida, é um objectivo que quero maior, vivida numa Aldeia aberta ao futuro, que nunca deveria ter esquecido o passado.
A vida, a minha vida, é também a memória do passado. 
A vida, a minha vida, é também escrever um texto,  partilhar uma reflexão e construir conhecimento coletivamente.
A vida, a minha vida, é  compreender melhor o que pode ser a vida numa Aldeia concreta. 
A vida, a minha vida, é aproximar-me de uma ideia de verdade sobre o que me rodeia.
A vida, a minha vida, é movimento e inquietação...

“O que é um escritor maldito?”

"NÃO É [ESCRITOR] MALDITO QUEM QUER: precisamos não confundir a maldição com a excentricidade, gratuita, inócua, seja ela propositada ou casual. 
A Cidade a esse troça-os, mas acarinha, fazem parte do seu folclore. Não é pela barbicha, o trajo exótico, os costumes curiosos que se chega à maldição. Há entre o MALDITO e o seu meio, motivos mais fortes, vitais, de discordância, a saber: a tal razão, um desfasamento ético logo cívico, estético também (a obra espelho do criador) e isso é que conta. 
O MALDITO pode engravatar-se e vestir do Lourenço & Santos (exemplo, o Pessoa), pode comportar-se socialmente com toda a correcção, nem assim escapa à fama que actos ou obra lhe vão granjeado, vai ficando cercado. Inutilmente procurará UM EXCÊNTRICO E SÓ ISSO lançar-se como MALDITO… a Cidade tolera-o, premeia as suas gracinhas."

Luiz Pacheco, “O que é um escritor maldito?”, in “Literatura Comestível” 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

"É chato ser sequestrado. É uma coisa que me chateia, pá"...


"Chato", mesmo...

Há sempre alternativas!.. Só para uma certa coisa que todos sabemos o que é, é que não existe solução...

Via AS BEIRAS. Para ler melhor clicar na imagem.

Paris Match

A Expofacic 2018, o Sunset 2018, o «Programa Sê-lo Verde 2018» e as câmaras de Cantanhede e da Figuiera em 2018......

A iniciativa «Programa Sê-lo Verde 2018», promovida pelo Fundo Ambiental,  pretende constituir-se como um contributo para que os eventos de massas possam evoluir no seu perfil de sustentabilidade/pegada ecológica, contabilizando poupanças alcançadas (ambientais e económicas) através da concepção e implementação de princípios de uso eficiente de recursos, mas também evoluam na diferenciação do evento, demonstrando a inovação associada à sua pró-atividade em matéria de impacte ambiental e na educação ambiental dos envolvidos.
A Expofacic 2018 vai ser um evento com preocupações ecológicas.
Para tal, candidatou-se ao programa do Ministério do Ambiente «Sê-lo Verde 2018» e viu a proposta aprovada.
Em requerimento, Ricardo Silva, vereador social-democrata na vereação figueirense, perguntou "se o município figueirense, para reduzir a peugada ecológica, apresentou  uma candidatura  do Sunset ao programa".
O Gabinete da presidência, em resposta ao jornal AS BEIRAS, apenas disse que as respostas serão dadas no "local próprio: as reuniões de câmara".
A próxima, aberta ao público, realiza-se no dia 28, pelas 15 horas...

Este, é o Sporting dele...

“O presidente do futuro é o presidente-adepto. Sou eu”.

Bronco do Car(v)alho

Que é feito dos grandes sportinguistas Eduardo Barroso e Daniel Sampaio?..

Senhores doutores: neste momento, o silêncio de V. Exas, é ensurdecedor...

Como?.. António Costa "consensualmente consensual"?..

Isabel Maranha Cardos, ontem, na sua habitual coluna de opinião das terças, no jornal As Beiras.
"Em época pré-eleitoral, com as eleições para o Parlamento Europeu em maio de 2019, as eleições da Madeira e as próprias legislativas também em 2019, o clima será certamente de tensão e as reivindicações e críticas, quer da esquerda quer da direita, tenderão a agitar a governação. Ora o equilíbrio necessário entre os partidos da esquerda e os compromissos com o PSD para a aprovação do orçamento de 2019 será certamente o repto final à sua governação. No final e afinal, Costa terá que ser consensualmente consensual!"


Há muitos anos que leio jornais, vejo televisão,  ouço rádios, frequento vários blogues e o facebook.
Sobre António Costa pensava ter uma ideia...
Pensava que, medianamente, tinha entendido o que tinha lido, ouvido, visto e observado.
Agora deparei com esta entrevista. Pelo que julgo ter percebido, para António Costa, pelos vistos, a opção política, é esta: é mais importante ter muitos funcionários, embora mal pagos, do que menos funcionários, mas mais bem pagos. A função pública não parece ser, para António Costa, uma carreira profissional, mas uma variante do rendimento social de inserção.
António Costa, "consensualmente consensual" Isabel Maranha Cardoso?
Resta-me continuar atento e, talvez, voltar à escola para ver se consigo aprender a ler...

terça-feira, 15 de maio de 2018

"Tristeza sem fim, meu querido Sporting"

Como sportinguista, fico triste com as derrotas.
Porém, para isto, não tenho palavras...

Nazaré: Ondas de oportunidades...

Nazaré, destino atractivo o ano inteiro
"A projecção internacional veio na maré alta, com as ondas gigantes a levarem mundo fora o nome da cidade e do país.
“A Nazaré tem‑se posicionado como um palco privilegiado de eventos nacionais e mundiais, o que lhe tem dado uma grande exposição mediática internacional e provocado alterações ao nível económico. De uma vila quase exclusivamente piscatória, a Nazaré passou a crescer no turismo, nos negócios e investimentos em diversas áreas de actividade, nomeadamente por parte de multinacionais e empresas nacionais de diversos sectores”, referiu Walter Chicharro, presidente da Câmara Municipal da Nazaré, à Event Point.
Para o autarca, “o impacto directo das ondas gigantes na economia da Nazaré surge nos anos 2014 e 2015 com propostas de instalação de projectos de hotelaria e de novos negócios”. O município aproveita as ondas de oportunidades e regista a tendência de subida da procura pelo que a Nazaré tem para oferecer.
Os dados da autarquia indicam que a afluência de visitantes ao Forte de São Miguel Arcanjo, com vista para o ‘canhão’, passou dos 80 mil visitantes em 2015 para os 174 mil em 2017 e que no ascensor a afluência passou dos 630 mil passageiros em 2013 para quase 950 mil em 2017. “É o meio de transporte por cabo mais procurado em Portugal, superando o elevador de Santa Justa, em Lisboa, por exemplo”, acrescenta Walter Chicharro."