"Leio pelos jornais que um membro do Governo de Passos Coelho, chamado Maçães, foi à Grécia envergonhar o nosso país...
A imprensa grega não tem razão ao chamar "alemão" a Maçães. Os alemães não se confundem com o seu Governo conjuntural, como os portugueses não podem ficar ostracizados pelo trágico episódio desta coligação. O seu problema foi diagnosticado por La Boétie, no século XVI: só há tirania porque há demasiada gente pronta à "servidão voluntária". Este Governo é um equívoco dos "lugares naturais". Os lacaios passaram do anexo para o palácio. Importa devolvê-los ao seu lugar, antes que a pilhagem seja irreversível."
VIRIATO SOROMENHO-MARQUES
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Torre do Relógio vai poder ser visitada
| Foto Pedro Agostinho Cruz |
A Torre do Relógio, cuja concepção remonta ao ano de 1942 e se
fica a dever ao arquitecto João António de Aguiar, mas cuja
inauguração só ocorreu cinco anos mais tarde, após as obras de restauro
actualmente em curso, vai poder ser visitada pelo público.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Fiquemos pelos ideais...
O Mauro Correia é o autor desta foto, que mostra o Pedro nas alturas (para ver melhor, é só clicar em cima da imagem),
conseguida no sábado passado, durante o
Raid Fotográfico dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz.
Apanhou o Pedro nas alturas, a ver o mundo virado ao
contrário – isto é, de cima para baixo.
Não sei o que o Pedro
viu – sei apenas o que fotografou, lá
nas alturas.
Pelas fotografias, dá para ver que, vista do ar, na Figueira pouca coisa parece estranha, errada, fora do
lugar.
Todavia, pelo que acompanhamos cá em baixo no dia-a-dia da nossa cidade, sabemos que muitas das coisas que nos rodeiam estão, de facto, fora do seu lugar, diríamos mesmo completamente de pantanas...
Mas isso nada tem de especial, pois como sei, há muitos anos, que não existe uma mulher
perfeita, também sei que a Figueira não
é uma cidade perfeita...
Limito-me, portanto, também a ficar por um ideal de cidade
perfeita... Contudo, tendo o "perfeito", na mulher, o sentido de satisfazer todos os requisitos que procuramos, o que poderia ser perfeitamente conseguido pela amálgama de duas ou mais mulheres (o que, naturalmente, aponta para uma cada vez maior aversão à monogamia, por consequência, ao casamento...), em relação a uma cidade, por motivos óbvios, isso parece-me mais difícil de ser conseguido...
Derrama a cobrar na Figueira em 2014 é de 1,5%...
A derrama a
cobrar no ano de 2014 foi um dos pontos da ordem de trabalhos da Assembleia
Municipal da Figueira da Foz que se realizou na passada sexta-feira.
Na sessão, foi aprovada a proposta do
executivo socialista, com 24 votos a favor, 15 contra e uma abstenção.
A proposta de
Ataíde, recorde-se, “propôs a manutenção de uma taxa
máxima de 1,5 por cento para valores tributáveis acima dos 150 mil euros e de
um por cento abaixo daquele valor”.
Já os
vereadores da coligação Somos Figueira haviam proposto uma derrama de 0,5 por
cento.
Entretanto,
na AM, os deputados da CDU apresentaram um requerimento, que foi chumbado, onde
propuseram que, “face ao contexto social do país, a derrama a cobrar deveria ser
de zero por cento".
Lei das Finanças Locais é “vingança” da direita
A nova Lei
das Finanças Locais vai levar à morte por asfixia financeira vários
municípios e é uma vingança da direita contra o 25 de Abril, foi dito ontem na
Figueira da Foz no decorrer de um encontro de eleitos e activistas da Coligação
Democrática Unitária (CDU) do nosso concelho.
"O que
está em cima da mesa é o acelerar de um caminho no sentido da destruição do
poder local democrático. O Governo cumpre uma função, ao serviço da grande
banca internacional e nacional e dos interesses da direita, e vê nisto uma
oportunidade de se vingar, de alguma maneira, do 25 de Abril”.
domingo, 1 de dezembro de 2013
Porque, nem sempre, o que para nós é óbvio, o é para os outros...
Temos algo perfeito no regime: a crise.
sábado, 30 de novembro de 2013
“Que frio”?..
No decorrer desta semana, a frase que mais se ouviu por aí, foi: “que frio!..”
Só me apetecia perguntar: lembram-se de alguma vez ter ido nos
fins-de-semana de novembro à praia apanhar uns banhos de sol e dar uns
mergulhos no mar?..
Lembram-se de alguma vez nos fins–de-semana de novembro ter feito piqueniques ao ar livre na Serra da Boa
Viagem de manga curta e calções?
Lembram-se?..
Eu não...
Então, se está frio, tomem as devidas precauções: vistam-se de acordo com a temperatura e
a época...
Amanhã, ainda só começa dezembro...
Amanhã, ainda só começa dezembro...
Em janeiro vai ser bem pior!..
Agora, resta agasalharem-se - e bem!
Quando a cabeça não tem juízo o corpo é quem paga!
Para a próxima, não se esqueçam de votar em condições.
Pode ser que em novembro não faça tanto frio como neste ano...
Para a próxima, não se esqueçam de votar em condições.
Pode ser que em novembro não faça tanto frio como neste ano...
Trabalhadores dos Estaleiros de Viana exigem “gesto patriótico” a Cavaco Silva
Em moção aprovada em plenário, os trabalhadores voltaram a
exigir a demissão de Aguiar-Branco por “incompetência” na gestão deste dossier.
Acusam Aguiar-Branco de ter “mentido aos trabalhadores e aos portugueses” por
ter prometido “salvar os estaleiros e garantir o maior número de postos de
trabalho”.
“Verificamos agora que o senhor ministro mentiu aos
trabalhadores e ao país. Nesse sentido, entendemos que não tem condições para
continuar no alto cargo que ocupa e deve demitir-se por incompetência”, lê-se
na moção aprovada por unanimidade e aclamação.
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
“A política não é para Santos. Mas pode fazer grandes Homens!”
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| foto Pedro Agostinho Cruz |
Ontem à noite na Biblioteca Municipal da Figueira ad Foz, Louzã Henriques, um enorme
conversador, que esteve várias vezes preso por razões políticas, durante a
ditadura fascista, falou de valores simples, mas tão raros nos tempos que se
vivem hoje no nosso desgraçado País: Solidariedade, Fraternidade, Amizade, Heroísmo,
Luta - persistente e anónima pela construção de um Portugal melhor.
Falou de uma geração
que deu tudo – alguns até a vida – pelo seu
Povo: a dos comunistas e outros
de outras esquerdas, que nos anos negros do fascismo, até ao 25 de Abril de
1974, alguns desde jovens, se arriscavam e afrontavam
a ditadura salazarista e toda a sua mesquinhez quotidiana.
Falou das vidas deploráveis dos trabalhadores portugueses desse
tempo iníquo - época das grandes fomes,
das grandes explorações, da miséria, das grandes greves e repressões do
fascismo, das cisões e das mulheres e do seu importante papel nas casas de apoio.
Falou, também, de casos e coisas reais e humanas de muitos que
viveram aquelas vidas: o tédio, o desconforto, a solidão, a renúncia, o
engenho, a arte, o medo, o heroísmo.
A iniciativa, que juntou várias dezenas de pessoas, aconteceu no âmbito do centenário do nascimento de
Álvaro Cunhal, que está também a ser comemorado na Biblioteca Municipal, até 30 novembro, através de
uma mostra documental sobre a sua vida e obra, que inclui desenhos e
caricaturas realizados por alunos de escolas do concelho.
Hoje, mais do que nunca, é preciso acabar com a mentira que
se vive em Portugal. Hoje, mais do que nunca, continua a ser necessário e cada vez mais urgente
humanizar este País. Hoje, mais do que nunca, é preciso ter memória.
Por isso, fica registado o meu agradecimento e o meu elogio ao vereador António Tavares.
Sessão da Assembleia Municipal
A Assembleia Municipal da Figueira da Foz, reúne-se hoje, pelas 16H30, no salão nobre da
autarquia figueirense.
Na sessão extraordinária de hoje fazem parte da ordem de
trabalhos, entre outros assuntos, a derrama a cobrar no ano 2014 e o imposto municipal sobre imóveis de
2013.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Quase todos nós temos o mesmo problema...
"Tenho pena de si porque tem de ganhar a vida", disse o deputado socialista, ex-ministro de Sócrates e ex-jornalista, Pedro Silva Pereira, que pelos vistos não precisa de "ganhar a vida", a uma jornalista da CMTV que lhe fazia perguntas.
Problema de imagem!..
A crise que o CDS-PP atravessa está bem patente neste episódio
figueirense que pode ser lido no Figueira na Hora.
Vânia Baptista é candidata à presidência da Comissão
Política Concelhia do CDS-PP.
Com a candidatura,
Vânia Baptista espera “trazer uma nova imagem pública e, acima de tudo um
partido mais interventivo.”
Há dias, como o de hoje, que são chatos e frios “pra caraças”.
Nestas alturas, um
tipo que não seja de ferro, pode desanimar e tudo.
É uma chatice!
Para dias como o de hoje recomendo uma boa dose de internet.
Não há nada que não
cure. A sua generosidade é imensa e sempre pronta e disponível a ajudar a
levantar o ânimo alheio.
Obrigado Vânia Baptista, por também tu usares a internet
para auto-promoção.
Business as usual…
"O governo confirma as suas invulgares aptidões para o negócio. Nunca será de mais relevar a invulgar mestria deste governo na arte de bem vender a coisa pública, uma mestria forjada nas artes do talhante. Desta vez são os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, onde o governo voltou a fazer tudo como bem sabe: pegou na peça, abriu-a e separou carne para um lado e ossos para o outro. Pegou na carne e entregou-a a um grupo privado; os ossos - já se sabe - ficam para nós!
Business as usual…"
Desempregado anuncia
"Quando o povo tem fome, tem direito a roubar", disse
Belmiro de Azevedo em 20 maio de 2010!..
Belmiro de Azevedo, recorde-se, já foi o homem mais rico de Portugal, mas
agora ocupa o quarto lugar. Ainda assim, duplicou a fortuna em relação ao ano
passado, para 1,2 mil milhões de euros!..
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Tony Carreira mostra vida íntima!..
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| foto daqui |
AVISO:
O documentário fica para melhor oportunidade.
Entretanto, vou ver jogar o Benfica...
Boa noite.
AMANHÃ HÁ MAIS!..
«Uns dedicam-se às exportações e outros a manifestarem-se»...
... disse Portas, o irrevogável - e aldrabão - na televisão.
À conversa com Louzã Henriques
A Biblioteca Municipal, amanhã, a partir das 21H30, é palco de uma conversa com Louzã Henriques sobre Álvaro Cunhal.
A entrada é livre.
Esta economia prejudica gravemente a saúde ...
Durão Barroso sobre a pobreza:
- “Vamos ser honestos: hoje, a
situação é pior”.
Portugal, de 1867 a 2013
"Em Portugal não há ciência de governar nem há ciência
de organizar oposição. Falta igualmente a aptidão, e o engenho, e o bom senso,
e a moralidade, nestes dois factos que constituem o movimento político das
nações.
A ciência de governar é neste país uma habilidade, uma
rotina de acaso, diversamente influenciada pela paixão, pela inveja, pela
intriga, pela vaidade, pela frivolidade e pelo interesse.
A política é uma arma, em todos os pontos revolta pelas
vontades contraditórias; ali dominam as más paixões; ali luta-se pela avidez do
ganho ou pelo gozo da vaidade; ali há a postergação dos princípios e o desprezo
dos sentimentos; ali há a abdicação de tudo o que o homem tem na alma de nobre,
de generoso, de grande, de racional e de justo; em volta daquela arena
enxameiam os aventureiros inteligentes, os grandes vaidosos, os especuladores
ásperos; há a tristeza e a miséria; dentro há a corrupção, o patrono, o
privilégio. A refrega é dura; combate-se, atraiçoa-se, brada-se, foge-se,
destrói-se, corrompe-se. Todos os desperdícios, todas as violências, todas as
indignidades se entrechocam ali com dor e com raiva.
À escalada sobem todos os homens inteligentes, nervosos,
ambiciosos (...) todos querem penetrar na arena, ambiciosos dos espectáculos
cortesãos, ávidos de consideração e de dinheiro, insaciáveis dos gozos da
vaidade."
Eça de Queiroz, in Distrito de Évora (1867)
“Mais de cem anos depois do seu desaparecimento, mantém-se actual a
análise mordaz tantas vezes citada que Eça de Queirós fez acerca da política
nacional e do comportamento dos políticos.
Ali
elabora, com a ironia que o caracteriza, sobre as motivações que conduzem à
luta política.
Vem
esta referência a propósito das anunciadas candidaturas à estrutura local do
partido que detém o poder absoluto no município da Figueira.
Certamente
que se encontrarão garantidos os direitos de cada um dos candidatos (não opino
sobre isso), mas o facto é que ambos os protagonistas desempenham funções na
Câmara Municipal,
prosseguindo
certamente tendências diferentes, quem sabe se até antagónicas.
Não
é a primeira vez que situação equivalente ocorre na Figueira da Foz. Se para os
partidos, o resultado foi indiferente, o facto é que o concelho perdeu sempre, pelas
graves consequências que
ocorreram na governação da Câmara.
Uma
coisa é a luta política dentro dos partidos, outra será a administração
municipal.
Ao
presidente, na qualidade de mais alto responsável pelas más consequências que poderão
advir de eventuais divisões, competirá evitar que a ciência de governar se constitua
como “uma habilidade, uma rotina de acaso, diversamente influenciada pela
paixão, pela inveja, pela intriga, pela
vaidade, pela frivolidade e pelo interesse”, como, naquele artigo, refere o
Eça.
Separem-se
as águas: Ao partido o que é do partido. À governação municipal o que interessa
aos munícipes.”
Daniel Santos, in As
Beiras (27.11.2013)
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Polémica no CAE (os factos - via Rui Beja...)
"Queria, antes de mais, dar os parabéns ao Pedro Silva, é um craque a inventar argumentos!
Factos: a autarquia resolveu o protocolo com a Corpo de Hoje e a Ana Borges - esta é uma verdadeira associação "unipessoal"... - recusou-se a abandonar a Quinta das Olaias. Os funcionários da autarquia tentaram mudar as fechaduras de um imóvel municipal, apenas isso. A verdade é só uma: a Ana Borges recusa-se a abandonar um imóvel municipal, ou seja, barricou-se na Quinta das Olaias... As pessoas civilizadas discutem estes assuntos em tribunal, a Ana Borges optou por vitimizar-se e encerrar-se na Quinta das Olaias...
Segundo facto: a autarquia podia denunciar o protocolo a todo o momento, a menção a 60 dias de prazo é inaudita. A retirada da área do teatro à Corpo de Hoje para a dar a outrem é simplesmente falsa e caluniosa; a alegação de que esta decisão é ilegítima porque foi tomada numa reunião de Câmara fechada ao público é, simplesmente, uma tonteria: se a decisão tivesse sido tomada numa reunião pública, mas sem intervenção do público, isso mudava alguma coisa?! A oposição não está sempre presente, e as decisões das reuniões de Câmara não são sempre públicas?! Último ponto: A Ana Borges sabia da decisão da maioria há muito tempo, ou seja, não teve apenas 5 dias para sair da Quinta das Olaias... Mas, neste caso, a Ana Borges não alega que tem pouco tempo para sair da Quinta; a artista recusa-se, pura e simplesmente, a sair de um edifício público!"
Rui Beja, disse...
Factos: a autarquia resolveu o protocolo com a Corpo de Hoje e a Ana Borges - esta é uma verdadeira associação "unipessoal"... - recusou-se a abandonar a Quinta das Olaias. Os funcionários da autarquia tentaram mudar as fechaduras de um imóvel municipal, apenas isso. A verdade é só uma: a Ana Borges recusa-se a abandonar um imóvel municipal, ou seja, barricou-se na Quinta das Olaias... As pessoas civilizadas discutem estes assuntos em tribunal, a Ana Borges optou por vitimizar-se e encerrar-se na Quinta das Olaias...
Segundo facto: a autarquia podia denunciar o protocolo a todo o momento, a menção a 60 dias de prazo é inaudita. A retirada da área do teatro à Corpo de Hoje para a dar a outrem é simplesmente falsa e caluniosa; a alegação de que esta decisão é ilegítima porque foi tomada numa reunião de Câmara fechada ao público é, simplesmente, uma tonteria: se a decisão tivesse sido tomada numa reunião pública, mas sem intervenção do público, isso mudava alguma coisa?! A oposição não está sempre presente, e as decisões das reuniões de Câmara não são sempre públicas?! Último ponto: A Ana Borges sabia da decisão da maioria há muito tempo, ou seja, não teve apenas 5 dias para sair da Quinta das Olaias... Mas, neste caso, a Ana Borges não alega que tem pouco tempo para sair da Quinta; a artista recusa-se, pura e simplesmente, a sair de um edifício público!"
Rui Beja, disse...
Orçamento do Estado para 2014 foi aprovado com um voto contra do CDS...
Um grupo de deputados que se fez eleger com base na mentira, na demagogia e na manipulação,votou a favor de um OE que condena Portugal e os portugueses a uma miséria nunca conhecida depois do 25 de Abril.
Por ser verdade e para que conste...
Por ser verdade e para que conste...
Na Praia de Mira foi apreendido carapau com a medida legal
A um mês do Natal, tomei
conhecimento, via internet, de
uma queixa - ao mesmo tempo um lamento, um pedido, uma exigência - dos pescadores portugueses da Pesca dita
"Arte-Xávega".
O caso aconteceu, desta vez, na Praia de Mira com a companha
do "Senhor dos Aflitos".
Os pescadores, depois da árdua labuta de mais um dia de
trabalho, no meio do mar, em pleno Inverno, em Novembro, a um mês do Natal,
viram depois o produto desse seu trabalho - uns míseros carapaus, desta vez, sem sequer serem carapaus de
tamanho inferior às dimensões mínimas legais!.. - ser-lhes apreendido, por não ter sido objecto de qualquer
licitação, pelos compradores habituais, quando posto à venda na lota…
Esta é a mensagem da Associação Portuguesa de Arte-Xávega:
HOJE NA PRAIA DE MIRA HOUVE UMA APREENSÃO DE CARAPAU . ISTO
PORQUE O DONO ESTAVA A VENDER SEM TER PASSADO PEIXE À LOTA . POIS QUANDO PÔS O
PEIXE À VENDA NÃO HAVIA NINGUÉM PARA O COMPRAR . ERA CARAPAU GRANDE. ISTO MAIS
UMA VEZ REFORÇA O NOSSO PEDIDO PARA UM REGIME DE EXCEPÇÃO PARA A ARTE-XAVEGA .
PEÇO A TODOS QUE FALEM TODOS DE UMA VOZ NESTE ASSUNTO . OBRIGADO . JOSÉ VIEIRA
Esta mensagem chegou-me através de um mail da associação científica
privada sem fins lucrativos (dotada de estatuto de utilidade pública) - CEMAR-Centro de Estudos do Mar (Praia de Mira - Figueira da Foz). Tal como também nos
compete, aqui reproduzimos, divulgamos e amplificamos,
este apelo e este lamento. E aqui secundamos esta exortação: a de que falemos
todos, com uma só voz, para salvar estes Pescadores Portugueses, conseguindo
para eles a EXCEPÇÃO LEGISLATIVA, que há muito merecem, por todas as razões
(razões jurídico-políticas, eco-ambientais, económicas e sociais, culturais e
identitárias).
Recorde-se, que já decorreu quase meio ano (07.06.2013) que
foi aprovada na Assembleia da República Portuguesa uma "Recomendação"
política no sentido de salvar a "Arte-Xávega" - deliberação essa aprovada por unanimidade,
por todos os grupos parlamentares de todos os partidos políticos.
Numa altura em que já se afigura muito próxima a conclusão
do "Relatório", entretanto em preparação na Comissão Técnica de Acompanhamento,
criada e em funcionamento, na Direcção-Geral de Recursos Marítimos do
Ministério da Agricultura e do Mar (um "Relatório", espera-se, para
fazer recomendações técnicas ao Governo que venham a servir para salvar esta
actividade ancestral e moribunda, e não para a matar de vez...), constata-se que ainda não existe nenhuma
alteração legal promulgada - formal, explícita e definitiva - que reconheça e
legitime, perante as entidades fiscalizadoras locais e regionais (que,
portanto, têm que continuar a reger-se pelas leis antigas vigentes), a EXTREMA
ESPECIFICIDADE e a EXTREMA EXCEPCIONALIDADE deste tipo de Pesca e de
Pescadores...
Entretanto, como foi o caso de que demos conta acima, este
sector, continua na mesma situação de vulnerabilidade, perante legislações
desajustadas (que os ignoram), e perante intermediários especulativos e grandes
interesses comerciais (que sempre os exploram e asfixiam), e perante
fiscalizações às vezes desleixadas e ignorantes (que às vezes os perseguem
arbitrariamente), em que se encontravam outrora os Pescadores "(…) numa
sociedade subdesenvolvida, corporativa e feudal (na Sicília da primeira metade
do século XX) (…)", como acerca deles escreveu o CEMAR, em Novembro de 2012.
O Presidente, o seu Governo e a realidade
O Presidente: "A competitividade de Portugal não se encontra nos salários baixos".
O primeiro-ministro: "O Governo não tem um modelo de salários baixos e de desemprego para o país"
O vice, ou lá o que é: "Não acreditamos num modelo de salários baixos"
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