Há poucos
meses, decorria o mês de agosto, véspera de eleições autárquicas, e João Ataíde era um autarca orgulhoso com a inauguração das obras da zona envolvente do Forte de Santa Catarina.
Ontem, passados pouco mais de 5 meses, o presidente da Câmara da Figueira da Foz incumbiu os serviços
das Obras Municipais da elaboração de um relatório sobre o lago do Forte de
Santana Catarina.
O documento,
explicou João Ataíde, pretende indagar sobre as “fugas de água, se há erro de projecto
ou se há que imputar responsabilidades ao construtor”.
Esta obra,
recorde-se, vai ser intervencionada em breve.
Miguel
Almeida, na reunião camarária realizada ontem, interrogou o executivo socialista sobre o assunto.
O vereador da
coligação Somos Figueira mostrou-se, tal como a maioria dos figueirenses que
sabem do problema, preocupado por ser a
autarquia a suportar as obras.
Disse: “não quero acreditar que seja por causa da
ondulação. O que existe ali é uma rotura, que foi detectada e o empreiteiro não assume
a responsabilidade porque cumpriu o projeto”.
Miguel
Almeida mostrou um vídeo com as rotações (aceleradas) do contador e perguntou quanto
é que já se gastou em água desde a inauguração do lago.
Como era
previsível, ficou sem resposta.
Por ordem do
presidente, veio à liça o director da divisão
de Obras Municipais, António Albuquerque, para informar que não foi prevista a impermeabilização do
lago, mas que as fugas de água detectadas
foram vedadas.
António Albuquerque
disse ainda que “a fuga da água foi colocada ao empreiteiro e ao projetista”.
João Armando
Gonçalves, vereador da Somos Figueira, por seu turno, questionou por que razão o
lago não foi impermeabilizado, ao que o técnico respondeu que não foi projectado
com o conceito de piscina.
João Ataíde
disse o óbvio: “convém ver os gastos. Também, manifestei alguma preocupação, na
altura”.
Para reduzir
a factura da água, a autarquia deverá reactivar um furo que se encontro na zona
do lago.
A evaporação,
também é uma das razões apontadas pela
edilidade para o elevado consumo de água que se regista no lago!..
Pelos vistos, sair do ciclo em que temos vivido, no País e
na Figueira, de anos e anos de
leviandade política, falsidade política, loucura e desnorte políticos é um
trabalho, duro, que nos cabe a todos continuar...
Isto da democracia tem muito que se lhe diga.
Ele há males que vêm por bem e bens que vêm por mal. Um destes, é a possibilidade da escolha. A possibilidade de escolha devia levar a que as pessoas se tornam-se cada vez mais informadas, esquisitas, picuinhas e exigentes... Devia ser assim. Contudo, assim continua a não ser...
E as reuniões à porta fechada dão tanto jeito para assim continuar a acontecer...
Ele há males que vêm por bem e bens que vêm por mal. Um destes, é a possibilidade da escolha. A possibilidade de escolha devia levar a que as pessoas se tornam-se cada vez mais informadas, esquisitas, picuinhas e exigentes... Devia ser assim. Contudo, assim continua a não ser...
E as reuniões à porta fechada dão tanto jeito para assim continuar a acontecer...














