quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Queria mesmo acreditar em coisas que já não acredito. Pelo menos hoje...

Ricardo Salgado foi, esta quarta-feira, constituído arguido na Operação Marquês e o juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, determinou que o antigo líder do BES não poderá sair do país nem entrar em contacto com os restantes arguidos do caso, incluindo José Sócrates.
À saída do tribunal, Ricardo Salgado disse estar surpreendido por ter sido chamado e que está disponível para colaborar com a justiça. "Não deixei de ser surpreendido, mas é claro que é assim. A justiça tem o direito de investigar tudo e nós cá estamos para corresponder", disse o banqueiro.

Via DN

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Vão ao Teatro...

"A história do João Sete Vidas que a Sociedade de Instrução Tavaredense leva à cena no âmbito do seu 113º aniversário constitui um misto de drama e de divertida opereta, original da própria coletividade, resultado de laboriosa pesquisa levada a cabo no vasto acervo da coletividade e nos arquivos municipais por membros do próprio corpo cénico e dos órgãos sociais.

Nela se cruzam as vidas miseráveis dos cavadores e sua relação reverencial com a grandeza dos senhores da época, a inocência do labor divertido das vindimas e a apologia dos laranjais e da Fonte de Tavarede e a análise circunspecta da guerra pelos entendidos e informados. Uma verdadeira lição de história local."

Daniel Santos

Vila Robim

Reparem no que acontece com qualquer equipamento que seja votado ao abandono durante anos.
Aí  têm a prova...

Complexo Piscina Mar: o que vale é que não faltam investidores interessados!..

Será desta que o complexo da piscina-mar da Figueira da Foz vai ser remodelado e concessionado? - pergunta o jornalista.
João Ataíde, presidente da câmara, e a “sua” vereadora Ana Carvalho afiançaram, na última reunião de câmara, que não faltam investidores interessados.

Recuemos ano e meio e recordemos o que escreveu Rui Curado da Silva, na sua crónica de 25 de junho de 2015, no jornal AS BEIRAS.
"Desde 2010, a piscina deu cerca de 130 mil euros de prejuízo à câmara. Tal como outras instituições figueirenses, a piscina mar abandonou a filosofia para a qual foi pensada e projectada pelo seu arquitecto e foi lançada à voracidade de investimentos efémeros que assombraram a Figueira nos anos 90, com gestões erráticas, irresponsáveis e duvidosas. Dá a sensação que algumas das gestões destes espaços até se esforçaram para os levar à falência. É o capitalismo dos tempos modernos, que continua bem presente na Figueira.” 

Por essa altura, a Câmara Municipal da Figueira da Foz, tinha em mãos, um autêntico imbróglio para resolver.
A história, resumidamente, conta-se assim. A documentação pode ser consultada no seguinte link https://www.docdroid.net/npczeBX/ponto-2144-resoluo-contrato-piscina-mar.pdf.html
Uma empresa do Arq. Figueiredo foi a penúltima concessionária da piscina. Quando entregou as chaves da piscina, ao fim de mais de um ano, tinha quase todas as rendas por pagar. Mais: não só não pagou as rendas, como exigiu da Câmara Municipal uma indemnização pelos investimentos ali realizados, alegando a realização de benfeitorias e colocação de equipamento.
Face a isto, a Câmara Municipal procedeu a uma avaliação desse alegado investimento e quantificou-o num montante que o arquitecto não concordou. Veio ele próprio, depois,  dizer à Câmara Municipal quanto é que era o valor: cerca de 200/300 mil euros, determinados por mote próprio.
Como forma de se ver indemnizado, foi o próprio Arquitecto,  que através da troca dos e-maisl (que constam do processo da piscina) que indicou como deveria ser indemnizado: através dum contrato de ajuste directo para elaboração do projecto de remodelação da piscina, já que, segundo ele, só ele, é que estava em condições de o fazer por possuir os projectos originais do Arquitecto Isaías Cardoso!..
O certo é que o ajuste directo foi negociado, como forma de compensar o arquitecto.
De registar, para quem consultar a documentação, fica a ligeireza com que foi efectuada a troca de e-mails e a forma como tudo foi concluído, ao sabor e de acordo com a vontade do Arquitecto. 
Vendo as coisas pelo prisma do Arquitecto, é fácil perceber que tentou defender o melhor possível os seus interesses. 
O que é de estranhar, foi a  condescendência da Câmara Municipal e do seu presidente.
Por saber, fica  em que ponto se encontra o projecto de remodelação e se o arquitecto já foi pago. Mas, a troca daqueles e-mails, onde se nota a imposição da vontade dum particular sobre a Câmara Municipal, dá que pensar...

Mas, não pensem muito. Não há mais problemas.
Não faltam investidores interessados, afiançou o presidente Ataíde. 
Como dá para ver, o problema não é que existam problemas.
O problema é esperar outras coisas e pensar que ter problemas é um problema.
E, já agora, a Piscina Mar, se não servir para mais nada, sempre há-de servir para "gratificar os trabalhadores camarários"...

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Passos tirou um coelho da cartola...

Passos, para sobreviver, sabe que necessita, como nunca, de se robustecer.
2017, vai ser um ano decisivo para a sua liderança.
A oposição que tem feito à "geringonça", tem sido fraquinha e pouco assertiva – tirando, em parte, a sua acção no processo da CGD. 
Ao ir contra o que defendeu no passado, Passos, como político, desperdiça  um dos activos que qualquer candidato a 1º. primeiro-ministro não pode perder - a responsabilidade.
Contudo, para quem seguiu o debate com António Costa, esta tarde, deu conta que, por outro lado, conseguiu causar danos na "geringonça".
Eu, por exemplo, dei conta que Passos  tornou visíveis as debilidades que a solução encontrada por António Costa para governar tem. 
Se isso é suficiente para o relegitimar dentro do partido, não sei, mas não me custa admitir que possa ter recuperado terreno e ganho alguns pontos. 
Talvez por isso tenha incomodado alguns sociais-democratas - nomeadamente o actual guru do comentário político "independente", de seu nome Marques Mendes - que se mostraram violentamente indignados com a atitude do líder.
Julgavam-no pronto para crematótio, mas Passos mostrou-lhes que está vivo. 
Com isso estragou o arranjinho a Marcelo, que segundo consta está furioso, pois Passos baralhou a estabilidade de que tanto  precisa.
Por outro lado, Costa percebeu que pode ficar isolado... O seu governo, que parecia coeso e estável,  mostra ser  um governo de minoria.

Intervale-se, para uma notícia verdadeiramente importante...

"O Governo vai disponibilizar mais de 18 milhões de euros para melhorar a produtividade na plantação de eucalipto", afirmou ontem o primeiro-ministro, António Costa.
“O grande desafio que temos pela frente é a melhoria da produtividade na plantação do eucalipto. A produtividade média que temos por hectare é baixíssima e temos condições de a melhorar significativamente”, afirmou António Costa, na Figueira da Foz, durante a sessão de assinatura de contratos de investimento de 125 milhões de euros com o grupo Altri.
António Costa, ele próprio acusado de ser “um eucalipto”,  pois “seca” toda a oposição que lhe aparece, sabe o que está fazer.
Recorde-se o que aconteceu a Helena Roseta e José Sá Fernandes, que começaram por ser vereadores da oposição na Câmara de Lisboa, liderada por António Costa, e que acabaram por fazer acordo com o presidente...
Advinhe-se o que poderá acontecer ao BE, ao PC e aos Verdes, depois do Governo da Geringonça?..
Entretanto, o loby do eucalipto vai percorrendo o seu caminho.

"Altri ameaça travar investimentos se Portugal «demonizar» o eucalipto".
A Altri não é a primeira empresa a ameaçar travar investimentos. A Navigator também já disse que os seus investimentos dependem dos termos da nova lei para o eucalipto. A empresa, antiga Portucel, quer conhecer os termos da nova lei para as plantações de eucalipto para decidir se avança ou cancela os projectos que tem para Cacia e Figueira da Foz, no valor de mais de 200 milhões de euros. Esta posição, foi assumida em Novembro, quando a empresa apresentou os resultados do terceiro trimestre.

NOTA DE RODAPÉ.
Haverá alguma vez dados relativos ao emprego criado pelo investimento dos milhões de euros por parte das empresas de celulose? 
Haverá alguma vez  dados sobre qual a percentagem da riqueza criada por esse investimento de milhões de euros que será aplicada novamente na economia?
Haverá alguma vez  dados  sobre qual a percentagem que será distribuída pelos accionistas?

Farturinha...

A campanha de agitação e propaganda ao regime, continua de vento e popa. 
Quer dizer, está a correr melhor que o desempenho do executivo camarário figueirense! 
Também não é difícil...

Bike eléctrica...

Lá vai ele, sem capacete, o famoso boy da JS, eng. electrotécnico... 
Deve andar a ver a que horas ligam as luzes!..
Sabe bem um passeiozinho de bicicleta eléctrica, sobretudo neste tempo... 
E quando se apanha uma descidinha, é a cereja em cima do bolo! 
É bom sentir o ar a bater na cara e o exercício (sobretudo, o das descidas...) faz muito bem!..

Eis um bom, bonito e belo exemplo do desleixo dos poderes públicos figueirenses...

"Autarquia quer resolver dossiê Naval 1.º de Maio" é o título da notícia hoje publicada no jornal AS BEIRAS, assinada por J.A. Passo a citar.

"O presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, anunciou ontem que vai reunir-se com os dirigentes da Naval 1.º de Maio e com os pais das 240 crianças que frequentam os escalões de formação do clube, para tentar aferir a diferença entre as receitas e as despesas. O que está em causa é o incumprimento do pagamento, por parte dos navalistas, pela utilização dos campos de relva sintética do complexo do Estádio Municipal José Bento Pessoa. A dívida ronda os 14 mil euros. 
O edil revelou que a Naval não paga porque o saldo é negativo. João Ataíde também se mostrou preocupado com o estado de degradação do relvado natural do campo principal, afirmando que a autarquia não tem, neste momento, capacidade financeira para realizar obras no estádio. Por outro lado, devido à situação financeira e ao processo de insolvência, lembrou o edil, a Naval está impedida de receber apoios públicos. Assim sendo, também não tem acesso aos subsídios da autarquia, ao contrário dos restantes clubes que utilizam os campos sintéticos, ressalvou o autarca. Por isso, rejeitou a “dualidade de critérios” invocada pelo vereador do PSD Miguel Almeida, ontem, na reunião de câmara, onde o presidente se pronunciou sobre o assunto. 
Foi, aliás, João Ataíde quem teve a iniciativa de lançar o tema para o debate político, na sequência da tomada de posição pública do Ginásio Clube Figueirense. “Parece que se quer passar a ideia que só protegemos a Naval. Que fique claro que, em sete anos, demos zero à Naval!”, disse o presidente.“Se a Naval pudesse receber apoios públicos, teria verbas para pagar”, defendeu, acrescentando: “Dentro de um quadro aceitável, estamos disponíveis para encontrarmos uma solução que não ponha em causa os campeonatos em curso”
“Estranho que só agora tenha acordado para este problema. A câmara tem de encontrar uma solução para a Naval. Os problemas são antigos. Podia ter-se evitado a degradação do estádio”, defendeu, por seu turno, Miguel Almeida. E acrescentou: “Este processo é muito nubloso, porque não se percebe bem por que motivo, durante este tempo todo, esta situação não teve desenvolvimentos, por responsabilidade da Naval e da câmara, por não ter tentado estancar a situação mais cedo”
O vereador da oposição advogou que o clube deve levar as contas à câmara antes da reunião anunciada por João Ataíde. "

Nota de rodapé.
"O presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, anunciou ontem que vai reunir-se com os dirigentes da Naval 1.º de Maio e com os pais das 240 crianças que frequentam os escalões de formação do clube, para tentar aferir a diferença entre as receitas e as despesas"!..
O mesmo presidente Ataíde  revela "que a Naval não paga porque o saldo é negativo"!..
E que tal começar por saldar este tabu?..

Aldeia do Mar...

"Não querendo ser saudosista...há imagens que nos fazem saudades de uma verdadeira Aldeia do Mar..." - Luís Pena.
A simples visão de uma imagem pode levar-nos a belas recordações que emocionam.
Sorrimos, quando deparamos com imagens que nos lembram a forma simples como vivíamos. 
Não precisávamos de muito, porque também não tínhamos onde o ir buscar. 
Mas,  aproveitávamos bem o pouco que a que podíamos chegar.

A distinção, seria uma das formas de nos afirmarmos e de mantermos uma identidade que tanto nos é necessária.
Nada disso aconteceu. Na Figueira, nem uma Aldeia foi preservada.
Os eleitores figueirenses são mais facilmente seduzidos por sonhos do que por mensagens baseadas em promessas exequíveis ou em obra feita.
É claro que há políticas com mérito, que são mal explicadas, ou cuja “explicação”, ou a falta dela, acaba por ser o seu principal óbice. Contudo, não são tantas como isso, são mais a excepção do que a regra. 
O seu reverso é igualmente verdadeiro, há políticas erradas que uma boa comunicação torna “boas”.
Mas, isso não é sustentável durante muito tempo...

Não se esqueçam, portanto, de olhar para os mais de  7 anos de gestão autárquica do presidente Ataíde e da sua equipa...
O saldo espectacular, que apurariam se se dessem a esse trabalho,  assenta numa fórmula mágica. 
Já testada por outros políticos, é uma fórmula com riscos mínimos. Funciona quase sempre  e pode ser aprendida em pouco tempo de poder...
A separação de águas, que se verifica - e é visível - no seio do poder político, na Figueira, entre o PS local, e quem manda na câmara, foi feita à custa da exclusão do partido.
É típica de políticos da "escola" tipo eucalipto.

Ao PS figueirense ficou entregue a  agenda menor, ligada à partilha do pequeno poder pessoal e à dádiva de um ou outro tacho partidário  - a entrada, neste segundo executivo liderado por Ataíde, do jotinha Portugal à frente de António Tavares, explica-se por ter tido tudo a ver com isso...
Daí, a  gestão da câmara ter perdido dimensão e condução política,  neste segundo mandato de João Ataíde.
Mas, isto, pelos vistos, não interessa para nada...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A natureza é pródiga, mas não abusem...

"Está dada licença para construir no litoral alentejano", lê-se no jornal Público.
"Com a abertura dada por uma revisão da lei em 2008, as autarquias estão a reduzir as áreas dos seus concelhos que até agora estavam a salvo da construção devido à sua sensibilidade ambiental — ora porque protegiam linhas de água, ora porque defendiam a costa da erosão, para dar alguns exemplos. É a Reserva Ecológica Nacional (REN), que muitos autarcas vêem como um espartilho do desenvolvimento dos seus concelhos. No Alentejo litoral, já começou a drástica redução destas zonas. Espera-se que a mesma onda varra o país. A oposição à REN fez o seu caminho e está a impôr-se..."

A história e a memória deveriam ser abrangentes...

Na opinião de Teotónio Cavaco, "Mário Soares foi um dos principais construtores do Portugal contemporâneo." E, citando João Miguel Tavares, na sua habitual crónica das segundas no jornal AS BEIRAS, "pergunta por que foi tão pouca gente ao seu funeral, apesar das honras, do luto, dos altos dignitários, da cerimónia; e da overdose informativa e da conjugação político-partidária que nos governa, quer a nível nacional quer a nível local, acrescentarei eu. E quando ainda temos na memória os funerais de Eusébio e de Amália, e o feriado «decretado” pelo Éder quando os campeões europeus chegaram a Portugal»..."
Já que Teotónio Cavaco referiu os funerais de Eusébio e Amália, aproveito para recuar ao dia 13 de Junho de 2004, altura em que desapareceu um mito do século XX português: Álvaro Cunhal.
Afastado da liderança do PCP desde 1992 – 12 anos antes – o choque perante a sua morte não foi exclusivo dos comunistas. 
Uma multidão oriunda de todo o país – militantes do partido e simpatizantes, gente sem filiação partidária, membros de outras forças políticas, operários, empregados, estudantes, intelectuais – participou naquela que foi a maior cerimónia fúnebre alguma vez realizada em Portugal. Na altura, o “Diário de Notícias” falou em mais de 250 mil pessoas presentes. 
Eu posso garantir que foi impressionante, pois estive lá a prestar a minha homenagem anónima e a agradecer o papel de Cunhal na resistência antifascista pela liberdade e a democracia, antes do 25 de Abril d e 1974, e nas transformações revolucionárias de Abril e em sua defesa por uma sociedade livre da exploração e da opressão, a sociedade socialista
E, no entanto, Cunhal era tudo menos uma personagem consensual – os anos de 1975 e o domínio do PCP sobre várias áreas da sociedade tinham causado choques sociais – mas, ao contrário do que o PCP pediu na altura - a melhor homenagem que poderia ser prestada ao antigo secretário-geral era “prosseguir a luta que travou até aos últimos dias de vida pelos interesses e direitos dos trabalhadores” -, o povo quis sair à rua e o seu funeral foi uma das manifestações de luto mais impressionantes da memória recente. A maior a que assisti.
Woody Allen achava que «parecia que o mundo se divide entre pessoas boas e pessoas más. As boas dormem melhor. As más gozam muito mais durante as horas em que estão acordadas.»
Voltando a Teotónio Cavaco: "quando ainda temos na memória os funerais de Eusébio e de Amália, e o feriado “decretado” pelo Éder quando os campeões europeus chegaram a Portugal... É verdade que a nossa democracia é incapaz de produzir os seus próprios heróis políticos? Acredito que tal tem a ver, sobretudo, primeiro com um deficit de ensino da História, em geral, e da de Portugal, em particular – a grande maioria dos jovens em idade escolar deixa de ter a disciplina de História no 9.º ano (aos 14 anos!). Depois, e em resultado daquela, a absoluta ignorância, sobranceria, desfaçatez e impunidade com que se (des)trata (nas redes sociais e não só) as pessoas, só por que tiveram a ousadia e a coragem de se apresentarem ao sufrágio (nacional e local), afastando-se assim muitas vezes os mais capazes mas que não querem/não conseguem resistir a tal martírio pessoal e familiar. Temos heróis? Temos! Conheçamo-los e reconheçamo-los, pela História."
Contudo, a meu ver, a História e a memória também não deveriam ser selectivas... Mas isso tem a ver com o sectarismo. Que existe, na sociedade portuguesa - à esquerda e à direita.

domingo, 15 de janeiro de 2017

aF274


A máscara que todos usam, embora alguns prefiram não ter disso consciência...

Via facebook do meu amigo Quim João, tomei conhecimento que Pedro Santana Lopes, in CM 13.1.2017, escreveu o seguinte:
"Eu admito que, tal como as pessoas, os partidos possam sentir arrependimento, mas se o sentem têm de o assumir e de o declarar. Têm que dizer ‘expressis verbis’ que se enganaram há quatro anos e que seguiram o caminho errado. Só isso é que dá alguma legitimidade para essa mudança tão grande."
Num P.S., no mesmo post do facebook, escreveu o Quim João.
"É quase poético que seja ele a escrever sobre o tema dos apoios partidários, nas autárquicas que aí vêm, a renegados do partido e independentes.
O Passos deve estar às voltas na campa. Espera! Esse não morreu. 
Na Figueira, além dos que já fizeram o respectivo acto de contricção, há uma fila deles para confessionário."

Ao longo da vida, sempre me preocupei mais com a minha consciência do que com a minha reputação. 
Quanto à consciência, é o que eu sou. Já quanto à reputação, é o que os outros pensam de mim. 
E o que os outros pensam de mim, nunca foi problema meu, foi sempre problema deles.

Ao longo da vida tive as minhas dificuldades! 
E quem é que as não teve...
Mas, essas dificuldades nunca me condicionaram a atitude. 
Se quiserem saber, foi a revolta que sempre me  deu a força suficiente para inverter o que me queriam impor! 

A meu ver, passa pela tomada de consciência daquilo que se está a passar na nossa  cidade, a possibilidade de mudar algo na Figueira... 
Contudo, continuo a pensar o que sempre pensei: essa tomada de consciência, só colectivamente poderia mudar algo.
Para melhor, claro...

Entretanto, enquanto alguns fazem cálculos para 2021, até lá aceitam como uma fatalidade que temos obrigatoriamente de suportar, a gestão do presidente mais incompetente e inábil, politicamente falando, que a Figueira tem, desde que tenho memória, à frente dos seus destinos. 
Cada um responde por si e pela conjuntura pessoal e colectiva em que se envolveu. Porém, a meu ver, a curva em que o Partido Socialista local meteu a Figueira, está tão apertada que - penso eu com os nervos - não há tempo para esperar por 2021. Pode ser mais um fim de tarde... Mas, também pode ser o fim da tarde. Isto é, pode ser tarde de mais...

Mas, será que toda a  Figueira perdeu a inteligência e a consciência moral? Será que todos os costumes estão dissolvidos e todos  os caracteres estão corrompidos?  Já não se crê na honestidade e competência de todos os políticos? O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia que passa? Andamos todos a viver ao acaso?  O tédio invadiu todas as almas?

A Figueira está acomodada.
Contudo, viver é um risco permanente. Nunca há a certeza de nada. A certeza, também na Figueira, em Janeiro de 2017, é a incerteza.

Ainda por cima, o que constitui factor agravante, a Figueira não tem jornalismo estável, forte e independente, o que contribui para dificultar, na nossa cidade, o exercício da cidadania. E sem informação, também não há democracia sólida e de qualidade que só é possível existir numa sociedade bem informada e livre.   Sem jornalismo de qualidade, forte e independente, que não se vergue aos poderes políticos, económicos, financeiros e sociais vigentes, não pode haver uma democracia sólida.
Como disse recentemente Marcelo Rebelo de Sousa, "o jornalismo só tem poder se não se vergar aos poderes políticos, económicos, financeiros, sociais, formais ou informais vigentes, antes deles se mantendo distanciado e perante eles permanentemente crítico, se quiserem, sendo um anti-poder, nesse sentido".

O passar dos anos retirou-me algumas coisas.  Mas, deu-me muitas outras. 
Entre estas está, nomeadamente,  uma certa imunidade ao que vão pensando de mim. 
A idade retirou-me o calculismo e deu-me uma melhor consciência - o que me permite estar confortavelmente "nas tintas" para essa coisa do parecer bem! 
E, acreditem, é uma  válvula de escape que tem estado a  funcionar na perfeição...

Bom domingo

sábado, 14 de janeiro de 2017

Figueira, uma cidade entalada pela ficção que esconde a realidade...

Diga o que disser, João Ataíde, nunca será o personagem de ficção da minha preferência. Deus, continuará a ser, penso eu,  o personagem de ficção que eu mais gosto!
E, com isto, que ninguém tire a conclusão simplista que estou a afirmar que o presidente está a mentir. Nada disso. Para mim, o presidente tem, isso sim, uma capacidade de fazer ficção com a boca digna de registo.
Nesse aspecto, aliás, os executivos de Ataíde são imbatíveis: até têm no seu seio um Prémio Leya. Talento não falta: podiam bem dedicar-se ao romance, à banda desenhada, à ficção e até à feitura de dicionários...
Só que a vida é a realidade. Não a parte que interessa da realidade. Uma parte da realidade é sempre uma outra realidade. Quando a história não está toda contada, é uma outra história.  A realidade para o senhor presidente é, apenas, aquilo que lhe dá jeito ou consegue aperceber-se.
Mas, a realidade da Figueira tem outra dimensão e não fica pelo limite visto pelo presidente da câmara.
O senhor presidente, tem toda a legitimidade para sonhar governar uma cidade, onde todos os seus habitantes lhe são fiés e obedientes. Só não deve é viver na ficção e  transformar o sonho em realidade.
Na Figueira, há quem pense no futuro. 
Há sempre tempo para pensar no futuro, mesmo quando já não temos muito futuro em que pensar.

"Discutir a cidade - O PEDU", uma crónica de João Vaz, hoje publicada no jornal AS BEIRAS, é um contributo. Passo a citar.
"Nos próximos dois anos anunciam-se obras de elevado valor para a Figueira. 
A discussão quanto às prioridades, e visão para a cidade, foi reduzida. O envolvimento dos cidadãos é quase nulo na apropriação dos projetos que vão mudar zonas históricas da cidade. 
“Prometem-nos” a regeneração das Praças 8 de Maio e “Velha”; a rua dos Combatentes, Bombeiros, Santos Rocha e vias adjacentes. No Cabedelo há a intenção de retirar a “carga automóvel das zonas mais próximas dos sistemas dunares” e “ainda a construção de um cais de acostagem para servir um barco que ligue as margens norte e sul”. Em Buarcos estão previstas obras na frente do largo Caras Direitas, privilegiar os circuitos pedonais (incluirá o alargar dos passeios?), mais esplanadas e estacionamento. Há ainda a construção de uma ciclovia entre a estação e Vila Verde e um sistema de bicicletas partilhadas. 
Tudo isto no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU). O dinheiro vem da União Europeia, financiado a 85%, e os projetos técnicos são da responsabilidade da Câmara Municipal. 
Um investimento desta natureza, 7,6 milhões de euros, merecia debate público. As obras anunciadas deveriam ser apresentadas em detalhe, com rigor e transparência. Nada disto foi feito, apesar do envolvimento dos cidadãos neste tipo de decisões ser prioritário. 
Assim, não admira que aumente a desconfiança perante as instituições."

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O silêncio proporcionado pela noite na Aldeia, permite que o pensamento se solte...

Politicamente falando - estou a pensar na Figueira -  hoje, sinto-me assim como que em modo de convalescença, que é aquele momento gostoso que faz a doença ter valido a pena.

Apresentação pública do Programa de Monitorização da Faixa Costeira de Portugal Continental (COSMO)

Esta sexta-feira, 13 de Janeiro, vai proceder-se, na Câmara da Figueira da Foz, à apresentação pública do Programa de Monitorização da Faixa Costeira de Portugal Continental (COSMO).
Com início às 15:00, a cerimónia será presidida pelo Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

A protecção da Orla Costeira Portuguesa, há muito que é uma necessidade de primeira ordem...
O concelho da Figueira, tem problemas de erosão costeira a norte e a sul.

Em Buarcos, em S. Pedro, na Costa de Lavos, na Leirosa, o problema há muito que está detectado.
Mas, continuamos no paleio, palavras,  palavras e mais palavras...

E a tomada de medidas concretas?
A tomada de medidas continua a ser ficção. 
E quanto a resolver os problemas?.. 
Continua a ser pura ilusão...

Contudo, a protecção da nossa orla costeira, nomeadamente das dunas, areais e frentes edificadas que lhe são próximas, é, mais do que um imperativo, uma necessidade elementar para a sobrevivência - NOSSA, DA NOSSA TERRA, E DO NOSSO CONCELHO.

"Rio defende a nacionalização temporária do Novo Banco"!..

Colocando o Novo Banco temporariamente ao encargo do Estado, poder-se-ia “evitar ainda mais despesa pública com o sector bancário”, defende o ex-autarca do Porto...
Afinal, mais tarde ou mais cedo, todos, sem excepção, precisamos dum amparo. 
O aconchego, seja ele sentimental ou material, é-nos necessário. 
A fragilidade é posta à prova todos os dias e acontece sempre um momento em que cedemos...
Até tu Rui!..

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Estamos em ano de agitação eleitoral autárquica... (II)

Adicionar legenda
Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de pensar...

 "Vai ser possível fazer surf à noite na Figueira da Foz", é o título da reportagem da SICN.
Disse o presidente Ataíde no trabalho jornalístico. Passo a citar.
"Dar mais qualidade de... de..., requalificar em termos ambientais toda... toda... toda esta zona, é uma diferenciação, é uma mais valia que pode ser apelativa,  nós queremos criar boas condições para a prática da modalidade dos desportos náuticos, em particular aqui no que respeita ao desafio, ao surf".

Perceberam ou tiraram algo de concreto das palavras do presidente Ataíde?..

Uma gaivota voava, voava,
asas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de sonhar...

Contudo, podemos continuar a voar!

Se poeta sou,
sei a quem o devo,
ao povo a quem dou,
os textos que escrevo...

A generalização tem sempre o seu quê de demagógico e perigoso...

"Os figueirenses gostavam de Soares", escreveu hoje no jornal AS Beiras Rui Curado da Silva.
Olha que aparentemente, nem todos, Rui, nem todos partilham da tua opinião...

Estamos em ano de agitação eleitoral autárquica...



Da série, o meu contributo, pra juntar ao rol das promessas da propaganda "do regime socialista figueirense", que pretende levar Ataíde até ao terceiro mandato...
E se as “paredes vingativas” do Edifício "O Trabalho", ou das escadas que dão acesso à Esplanada Silva Guimarães,  devolvem-se o mijo a quem usa estes locais como urinóis públicos?..
Fica a sugestão à atenção do candidato Ataíde (atenção Durão...) e candidatos a Buarcos/S. Julião (... para já, do conhecimento público a José Esteves e Rui Duarte...)
Existe uma tinta que repele a urina das paredes se alguém as usar indevidamente. 
Para combater o mau cheiro e apelar ao civismo...

A minha alma tá parva... Bem aventuradas eleições: Ataíde em sintonia com a CGTP!

João Ataíde, em janeiro de 2017, não pára de surpreender!..

A globalização da raiva, isto é, o fim da globalização, não vai ser uma coisa bonita...

A vida

"A vida que nos é dada tem os seus minutos contados e, além disso, é-nos dada vazia. Quer queiramos quer não, temos que preenchê-la por nossa conta: isso é temos de ocupá-la, de um ou de outro modo. Por isso, a substância de cada vida reside nas suas ocupações. Ao animal não somente lhe é dada a sua vida, mas também o reportório invariável da sua conduta. Sem a sua intervenção, os instintos dão-lhe já decidido o que vai fazer e evitar. Por isso, não pode dizer-se do animal que se ocupa nisto ou naquilo. A sua vida não esteve nunca vazia, indeterminada. Mas o homem é um animal que perdeu o sistema dos seus instintos, ou, o que é igual, deles conserva só resíduos e cotos incapazes de lhe impor um plano de comportamento. Ao encontrar-se existindo, encontra-se perante um pavoroso vazio. Não sabe o que fazer; tem ele mesmo que inventar os seus afazeres ou ocupações. Se contasse com um tempo infinito diante de si, não importaria grandemente: poderia ir fazendo o que lhe ocorresse, experimentando, uma após outra, as ocupações imagináveis. Mas - aí está! - a vida é breve e urgente; consiste sobretudo em pressa, e não há outro remédio senão escolher um programa de existência, com exclusão dos restantes; renunciar a ser uma coisa para poder ser outra; em suma, preferir umas ocupações às restantes." ( pág. 18 )
José Ortega y Gasset ( Madrid, 1883/Madrid, 1955 )

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Quer saber se se está a exportar mais em Portugal?

Clique aqui.
Fica a saber tudo sobre a realidade das exportações portuguesas.
Concelho a concelho.

Serviço público e agitação e propaganda...

SERVIÇO PÚBLICO - ONTEM, NO OUTRA MARGEM
Foto Outra Margem
Uma foto de um contentor do lixo. 
A última recolha remonta à semana passada. 
Longe vão os tempos em que, alguém à procura de fama, espreitava nos contentores... 
(normalmente em companhia do "fotógrafo"...) 
A foto era de ontem de manhã e tinha sido obtida precisamente em Brenha.


AGITAÇÃO E PROPAGANDA DO REGIME DEMOCRATICAMENTE INSTALADO NOS PAÇOS DO MUNICÍPIO FIGUEIRENSE, DESDE 2009 - HOJE, NO FIGUEIRA NA HORA
Foto sacada ao Figueira na Hora
"Sob a responsabilidade da Empresa Municipal Figueira Domus no passado dia 4 de janeiro realizou-se uma ação de limpeza, com a recolha de monos e lixo, no bairro da Fonte Nova em Brenha.
Esta iniciativa (sendo a terceira realizada pela empresa, depois de Mártir Santo em Buarcos e Quinta das Recolhidas em Vila Verde) enquadra-se no plano de gestão e administração de espaços comuns de todos os bairros geridos por esta empresa municipal e tem por principal objetivo “fazer cumprir as normas do Regulamento de Atribuição e Gestão de habitação Social do Município da Figueira da Foz”. Para este efeito, numa estreita colaboração com a Figueira Domus, a acção contou com a colaboração da Guarda Nacional Republicana, Bombeiros Municipais, SUMA e técnicos do Programa Escolhas 6ª Geração.
Segundo refere o conselho de administração da Figueira Domus, “este tipo de acção, coordenada pelos serviços da empresa municipal, revelou-se uma vez mais de extrema importância, porquanto contribui para o cumprimento das normas de uso e fruição dos espaços comuns; sensibilização dos beneficiários para boas práticas de vivência e convivência; reposição das condições originais; aumento das condições de higiene, salubridade e limpeza; incentivo à preservação e manutenção destas importantes zonas de usufruto comum e, finalmente, um consequente reforço institucional na relação entre a entidade gestora e os beneficiários”.
Numa perspetiva de consubstanciação prática da ação e suas consequências positivas, a Figueira Domus faz “um profundo apelo aos utilizadores dos espaços comuns, para os manterem limpos, cuidados e seguros, pois apenas dessa forma, será possível manter níveis de qualidade nos bairros e assim contribuir para o reforço da identidade nos bairro e sentido de pertença dos beneficiários”.

Nota de rodapé.
OUTRA MARGEM, como prestador de serviço público, comunica que  a porta estará sempre aberta a  todos - e não é preciso moedinha...
Ressalvo, porém, que estarei atento à agitação e propaganda do regime.
Por uma simples razão: porque tem muito de circo.
Olhando e vendo a agitação, facilmente se verifica que não existe nela tudo quanto foi anunciado na propaganda.

Olhar e recordar 2009...

"Entrou-se no ano novo. 
O tal que muito se anseia por ser o ano das autárquicas. O ano em que, durante muitos meses, se desenvolve um jogo de insinuações sobre candidatos e candidaturas ao município e às freguesias, se procuram pequenos sinais de manifestação de disponibilidade ou se descobrem vontades ou finalmente se percebem estratégias pessoais ou de grupo, algumas há muito no terreno. 
Há quem tenha a obrigação de encontrar listas a qualquer preço para respeitar orientações partidárias, no cumprimento da imposição da hierarquia, mesmo que os ventos não lhe sejam favoráveis. 
Há quem entenda que vão ser favas contadas porque já está instalado e disso se serve para se insinuar perante o eleitorado. 
Há os pequenos partidos com necessidade de afirmação na busca de uma tribuna. 
Há ainda os que se servem de barrigas de aluguer para evitar a enorme trabalheira e os riscos que correriam se se candidatassem como independentes. 
E, depois, há aqueles que, independentemente de opções ideológicas, querem privilegiar os interesses da sua terra e entendem que o comportamento dos habituais detentores do poder municipal não defende os interesses da Figueira ou porque se subordinam à hierarquia partidária, ou porque as promessas de campanha são deixadas para trás, ou ainda porque os seus atores se declaram incapazes. 
Esta é a ocasião para assistir ao aquecimento dos motores e formular votos de que as mensagens sejam finalmente claras e verdadeiramente credíveis. 
Será isso possível?"

Daniel Santos já me habituou nas Beiras a uma escrita oportuna, esclarecida e esclarecedora.  
A crónica que hoje publica, "Aquecer os motores", é mais um texto desses. 
Há evocações que só podem ser feitas em solitário. 
E verdadeiramente a  sós. Apenas com as nossas memórias. Só assim as conseguimos sentir verdadeiramente. Só assim conseguimos verdadeiramente dialogar com elas. 
São momentos assim, que nos equilibram e nos dão sentido à vida. 
Sempre que tenho oportunidade entrego-me  a eles.
Como eu o compreendo Daniel Santos...

Na Figueira, o que é desesperante, nada é o impossível...


ACTUALIZAÇÃO: Esclarecimento de Rui Torres.
Como uma reportagem limitada consegue dar uma dimensão incorrecta dos factos. Existe uma rua inserida da toponímica Figueirense - Rua do Alentejo.
A Câmara Municipal, que construiu a respectiva estrada, saneamento e agua através dos Serviços Municipalizados, Luz pela EDP, perdeu a posse da mesma e diz agora que é um problema de vizinhos. Ridículo. O problema é com a própria Câmara, que, através da inépcia da sua gestão, não quer cumprir a sua obrigação legal. E a obrigação é manter a rua que está na toponímia Figueirense. E proteger o dinheiro que todos nós damos com os nossos impostos ao Estado. A não ser que a toponímia seja apenas mais um documento decorativo na respectiva Câmara Municipal, o que infelizmente aparenta ser. Mais, e responsabilidade da autarquia, os residentes (neste caso eu e família), ficamos sem qualquer possibilidade de socorro por bombeiros, INEM, serviços como gás ou CTT, não sendo possível aceder á casa visto não existir outro acesso.

MOMENTO AO PÉ COXINHO: crónica de desventuras várias, feitas fraquezas, de uma utente do Centro de Saúde de Buarcos, num dia frio e com chuva miudinha...

LOCAL: Centro de Saúde de Buarcos - HORA: 12:30h. - MEIO DE TRANSPORTE: Viatura própria...

 "Desço a rua até à rotunda do farolito - (adoro rotundas especialmente quando estou deficiente motora) – e entro na Av. Dr. Mário Soares (coincidência fúnebre) pela direita, como é meu hábito. 
Uns metros à frente, também na orla direita, avisto o mamarracho mal projectado do CSB.
Inicio o pisca-pisca, pisando sem querer o risco duma espécie de coisa nenhuma chamada “via para ciclistas” delineada em via rápida, quiçá, à moda de Fermentelos. 
Dentro do espaço da Unidade de Saúde que aglomerou toda a população figueirense, e até a malta que vive em Espanha (Av. de Espanha mais propriamente), entro noutra espécie de via estreita de acesso àquela outra espécie de mini parque de estacionamento.
No parquinho do edifício, ligo os faróis e finjo que vou em urgência , mas… Azar! Nem um único lugarzinho! Nem um! Eu que só queria umzinho lugar, mesmo em transgressão que fosse, porque tinha desculpa! 
Blasfemo para dentro..."
Nota de rodapé.
O que valeu, é que voltou mais aliviada  com a benção de quem sabe.
"Depois desta saída, após 3 dias forçada a estufa, e a correr tudo na maior como o Carnaval de Buarcos e os anjinhos do cemitério, valeu-me a Dra. quando anunciou em voz impositiva: 
/Precisa de uns dias de repouso e de umas massagens de fisioterapia!/ 
(…) Quando cá fora vi o carro mal estacionado, mas bem do outro lado da tal via rápida, chorei de conforto! Os “ lombinhos” saltitaram de felicidade! Era uma nova oportunidade género Indiana Jones coxo!
Agradeci (e muito) quando voltei a estufar e… cá estou em repouso…
Talvez fosse boa ideia pensar nos entrevadinhos e reverem e ampliarem os lugares de estacionamento (grátis) do Centro de Saúde de Buarcos, porque é, de facto, complicado estacionar em hora de consultas. É importante para os utentes que têm dificuldade em deslocar-se a requalificação do parqueamento (grátis), numa unidade de cuidados primários de saúde que faz também urgências. 
Sei lá, o Município pode cooperar , acho eu, que não acho nada!"
Para ler na íntegra esta deliciosa e contundente crónica de Isabel Maria Coimbra, clicar aqui.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Imagens figueirenses desta manhã

Uma foto de um contentor do lixo. 
A última recolha remonta à semana passada. 
Longe vão os tempos em que, alguém à procura de fama, espreitava nos contentores... 
(normalmente em companhia do "fotógrafo"...)


Duas fotos do parque de estacionamento da Praça do Forte
Cá pela Figueira, já nos vamos habituando ao anúncio de obras novas. 
Quanto à manutenção, porventura, porque isso não dá votos, continuamos no ano zero.

"Soares era fixe!"

"Em Buarcos, Soares era cidadão honoris causa! Calorosamente recebido pelas gentes do mar, privava com a população com a simplicidade de quem fazia da política um exercício sublime de proximidade. Viu-se em apuros quando subiu a um penhasco para visitar o património geológico do Cabo Mondego, contrariamente ao ditado “para baixo todos os santos ajudam” retirá-lo não foi fácil enquanto a subida havia sido um ápice! Esteve sempre nos momentos conturbados da política local! Tive a felicidade de privar com ele algumas vezes, sempre na Figueira… perdurará uma forte memória… até porque… Soares era fi xe!" 
Isabel Maranha Cardoso, economista, hoje no jornal AS BEIRAS.

Mário Soares

Mário Soares, de seu nome completo Mário Alberto Nobre Lopes Soares, nasceu em Lisboa, em 7 de Dezembro de 1924, filho de João Lopes Soares, professor, pedagogo e político da Iª República, e de Elisa Nobre Soares. Casou com Maria de Jesus Simões Barroso Soares em 1949, falecida em 7 de julho de 2015. Tiveram dois filhos, Isabel Soares, psicóloga e directora do Colégio Moderno, e João Soares, advogado e deputado à Assembleia da República, e cinco netos - Inês, Mafalda, Mário, Jonas e Lilah. Faleceu no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, às 15:28 do dia 7 de Janeiro de 2017.

Para onde caminhas Figueira?..

"...a expressão “Quo vadis”, a qual significa “Para onde vais” ou “Para onde caminhas” e, se bem que atribuída a Jesus Cristo 
("Agora que vou para aquele que me enviou, nenhum de vocês me pergunta: Para onde vais?")...
Se aplicada à Figueira da última meia-dúzia de anos, a expressão “Quo vadis” será pontuada por si com um ponto de interrogação ou com um ponto de exclamação?
Ou, como eu, preferirá “Quo vadis, Figueira”?!.."
Teotónio Cavaco, deputado municipal do PSD, ontem numa crónica publicada no jornal AS BEIRAS.

Nota de rodapé.
Quero acreditar, que sempre esteve no horizonte dos figueirenses, tentar ir sempre ir mais além... 
Só que, até agora, a maioria dos figueirenses, têm-se cansado demasiado depressa.
Um dia, os figueirenses, conseguirão ver que, nem sempre, necessitam de ir mais para além. 
Com aquilo que têm, no momento, podem conseguir...
E, essa é, precisamente, a solução serena que não é fácil de ver para muita gente...
Mas, a capacidade de superação é-nos inata. 
Temos de ver a parte importante da nossa vida que é a Figueira.
Contudo, não basta olhar essa parte importante da nossa vida. 
É necessário ir para além da contemplação dessa parte importante da nossa vida que nos é proporcionada pelo olhar. 
Temos, para além de estarmos atentos, ir aprendendo com o que a vida nos vai ensinando...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Campanhas eleitorais...

Na Figueira, em período pré- eleitoral, existem duas espécies de promessas eleitorais:  as disfarçadas...  E as ostensivas...
A escolha é vossa.