quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Para 2016?.. Ou, para 2021?.. Ou, para 2026?..

Com tanto problema e anda-me este ministro a falar disto...
É por estas e por outras, que nunca saberemos quando é que o Iva vai descer para a restauração...

Gostei de ler

Para ler melhor clicar na imagem

Mais futebol na tv

Graças ao nosso Governo, cerca de 10 milhões de portugueses,  poderão no final de março testemunhar mais um emocionante espectáculo futebolístico através da televisão.
Nesse dia, prevê-se que as mulheres deverão passar horas na cozinha a fazer petiscos e arranjarão umas cervejolas ou um bom tinto para os homens poderem acompanhar o petisco e o importante evento com tudo o que merecem...
No final, os homens terão justificação se as  espancarem!

Os 100 metros de uma protecção rochosa e o Bairro dos Pescadores desaparecido...

Todavia, ninguém se recordou que no local existia um “Bairro de Pescadores”, que entretanto desapareceu.
Lembre-se que a construção dos denominados  Bairros de Pescadores, de carácter económico, foi uma das  realizações que mais impacto teve no contexto da “obra social das pescas”, de Salazar e Tenreiro, sob o lema “para cada família um lar”.
foto Pedro Agostinho Cruz
Destinados a acolher os  pescadores e as suas famílias, mediante o pagamento de rendas baixas, muitos destes bairros, senão mesmo a totalidade, foram construídos longe dos centros das localidades e longe dos próprios portos de pesca, possivelmente pela dificuldade em conseguir um terreno próximo dos locais de pesca, mas principalmente pela tentativa de “guetização” dos pescadores e suas famílias, fechando-os nas suas comunidades, evitando ao máximo o contacto com os “de terra” e a sua possível  dispersão.
Foi o caso do já desaparecido Bairro dos Pescadores da Cova-Gala, cujas primeiras 16 casas foram inauguradas em 1 de Maio de 1941.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Uma promessa sem promessa...

foto Pedro Agostinho Cruz

“Governo espera conclusão das obras nas zonas de Ovar, Ílhavo e Figueira da Foz até ao verão”!..


- Jorge Moreira da Silva, ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, em declarações ao jornalista da Antena 1 Nuno Rodrigues.

Sempre passaram (muito rapidamente...) pelo 5º. molhe...


Jorge Moreira da Silva, ministro do Ambiente, e o secretário de Estado do Ambiente, Paulo Lemos, estão hoje na Figueira da Foz.
As fotos, obtidas há poucos minutos pelo Pedro Agostinho Cruz, documentam a passagem pela praia do Cabedelo.
Estiveram na praia da Tamargueira, em Buarcos, e passaram rapidamente pela Praia do 5º. molhe...
Vamos aguardar pelos resultados desta visita.

Estacionamento do hospital...

Na reunião de câmara realizada na passada segunda-feira (à porta fechada, por ser a primeira do mês...) a coligação Somos Figueira, através do líder, Miguel Almeida, solicitou cópias do contrato celebrado entre a Figueira Parques e o Hospital Distrital da Figueira da Foz. 
O documento, recorde-se, tem a ver com a construção do parque de estacionamento da unidade hospitalar, pela empresa municipal. A estrutura política liderada por Miguel Almeida discorda do sistema de pagamento. Isto, mesmo depois do HDFF e a empresa municipal terem isentado os utentes de pagamento durante a noite e de terem aumentado, de 15 minutos para uma hora, o período inicial de estacionamento grátis. 
O HDFF justificou a requalificação do parque e o pagamento do estacionamento com a necessidade de ordenar o espaço. Sobretudo no verão, altura do ano em que, segundo os responsáveis pela implantação do estacionamento pago no HDFF, os frequentadores da praia vizinha estacionavam ali as suas viaturas. 
Se esse é o argumento principal, propõe a coligação Somos Figueira, então que o pagamento seja aplicado apenas na época balnear. “Lamento que o presidente da câmara, que também é presidente da Figueira Parques, defenda aquele parque de estacionamento. Assim, é muito mais difícil pedir à tutela que revogue a decisão”, declarou Miguel Almeida ao DIÁRIO AS BEIRAS, que garante "que não vai deixar que este assunto fique estacionado no tempo"
Entretanto, em resposta, o gabinete de João Ataíde limita-se a repetir o que já sabemos: “reitera-se que a decisão de tarifar o estacionamento foi do HDFF”. Independentemente da entidade que iria fazer a intervenção, por decisão do hospital, seria sempre cobrado o estacionamento”.. 
O executivo camarário socialista sublinha, mais uma vez,  que o protocolo com o hospital não tem fins lucrativos. 
Sendo assim, como compreender que um político experiente, como João Ataíde - está a cumprir o segundo mandato - tenha dado tamanho tiro no pé, deixando-se enredar neste caso ?..

X&Q1196


Sul do 5º molhe, praia do Orbitur, entre a Cova e Costa de Lavos, um dos locais em maior risco...

Neste local, a zona do areal recuou largas dezenas de metros, a água já galgou a duna, como a foto bem o documenta, entrou pelo pinhal dentro e o mar vai continuar a bater na duna primária. 
Foto de Pedro Agostinho Cruz
Quem olha para sul, a partir do Cabedelo, fica com a sensação de que o mar fustigou tanto as praias da Cova-Gala, nos últimos dias, que  pouco sobrou.
Todavia, só foi surpreendido quem prefere esconder o sol com uma peneira. 
Como sabemos, desde a construção dos molhes no porto da Figueira da Foz, na década de 60, que nas povoações a sul do Cabo Mondego a erosão está a avançar. 
O troço a sul do Porto da Figueira da Foz está na rota da erosão costeira, o que coloca  em perigo os aglomerados populacionais da Cova e da Gala, Costa de  Lavos, Leirosa e, por aí fora,  mais a sul, como, por exemplo, S. Pedro de Moel e Pedrógão.
O prolongamento, em 400 metros, do molhe norte só veio agravar a situação. No  troço costeiro Cova-Gala, Costa de Lavos, Leirosa,  a sul, nos últimos anos, a areia tem vindo a desaparecer assustadoramente. A norte, frente à Figueira, o areal cresce  com a retenção de sedimentos pelos molhes. A primeira praia, localizada imediatamente a norte da obra portuária, tinha crescido 440 metros, segundo dados de 1980; a segunda, mais a norte, tinha engordado 180 metros. Com o prolongamento do molhe norte do porto comercial, agora concluído, o areal da Figueira já deverá ter aumentado mais de 100 metros.
Entretanto, a sul, as praias têm emagrecido a olhos vistos.  O recuo da linha da costa tem vindo agravar-se. Como recordou  há uns tempos, o geógrafo José Nunes André, investigador em Geomorfologia do Instituto o Mar (IMAR) em duas décadas, esta zona recuou 100 metros.
Não admira, portanto, que ainda hoje a zona esteja classificada como de risco elevado e que o Plano Litoral 207-2013 previsse novas intervenções, que não foram executadas...
“Durante a visita o ministro dará a conhecer as medidas de protecção do litoral nas áreas afectadas em todo o país e nas regiões a visitar em particular”, refere o gabinete do ministro do Ambiente, em nota de imprensa.
Não há ninguém que os consiga convencer  a virem ver também  a zona sul da orla costeira figueirense?

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Recordando Fevereiro de 2007 na Figueira, na manhã do dia a seguir ao mar ter galgado as dunas a norte e a sul da praia da Cova....

O então presidente da Câmara da Figueira da Foz, o já falecido eng. Duarte Silva, em declarações ao JN de 27 de Fevereiro de 2007, rejeitou a ideia de que o prolongamento do novo molhe do porto comercial local, em 400 metros, poderia aumentar a erosão costeira nas praias a sul da Figueira da Foz.
Recorde-se, que na altura a obra foi censurada pela Assembleia Municipal de Leiria, que aprovou uma moção contra a construção da estrutura.
Palavras de Duarte Silva ao JN, que vale, neste momento,  a pena lembrar: "como este molhe tem uma inflexão a sul, dos cerca de 400 mil metros cúbicos de areia que, por ano, aqui se depositam, depois da obra só um quarto desse valor ficará na Figueira. O restante será depositado naturalmente nas praias a sul".
Os resultados, pelas fotos (clicando aqui poderão ver mais...) estão à vista.
Querem saber a opinião dos políticos que mandam na Figueira em 2014?..

Se a polémica existe - e ele diz que sim - então o caso é muito sério...

António Tavares, vereador do PS, hoje no jornal As Beiras. “Este banalizar da opinião, manifestado sobretudo nos novos suportes com que hoje se comunica, como as redes sociais, foi já alvo de análise de Nicholas Carr, um teórico das tecnologias da informação, que se refere ao fenómeno utilizando conceitos como os de “geração superficial” e de “comunicação oca” e por Andrew Keen, um dos criadores das redes sociais, que numa frase sintetiza o fenómeno: “demasiada opinião, pouco conhecimento”.
E,  um pouco mais à frente, escreve António Tavares. “É natural que, banalizada, oca, superficial, efémera e líquida, a opinião, dotada de fraco conhecimento, serve de muito pouco, sobretudo quando destila ódios pessoais e assenta na falta de estudo e informação ou na deturpação maliciosa de factos. É preciso alinhavar para além dela; como é usual dizer-se, não basta olhar, é preciso ver.”
Tal como, certamente,  o vereador, agora, pelos vistos, também colunista, conheço alguns ditos defensores acérrimos e indefectíveis  do direito à opinião e da liberdade de expressão, mas que,  quantas vezes, não lhes apeteceu ver pessoas presas e torturadas,  pelo que opinam ou pensam,  ou, simplesmente, sei lá, pelo penteado que ostentam ou pelo que vestem!..
Ora bem, uma polémica destas, tratada assim, numa crónica de jornal, em torno da liberdade de opinião, ou, melhor,  dos meios onde agora a podemos exprimir, também pode fazer-nos recuar até ao século  XX...
Todavia, para desgosto de alguns, lembre-se, estamos no século XXI, a tal “sociedade do espectáculo em que vivemos, despida de ideologias e valores.”
Como escreve ainda António Tavares, “este “paleio” produz muito ruído e encrespa a espuma dos dias.”
Não deixa de ter a sua ironia, que para derrubar a lista de direita mais fraquinha  que se candidatou à Câmara da nossa cidade (pelo menos de que há registo na minha memória),  todo o PS figueirense se tenha tido de juntar nas últimas autárquicas movido por "interesses" -  também pessoais...

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

No Cabedelo, esta tarde, o mar galgou a duna, passou a estrada e invadiu o porto de pesca...

Na estrada entre o campo de futebol do Grupo desportivo Cova-Gala e o Cabedelo o trânsito está cortado.
Continua o estado de alerta, pois tendo em conta as condições meteorológicas, é natural que este tipo de ondas possa voltar a galgar as dunas na freguesia de S. Pedro.
Toda a costa portuguesa se encontra em alerta vermelho.
 Fica o registo fotográfico de Pedro Agostinho Cruz.

Como se constroiem os Sindicatos de Voto dos candidatos às concelhias e às distritais.... (é esta a nossa democracia partidária, em especial, do bloco central...)

A Polícia Judiciária está a ouvir centenas de pessoas do distrito de Coimbra que terão sido inscritas no PS, em 2011, com dados falsos. António José Seguro e outros dirigentes socialistas foram avisados das ilegalidades. Na Polícia Judiciária do Centro, o caso não caiu em saco roto. "Tem sido investigado com prioridade absoluta", garante fonte policial, sem arriscar prazos. Já foram ouvidas cerca de 200 pessoas, há muitas mais para ouvir, mas a quantidade e o desplante das falsificações detectadas, na ordem das centenas, segundo a fonte, causaram forte impressão em quem acompanha a investigação. A futura constituição de arguidos, por falsificação de documentos, é dada como certa e deverá visar, pelo menos, alguns conhecidos militantes locais do PS que assinaram, como proponentes, fichas de filiação de centenas de anónimos preenchidas com moradas e postos de trabalho falsos ou fictícios, entre outros elementos suspeitos.. 
(In JN de 04/01/2014)
presidente da Federação de Coimbra do Partido SocialistaPedro Coimbra, escusou-se a comentar o caso divulgado pelo Jornal de Notícias sobre a existência de centenas de falsos militantes do PS.
(In Beiras de 04/01/2014)

EUSÉBIO

Agora que estou de volta, quero partilhar convosco a experiência magnífica do (ano) passado!..


“O regresso” de Miguel Almeida, consultor para a área do ambiente, como cronista, ao jornal As  Beiras:

“Em março do ano passado escrevi a minha última crónica neste espaço, depois da decisão de me candidatar à Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Dez meses depois entendeu o director deste jornal voltar a convidar-me para ocupar esta coluna, o que muito me honra. Assim, voltarei todas as segundas-feiras a ter a possibilidade de reflectir sobre a Figueira e o Mundo.

"Somos pobres mas somos muitos" vai ser apresentado na Figueira

Fernando Ventura e Joaquim Franco apresentam o seu livro “Somos pobres mas somos muitos” na próxima quinta-feira, às 18H30, na Casa Havanesa. 
A introdução será feita por José Manuel Pureza, com a participação do frei Fernando Ventura.

Gostei de ler

“Faço parte dos muitos que gostavam de Eusébio e não nutriam simpatias especiais por Saramago, mas os sentimentos de simpatia não podem iludir a realidade e não é pelo facto de as massas serem mais dadas a ver chutos na bola do que a ler os livros do prémio Nobel que devemos valorizar o primeiro em relação ao segundo.
Eusébio tinha um dom físico natural e a importância do futebol à escala nacional e internacional deu-lhe uma importância e protagonismo que outros dotados não têm. Acresce a isso a personalidade bondosa de Eusébio e a sua dedicação em décadas a Portugal e ao seu clube.
Mas de um Presidente da Republica espera-se mais do que de um vulgar fã do futebol e é impossível não comparar o comportamento de Cavaco Silva aquando da morte de Saramago e a forma como se aproveitou da morte de Eusébio para aliviar a sua pobre imagem política.
Enfim, tanto Eusébio como Saramago mereciam melhor, muito melhor do que este provincianismo cheio de ódios e oportunismos, mereciam ser tratados com classe e com a dignidade que a dimensão de ambos exigia.”

Via O JUMENTO

domingo, 5 de janeiro de 2014

X&Q, nº1195


60

60 já cá cantam. 
Se tudo correr pelo melhor, dois terços estão percorridos.
Pesem embora alguns (muitos...)  erros cometidos e algumas  asneiras de percurso, tem valido a pena.
Todavia, o que mais me custou, foi o engano e a decepção com a natureza.
Nestes 60 já percorridos, tanto quanto me consigo recordar, não me considero enganado completamente  por alguém.
Tive algumas grandes decepções, é certo - sempre com pessoas competitivas, cínicas e agressivas.
Todavia, não posso dizer que fui completamente enganado: eram pessoas que se relacionavam comigo e não ignorava  que fossem competitivas, cínicas e agressivas.
Esperava, isso sim, é que  essas pessoas não tivessem sido competitivas, cínicas e agressivas comigo.
Não me enganei acerca da natureza delas... 
Enganei-me, isso sim,  acerca da natureza.
Mas, isso são das tais coisas que só se conseguem percepcionar claramente com o avançar da idade.
Mas, aos 60, ainda nos conseguem surpreender...
Ontem, por antecipação, curiosamente fui surpreendido à hora de almoço, por estes Amigos com quem convivo regularmente...
Livra: como a foto à direita documenta,  foi preciso chegar aos 60 para, qual Cristiano Ronaldo, ser medalhado... Ainda bem que não foi pelo Cavaco...
Obrigado Fernando, obrigado Pedro, obrigado Olímpio, obrigado Alexandre, obrigado Sílvio. Obrigado Amigos.
Fizeram-me sentir como é verdadeiramente positivo chegar aos 60!.. 
Apreciei, sobretudo, o pormenor VILA DE S. PEDRO 05-01-2014!..
E, ainda, diz o "my friend" Olímpio, que eu não tenho sentido de humor!..
A todos os meus Amigos e Amigas que se lembrarem dos meus 60: desde já, obrigado e aquele abraço...

Despertar desagradável e triste: morreu Eusébio...

Liguei a televisão e a primeira notícia foi: "Morreu na última madrugada o antigo futebolista Eusébio da Silva Ferreira. Embaixador do futebol português, há décadas na galeria dos melhores executantes de todos os tempos, o homem que se confunde também com o emblema do Benfica completaria a 25 de janeiro 72 anos. Conhecido pela velocidade, pela técnica apurada e pela violência dos remates, o “pantera negra” sofreu, nos últimos anos, de alguns problemas cardíacos."

O futebol português está de luto, pois acaba de perder uma das suas maiores referências de sempre.

Bom domingo

sábado, 4 de janeiro de 2014

MEDIDAS DE PREVENÇÃO!..


fotos António Agostinho

Portanto, para fazer face à vaga de frio que está a assolar o nosso concelho, os figueirenses deverão ingerir líquidos, agasalhar-se e permanecer quietinhos...

Erosão costeira em S: Pedro

Situação é cada vez mais preocupante também a norte da praia da Cova, como este trabalho do jornalista Pedro Agostinho Cruz demonstra.

A praga das obras mal feitas... (III)

foto o sítio dos desenhos
Pela leitura do jornal AS BEIRAS de ontem, edição papel, fiquei a saber que as obras de correcção do lago do Forte de Santa Catarina (que integrou o projecto de regeneração urbana da zona do Forte de Santa Catarina e do terraplano ribeirinho, obras inauguradas no verão passado...) estão “praticamente concluídas”. O que falta fazer são acabamentos estéticos - substituir a mangueira que fornece a água, colocada à superfície, por um tubo dissimulado, e analisar a qualidade da água, disse ao jornal  o vereador Carlos Monteiro. 
A intervenção no espelho de água destinou-se a rebaixar o pavimento nas zonas mais altas, para evitar o desperdício de água provocado pela ondulação.
Entretanto, a autarquia decidiu reactivar um poço de água salgada, situado na zona do lago, que forneceu a piscina-mar durante vários anos. 
Com esta solução, a factura da água sofre uma queda acentuada, de 400 euros por mês para 60 euros, disse João Ataíde, na última assembleia municipal, respondendo ao deputado Carlos Rabadão, da coligação Somos Figueira. 

O rapaz não tem culpa

É mais uma vítima das circunstâncias. E do poder político que necessita de banhos de multidão sem assobios, apupos e insultos ao som de Grândola Vila Morena, e assim chutou com o pé que tinha mais à mão:


Assunção Esteves, a segunda figura do Estado a que isto chegou:

"O meu medo é o do inconseguimento, em muitos planos: o do inconseguimento de não ter possibilidade de fazer no Parlamento as reformas que quero fazer, de as fazer todas, algumas estão no caminho; o inconseguimento de eu estar num centro de decisão fundamental a que possa corresponder uma espécie de nível social frustacional derivado da crise."

Via Renascença

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Situação cada vez mais preocupante a sul da praia da Cova


fotos e texto: António Agostinho
Estas fotos e as que podem ser vistas clicando aqui e aqui, foram tiradas cerca das 16 horas e 30 minutos de hoje.
O mar está bravo e as  marés são vivas. Logo mais, cerca das 5 da manhã, teremos outro pico de perigo para este local ultimamente devastado pela erosão, conforme temos vindo a alertar.
De que é que está à espera a Câmara da Figueira da Foz para pedir,  com carácter de urgência, a presença de representantes da Agência Portuguesa de Ambiente para verificar o avanço do mar nas dunas a sul da praia da Cova?
A pergunta aqui feita em 11 de abril de 2008, continua por responder.
“Será que alguém sabe, porque estudou, as REPERCUSSÕES QUE MAIS 400 METROS NO MOLHE NORTE terão na zona costeira na margem a sul do Mondego?”

Seguramente...

... esta notícia tem uma moral não despicienda: “Sócrates é o menos visto dos comentadores”...

Posições dos Pescadores, de Portugal, e da Comissão Europeia, sobre a Arte-Xávega

Está a ser divulgada uma tomada de posição da Associação Portuguesa de Arte-Xávega (a qual, pela parte do CEMAR-Centro de Estudos do Mar, agora aqui reproduzimos), na qual se aponta o facto de que, na opinião dessa Associação, a classificação que em Portugal tem sido feita desse tipo de pesca (e que, como tal, tem sido divulgada à opinião pública e às instâncias europeias) é uma classificação errada e que, por isso, tem prejudicado gravemente tal tipo de pesca e as comunidades de pescadores que a praticam. Segundo esta associação representativa dos Pescadores, o quadro legal actualmente vigente, erradamente aplicado, é impeditivo do acesso a apoios comunitários, e tem avolumado nas instâncias europeias e na opinião pública a ideia, errada, de que este tipo de pesca tem um alto impacto ambiental.
Mas, segundo a própria Comissão Europeia (quando directamente interpelada), a "Arte-Xávega" portuguesa é "reconhecidamente, um método de pesca pouco prejudicial para o ambiente, à semelhança de outros tipos de artes de cercar, como as redes de cerco dinamarquesas ou as redes envolventes-arrastantes de alar para a praia" [sic]. E os pescadores portugueses da "Arte-Xávega" podem mesmo "diferenciar os seus produtos, recorrendo a regimes de certificação, valorizando-os e promovendo-os enquanto pescado capturado de forma responsável" [sic]. E Portugal, tal como todos os outros Estados-Membros da União Europeia, pode mesmo, se quiser, conceder “assistência financeira a um determinado número de medidas especificamente orientadas para a promoção de produtos capturados na pequena pesca”... pois “Está disponível financiamento para a promoção de produtos obtidos por métodos pouco prejudiciais para o ambiente, bem como para a certificação da qualidade, incluindo a criação de rótulos e a certificação de produtos capturados através de métodos de produção respeitadores do ambiente”... e “A pesca com a Arte Xávega poderia ser elegível para esse tipo de auxílios" [sic].
Assim se concluindo, portanto, que qualquer má-vontade, ignorância e preconceito contra este tipo de pequeníssima pesca artesanal portuguesa da "Arte-Xávega" (acusando-a de ser especialmente prejudicial para o ambiente…!), não provém na verdade da Europa e da Comissão Europeia!  É em Portugal que há quem cultive e deixe cultivar -- por ignorância, desleixo, rotina, e simples folclore ambientalista -- tal tipo de atitude mental (que, depois, se tem repercutido em graves reflexos na legislação, na regulamentação, na fiscalização, e na opinião pública, e tem originado graves prejuízos para este tipo de pobres pescadores portugueses).
Contra a posição da entidade académica e ambientalista chamada Liga para a Protecção da Natureza, e contra o parecer ("escabroso" [sic]) com que essa entidade contribuiu para os trabalhos da Comissão de Acompanhamento da Pesca com Arte-Xávega, na DGRM do Ministério da Agricultura e do Mar, esta Associação representativa destes Pescadores toma agora uma posição pública, muito firme, de repúdio e de denúncia, devido à total ignorância, acerca da matéria em causa, que transparece do teor desse parecer.
Pela parte do director do CEMAR, Alfredo Pinheiro Marques (que também esteve presente nessa última reunião da Comissão de Acompanhamento, na DGRM do Ministério), esta posição de repúdio da Associação dos Pescadores contra esse parecer que lá foi apresentado em nome da Liga para a Protecção da Natureza foi logo então imediatamente secundada, e apoiada. Pois, de facto, o teor é inaceitável (e, infelizmente, ilustrativo da falta de informação que reina, até nas entidades em que tal não devia acontecer, acerca deste tipo de Pesca, e acerca da sua verdadeira especificidade, e acerca das duríssimas circunstâncias em que tal pesca é praticada no litoral ocidental atlântico português, que nada têm a ver com as circunstâncias do Mar Mediterrâneo).
Em nossa opinião, tudo isto aponta, portanto, para a justeza da posição que, pela parte do CEMAR, foi defendida desde o princípio (desde Julho de 2012): a necessidade de uma LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA ("excepção legislativa") que reconheça a EXTREMA ESPECIFICIDADE e a EXTREMA EXCEPCIONALIDADE deste tipo de pesca ancestral portuguesa, e o seu valor económico, social, cultural e identitário (e a sua pequeníssima dimensão, e insignificância, em termos ambientais), e a necessidade de a sua sobrevivência ser salvaguardada, como elemento significativo do Património Cultural Marítimo Português.

POSIÇÃO PÚBLICA DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ARTE-XÁVEGA (representada pelo seu Presidente, José Vieira):
Exmo.(a).  Sr.(ª) Deputado(a) como já tinha referido na Comissão de Agricultura e Pescas a classificação das nossas artes como um método prejudicial para o meio ambiente estava errada. Na resposta da comissão europeia sobre o que se pode fazer para valorizar a arte-xávega (em anexo) está ela própria a reforçar nossos argumentos. Brevemente, a Comissão de Acompanhamento da Arte-Xávega fará também suas recomendações. Eu, em nome da Associação Portuguesa de Arte-Xávega, venho por este meio, solicitar mais uma vez, que seja revisto o quadro de classificação desta Arte, que nos retirou todo tipo de apoio comunitário. As nossas propostas sobre o que fazer ao peixe subdimensionado são realísticas e aplicáveis. Também, nos Açores não existe tamanho mínimo para o carapau. Esta pesca que está a ser tão malignada por interesses económicos e turísticos alheios a esta realidade merece uma revisão aos impedimentos legislativos actuais.

Este mail foi enviado aos deputados da Comissão de Agricultura e Pescas . Como hábito este mail também vai para a comunicação social; não temos nada a esconder .
Respeitosamente, José Vieira


Recebido por mail

Má sorte (a nossa...) ele não ter sido tenor...

FILIPE LA FÉRIA, numa crónica no Diário de Notícias:
“Na verdade, confesso que em 2002, quando preparava os ensaios para levar à cena My Fair Lady fiz uma série de audições a cantores para procurar o intérprete do galã apaixonado por Elisa Doolittle, a pobre vendedora de flores do Covent Garden, personagem saída da cabeça brincalhona e maniqueísta de Bernard Shaw, genial dramaturgo que no seu tempo se fartou de gozar com políticos. Entre muitos concorrentes à audição, apareceu Pedro Passos Coelho de jeans, voz colocada, educadíssimo e bem-falante. Era aluno de Cristina de Castro, uma excelente cantora dos tempos de glória do São Carlos que tinha sido escolhida por Maria Callas para contracenar com a diva na Traviata quando da sua passagem histórica por Lisboa. As recomendações portanto não podiam ser melhores e a prova foi convincente. Porém, Passos Coelho era barítono e a partitura exigia um tenor.”
O problema provocado por “essa pequena idiossincrasia vocal”, anos depois,  foi um pormenor facilmente contornável com a ajuda da maioria dada pelos portugueses  nas urnas.
Este país, como sabemos,  é o que é:  uma banhada!
Daqui a uns anos vamos perguntar-nos como foi possível termos colaborado nesta imensa estupidez ...
Ou,  então, continuaremos anestesiados e a assistir ao reality show com os herdeiros da família política de Cavaco....
Anos depois, nem todos teremos os  “remorsos de um encenador de teatro” que, em devido tempo, "devia ter proporcionado ao rapaz um futuro mais insignificante mas mais feliz.” 

"...os sacrificados serão sempre os mesmos..."

O plano B.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

“Uma por mês, é mais do que suficiente”, disse Mário Paiva!..

Na foto sacada daqui, temos o Presidente Junta Freguesia de Buarcos/S. Julião
à esquerda, e Mário Paiva, à direita, em primeiro plano.
No início do presente mandato, depois de ter obtido a presente maioria absoluta, o presidente da câmara fechou a primeira das duas reuniões mensais ao público e à comunicação social, invocando a permissão da lei e a necessidade de alguns assuntos serem tratados com privacidade.
Na Assembleia Municipal realizada no passado 30 de Dezembro, Ana Oliveira, da coligação Somos Figueira, propôs  a revogação da deliberação, afirmando a dado passo (edição de hoje do jornal AS BEIRAS): “Por que é que não aplicou esta medida no mandato anterior?  Por que sabia que não ia ser aprovada (por ter maioria relativa)?”
“Não propus, porque tinha a consciência de que essa não era a vontade da maior parte dos vereadores”, respondeu  João Ataíde.
Reacções das outras  bancadas representadas na Assembleia Municipal.
Mário Paiva, do PS:  “A bancada do PS até poderia rever-se neste voto de protesto se os cidadãos não tivessem acesso à câmara. Uma por mês (esclareça-se: reunião camarária aberta),  é mais do que suficiente”.
Silvina Queirós, da CDU: “A democracia fica suspensa uma vez por mês”. “Na Figueira da Foz, é a primeira vez que tal acontece desde o 25 de Abril de 1974”.
João Paulo Tomé, do BE:  “Uma coisa é a lei, outra coisa é o conceito ético de transparência e democracia”.

Em tempo.
“Uma por mês” (esclareça-se, mais uma vez, reunião camarária   aberta) senhor deputado municipal Mário Paiva?!..
Que tal, em 2017, arranjamos um ditador, que proíba a que sobrou, por mês?
Daqui a 191 anos, a Figueira, a Terra do Patriarca da Liberdade, será,  de certeza,  uma potência exemplar, no que à resistência democrática diz respeito... Para mais,  como cidade à beira-mar plantada, que somos, manteremos certamente intacta a nossa capacidade de continuar a boiar...

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ideias velhas...

Não sei porque é que haveríamos  de começar o ano novo com «ideias novas»!..
Os portugueses lá sabem porque continuam ligados a escolhas de ideias tão velhas...

“... a questão é nacional, não é partidária"...  
Para quem tem memória, esta foi uma frase muito batida, nos discursos e nas discussões, depois do 28 de Maio de 1926, como fundamento da proibição dos partidos políticos. A história não se repete, nem como farsa, mas neste percurso tão longo, a tantos anos de distância, e tão perto que ainda estamos desse outro tempo.”

Boa tarde figueirenses e bem-vindos a 2014... (III)

A protecção da Orla Costeira Portuguesa é uma necessidade de primeira ordem...
Como escrevemos em 11 de dezembro de 2006,  o processo de erosão costeira assume aspectos preocupantes numa percentagem significativa do litoral continental.
Atente-se, pela foto obtida por mim hoje no local, no estado em que se encontra a duna logo a seguir ao chamado “Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova.
Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a oportunidade de resolver o essencial...
O processo de erosão costeira assume aspectos cada vez mais preocupantes a sul do 5º. Molhe, na praia da Cova.
Entretanto, a praia da Figueira da Foz, o maior areal urbano do país, está a crescer, em média, 40 metros por ano, devido ao prolongamento do molhe norte do rio Mondego...
Repito a pergunta que coloquei neste blogue antes da execução da obra, mas que ainda ninguém respondeu: será que alguém sabe, porque estudou, as REPERCUSSÕES QUE MAIS 400 METROS NO MOLHE NORTE tiveram na zona costeira na margem a sul do Mondego?