Via Diário as Beiras
quinta-feira, 18 de março de 2021
quarta-feira, 17 de março de 2021
A política figueirinhas está ao rubro e no seu melhor!.. Na Figueira é sempre carnaval...
Segundo o PSD/FIGUEIRA, "aumenta onda de entusiasmo pela candidatura encabeçada por Pedro Machado, numa tendência imparável rumo à vitória nas próximas eleições autárquicas."
A lista de ontem, que pode ser conferida clicando aqui, anuncia mais 25 apoiantes.
Ponto da situação: no apoio à putativa candidatura de Santana à Figueira, além da vírgula, ao que parece, passou a faltar também um A...
A Figueira tresanda a bafio: porquê, para quê e até quando?
Recordo o meu saudoso Amigo Manuel Mesquita:
"Na Figueira da Foz evoca-se aquele que é o filho mais notável da terra: Manuel Fernandes Tomás. Um exemplo de homem público que poucos poderão igualar. Seria bom que no país, e em especial na sua terra, nos tempos actuais, houvesse quem lhe seguisse as pisadas no amor à causa pública!"O que se passa nos 379.05 km² do concelho da Figueira da Foz e com os cerca de 62 mil habitantes, cerca de 18 mil deles concentrados na freguesia sede do concelho, costuma interessar pouca gente.
Em 2021, na Figueira, com um executivo camarário democraticamente eleito, num País que tem uma constituição e leis que asseguram, na sua letra, uma ampla margem para a liberdade de expressão dos indivíduos, fará algum sentido alguém ter medo de expressar a sua opinião?
Do meu ponto vista não. Esse medo, a exisitir, teria reflexos no desenvolvimento do concelho em geral. A imposição estrita de reserva e silêncio, não deriva de leis. Deriva apenas do simples reflexo de defesa de quem se pode sentir discriminado por ter opinião. Deriva, por isso, por pressentir um reflexo de um autoritarismo de inspiração proto-fascista. Reflexo esse, aliás, que a existir, seria também de medo.
Medo que quem questiona certezas ou dúvidas; de quem poderia apontar a nudez dos reizinhos dos pequenos e grandes poderes; de quem não tendo poder efectivo para executar em nome de todos, poderia criticar o poder de quem o tem.
É nesse exercício de um direito de crítica, que as sociedades democráticas (como a Figueira só pode ser...) se distinguem: umas, concedem-no amplamente e sem muitas reservas. Outras, reservam esses direitos, apontando limites sempre com base em conceitos convenientes e bem estruturados, tendo em vista a lógica do poder em exercício no momento.
Há coisas complicadas e difíceis de explicar. A Figueira, aparentemente, não entrou ainda no clube das "amplas liberdades". Sente-se um medo do medo..
Quem tem o poder, deveria ter também o dever de não abusar desse poder.
Ao promover a crispação da sociedade, alargando o espaço do medo para o âmbito pantanoso da discricionariedade interpretativa, consoante o poder e as sensibilidades dos políticos do momento, usando a vontade de perseguir indivíduos ou grupos, para reprimir atitudes e gestos incómodas ou calar vozes de contestação, desmente-se, na prática e nessas atitudes, a essência da própria democracia que se diz defender e promover.
Numa sociedade que privilegia o unanimismo e o "respeitinho" como valores absolutos (quem não é por mim, é contra mim...), o obectivo é calar as vozes discordantes, reivindicativas e mais sensíveis aos erros e às injustiças do poder.
Contudo, isso é sempre uma tarefa impossível de eternizar. Mais tarde ou mais cedo surgirá a revolta. Foi assim, aliás, que surgiu o movimento das Forças Armadas, que rompeu as trevas em 25 de Abril de 1974.
Os que herdaram as mordomias trazidas pela democracia estão a esquecê-lo.
Sinais dos tempos ou, simplesmente, sinal inequívoco de que o poder inebria? E o poder absoluto, como sabemos, inebria muito mais.
Quem viveu antes do 25 de Abril e 974, tem memória do autoritarismo fascista - o da repressão efectiva e eficaz da discordância e dissidência, com a disseminação do medo generalizado de falar livremente e de afrontar os poderes fácticos instalados.
Não se trata de um problema da oposição. É mais uma questão de política interna a espelhar a luta pelo poder político.
Não se trata de um problema da oposição. É mais uma questão de política interna a espelhar a luta pelo poder político.
Anda qualquer coisa irrespirável e bafienta no ar da Figueira.
Serei só eu que estou a dar por ela?
O Cabedelo...
O Cabedelo, no decorrer desta semana, é o tema proposto pelo jornal Diário as Beiras, aos cronistas residentes. Como é óbvio, vou estar atento. Fica a crónica publicada pela Silvina Queiroz, a habitual cronista das quartas-feiras.
Como o tempo voa...
"No dia 16 de
março de 2020, o Hospital Distrital da Figueira da Foz recebia os primeiros
doentes com covid-19".
Via Diário as Beiras
Cartas ao Director: a primavera veio para ficar?
"Primavera chegou
mais cedo
A questão é saber se veio para ficar.
Moro paredes meias com um
infantário e não me podiam ter
calhado melhores vizinhos.
Habituei-me à algazarra dos
meninos nos intervalos. Integramos
esses sons no nosso quotidiano e,
de ruído, passa a fazer parte do
nosso conforto. Pois bem, na passada segund-feira,
ao fim de meses, os passarinhos
voltaram a encher os meus ouvidos
e a minha alma. Mas deram-me
também a medida justa desta
amargura cinzenta em que estamos
mergulhados. Será que vai terminar? Sim, acredito que sim! Com
avanços e recuos, mas vai terminar.
Por todos nós e sobretudo por este
bando de pardais que habita o meu
quotidiano e que ontem regressou
antecipando a Primavera."
José Pombal
18 milhões para reabilitar a Ponte Edgar Cardoso
«O concurso público para reabilitar e reforçar a Ponte Edgar Cardoso, na Figueira da Foz, investimento de 18 milhões de euros, foi lançado, anunciou a Infraestruturas de Portugal.
Numa nota de imprensa, a empresa informa que foi publicado em Diário da República, na segunda-feira, o concurso público para a contratação da empreitada de reabilitação e reforço na Ponte Edgar Cardoso sobre o rio Mondego, situada ao quilómetro 118,108 da Estrada Nacional 109.
Fonte da empresa disse que o lançamento deste concurso integra o programa anual de investimentos da Infraestruturas de Portugal na melhoria das infraestruturas que tutela, sendo que o investimento será realizado com capitais próprios.
Numa nota de imprensa, a empresa informa que foi publicado em Diário da República, na segunda-feira, o concurso público para a contratação da empreitada de reabilitação e reforço na Ponte Edgar Cardoso sobre o rio Mondego, situada ao quilómetro 118,108 da Estrada Nacional 109.
Fonte da empresa disse que o lançamento deste concurso integra o programa anual de investimentos da Infraestruturas de Portugal na melhoria das infraestruturas que tutela, sendo que o investimento será realizado com capitais próprios.
“A expectativa da empresa
é que a obra possa arrancar
no final deste ano ou início do próximo”.»
terça-feira, 16 de março de 2021
Só faltam as vacinas...
Via Diário as Beiras
"O centro de vacinação instalado nas instalações da escola da GNR,
o único do concelho, tem
mais postos de atendimento, passando para seis.
A
câmara municipal instalou
uma tenda gigante para
aumentar a capacidade de
resposta."
Cabedelo....
O Cabedelo, no decorrer desta semana, é o tema proposto pelo jornal Diário as Beiras, aos cronistas residentes.
Como é óbvio, vou estar atento.
Fica a crónica publicada pelo Teotónio Cavaco, o habitual cronista das terças-feiras.
Em memória de tempos em que o concelho caminhava determinado em direcção ao futuro...
"Se a situação pandémica o permitir, a partir de 15 de Junho, a cidade volta a receber o “Figueira Fun Park”, conjunto de estruturas de diversão que engloba o regresso da “roda gigante” que tanto êxito teve o ano passado. Ontem na reunião de Câmara, foi aprovada a minuta do protocolo a celebrar entre a autarquia e a Associação de Profissionais Itinerantes Certificados (APIC), com a vice-presidente a salientar que, «se for possível», no Natal virá também uma pista de gelo e a garantir que a vinda destes dois equipamentos, com preços «muito elevados», rondando os 50 mil euros cada, só é possível porque «são os outros carroceis que pagam»."
O azar da Figueira: os milhões vindos da Europa disponíveis para estas absurdas obras avulso perpetradas por um poder autárquico menor...
Via Diáio as Beiras.
"A União Europeia
aprovou candidaturas
apresentadas pelo município no valor de mais
de 60 milhões de euros,
de 1988 a 2021, segundo
os gráficos apresentados,
ontem, na reunião de câmara, pelo presidente da
autarquia, Carlos Monteiro.
O total é a soma dos
projetos candidatados
nos mandatos autárquicos do PSD (1998 - 2009)
e do PS (2009 - 2021).
Durante os três mandatos do PSD (um de Santana Lopes e dois de Duarte
Silva), Bruxelas aprovou
projetos de cerca de 22,5
milhões de euros. Já com
os socialistas no poder local (João Ataíde até abril
de 2019 e Carlos Monteiro no poder desde então),
foram validadas obras de
40 milhões de euros.
Entre 2018 e 2021, com
um valor próximo dos
20 milhões de euros, foi
a fase em que Bruxelas
mais dinheiro destinou
ao concelho, seguindo-se
o período de 1998 a 2001,
com perto de 17 milhões
de euros. De 2010 a 2013,
foram aprovadas candidaturas de nove milhões
e de 2014 a 2017 outros
11 milhões. Foi entre
2002 e 2005 que a Figueira da Foz apresentou menos candidaturas, num
total de dois milhões de
euros.
Por programas de financiamento, foi o Portugal
2020 (ainda ativo) quem
mais contribuiu, ao aprovar mais de 30 milhões de
euros. O Quadro Comunitário de Apoio III (2000
- 2006), por seu lado, deu
luz verde a projetos de
18 milhões, enquanto o
Quadro de Referência Estratégico Nacional (2007
- 2013) ficou-se pelos 14
milhões. A taxa de cofinanciamento da União
Europeia oscilou entre os
60 e os 85 por cento (de
2000 a 2021), cabendo à
autarquia garantir a diferença."
Eram estas as grandes obras públicas que os executivos de Santana Lopes, Duarte Silva, João Ataíde e Carlos Monteiro deveriam ter lançado, onde foram gastos milhões (da Europa, mas também de nós todos)?
Era esta a obra com a qual os responsáveis pretendiam gerar riqueza e criar postos de trabalho para desenvolver a economia local?
Não teriam havido outras e melhores prioridades?
Fica um desejo para o futuro próximo - que os figueirense daqui a meia dúzia de meses podem concretizar com o seu voto: que a bem de um concelho necessitado de autarcas inteligentes e competentes se passe a planear o desenvolvimento do concelho de outra maneira.
Existem outras prioridades...
Para quando o recenseamento eleitoral actualizado a sério?
Esta notícia, publicada ontem no Diário de Coimbra, fez-me recordar aquilo que toda a gente sabe: os cadernos eleitorais andam empolados há muitos anos.
segunda-feira, 15 de março de 2021
Cabedelo...
Estou a chegar àquela idade em que, à nossa volta se começa a sentir, ainda mais, a pressão para, finalmente, sermos como a esmagodora maioria.
Vendo bem, porém, não me sinto assim tão diferente: tive uma filha; e uma casa; agora, tenho uma garagem, 3 bicicletas e um carro.
Estou naquela idade de aceitar a finitude com serenidade. Já não tenho idade para pedir muito.
Aliás, a vida para mim nunca foi acumular
Prefiro a solidão e a aceitação fácil.
Gosto de sentir que não sou vencedor.
Não vivo - nunca vivi - uma vida «comprada» segundo a opinião que domina a sociedade.
Nunca o fiz; nunca o farei. Chegou o que me venderam na adolescência.
Nunca o fiz; nunca o farei. Chegou o que me venderam na adolescência.
Se há qualidade que tenho, quiçá em demasia, é a de não me vender. Por nada.
Há apenas meia dúzia de coisas realmente importantes na minha vida. Umas de natureza familiar, que me abstenho de divulgar. Outras, de gosto: os livros, a musica, a paz e o amor.
São-nos concedidas algumas dezenas de anos, que temos que aproveitar: para mim, gosto de apreciar a beleza simples da vida.
Até Dezembro do ano passado, era sentar-me na melhor esplanada da Figueira.
Agora, resta-me um bom livro de poemas e a música...
E as caminhadas, como a desta manhã, ao longo do molhe sul.
Agora, resta-me um bom livro de poemas e a música...
E as caminhadas, como a desta manhã, ao longo do molhe sul.
Gosto de ir ao Cabedelo, mesmo agora revoltado e revolvido pelas obras.
Desapareceu a praceta Mário Silva e aquela que era a melhor esplanada da Figueira e que tinha a mais linda vista sobre o mar.
Depois disto, não deixará jamais de me espantar a necessidade que os políticos têm de "obrar"...
É salgado, umas vezes, outras amargo, andar por aqui, agora.
Gritar fazia falta, fazia sentido e era importante, mas continuo a preferir outras formas de usar o aparelho fonador.
Gritar fazia falta, fazia sentido e era importante, mas continuo a preferir outras formas de usar o aparelho fonador.
Por isso, fica o silêncio para poder ouvir o rumorejar das ondas a beijar o molhe.
Garanto: continua a ser bom...
Garanto: continua a ser bom...
O Cabedelo, no decorrer desta semana, é o tema proposto pelo jornal Diário as Beiras, aos cronistas residentes.
Como é óbvio, vou estar atento.
Fica a crónica publicada pelo João Vaz, o habitual cronista das segundas-feiras.
Borda do Campo precisa de melhor acesso à Internet
Imagem via Diário as Beiras
As deficiências de cobertura da rede de internet, sobretudo em localidades mais distantes da sede do concelho, não são de hoje nem de ontem, e continuam a "dificultar a vida de quem está em teletrabalho e no ensino a distância".
O presidente da autarquia figueirense, Carlos Monteiro, na edição de hoje do DIÁRIO S BEIRAS afirma "que já diligenciou junto da Altice para incluir aquelas povoações na empreitada."
As deficiências de cobertura da rede de internet, sobretudo em localidades mais distantes da sede do concelho, não são de hoje nem de ontem, e continuam a "dificultar a vida de quem está em teletrabalho e no ensino a distância".
O presidente da autarquia figueirense, Carlos Monteiro, na edição de hoje do DIÁRIO S BEIRAS afirma "que já diligenciou junto da Altice para incluir aquelas povoações na empreitada."
O presidente da Junta do
Paião, Paulo Pinto, por seu
lado, afirmou: “Tenho contactado elementos da administração, e tenho pressionado. Por
muita pressão que façamos,
não temos garantia de quando
será feito”.
Entretanto, os moradores da antiga freguesia da
Borda do Campo vêm-se em palpos de aranha ler esta notícia
na versão digital do DIÁRIO AS
BEIRAS ou este apontamento, aqui, no Outra Margem.
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