sábado, 17 de junho de 2023

Calamidades figueirenses

Para quem ainda não conseguiu perceber a importância de um executivo de maioria absoluta socialista, apeado em 21 de Setembro de 2021, depois de 12 anos no poder na Figueira da Foz, 9 dos quais em maioria absoluta, aqui está um bom exemplo: a criação e manutenção de espaços públicos ao serviço das populações. Um parque de merendas, instalado em plena Praia, em cima do coberto vegetal, entre pinheiros ressequidos e raquíticos. 
A outrora Praia da Claridade no seu melhor: transformada em praia da calamidade
Foto de 23 de Maio de 2017 por Clara Gil
O Município da Figueira da Foz tornou público o parecer elaborado pelos serviços técnicos municipais, relativo à remoção da camada vegetal do areal da praia de Buarcos/ Figueira da Foz, intervenção para a qual a ARH do Centro emitiu, recentemente, parecer positivo.
A determinado passo consta o seguinte:
Ter razão antes do tempo tem custos e é tramado.
A propósito, recorde-se uma postagem OUTRA MARGEM, de 11 DE ABRIL DE 2008, antes do acrescento dos 400 metros do molhe norte:
Mas, será que alguém sabe, porque estudou, as REPERCUSSÕES QUE MAIS 400 METROS NO MOLHE NORTE terão na zona costeira na margem a sul do Mondego?

Esta pergunta, colocada pelo OUTRA MARGEM antes do início da obra, foi ignorada por quem tinha o poder de decisão. A obra foi, na altura, apoiada pela Câmara Municipal da Figueira da Foz e pela Junta e Assembleia de Freguesia de S. Pedro. Há 15 anos estava tudo de acordo. 
O Kilas, o mau da fita, era o António Agostinho: foi caluniado, foi perseguido (até porrada lhe prometeram), foi isolado. Valeu-lhe, como ainda hoje, o grande ego e saber que a razão estava do seu lado. Como, infelizmente, se está a comprovar.
Contudo, estive sempre bem acompanhado. 
O meu Amigo Manuel Luís Pata, fartava-se de me dizer: "há muita gente que fala e escreve sobre o mar, sem nunca ter pisado o convés de um navio".
Passados 15 anos de desperdícios de recursos financeiros, os resultados estão à vista de todos no Quinto Molhe, Costa e Lavos, Leirosa e mais além...
Onde é que andavam os ambientalistas locais quando foi anunciada esta obra que facilmente se adivinhava ir contribuir para o que temos frente à Figueira: o maior desastre ambiental da Europa.

Outro assunto abordado pelo parecer elaborado pelos serviços técnicos municipais foi a intervenção na frente de praia:
Em janeiro de 2016, o executivo socialista fez o anúncio de uma obra “milagrosa”.
Na Obra de Requalificação do Areal/Valorização de Frente Mar e Praia - Figueira/Buarcos foram gastos cerca de 3 milhões de Euros na empreitada, com a obrigação do empreiteiro fazer a manutenção durante 5 anos.
Onde estavam os ambientalistas quando se "plantou" cimento na Praia da Figueira entre coberto vegetal, pinherinhos, camarinhas (ou camarinheiras)?
Quem, como eu, por lá passou hoje,  viu uma ciclovia a degradar-se de dia para dia, quase vegetação e árvores mortas. Para não referir aquela alarvidade que são as mesas e bancos em cimento plantada no areal, em cima de florzinhas, pinheirinhos secos e coberto vegetal.
Em 6 de Janeiro de 2020, há mais de 3 anos, o vereador na oposição Ricardo Silva do PSD, neste momento vereador executivo com o pelouro do Ambiente, solicitou um relatório sobre o estado em que se encontrava a praia e se está de acordo com o projeto elaborado. 
Alguém sabe se essa iniciativa, na altura muito badalada na comunicação social, teve alguma consequência?
Pode ser que agora com Ricardo Silva vereador executivo com o pelouro do Ambiente, dado que o problema se mantem, apareça o relatório.

A Praia da Claridade transformou-se na Praia da Calamidade. 
O extenso areal da Praia da Figueira continua a ser um problema.
Os ambientalistas estão aí prontos para o combate e para o que der e vier.
Importante é salvar uma camarinha, também designada por camarinheira, uma espécie que existe a rodos no pinhal a sul do quinto molhe até à Nazaré.
A erosão a sul pode esperar.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Mais um contributo para atiçar o ódio dos florzinhas, passarinhos políticos, comunicação social deficiente, população desatenta e intectuais totós...

Ninguém me pediu, mas vou fundamentar porque não vou assinar a petição que por aí anda a circular "Pela manutenção da vegetação dunar na praia da Figueira da Foz."

Em 15 de Dezembro de 2014, "foi apresentado, em reunião de câmara, o projecto para o reordenamento do areal urbano da Figueira da Foz e Buarcos, apresentado pelo arquitecto Ricardo Vieira de Melo, vencedor do concurso de ideias para esta zona de praia, lançado pela autarquia em 2011".
Este era, segundo sublinhou o presidente João Ataíde, um ponto de partida para a municipalização desta zona tutelada por várias entidades
Saliente-se que o projecto vencedor do concurso implicava um investimento de 110 milhões de euros, entre investimentos púbicos e privados. 
Parecia que estávamos a retornar aos saudosos tempos de Aguiar de Carvalho e de Santana Lopes, dos objectivos grandiosos de um magnífico aeroporto, de um moderníssimo comboio TGV em monocarril a ligar Figueira a Fátima ou de um grandioso estádio para o europeu de futebol de 2004... 

Entretanto, foram introduzidas várias alterações.
Como sabemos, a intervenção que estava na ideia da Câmara realizar, "ficou reduzida à ciclovia, via pedonal, pista de atletismo, reparação dos espaços desportivos e dos passadiços (e construção de outros) e intervenção nas valas de Buarcos que atravessa o areal". 
Mesmo assim, foram gastos cerca 3 milhões de euros.
A ideia da autarquia de deixar crescer a vegetação na antepraia vem daí.
O plano seguia, com a municipalização da praia da Figueira e a implantação de cimento em cima de dunas.
A erosão a sul do estuário do Mondego podia esperar. O projecto do bypass, ficava liquidado e a rapaziada do sul do concelho que aprendesse a nadar.
Como escrevi um dia destes - e isso atiçou ódios contra mim - a comunidade citadina “preocupa-se mais com questões pessoais, de maledicência, de desejar o mal aos outros, do que com o que é importante”.
Por isso é que na Figueira, quando alguém aponta para a lua, olham para o dedo de quem aponta, esquecendo o resto.
Cabecinhas pensadoras...

Fica uma crónica publicada no Diário as Beiras em 17 de Maio de 2019, com o título Um favor ao “ex”?.

CCD e pescadores dão donativo aos BVFF

 Via Diário as Beiras


Já abriu a Feira das Freguesias

As bandas de Lares e de Santana vão tocar em conjunto, este sábado, pelas 22H00, num concerto inserido na Feira das Freguesias, evento que integra as Festas da Cidade - São João 2023, de 15 a 25 de junho, na praça João Ataíde.

Via Município da Figueira da Foz


"O Presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes, fez a honras e abriu, ao final da tarde de hoje, a edição 2023 da Feira das Freguesias.

A acompanhar Santana Lopes estiveram os vereadores Anabela Tabaçó, Manuel Domingues, Olga Brás e Ricardo Silva, bem como Presidentes de Junta e entidades oficiais do concelho, que ao som da música do Grupo de Gaiteiros de Quiaios percorreram o recinto e saborearam algumas das iguarias que cada tasquinha tem para 'oferecer'.
O certame reúne, na Praça Dr. João Ataíde, o melhor da gastronomia de cada uma das 14 freguesias do concelho da Figueira da Foz."

As Festas da Cidade vão animar a Figueira da Foz até ao dia 26 do corrente mês. Nos dias 23 e 24 desfilam as marchas populares de S. João, na marginal e no Coliseu Figueirense.
A banda Os Quatro e Meia é cabeça de cartaz, na noite de 23 para 24, subindo a palco após o fogo de artifício.
O dia 24 é feriado municipal, ocasião para o município distinguir pessoas singulares e colectivas, numa sessão solene evocativa.

O problema estrutural da Figueira

"Desde o prolongamento em 400 metros do molhe norte do porto comercial, um investimento de 14,6 milhões de euros, inaugurado em 2011, a erosão nas praias a sul acentuou-se, com destruição da duna de protecção costeira em vários locais, com especial ênfase na praia da Cova, alvo de duas intervenções de emergência nos últimos anos.
No concelho da Figueira da Foz, a erosão costeira é o verdadeiro problema estrutural, mas a três dimensões.
A saber: a erosão costeira que afecta as praias a sul da Figueira da Foz é um problema mais vasto, pois tem origem na retenção e acumulação de areia no areal da cidade e condiciona a navegabilidade na barra do Mondego."
Para continuar a ler o texto, clicar aqui.

Novobanco vende dívida de 37 milhões do hotel “Titanic” da Figueira da Foz

Via Jornal ECO

"Inaugurado em 2014, o próprio hotel assume que “parece adotar a forma de um cruzeiro encalhado na praia” devido à forma elíptica. Os locais até o apelidaram de “Titanic” por verem semelhanças com o navio que afundou no meio do oceano em 1902. Para o Novobanco, a ideia é mesmo desencalhar um processo que vem do tempo do BES.

O desenvolvimento do hotel, cuja localização na Avenida do Brasil privilegia a vista para o mar, coube à Oasis Plaza, constituída em 2013 e que tem atualmente Francisco Bandeira, ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), como administrador único. De acordo com o portal InformaDB, a Oasis Plaza é detida pela Cyclonecipher, que é, por sua vez, controlada pela angolana Armangola.

O processo de construção do hotel não esteve isento de obstáculos, como relatam os meios locais. Aquando da inauguração, o jornal A Voz da Figueira lembrou que, além do problema com um dos sócios que se encontra fugido à justiça, o outro promotor tem encontrado dificuldades junto da banca para financiar o restante investimento”. Dificuldades que estavam a ser ultrapassadas, com os bancos comprometidos a que a obra fosse concluída, segundo garantia a câmara municipal ao jornal naquela altura.

O hotel de 4 estrelas tem 160 quartos e dispõe ainda de 15 salas de reuniões com uma capacidade total para 700 pessoas, dois restaurantes, três zonas de bar, entre outro tipo de equipamento turístico e de bem-estar.»

quinta-feira, 15 de junho de 2023

Exposição «O Mar é a nossa Terra» está aberta ao público

Via Município da Figueira da Foz


Ontem, quarta-feira, dia 14 de junho, no Meeting Point Point, na Praceta Ledesma Criado, realizou-se a cerimónia de abertura da exposição «O Mar é a nossa Terra- A construção sensível da linha de costa», com curadoria dos arquitetos Miguel Figueira e André Tavares, e comissariada, entre outros, pelos arquitetos figueirenses Pedro Maurício Borges e Pedro BMarcaram também presença na cerimónia o Presidente da Assembleia Municipal, José Duarte; os Vereadores Anabela Tabaçó, Manuel Domingues, Olga Brás e Ricardo Silva; representantes de diversas entidades locais e muitos figueirenses.andeira e por Eurico Gonçalves.

Estiveram também presentes no evento o Presidente da Assembleia Municipal, José Duarte; os Vereadores Anabela Tabaçó, Manuel Domingues, Olga Brás e Ricardo Silva; representantes de diversas entidades locais e muitos figueirenses.

A exposição, que “tendo como ponto de partida as contradições físicas e a cultura popular da praia da Figueira da Foz, percorre um conjunto de experiências de pensamento, desenho e configuração das linhas de costa e da sua relação com a densa dimensão do oceano”, esteve inicialmente patente, em 2020, na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, entidade com quem o Município estabeleceu um protocolo para a apresentação da exposição na Figueira da Foz.

A Fundação Centro Cultural de Belém fez-se representar pela Vogal do Conselho de Administração, Madalena Reis, a qual expressou a vontade desta exposição, “pensada por um grupo alargado de pessoas “que “ousaram, sonharam e tiveram ambição”, ser “o início de uma colaboração muito profícua”.

Madalena Reis referiu ainda que «O Mar é a nossa terra» é “um projeto que merece ser visitado e discutido”.

Já o curador, Miguel Figueira, para quem o dia foi “marcante”, considerou que a exposição, que já foi vista além-fronteiras, “voltou a casa”, uma vez que a mesma nasceu na Figueira da Foz no seio de um movimento de pessoas, já com uma década.

“Vale a pena ter convicções”, enfatizou o arquiteto figueirense, que se considera pertencente à geração do meio, ou seja, “aquela que deve entregar aos netos a praia que recebeu dos avós”.

O Presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes, congratulou todos os envolvidos na montagem e manifestou a certeza de que “foi um excelente trabalho” que permitiu ganhar “um espaço de exposição enriquecido” para a cidade.

A cerimónia contou com um momento musical protagonizado por alunos do 3º e 4º anos da Escola do 1º Ciclo do Ensino Básico do Viso, que cantaram três temas originais, «a AREIA», «a ONDA», «O SURF», com letra e música de Rita Ruivo Marques e inspirados em tópicos do livro «O Mar é a Nossa Terra», de Miguel Figueira.

«O Mar é a nossa terra», “cartografa e apresenta as contradições existentes entre a terra e o mar, sob a perspetiva da arquitetura, do ordenamento do território e da construção da paisagem, matéria tão relevante para a sociedade por ser objeto de atenção de um conjunto de arquitetos que têm desafiado os limites convencionais da disciplina”.

De salientar que a exposição, que irá ficar patente até 29 de maio de 2024, data em que terminam as comemorações do 20º aniversário do Núcleo Museológico do Mar, e onde se encontra visitável um núcleo especial, dedicado à Faina Maior, o «Núcleo do Bacalhau», tem entrada gratuita e dispõe de vários materiais de visita inclusivos, nomeadamente audioguia, vídeos com legendagem em língua gestual, folhas de sala com escrita com símbolos e escrita em braille, folheto em escrita simplificada, e experiências sensoriais.

"Falamos, pois, de uma remoção parcial que permite preservar espécies já existentes e efetuar novas plantações com características muito próprias."

 Via Diário as Beiras

Reabilitação da Escola Secundária Bernardino Machado vai a reunião de câmara

 Via Diário as Beiras

A luta da "Arte-Xávega"

 Via Campeão das Províncias, edição de 15 de Junho de 2023

Recuemos a Dezembro de 2014, quando a maioria PSD/CDS na Assembleia da República, recusou medidas de apoio à sobrevivência da "Arte-Xávega". Deputados do PSD e do CDS-PP chumbaram no dia 12 de Dezembro de 2014, na Assembleia da República, o Projecto de Resolução apresentado pelo Partido Socialista, que recomendava ao Governo que desse cumprimento às orientações do Relatório de Caracterização da Pesca com Arte-Xávega.
O que estava em causa era a possibilidade de ser ou não, de uma vez por todas, remediada a lenta agonia e o progressivo desaparecimento da "Pesca de Cerco e Alar para Terra" ("Arte-Xávega"), e a possibilidade de ser ou não evitado o fim das suas elegantíssimas embarcações em forma de "meia-lua" ("o mais belo barco do mundo" segundo Alfredo Pinheiro Marques, "a embarcação mais interessante da Europa", segundo Fernando Alonso Romero, o extraordinário e fascinante "Barco-do-Mar", ou "Barco-da-Arte", usado desde há séculos nos litorais portugueses do Extremo Ocidente Peninsular e que, ainda hoje, ostenta a sua orgulhosa proa desde Espinho até à Praia da Vieira), e a possibilidade de ser ou não evitado o fim das comunidades dos homens, mulheres e famílias que fazem dessa "Arte" secular uma realidade viva e identitária de Portugal.

José Vieira. foto sacada daqui
Em Março de 2021 o projecto Mar Que NosUne, que envolveu os municípios da Figueira da Foz (na qualidade de promotor), Cantanhede e Mira, teve por finalidade promover a arte xávega através de eventos culturais. 
O projecto, com validade de um ano, foi apoiado com300 mil euros, ao abrigo de uma candidatura a fundos comunitários.  No âmbito do projecto, foram realizados eventos culturais nestes três municípios da Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra, envolvendo colectividades e artistas locais. 

Acerca do projeto O Mar Que NosUne, José Vieira sustentou que “há dinheiro para tudo e mais alguma coisa ligada à arte xávega”. E acrescentou: “para o armador, para poder manter-se e pagar mais uns tostões aos empregados, não há nada”.

Enquanto se aguardam medidas efectivas para o sector, vão acontecendo algumas iniciativas que permitem ajudar a manter este tipo de pesca. Recordemos o caso de uma iniciativa divulgada na edição de 31 de Maio de 2022 do Diário as Beiras,  promovida pela Casa dos Pescadores da Costa de Lavos.

A Escala do Clima - SOS Cabedelo

Via INFORMAR

"Em diálogo, o Arquitecto Miguel Figueira (coordenador dos movimentos Cívicos "O Mar à Cidade-Bring Back The Bay" e "SOS Cabedelo", e membro do Conselho Consultivo e Científico do CEMAR-Centro de Estudos do Mar) e o Professor Filipe Duarte Santos (da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, coordenador do Grupo de Trabalho para a Estratégia Nacional Portuguesa para as Zonas Costeiras, e presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável-CNADS), falam sobre a erosão do litoral, o aquecimento global, as alterações climáticas, e a defesa da orla costeira, particularmente no caso, infelizmente exemplar, da região da Figueira da Foz do Mondego, no programa radiofónico A Escala do Clima, na rádio pública portuguesa RTP - Antena 1."

Para ouvir, clicar aqui.

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Cabecinhas pensadoras...

Via Campeão das Províncias, edição de 15 de Junho de 2023

A remoção do coberto vegetal do areal das praias está suspenso, publicou o Executivo do Município da Figueira da Foz, na rede social Facebook. 

A autarquia esclareceu que “a remoção prevista nunca seria na totalidade da área e não tão radical, como se possa ter imaginado”. Com a suspensão dos trabalhos, o executivo mostrou-se disponível para debater e encontrar uma solução que “preserve a beleza das areias brancas e a biodiversidade que existe na maravilhosa Praia da Claridade”. “ Iremos fazer tudo com tempo, com bom senso e de modo tão harmonioso quanto possível”, refere o executivo na rede social Facebook. 
O promotor do RFM Somni, Tiago Castelo Branco, militante do PS e antigo Chefe de Gabinete da autarquia figueirense no tempo do falecido Dr. João Ataíde, sentiu o sobressalto e em declarações publicadas na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS, diz que o festival “nada tem a ver com essas questões”. Refere ainda que o evento “acontece em zona de praia e não na zona “ante-praia” (onde está essa vegetação). O promotor afirma ainda que embora “não sendo uma obrigação, coloca-se uma vedação para evitar que as pessoas circulem nessas zonas. Todos os anos temos implementado políticas ambientais para deixar a praia melhor do que a encontramos”

PITONISA

Albert Camus, escritor, filósofo, jornalista franco-argelino (1913-1960), Prémio Nobel de Literatura em 1957: “não há que ter vergonha de preferir a felicidade.” 

A partir de hoje, o autor do OUTRA MARGEM, depois de reunir em assembleia geral extraordinária com os accionistas detentores do título, decidiu passar a assinar como nome de exibição das suas mensagens: PITONISA.

Como sabem, o conceito de PITONISA assenta na crença de que existem indivíduos que afirmam possuir algum tipo de faculdade ou poder com a qual podem prever acontecimentos futuros. Estas pessoas recebem várias denominações: adivinhos, clarividentes, profetas, bruxas ou pitonisas.

Quem acompanha, com alguma atenção, este espaço, sabe que este conceito assenta que "nem uma luva" ao seu autor.

"Fico curioso com as vozes que se levantam contra tal remoção, e questiono-me: onde estavam quando se fazia a extração das areias, com tratores e camiões, em plena praia e a atravessar a cidade? E quando se implementou o RFM Somnii (que eu apoio) com todas as consequências para o ambiente, devido à falta de civismo de alguns? E quando “plantaram” mesas e bancos de betão (!) em pleno areal? Nesses momentos houve silêncio…."

Via Diario as Beiras 

"Cedência do imóvel, pelo Município da Figueira da Foz, exclui a área contígua, terrenos onde é permitida construção de habitação"

 Via Diário as Beiras
"A Universidade de Coimbra (UC) vai instalar-se no antigo terminal rodoviário. As obras de reabilitação vão iniciar-se em breve. Santana Lopes tinha preferência pelo Sítio das Artes para a instalação do campus da UC, que manifestou quando ainda era candidato à presidência da Câmara da Figueira da Foz. Contudo, o conjunto de edifícios, vizinho do antigo terminal rodoviário, fora cedido pelo anterior executivo camarário, por 50 anos, ao IEFP, para ali instalar um centro de formação profissional. As obras de reabilitação para este efeito deverão começar nos próximos meses."

O MAR É A NOSSA TERRA vai ser apresentada na cidade a que sobretudo diz respeito

Como já demos nota em anterior publicação, hoje, pelas 18:00 horas, na Figueira da Foz, no espaço expositivo do Meeting Point (Esplanada, com entrada pela Praça Ladesma Criado), mediante um protocolo entre o Município da Figueira da Foz e o Centro Cultural de Belém, vai ser inaugurada a exposição «O Mar é a nossa Terra», com curadoria dos arquitetos Miguel Figueira e André Tavares.
Publicamos um texto do Centro de Estudos do Mar (CEMAR), "uma das entidades que participou e contribuiu para a preparação e a apresentação desta exposição", que nos vai certamente ajudar a entender melhor o que vamos ver.
«Vai ser feita a abertura, na cidade da Foz do Mondego, da grande exposição O MAR É A NOSSA TERRA, coordenada pelo Arquitecto Miguel Figueira (dos movimentos Cívicos "O Mar à Cidade-Bring Back The Bay" e "SOS Cabedelo", e do Conselho Consultivo do CEMAR-Centro de Estudos do Mar) e pelo Arquitecto André Tavares (do Centro Cultural de Belém).
Trata-se da grande exposição, sobre o Mar e a Foz do Mondego (como caso de estudo exemplar), nos seus aspectos de Hidráulica Marítima (erosão e assoreamento do Litoral), Urbanismo, Ambiente, Turismo de Praia, Ecologia e Sustentabilidade Local, que primeiro havia sido inaugurada e havia estado patente no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, de Março a Agosto de 2020, e depois disso havia sido apresentada em 2021 em França, em Nice. Agora, em 14 de Junho de 2023, essa exposição é por fim apresentada na própria cidade a que sobretudo diz respeito, na Figueira da Foz do Mondego, com o apoio da Câmara Municipal local, e aqui irá ficar patente ao longo deste ano de 2023.
O Centro de Estudos do Mar (CEMAR), a entidade que, desde 1996 (logo no ano a seguir à sua criação em 1995), havia sido quem na Figueira da Foz havia chamado a atenção, pioneiramente, para a situação catastrófica da erosão e do assoreamento do litoral figueirense (jornal Público de 06.09.1996, etc.), e em 2008 havia denunciado o já então previsível avolumar dessa catástrofe ambiental, que então estava iminente, com o prolongamento, quase para o dobro (400 metros), do molhe norte do porto fluvial da Figueira da Foz, veio depois disso a ser a entidade que veio a apoiar, desde o primeiro momento, os movimentos cívicos "SOS Cabedelo" e "O Mar à Cidade-Bring Back The Bay", quando esses movimentos cívicos começaram as suas meritórias acções, em 2009-2010, em resposta ao prolongamento do molhe que efectivamente foi iniciado nesses anos.
Agora, em 2020-2023, uma vez mais, o CEMAR teve o prazer e a honra de ser uma das entidades que participou e contribuiu para a preparação e a apresentação desta exposição. O CEMAR orgulha-se, sobretudo, por ter sido quem, ao longo dos anos, contribuiu para a aproximação das dinâmicas, das acções e das reivindicações — articuladas entre si, indissociáveis, e mutuamente emblemáticas e úteis —, por um lado dos praticantes e amantes do "Surf", e por outro lado dos pescadores da "Arte" (a pesca de cerco e alar para terra, actualmente chamada oficialmente "Arte-Xávega"), duas actividades marítimas com grande expressão nos litorais da Beira Litoral portuguesa.
"Os mais pobres dos pobres, com o mais belo barco do mundo"…
"Esses pescadores são, tecnicamente, surfistas…"»

Cormac McCarthy 1933/2023

Morreu ontem terça-feira o escritor norte-americano Cormac McCarthy
O autor explorava o lado negro da natureza humana. Vários críticos apontavam McCarthy como herdeiro de William Faulkner e Herman Melville. 
Cormac McCarthy nasceu no estado norte-americano de Rhode Island, em 20 de julho 1933, tendo estudado na Universidade de Tennessee, que acabou por deixar para entrar na Força Aérea. 
Ficou conhecido por ser autor de romances apocalípticos e ‘western’, como “A Estrada”, “Meridiano de Sangue” e “Este país não é para velhos”.

terça-feira, 13 de junho de 2023

O Mar É a Nossa Terra estará patente ao público no Meeting Point, na Esplanada Silva Guimarães a partir de quinta-feira

A construção sensível da linha de costa 
 "O oceano Atlântico é um espaço amplo e complexo que determina grande parte das nossas vidas. Em terra, uma linha de costa não é uma linha, é um eterno fluxo. Esta exposição cartografa e apresenta as contradições que existem entre a terra e o mar, sob a perspetiva da arquitetura, do ordenamento do território e da construção da paisagem. Esta matéria, tão sensível e relevante para a sociedade, tem sido objeto de atenção de um conjunto de arquitetos que têm desafiado os limites convencionais da disciplina. Tendo como ponto de partida as contradições físicas e a cultura popular da praia da Figueira da Foz, a exposição percorre um conjunto de experiências de pensamento, desenho e configuração das linhas de costa e da sua relação com a densa imensidão do oceano. O mar é um lugar: em vez de considerar a água como limite ou espaço de confronto, o mar pode e deve ser um parceiro na construção da terra."
Via Município da Figueira da Foz
"O Município da Figueira da Foz assina na próxima quarta-feira, dia 14 de junho, pelas 18h00, no Meeting Point, na Praceta Ledesma Criado, um protocolo com o Centro Cultural de Belém, relativo à exposição «O Mar é a nossa Terra», que será inaugurada de seguida.
A exposição, com curadoria dos arquitetos Miguel Figueira e André Tavares, foi concebida e apresentada em 2020 na Garagem Sul do Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Excertos desta mostra estiveram patentes no Forum d’Urbanisme et d Architecture de Nice, em 2023, em França, antes desta apresentação que se divide entre o Meeting Point, na Figueira da Foz e o Núcleo Museológico do Mar, em Buarcos, cujo 20º aniversário se assinala durante este ano e até 29 de maio de 2024 e onde ficará patente o «Núcleo do Bacalhau».
«O Mar é a nossa Terra» é uma exposição que cartografa e apresenta as contradições existentes entre a terra e o mar, sob a perspetiva da arquitetura, do ordenamento do território e da construção da paisagem, matéria tão relevante para a sociedade por ser objeto de atenção de um conjunto de arquitetos que têm desafiado os limites convencionais da disciplina.
Tendo como ponto de partida as contradições físicas e a cultura popular da praia da Figueira da Foz, a exposição percorre um conjunto de experiências de pensamento, desenho e configuração das linhas de costa e da sua relação com a densa dimensão do oceano.
O mar assume-se como um lugar pelo que é necessário inverter o olhar sobre ele, pensando a construção da terra a partir das suas dinâmicas.
Esta exposição pretende contribuir para uma nova cultura de transformar o mundo. Irá ser a primeira exposição, promovida pelo município, totalmente acessível e inclusiva.
Ao dispor dos visitantes irão estar vídeos com legendagem em língua gestual, folhas de sala com escrita com símbolos e escrita em braille, folhetos em escrita simplificada, experiências sensoriais e audioguia."