sábado, 15 de abril de 2017

Visão antecipada, bela e divertida, de algo que vai fatalmente acontecer um dia: a morte...

A vida, para a maioria, é real?
Até poderá ser, porém, poucas vezes os fará rir - muito menos,  sorrir. 
Eu tenho-me divertido muito ao longo da vida... 
Sobretudo, tenho sorrido muito com o  real que me rodeia...
Contudo, nunca abdiquei de  transportar sonhos que só vão morrer comigo... 
O sonho, penso eu,  deve ser das poucas realidades interessantes!..
A imaginação poderia ser a única coisa que nos poderia levar ao Poder. 
Mas, na Figueira o poder ignora e menoriza o Poder da imaginação...
E, (mais) essa miséria não acaba, porque dá lucro!
A alguns. 
Os medíocres que deus deve amar, pois distribuiu resmas deles pela Figueira...
Deixo-vos a visão antecipada e ficcionada daquilo que eu penso que me vai fatalmente, um dia, acontecer... 

Os amigos rodeavam-no.
Pela última vez.
O ambiente era pesado: escutavam-se frases entrecortadas por soluços. 
Aos mais sensíveis, as lágrimas escorriam-lhes  dos olhos. 
Mas: como estava morto, não agradeceu.

Enquanto na Terra acontecia isto, lá por cima, não havia céu que o quisesse receber.

A alma bem tentava...
Mas, o Deus dos católicos não lhe perdoava a infidelidade conjugal que um dia cometeu.
A dos protestantes também não.
Alá, nunca o tinha visto pôr uma bomba no Metro.
Buda, achava-o algo magro. 
Enquanto isto, a alma continuava a vaguear, por entre os diversos Céus, quase já sem gasolina espiritual.

Restava, dentro em pouco, encostar numa qualquer nuvem de serviço.

Cá por baixo, na Aldeia, os amigos tinham voltado ao Café, para mais uns copos de tinto...
Para esquecer a morte.
Mas, também, para o lembrar melhor. 
Um deles chegou a aproximar-se do caixão para lhe perguntar se queria beber alguma coisa. 
Mas: como estava morto, não agradeceu.

Lá por cima, a alma abasteceu-se numa gasolineira que encontrou por acaso, o que lhe permitiu continuar a deambular pelo Espaço à procura de aonde poder cair morto


Cá por baixo, na Aldeia, o espírito da sala mortuária estava cada vez mais animado. 

Um dos amigos havia posto música bem alto e todos cantavam e dançavam valsas à volta do caixão.
Um deles até despejou um copo de tinto por cima do morto para ver se ele também se animava, já que estava extremamente pálido. 
Mas: como estava morto, não agradeceu.

Lá por cima, a alma  chegou a um sítio onde, mal a viram, lhe derem um copo de tinto....

Como o conseguiu beber, ainda está por saber, pois os orifícios das almas, que eu saiba, ainda não foram estudados. 
“Tá-se bem...”, pensou a alma, reconfortada por aquele tinto, após tão longo caminho.

Cá por baixo, na Aldeia, simultaneamente,  o Morto levantou-se, dançou e, voltando-se para uma boazona qualquer, disparou com sotaque brasileiro: “Bora no privado?” 

Ela aceitou.
Mas: ele, porém, como estava morto, não agradeceu.

Morreu. Estava morto. 

A Figueira vai notar a ausência de Manuel Luís Pata

O Senhor Manuel Luís Pata, fotografado por Pedro Agostinho Cruz, em finais de outubro de 2013, no decorrer de um agradável café, acompanhado, como é habitual quando nos encontrávamos, de uma  empolgante  conversa sobre  o porto e a barra da Figueira, à mesa do Bar Borda do Rio, na Gala.
Com o falecimento de Manuel Luís Pata, "o responsável pelos livros que nesta cidade da Foz do Mondego, até hoje, foram publicados sobre a pesca longínqua do bacalhau e sobre os estaleiros da construção naval figueirense", a Figueira ficou mais pobre.

Foi um Homem que nunca abdicou de lutar.
Para além da luta que teve na década de 80 do século passado contra a construção da variante da Gala, do modo como implantada, liderou ou participou em muitas outras batalhas. Quase todas, se não mesmo todas, perdidas.

Em 1998-1999, tentou, sem êxito, salvar da destruição o último dos grandes navios de ferro bacalhoeiros da Figueira da Foz. Juntamente com os capitães locais, Álvaro Abreu da Silva e António Marques Guerra, foi um dos principais dinamizadores do movimento cívico que na Figueira da Foz defendeu o projecto, que foi torpedeado pela administração pública municipal (e, por isso, ingloriamente malogrado), de salvar da sucata o último de todos os navios bacalhoeiros figueirenses (o antigo "Sotto-Maior", depois chamado "José Cação"), para o transformar numa instalação museológica e assim dar um contributo para a criação do Museu do Mar local. Esse movimento foi lançado e apoiado também com a participação do Centro de Estudos do Mar (CEMAR), mas não conseguiu vencer as resistências que lhe foram movidas.

Conforme recordou Alfredo Pinheiro Marques, "no ano anterior, em 1997, prontificou-se  para ser o primeiro a testemunhar (se fosse necessário) acerca da destruição dos seis  barcos de madeira antigos de pesca, adquiridos pelo erário público para fins museológicos (e estudados pelo próprio Arq. Octávio Lixa Filgueiras) mas que foram destruídos durante uma década no interior do Museu Municipal da Figueira da Foz." 

O projecto de criação do Museu do Mar da Foz do Mondego (o museu, desde sempre, desejado por tantos...) passou a fazer parte do essencial da estratégia do Centro de Estudos do Mar (CEMAR) desde a sua fundação na Figueira da Foz, em Janeiro de 1995: primeiro, apontando-se tal Museu para as antigas instalações da Fábrica de Conservas Cofisa em Buarcos  e, depois, em outros locais na cidade da Foz do Mondego e na sua margem sul (nomeadamente, com a inclusão desse navio, se ele tivesse sido salvo e musealizado, o que não veio a acontecer).
Tal projecto, pelo qual Manuel Luís Pata, no âmbito do CEMAR, lutou até ao fim, foi sempre inviabilizado. Quando um dia existir, se vier a exisitir, a memória e a contribuição de Manuel Luís Pata, terão de ser tidas em conta e ficarem devidamente registadas para memória futura.

Manuel Luís Pata, no decorrer de toda a sua vida, nunca deixou esquecer o antigo e meritório projecto, infelizmente fracassado, do porto oceânico de águas profundas no Cabo Mondego (Buarcos), do Com. Antonio Arthur Baldaque da Silva (1913). Esse projecto, se tivesse sido concretizado, teria dado à região da Figueira da Foz e de Coimbra o futuro que tal região não veio a ter. 
É sobejamente conhecida a sua luta contra o aumento do grande molhe norte do actual pequeno porto fluvial da Figueira da Foz (2006-2008), denunciando o que considerou ser mais um erro histórico que iria avolumar as situações de calamidade visíveis desde há décadas na região da Foz do Mondego, o que, infelizmente, veio a acontecer.
Os mortos na barra da Figueira e a erosão costeira a sul do estuário do Mondego são disso, infelizmente, a prova.

Em 2007, publicou no jornal "A Voz da Figueira" (25.10.2007), um artigo onde denunciava (e se declarou contra) a intenção abstrusa, daqueles que foram responsáveis pelo aumento do molhe norte do porto da Figueira, de colocar lá um "monumento aos figueirenses da epopeia do bacalhau" ("proibo que o meu nome e dos meus familiares falecidos sejam colocados em tal local aberrante" [sic])."
Manuel Luís Pata estava também frontalmente contra as obras na Praia da Figueira, outrora da Claridade, agora  da Calamidade.

Em Setembro de 2016, por ocasião da publicação do seu último livro, foi-lhe atribuída pela Câmara Municipal da sua terra natal, em vida, meritoriamente, a Medalha de Mérito do Município da Figueira da Foz (13.09.2016).
Lamentavelmente, já não viveu o tempo suficiente para a receber.
A Medalha de Mérito Municipal da Figueira da Foz, que lhe foi atribuída pela Câmara Municipal, irá ser entregue à Família do Senhor Manuel Luís Pata no próximo Dia da Cidade da Figueira da Foz, em 24 de Junho de 2017.

Manuel LuísPata vai fazer falta à Figueira.
Depois de tantos milhões gastos, para chegarmos aqui: "Requalificação do areal para aproximar a cidade ao mar"!..
Ouçam mas é quem sabe, por saber de experiência feita:
"... na pág. 8 do semanário “A Voz da Figueira”, de 13 de janeiro de 2016, com o anúncio da construção desta “milagrosa” obra onde irão gastar (estragar mais de 2,1 milhões de euros), fiquei perplexo!..
No entanto, os meus 91 anos não deveriam permitir que isso acontecesse! Mas, aparece sempre algo que nunca nos passaria pela imaginação.
Afinal: devemos aproximar a Cidade do Mar, ou o Mar da Cidade?
Insisto: devemos procurar a todo o custo aproximar o Mar da Cidade, como no tempo em que a Figueira era a Rainha das praias.
Leva-me a crer que quem tomou esta iniciativa desconhece que foi a “Praia da Claridade” que deu a grandeza e beleza à Figueira e não será esta “milagrosa” obra que irá repor essa condição!
Na realidade, o extenso areal existe e todos sabemos qual a razão e, mesmo sabendo, foi decidido acrescentar o molhe norte!
O resultado está bem visível e é lamentável! Pelo que li, o areal distancia o mar da cidade 40 metros em cada ano!
Julgo que todos sabemos - ou o que nos leva a crer, nem todos - que esta areia não pertence à Figueira e não deveria ali estar.

Enquanto não devolvermos ao mar as areias que lhe roubaram (e que lhe fazem falta) continuamos à sua mercê. O mar faz parte da natureza e o ser humano não tem poder para a dominar! Tem sim que a respeitar e, com inteligência, saber defender-se das fases nocivas.
Pelas razões que expus, terei, a contragosto e uma vez mais, de adicionar mais uma obra ao meu arquivo de obras “asnas” e gostaria que fosse a última, não porque na verdade já não terei muito mais tempo para o fazer, mas por deixarem de existir.
O mar deu brilho e riqueza à Figueira, à praia, à faina da pesca – com destaque para a do bacalhau -, grades secas, fábricas de conservas e indústria naval e a Figueira há muito lhe virou as costas."

Manuel Luís Pata, avisou em devido tempo, mas ninguém o ouviu...

Com as conversas que tive com este Senhor, aprendi muita coisa, nomeadamente que "o mar não gosta de cobardes".  E que "ao mar nunca se vira as costas".
O cuidado, o carinho, a dedicação,a perseverança e o bom gosto com que sempre defendeu a Aldeia, ao recordar a figura de Manuel Luís Pata, enche-me de um sentimento de gratidão para com este enorme covagalense e grande figueirense.
Como ele próprio me disse um dia, já lá vão quase dezasseis anos, “é pena que nem toda a gente entenda que na construção do futuro é necessário guardar a memória”.

Por me ter sido permitido viver esta dádiva, obrigado por tudo Senhor Manuel Luís Pata. 

Bom sábado


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Morreu a mulher que aprendeu com os gregos que as coisas belas são difíceis

"(…) Os que não conseguem lembrar o Passado estão condenados a ter que o repetir (…)"…
[ George Santayana, 1905 ]

"(…) Que os homens não aprendem muito com as lições da História é a mais importante de todas as lições que a História tem para ensinar (…)"…
[ Aldous Huxley, 1959]

Maria Helena da Rocha Pereira tinha 91 anos. Foi a primeira professora catedrática da secular Universidade de Coimbra. A primeira em 666 anos. (A primeira a prestar provas. Carolina Michaelis tinha sido convidada.)
Viveu sempre com os antigos. Abraçou o estudo dos gregos e latinos como se abraça o sacerdócio. Não casou, não teve filhos. 
É por causa dessa dedicação exclusiva que podemos ler em português a «República» de Platão ou «As Bacantes» de Eurípides, por exemplo. Elaborou a «Hélade», antologia da cultura grega, porque os alunos provenientes dos mais diversos cursos nem sempre sabiam grego. Traduziu a «Medeia» ou a «Antígona» a pedido do grupo de teatro da universidade. 
Mas dizia que detestava traduzir. 
Gostava muito era de estudar e ensinar e a isso votou a sua existência. Ensinou durante quarenta anos. Passou a professora jubilada em 1995. Deixou de dar aulas, mas continuou a orientar mestrados e doutoramentos.
Maria Helena da Rocha Pereira, a mais importante especialista portuguesa em Estudos Clássicos, morreu na segunda-feira passada, no Porto, aos 91 anos...

A ânsia que o homem tem de querer sempre mais...

 
Via AS BEIRAS

Vamos então continuar a discutir o PDM... (30)

A alegoria continua...  Por onde andais, senhores presidentes de junta do meu concelho?..

quinta-feira, 13 de abril de 2017

... de boas intenções está o inferno cheio!

"Desenvestimento no comboio", por Rui Curado da Silva:

"... A nossa rede ferroviária oferece poucas alternativas viáveis à Linha do Norte, que se tornaram ainda mais limitadas após o encerramento da linha Figueira-Pampilhosa. 
Uma das alternativas possíveis a alguma circulação ferroviária afetada pelo recente acidente do comboio de mercadorias, poderia ter passado justamente pela linha Pampilhosa - Figueira através da ligação à linha do Oeste ou à Linha do Norte em Alfarelos. 
Poderia, mas não pode, está fechada. 
A ausência de uma estratégia regional de transportes só contribui para piorar este cenário. 
Apesar das boas intenções da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra ao defender a reabertura da linha entre Pampilhosa e Figueira, os respetivos autarcas pouco têm feito para fomentar os transportes públicos nas respetivas cidades, entre as cidades do próprio distrito e entre o distrito de Coimbra e Lisboa. Já aqui repeti como o absurdo dos horários matinais tardios dos comboios que nos ligam à capital parecem não incomodar os executivos locais. 
Como confiar na real convicção dos atuais autarcas locais para mudar este cenário?"

Nota de rodapé.
Ramal da Figueira da Foz - um pouco de história.
O Ramal da Figueira da Foz (ex-Linha da Beira Alta até Junho de 1992) é uma linha ferroviária que ligava a Figueira da Foz à Pampilhosa.
Entrou ao serviço em 01 de Julho de 1882 (inauguração oficial a 03 de Agosto de 1882) e foi até 1946 propriedade da "Companhia dos Caminhos de Ferro da Beira Alta".
Desde 05 de Janeiro de 2009, que a circulação ferroviária se encontra suspensa, com excepção do troço compreendido entre o Ramal da Valouro e a estação da Pampilhosa.

Segundo fonte segura, A AGÊNCIA CARALHETE NEWS apurou que João Portugal quer ser candidato à Assembleia Municipal. E Ataide terá aceite, perante a imposição de Pedro Nuno Santos. Albino Ataíde, um Presidente forte com os fracos e fraco com os fortes!..

Segundo o Padre António Vieira,  ou somos ou duramos
Somos o que fazemos, e o que não se faz não existe
Portanto, só existimos quando fazemos. Nos dias que não fazemos, apenas duramos
Ora, para que uns possam durar outros têm que existir, e sabe muito bem, por vezes, apenas durar!
João Portugal, ao final de alguns anos de andar a saborear  o "durar", quer "existir" nas próximas eleições autárquicas. 
Como consequência desse desiderato , está a preparar em Lisboa a substituição do actual Presidente da Assembleia Municipal - Eng. José Duarte,  a com a ajuda do seu "Padrinho" - Pedro Nuno Santos (festeja hoje 40 primaveras. Parabéns). 
João  Albino Rainho Ataide  das Neves,  esteve reunido esta semana em Lisboa, a ultimar as listas para as autárquicas 2017. Segundo apurou a ANC, Ataide não terá gostado da ideia de apear o Engenheiro José Duarte e substitui-lo por João Portugal
Contudo, no final das negociações, acabou por aceitar esta "imposição", considerando que a saída de Portugal da Vereação, pemite a entrada do seu actual adjunto José Fernando e manter o escritor António Tavares e consequentemente "isolar" politicamente Carlos Monteiro, também conhecido por "Surfista Solitário"
A vida, é mesmo feita da relação entre durar e existir!

Vamos então continuar a discutir o PDM... (29)

Para ler melhor clicar na imagem 

Plano Director Municipal

João  Ataíde, na sessão da Assembleia Municipal da Figueira realizada em 3 do corrente.
“Este documento vai resolver a vida a muita gente; a centenas, a milhares”.

Alguém consegue contabilizar a quantidade de vezes que, ao longo de trinta anos, o PDM figueirense, que vai ser substuído pela versão Albino Ataíde/2017,  foi violado?
A polícia não fez nada e os serviços de medicina legal também não. 
Alguém notou a facilidade com que se viola tão facilmente na Figueira?
A Figueira é uma cidade que vive há muitos anos mergulhada num provincianismo peganhento e viscoso.
Como ensinava Ortega y Gasset, provinciano não é o que vive na província, mas aquele que julga que o lugar que ocupa é o centro do mundo... 

Vamos então continuar a discutir o PDM ... (28)

A opinião de Edgar José Pedrosa Gonçalves, um jovem arquitecto figueirense da freguesia do Paião
para ver melhor clicar na imagem

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Politicamente falando, não me parece que Passos vá ter uma Páscoa Feliz...

"Carga fiscal, saldo estrutural e medidas extraordinárias: Teodora abandona Passos".

NÃO. NÃO. E NÃO.

Imagem sacada daqui
A importância das pequenas coisas...

DUNAS DO CABEDELO: PUBILICIDADE ENGANOSA OU O SEGREDO É A ALMA DO NEGÓCIO?..

O direito à informação é um direito do cidadão português.
Mesmo numa obra particular, é obrigatória a plubicitação da informação que permita ao vizinho ir saber se não irá  ser prejudicado com a "nossa" obra.
Se é assim para os particulares, por maioria de razão, é assim para as obras públicas.
Numa sociedade democrática  têm de se ter assegurado o exercício de direitos enquanto cidadãos. Numa palavra, todos temos o  direito à cidadania.
Na foto, reparando na placa da esquerda, que já lá está há mais de um ano, e na placa da direita, verificamos facilmente o que falta numa delas - neste caso, na da esquerda.
Nome do dono da obra. Nome da obra. Nome do empreteiro e do responsável. Valor da obra. Data do início da obra. O progama de financiamento. O valor comparticipado. Prazo de execução. Informações (número de telefone e mail para entrar em contacto com o dono da obra).
Nota final.
Senhores "quens": de direito, isto tem regras.
Ou já não será assim?..

Hotelaria figueirense vive de "milagres"'?..

Há muito que as unidades hoteleiras mais próxima do santuário de Fátima não têm capacidade de resposta para tantos visitantes, obrigando-os a alargar a pesquisa a outras regiões. 
"Abençoada seja a visita do Papa!", exclama a hotelaria figueirense. 
Ontem, segundo o jornal As Beiras, "a taxa de reservas rondava os 80 por cento." Contudo, Jorge Simões, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz  para o turismo, confia "que se caminha para os 100 por cento de ocupação."
A visita de Francisco realiza-se em maio, um “milagre” fora de época para a hotelaria da Figueira da Foz.  “Evidentemente que a vinda do Papa acaba por se reflectir nos resultados do mês, porque é algo que não acontece todos os anos”, reconhece Jorge Simões, também ele empresário do ramo hoteleiro.
E quando a procura supera a oferta, já se sabe que os preços  sobem. 
A taxa de ocupação, ontem, situava-se nos 80 por cento. “Em relação ao ano passado, os hotéis de quatro estrelas subiram ligeiramente os preços para a semana da Páscoa”, revelou aquele dirigente da ACIFF. Mas nada que se compare com aqueles que estão a ser praticados no RFM Somnii - O Maior Sunset de Sempre, na segunda semana de julho. Para o “Sunset”, que coincide com a época alta, restam poucos quartos livres. Aplicando a citada regra do mercado, a oferta subiu para um nível a que poucos podem ou querem aceder: há quem esteja a pedir cerca de 300 euros por quarto. “Já há poucos quartos disponíveis. Praticamente, já só se encontram no Alojamento Local”, confirmou Jorge Simões. 
A hotelaria local tem capacidade para cerca de 2500 camas. 

"Grupos de cidadãos"...

... uma crónica de Daniel Santos, engenheiro civil, hoje no jornal AS BEIRAS.
"Afinal o que é um independente? 
De acordo com o dicionário, é aquele que não está filiado num partido político. 
O mesmo dicionário também lhe atribui o significado de autónomo, que revela independência, livre. Livre! Foi o facto de cada vez mais independentes se arriscarem, em nome de valores e princípios, a proporem-se conduzir os destinos das suas terras que levou Maria Antónia Almeida do ISCTE a elaborar um estudo sobre “Grupos de Cidadãos nas autarquias (GCE): contributo para a prática da cidadania e para a qualidade da democracia?” 
E que concluiu o estudo? Pois que, quando há listas de independentes, reduz-se a abstenção e aumenta a transparência. E ainda, que, desde 2001, primeiro ano em que concorreram independentes, até às eleições de 2013, o número de eleitos aumentou de 31 para 112. Até 2009, dos 16 presidentes de Câmara eleitos nestas condições, 12 tinham “percurso partidário prévio”, ou sejam, deixaram de se rever no comportamento do grupo de que provinham. Só os cidadãos amorfos e completamente desinformados são independentes de valores e princípios. 
A independência dos cidadãos em relação aos partidos tem a ver com o comportamento destes e os independentes não são, como concluiu na Figueira a secretária-geral adjunta do Partido Socialista, “o maior atentado à democracia e à cidadania, porque o único objetivo que os move é enfraquecer os partidos.” 
Não seria melhor corrigir o que se passa dentro da sua casa?"

Nota de rodapé.
"Este gosto de reparar..."

Vamos então continuar a discutir o PDM ... (27)

Alguma vez O Caralhete haveria de ter razão!..
Como vêm não sou caprichoso, nem mimado, nem faço birras, nem quero e depois não quero... 
Sei o que quero, portanto... 
O Caralhete sabe que tem razão muito mais vezes. Porém, O Caralhete tem uma paciência  invejável. 
E eu não. 
Talvez, por isso, alguns achem O Caralhete estranho.
Bom, tudo isto para dizer que, desta vez, O Caralhete voltou a ter razão.
É certo que ao O Caralhete custa sempre criticar negativamente. Aquilo que O Caralhete gostava mais era de poder elogiar e enaltecer os políticos do mundo, do seu país e do seu concelho. 
Custa-lhe, cada vez mais, escrever aquilo para que o OUTRA MARGEM serve: alertar para a verdade.

Agora falo eu.
Deixar de escrever este blogue, até porque não tenho grande criatividade, seria o melhor para mim e para muitos. Mas, acontece que ainda não tenho cansaço.
Raios ma partam, mas continuo com jeito e força  para levar projectos adiante. Talvez seja, porque a vida me corre bem - sem ser muito bem. Talvez seja, também porque já devia ter idade para ter juízo -  e ainda não consegui. Talvez seja,  porque noto que parece que tenho  leitores que gostam dos "mimos" que dou a quem, nos últimos quase 8 anos, tratou tão mal da Figueira e do concelho - e são cada vez mais. Talvez seja, também, porque tenho necessidade de me divertir - e cada vez mais
Sou, de facto, exigente, resiliente, determinado e caprichoso.
Sinto que não estou sozinho. Se assim não fosse, também não deixaria de escrever - mas não seria a mesma coisa...
Hoje, sem razão aparente, sinto-me particularmente doce. 
Vou parar por aqui, pois posso dar a imagem de que tenho doçura suficiente para mimar o mundo inteiro. 
A propósito: alguém quer miminhos?..

A minha vida foi sempre assim: fui sempre eu quem a decidiu.
Não sei se isso me distingue de alguém.
Sei, isso sim, que vivo num mundo igual ao de todos. 
Mas não tenho uma vida igual à de ninguém. Disponho das mesmas capacidades que muitos, menos que muitos e mais do que uma minoria. 
Lá por haver quem tenha uma  côr dos olhos mais afinada que a minha, não quer dizer que veja melhor que eu. 
Somos, à partida, todos iguais. A diferença não existe. 
Existe a emoção, a razão - a perdição. 
Eu cedo, de forma diferente, a cada uma delas. 
Há quem prefira tentar perceber e ter explicação para os sentimentos...
Porém, para mim, amor, não se explica, sente-se.
Prefiro ter exlicações para a razão. 
No fundo, todos somos fracos. No fundo, acabamos por nos perder todos. 
Todos: uns por amor. Outros sem razão.
De vez em quando, é bom que saibamos que temos razão: obrigado Paulo Pinto.

... e dizem os entendidos, que tamanho não é problema! Antes pelo contrário, ajuda... E muito...


terça-feira, 11 de abril de 2017

Por vezes, é necesário olhar para trás e recordar feitos brilhantes...

Baixar o desemprego é bom. Diminuir a tensão social e a crispação, é bom. Haver óptimas perspectivas para actividades como o turismo, é bom. Há coisas boas na Figurira. Obras na praia, é bom. Feira Mediaval, é bom. Carnaval, é bom. Um estádio muncipal a apodrecer, é bom.
Enfim, há alguns sinais... 
Mas, uma coisa destas é que ninguém esperava: "Figueira da Foz na vanguarda também na água"!..
“A Figueira da Foz está na linha da frente da modernização. No fundo, é uma cidade que quer afirmar-se pelo turismo”, realçou o geólogo e investigador ao José M. Brandão, coautor, com Pedro M. Callapez, do livro “O abastecimento de água à Figueira da Foz em finais de oitocentos – comodidade e modernidade”, apresentado um dia destes no salão nobre dos paços do concelho.
A primeira rede de abastecimento de água canalizada tinha 300 consumidores titulares. Hoje, tem 40 mil. Nos primeiros tempos, contudo, registaram-se vários problemas de salubridade pública.
“Acho que é uma excelente obra, um contributo para a evolução da Figueira da Foz”, definiu o presidente da autarquia.
João Ataíde ao nível a que nos habituou: acutilante, perspicaz e com um humor  fora de série!