terça-feira, 20 de janeiro de 2015
De vez em quando é bom recordar que a Figueira tem atletismo.... (III)
A Figueira da
Foz não dispõe de condições
para a prática do atletismo.Já fizemos a denuncia do facto vezes sem conta neste Outra Margem.
Fonseca Antunes, para vergonha de quem passou pelo poder autárquico figueirense nos últimos 30 anos, em entrevista ao jornal AS BEIRAS é claro: “penso que os sucessivos executivos camarários não escolheram como prioridade melhorar as infraestruturas desportivas municipais”.
Uma pista de atletismo custaria cerca de 400 mil euros. “Mas o mais dramático de tudo é saber que tempos houve em que estas infraestruturas custariam à câmara, com apoio europeu, apenas 15 por cento do custo total. Perdeu-se uma grande oportunidade”, afirma Fonseca Antunes.
Se o Estádio Municipal José Bento Pessoa tivesse uma pista de tartan, diz ainda o treinador, “levaria a que todas as modalidades desportivas praticadas no concelho usufruíssem de instrumentos de alto gabarito, a uma melhoria óbvia e evidente do espaço municipal e a um investimento nos jovens estudantes”. Em última instância, defende ainda, “iria potenciar a prática desportiva destes grandes atletas”.
A conclusão é óbvia: “houve falta de visão estratégica, por parte dos governantes locais”.
Todavia deixa uma réstia de esperança para o futuro.
“Actualmente, porém, noto interesse por parte do executivo camarário em criar condições. Já tivemos reuniões neste sentido”.
Contudo, faz um aviso.“investir numa pista no estádio municipal antes de se fazerem obras de fundo não é aconselhável, porque ele encontra-se num estado lastimável, muito degradado. Fiquei desagradavelmente surpreendido com o que constatei”.
No entanto, Fonseca Antunes insiste e realça utilidade de uma pista, nem que seja sintética, mas perto da zona escolar, pois “ permitira criar uma escola municipal de atletismo com projecção nacional, através dos clubes do país”. E, se calhar, “até poderia competir na 1.ª Divisão nacional, tendo em conta a qualidade dos atletas locais, sem contar com estrangeiros”.
Esta nossa cidade tem de deixar de ser uma cidade que tem um atirador olímpico, que ficou sem local para treinar e que tem vários campeões nacionais de atletismo, que treinam na praia!..
Como escrevemos anteriormente neste blogue, continua a ter a palavra a autarquia.
O atletismo figueirense há muito que justifica outro tratamento de quem de direito, pois já fez mais do que o suficiente para o merecer....
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Marcelo sabe muito...
Ontem, na TVI, na sua habitual missa
dominical, Marcelo Rebelo de Sousa disse que a esquerda parte "com
uma vantagem clara" para as Presidenciais de 2016, tendo António
Guterres "em compasso de espera", enquanto "vai pondo
António Vitorino em lume brando".
"É tudo gerido por António
Costa", acrescentou...
Marcelo Rebelo de Sousa sabe o óbvio:
as candidaturas presidenciais ganhadoras são as que, partindo de um
determinado espaço político, conseguem alargá-lo.
É isso que ele quer fazer
transparecer: que está com um pé dentro e outro fora do PSD.
O que acontece é que o pé que Marcelo
tem fora do PSD - e em muitos dias é esse o "principal pé"
-, ao mesmo tempo que ser vai decisivo para tornar a sua
candidatura presidencial uma quase inevitabilidade, terá o perigo de amarrar
Passos Coelho a uma estratégia que não lhe convém.
Marcelo vai querer demarcar-se deste
governo e de Passos: sobretudo, vai querer mostrar que não está
refém de ninguém.
O que a meu ver é verdade, pois Passos e o PSD é
que vão ficar reféns de Marcelo.
Marcelo vai tentar evitar no espaço da
direita uma candidatura alternativa à sua – neste momento, Santana por saber isso já se meteu em “bicos dos pés”... -, que só fraccionaria o
PSD, mas, por outro lado, a candidatura de Marcelo a presidente, é
uma ameaça ao projecto político que Passos tem levado a cabo nestes
anos de governação.
Portanto, a futura putativa cooperação
estratégica entre Marcelo e Passos, neste momento, parece mais do
que uma miragem, uma utopia distante.
Acontece que, politicamente, não creio ser possível que haja convergência estratégica possível entre os dois.
Como se não bastasse, Marcelo
putativo candidato oficial do PSD, não terá o potencial eleitoral
de Marcelo candidato com o "pé fora" do PSD.
As presidenciais de 2016 vão servir
para muita coisa.
Por exemplo, espero eu, para confirmar o bloqueio
estratégico que, neste momento, existe e é visível na direita.
Nada de grave, pois o PS, como habitualmente, vai dar uma ajuda...
Já apontam para Vitorino.
"Perplexidade, desânimo e tristeza, perante um espectáculo desolador"...
Esta é a posição do Centro de Estudos do Mar, em declarações declarações de Alfredo Pinheiro Marques ao jornal "Diário de Coimbra", sobre a destruição total dos arquivos dos Estaleiros Navais da Figueira da Foz...
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| para ler melhor, clicar na imagem |
No fio da navalha...
«Quem gere
os destinos do município,
tem de ir à procura de bons
eventos para o resto do ano
e não se pode contentar com
um mês de maior ocupação.
Mas a fasquia está tão baixa,
que já nos contentamos com
pouco. É preciso contenção,
mas mais arrojo. É preciso ir
à procura de parcerias, reunir
vontades e não nos bastarmos
com o poucochinho.
Não chega falar de contenção,
porque “quando
se navega sem destino,
nenhum vento é favorável”. E
o problema está exactamente
em saber qual é o destino
que se quer, qual o rumo que
se pretende, qual o projecto
que se tem.»
Miguel Almeida, antigo vereador executivo do PSD, no mandato de Santana Lopes, e actual vereador da oposição, na crónica de hoje no jornal AS BEIRAS.
Miguel Almeida, antigo vereador executivo do PSD, no mandato de Santana Lopes, e actual vereador da oposição, na crónica de hoje no jornal AS BEIRAS.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Dr. Pires de Lima, um verdadeiro artista do CDS
Passo a citar via Expresso:
«Não foi só um mal-entendido: o Ministério da Economia presumiu mesmo que haveria uma discriminação entre os trabalhadores da TAP representados por sindicatos que assinaram o acordo com o Governo e os que ficaram de fora - e nessa discriminação incluía-se a protecção contra um eventual despedimento colectivo, um dos pontos incluídos nesse texto. Essa foi a ideia veiculada pelo secretário de Estado Sérgio Monteiro no briefing que se seguiu ao Conselho de Ministros. E foi a informação transmitida ao Expresso na tarde de 5ª feira.
Ao que o Expresso apurou, mesmo no Conselho de Ministros essa questão ficou indefinida. Houve quem saísse com a mesma convicção que Sérgio Monteiro exprimiu mais tarde: "Não consigo compreender como é que estenderíamos protecções a quem não assinou o acordo". E Pires de Lima, nas televisões, adensou a confusão.
Ontem, depois do coro de críticas - que incluiu figuras insuspeitas, como Paulo Rangel e António Lobo Xavier - Passos Coelho esclareceu que a protecção contra o despedimento colectivo durante dois anos e meio se aplica a todos os trabalhadores, pois é isso que impõe a lei geral do trabalho. Foi o próprio Pires de Lima quem pediu ao PM, logo de manhã, que fizesse esse esclarecimento, depois de ter percebido, na quinta-feira à noite, que não havia uma única voz que sustentasse a ideia de tratar de forma diferente uns trabalhadores e outros na questão do despedimento.»
«Não foi só um mal-entendido: o Ministério da Economia presumiu mesmo que haveria uma discriminação entre os trabalhadores da TAP representados por sindicatos que assinaram o acordo com o Governo e os que ficaram de fora - e nessa discriminação incluía-se a protecção contra um eventual despedimento colectivo, um dos pontos incluídos nesse texto. Essa foi a ideia veiculada pelo secretário de Estado Sérgio Monteiro no briefing que se seguiu ao Conselho de Ministros. E foi a informação transmitida ao Expresso na tarde de 5ª feira.
Ao que o Expresso apurou, mesmo no Conselho de Ministros essa questão ficou indefinida. Houve quem saísse com a mesma convicção que Sérgio Monteiro exprimiu mais tarde: "Não consigo compreender como é que estenderíamos protecções a quem não assinou o acordo". E Pires de Lima, nas televisões, adensou a confusão.
Ontem, depois do coro de críticas - que incluiu figuras insuspeitas, como Paulo Rangel e António Lobo Xavier - Passos Coelho esclareceu que a protecção contra o despedimento colectivo durante dois anos e meio se aplica a todos os trabalhadores, pois é isso que impõe a lei geral do trabalho. Foi o próprio Pires de Lima quem pediu ao PM, logo de manhã, que fizesse esse esclarecimento, depois de ter percebido, na quinta-feira à noite, que não havia uma única voz que sustentasse a ideia de tratar de forma diferente uns trabalhadores e outros na questão do despedimento.»
sábado, 17 de janeiro de 2015
sexta-feira, 16 de janeiro de 2015
As consequências de mais blocos de pedra na "defesa" da costa
![]() |
| Foto de Pedro Agostinho Cruz |
Segui o conselho do autor do blogue, o eng. João Vaz, e li o artigo com atenção.
Permitam que recomende a sua leitura, pois dá uma explicação elaborada em 1998 para a forte erosão que assola a orla costeira na Figueira da Foz.
A sul do 5º. molhe...
| foto António Agostinho |
Mais fotos aqui e aqui.
Isto é um país ou uma casa de correcção?..
Ainda antes do 25 de Abril, o regime de então proibiu que se cuspisse para o chão.
Quem infringisse a lei ficava sujeito ao pagamento de uma coima que lhe seriam aplicada pelo polícia da ronda.
A partir de hoje, os utentes dos transportes rodoviários sujeitam-se a multas entre 50 e 250 euros se apoiarem os pés nos estofos, se se pendurarem nos acessórios do veículo em marcha ou se fizerem barulho que incomode outros passageiros.
Visando o sucesso da lei, o governo dará 10% da multa a quem a cobrar.
A reacção à «lei do cuspe» foi engenhosa: quem queria chatear a polícia cuspia para o ar em vez de cuspir no chão, ultrapassando, assim, a eficácia normativa da lei.
No caso da lei hoje aprovada pelo governo de Passos Coelho, é provável que os motoristas passem por maus bocados à pala disto....
A partir de hoje, os utentes dos transportes rodoviários sujeitam-se a multas entre 50 e 250 euros se apoiarem os pés nos estofos, se se pendurarem nos acessórios do veículo em marcha ou se fizerem barulho que incomode outros passageiros.
Visando o sucesso da lei, o governo dará 10% da multa a quem a cobrar.
A reacção à «lei do cuspe» foi engenhosa: quem queria chatear a polícia cuspia para o ar em vez de cuspir no chão, ultrapassando, assim, a eficácia normativa da lei.
No caso da lei hoje aprovada pelo governo de Passos Coelho, é provável que os motoristas passem por maus bocados à pala disto....
Só podia ser assim...
"Carlos Cruz e Jorge Ritto perdem condecorações".
"É um procedimento automático, que decorre da lei. Sempre que o conselho tem conhecimento de situações, abre o processo, que é quase administrativo", explicou Manuela Ferreira Leite.
"É um procedimento automático, que decorre da lei. Sempre que o conselho tem conhecimento de situações, abre o processo, que é quase administrativo", explicou Manuela Ferreira Leite.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
Uma postagem difícil!
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| foto de Pedro Agostinho Cruz |
Porventura – digo eu que não sou especialista na matéria - existem outros critérios de avaliação nomeadamente, históricos, científicos, sociais, políticos, etc., mas para mim são sobretudo os dois primeiros critérios que permitem a alguém afirmar que uma determinada foto é uma “boa fotografia”.
Sou do tempo em que a técnica e a visão, eram os alicerces em que a “boa” fotografia se apoiava.
O domínio da técnica e uma visão apurada, eram “ferramentas” para um fotografo fazer “boas” imagens.
Na actualidade, porém, há quem pense que depois de ter sido introduzida uma terceira componente na “qualidade” da fotografia - o pensamento, muitas vezes designado como conceito - as transformações tecnológicas, sociais, culturais e artísticas do final do século XX teriam tornado o pensamento a componente mais importante de uma fotografia que pretenda assumir uma intervenção artística contemporânea.
Na actualidade, a meu ver, tal facto não é evidente. Muita da chamada fotografia contemporânea que conheço, paradoxalmente, valoriza pouco a reflexão ou o pensamento e sobrevaloriza os critérios técnicos, ainda que com novas roupagens.
Foi isso que me fascinou sempre na fotografia de um jovem fotografo chamado Pedro Agostinho Cruz.
E a frota da PSP, os carros dos bombeiros e as ambulâncias podem circular?..
"Diz que é uma espécie de socialismo.
A partir de hoje, quem tenha carro de pobre deixa de poder circular no centro de Lisboa.
Diz que é uma espécie de ecologia.
A menos que seja por exemplo um táxi, e então já pode.
A ideia não será, portanto, modernizar a frota de táxis da capital do nosso turismo, pelo menos para já, o que até faz um certo sentido.
Bem vistas as coisas, observar uma cidade cheia de casas a cair de maduras da janela de um táxi a cair de maduro tem a sua coerência. Mas para já, para já, a mensagem é: “se queres circular em Lisboa, faz-te rico e compra um carro como deve ser, que nos transportes públicos também não te safas, para além de serem caríssimos, também podem poluir à vontade, estão excepcionados”.
Não se zanguem. É pelo ambiente, e tudo o que é pelo ambiente é bom.
Para além do mais, este resumo desta medida do Costa autarca é em tudo igual a este outro das soluções propostas pelo António Governante: “se Portugal quer resolver o problema da dívida, que cresça e se torne um país como deve ser”.
Cá está ela outra vez, a coerência. O homem gosta de nos mandar enriquecer. Não tem nada de mal, pois não? Cheira bem, cheira a Lisboa. Uma capital sem pobres.
É boa ideia."
Texto: O país do Burro
Título: Outra Margem
A partir de hoje, quem tenha carro de pobre deixa de poder circular no centro de Lisboa.
Diz que é uma espécie de ecologia.
A menos que seja por exemplo um táxi, e então já pode.
A ideia não será, portanto, modernizar a frota de táxis da capital do nosso turismo, pelo menos para já, o que até faz um certo sentido.
Bem vistas as coisas, observar uma cidade cheia de casas a cair de maduras da janela de um táxi a cair de maduro tem a sua coerência. Mas para já, para já, a mensagem é: “se queres circular em Lisboa, faz-te rico e compra um carro como deve ser, que nos transportes públicos também não te safas, para além de serem caríssimos, também podem poluir à vontade, estão excepcionados”.
Não se zanguem. É pelo ambiente, e tudo o que é pelo ambiente é bom.
Para além do mais, este resumo desta medida do Costa autarca é em tudo igual a este outro das soluções propostas pelo António Governante: “se Portugal quer resolver o problema da dívida, que cresça e se torne um país como deve ser”.
Cá está ela outra vez, a coerência. O homem gosta de nos mandar enriquecer. Não tem nada de mal, pois não? Cheira bem, cheira a Lisboa. Uma capital sem pobres.
É boa ideia."
Texto: O país do Burro
Título: Outra Margem
Uma ideia para promover o carapau...
"O carapau poderia ser a
alternativa por excelência à
sardinha, mas “não vende”.
Em vez de ficarmos de braços cruzados, poderíamos agir.
Os nossos eleitos poderiam ter a iniciativa de mobilizar as nossas associações para promover carapau.
Por exemplo, com a verba que se vai pagar o próximo espectáculo do Emanuel, poderia contratar-se três ou quatro chefes nacionais para promover um concurso, um livro de gastronomia ou um festival dedicado ao carapau.
É apenas uma ideia e deverão existir por aí outras bem melhores."
Em tempo.
A ideia é de Rui Curado da Silva.
Foi exposta na sua habitual crónica das quintas-feiras no jornal AS Beiras.
Para ler melhor a crónica basta clicar em cima da imagem.
Em vez de ficarmos de braços cruzados, poderíamos agir.
Os nossos eleitos poderiam ter a iniciativa de mobilizar as nossas associações para promover carapau.
Por exemplo, com a verba que se vai pagar o próximo espectáculo do Emanuel, poderia contratar-se três ou quatro chefes nacionais para promover um concurso, um livro de gastronomia ou um festival dedicado ao carapau.
É apenas uma ideia e deverão existir por aí outras bem melhores."
Em tempo.
A ideia é de Rui Curado da Silva.
Foi exposta na sua habitual crónica das quintas-feiras no jornal AS Beiras.
Para ler melhor a crónica basta clicar em cima da imagem.
As tragédias no mar
Se há coisa com que lido mal é com acidentes no mar.
Sou filho, neto e bisneto de pescadores, e estas tragédias tocam-me profundamente, até porque tenho antepassados que tiveram o mar como sepultura eterna.
Sou filho, neto e bisneto de pescadores, e estas tragédias tocam-me profundamente, até porque tenho antepassados que tiveram o mar como sepultura eterna.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Santana prova "que os políticos não são todos iguais"...
"Pelo
passado que lhe conhecemos nos cargos que desempenhou e que demonstra
que os políticos não são todos iguais”, Santana é o candidato
ideal para Belém. A afirmação, proferida ao jornal i, pertence a
Fernando Jorge, presidente da Câmara de Oleiros e membro da direcção
do PSD. O actual presidente da Misericórdia de Lisboa é, na opinião
deste dirigente “laranja”, “um cidadão comum, a quem não se
conhece fortuna”.
Em
tempo.
Santana
Lopes é o protótipo do político populista.
Questioná-lo por isso e
opor-lhe, por exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa como antonímia é um rematado
disparate: nessa matéria, Marcelo sempre foi o mestre.
Uma campanha
eleitoral de Santana Lopes tem a mesma base de uma campanha eleitoral
de Marcelo - está lá dentro todo o terceiro mundo.
Os dois apelam
à emoção e não à razão: a diferença é que Santana Lopes o
assume e, para o eleitorado alvo a que se destina, assumi-lo é
vantajoso.
Marcelo apela à emoção travestida de razão: não o pode é assumir, pois presume que fala para outro eleitorado alvo.
Marcelo apela à emoção travestida de razão: não o pode é assumir, pois presume que fala para outro eleitorado alvo.
Erosão costeira - as pedras na Praia do Hospital e a devastação das dunas a sul do 5º. molhe...
Lido no blogue Ambiente na Figueira da Foz.
"Será o fim da praia do Hospital? Mais pedras?
A física ensina que as estruturas imóveis na praia causam ainda mais erosão costeira, e perda de areia.
Ou as pedras destinam-se a defender o parque de estacionamento?"
Entretanto, como se pode ver pela foto abaixo, também obtida hoje, a sul do 5º. molhe, a duna está completamente devastada.
Alguém sabe o que está previsto para este local para tentar evitar a catástrofe anunciada?..
"Será o fim da praia do Hospital? Mais pedras?
A física ensina que as estruturas imóveis na praia causam ainda mais erosão costeira, e perda de areia.
Ou as pedras destinam-se a defender o parque de estacionamento?"
Entretanto, como se pode ver pela foto abaixo, também obtida hoje, a sul do 5º. molhe, a duna está completamente devastada.
Alguém sabe o que está previsto para este local para tentar evitar a catástrofe anunciada?..
| foto António Agostinho |
"Freguesias", pois claro...
À pergunta do eng. Daniel Santos, hoje na sua habitual crónica das sextas-feiras no jornal AS BEIRAS - "uma vez que a solução em vigor não agrada a ninguém, será impossível que a câmara promova uma reorganização administrativa do concelho, essa sim, a apresentar a participação pública?" - e à resposta que o próprio eng. Daniel Santos dá - "se tal for possível e não for feito, só vejo uma razão: cobardia política!" - creio que o que vai acontecer, em alternativa, é o seguinte: os políticos, ou vão ignorar a pergunta do eng. Daniel Santos, ou vão rebuscar ainda mais os argumentos.
Eu, desde já, por saber há muito do que a casa gasta, vou fazer um esforço para não rir...
Eu, desde já, por saber há muito do que a casa gasta, vou fazer um esforço para não rir...
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
O meu mar...
Certamente
por isso, desde que me conheço, sempre me senti bem junto ao mar.
A mim, o mar nunca cansou: é sempre diferente, nunca se repete,
apesar das ondas se sucederem umas às outras - e, sobretudo, nunca é igual.
Gosto
do silêncio do meu mar – o mar da Cova – um mar que conheço há
60 anos, não por redundância, mas pela diferença.
É a diferença que me continua a entusiasmar no meu mar – o mar da Cova.
É a diferença que me continua a entusiasmar no meu mar – o mar da Cova.
Antes & Depois
(O poder parecia chocado. Agora já se recompôs.)
"Há um mês, ninguém na Europa marchou pelos milhares de vítimas de bombistas no Paquistão. Agora milhões desfilam contra o terrorismo islâmico."
"Há um mês, ninguém na Europa marchou pelos milhares de vítimas de bombistas no Paquistão. Agora milhões desfilam contra o terrorismo islâmico."
Atenção munícipes
A Reunião de Câmara da próxima segunda-feira, dia 19, às 15 horas, é aberta à participação do público. Se tem algum assunto que queira expor à vereação, pode inscrever-se através de uma das seguintes formas:
- No Gabinete de Atendimento ao Munícipe;
- Através do número 233 403 333;
- Enviando um mail para municipe@cm-figfoz.pt com o preenchimento do formulário que pode encontrar encontrar em http://www.cm-figfoz.pt/…/ca…/reunioes_de_camara/form_rc.pdf.
- Através do número 233 403 333;
- Enviando um mail para municipe@cm-figfoz.pt com o preenchimento do formulário que pode encontrar encontrar em http://www.cm-figfoz.pt/…/ca…/reunioes_de_camara/form_rc.pdf.
Via Somos Figueira
Passos Coelho levou o assessor?..
Ao que constou o primeiro ministro de Portugal esteve em Paris...
Será que Zeca Mendonça acompanhou Passos Coelho?..
O que aprendi, pelo que vi, ontem...
Há
por aí muita confusão relativamente ao conceito de "liberdade de expressão".
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
Porque é necessário relembrar
Como sabem, os comentários são aprovados antes de serem publicados.
Os conteúdos que comportem insultos ou calúnias ao autor do Outra Margem, ou a terceiros, feitos por anónimos, são naturalmente excluídos.
Os conteúdos que comportem insultos ou calúnias ao autor do Outra Margem, ou a terceiros, feitos por anónimos, são naturalmente excluídos.
O poder mediático
Desde que me conheço e disso tenho memória, que a meu ver, na Figueira, em Portugal e no Mundo, o que está verdadeiramente em causa é a liberdade de expressão e não a liberdade de informação.
Sobre a liberdade de informação, nomeadamente por aquilo que conheço em Portugal, na Figueira e no Mundo, há muito que deixei de ter quaisquer ilusões.
Confundir estas duas liberdades é um erro grave e básico.
Claro que concordei com a manifestação de Paris.
Todavia, isso não me impediu de ver o óbvio: algumas das figuras que por lá estiveram não passam de uns grandessíssimos hipócritas.
Se discordam, digam como apelidar personagens que disseram defender em Paris aquilo que abominam e esmagam dentro dos seus Países?
Estiveram milhões de pessoas a manifestar-se, ontem, em Paris, em defesa da liberdade e da democracia.
Ontem, porém, a contradição foi ainda mais visível e mais profunda.
Políticos da família de Merkel ou Juncker a desfilar permitiu registar a forma oportunista como o poder vigente apanhou a onda da resposta dos cidadãos que têm sido vítimas das políticas europeias.
A fila da frente tinha ainda personagens com uma história recente de arrepiar. Foi uma encenação organizada com o poder mediático.
Hoje já é a normalidade.
Os profissionais do Charlie Hebdo considerariam isto uma nova morte e era tremendamente injusto.
Embora presente - por breves minutos, é certo - a fila da frente podia integrar, mesmo que como convidada especial, uma manifestação da ausente Frente Popular ou empunhar um cartaz do Goldman Sachs ou do grupo de Bildeberg.
Poucos estranhariam.
Esta liderança europeia, fraca com os fortes (e com os comprovadamente corruptos) e impiedosa com os fracos, parece capaz das mais sofisticadas coreografias.
Seguem-se, para análise, duas fotos obtidas de ângulos diferentes da fila da frente.
Sobre a liberdade de informação, nomeadamente por aquilo que conheço em Portugal, na Figueira e no Mundo, há muito que deixei de ter quaisquer ilusões.
Confundir estas duas liberdades é um erro grave e básico.
Claro que concordei com a manifestação de Paris.
Todavia, isso não me impediu de ver o óbvio: algumas das figuras que por lá estiveram não passam de uns grandessíssimos hipócritas.
Se discordam, digam como apelidar personagens que disseram defender em Paris aquilo que abominam e esmagam dentro dos seus Países?
Estiveram milhões de pessoas a manifestar-se, ontem, em Paris, em defesa da liberdade e da democracia.
Ontem, porém, a contradição foi ainda mais visível e mais profunda.
Políticos da família de Merkel ou Juncker a desfilar permitiu registar a forma oportunista como o poder vigente apanhou a onda da resposta dos cidadãos que têm sido vítimas das políticas europeias.
A fila da frente tinha ainda personagens com uma história recente de arrepiar. Foi uma encenação organizada com o poder mediático.
Hoje já é a normalidade.
Os profissionais do Charlie Hebdo considerariam isto uma nova morte e era tremendamente injusto.
Embora presente - por breves minutos, é certo - a fila da frente podia integrar, mesmo que como convidada especial, uma manifestação da ausente Frente Popular ou empunhar um cartaz do Goldman Sachs ou do grupo de Bildeberg.
Poucos estranhariam.
Esta liderança europeia, fraca com os fortes (e com os comprovadamente corruptos) e impiedosa com os fracos, parece capaz das mais sofisticadas coreografias.
Seguem-se, para análise, duas fotos obtidas de ângulos diferentes da fila da frente.
Olhando o Mar e o Joaquim Gil*
«Conheci o Joaquim Gil
quando ele colaborou
com a FGT, durante
o período que presidi ao
Conselho de Administração
daquela Empresa Municipal.
Ficámos amigos e eu sou-lhe
grato pelas críticas que me
fez, pelos conselhos que me
deu e pelos bons momentos
que passámos juntos.
Apesar de não ser natural da
Figueira, adoptou esta terra
como sua e emprestou-lhe
as suas distintas capacidades
humanas e intelectuais.
Foi um livre pensador, dotado
de uma inteligência notável,
que partilhava, de forma
natural e espontânea, com
todos aqueles com quem
convivia e com todos os que
seguiam os seus espaços de
comentário e opinião, escritos
e falados. Inteligência que
lhe permitia ser dono de um
sentido de humor notável,
muitas vezes desconcertante,
mas pleno de cabimento.
Era o exemplo de como uma
pessoa pode facilmente
adaptar-se a uma comunidade
e intervir assiduamente na
mesma. Encarnou sempre de
forma assertiva e esclarecida
a liberdade de expressão,
com envolvimento na comunicação
social e assertividade
na forma de transmitir
informação e opinião aos
figueirenses.
Certamente não terá agradado
a todos, mas também
nunca foi essa a sua preocupação.
Preocupou-se apenas
em respeitar a sua consciência e ser fiel a si mesmo,
o que aliás alcançou. Onde
quer que seja, continuará
“Olhando o Mar”.»
* Uma crónica de Miguel Almeida, hoje publicada no jornal AS BEIRAS.
* Uma crónica de Miguel Almeida, hoje publicada no jornal AS BEIRAS.
domingo, 11 de janeiro de 2015
A luta é constituída por pequenos nadas...
Algumas figurinhas estiveram na fila da
frente da manifestação de hoje em Paris.
Imaginem quanto lhes não terá
custado...
Esta manifestação defendeu valores
que alguns destes personagens despreziveis abominam.
Mas tiveram de ir...
Sejamos optimistas: no tempo que passa,
os valores da liberdade tomaram conta da maioria das consciências.
De tal modo isso acontece que, até
estes – para defesa da sua sobrevivência política – vergaram a
espinha!...
Vale o que vale...
As pequenas vitórias valem pouco, mas
quem as despreza não vai longe...
sábado, 10 de janeiro de 2015
Há blogues que são bons na oposição...
Um exemplo:
Câmara Corporativa.
Pena que, daqui a alguns meses, quando estiverem no poder percam qualidade.
O dirigente socialista António Costa alertou hoje que se o PS pensar como a direita, acabará por governar como esta, enaltecendo os governos de Guterres e Sócrates e considerando que os socialistas são europeístas mas não podem ser "euro ingénuos".
Câmara Corporativa.
Pena que, daqui a alguns meses, quando estiverem no poder percam qualidade.
O dirigente socialista António Costa alertou hoje que se o PS pensar como a direita, acabará por governar como esta, enaltecendo os governos de Guterres e Sócrates e considerando que os socialistas são europeístas mas não podem ser "euro ingénuos".
À atenção do novel presidente da Aldeia
Mesmo
na Aldeia, a História também está na rua e está bem visível na fachada
destas Alminhas.
Quem
transformou a imaginação em realidade, estava longe de adivinhar que
estaríamos – desde há longos anos, como mostra a foto.
As
ruas da Aldeia têm várias cicatrizes e mazelas, que se manterão
até que os poderes públicos e privados assim o permitam e
autorizem.
Dada
a inércia, até parece que nos esquecemos que estas Alminhas são
uma edição de um só exemplar, irrepetível – que, portanto, a
meu deveria ser preservada no seu estado original.
Quem
consentiu ou legitimou a entidade que colocou aquelas caixas nas
Alminhas,
uma
pequena edificação de 1917
e um raro vestígio do nosso passado, ainda praticamente intacto na
Aldeia?
Isto
é o progresso? O progresso não trouxe conhecimento técnico, e
científico, e histórico, e tecnológico? O progresso não aumentou
a visão de conjunto?
Insurgimo-nos
contra a devastação do património no Iraque por causa da guerra,
mas na Aldeia de que nos serve a paz se não existe bom senso?
Reponha-se
urgentemente a dignidade ao raro vestígio ainda existente do passado
da Aldeia – se possível, já!..
Todos Charlie?..
«Ligo a televisão e vejo a Assembleia da República que não deixou falar os "capitães de Abril" e que está tão chocada com esta falta de respeito pelo direito de expressão. Julgava que, para a presidente da Assembleia da República, "os carrascos" eram os que faziam barulho nas bancadas para o povo.»
"Não me levem a mal, ou levem, mas vou ser Charlie: por favor, jornalistas portugueses a dizer que são o Charlie quando nem coisos (tomates) têm para não fazer favores ao Governo etc., tenham dó. Não, não são todos Charlie. Pelo contrário, há meia dúzia que são e ainda bem que há. Agora não se façam passar por eles. Hoje somos todos Charlie Hebdo, mas amanhã voltamos ao que éramos. Aos jornais, televisões, etc., que aparecem a dizer-se Charlie, pergunto: quantas semanas durava o Charlie Hebdo em Portugal antes de ser cancelado por causa de chatices com a Igreja, Angola ou o Governo? Força, Charlie. Quantos jornais portugueses teriam coragem ou vontade de publicar os "cartoons" do Charlie? Espero que estes jornais que se dizem Charlie, durante a semana toda publiquem os "cartoons" na capa."
"Vivemos num país em que o Presidente da República, como representante de todos os portugueses, não vai ao enterro de um escritor (Nobel) porque não gosta dele, ou que não dá os parabéns a outro que canta fado porque não canta o que ele gosta, e que deve estar a deitar cá para fora um comunicado sobre a importância de aceitar a liberdade de expressão e a diferença."
João Quadros, «Não somos todos Charlie»
"Não me levem a mal, ou levem, mas vou ser Charlie: por favor, jornalistas portugueses a dizer que são o Charlie quando nem coisos (tomates) têm para não fazer favores ao Governo etc., tenham dó. Não, não são todos Charlie. Pelo contrário, há meia dúzia que são e ainda bem que há. Agora não se façam passar por eles. Hoje somos todos Charlie Hebdo, mas amanhã voltamos ao que éramos. Aos jornais, televisões, etc., que aparecem a dizer-se Charlie, pergunto: quantas semanas durava o Charlie Hebdo em Portugal antes de ser cancelado por causa de chatices com a Igreja, Angola ou o Governo? Força, Charlie. Quantos jornais portugueses teriam coragem ou vontade de publicar os "cartoons" do Charlie? Espero que estes jornais que se dizem Charlie, durante a semana toda publiquem os "cartoons" na capa."
"Vivemos num país em que o Presidente da República, como representante de todos os portugueses, não vai ao enterro de um escritor (Nobel) porque não gosta dele, ou que não dá os parabéns a outro que canta fado porque não canta o que ele gosta, e que deve estar a deitar cá para fora um comunicado sobre a importância de aceitar a liberdade de expressão e a diferença."
João Quadros, «Não somos todos Charlie»
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Morreu Joaquim Gil, advogado e colaborador da comunicação social local e distrital
O advogado Joaquim Gil, 60 anos, foi encontrado sem vida pela mulher, na noite de quinta-feira, junto à entrada da casa de banho, na sua habitação da Figueira da Foz.
Foi vítima de morte súbita.
Joaquim Gil, o último Director do extinto jornal o Figueirense, exercia advocacia em Coimbra e na Figueira da Foz.
Era conhecido também pela sua participação em órgãos de informação figueirense e distrital.
Via Figueira na Hora.
Foi vítima de morte súbita.
Joaquim Gil, o último Director do extinto jornal o Figueirense, exercia advocacia em Coimbra e na Figueira da Foz.
Era conhecido também pela sua participação em órgãos de informação figueirense e distrital.
Via Figueira na Hora.
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