terça-feira, 25 de julho de 2017

Desabafar sobre os políticos é um egoísmo saudável, que não me pesa na consciência...

Um dos factos que anima, desmesuradamente, o meu dia a dia é a ingenuidade dessa mole imensa de gentios, como eu, chamada povo figueirense. 
No "nosso" julgamento, todos os executivos são maus e expectamos, esperançados, que o próximo seja melhor. 

Nunca é!..
Pelo menos, passado algum tempo depois da eleição. 
Mas a ilusão, estupidamente persiste, concedendo hipótese ao actual jogo da perfídia, da adulação e do engano, que se está a jogar, neste preciso momento nos bastidores da baixa política figueirense.

Os desejos, em política, como aliás em tudo,  são horizontes de definição estranha. 
Tão estranha, que cada um tem os seus desejos. 
Por exemplo, os senhores Carlos Tenreiro, António Durão e Miguel Mattos Chaves,  foram assomados pelo desiderato de poderem ser o próximo senhor presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz. 
E o actual senhor presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, padece da vontade de arribar a ser o futuro senhor presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz. 

Por ora, o que nos protege destes todos, é apenas o futuro. 
Que, valha-nos, ainda não acontece por antecipação.

Apresentar já?..

Na próxima 5ª. Feira, às 21.00 horas, na Assembleia Figueirense, tem lugar a Apresentação da Candidatura de Carlos Tenreiro às Eleições Autárquicas 2017.
Nessa altura, segundo a anunciado pelo candidato, "serão conhecidos os nomes do Candidato à Presidência da Assembleia Municipal e dos Vereadores, numa equipa que se apresenta como uma verdadeira alternativa, composta por verdadeiros figueirenses decididos e empenhados em mudar o rumo dos acontecimentos da nossa terra, de forma a recolocá-la no patamar onde merece estar."
É nos momentos conturbados e enérgicos, em que a sede de poder e o desejo estão ao rubro, que se vê a lucidez de um líder. 
Perder a cabeça, é uma hipótese revolucionária...
Não esqueçam o essencial: pior que a candidatura do Ataíde (onde também existem problemas com nomes...), é a certeza que ele pode ser eleito.

Separação de Buarcos e S. Julião vai ser hoje votada em Assembleia de Freguesia

Hoje, pelas 21 horas, a Assembleia de Freguesia de Buarcos e São Julião reúne-se no Centro de Artes e Espectáculos, em sessão extraordinária, destinada a votar a proposta de separação de Buarcos e São Julião, freguesias fundidas em 2013, no âmbito da reorganização administrativa, dando origem a uma mega freguesia. 
A proposta partiu de um movimento de cidadãos, que reuniu 1.600 assinaturas. O processo da petição popular iniciou-se em maio do ano passado e incluiu, além da recolha de assinaturas, em papel e através da internet, reuniões com partidos. 
“Todas as organizações partidárias manifestaram o seu apoio incondicional à petição”, informou em nota de imprensa Rodrigues Jorge, primeiro subscritor. 
Entretanto, as concelhias do PS e do MPT vieram manifestar, pela mesma via, apoio público à iniciativa popular que hoje vai a votos.  

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Espelho meu, espelho meu, haverá alguém mais virtuoso e belo do que eu?..

A partir deste momento, toda a gente ficou a saber que o Fórum Cívico da Figueira da Foz está de parabéns!...
Todavia, muito poucos sabem o que é o Forum!..
Passei-me...
Acabei de destruír o espelho do meu quarto. 
Não preciso mais de ídolos...

Que Deus me proteja dos meus amigos. Dos inimigos, cuido eu...

"É frequente e, para muitos, natural, que a análise do estado da nação, do concelho, da vida na polis, se faça a partir de uma visão maniqueísta (Maniqueu, persa, filósofo cristão do séc. III, concebia o mundo dividido entre os opostos Bom, Deus – espírito – e Mau, Diabo – matéria), ou seja:

– tudo o que o governo/vereação diz, ou pensa, ou faz, ou promete é bom porque revela pensamento estratégico, faz sentido e porque se destina a resolver os problemas das pessoas;

– nada do que os que não são governo/vereação denunciam revela conhecimento e capacidade, antes demagogia e falta de vergonha porque quando “lá estiveram”…;

– quem está “na política” só se quer servir e conseguir emprego, já que não tem qualificações, atributos ou mérito para o fazer de forma “honesta”;

– toda a ética, a visão, a honestidade, a capacidade de trabalho e a “transparência” estão “no povo”;

– o papel (económico, ideológico, político, social…) da elite – a minoria que detém o poder face a uma maioria que dele está privado – visa o monopólio da ação para impor a sua vontade, através de métodos normalmente ilegítimos ou imorais;

– os desfavorecidos são-no porque, apesar de bons, não detêm os recursos para alterar o seu estado.

E poderia continuar, eu bom/eles maus, num exercício aparentemente tranquilizador, já que transporta para fora de mim a canseira de pensar e de intervir.

Como avalia o estado da nação e o do concelho? E o que estamos prontos a fazer para o melhorar?!…"

Ai Maniqueu, uma crónica de Teotónio Cavaco...

Este Forum Cívico Fig Foz 2017...

Por motivos que desconheço, Rui Torres membro do Forum Civico Fig Foz 2017, que eu sei bem o que é, mas que me eximo de comentar, trouxe à colação a postagem da imagem acima.
Estas coisitas, por estar ausente a verdade, maçam-me!
Maçam-me quando dizem, como nesta caso, que não é para "crucificar ninguém", mas em  rigor, é.
A Ana Oliveira entrou em Abril para a Assembleia da República. Apanhou a carruagem em andamento. Foi "atirada" para Comissões Parlamentares (Comissão de Assuntos Europeus e Comissão de Trabalho e Segurança Social [Suplente]) onde a sua capacidade de intervenção, por variadíssimas razões é fortemente limitada.
Tem feito o que pode... Até já fez uma intervenção no plenário, conforme o comprova o vídeo abaixo.

Poderia escrever muito mais, mas, uf, já chega! 
Acrescento apenas, que a politicazinha figueirense me deixa agoniado!
Tão afinadinhos que estes membros do Forum Civico  Fig Foz 2017 mostram estar! 
Fazem-me lembrar a política local, em que dois partidos alternam no poder sem que se veja qualquer alternativa política. 
O que eu não daria para que o dito popular "mudam as moscas, mas..." não se aplicasse a este meu conhecido e querido Forum Civico Fig Foz 2017!

A areia do Cabedelo

Esta enorme superfície de areia que a maré baixa pôs a  descoberto, esta manhã no Cabedelo, é uma bela imagem do efémero.
Mas, o que é que não é efémero? 
Tudo que é eterno dura enquanto dura. 
A volatilidade é a regra. 
Para o Cabedelo, temos de pensar no hoje. 
Mais que o hoje, temos de pensar no agora. 
O amanhã, algo longínquo, pode ser doloroso e indefinido. 
Uma das poucas certezas que tenho em relação ao Cabedelo, é que o que permanece é o efémero! 
Mas gostava que não fosse.
O Cabedelo, tal como o conhecemos, pode ser efémero, mas, talvez por isso mesmo, é fantástico!
A única coisa que quero para o Cabedelo é areia - muita areia...

Listas partidárias: momento kitsch!..

Atenção: as listas partidárias, depois de elaboradas, vão ser tornadas públicas em breve.
Pelo que já sei - e já sei muita coisa... -  vamos ter muitas folhas secas.
Nem eu conseguiria fazer pior!
No fundo, as listas resumem o estado da Figueira. 
Como sabemos, a Figueira está bem... Quer dizer, mais ou menos... Enfim, como sabemos, está uma merda!
O trabalho dos cantoneiros, até porque se aproxima o outono, vais ser  intenso e imenso.

Havia, ao que parece, ainda que ténue, a expectativa de uma mudança já!..
Mas que expectativa poderá haver com o que já é conhecido?
Não vou falar em nomes, pelo menos hoje...
Mas, confesso, fiquei completamente desconcertado. 
Mais do que ser mau ou ser bom, a meu ver, há nisto  qualquer coisa de irreal. 
Assim como que um momento kitsch
É que vejo tudo o que se está a passar com esta campanha para as autárquicas 2017, como uma miragem completamente desenquadrada da realidade. Um símbolo de uma realidade que nada tem a ver comigo, nem com a Figueira que quero e em que acredito.

Contudo, não estou pessimsita.
Isto já é tão mau, que pior não fica.
Portanto, já resolvi: não há nada como uns bons momentos de descontracção, onde as preocupações se esquecem e parece que pairamos no ar com um sorriso. 
Aqueles momentos em que sabemos que o amanhã vai ser bom, porque não há nenhum motivo para que seja desagradável. 
E este tempo é propício a criar esses momentos bons e agradáveis...
É pessimo ficar sem ter o que fazer. Bom, bom é ter um monte de tarefas e optar por não fazer nada!

Já decidi: vou continua a fazer o que gosto.
Se cada um fizer aquilo em que é bom, a Figueira vai mudar. Não sei é quando, muito menos !
Modéstia à parte, eu sei que sou bem bom no que  faço.
Está decidio: vou dedicar-me ao ramo...
Entretanto, tenham uma excelente semana.
E não se esqueçam: na África vive-se muito pior!..

domingo, 23 de julho de 2017

Apresentação da candidatura do independente e "entusiasta socialista" Ataide à Câmara Municipal da Figueira da Foz, com a presença de António Costa...

A ANC-Caralhete News está em condições de informar que no próximo dia 8 de Agosto (uma terça-feira), pelas 21h00, realizar-se-à a apresentação pública da candidatura de João Ataíde e da sua equipa à Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Esta apresentação ocorrerá na entrada da Praça Velha - Figueira da Foz (junto da Caixa Geral de Depósitos) e contará com a presença do Secretário Geral do Partido Socialista e Primeiro-Ministro de Portugal, António Costa.

Nota de rodapé.
Esta preciosa informação foi obtida a partir de um mail dimanado da direcção de campanha (não se sabe quem são os ilustres que a constituem, nem o nome de quem a representa,  devem querer manter o anonimato para não criar invejas serôdias...) da candidatura do independente e "entusiasta socialista" Ataide à Câmara Municipal da Figueira da Foz
Ficámos também a saber que o local escolhido para o evento de tal envergadura política é a entrada da praça velha (Praça General Gomes Freire de Andrade), que é bem mais apertada do que a praça nova do patriarca da Liberdade - Fernando Tomaz. 
Por certo, neste local, a família dos "entusiastas socialistas", fica mais aconchegada em companhia dos mandaretes, amanuenses  e outros mangas de alpaca do municipalismo figueirense. 
E quanto aos socialistas? 
Sabemos que alguns militantes foram convocados por mail, outros (poucos) por telefone, e ainda outros vão receber mensagem de fumos (se a protecção civil deixar, a menos que seja director municipal do urbanismo e aí até foguetes podem ser lançados)
É importante, que não estejam muitos socialistas, porque afastam o eleitorado do actual edil da Figueira e antigo  juiz desembargador - Dr. João Albino Rainho Ataide das Neves. 
A reeleição tem que ser garantida a todo o custo, para o objectivo delineado há oito anos ser integralmente cumprido - doze anos de presidência municipal  e a seguir a justa reforma
E, depois, a cereja no topo do bolo -  uma prateleira dourada...Nem que criem uma, por exemplo: Presidente da ANCIM - Associação Nacional dos Candidatos Independentes Municipais (principal objectivo desta associação é lutar para que os presidentes das câmaras voltem a ser nomeados, como no antigamente... as eleições são uma chatice...)

PS -
A ANC-Caralhete News conseguiu apurar que o famoso Gato Preto vai estar fechado no dia do evento, para não ser confundido com uma tasca de ébrios das tias de Coimbra.

Gosto de lugares calmos...


Tenho um fraquinho muito grande e especial pelo Cabedelo.
Os desgostos e as agruras da vida, nomeadamente o mal de inveja, a bruxaria e o mau olhado, levaram este blogueiro até esta praia.
É aqui que, quase todos os dias, se refugia na companhia dos marginais, como ele, que por cá deambulam.


O Cabedelo,
é um lugar calmo,
mas onde se pressente a fúria
e a alegria 
nesta maré de incertezas
e destroços.

O Cabedelo,
é um lugar de encontros e desencontros,
de peixes raros,
alguns coloridos,
de memórias à esquina do ouvido,
e do mar em fundo 
companheiro da voz.

O Cabedelo,
é um lugar de gaivotas,
de Liberdade.
Onde nenhum coração se rasga
na praia tranquila
por outro motivo que não seja de amor...

Não me roubem o Cabedelo.


A minha vida foi isto: havia tanta coisa que queria e no fim ficava sempre sem nada.
Desta vez imaginei que não perdia nada...
Agora que, ao que dizem, vou ficar outra vez sem nada, parece que afinal vou perder  algo!..

É  sempre a mesma coisa...
Por  isso,  nunca mais digo o que desejo e o que quero...
Tenho muita pena de não ter formação musical clássica.
Isso nota-se na música chorada que por aqui é cantada, acompanhada de forma rudimentar à viola... 
Gosto de parar a espaços e deixar os sentidos fazer o que eles sabem. 
Todas as máquinas precisam de resets. 
Todos os corpos precisam de sol. Todas as almas precisam  de silêncio. 
E de pausas.
O pôr do sol no Cabedelo,  em harmonia com a natureza, é o meu oxigénio para a alma.
Serve para entender o aqui e o agora, que, neste caso, é mais palpávell e visível do que nos dizem ser o que vem a seguir.

Por ti, Figueira - Autárquicas 2017

António Durão, sabe-se que esteve de férias...
Voltou?..

Hoje, estou a esforçar-me para ser (ou parecer) positivo...

Figueira, depois de outubro de 2017...

E conhecereis a pós-verdade.
E a pós-verdade vos mostrará o que é a falsidade.

Há quem lhe chame arte. 
Há quem diga que é uma qualidade. 
A dissimulação é uma característica necessária à sobrevivência de alguns animais, mas quando transportada para o homem, como animal político, toma conotações não muito recomendáveis...
Mas, pensando melhor, no jogo político não se pode confessar tudo, pois não?..

Bom domingo

sábado, 22 de julho de 2017

Alto quadro da câmara municipal da Figueira da Foz, sente-se vítima de "bruxaria" e "mau olhado"!..


Considerado um amuleto poderoso na Grécia antiga, a ferradura é comumente encontrada atrás de portas de residências e comércios. 
Fica a sugestão para o alto quadro da câmara municipal da nossa cidade que se considera vítima de "mau olhado" e "bruxaria": que tal colocar uma ferradura atrás da porta do gabinete?
A sorte está nas suas mãos! Antigamente, quando alguém achava uma ferradura era sorte, porque podia dirigir-se ao ferreiro da aldeia e trocá-la por dinheiro. Com o passar dos séculos o significado prático passou a simbólico e a ferradura tornou-se um poderoso talismã, frequentemente inscrito com símbolos mágicos e usado para atrair sorte e prosperidade.

Estamos em Julho. 
É por esta altura que se notam as diferenças para os dias frios de inverno! 
Natural, portanto, que algumas mentes andem febris...
Há quem diga que gato preto é mau olhado! 
A beleza, para mim, que até nem sou grande  apreciador de gatos, incluido os pretos, é indiferente à superstição, pois vale por si e não precisa de justificações.

Não sei se pelos paços do concelho andam gatos pretos...
Sei, isso sim  - estamos a falar de alto quadro municipal - que há quem se julgue  perseguido  pelo "mau olhado"  e pela "bruxaria"!..
Para quem não é supersticioso - e eu não o sou mesmo - pensando melhor, a minha superstição, porventura, é não ser supersticioso!
Acham que sou complicado? Pois olhem que me entendo muito bem e de uma forma geral gosto de mim assim.

Desde que há memória que a superstição está unida ao homem. 
Não tendo explicação para qualquer fenómeno, remete a solução para um ser transcendente que tudo criou, contentando-se com essa simples remissão, em vez de explorar as hipóteses que se lhe colocam. 
É fácil e não exige muito... Por mim, não coloco ferraduras atrás das portas!
E, muito menos, era capaz de chamar a Polícia para realizar uma busca ao meu gabinete de alto quadro da Câmara Municipal da Figueira da Foz, para descobrir impressões digitais que levassem à descoberta de quem andava a fazer-me "bruxarias" e a lançar-me "mau olhado"!..

É inacreditável no que certa gente consegue acreditar.... 
Estou completamente rendido e seduzido!
Querem-nos com bom senso, equilibrados, bonzinhos, porque senão processam-nos! 
Só nos falta ordenarem-nos para sermos bons alunos seguidistas das ordens municipais! Pela minha parte cooperarei no NÃO. 
Não lhes darei a alegria da complacência... 
Perante anedotas como esta, podem contar com o meu odiozinho de estimação, que é uma coisa completamente inócua, mas divertida!..

"ASSEITA-CE INTULHO" NA FIGUEIRA?!..

Conhecem Miguel Mattos Chaves, Candidato à Câmara Municipal da Figueira da Foz, pelo CDS-PP?.. 
O quê, não me digam? 
Não conhecem! 
Mas,  em que raio de mundo é que vivem vocês!..

Está na hora!
A Figueira tem mesmo galo com os candidatos políticos à sua gestão!..
A Figueira mais parece um um circo político, onde até um anão político pensa que pode crescer!..
Opotuna e esclarecedora, sobre o tempo que passa, não só na Figueira, é “Vai viver para outro país”, uma crónica de João Vaz.
Começa a ser cada vez mais fácil, na Figueira, saber em quem não votar nas próximas autárquicas de outubro.

"O candidato do CDS-PP à Câmara Municipal da Figueira da Foz enviou esta semana um email em que defende que os “brancos, amarelos ou pretos” que não cumpram com as leis devem ir “viver para outro país”. Entre outras coisas o candidato faz acusações genéricas e vagas, sem dados, à comunidade cigana e aos estrangeiros. Escusa-se a abordar o problema, que existe e é real, a integração de certos grupos de pessoas continua a ser difícil. Há alguns que são excluídos e outros que se autoexcluem e não querem ser integrados. Prefere o tom populista, demagógico e arruaceiro, se se portam mal, devem ser expulsos. Insinuar a expulsão de portugueses para um outro país é uma falta de senso enorme e indigno de um candidato político a uma Câmara Municipal. Porque nos ofende a todos. O candidato em si mostra ainda um enorme desprezo pelos líderes do seu partido, “os desorientados” e uma postura à Trump, antissistema. É isso que está a dar, opiniões genéricas acusatórias e desviando a atenção dos reais problemas. Aliás o candidato do CDS PP tem mostrado uma total ausência de ideias sobre a Figueira da Foz. Os emails enviados versam sempre temas nacionais, desde os incêndios até Tancos. E mostram um pensamento tablóide, superficial e sem ponta por onde se lhe pegue. Nas próximas eleições já sei em que não vou votar."

GAIOVOTAS EM TERRA...



Onde já vai esse tempo?
Há cada vez mais gaivotas nos telhados, praças, ruas e jardins de cidades costeiras como a Figueira.
O fenómeno das gaivotas viverem cada vez mais terra, é cada vez mais visível.
A gaiovota, é imponentemente elegante e tem um voar ímpar. Merece a nossa admiração... Mas. evitem ficar debaixo dela... Quem avisa, amigo é!

No mundo das cantigas identificamos, antes de tudo, as cantoras e os cantores. Independentemente dos conceitos de cada um de nós sobre o que é cantar mal ou bem, tendo uma "bela" voz ou nem por isso, são os intérpretes o veículo das melodias e das palavras que nos empolgam para enfrentar a vida, que nos enternecem, ou que, muito simplesmente nos divertem. As cantigas ficam para sempre ligadas aos seus intérpretes. De tal modo que, quase sempre, ouvimos dizer que esta ou aquela canção é de fulana ou de beltrano, que a cantam, independentemente do facto de uma enorme parte dos intérpretes de canções nunca ter composto ou escrito canção alguma.

Os autores que me desculpem, sempre associei "Somos Livres" a Ermelinda Duarte e "Gaiovotas em Terra" a António dos Santos.
Cada qual à sua maneira, a meu ver, são duas canções de intervenção (com são todas...) e, ao mesmo tempo,  canções de amor. 
As canções de amor intervêm na realidade que as rodeia.
Depende do seu conteúdo a forma como o fazem.
Ouçam António dos Santos, o filósofo, como lhe chama o especialista em música Edgar Olveira, um amigo serrano que arranjei no Cabedelo.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

André Ventura

O candidato dos batráquios

Mudar Já, vai apresentar candidatura



Na próxima 5ª Feira, às 21.00 horas, na Assembleia Figueirense, tem lugar a Apresentação da Candidatura às Eleições Autárquicas 2017.
Nessa altura, serão conhecidos os nomes do Candidato à Presidência da Assembleia Municipal e dos Vereadores, numa equipa que se apresenta como uma verdadeira alternativa, composta por verdadeiros figueirenses decididos e empenhados em mudar o rumo dos acontecimentos da nossa terra, de forma a recolocá-la no patamar onde merece estar.
Estão todos convidados!
Um Grande Abraço
Carlos Tenreiro

Luna Pena, uma novidade extraordinária!


Cheguei a esta intérprete emocionante, via o meu amigo Alexandre Campos.
Foi uma novidade total para mim. 
Depois de uma noite de descoberta musical (gosto de noites  musicais, mesmo que não haja música... É quando dá para sentir melhor a música e é a parte do dia que melhor se liga à música, pois a pouca luz eleva-nos e permite que pairemos. É o sonho antes do sonho!..) recomendo que ouçam esta voz e estes acordes. 
Confesso que estou deslumbrado. 
Lula Pena, que descobri ontem, passou a ser mais uma dessas flores extraordinárias que alegram a minha vida e a tornam melhor! 
Vejam-na e ouçam-na a cantar.

Mudar para usufruto público, ou mudar de taberneiro?..

Projecto não cumpre o programa da ARU do Cabedelo. 
A proposta apresentada parece ser pior do que a encomenda.

O programa da ARU do Cabedelo - ver imagem - previa a deslocação do Parque de Campismo (área T2 conforme planta) destinando "a actual área ocupada a espaço público (L), admitindo estruturas leves de apoio à praia e ao usufruto da frente de Rio, compatibilizada com alguma renaturalização do cordão dunar, especialmente no local de articulação com a duna existente".

O desenvolvimento em projecto não prevê qualquer alternativa de localização ao Parque de Campismo, parece promover mais construção associada ao edifício existente (deslocação do programa previsto nas àreas T1 e T3 - Unidade Hoteleira) e menos recuperação paisagística na área a desafectar (L).

Via SOS CABEDELO

Autárquicas 2017

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Tempo de não fazer nada?..

Tempos mortos na Figueira? 
Ausência do que fazer? 

Nem pensar nisso. 
Temos sempre solicitações para ver isto ou aquilo...
"A moda vai desfilar, amanhã e no sábado, a partir das 21H30, no passeio marítimo, junto à marina de recreio da Figueira da Foz."

Cá por  mim, também aprecio nada fazer! 
Fazer nada é aborrecido? 
Só o pode dizer quem nunca o soube gozar verdadeiramente.

Só apetece dizer: olhem o mar - que lindo! E a vida a passar-nos ao lado...

Foto António Agostinho

Estamos "feitos ao bife": ainda não é desta que isto tem amanho...



Quem, hoje em dia, na Figueira, tem a certeza absoluta de uma decisão? 
Vivemos  um momento em que não há não há certezas de nada.
Na Figueira, o que hoje é dado como líquido, amanhã não passa de uma esperança desfeita. 
Quem sabe que rumo tomar? Que projectos seguros se podem fazer?
Sinto-me assim como que isolado, numa cidade onde a competição e a troca de ideias deveria estar ao rubro!..
Mas, no fundo, não se passa nada...
É tudo déjà vu... 
Bom dia.

Abre amanhã...

A edição deste ano da Feira do Livro, na Figueira da Foz, vai decorrer de 21 de julho a 03 de setembro no Meeting Point, na Praceta Ledesma Criado.
Com entrada livre, o certame estará “repleto de livros para todos os gostos”, desde novidades a best-sellers, de livros infantis e juvenis a livros técnicos ou obras temáticas, e, ainda, “livros a preços reduzidos”.
Durante a feira haverá “sessões de leitura de textos infantis, hora do conto, encontros e sessões de autógrafos com diversos escritores, workshops de cozinha e apresentações de livros no Mercado Municipal Engº Silva, entre outras iniciativas".

Via CMFF

O espinho não magoa a flor...



Todos  o sabemos, incluindo ele próprio: o maior desiderato dum escritor,  é conseguir escrever uma obra-prima. 
Uma vez escrita e publicada, a vida do escritor está cumprida. 
E é só por isso, que jamais chegarei a publicar uma.
Muito menos de poesia!..
Ser Poeta, é ter a capacidade de nos fazer pensar. 
Com o tema mais banal, com o facto mais comum, com a ideia mais vulgar, o Poeta  consegue que sonhemos. 
Que nos interroguemos.
Que consigamos não perder a capacidade de nos mantermos vivos.
Mas, como dizia o Poeta... Passo a citar Luís de Camões:
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 
Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades." 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Recordando Aristides de Sousa Mendes

Passam hoje 132 anos, nascia em Cabanas do Viriato, distrito de Viseu, Aristides de Sousa Mendes.
Todos sabemos a sua história de vida, o seu exemplo de humanismo e o importante papel que desempenhou durante a II Guerra Mundial, no auxílio a milhares de refugiados.  
Desobedeceu ao Estado, foi proscrito, mas salvou da morte muitos milhares de refugiados.
Um exemplo raro de  defesa dos direitos humanos.
Largas dezenas de anos decorridos, não aprendemos nada com portugueses dignos, como Aristides de Sousa Mendes, que nos deviam servir de guia e exemplo.
Pelo contrário. A realidade mostra que a alma de certos portugueses facilmente se deixa inebriar pelo discurso xenófobo, populista e racista.
Todos sabemos, "que há centenas de portugueses que sentem prazer a atear fogos florestais, como sucedeu na Madeira, onde morreram pessoas."
Todos sabemos, "que há polícias graduados de boas famílias,  que parecem ser cidadãos exemplares, que agridem brutalmente um pacato cidadão à frente do filho e depois falsificam os autos, para que o cidadão agredido ainda tenha de responder por crimes que não cometeu."
Todos sabemos, "que há portugueses branquinhos como a cal da parede, que são donos de restaurantes e não se importam de servir refeições feitas com produtos sem condições."
Todos sabemos, "que há muitas dezenas de milhares de portugueses que todos os dias roubam, recebem o IVA que os seus clientes lhe entregam ao seu cuidado e, em vez de o entregarem ao Estado, ficam com ele, o dinheiro que deveria ser investido em cuidados de saúde ou com outros fins onde os recursos são escassos, serve para comprar mais um carro ou para as férias."
Todos sabemos, "que há esquadras inteiras que fazem orgias de torturas e agressões, no fim a graduada lava o chão bem lavadinho, chama a ambulância e tudo cai no esquecimento."
Todos sabemos, "que há centenas de milhares de portugueses que não descontaram nada para a Segurança Social e recebem uma pensão de sobrevivência de montante equivalente ou superior ao famoso rendimento mínimo."
Todos sabemos, "que há portugueses que para ganharem mais uns tostões plantam eucaliptos até à beira do alcatrão das estradas, não se importando com as mortes que daí possam resultar."
Todos sabemos, "que há também os que matam o vizinho por causa de um poço ou de uma oliveira".
Todos sabemos, "que há portugueses que, em pleno Verão, fazem queimadas de forma irresponsável."
Todos sabemos, "que andam por aí muitos portugueses perigosos, gente que não se importa com a lei ou com a vida do seu concidadão".
Nem vale a pena falar dos comentadores desportivos, "que enchem os bolsos atiçando o ódio entre adeptos, gente contra a qual o André Ventura poderia fazer um dos seus discursos xenófobos, pois são todos bem branquinhos e portugueses de gema."
Todos sabemos que há portugueses perigosos...

Para os que dizem que não acredito, eu acredito, só que ninguém jamais saberá em quê, incluindo eu...



Acredito na utopia, por exemplo, que nos pode trazer coisas boas, como por exemplo a descoberta. 
Mas, o que é a utopia?..

Acredito na felicidade, por exemplo, que pode ser apenas uma utopia...

Mas, o que é a felicidade?..

A felicidade da utopia, porque inacessível, pode leva-nos muitas vezes à desistência. 

Quantas vezes já não abandonámos projectos, para  nos conformarmos com a realidade estupidamente verdadeira...
  
Por aqui o sonho continua... Evidentemente, com um pé bem assente na terra! 
Pequenas "lanças em África",  são sempre pequenas vitórias, melhores que a estagnação que nos rodeia e que nos desespera.

Não vão por aí...

Podem ameaçar com núvens negras ou a vinda de dilúvios,
que não há problema, pois sabemos nadar.
Podem ameaçar com processos de intenções ou apertos,
que não problema, pois não nos vão conseguir prender.
Podem tentar comprar o silêncio ou ameaçar com a mordaça,
que não há problema, pois não nos vão conseguir calar.
Podem ameaçar com a força bruta,
que não há problema: pelo medo não nos silenciam, nem nos hão-de conseguir vencer.
Como escreveu Pablo Neruda, esse sim Poeta:
Morre lentamente quem evita uma paixão.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.

Noções básicas de propaganda para perpetuar a exploração da água na Figueira

Imagem sacada daqui
Criticar a Câmara pode-se.
As pessoas associam a Câmara ao Estado.
Em última instância, ao Governo do partido que administra o Estado. 
O mesmo Estado que tem vindo a ser desmantelado em beneficio de interesses privados, para depois,  e a pretexto do estado  a que isto chegou, se continuar com o processo de desmantelamento do Estado.

Criticar e, principalmente, nomear a empresa que gere a água na Figueira, não se pode.
A Câmara não deve, nem pode, fazer reparos a uma empresa privada, ainda que a mesma seja generosamente paga com o dinheiro dos contribuintes, ou mesmo que essa empresa seja uma das beneficiárias do estado a que isto chegou na Figueira.

Conclusão e moral da "estória" (se é que há moral nesta "estória").
Os figueirenses pagam a água ao preço do champanhe... 
Senhores candidatos a edis na Figueira: onde está a vontade e a coragem política para defender os cidadãos figueirenses, contra outros interesses?..

Há noites que, simplesmente, pedem música...

terça-feira, 18 de julho de 2017

Saíu-me um duque...

Um homem isolado é um alvo fácil. 
No meio da multidão passa entre o intervalo dos pingos. 
O peixe no cardume tem mais facilidade de iludir o predador. 
No fundo, é a força imensa do fraco perante o forte: a sua união!
Nunca contamos que nos saia o duque. Essa é sempre uma carta reservada aos outros. Porém, entre as 52 cartas do baralho, há quatro duques que têm que sair a alguém. 
As desgraças, tal como os elogios, acontecem sempre aos outros, até ao dia em que nos acontecem a nós!
"Gosto mesmo do Antonio Agostinho é verdadeiramente um homem empenhado na comunidade onde vive desde sempre. As suas ideias são simples mas excelentes. A sua maior arma é a sua Intuição e como ele proprio diz " raramente falha". Neste momento é a consciência desta civilidade larvar, em que o servilismo, o clientelismo e o individualismo imperam! Ah e diz Verdades sem temer, sem temor! 
Leiam-no, mas devagar, com calma, como se degustassem uma refeição de superior qualidade. Cada ingrediente deve ser vigorosamente sentido. Porque se não o fizerem "enchem a barriga" e voltam "a ter fome" e não perceberam patavina! 
Sarabá poeta amigo!"