quinta-feira, 26 de junho de 2014

Galante – a Farsa – Retrato de incultura urbanística

foto Figueira na Hora
Na Figueira, há gente que continua a não se deslumbrar com as luzes do Paquete encalhado no GALANTE, apesar de a versão oficial do regime o considerar um "projecto sustentável"...

Luís Ramos Pena, na Voz da Figueira:
"Corria o ano de 2004 quando o edil local, coadjuvado por alguns vereadores, defendia “com unhas e dentes” a implantação de um “hotel de referência” para o terreno sito na Ponte do Galante.
O terreno em causa era municipal e tinha sido vendido através de hasta pública nos finais de 2001 com uma finalidade bem precisa: a construção de um hotel com 4 andares e com a classificação mínima de 4 estrelas.
A escritura propriamente dita só viria a concretizar-se em 26 de Junho de 2003, altura em que a empresa Imofoz, única concorrente à hasta pública, comprou de manhã o terreno por 1.850.540,20€ para, algumas horas depois, no mesmo dia, o ir vender à Fozbeach por 2.992.787,38€.
Entre a data da hasta pública, realizada no Município em 18/12/2001, e Junho de 2003 foi preparado, nas costas dos cidadãos, um plano de pormenor para permitir o edificado que hoje pode ser constatado no local e arrepia qualquer ser humano que tenha o mínimo de gosto e sensibilidade.
A confecção desse “prato” foi digna de um verdadeiro “chef”, com avental a rigor, e secretamente cozinhado com os melhores conselhos e pareceres encomendados aos vários patamares da administração pública. Com efeito, a elaboração do Plano de Pormenor da Ponte do Galante processou-se no maior sigilo, à revelia dos princípios de participação democrática das populações na elaboração dos planos, e portanto sem dar oportunidade aos munícipes de nele intervirem com as suas sugestões. Na proposta do Plano, a unidade hoteleira do pré-anunciado hotel – fundamento da suspensão – transita para hotel de apartamentos e, mantendo a mesma área de implantação, dos iniciais 4 passa para 16 pisos, aumentando exponencialmente a densidade prevista para o local.
Entretanto, a Câmara Municipal procedeu à desafectação de terrenos que continuam no uso público (passeios) para os poder vender directamente à Fozbeach, SA já na vigência da suspensão do Plano de Urbanização. Os cidadãos, na altura, mostraram a sua indignação, não tanto pela torre, agora acabada de inaugurar com pompa e circunstância, mas sobretudo pela vergonhosa envolvente pouco condizente e apropriada para acompanhar o denominado “hotel de referência”.
Os figueirenses foram insultados com a plantação dessa selva de betão composta por sete blocos de apartamentos e 298 fogos – alheia ao interesse público – e visando apenas o enriquecimento de um promotor.
Já na altura, estávamos em 2004, muitas vozes afirmavam que a Figueira tinha milhares de apartamentos devolutos. Custa muito ter razão antes do tempo, sobretudo vários anos antes do rebentar da crise em 2008…
Mas o poderio económico foi mais forte do que a razão dos cidadãos e o fenómeno da Ponte Galante ficará na história como um exemplo de escola do bom funcionamento do bloco central de interesses (elementos do PSD e elementos do PS, de nível superior, colaboraram intimamente para que o projecto florescesse).  
Infelizmente, os enormes erros urbanísticos cometidos nesta cidade, durante os anos 80 e 90, não serviram de emenda…
O Galante é um mero caso particular de uma síndrome nacional que arrasou a economia e o território para beneficiar um grupo ínfimo de “promotores”. Constituiu um oásis para o “pato bravismo” – há quem lhe chame “chico espertismo” – que, ao não conseguir na íntegra os seus objectivos, não se coibiu de emparedar algumas habitações contíguas ao empreendimento imobiliário.
Agora, em 2014, façamos votos para que venham centenas de charters com turistas chineses, russos ou quiçá angolanos, para fazerem a devida ocupação do hotel de apartamentos, tanto mais que, em vez de uma envolvente verde condigna, consta que há por ali uma envolvente cor-de-rosa com striptease…"

Jorge Tocha Coelho, no Diário de Coimbra

O trabalho no capitalismo moderno

“Tarefas realizadas anteriormente por efectivos das multinacionais são hoje em dia realizadas por empresas subcontratadas que pagam salários mais baixos, oferecem menor protecção social e geram uma instabilidade laboral que pode chegar ao extremo do contrato diário.
Por vezes são os próprios ex-trabalhadores da multinacional que são subcontratados realizando exactamente o mesmo trabalho que realizavam antes, mas trabalhando mais horas e ganhando consideravelmente menos que anteriormente.
Outra habilidade é a criação de “novas empresas” que fazem parte do grupo económico da empresa mãe cujo objectivo é colocar trabalhadores a realizar o mesmo trabalho que era realizado pelos efectivos da empresa, mas dado que esta é teoricamente “outra empresa”, o regime de contratação é diferente e, obviamente, os salários e as condições de trabalho são piores.
A consequência destas práticas é que a riqueza é transferida dos trabalhadores para os accionistas e do trabalho para o capital.
O salário dos trabalhadores diminui ou cresce abaixo da inflação, enquanto os salários e prémios de alguns gestores e accionistas do nosso concelho subiram 10, 20 ou 30% nos últimos anos.”

Rui Curado da Silva, investigador, hoje no jornal AS BEIRAS

À atenção de militantes e simpatizantes e futuros votantes...

O secretário-geral do Partido Socialista, António José Seguro, reúne-se amanhã, sexta-feira, 27 de junho de 2014, com os seus apoiantes, num almoço na Tamargueira, em Buarcos...

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Podem tirar o cavalinho da chuva...

Os jornalistas bem se esforçaram, mas, aconteça o que acontecer no jogo de amanhã, Paulo Bento não se demite do cargo de Seleccionador Nacional, “porque não é a sua intenção, não é a intenção da Federação Portuguesa de Futebol e não é a intenção do seu presidente"!

ALTA TENSÃO NA MINHA ALDEIA... (FESTAS DE SÃO PEDRO DA COVA-GALA – 2014) - IV


A COMISSÃO DE FESTAS DE S. PEDRO ESTEVE, DURANTE A TARDE DE HOJE REUNIDA, E APÓS ALGUNS NECESSÁRIOS AJUSTES, CONCLUIU QUE VAI AVANÇAR COM A REALIZAÇÃO DAS FESTAS DE S. PEDRO. 

A QUALIDADE E A TRADIÇÃO DAS FESTAS DE S. PEDRO - MANTÊM-SE! 
AS FESTAS DE S. PEDRO, VÃO ACONTECER COMO DE COSTUME! 
A VOSSA PRESENÇA NA FESTA, SERÁ O APOIO QUE TANTO PRECISAMOS - CONTAMOS COM TODOS VÓS!

ALTA TENSÃO NA MINHA ALDEIA... (FESTAS DE SÃO PEDRO DA COVA-GALA – 2014) - III

A Dona vereadora Ana Carvalho, até prova em contrário, é uma pessoa de bem.
Mas, a Dona Vereadora não é uma cidadã qualquer.
É uma vereadora em potência.
Assim, é a ela que compete provar inequivocamente como é que alguém, por mais poderoso e forte que seja, conseguiu incomodar uma cidade inteira.
A Dona vereadora Ana Carvalho, é certo, não é obrigada a fazê-lo.
Todavia, se não o fizer (e até poderá continuar na mesma como Dona vereadora...), estará a dar mais um contributo dispensável para incrementar o absoluto descrédito de que já goza a classe politica, e os políticos em Portugal e na Figueira.
Porque, em Política, aquilo que parece, acaba por ser, o facto, incontornável, é que a um mero mortal o que parece é. 
Talvez seja injusto, talvez a Dona vereadora seja um génio e ainda não o saibamos. Quero crer que sim, mas na vida como na politica não basta ser-se, às vezes é preciso mesmo provar-se pública e inequivocamente que se é
Que tal começar por responder a este COMUNICADO DA COMISSÃO DE FESTAS SÃO PEDRO 2014?

Crispação

“Segundo Sócrates, “a administração é uma questão de habilidades, e não depende da técnica ou experiência. Mas é preciso antes de tudo saber o que se quer.” 
O exercício de funções autárquicas não é, nem mais, nem menos, do que um acto de administração para o que são convocados órgãos colectivos cujos elementos prosseguem as mesmas finalidades (no caso, a defesa dos interesses dos cidadãos). Tal é independente da visão que cada um tenha acerca dos processos a adoptar para a sua prossecução e do grupo político de que emanam. 
Ora, as melhores decisões devem resultar de salutares trocas de argumentos, tendo sempre presente o interesse público. 
Vem isto a propósito do facto de ter tido a oportunidade de assistir a parte da última reunião da Câmara Municipal onde constatei que a diferença de opiniões entre representantes dos dois grupos eleitos, atingiu níveis de crispação que nada abonam a favor da procura das melhores soluçõesMuito mais do que acontecia no mandato anterior quando o partido maioritário não detinha o poder absoluto. 
Não há muitos anos, apesar do maior ou menor grau de maioria, os pelouros executivos eram distribuídos pelos vereadores independentemente da sua origem partidária. Ao que me recordo, sem que se tivessem atingido tais níveis de crispação. 
Pergunto-me: porquê? 
Não terá isso muito a ver com as íntimas motivações dos actuais protagonistas?

Título e texto do Eng. Daniel Santos, em crónica que hoje publica no jornal AS Beiras

Em tempo.
O Eng. Daniel Santos é um cidadão com passado na política figueirense.
Não terá, eventualmente, é muito jeito e paciência para a retórica da política figueirense dos dias que passam...
Para muitos, porém – onde eu me incluo -, nada disso tem qualquer espécie de importância. Ou antes, tem, porque serão aparentes deficiências transformadas em virtudes.
Em tempos de descaramento e de verbo excessivo, a frontalidade é uma qualidade a registar, a valorizar e a enaltecer. 
Digamos assim, como em tempos de corrupção e facilidades várias, a honestidade, que deveria ser um traço banal e corrente na nossa vida política colectiva, ser valorizada e enaltecida como um sinal de excelência.
O eng. Daniel Santos, um cidadão com um percurso político de muitos anos a nível local, neste momento, da não política, faz nas suas crónicas semanais no jornal AS BEIRAS, política de excelência.
Na crónica de hoje, isso aconteceu mais uma vez.
Com a sua passagem pela política, aprendeu a fazer política através da escrita.
Ainda bem que o seu capital de experiência está a ter tão bom aproveitamento.
Eu, como leitor, com a frontalidade que me é peculiar,  registo o facto, divulgo o mais possível os seus excelentes escritos, e agradeço.
António Agostinho

Quem se mete com São Pedro leva!

foto Pedro Agostinho Cruz
Foi uma segunda-feira com muita chuva e trovoada, mas, a noite de São João permitia que os figueirenses figueirenses e visitantes que assim o quisessem, tivessem vindo para a rua ver as marchas, o fogo-de-artifício e divertir-se nos bailaricos populares...
Todavia, o S. João da Figueira este ano teve muito menos gente...
O quadro meteorológico, bastante adverso”, ficou com as culpas...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Joaquim Namorado - 100 anos

imagem sacada daqui

Autarquia figueirense entrega Medalha de Mérito Cultural em Prata Dourada à família do Comandante João Pereira Mano

João Pereira Mano, nasceu na Gala, então freguesia de Lavos, concelho da Figueira da Foz, em 2 de Setembro de 1914.
Em 24 de junho de 2014, a Câmara entregou a distinção à família numa cerimónia que decorreu no Centro de Artes e Espectáculos, nas comemorações do Dia da Cidade.
Na qualidade de Amigo e admirador da obra do Comandante João Pereira Mano,  a convite da família, tive o maior prazer em estar presente na cerimónia.

Um verdadeiro vereador da cultura que só não deve gostar de (alguma) fotografia....

foto sacada daqui
Não há dúvidas que aquela máxima que ouvimos entre dentes, relativamente ao desempenho dos vereadores figueirenses é cada vez menos verdadeira.
A tal máxima diz que os vereadores figueirenses para fora do concelho, dão a imagem que trabalham muito e são vistos como excelentes políticos, enquanto cá dentro andam a preguiçar e dormitando umas sestas, esquecendo o trabalho, tornado-se por isso laxivos.
Não é, de todo, o caso do vereador da cultura que não perde uma inauguração de uma exposição no CAE...
Quer dizer, tirando a devida excepção que,  como sempre, confirma a regra, de algumas de fotografia...

Finalmente abriu...

«Vai ser um projecto sustentado e que se irá justificar. Estamos todos empenhados neste projecto. Na Figueira cultiva-se o prazer da hospitalidade», disse João Ataíde na oportunidade...
O hotel, que se situa junto à Ponte Galante, em frente para a marginal oceânica, abriu no sábado passado e o feedback dos clientes tem sido “bastante positivo”. Ontem, em declarações aos jornalistas, Luís Cruz, que dirige o Grupo Hotusa em Portugal referiu que no primeiro dia foram “vendidos” 40 quartos. Relativamente aos preços, realçou que serão feitas promoções específicas para os figueirenses...

E o tempo a voltar para trás...

Em 1973, no tempo da outra senhora, quando comecei a trabalhar, já era assim...
E também era assim, por exemplo...
"O calado vai longe", "a minha política é o trabalho", "estás cá é para trabalhar, para pensar está o chefe", "quem quer trabalhar arranja sempre trabalho"...

segunda-feira, 23 de junho de 2014

ALTA TENSÃO NA MINHA ALDEIA... (FESTAS DE SÃO PEDRO DA COVA-GALA – 2014) - II

Eu sei que às vezes o excesso de ruído nos torna patetas...
Todavia, confesso que ainda estou siderado com o que li hoje no jornal AS BeirasEspantado, é pouco. Estou mesmo perplexo.
Surpreende-me - e muito -  o silêncio táctico dos que militaram sempre na causa do ruído na Figueira.
E esta noite, e bem, se o S. Pedro deixar, vai acontecer S. João.
E se o vento estiver norte, vai haver barulho cá na Aldeia do Mar...
A Dona Ana Carvalho, promovida a vereadora do presidente Ataíde, perdeu uma óptima oportunidade para se manter calma e quietinha depois de ter acordado mal disposta aí pelas 4 da manhã de uma noite destas. 
Numa cidade normal, ao fim do dia de hoje, já não era vereadora...
Mas, verdade seja dita, numa cidade normal a Dona Ana Carvalho nunca tinha entrado sequer como vereadora do presidente Ataíde.
Aguardam-se, portanto,  com expectativa as próximas declarações de João Ataíde e da Dona vereadora Ana Carvalho sobre o ruído que vai certamente invadir a Figueira esta noite depois das 23 horas...
Mas estamos na Figueira e sabemos que sabemos  que estamos na Figueira, quando andamos há largos anos a perder tempo com a data da realização dum Carnaval brasileiro num descampado, num país da Europa em pleno inverno, quando toda a gente sabia que, nos últimos anos, cá pela Figueira, nem dinheiro para o pagar havia...
Na Figueira há muitos anos que é carnaval quase todos os dias…

ALTA TENSÃO NA MINHA ALDEIA... (FESTAS DE SÃO PEDRO DA COVA-GALA - 2014)

Em tempo:
- para ler melhor clicar na imagem.

Sempre atrás do prejuízo...

Depois do empate obtido com a potência futebolística EUA, ainda há uma pequena  esperança:  os portugueses precisam torcer para a Alemanha vencer os Estados Unidos e GOELAR o Gana!..

domingo, 22 de junho de 2014

Coimbra: a enxovalhar governantes desde o séc. XVI...

Há polémicas e polémicas... (II)

"António Costa vaiado em Ermesinde"...

Ciclismo

Volta à Suíça: Rui Costa vence pela 3.ª vez consecutiva...
Via Record

Tarde de chuva...

foto António Agostinho
Hoje, de tarde, houve, de facto,  muita chuva!..
Não apenas chuva na lente...

Que estranha gente!..

foto sacada daqui
Passos Coelho, no decorrer do debate quinzenal da passada sexta-feira, segundo li no CM, disse que "não há precariedade laboral", mas sim "estabilidade laboral"!..
Vou fazer uma confissão: dado que deixei de fumar tabaco e tudo o mais há 21 anos, estou a encarar seriamente começar a tomar uma modesta dose de anti-depressivos... Por várias razões... 
Desde logo, para me suportar a mim próprio... (o que não é fácil).
Depois – e sobretudo -, para tentar aguentar a privação... (refiro-me à privação do sentimento de infinita comicidade que me deveria provocar este este governo e estranhamente não provoca...).  
Finalmente, para tentar permanecer lúcido, ou, pelo menos, sobreviver... (se conseguir sobreviver e se conseguir permanecer num patamar mínimo de lucidez, depois da passagem deste governo, quero ver se ainda consigo recordar com moderado gozo o contínuo espectáculo propiciado por esta estranha gente...).

Joguem com gana, porra!


Bom domingo

sábado, 21 de junho de 2014

Há polémicas e polémicas...

Em Braga, “confrontos físicos entre socialistas acabam em tribunal”... 
É este tipo de honestidade intelectual que vai faltando a este país. 
De vez em quando, convém lembrar os bons exemplos...

Cristiano e Dª. Inércia, o que têm a dizer a isto?..

Ana Gomes: 
- "Ninguém, chame-se Salgado ou Espírito Santo, pode ser demasiado santo para não ir preso"

S. Pedro da Cova e Gala


Este ano, ao que parece,  o S. Pedro da Cova-Gala está a incomodar a Figueira....
Nem sempre foi assim, porém. 
A foto acima diz respeito à Festa em Honra de São Pedro, Padroeiro das Povoações da Cova e Gala - Anos 60.

Silêncios e cartas

Há, sempre houve,  silêncios diferentes na Figueira.
Dois grupos são facilmente identificáveis: os que calam por conveniência; e os que calam por desinteresse.
No primeiro grupo, e para não sair da Figueira, temos os que não percebem “nada de ciclismo”...
Precisam tanto do silêncio!..
E, depois, temos os outros, os que escreveram a tempo.
E não precisam de se repetir.
Na Figueira, quem precisa - e são tantos, tantos... - cala-se.

De preferência, fazendo muito ruído para entreter e continuar.
Quem não precisa, por ter a espinha direita - e tão tão poucos - cala...
Por saber que na Figueira ter razão antes do tempo, ainda que complicado, é o menos: não se pode é querer saber da razão.
Isso, é insuportável para os que julgam dispor sempre da razão no tempo certo - o deles.
Mas, como atrás do tempo, tempo vem, sofra quem pesares tem...
Passo, com a devida vénia, a citar uma carta que li no jornal AS BEIRAS!..
É um texto para ler na íntegra...

"Exmª. Senhora Vereadora
Permita-me que lhe enderece esta missiva e a torne pública nesta coluna para lhe dirigir público louvor e aplauso pela nova regulamentação de esplanadas e quiosques. 
Se há cerca de 4 anos critiquei em “O Figueirense” os seus antecessores pela apresentação dum mero regulamento de taxas que não também das esplanadas, tinha hoje a estrita obrigação do aplauso à nova regulamentação.
Se há cerca de 4 anos defendi uma tipologia e cor próprias para a zona marginal e ribeirinha (que atente aos ventos) outra para o Bairro Novo (que o diferencie) e talvez outra para a cidade então hoje só tenho que louvar a coincidente proposta de Vª. Exª. 
Quanto às taxas não me pronuncio acreditando na capacidade, habilidade e bom senso de Vª. Exª. para gerar os necessários entendimentos com os interessados.
Há cerca de 4 anos não fui entendido, nem atendido no meu alerta, paciência. 
Em boa hora avança hoje Vª. Exª. na direção então proposta porque é sempre hora boa para corrigir e acertar o rumo.
Afinal nem Vª. Exª., nem eu gostamos de ver as esplanadas da Praia da Claridade dominadas pelo discutível gosto das cervejeiras e cafezeiras.
Esta carta porque minha não ajudará ao currículo político de Vª. Exª., mas que ajude a fixar o seu (bom) desempenho.
Subscrevo-me com elevada consideração e peço-lhe aceite a reafirmação do público louvor deste (agora já) seu admirador.

Joaquim Gil, advogado" 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Um retrato do país...

Depois do BPN, BCP, BPP, CGD, BANIF e BPI, chegou a vez da "família" BES. Deve ser exactamente por isso que a crise não tem fim e necessita de tanta almofada para as intermináveis "diabruras" bancárias destas pessoas de moral intocável.

«Mota Pinto será chairman e Ricardo Salgado ficará à frente do Conselho Estratégico do BES»

eco bike


Apoios concedidos a todos os clubes/coletividades com modalidades desportivas desde o ano de 1997

Na reunião de Câmara realizada no passado dia 17, a vereação da coligação Somos Figueira remeteu três requerimentos ao presidente da Câmara da Figueira da Foz. 
Num deles, "a coligação  Somos Figueira pediu uma listagem de todos os apoios concedidos a todos os clubes/coletividades com modalidades desportivas desde o ano de 1997."
No concelho do nacional porreirismo...,  vamos ver o que isto vai dar...

Um ano de reabilitação do Mercado da Figueira...


No país das novas oportunidades...


A legalização do jogo na internet dará 60 milhões por ano ao Estado e o negócio será aberto a empresas com capital de 250 mil euros e que criem um domínio pt. Este assunto está em destaque na edição de hoje do DN.

Não, claro que não, que não foi um recuo... Foi uma fuga prá frente - do ridículo.

Depois das certezas da cabecinha pensadora que dá pelo nome de Poiares Maduro ("Quem já recebeu subsídio de férias com cortes não receberá mais nada", disse ele), tudo parece, finalmente, aclarado (Governo recua em 24 horas e decide pagar subsídio de férias sem cortes)...
Mas, como segundo Luís Menezes Leitão, "o Governo não dá ponto sem nó, mais uma vez quer excluir alguns trabalhadores da reposição dos cortes, agora os trabalhadores das empresas públicas, com o argumento de que estão sujeitos à legislação laboral comum e às convenções colectivas. É o que se chama ser preso por ter cão e por não ter cão. O facto de estes trabalhadores estarem sujeitos ao regime laboral comum e às convenções colectivas não os impediu de serem sujeitos aos cortes salariais dos funcionários públicos, mas afinal impede-os de receber a reposição dos referidos cortes, quando a mesma é decretada para os funcionários públicos. Se os disparates jurídicos deste governo pagassem imposto, Portugal há muito que tinha o seu problema do défice resolvido."

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Se eu fosse presidente da Câmara da Figueira da Foz...

... mandava hastear na Torre do Relógio a bandeira  Nacional, a bandeira do município da Figueira da Foz, a bandeira da freguesia de Buarcos e (já agora) a bandeira do Sporting... 
O resto é puro folclore...  
O circo segue dentro de momentos.  

A selecção de futebol está muito bem e representa muito bem o país que somos...

 imagem daqui

"...esquecemos tudo. Até a miséria esfarrapada do nosso esfarrapado viver. Protestamos sem ira nem cólera. Protestamos com estribilhos e dizeres em cartazes, e vamos à vida que se faz tarde. 
Somos o Mundial! Gritam as televisões, todas as televisões, durante todo o dia, e enviados especiais embevecidos, comentadores severos, especialistas engravatados e graves ensinam-nos as razões por que perdemos. Lá vamos, cantando e rindo. Dizia o O"Neill: "Às duas por três nascemos/ às duas por três morremos/ e a vida?, não a vivemos." O O"Neill é como o Pessoa: serve para explicar o aparentemente inexplicável. Lemos os jornais, os que lêem, claro!, e o fastio é tanto que só sabemos de futebol: decoramos os nomes, os lances e as jogadas, nada de mais nada. Somos assustadoramente ignorantes, iletrados contundentes, fecham-se escolas, reduz-se o dinheiro para o ensino, os miúdos vão para as aulas em jejum, e temos, temos é como quem diz..., três jornais diários consagrados ao futebol, fora o que escorre, uma multidão de programas de, sobre e com futebol e adjacências; o mesquinho na mesquinhez elevado ao quadrado."