quarta-feira, 19 de abril de 2017

Em defesa do Horto Municipal

A ignorância é uma qualidade de muitos!..
O presente político na Figueira, protagonizado por esta maioria absoluta presidida por João Albino Ataíde, vai ter um fim inesquecível.
A vantagem das profissões de fé, é esta: pode ignorar-se o óbvio, pelo menos, enquanto o peso da evidência não nos esmaga a ignorância
Foi com estes pensamentos que, hoje à tarde, abandonei os paços do concelho da Figueira da Foz, depois de ter presenciado uma acesa, mas civilizada, discussão política, entre um cidadão informado chamado Luís Pena, que anda há décadas a exercer o seu legítimo direito de cidadania em defesa da nossa cidade e do nosso concelho, e o executivo de maioria socialista, presidido por um cidadão chamado João Ataíde que, em 2009, caiu de pára-quedas na Figueira
Amanhã, haverá certamente mais pormenores do debate desta tarde. 
Para já, por um lado,  quero relevar a intervenção da vereadora da oposição Teresa Machado, de que destaco esta frase: «se se vender o Horto, vai-se cometer um erro tremendo, como aconteceu com o edifício "O Trabalho"».
Recorde-se que o único vereador que, na altura, votou contra a implantação daquele edifício que constitui um "pesadelo" para esta câmara e para os figueirenses, foi o eng. Abel Machado.
Por outro lado, dado o interesse da intervenção de Luís Pena na reunião de Câmara realizada na tarde de 17 de Abril de 2017, para memória futura, aqui fica na íntegra.

Passo a citar.
Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal e demais vereadores presentes nesta casa da Democracia:

Em jeito de introito, gostaria de esclarecer que a minha intervenção nesta reunião de câmara, aberta ao público, radica em duas ordens de razões:
- A primeira, no facto de estar a decorrer o período legal de discussão pública do PDM e de ter apresentado dois requerimentos no passado dia 30 de Março, relativamente aos assuntos do espaço correspondente ao Horto Municipal e da zona correspondente ao terreno municipal com a área de 18.144m2, situado a Norte/Nascente do Parque de Campismo. Relativamente a estes requerimentos, até à data, não me chegou qualquer resposta.  
- A segunda razão, por ter figurado como primeiro subscritor de duas petições dirigidas a esta Câmara: a primeira em 21 de Março de 1997 e a segunda, em 5 de Junho de 2007, subscrita por 3500 cidadãos.
A primeira petição foi motivada pelo anúncio público do presidente da Câmara de então, Aguiar de Carvalho, entender que o Parque de Campismo “tinha esgotado o seu período de vida útil”…
À época, esta opinião foi rejeitada pela larga maioria dos figueirenses.
Apesar disso, o executivo camarário de então, insensível à cidadania demonstrada por milhares de cidadãos, decidiu, em 5 de Junho de 1997 vender o Horto Municipal. Sucede que, por força da opinião pública, a Assembleia Municipal, em 30 de Junho desse mesmo ano, chumbou a decisão de venda do Horto.
Na altura, o PS na Assembleia Municipal, foi muito claro e assertivo tendo sido afirmado pelo então líder de bancada António Alves o seguinte:
“O PS entendia que o Horto Municipal devia ser mantido como mancha verde a preservar e a incluir em futura revisão do PDM”.
No ano seguinte, em 1998, iniciou-se um processo de auscultação dos munícipes para a revisão do Plano Director Municipal. Participei na reunião relativa à freguesia de S.Julião, realizada em 25 de Setembro de 1998, no auditório do Museu Municipal. Requeri, nessa reunião, que a classificação da zona correspondente ao actual Parque de Campismo e Horto Municipal fosse alterada, pois tal espaço estava classificado no primitivo PDM como zona de expansão urbanística. Pedi, na qualidade de 1º subscritor de uma petição (que um ano antes tinha reunido cerca de 4.300 assinaturas), que tal espaço fosse classificado como zona verde, livre da ânsia construtiva…Sei que os responsáveis da edilidade, à data, tomaram nota desta pretensão de carácter colectivo. 
Aquando da discussão da proposta de Revisão do PU, ocorrida nos anos de 2007 e 2008, o PS, então na oposição, por diversas ocasiões, defendeu a necessidade de preservação do conjunto formado pelo Horto Municipal, Parque de Campismo e terreno anexo ao mesmo, sito a Norte e Nascente. Em relação a este terreno, com o número de Inventário 30.109, há decisão camarária de 19/11/2007 que aprovou a sua inclusão na área e perímetro do Parque de Campismo. Na proposta de PDM, este terreno aparece classificado como “Espaços Habitacionais de Tipo 1”, sendo pois possível a sua alienação para construção urbana, a exemplo do que já foi anunciado publicamente, por duas vezes, em relação ao terreno do Horto Municipal. 
Ocorre perguntar se a bondade da decisão camarária de 19 de Novembro de 2007 não ficará prejudicada face à actual classificação no PDM para o espaço em causa?
Não existirá uma contradição insanável entre o espírito dessa decisão que pretendeu – de uma vez por todas – a protecção daquele espaço e evitar mais construção urbana naquela área da cidade, que constitui o prolongamento do corredor verde, que se inicia no Jardim Municipal, atravessa as Abadias e se prolonga em direcção ao Parque de Campismo e à Serra da Boa Viagem? 
Decorridos 20 anos, desgosta-me o facto de ver, no decurso do prazo de uma discussão pública, declarações nos jornais a anunciar a “promessa de venda” do terreno do Horto Municipal com o único fim imediatista de ampliação de um centro comercial…
Ocorre perguntar porque é que essa ampliação não é feita com a construção de mais um piso em altura quando o actual Plano parece consentir?
Será necessário hipotecar mais um espaço público, de grande beleza e harmonia e comprometer o enquadramento paisagístico do Parque de Campismo, já de si, bastante asfixiado pela pressão urbanística que o rodeia?
Não estarão a tomar uma decisão demasiado apressada, pouco amadurecida e contraditória às posições públicas do partido pelo qual foram eleitos, tomadas num passado recente?
Não estarão a ignorar a vontade e sensibilidade de 3500 cidadãos, que em 5 de Junho de 2007, pediram, em sede de revisão do PU e do PDM, que o Horto e o Parque de Campismo fossem preservados de mais construção? Não será preferível anexar ao Parque este terreno, em forma de enclave?
Têm presente os princípios da Carta de Aalborg subscrita pelo Município em Agosto de 1996 e os princípios do Plano Estratégico de Desenvolvimento da Figueira da Foz? E a adesão à Agenda 21 Local serve para quê?
O interesse colectivo da "sustentabilidade ambiental", considerando que se trata de um terreno municipal, terá de estar acima da lógica comercial e imediatista de uma qualquer empresa!
Vender o Horto é sinónimo de "dar uma facada" no Parque de Campismo" e condená-lo, a médio prazo, como já foi tentado num passado recente.
O Horto Municipal poderá, no futuro, ter outra afectação, nomeadamente com a ampliação natural do Parque de Campismo, que o contorna pelo Poente e Nascente, mas jamais servir de terreno para “plantio” de umas quantas lojas comerciais…
A manutenção de um certo capital natural para as gerações vindouras exige a preservação do conjunto paisagístico e arbóreo formado pelo Parque de Campismo, terreno municipal situado a Norte e Nascente bem como pelo Horto.
Não será pedir muito, senhor Presidente, em nome do desenvolvimento sustentável da cidade que se constrói, não apenas com decisões tomadas pelos eleitos que, temporariamente, ocupam os cargos autárquicos mas, sobretudo, pela participação dos cidadãos que são a essência da civitas.
Creia, senhor Presidente, que estas preocupações são perfilhadas por muitos munícipes e cidadãos que amam esta cidade que tem o nome de uma árvore: Figueira.
Repensar uma decisão e corrigir erros na proposta de PDM não será sinónimo de fraqueza, antes sinal de elevação democrática e de respeito pela cidade.
Sem qualquer menosprezo para vários milhares de figueirenses que, por duas vezes, assinaram uma petição, a título meramente simbólico, citarei o nome de alguns deles que partilham o entendimento supra exposto: 
Maria Teresa Coimbra, Isabel Maranha Cardoso, Vítor Coelho, Delmar Damas, Diogo Serôdio, Paulo Gonçalves, Pedro Jorge, Rui Curado, Carlos Moço, António Cândido Alves, Pereira da Costa, Luís Ribeiro, João Vaz, Eurico Gonçalves, Rui Brites, Manuel Coelho, Vítor Pereira, Rui Duque, António Agostinho, Daniel Santos, Rui Torres, Silvina Queirós, António Jorge Pedrosa, Gonçalo Cadilhe. 
Apesar de não residirem na Figueira, também a Arquitecta Helena Roseta e Gonçalo Ribeiro Teles defendem idêntica posição. 
Não obstante o disposto no nº 7 do art. 12º do Regimento da Câmara em vigor, solicito que esta intervenção seja anexa à acta da reunião de Câmara, em sede do período de intervenção do público.

Luís Ramos Pena

Essa é que foi essa, como diria (se ainda pudesse...) o Eça...

Cortaram a água a… Eça de Queirós.
"... V. Ex.ª, pela sua parte, obrigou-se para comigo a fornecer-me a água do meu consumo. V. Ex.ª fornecia, eu pagava. Faltamos evidentemente à fé deste contrato: eu, se não pagar; V. Ex.ª, se não fornecer.
Se eu não pagar, V. Ex.ª faz isto: corta-me a canalização. Quando V. Ex.ª não fornecer, o que hei-de eu fazer com o Senhor?
É evidente que, para que o nosso contrato não seja verdadeiramente leonino, eu preciso, no caso análogo àquele em que V. Ex.ª me cortaria a minha canalização, de cortar alguma coisa a V. Ex.ª. Oh! e hei-de cortar-lha!…
Eu não peço indemnização pela perda que estou sofrendo, eu não peço contas, eu não peço explicações, eu chego a nem sequer pedir água. Não quero pôr a Companhia em dificuldades, não quero causar-lhe desgostos, nem prejuízos. Quero apenas esta pequena desafronta, bem simples e razoável, perante o direito e a justiça distributiva; quero cortar uma coisa a V. Ex.ª!
Rogo-lhe, Exm.º Senhor, a especial fineza de me dizer, imediatamente, peremptoriamente, sem evasivas, nem tergiversações, qual é a coisa que, no mais santo uso do meu pleno direito, eu possa cortar a V. Ex.ª.
Tenho a honra de ser
De V. Ex.ª,
Com muita consideração e com umas tesouras,
Eça de Queirós"  - (Via Mário Frota)

Nota de rodapé.
 “O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos e os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido, nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. O povo está na miséria. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. O tédio invadiu as almas. A ruína económica cresce. O comércio definha. A indústria enfraquece. O salário diminui. O Estado tem que ser considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo”.
Portugal continua como em 1800 e tal...

O desfigurar de um Monumento

O dia 18 de Abril foi o dia escolhido pela UNESCO para sensibilizar os cidadãos para a protecção e valorização do Património Histórico, tendo sido instituído o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
Ontem (18 de Abril de 2017), na Figueira da Foz, nenhuma voz se fez ouvir para condenar o atentado perpetrado contra o Monumento aos Mortos da Grande Guerra. Nenhuma voz se levantou para exigir a (re)colocação da ESTRELA prateada que o encimava e que, por motivo desconhecido, está desaparecida HÁ MAIS DE 3 ANOS!!!
Foi a vontade de homenagear os mortos das duas unidades militares aquarteladas na cidade - o Regimento de Artilharia nº 2 e o Regimento de Infantaria nº 28 -, uma iniciativa cívica que a Câmara Municipal de então, deu corpo. E não sem polémica!
Considerado o Monumento como uma obra sem qualidade artística que, "na sua pelintrice e na inexpressão" era um "insulto aos pobres soldados, um insulto à arte e ao bom gosto, e ainda um insulto ao mérito do grande artista e mestre catedrático a quem se atribui a autoria do monumento [António Augusto Gonçalves], que deve (sic)ser antes de algum seu discípulo incipiente, para ficar mais baratinho à Câmara(...), como se escreveu no jornal "O Figueirense", na página 2 da sua edição de 15 de Junho de 1946. [conforme citação do Prof. Doutor Rui Cascão, na sua "Monografia da Freguesia de São Julião da Figueira da Foz, pp. 633 e 634]."
Fosse como fosse, e tendo demorado 7 anos a ser concluído, o Monumento aos Mortos da Grande Guerra é (era) um obelisco encimado por uma ESTRELA prateada. Liberdade artística? NÃO!
A Estrela prateada é (era) a razão de ser do monumento!!!
PORQUÊ? Porque apenas os combatentes e as unidades que estiveram na frente de batalha e suportaram o fogo inimigo, e se distinguiram pela sua acção militar têm (tinham) o direito ao uso/exibição desse sinal distintivo. De igual modo, sucedia com a atribuição da Medalha da Vitória, que todos os combatentes da Grande Guerra (em princípio) tiveram direito. Apenas a alguns, e não a todos, foi atribuído o uso da Estrela na passadeira da medalha.
A ESTRELA prateada no Monumento aos Mortos da Grande Guerra da Figueira da Foz não é um pormenor que se possa "esquecer". É o elemento essencial, que lhe dá significado.
É URGENTE repor a dignidade do monumento que nasceu do querer do povo da Figueira da Foz!
Onde está a ESTRELA? 

Via Manuel Mesquita

Grau zero em marketink...

Tinha paar mim, que a miséria não acaba, porque dá lucro!..
A sério que pensava isso.
Porém, ao deparar com este anúncio, tive de rectificar o meu pensamento: chegar ao ponto de pensar que a recomendação, com rosto e tudo!, da Zita Seabra faz alguém comprar um produto, é a autêntica miséria em marketing...

PSD já tem candidato à junta de Vila Verde

Via jornal AS BEIRAS

terça-feira, 18 de abril de 2017

O valor da Liberdade - uma raridade que não devemos temer exaltar, enaltecer, elogiar, louvar e praticar...

"Numa época em que universalmente se reconhece a necessidade premente de lutar pela defesa do ambiente, receia-se seriamente que a Câmara queira privar a cidade de um dos seus pulmões e de um regularizador do seu clima."
Excerto de carta datada de 26/06/1992, enviada pelo pai do advogado Luís Pena, ao então presidente da Câmara Aguiar de Carvalho, a propósito do anúncio público por este feito a propósito do fim do "prazo de validade" do Parque de Campismo...

Amanhã há reunião de Câmara

Porque estamos em Abril...

A seguir ao 25 de Abril a minha vida mudou.
Não me cansava de ouvir a Ermelinda no rádio. 
E gostava? 
Se gostava!..
Ninguém me calou nesse verão de 1974...
E como  gostava de ver gaivotas - e continuo a gostar de ver...
Gaivotas de asas ao vento e coração de mar e toda a gente, de uma ponta à outra da Aldeia, sabia - e sabe... - que eu era livre de dizer, e em voz bem alta, cantar - se eu soubesse cantar!..
Depois veio o drama da traição, da indignação e do desgosto.
Contudo, render-me, ser a voz sufocada de um povo, o bobo do rei -  isso nunca. 
Afinal, continuo livre de voar e de dizer e de não voltar atrás. 
Abril, Sempre.
Continuamos livres de continuar a cantar...

Política local: dos bastidores à boca de cena... (II)

José Esteves, presidente da Junta de Buarcos e São Julião, afirma na edição de hoje ao jornal AS BEIRAS, que os seus homólogos do PS do concelho lhe manifestaram solidariedade na disputa interna sobre a candidatura às próximas eleições autárquicas. “Falei com cada um deles para se pronunciarem sobre esta situação e para lhes perguntar se podia contar com o apoio deles, e disseram-me que estão a mil por cento comigo”
Todavia, não só os presidentes de junta eleitos pelas listas do PS estão com o recandidato, segundo garantiu. “O presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, disse-me, em duas ocasiões, que sou o candidato natural do partido”, revelou ainda José Esteves. 
O recandidato, recorde-se, tem como concorrente interno o número dois do seu executivo, Rui Duarte. No entanto, o congresso do PS deliberou que os seus presidentes de autarquias são os candidatos naturais. No caso de Buarcos e São Julião, porém, existia um acordo de cavalheiros, segundo o qual o “vice” de José Esteves se candidatava à presidência da junta em 2013. 
Entretanto, naquele ano, as freguesias de Buarcos e São Julião fundiram-se e foi decidido que o presidente de Buarcos, José Esteves, seria o candidato à nova freguesia, e o acordo transitou para as eleições deste ano.

José Esteves garante também na edição de hoje de AS BEIRAS,  que o acordo entre ele e Rui Duarte ficou sem efeito devido a “jogadas de bastidores” que não lhe agradaram. “Assumo esse acordo de cavalheiros, embora no partido me tenham chamado à atenção que isto não é uma dinastia. O acordo só se quebrou quando me apercebi que as coisas não estavam a correr como deviam, mas avisei o Rui acerca da decisão”
Entretanto, o PS está dividido. De um lado, a secção de Buarcos, que não tem escondido a sua preferência por Rui Duarte. 
Do outro lado, a Concelhia, que defende a deliberação do congresso. 
Como é que a contenda vai acabar? 

“A fazer fé na deliberação do congresso do PS, e após conversas com dirigentes nacionais, naturalmente, vou recandidatar-me”, respondeu José Esteves.
Já em julho de 2016, José Esteves afirmava que era recandidato, admitindo, que, perante as “jogadas de bastidores”, até poderia avançar como independente. “Aquilo que quis dizer é que qualquer cidadão é um potencial candidato a candidato, seja por que partido for, ou até como independente, o que não é o meu caso, porque sou recandidato do PS”, justificou. 
Ninguém tem dúvidas que a disputa entre os dois autarcas socialistas de Buarcos e São Julião os levará a seguir caminhos diferentes. 
“Um dia disse ao Rui Duarte: toma cuidado, porque, para quereres ser número um, desta forma, jamais serás o número dois!”, rematou José Esteves nas declarações que hoje presta ao jornal AS BEIRAS. 

Nota de rodapé.
Adivinhar a conduta de um político pelo que se diz e pelo que fica por dizer , apurando os seus interesses e as suas motivações, é da maior importância para quem tenta fazer uma escolha consciente em prol da sua visão de comunidade. 
Por isso, é também inevitável atentar nas entrelinhas, no que está para além do que vem no jornal. 
Não acredito que todos os políticos sejam iguais, muito menos que todos sejam oportunistas ou maus políticos. 
Não há gente exclusivamente oportunista e incapaz, em nenhuma área do trabalho humano e também não será assim na política. 
Por vezes, tem sido é difícil distinguir o trigo do joio…
Para melhor compreensão de todo este imbróglio, que já vai longo, aconselho a clicar, para  ler, as postagens abaixo.


Esteves vai candidatar-se a um terceiro mandato e Duarte pode ir para assessor ou para a Figueira Domus.

Segundo fonte segura, A AGÊNCIA CARALHETE NEWS apurou que João Portugal quer ser candidato à Assembleia Municipal. E Ataide terá aceite, perante a imposição de Pedro Nuno Santos. Albino Ataíde, um Presidente forte com os fracos e fraco com os fortes!..

PS figueirense ao rubro...

PS figueirense ao rubro... (II)

Política figueirense: a silly season fora da época... (X)

Vamos então continuar a discutir o PDM... (33)


Tanto a  Praia da Leirosa como a Costa de Lavos, no futuro, não vão poder expandir-se ...
São duas das localidades do nosso concelho fortemente fustigadas pela erosão costeira...
Com este PDM, um dia, se se tiver que realojar a primeira linha de habitações, em ambas as localidades nada está previsto nesse sentido...
Quem tiver que ser realojado terá que ir morar para outra localidade...

segunda-feira, 17 de abril de 2017

À ESPECIAL ATENÇÃO DE SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE ALBINO ATAÍDE

para ler melhor, clicar na imagem
Ora cá está um curso que muitos deviam ir frequentar...
Talvez, assim, fosse possível evitar o que aconteceu na Praceta Nogueira de Carvalho e um pouco por todo o concelho...

Valha-nos o CDS/Figueira, para repor a autenticidade figueirinhas, numa cidade onde se perdeu a noção de uma certa decência e de uma certa eticidade comportamental...

Para ler melhor, clicar na imagem

Vamos então continuar a discutir o PDM... (32)

Não tem nada de especial, mas é curioso! 
Alguém muito bem informado da sociedade figueirense, que o mesmo é afirmar, uma fonte seguríssima, confidenciou à CARALHETE NEWS, que tanto o doutor António Tavares, como o professor de biologia Carlos Monteiro, desde que são vereadores da maioria socialista, nunca meteram  os pés no Horto Municipal!

O doutor Tavares, só foi lá quando era vereador  da oposição!
O professor de biologia, recentemente, quando foi o dia da árvore, manifestou-se  admirado por as árvores terem vindo do Horto Municipal?
E perguntarão vocês?
E o que tem isto de especial...
Tem tudo de especial: tem a subtileza. Tem o contraste. Tem a vivência da Figueira fina, esguia e elegante. 
E tem o nosso sorriso! 

Como vêm tem tudo. 
Dá nas vistas e a gente nota.

Nota de rodapé.
De registar, que este ano,  o local escolhido para comemorar o Dia da Árvore na Figueira, teve de ser limpo à pressa, pois o matagal era de tal ordem que nem se viam as árvores plantadas em 2014.

Depois do "sonho" o pesadelo...

Na próxima época a Associação Naval 1º. de Maio retorna ao futebol distrital.
O Vilafranquense veio à Figueira da Foz, no passado sábado, dar o “xeque- mate” à Naval.
Com a vitória de 3-0, ditou uma sentença que há muito se adivinhava: o regresso da equipa da Figueira da Foz às competições distritais.
Resta acreditar no milagre: que a mais que centenária Associação Naval 1ª de Maio continue a ser "o popular clube fundado no dia 1 de Maio de 1893, o dia mundial do trabalhador, a data escolhida para a criação desta associação desportiva com origem no humilde proletariado da Figueira da Foz e que então sucedeu à extinta Associação Naval Figueirense."
As 6 presenças na primeira divisão de futebol, foram um "luxo" que está a  sair muito caro à Naval, à Figueira e a Portugal...
Agora é tarde...
Nesta altura do campeonato, para quê, mais balanços... 
A Naval já está na corda bamba há tempo suficiente para que seja entendido pelos navalistas e figueirenses que só firmes e unidos no essencial podem assegurar a mudança de rumo.
O futuro do Clube, apesar de bastante hipotecado, continua nas suas mãos,  e eles não o podem deixar delapidar, como alguns querem...
Com os compromissos deles, os navalistas e os figueirenses, nada têm a ver. 
Não foi a maioria dos navalistas, dos figueirenses e dos portugueses que  viveu acima das suas possibilidades: foi uma minoria...
Importante é protagonizarem o desenho e assumirem futuro da Coletividade.

Uma imagem do passado da Aldeia

Esta, é uma paisagem de um dos mais bonitos recantos da Aldeia, que desapareceu fisicamente há mais de 30 anos.
Todavia, em muitos de nós, continua certamente na retina.
Somos protagonistas da paisagem, que é sempre uma representação única para cada um de nós. Por isso, este local permanece sublime, na minha imaginação e é terrível, neste momento e na realidade. Continua tranquilo e impressionante, na minha imaginação, mas é  desolador e barulhento, neste momento e na realidade.
Foi um espaço natural e selvagem da Aldeia que desapareceu, para dar lugar a uma mancha urbanizada e a uma estrada.
No princípio da década de 80 do século passado, quando os "quens" de direito concretizaram mais este atentado ambiental na Aldeia, com a honrosa excepção de Manuel Luís Pata, no geral, fomos espectadores em vez de actores, autênticos voyeurs da nossa própria decadência. 
Foi, claramente, o fim de um ciclo na Aldeia. 
O que veio a seguir, trouxe as soluções conhecidas.
Descaratizaram a Aldeia, não resolveram nada, mas continuam a fazer esola e ainda há quem acredite nelas!
Na Aldeia, tal como as aranhas se penduram no primeiro fio que encontram e esperam que o vento as leve de encontro a um outro ponto a partir do qual elaboram a teia, os políticos do poder continuam ao sabor da brisa política que sopra da Figueira, para construir a armadilha que lhes permita continuar a sustentar a gula.
Ainda bem que alguém forografou este recanto perdido da Aldeia.
Serve de pouco, dirão alguns. 
A mim, porém, serve-me de muito: evitou que me perdesse no labirinto que me resta, como consolo para amenizar a minha amargura.

Vamos então continuar a discutir o PDM... (31)


Lagoa da Vela.
Para ler o estudo do impacto ambiental do golf da lagoa dos planos de pormenor que nunca chegaram a ser aprovados, clicar aqui...
Ao longo tempo foram-se reduzindo indices de construção.
Nesta revisão também.
Sobram algumas perguntas.

A Autarquia não vendeu os terrenos a um promotor?  
Já pediu a reversão? 
Ou o promotor estará de acordo com a revisão? 
Será que virá a pedir os dinheiro dos terrenos?
Antes de 2009, Albino Ataíde não foi Presidente do Clube de Golf da Figueira da Foz?
Na Lagoa da Vela e Lagoa de Quiaios o que está previsto neste PDM?
Há assim tanta vontade de recuperar?
Os  equipamentos existentes já foram licenciados ou ficam clandestinos?

domingo, 16 de abril de 2017

Nestas coisas, temos que ser muito pragmáticos...


Tudo pode medrar. Com água por perto...

"O MEU AMIGO TEOTÓNIO!", uma crónica de Carlos Romeira...

"Não é o “meu amigo Charlie” mas considero-o mais próximo de mim, que o Charlie Brown do cantor Benito de Palma.
Apesar de nos separar um do outro várias décadas de experiência de vida, eu e o meu amigo Teotónio temos muito em comum. Para além de partilharmos alguns valores, creio eu os mais importantes da vida, também possuímos algo em comum. Nascemos na cidade um do outro e estamos a viver na cidade de cada um.
Vou explicar melhor. Eu nasci e criei-me na Figueira da Foz, onde vive o meu bom amigo Teotónio, que por sua vez nasceu na Marinha Grande, onde vivo eu de momento. Uma espécie de troca que as circunstâncias da vida nos trouxe, acompanhada de momentos com algum humor. Lembro-me por exemplo, de um episódio passado num jogo de futsal entre jovens da Marinha e da Figueira, no qual lamentando-se o “nosso” Teotónio com carinho, “nem sabia por quem torcer”.
Hoje sinto-me quase da mesma forma. Amigos do peito fiz em ambas as cidades, e orgulho-me de dizer que apesar da Figueira da Foz ser a cidade do meu coração, também me sinto um bocadinho (bem Grande) da Marinha, onde me sinto bem e pela qual também estou a torcer.
A vida ensina-nos através destas pequeninas coisas, que as fronteiras não fazem sentido. As pessoas identificam-se de coração com os locais onde se sentem melhor. A identidade das pessoas materializa-se em grande parte através dos laços de amizade que criam com as pessoas locais, com a intimidade que sentem ao percorrer cada rua, cada parque, cada edifício ou ainda quando se emocionam com a natureza envolvente."
Acredito assim que, sendo os Seres-humanos todos iguais, e pertencendo o Planeta à humanidade, então todas as pessoas deveriam ter o direito de escolher aonde pertencem de facto."

Nota de rodapé.
Uma das tendências da silly season é a futurologia. 
Depois de lerem a crónica acima, vão aparecer  inúmeros cartomantes e astrólogos encartados figueirenses a preverem o que as autárquicas 2017, na Figueira, nos poderão trazer. 
Como não lhes qero ficar atrás, porque não sou menos que eles, aqui fica a minha previsão: até 1 de Outubro de 2017, de certeza, choverá!..

Boa Páscoa


Acreditem: gosto muito de Páscoa! 
Especialmente, gosto muito do almoço desse dia...
Quanto à outra Páscoa, a tal dos cristãos, não me pronuncio...
A viagem, que é a minha vida, percorre outros caminhos.
Atenção: isso não quer significar que não tenha respeito pelos sentimentos dos que  gostam de acreditar que devem a salvação a um Cristo que morreu por eles na cruz...
E, depois, ressuscitou!
Devo ter um azar do caraças.
A minha Mãe dizia-me que "borreguei" na barriga dela...
Isso, segundo a minha querida e saudosa Mãezinha, tirou-me a sorte...
Se calhar foi verdade: nunca fui salvo de nada por ninguém...
Boa Páscoa. 
Façam o favor de ser felizes!

Boa Páscoa na Figueira da Foz...

sábado, 15 de abril de 2017

Visão antecipada, bela e divertida, de algo que vai fatalmente acontecer um dia: a morte...

A vida, para a maioria, é real?
Até poderá ser, porém, poucas vezes os fará rir - muito menos,  sorrir. 
Eu tenho-me divertido muito ao longo da vida... 
Sobretudo, tenho sorrido muito com o  real que me rodeia...
Contudo, nunca abdiquei de  transportar sonhos que só vão morrer comigo... 
O sonho, penso eu,  deve ser das poucas realidades interessantes!..
A imaginação poderia ser a única coisa que nos poderia levar ao Poder. 
Mas, na Figueira o poder ignora e menoriza o Poder da imaginação...
E, (mais) essa miséria não acaba, porque dá lucro!
A alguns. 
Os medíocres que deus deve amar, pois distribuiu resmas deles pela Figueira...
Deixo-vos a visão antecipada e ficcionada daquilo que eu penso que me vai fatalmente, um dia, acontecer... 

Os amigos rodeavam-no.
Pela última vez.
O ambiente era pesado: escutavam-se frases entrecortadas por soluços. 
Aos mais sensíveis, as lágrimas escorriam-lhes  dos olhos. 
Mas: como estava morto, não agradeceu.

Enquanto na Terra acontecia isto, lá por cima, não havia céu que o quisesse receber.

A alma bem tentava...
Mas, o Deus dos católicos não lhe perdoava a infidelidade conjugal que um dia cometeu.
A dos protestantes também não.
Alá, nunca o tinha visto pôr uma bomba no Metro.
Buda, achava-o algo magro. 
Enquanto isto, a alma continuava a vaguear, por entre os diversos Céus, quase já sem gasolina espiritual.

Restava, dentro em pouco, encostar numa qualquer nuvem de serviço.

Cá por baixo, na Aldeia, os amigos tinham voltado ao Café, para mais uns copos de tinto...
Para esquecer a morte.
Mas, também, para o lembrar melhor. 
Um deles chegou a aproximar-se do caixão para lhe perguntar se queria beber alguma coisa. 
Mas: como estava morto, não agradeceu.

Lá por cima, a alma abasteceu-se numa gasolineira que encontrou por acaso, o que lhe permitiu continuar a deambular pelo Espaço à procura de aonde poder cair morto


Cá por baixo, na Aldeia, o espírito da sala mortuária estava cada vez mais animado. 

Um dos amigos havia posto música bem alto e todos cantavam e dançavam valsas à volta do caixão.
Um deles até despejou um copo de tinto por cima do morto para ver se ele também se animava, já que estava extremamente pálido. 
Mas: como estava morto, não agradeceu.

Lá por cima, a alma  chegou a um sítio onde, mal a viram, lhe derem um copo de tinto....

Como o conseguiu beber, ainda está por saber, pois os orifícios das almas, que eu saiba, ainda não foram estudados. 
“Tá-se bem...”, pensou a alma, reconfortada por aquele tinto, após tão longo caminho.

Cá por baixo, na Aldeia, simultaneamente,  o Morto levantou-se, dançou e, voltando-se para uma boazona qualquer, disparou com sotaque brasileiro: “Bora no privado?” 

Ela aceitou.
Mas: ele, porém, como estava morto, não agradeceu.

Morreu. Estava morto. 

A Figueira vai notar a ausência de Manuel Luís Pata

O Senhor Manuel Luís Pata, fotografado por Pedro Agostinho Cruz, em finais de outubro de 2013, no decorrer de um agradável café, acompanhado, como é habitual quando nos encontrávamos, de uma  empolgante  conversa sobre  o porto e a barra da Figueira, à mesa do Bar Borda do Rio, na Gala.
Com o falecimento de Manuel Luís Pata, "o responsável pelos livros que nesta cidade da Foz do Mondego, até hoje, foram publicados sobre a pesca longínqua do bacalhau e sobre os estaleiros da construção naval figueirense", a Figueira ficou mais pobre.

Foi um Homem que nunca abdicou de lutar.
Para além da luta que teve na década de 80 do século passado contra a construção da variante da Gala, do modo como implantada, liderou ou participou em muitas outras batalhas. Quase todas, se não mesmo todas, perdidas.

Em 1998-1999, tentou, sem êxito, salvar da destruição o último dos grandes navios de ferro bacalhoeiros da Figueira da Foz. Juntamente com os capitães locais, Álvaro Abreu da Silva e António Marques Guerra, foi um dos principais dinamizadores do movimento cívico que na Figueira da Foz defendeu o projecto, que foi torpedeado pela administração pública municipal (e, por isso, ingloriamente malogrado), de salvar da sucata o último de todos os navios bacalhoeiros figueirenses (o antigo "Sotto-Maior", depois chamado "José Cação"), para o transformar numa instalação museológica e assim dar um contributo para a criação do Museu do Mar local. Esse movimento foi lançado e apoiado também com a participação do Centro de Estudos do Mar (CEMAR), mas não conseguiu vencer as resistências que lhe foram movidas.

Conforme recordou Alfredo Pinheiro Marques, "no ano anterior, em 1997, prontificou-se  para ser o primeiro a testemunhar (se fosse necessário) acerca da destruição dos seis  barcos de madeira antigos de pesca, adquiridos pelo erário público para fins museológicos (e estudados pelo próprio Arq. Octávio Lixa Filgueiras) mas que foram destruídos durante uma década no interior do Museu Municipal da Figueira da Foz." 

O projecto de criação do Museu do Mar da Foz do Mondego (o museu, desde sempre, desejado por tantos...) passou a fazer parte do essencial da estratégia do Centro de Estudos do Mar (CEMAR) desde a sua fundação na Figueira da Foz, em Janeiro de 1995: primeiro, apontando-se tal Museu para as antigas instalações da Fábrica de Conservas Cofisa em Buarcos  e, depois, em outros locais na cidade da Foz do Mondego e na sua margem sul (nomeadamente, com a inclusão desse navio, se ele tivesse sido salvo e musealizado, o que não veio a acontecer).
Tal projecto, pelo qual Manuel Luís Pata, no âmbito do CEMAR, lutou até ao fim, foi sempre inviabilizado. Quando um dia existir, se vier a exisitir, a memória e a contribuição de Manuel Luís Pata, terão de ser tidas em conta e ficarem devidamente registadas para memória futura.

Manuel Luís Pata, no decorrer de toda a sua vida, nunca deixou esquecer o antigo e meritório projecto, infelizmente fracassado, do porto oceânico de águas profundas no Cabo Mondego (Buarcos), do Com. Antonio Arthur Baldaque da Silva (1913). Esse projecto, se tivesse sido concretizado, teria dado à região da Figueira da Foz e de Coimbra o futuro que tal região não veio a ter. 
É sobejamente conhecida a sua luta contra o aumento do grande molhe norte do actual pequeno porto fluvial da Figueira da Foz (2006-2008), denunciando o que considerou ser mais um erro histórico que iria avolumar as situações de calamidade visíveis desde há décadas na região da Foz do Mondego, o que, infelizmente, veio a acontecer.
Os mortos na barra da Figueira e a erosão costeira a sul do estuário do Mondego são disso, infelizmente, a prova.

Em 2007, publicou no jornal "A Voz da Figueira" (25.10.2007), um artigo onde denunciava (e se declarou contra) a intenção abstrusa, daqueles que foram responsáveis pelo aumento do molhe norte do porto da Figueira, de colocar lá um "monumento aos figueirenses da epopeia do bacalhau" ("proibo que o meu nome e dos meus familiares falecidos sejam colocados em tal local aberrante" [sic])."
Manuel Luís Pata estava também frontalmente contra as obras na Praia da Figueira, outrora da Claridade, agora  da Calamidade.

Em Setembro de 2016, por ocasião da publicação do seu último livro, foi-lhe atribuída pela Câmara Municipal da sua terra natal, em vida, meritoriamente, a Medalha de Mérito do Município da Figueira da Foz (13.09.2016).
Lamentavelmente, já não viveu o tempo suficiente para a receber.
A Medalha de Mérito Municipal da Figueira da Foz, que lhe foi atribuída pela Câmara Municipal, irá ser entregue à Família do Senhor Manuel Luís Pata no próximo Dia da Cidade da Figueira da Foz, em 24 de Junho de 2017.

Manuel LuísPata vai fazer falta à Figueira.
Depois de tantos milhões gastos, para chegarmos aqui: "Requalificação do areal para aproximar a cidade ao mar"!..
Ouçam mas é quem sabe, por saber de experiência feita:
"... na pág. 8 do semanário “A Voz da Figueira”, de 13 de janeiro de 2016, com o anúncio da construção desta “milagrosa” obra onde irão gastar (estragar mais de 2,1 milhões de euros), fiquei perplexo!..
No entanto, os meus 91 anos não deveriam permitir que isso acontecesse! Mas, aparece sempre algo que nunca nos passaria pela imaginação.
Afinal: devemos aproximar a Cidade do Mar, ou o Mar da Cidade?
Insisto: devemos procurar a todo o custo aproximar o Mar da Cidade, como no tempo em que a Figueira era a Rainha das praias.
Leva-me a crer que quem tomou esta iniciativa desconhece que foi a “Praia da Claridade” que deu a grandeza e beleza à Figueira e não será esta “milagrosa” obra que irá repor essa condição!
Na realidade, o extenso areal existe e todos sabemos qual a razão e, mesmo sabendo, foi decidido acrescentar o molhe norte!
O resultado está bem visível e é lamentável! Pelo que li, o areal distancia o mar da cidade 40 metros em cada ano!
Julgo que todos sabemos - ou o que nos leva a crer, nem todos - que esta areia não pertence à Figueira e não deveria ali estar.

Enquanto não devolvermos ao mar as areias que lhe roubaram (e que lhe fazem falta) continuamos à sua mercê. O mar faz parte da natureza e o ser humano não tem poder para a dominar! Tem sim que a respeitar e, com inteligência, saber defender-se das fases nocivas.
Pelas razões que expus, terei, a contragosto e uma vez mais, de adicionar mais uma obra ao meu arquivo de obras “asnas” e gostaria que fosse a última, não porque na verdade já não terei muito mais tempo para o fazer, mas por deixarem de existir.
O mar deu brilho e riqueza à Figueira, à praia, à faina da pesca – com destaque para a do bacalhau -, grades secas, fábricas de conservas e indústria naval e a Figueira há muito lhe virou as costas."

Manuel Luís Pata, avisou em devido tempo, mas ninguém o ouviu...

Com as conversas que tive com este Senhor, aprendi muita coisa, nomeadamente que "o mar não gosta de cobardes".  E que "ao mar nunca se vira as costas".
O cuidado, o carinho, a dedicação,a perseverança e o bom gosto com que sempre defendeu a Aldeia, ao recordar a figura de Manuel Luís Pata, enche-me de um sentimento de gratidão para com este enorme covagalense e grande figueirense.
Como ele próprio me disse um dia, já lá vão quase dezasseis anos, “é pena que nem toda a gente entenda que na construção do futuro é necessário guardar a memória”.

Por me ter sido permitido viver esta dádiva, obrigado por tudo Senhor Manuel Luís Pata. 

Bom sábado


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Morreu a mulher que aprendeu com os gregos que as coisas belas são difíceis

"(…) Os que não conseguem lembrar o Passado estão condenados a ter que o repetir (…)"…
[ George Santayana, 1905 ]

"(…) Que os homens não aprendem muito com as lições da História é a mais importante de todas as lições que a História tem para ensinar (…)"…
[ Aldous Huxley, 1959]

Maria Helena da Rocha Pereira tinha 91 anos. Foi a primeira professora catedrática da secular Universidade de Coimbra. A primeira em 666 anos. (A primeira a prestar provas. Carolina Michaelis tinha sido convidada.)
Viveu sempre com os antigos. Abraçou o estudo dos gregos e latinos como se abraça o sacerdócio. Não casou, não teve filhos. 
É por causa dessa dedicação exclusiva que podemos ler em português a «República» de Platão ou «As Bacantes» de Eurípides, por exemplo. Elaborou a «Hélade», antologia da cultura grega, porque os alunos provenientes dos mais diversos cursos nem sempre sabiam grego. Traduziu a «Medeia» ou a «Antígona» a pedido do grupo de teatro da universidade. 
Mas dizia que detestava traduzir. 
Gostava muito era de estudar e ensinar e a isso votou a sua existência. Ensinou durante quarenta anos. Passou a professora jubilada em 1995. Deixou de dar aulas, mas continuou a orientar mestrados e doutoramentos.
Maria Helena da Rocha Pereira, a mais importante especialista portuguesa em Estudos Clássicos, morreu na segunda-feira passada, no Porto, aos 91 anos...

A ânsia que o homem tem de querer sempre mais...

 
Via AS BEIRAS

Vamos então continuar a discutir o PDM... (30)

A alegoria continua...  Por onde andais, senhores presidentes de junta do meu concelho?..

quinta-feira, 13 de abril de 2017

... de boas intenções está o inferno cheio!

"Desenvestimento no comboio", por Rui Curado da Silva:

"... A nossa rede ferroviária oferece poucas alternativas viáveis à Linha do Norte, que se tornaram ainda mais limitadas após o encerramento da linha Figueira-Pampilhosa. 
Uma das alternativas possíveis a alguma circulação ferroviária afetada pelo recente acidente do comboio de mercadorias, poderia ter passado justamente pela linha Pampilhosa - Figueira através da ligação à linha do Oeste ou à Linha do Norte em Alfarelos. 
Poderia, mas não pode, está fechada. 
A ausência de uma estratégia regional de transportes só contribui para piorar este cenário. 
Apesar das boas intenções da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra ao defender a reabertura da linha entre Pampilhosa e Figueira, os respetivos autarcas pouco têm feito para fomentar os transportes públicos nas respetivas cidades, entre as cidades do próprio distrito e entre o distrito de Coimbra e Lisboa. Já aqui repeti como o absurdo dos horários matinais tardios dos comboios que nos ligam à capital parecem não incomodar os executivos locais. 
Como confiar na real convicção dos atuais autarcas locais para mudar este cenário?"

Nota de rodapé.
Ramal da Figueira da Foz - um pouco de história.
O Ramal da Figueira da Foz (ex-Linha da Beira Alta até Junho de 1992) é uma linha ferroviária que ligava a Figueira da Foz à Pampilhosa.
Entrou ao serviço em 01 de Julho de 1882 (inauguração oficial a 03 de Agosto de 1882) e foi até 1946 propriedade da "Companhia dos Caminhos de Ferro da Beira Alta".
Desde 05 de Janeiro de 2009, que a circulação ferroviária se encontra suspensa, com excepção do troço compreendido entre o Ramal da Valouro e a estação da Pampilhosa.

Segundo fonte segura, A AGÊNCIA CARALHETE NEWS apurou que João Portugal quer ser candidato à Assembleia Municipal. E Ataide terá aceite, perante a imposição de Pedro Nuno Santos. Albino Ataíde, um Presidente forte com os fracos e fraco com os fortes!..

Segundo o Padre António Vieira,  ou somos ou duramos
Somos o que fazemos, e o que não se faz não existe
Portanto, só existimos quando fazemos. Nos dias que não fazemos, apenas duramos
Ora, para que uns possam durar outros têm que existir, e sabe muito bem, por vezes, apenas durar!
João Portugal, ao final de alguns anos de andar a saborear  o "durar", quer "existir" nas próximas eleições autárquicas. 
Como consequência desse desiderato , está a preparar em Lisboa a substituição do actual Presidente da Assembleia Municipal - Eng. José Duarte,  a com a ajuda do seu "Padrinho" - Pedro Nuno Santos (festeja hoje 40 primaveras. Parabéns). 
João  Albino Rainho Ataide  das Neves,  esteve reunido esta semana em Lisboa, a ultimar as listas para as autárquicas 2017. Segundo apurou a ANC, Ataide não terá gostado da ideia de apear o Engenheiro José Duarte e substitui-lo por João Portugal
Contudo, no final das negociações, acabou por aceitar esta "imposição", considerando que a saída de Portugal da Vereação, pemite a entrada do seu actual adjunto José Fernando e manter o escritor António Tavares e consequentemente "isolar" politicamente Carlos Monteiro, também conhecido por "Surfista Solitário"
A vida, é mesmo feita da relação entre durar e existir!

Vamos então continuar a discutir o PDM... (29)

Para ler melhor clicar na imagem 

Plano Director Municipal

João  Ataíde, na sessão da Assembleia Municipal da Figueira realizada em 3 do corrente.
“Este documento vai resolver a vida a muita gente; a centenas, a milhares”.

Alguém consegue contabilizar a quantidade de vezes que, ao longo de trinta anos, o PDM figueirense, que vai ser substuído pela versão Albino Ataíde/2017,  foi violado?
A polícia não fez nada e os serviços de medicina legal também não. 
Alguém notou a facilidade com que se viola tão facilmente na Figueira?
A Figueira é uma cidade que vive há muitos anos mergulhada num provincianismo peganhento e viscoso.
Como ensinava Ortega y Gasset, provinciano não é o que vive na província, mas aquele que julga que o lugar que ocupa é o centro do mundo... 

Vamos então continuar a discutir o PDM ... (28)

A opinião de Edgar José Pedrosa Gonçalves, um jovem arquitecto figueirense da freguesia do Paião
para ver melhor clicar na imagem

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Politicamente falando, não me parece que Passos vá ter uma Páscoa Feliz...

"Carga fiscal, saldo estrutural e medidas extraordinárias: Teodora abandona Passos".

NÃO. NÃO. E NÃO.

Imagem sacada daqui
A importância das pequenas coisas...

DUNAS DO CABEDELO: PUBILICIDADE ENGANOSA OU O SEGREDO É A ALMA DO NEGÓCIO?..

O direito à informação é um direito do cidadão português.
Mesmo numa obra particular, é obrigatória a plubicitação da informação que permita ao vizinho ir saber se não irá  ser prejudicado com a "nossa" obra.
Se é assim para os particulares, por maioria de razão, é assim para as obras públicas.
Numa sociedade democrática  têm de se ter assegurado o exercício de direitos enquanto cidadãos. Numa palavra, todos temos o  direito à cidadania.
Na foto, reparando na placa da esquerda, que já lá está há mais de um ano, e na placa da direita, verificamos facilmente o que falta numa delas - neste caso, na da esquerda.
Nome do dono da obra. Nome da obra. Nome do empreteiro e do responsável. Valor da obra. Data do início da obra. O progama de financiamento. O valor comparticipado. Prazo de execução. Informações (número de telefone e mail para entrar em contacto com o dono da obra).
Nota final.
Senhores "quens": de direito, isto tem regras.
Ou já não será assim?..