segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Desigualdades...

Agora...
E na morte...

Cavaco pode ter muitos defeitos, mas não é ingrato...

Sempre fui educado e cresci a ter respeito pelos mortos...
Mas, como escrevi ainda a quente, “tomei conhecimento da morte de António Borges sem nenhum sentimento especial”.
Na minha opinião, quem vem defender a diminuição de salários no auge de uma crise que criou milhões de pobres e de famintos não pode ser uma pessoa de bem.
Por outro lado, Portugal perdeu muito, nos últimos dias, com a morte de 3 bombeiros. Esses, sim, de forma altruísta, deram a vida pelo país.
Com a morte de António Borges, a meu ver, Portugal nada perdeu. Contudo, isto que fique bem claro, também não considero que Portugal tenha ganho algo.
Os bombeiros estão revoltados com o silêncio de Cavaco sobre a morte de três dos seus membros. Ontem,   manifestaram o seu desagrado colocando mensagens no FB da presidência, na página onde o PR exprimia o seu pesar e fazia o elogio fúnebre de um fulano que pretendia a redução dos salários dos trabalhadores portugueses para resolver a crise
Percebo a indignação dos bombeiros, mas também tenho compreensão para com a atitude de Cavaco. Vejamos...
Os bombeiros deram dinheiro a ganhar a Cavaco?
Que eu saiba - não!
Cavaco já mostrou que não é ingrato. Nunca se esqueceu da gente que lhe deu dinheiro a ganhar, como, por exemplo, o amigo Oliveira e Costa.
Então, onde esteve mal Cavaco?
A meu ver, hoje, por ter vindo apresentar a destempo uma desculpa despropositada, extraordinária e completamente escusada: a morte de bombeiros exige recato; a de Borges deve ser publicitada...

Lamento...

Morrem três bombeiros e sua excelência está de férias. 
Morre um António Borges e sua excelência vem lamentar a sua morte.

A utilidade de ter tempo...

foto sacada daqui
A crise, pelo menos para mim (que ainda consigo auferir um cachet verdadeiramente exorbitante de 500 e tal euros mensais...) tem sido um manancial de saúde e alegria de viver!..
Ah: e depois ter todo o tempo do mundo para explorar os descontos nas grandes superfícies é uma mais valia importantíssima... Os descontos têm salvo muita gente: ontem até ressuscitaram Jesus!
Claro que a crise, para os desempregados que  já deixaram de receber o subsídio,  não é a mesma coisa... 
Lamento por esses - pelo menos,  se  não encontraram um biscato como dealers que lhes renda um pouco mais que o ordenado mínimo…
Mas, como estava a escrever, a crise para mim tem sido  um verdadeiro dilúvio  de alegria e de boa-disposição.
Rejuvenesci.
Ter tempo para tudo, até para tentar perceber os truques e  as manigâncias dos passos,  dos  portas, dos cavacos e dos seguros,  tem sido  um passatempo mais produtivo que sudoku.  Tem sido um passatempo riquíssimo, um exercício de intelectualidade importantíssimo...
Mas, agora, a Figueira tem mais uma maneira para ocupar o tempo dos desempregados e reformados: tem um espelho de água novinho em folha, que o sempre talentoso “self made man” figueirense rapidamente aproveitou para lhe dar uma verdadeira utilidade: transformou-o num utilíssimo lava-pés!..
A crise, também, na Figueira é uma realidade. Mas, estou confiante que vai ser ultrapassada com brevidade.
Quem vive numa cidade onde o empreendorismo e o uso da imaginação têm este enormíssimo potencial só tem que acreditar...

Um imagem que já só existe em fotos ou na memória dos mais antigos: as "recoletas", as muralhas da borda do rio da Gala e os botes...

foto sacada daqui

domingo, 25 de agosto de 2013

SUMA Figueira Euro Bodyboard 2013 powered by Açoreana Seguros de 31 de Agosto a 8 de Setembro


A propósito da morte de António Borges...

Sem nenhum sentimento especial, acabei de tomar conhecimento que o economista António Borges morreu na madrugada deste domingo em Lisboa na sequência de um cancro no pâncreas.
Tinha 63 anos e o cancro foi-lhe diagnosticado em 2010, altura em que ainda trabalhava para o FMI. O corpo do economista estará em câmara ardente na Basílica da Estrela, a partir desta tarde.
Licenciado em Economia e Finanças, na Universidade Técnica de Lisboa, em 1972, e doutorado em Economia pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, António Borges lecionou na Universidade Nova de Lisboa e no INSEAD, em França. Trabalhou no banco Goldman Sachs e passou por administrações de várias outras empresas, entre as quais o Citibank, o BNP Paribas ou a Petrogal. 
António Borges era atualmente consultor do Governo para as privatizações. Algumas das suas intervenções públicas dos últimos meses levantaram críticas de vários setores da sociedade. Em setembro do ano passado, António Borges esteve envolvido numa polémica após ter
 chamado "ignorantes" aos empresários que criticaram as alterações à Taxa Social Única. Políticos e empresários pediram então recato e alguns sugeriram mesmo a demissão do consultor do Governo para as privatizações. 
António Borges morreu hoje. Não sou hipócrita, portanto, não é por isso que agora vou passar a dizer bem do homem. Não gostava dele e continuo a não gostarO grande desafio da minha vida foi  conseguir  ter e viver uma vida normal e decenteNão tem sido fácil, mas tenho orgulho no meu percurso. Apesar dos vários Antónios Borges  com quem me tenho cruzado...

Carvalho da Silva

Cheques, frigoríficos, porcos... Vale tudo!

No fundo, o povão vota em corruptos porque a corrupção é a sua verdadeira natureza - num país onde o Estado não funciona e não dá o exemplo, quem não o imita ou é anjo ou é parvo. Ou as duas coisas. (daqui)

OS “SWAPS” E A CORRUPÇÃO DOS PRINCÍPIOS DEMOCRÁTICOS

O caso dos “swaps” nas suas múltiplas facetas – quem os contratou e com quem, quem os fiscalizou, quem destruiu a documentação pertinente e porquê, etc. – é apenas um caso, entre muitos, que demonstra à evidência a corrupção dos princípios democráticos a partir de uma legitimidade pretensamente democrática decorrente dos resultados eleitorais. 

Este episódio ilustrativo do que é hoje a condução política do Estado levanta um problema grave que mais tarde ou mais cedo não poderá deixar de ser enfrentado e afrontado com a coragem que a situação exige – a restauração dos valores democráticos, subvertidos e corrompidos por uma vivência política circular que faz com que quem regressa ao poder acabe sempre por chegar ao mesmo ponto daqueles que acabaram de partir, exige uma acção que vá muito para além ou vá mesmo contra a pretensa legitimidade eleitoral, ela própria degenerada e corrompida até ao grau zero da política como alguns tristes episódios da pré-campanha autárquica eloquentemente demonstram.
(daqui)

Bom domingo

sábado, 24 de agosto de 2013

Sobre "estrelinhas" - e sobre o pessoal que anda a dizer que "deixou de ler este blogue" por não concordar com as "estrelinhas"...

Não é um problema de opinião, de saber ou não saber.
É um problema civilizacional.
O leitor diante de um texto, pode ter várias atitudes: refletir, discordar, acrescentar algum conhecimento, etc.
Mas, não. Simplesmente, opta por não ler.
Mas, depois comenta o  que não leu!...
Pronto: essa é a diferença...
Não leu, mas não está  de acordo com o  que aparece no texto.
Ainda por cima  sente-se  lesado na sua condição de leitor que não lê!..
Sim, porque é nessa condição que ele escreve, se manifesta  e se queixa...
A  opinião do crítico não bate com a sua, o crítico deveria escrever  de acordo com o quer ler...
Resumindo: a crítica – como atitude perante o mundo – não é para consumidores, mas para cidadãos.
Só que,  o mundo,  está formatado mais para consumidores acéfalos e acrítcos  do que para cidadãos.
Azar o nosso...

Hoje, é um dia óptimo para recordar Manuel Fernandes Tomás, "O Patriarca da Liberdade"



Homenagem a Manuel Fernandes Tomás - "O Patriarca da Liberdade" 
PROGRAMA: 
Praça 8 de Maio 18H00 – Cerimónia Oficial de Homenagem; Deposição de coroa de flores na base do monumento. 
Centro de Artes e Espectáculos (CAE - pequeno auditório) 19H00 – Conferência pelo Prof. Doutor António Ventura: “Manuel Fernandes Tomás, a Maçonaria e a Revolução Liberal”

Um filme conhecido dos figueirenses que, porventura, tenham alguma memória...

O PSD está sempre a acusar o PS de gestão ruinosa e a vangloriar-se de pôr as contas em dia. Os laranjinhas deviam ser mais comedidos. Bastava olharem para Gaia, onde a gestão ruinosa de Meneses deixou a autarquia numa situação insustentável,  para  meterem a viola no saco. Mas vamos aos factos.
As megalomanias de Meneses obrigaram a autarquia a pedir um resgate ao governo de 22 milhões de euros que, no entanto,  não será suficiente para pagar as dívidas aos fornecedores.
Advinha-se, por isso, aumento dos impostos municipais para a taxa máxima e o fim da autonomia financeira de Vila Nova de Gaia, cujas despesas passarão, obrigatoriamente, a estar sujeitas a um visto prévio do ministério das finanças.
O PS deverá ganhar folgadamente a câmara de Gaia, mas será uma vitória amarga e à partida envenenada, pois vai herdar uma Câmara falida e sem autonomia financeira.
Claro que tudo isto será em 2015 aproveitado pelo governo para demonstrar que a gestão do PS é ruinosa e omitindo que o descalabro se deve à gestão do Meneses Laranja
Entretanto, do lado de lá do rio, os tripeiros embasbacados pelo trabalho de Meneses  em Gaia,  dão uma vitória clara a Meneses.  Sabem o que lhes irá acontecer, mas fingem ignorar e vão votar no PSD, seu clube político do coração. Dentro de uns anos sairão para a rua a gritar "Aqui d'el Rei, que  Lisboa quer mandar em nós!".(daqui)


Este, é um filme conhecido dos figueirenses que, porventura, tenham alguma memória.
Recordemos, por exemplo,  aqui e aqui, a situação financeira da câmara municipal da Figueira da Foz...
Mas, abusando um pouco mais da memória (o que para alguns e algumas é um esforço completamente impossível), viajamos, via À Beira Mar, até abril de 2006, já lá vão mais de 7 (sete) anos. 
Então, pelas contas do PS, uns redondinhos 82 milhões de euros era o montante da dívida do município da Figueira da Foz, incluindo a Câmara e as empresas municipais. Pelas contas de Duarte Silva, o presidente da altura, entretanto falecido, a dívida era "só" de 61 milhões. Uma justificação que colocava parte das dívidas das empresas municipais no passivo da Câmara.
Jogava-se com os números. Agora, como constatamos, alguém está a pagar a conta. Infelizmente, somos sempre os mesmos!
Alegava o executivo de então, que tinha reduzido as despesas em 11,1 por cento em relação a 2004. Contrapunha o PS que a dívida de curto prazo - coisa que, explicando, é o mesmo que deixar fornecedores a "arder" com o dinheirinho - tinha subido 500 por cento desde 2002.
Da dívida de médio e longo prazo - basicamente empréstimos que estão para pagar à banca - era melhor nem falar, para não assustar os mais impressionáveis.
Conforme constava pelos corredores camarários, a vertigem dos empréstimos começou por servir para pagar os gastos do "outro", sendo o outro o antecessor de Duarte Silva nos Paços do Concelho. Lembram-se dele? O senhor que foi primeiro-ministro deste país durante uns meses? Ele mesmo! Nos dias de então (estamos em abril de 2006) a capacidade de endividamento da autarquia estava esgotada. O "buraco", esse, foi aumentando. E ia, na moeda antiga, em 12,2 milhões de contos (versão PSD), 16,4 milhões na versão do PS.
Isto, em abril de 2006.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Boas intenções...

A intenção do candidto Miguel,  ao tirar uma foto em Seiça, no dia em que foi apresentado o livro “Padre Manuel da Silva – O Homem e o Sacerdote”, da autoria do Professor Eurico Silva,  com o ex- candidato, eng. Daniel e colocá-la aqui, só pode ter sido boa.
Mas,  quando se diz sobre alguma coisa que a intenção era boa, já se está perante um desastre.
É como quando se diz que uma pessoa é simpática.
Se é simpática, é porque não é bonita.
Se a intenção foi boa – e eu não duvido minimamente -  é porque o resultado vai ser péssimo.

Conforme o previsto, "cá estamos no bom caminho"...

Se há indicador económico que continua a crescer a um impressionante ritmo, é o da dívida pública. No final de 2011, alguns meses depois do Governo entrar em funções, estava nos 107,2%. Quem tem memória das coisas, lembra-se do clamor constante da direita contra o Governo de José Sócrates por causa do crescimento da dívida. Ainda hoje, quando se sentem acossada, a matilha saca do endividamento do país e da bancarrota para justificar a destruição que está a levar a cabo. Na verdade, em dois anos a dívida cresceu até aos 131,4% (de acordo com dados tornados públicos hoje pelo Banco de Portugal). Pior: não só cresceu em termos relativos (ao PIB) como em termos absolutos. O seu ritmo de crescimento agravou-se drasticamente, e cada vez se torna mais difícil a Portugal pagar o que deve. Neste momento - e apesar da propaganda neoliberal europeia e nacional nos afiançar o contrário - estamos mais próximos da bancarrota e de um segundo resgate do que estávamos há dois anos. Este segundo resgate, a acontecer durante o próximo ano, junta-se ao terceiro da Grécia, anunciado por Schaüble há uns dias. (daqui)

A narrativa neoliberal não foi de férias

O discurso de Passos Coelho no Pontal foi mais um episódio de propaganda política, só possível porque as televisões perderam a vergonha. A pretexto de informação em directo, fizeram a transmissão na íntegra de um discurso de comício. Nada que espante, porque hoje a televisão desempenha um papel central na construção de uma narrativa hegemónica da crise, um discurso simples sobre as suas origens, os seus responsáveis e as transformações do Estado que nos farão sair dela. Para executarem o seu projecto político, os partidos que nos governam precisam, no mínimo, de uma generalizada resignação dos cidadãos. A forma mais eficaz de a produzir consiste em criar uma larga maioria de fazedores de opinião (jornalistas, economistas, politólogos, deputados, políticos senadores) que sustente nas televisões a mesma narrativa da crise, a narrativa neoliberal. 

Esta narrativa integra sem dificuldade alguns factos que chocam o cidadão comum (casos de endividamento para consumo, muita formação profissional ineficaz, obras públicas de duvidosa utilidade, distribuição de empregos no Estado e empresas públicas, corrupção de vários tipos, etc.) ligando-os a má gestão do Estado, "a causa" da crise. É uma narrativa muito forte porque é plausível para o cidadão comum sem formação específica. Assim sendo, seria de esperar que as esquerdas tivessem investido fortemente na elaboração de uma alternativa, até porque a política de austeridade que tem sido seguida produziu uma calamidade social. Infelizmente, apenas foram produzidas narrativas parcelares sem consistência global. Uma contranarrativa teria de explicar em linguagem simples e popular que o endividamento foi gerado pela perda do escudo e que isso conduziu ao crédito fácil e à desindustrialização do país. Teria de dizer que com o euro perdemos as políticas de que precisamos para ir mais além no desenvolvimento. Teria de dizer também que perdemos a liberdade para decidir sobre as diversas vertentes do Estado social porque essas escolhas já estão feitas e inscritas nos tratados, as que a Alemanha aceitou ou mesmo impôs. Teria de dizer que não temos futuro dentro do euro.

Em Agosto, a narrativa neoliberal não foi de férias.(daqui)

Portugal está em brasa...

1. Vinte ou trinta habitantes de um povoado despejavam água para o fogo e tentavam sufocar a vegetação incandescente. Os repórteres, que chegaram antes dos bombeiros, fizeram o que fazem os repórteres: ligaram a câmara, enquanto a população tossia no meio das brasas para salvar paredes, hortas e animais. No fim, nem uma recriminação: nem contra os bombeiros que se atrasaram, nem contra os jornalistas que ficaram a ver, nem contra o ministro que os ignorou. Só bonomia, equanimidade e esgotamento. Por muito que viva não deixarei de admirar a física dos nossos pategos. Atiram-se para as chamas, enterram os calcinados e depois vão comer uma bucha ou votar no deputado Abreu Amorim. (daqui)

2. Foi notícia de abertura nos telejornais dos três canais: "uma bombeira da Corporação dos Bombeiros Voluntários de Alcabideche sucumbiu às chamas no incêndio do Caramulo e acabou por falecer"

A notícia assim: o artigo indefinido "uma" bombeira e um facto narrado com objectividade "acabou por falecer"
As pessoas assistiram, teceram algum comentário e passaram a ouvir a notícia seguinte, sobre os subsídios de doença. Tocou a sirene em Alcabideche e a bandeira está a meia haste. Por aqui há uma aldeia de luto. 
"Uma bombeira" não era um artigo indefinido seguido de um substantivo: tinha rosto, tinha corpo, tinha voz e um jeito desembaraçado de andar. 
Tinha história de vida, família, amigos. Tinha nome. Morreu a Ana Rita, vinte e poucos anos, mãe da Madalena e apesar de ter sido notíicia de abertura dos telejornais para esta aldeia não era suposta ser uma notícia. Morreu uma de nós. (daqui)

3. A morte de uma bombeira de Alcabideche, de 22 anos, registada hoje no Caramulo, eleva para três o número de bombeiros mortos este ano no combate ao fogo. Impressiona como todos os anos por esta altura se fazem os mesmos diagnósticos depois de se cometerem os mesmos erros e de se repetir a mesma incúria crónica, em particular este ano, um ano em que o Governo também, como eles gostam de dizer, "poupou" nos meios de combate e no financiamento das corporações de bombeiros. Impressiona a hipocrisia das reacções de governantes e de autarcas compungidos. Revolta toda a insensibilidade que tentam dissimular com as palavras de circunstância que trazem sempre na ponta da língua. E o cúmulo da insensibilidade , evidência de todo o desprezo  pela vida humana desta gente perigosa, chega-nos da Madeira: os doentes internados na ala de toxicodependentes do Hospital dos Marmeleiros, naquela ilha, ao contrário dos restantes doentes, não foram  evacuados durante o incêndio que se aproximou da unidade hospitalar durante o fim-de-semana, noticiou esta noite a RTP. Dir-se-ia que Hitler não faria melhor, mas Hitler tinha um exército ao seu serviço. Alberto João Jardim não precisa de exército nenhum. Tal como os seus colegas continentais, conta com a indiferença e com a apatia de um povo incapaz de ter reacções de gente. Grande admiração: o horror está a passar por aqui. (daqui)

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Fogo

Incêndio destrói parcialmente habitação na Cova-Gala

Ora cá está uma postagem mesmo a calhar para quem já anda farto das autárquicas...

Jesus (estudo de cabeça)

Com que então, como dizia o outro, "que se lixem as eleições"!...

No país dos burros...

"Crime organizado, mas com responsabilidade e sentido de Estado"...

As garagens do futuro...

Ver aqui.

“Qual é a tua onda?...”

É este o nome do serviço disponibilizado no site do Instituto Hidrográfico (IH) da Marinha Portuguesa, que passa agora a divulgar as previsões das condições de surfe para a zona da Figueira da Foz. O projeto foi apresentado na terça-feira, ao final da tarde, no Centro de Estudos do Mar da Figueira da Foz. “A ideia foi criar um serviço público de apoio à atividade do surfe em todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas”, explicou na oportunidade António Silva Ribeiro, diretor-geral do IH. A importância do serviço resulta da “qualidade de informação que se dá aos surfistas”.
Para além das versões locais deste programa apontadas especificamente para várias áreas regionais de Portugal e dedicadas ao apoio das actividades desportivas surfísticas (Surf, Windsurf, Bodyboard, etc.) que nelas são desenvolvidas, a Marinha Portuguesa, através do seu Instituto Hidrográfico, irá depois lançar também uma outra versão específica deste tipo de programa que vai ser dedicada ao apoio das actividades produtivas, piscatórias e culturais, das companhas dos pescadores portugueses da "Pesca de Cerco e Alar para Terra"  ou "Pesca de Arrasto para Terra" actualmente designada "Arte-Xávega", as quais utilizam em Portugal os mesmos litorais arenosos e as mesmas ondas que são utilizadas pelos surfistas.

Autárquicas 2013: o que podem esperar os figueirenses?..

Aquilo que se exige, a meu ver, neste momento da vida do nosso País, de uma câmara como a da Figueira,  é que para além da gestão rigorosa dos recursos financeiros e humanos existentes, esteja direccionada preferencialmente para as necessidades dos figueirenses.
A análise que faço, até ao momento,  da campanha política de Miguel Almeida, que já dura há vários meses, é que tem sido uma demonstração pura e dura do papel que desempenha hoje em dia a propaganda, em detrimento da  comunicação das soluções para resolver os problemas reais.
Nem sequer me estou a referir a ideias políticas ou a  ideais...
Na ausência dos grandes discursos ideológicos, o que é importante é a comunicação.
Mas, Miguel Almeida, pelo que tenho acompanhado da sua campanha,  certamente porque, por necessidade, quer esconder a todo o custo a sua ideologia,  tem uma dificuldade acrescida para passar a mensagem: ainda não conseguiu colocar cá fora uma pequena frase, um slogan, uma ideia - nada que motive os indecisos a decidir-se.
O “Prá Frente Figueira” é fraquinho, inócuo e, sobretudo, nada original.
Diga-se porém, em abono da verdade, que do outro lado, as coisas não vão melhor.
A esquerda ainda não demonstrou  ter ideias claras e medidas concretas sobre o que é verdadeiramente relevante para o futuro do nosso concelho .
Depois, sobre aquela que para mim é a questão  de fundo, a esquerda está  dividida: estou a referir-me ao problema da privatização das águas da Figueira.
A política faz-se com  habilidade, mas com coerência. Por isso, não estou muito optimista com  o que vai resultar de útil do acto eleitoral de 29 de Setembro próximo para o concelho da Figueira.
Uma coisa, porém,  dou como adquirida.
Até ele já sabe isso: Miguel Almeida é, desde já,  um candidato derrotado.
Só admitiria outro resultado se se verificasse uma das duas hipóteses, que são obviamente completamente inverosíméis:
1 - Os figueirenses desconheciam que havia outros candidatos...
2 - Os figueirenses  seriam os portugueses mais  burros...
Como não acredito nisso, apesar de tudo, estou razoavelmente optimista...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Na Bulgária ex-1º ministro vai ser futebolista profissional... aos 54 anos


Ganhei uma nova alma com esta notícia...
Renovei a esperança de que Passos Coelho, em breve, retome o sonho de ser cantor...

Polémica do momento na Figueira... (Capítulo 2)


Aumenta a expectativa:   Mas quem será? O pai da criança!..

Haja Deus!..

A campanha eleitoral em Viseu está a ser marcada por forte polémica: PS e CDS acusaram Fernando Ruas de fazer campanha pelo PSD nas últimas semanas, através da distribuição de dinheiro em duas missas diferentes. 
"Foi um acto público de caciquismo ao melhor estilo", criticou Hélder Amaral, candidato do CDS à câmara de Viseu.
"Não lhe fica bem estar a esturricar dezenas milhares de euros", declarou, por seu turno, José Junqueiro, igualmente candidato, mas pelo PS. 
Os dois partidos acusaram o presidente da câmara de atribuir subsídios às paróquias durante as missas. 
O autarca confirmou ao Negócios as entregas dos cheques e recusa que tenha sido uma acção de campanha. 
"Fui fazer aquilo que sempre fiz em 24 anos, que é apoiar as comissões fabriqueiras [entidades que gerem os bens da igreja]. Fui a mais que uma e vou continuar", assegura. 
O facto de as assinaturas e entregas dos cheques acontecerem antes ou depois das missas é por "uma questão de conveniência" dos padres, justifica!..

Não é uma questão de dinheiro, é uma questão de poder...


Em tempo.
"As contas são do próprio governo alemão: entre 2010 e 2014, cofres públicos de Berlim ganham 40,9 mil milhões a mais do previsto."

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Somos grandes


Já temos 8 patas na Casa Branca!..

Fica uma sugestão para quem anda a precisar de aliviar o nervoso miudinho...

Mijar é fixe...
No mar ainda é melhor do que se pensa!..

O Fernando no seu melhor...

"Essa cidadania embrutecida e alarve é o público alvo ideal para as inaugurizações do período pré-eleitoral. Num concelho em que a rede de saneamento básico não cobre ainda todo território, as obras de requalificação da zona envolvente do Forte de Stª Catarina por exemplosão um luxo absurdo no qual foram investidas somas pornográficas em materiais nobres como o granito natural, o aço patinável e o inox; e nem um cêntimo sequer na requalificação do forte propriamente dito. Não foi feito nem um pequeno esforço para aliviar esta edificação militar (património do tempo de D. João I, reconstruído pelos filipes e testemunha das guerras peninsulares) dos ridículos acréscimos que lhe foram sendo feitos durante mais de um século por inefáveis entidades ligadas ao turismo e por um inenarrável club de tennis que lhe está colado à ilharga, como uma carraça, desde 1917. Todavia ainda tiveram engenho para o intervencionar escalavrando-lhe, a nascente, mesmo junto à muralha, uma medonha escadaria, toda em betão armado.

Mas, como antevi aquipièce de resistence da requalificação da zona envolvente do forte foi, sem dúvida, a construção de um espelho de água artificial à sua volta, a meia dúzia de metros da foz natural do maior rio português e do oceano atlântico.
E, na inauguração, estavam lá todos: as forças vivas - com as entidades oficiais e os seus séquitos, as oficiosas, com as suas eminências e as suas boas famílias, com os cardosos e seus afins logo na primeira fila - e as mortas com os seus papalvos, aos milhares, para assistir à fanfarra dos discursos e molhar os pés cansados no espelho de água.

Ninguém reparou que este reflecte uma ruína.
Estavam todos inebriados com o luxo asiático da zona envolvente.
Penso que esta imagem é bem a metáfora perfeita de uma cidadania de merda. Ou melhor, o retrato fiel de uma figueirinha loira.
Uma figueirinha decadente e loira que se mira ao espelho e nem sequer vê o triste e baço despojo que ele reflecte, hipnotizada com o brilho fátuo da moldura dourada."

Fernando Campos, no  O Sítio dos Desenhos
.

A mudança só pode começar em nós...

A maioria dos portugueses não liga à política. A não ser que pense que pode vir a ganhar  alguma coisa com tal esforço...
De contrário, até abomina e crucifica os que ousam ter ideias e manifestar opinião.
Diga-se, em abono da verdade, que os  partidos existentes em Portugal, por aquilo que conheço, também não ajudam.
Quase todos, para não afirmar mesmo todos, só aparecem quando cheira a eleições e os políticos contentam-se com as palmadinhas nas costas dadas pelos indefectíveis,  após as “missas”, como se viu ainda recentemente no Pontal.
Por sua vez, as  Universidades, os meios de comunicação  e alguns movimentos de cidadãos (como aconteceu recentemente na Figueira com os 100%) não são soluções duradouras, apenas  representam  uma alternativa ou esperança conjuntural.
A culpa é de nós todos, enquanto colectivo.
Estamos  mais receptivos ao fácil, cómodo e  confortável  marasmo em que vamos apodrecendo,  enquanto País  produtor  de irrelevâncias a vários níveis e, naturalmente, também políticas.
Sendo mais concrecto: conforme podemos verificar olhando, por exemplo, para o que se passa neste momento no nosso concelho, digam-me se se passa alguma coisa de relevante no debate político sobre o que se pensa para o futuro da Figueira, quando estamos a pouco mais de um mês de um acto eleitoral importantíssimo para o futuro de todos nós,  figueirenses!..
Pelo que consigo observar – e procuro ser um cidadão atento-  em vez de ideias, temos questiúnculas e fait divers a marcar a agenda política local...
Assim, como será possível mudar este estado de coisas?
Começando, talvez,   por pensar e  cuidar de nós.
Sim, de nós - que temos sido tão estúpidos graças a Deus...

Ontem, foi Dia Mundial da Fotografia

foto de Pedro Agostinho Cruz
Tenho a certeza, que enquanto fotógrafo, o “puto” autor da  foto acima, é dos que não prejudica uma arte que tanto ama e respeita...
Espero que a fotografia lhe retribua e lhe proporcione tudo o que merece.

Ser um grande cronista é isto...

Conseguir escrever, dizendo tudo o que quer, em menos tempo do que precisamos para o ler...
 “... o artigo era sobre call centers, linhas de montagem de telefonistas discando que são o mesmo que Charlot aparafusando no Tempos Modernos e por ordenados equivalentes aos desses tempos antigos. Pois essa regressão desumana seria "uma oportunidade extraordinária" para a nossa economia. Uma conjunção de fatores - "competências em línguas estrangeiras, boa infraestrutura tecnológica, salários baixos e desempregados em desespero" - faria de Portugal um paraíso para as centrais de atendimento. A homens trolhas e mulheres com bigode, as duas características com que nos pintam mal, juntar-se-ia a nossa mania para iniciar qualquer conversa, assim: "Em que posso ajudá-lo?" E em várias línguas! Triste desandar de um povo que deu mundos ao mundo, ser destinado a esperar que o mundo venha ter com ele em chamadas telefónicas. No dizer de um dos entusiasmados com os call centers, a nossa estrutura tecnológia é boa e a nossa rede de fibra é a melhor do mundo. À partida isso parecia ser uma boa notícia, não é? Pois, pelos vistos, parece que vamos ter de pagar por isso... Pergunto: de que me vale telefonar a pedir socorro se é um português que me atende?”